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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

GOVERNO APOSTA NA FILEIRA DO KIWI

“A fileira do kiwi é um bom exemplo daquilo que nós queremos para todas as fileiras de produção em Portugal.” Estas palavras foram proferidas pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva, durante uma visita à empresa ‘Frutas Douro ao Minho’, uma das centrais de comercialização, em Guimarães. A empresa, com sede em Briteiros S. Salvador, tem actualmente 11 trabalhadores fixos, exportando cerca de 40 por cento do produto. Trata-se de uma produção de kiwi que tem 26 anos em Portugal e que apresenta “taxas de crescimento enormes”, alcançadas pelos pequenos produtores, pelas boas empresas e pela estratégia de comercialização, como realçou o ministro.
Afirmando que “estamos perante uma fileira que é jovem mas que está a crescer numa lógica de fileira”, Jaime Silva advertiu que “não basta produzir”, pois “é preciso embalar, fazer a calibragem, possuir técnicas de marketing e depois comercializar e exportar”.
A empresa de Guimarães deverá fechar 2008 com uma facturação total de 2,5 milhões de euros, sendo que a maioria do kiwi produzido é exportado, sobretudo para Espanha. Os projectos da empresa ‘Frutas Douro ao Minho’ englobam uma área de investigação, “uma área que procura uma diferenciação pela qualidade”, sublinhou o ministro da Agricultura, elogiando a inovação e o espírito associativo da empresa.
Para que o consumidor seja devidamente informado, “vão ser estudadas as características do fruto, designadamente o seu teor de vitaminas, amido, fósforo, e minerais”, disse Jaime Silva, afirmando que “a maior parte dos portugueses não sabe que o kiwi tem mais vitamina C do que a laranja”. A investigação na área das variedades precoces “dá a esta fileira de kiwi óptimas perspectivas e naturalmente contará com o apoio do Ministério da Agricultura”, garantiu o governante.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Comprar um tractor a juro zero

Do Brasil, chega-nos um bom exemplo de apoio público à produção agrícola. O Governo do Estado de S. Paulo anunciou um programa para estimular a produção agrícola do Estado, com a venda de tractores a juro zero, com desconto médio no valor em torno de 20 por cento. Ao todo, serão abrangidos seis mil tractores, com potência entre 50 e 120 cavalos, aos produtores que obtêm no mínimo 80 por cento da renda bruta anual com a actividade agropecuária, limitada a 400 mil reais (cerca de 135 mil euros) por ano. O prazo para pagamento é de até cinco anos, dependendo da actividade agrícola e do projecto técnico, e a carência é de até três anos, também dependendo dessas duas variáveis. Muitas vezes, mais do que um subsídio, o que os agricultores portugueses precisavam era de um incentivo deste género.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL

LEITE RECEBE 100 MILHÕES
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O ministro da Agricultura, Jaime Silva, garantiu que vai consagrar pelo menos 100 milhões de euros nos próximos cinco anos a programas de reforço da competitividade do sector do leite para lhe permitir enfrentar a liberalização total da produção na União Europeia (UE) em 2015. Este montante resulta de uma nova possibilidade oferecida aos países da UE para canalizarem uma parte não utilizada do envelope das ajudas directas aos agricultores em apoios específicos a sectores em dificuldades, como o gado ovino e caprino, ouo leite.
De acordo com Jaime Silva, as verbas em causa poderão atingir em Portugal um montante acima dos 50 milhões de euros por ano até 2013, dos quais "um mínimo" de 20 milhões poderão ser atribuídos ao leite. "Não é para dar mais uma ajuda", mas para resolver eventuais "questões de concorrência e competitividade" resultantes da eliminação das actuais quotas de produção, frisou. A possibilidade de apoiar o sector acompanha a decisão dos ministros da agricultura da UE de aumentar as quotas leiteiras em 1 por cento anuais durante os próximos cinco anos a título de preparação do mercado para a liberalização total em 2015.
Este processo foi uma das questões mais difíceis de resolver na mini-reforma da Política Agrícola Comum (PAC) acordada pelos Vinte e Sete: enquanto que a Itália, Espanha ou Holanda queriam abolir de imediato os limites à produção, Portugal, Alemanha ou França opuseram-se terminantemente, exigindo programas de apoio ao sector e duas cláusulas de revisão da decisão em 2011 e 2013.
A reforma impõe por outro lado uma nova redução progressiva de 5 por cento, até 2012, das ajudas directas aos agricultores que recebem mais de 5 mil euros anuais da UE (ao abrigo da chamada "modulação") e transferência dos montantes obtidos para projectos de desenvolvimento rural. Este será um corte adicional aos 5 por cento que já vigoram desde 2005, que terá uma taxa de co-financiamento obrigatória dos Estados reduzida para 10 por cento do valor dos investimentos nas regiões mais desfavorecidas (grande parte de Portugal) e 25 por cento nas restantes (contra 25 e 50 por cento, actualmente).
Apesar de ter ficado aquém dos 8 por cento suplementares propostos pela Comissão Europeia, o novo reforço da "modulação" confirma a orientação de transferência progressiva das ajudas directas (actualmente pagas sem qualquer ligação com a produção) para o desenvolvimento rural que foi dada à PAC na grande reforma de 2003.
Uma das grandes novidades ontem introduzidas assenta no regime especial previsto para as grandes explorações - que recebem mais de 300 mil euros por ano - que, pela primeira vez, terão um corte das ajudas superior às outras (em 4 por cento). Bruxelas tinha proposto um corte adicional de 9 por cento para as grandes explorações, o que foi rejeitado sobretudo por ingleses e alemães.
Apesar disso, o Reino Unido foi um dos dois países que votou contra a reforma (sem a bloquear) por considerá-la excessivamente tímida e "uma oportunidade perdida" para operar um corte sério no orçamento da PAC, que continua a absorver 40 por cento de todas as despesas comunitárias. Finalmente, o novo limiar de 250 euros por exploração abaixo do qual a UE vai deixar de pagar ajudas directas - e que prejudicaria perto de 70 mil agricultores portugueses -, foi eliminado para Portugal, Hungria e Eslovénia, que poderão manter a actual regra de 0,3 hectares por agricultor.
[FONTE: Isabel Arriaga e Cunha, "Público", 21-11-2008]

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Desenvolvimento Rural aprovado em Bruxelas

O programa de desenvolvimento rural relativo à rede rural portuguesa para o período 2007-2013, orçado em 23,5 milhões de euros, foi aprovado esta semana em Bruxelas pelo Comité do Desenvolvimento Rural. É uma boa notícia para a agricultura portuguesa, pois permite desbloquear verbas para os vários projectos de desenvolvimento rural que estão em marcha no País.
O comité de desenvolvimento rural, que é composto por representantes dos 27 Estados da União Europeia (UE), emitiu um parecer positivo ao programa português, encerrando assim o processo de aprovação dos 94 programas regionais e nacionais de desenvolvimento rural que integram a política de desenvolvimento rural da UE.
Os programas específicos de desenvolvimento rural para cada uma das regiões portuguesas já haviam sido aprovados. O programa de desenvolvimento rural para a rede rural nacional, que ainda terá de ser formalmente adoptado pela Comissão Europeia, tem um orçamento público total de 23.575.950 euros, sendo co-financiado em 50 por cento (11,7 milhões de euros) pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER).
A Rede Rural Nacional visa criar condições favoráveis ao desenvolvimento rural, sobretudo através da diminuição dos custos de contexto e da adaptação das políticas seguidas à evolução da situação nas zonas rurais.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A fileira do leite e o QREN

Maltratada, esquecida, ignorada, muitas vezes vilipendiada, a agricultura portuguesa tem de ser um dos pilares fundamentais da nossa actividade económica, como ainda se recentemente provou com as notícias sobre a crise alimentar.
É essa crise que nos deve fazer reflectir sobre o modo como temos olhado para a nossa agricultura. E deve fazer pensar os nossos governantes, que têm descurado os apoios a um sector que continua a ter muito potencial competitivo.
Esse potencial competitivo foi, recentemente, demonstrado por uma fileira que faz o seu caminho e que aposta na sua expansão e internacionalização: a fileira do kiwi. Mas esse potencial competitivo, devidamente sublinhado pelo Ministro da Agricultura, não caiu do céu, foi construído com base na inovação, na utilização de novas tecnologias, na definição de nichos de mercado com determinadas características, na investigação. E, por fim, na dedicação e no trabalho.
Esta fileira tem muito para dar ao país. Espero que o Governo perceba (julgo que percebe) a riqueza que a kiwicultura pode produzir, e os postos de trabalho que pode criar.
Numa altura em que se definem as candidaturas ao QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional) e respectivos apoios, quero sublinhar que a escolha política das fileiras estratégicas – como as frutas, as flores e hortícolas, o azeite e o vinho, assim como os produtos IGP (Indicação Geográfica de Proveniência); DOP (Denominação de Origem Protegida) ou os produzido em modo biológico ou tradicional – garantindo-lhes prioridade no acesso aos fundos e uma majoração entre 5 a 10% de apoio financeiro, esquece, sem razão, a fileira do leite. Porquê? É necessário uma grande transformação na actividade produtiva para incorporar no preço do leite os custos do licenciamento das explorações, do cumprimento da legislação ambiental e do bem-estar animal, bem como a racionalização da produção para minimizar os custos energéticos e dos combustíveis.
Mas a competitividade da nossa agricultura não pode fazer-se se os prazos para pagar os subsídios aos agricultores continurem a não ser cumpridos. O Estado Português deveria dar um sinal de confiança aos agricultores e seus agentes, cumprindo escrupulosamente as datas de aprovação e pagamento das diversas ajudas.
O sector vinícola é um exemplo da gravidade do não cumprimento desses prazos. As candidaturas foram aprovadas até Abril/Maio deste ano, quando, por lei, têm que estar impreterivelmente concluídos os investimentos nas vinhas até 31 de Maio de 2008. Como nesta altura não é possível fazer a implantação das vinhas e a legislação europeia impõe que os pagamentos sejam feitos em Junho/Julho de 2008, o agricultor tem de desistir do projecto ou que suportar o custo de uma garantia bancária no valor de 120% do valor da ajuda.
Face a isto, deixo uma proposta ao Ministério da Agricultura: sempre que não possa pagar em determinado ano as ajudas a que os agricultores tenham direito por insuficiência orçamental, deveria enviar um documento escrito indicando o montante em dívida e a nova data de pagamento no ano seguinte. Como esta informação não existe até à data, os agricultores e, sobretudo, os jovens agricultores, não têm possibilidades de financiarem junto da banca.

José Martino
Engenheiro Agrónomo

sábado, 6 de setembro de 2008

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL

A produção de uvas é uma novidade no Nordeste brasileiro
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UVA NO NORDESTE BRASILEIRO
DÁ DUAS SAFRAS ANUAIS

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A região Centro-Sul [do Estado do Ceará, no Nordeste do Brasil] amplia os cultivos na fruticultura. O município de Iguatu é pioneiro no plantio de uva. Este município, que já foi o maior produtor de algodão do Ceará, nas décadas de 1950 a 1970, e actualmente é um dos maiores produtores de arroz irrigado, mantém a vocação agrícola e começa a diversificar a lavoura. A produção de frutas nos últimos três anos vem ganhando cada vez mais espaço e a novidade neste segundo semestre é a safra pioneira de uva, num projecto que abrange quatro produtores, totalizando seis hectares.
As primeiras colheitas começaram numa área de 1,2 hectare (ha), localizada no Sítio Várzea de Fora, próximo à cidade de Iguatu. O produtor rural José Dantas foi um dos primeiros a aderir, no início do ano passado, ao projecto implantado pela Secretaria Municipal de Agricultura, em parceria com o Instituto Agropolo e com os produtores da região.
Nesta semana, Dantas colheu três toneladas de uva, da variedade Itália. “É uma colheita inicial, que a gente chama de safrinha”, explicou. “É um primeiro passo até para aprender com os erros”. Depois de um ano e meio de trabalho com a implantação do projeto, investimento e custeio, num valor total de R$ 80 mil [cerca de 30 mil euros], o produtor de uva mostra-se satisfeito. Em Dezembro, Dantas deve colher mais 12 toneladas.

QUALIDADE E SABOR

A uva dá duas safras anuais. Os dois primeiros anos servem para estabilizar a produção. A partir do terceiro ano, deve chegar a 50 toneladas por ano, por hectare. Essa é a meta dos produtores no município. “As nossas perspectivas são boas”, diz Dantas, que passou a ser conhecido como “Zé da Uva”. Na sua área, a colheita deve durar dez dias. “Em face da qualidade do solo, a produção foi antecipada em 20 dias”.
O que chama a atenção dos técnicos locais não é a produção de uva, pois há várias áreas implantadas no sertão cearense, mas a qualidade dos frutos, que apresentam elevado índice de açúcar. “Tem qualidade e sabor muito adocicado e por isso teve boa aceitação entre os consumidores”, confirma Dantas. A produção está sendo comercializada para o mercado local. O preço do quilo é vendido por R$ 2,00 [cerca de 80 cêntimos de euro] para um distribuidor de frutas da região.
De acordo com o secretário de Agricultura de Iguatu, Valdeci Ferreira, o mercado de frutas é amplamente favorável. No caso da uva também não há dificuldade de escoamento da produção. Ferreira comemora o resultado do crescimento do projecto de fruticultura implantado há três anos no município. “Temos um potencial de água e de solo e há várias instituições que trabalham com o sector agrícola”, observou. “Esse quadro é favorável para o desenvolvimento da fruticultura”.
Três anos depois, Iguatu já desponta como o maior produtor de frutas do Centro-Sul. Segundo a Secretaria de Agricultura, já estão em andamento e com elevada produção, 120 hectares de banana, 30ha de goiaba, 6ha de maracujá, 10ha de melancia, além de tomate, abóbora e milho verde.
“O primeiro passo foi sensibilizar os produtores e em seguida entramos com apoio técnico”, disse Ferreira. “Os produtores têm coragem de trabalhar, mas precisava de orientações técnicas adequadas porque não conheciam a tecnologia de produção de frutas”. De acordo com o secretário, os resultados são favoráveis. A maioria dos produtores já está ampliando as áreas.
O técnico da Secretaria de Agricultura, Venâncio Vieira, confirma a ampliação das áreas de frutas, com o cultivo de maracujá e goiaba, espécies já plantadas na região.
FONTE: “Diário do Nordeste”, 06-09-2008

domingo, 31 de agosto de 2008

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL

PORTUGUESES PROCURAM VINHOS MAIS BARATOS
O mercado de vinhos poderá ficar estável ou descer ligeiramente em 2008 face ao ano anterior, com o consumo de vinho tinto a regredir e os portugueses a optarem por produtos mais baratos, previu o presidente da CAP. Em declarações à Agência Lusa, o responsável da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Machado, referiu que se assiste a uma transferência das decisões de compra para "vinhos mais baratos, até dois euros, nos supermercados".
Ao mesmo tempo que aponta alguma regressão do consumo de vinho tinto, João Machado refere que o branco está a recuperar e o rosé também cresce. João Machado acrescenta que "80 por cento das vendas de vinho realizadas nas grandes superfícies tem um valor por litro abaixo dos dois euros" e estas unidades representam cerca de 70 por cento do total do mercado, segundo os dados da CAP. Já os restaurantes, onde é vendido cerca de 12 por cento do vinho, estão a registar quebras nas vendas deste produto, acrescenta.
Este retrato não coincide com os indicadores recolhidos pela agência Lusa junto de dois restaurantes, do Galito e do Eleven, pelo menos para o Verão, onde os seus responsáveis dizem não notar qualquer diferença no consumo de vinho entre este ano e os anteriores. Já o sócio da loja Coisas do Arco do Vinho, especializada em vinhos, avança que "os consumidores têm vindo a baixar o valor das suas compras desde 2007, com o Natal a ser o menos bom dos últimos anos, mas [este comportamento] nota-se mais em 2008". Francisco Barão da Cunha explica que, para concorrer com as grandes superfícies, a sua loja opta por marcas seleccionadas que não se vendem naqueles espaços comerciais, e consegue ter vinhos a pouco mais de três euros, embora os preços também possam ser superiores a 100 euros, mas "sempre com qualidade".
Quanto à divisão do mercado de vinhos, os brancos estão a recuperar de uma quebra do consumo desde há cinco ou seis anos, os rosés "vendem-se bastante em Portugal, embora com quotas pequenas, mas a crescer", enquanto o tinto "está a regredir", aponta o presidente da CAP. O vinho tinto representa mais de metade do total do mercado de vinho, podendo chegar perto dos 70 por cento, segundo as estimativas de João Machado.
FONTE: Diário Digital, 31-08-2008

domingo, 24 de agosto de 2008

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL

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MARCA "MADEIRA RURAL" REGISTADA
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A direcção da Madeira Rural - Associação de Turismo em Espaço Rural da Região Autónoma da Madeira, realça, em nota de imprensa, que, no âmbito da “sua responsabilidade no desenvolvimento turístico útil, sensato e sustentado” da Região, procedeu ao registo da marca “Madeira Rural”, (Título de Registo de Nome de Estabelecimento - Madeira Rural, Título de Registo de Marca Nacional e Título de Registo de logótipo), o que considera ser “um passo importante para a credibilidade do produto Turismo em espaço Rural da Madeira”.
Deste modo, a Madeira Rural sublinha que o registo da marca “Madeira Rural” vem “facilitar a sua divulgação e comercialização”. Por outro lado, a Associação refere que sendo um dos “objectivos da Madeira Rural dignificar e melhorar cada vez mais o serviço prestado aos clientes”, irá realizar diversos cursos de formação destinados aos associados ou não, colaboradores ou possíveis interessados em investir neste sector.
A Madeira Rural diz que “continua, desta forma, a contribuir para uma melhoria dos serviços que presta aos seus associados e consequentemente aos clientes destas unidades hoteleiras, assim como ao destino turísticos Madeira em geral”. Assim, os cursos a levar a efeito são, nomeadamente, “Gestão e Exploração de Casas de Turismo Rural”, onde “serão abordados aspectos referentes a criação de projectos de Turismo Rural, a valorização e empreendedorismo rual e noções gerais de contabilidade e fiscalidade, no sentido de contribuir para uma melhor gestão”.
No curso “Geografia, Roteiros e Levadas Aplicadas ao Turimo” os formandos irão conhecer diversos aspectos relacionados com a geografia, os roteiros e as levadas madeirenses, no sentido de uma melhor divulgação do destino Madeira, e no curso “Atendimento e Comunicação com o Cliente” os formandos irão adquirir conhecimentos que lhes permitam prestar um serviço de excelência aos clientes das casas de turismo rural, quer a nível da comunicação, em inglês e alemão. Finalmente, no curso “Cultura, Património, Gastronomia e Agricultura Madeirese” serão abordados os aspectos mais emblemáticos da cultura, património e gastronomia madeirense, no sentido de contribuir para a sua corretac divulgação junto dos turistas que nos visitam.

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL


COMPOTAS E GELEIAS
PARA APROVEITAR FRUTA DESPERDIÇADA
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Uma associação de agricultores de Monção fartou-se de ver toneladas de fruta apodrecer nas árvores do concelho e decidiu dar-lhes um destino: fazer compotas e geleias. E já está a vender além-fronteiras.
Nove mil frascos de compota e geleia, de cerca de duas dezenas de sabores diferentes e com a marca "Sabores e Tradições", entraram para o mercado no último ano pela mão da Associação de Defesa dos Agricultores de Monção (ADAM).
O primeiro lote de produto confeccionado em instalações próprias criadas na sede da associação encontra-se praticamente esgotado, e, desde há algum tempo, têm vindo a ser colhidos frutos por todo o concelho para efectuar uma nova remessa. O objectivo é, segundo o presidente da ADAM, Francisco Coelho, atingir uma produção de "30 a 40 mil frascos por ano".
"Isto resultou de uma velha ideia que tinha por andar no terreno e verificar que na terra de praticamente todos os agricultores existe uma, duas ou mais árvores de fruto, com boa capacidade produtiva e que não são alvo de qualquer tratamento, mas cuja fruta se estragava todos os anos", explica aquele responsável, referindo que a sua ideia era "dar aproveitamento a toda essa fruta e algum rendimento mais ao agricultor, transformando-a em doces regionais de primeira qualidade por ser produto puro e biológico".
Se bem o pensou melhor o fez, e com um gasto de cerca de 100 mil euros, que contou com o apoio do programa Leader, avançou há dois anos para a concretização do projecto, desde a formação de recursos humanos até à criação de uma mini-fábrica e uma loja da ADAM, para comercialização dos novos produtos. As primeiras compotas começaram a ser produzidas em Setembro de 2007 e, em Dezembro, abria o estabelecimento de venda ao público.
A oferta é muito variada: compotas de maçã com passas e vinho do Porto; figo pingo de mel; figo preto; abóbora com canela; abóbora com laranja; abóbora com noz; abóbora; laranja e cenoura; kiwi; maçã com canela; laranja; framboesa; frutos silvestres; amora; mirtilo; chila; marmelo; cereja; morango; damasco; pêssego e ameixa.
Nas geleias há a de maçã e marmelo, e, entretanto, apostaram também em biscoitos de milho e manteiga.
O circuito de comercialização centra-se, por agora, no Alto Minho, mas a ADAM já está a fornecer para França através de um emigrante português, distribuidor, e para lojas gourmet em toda a Espanha. No concelho de Monção existem, actualmente, cerca de meio milhar de agricultores, dos quais, cerca de meia centena já está a entregar a sua fruta para transformação.
AUTORIA: Ana Peixoto Fernandes, "Jornal de Notícias", 24-08-2008

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL

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AGRICULTORES COMBATEM ALTERAÇÕES DO CLIMA
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Rega gota-a-gota, antecipar o cultivo para aproveitar as chuvas do final da Primavera e o isolamento térmico dos telhados para proteger o gado são algumas das estratégias que os agricultores portugueses estão a adoptar para contornar as mudanças climáticas, informa a Lusa. "O clima está mais instável, mais extremo e temos de nos ir adaptando com o recurso às novas tecnologias, como a Internet, para saber a previsão do tempo", afirmou o vice-presidente da Associação de Jovens Agricultores de Portugal, Carlos Neves, acrescentando que os agricultores "já não olham para o lado para ver o vento, nem se baseiam nos ditados populares" para saber a melhor altura para cultivar.
Para poupar água, o jovem agricultor, dono de uma vacaria e produtor de milho em Vila do Conde, comentou que semeia mais cedo para aproveitar a chuva que cai no final da Primavera, enquanto há outros colegas que utilizam o sistema de rega gota-a-gota.
O gado também não é esquecido: "As vacas tourinas sofrem muito com o calor, sentem-se mal, comem menos e produzem menos. Então colocamos ventiladores nos estábulos e isolamos o telhado para que a temperatura seja mais amena."

AGRICULTORES PRECAVIDOS
O director-executivo do Instituto para o Desenvolvimento Agrário da Região Centro, Manuel Costa deu como exemplo este mês de Agosto, que se tem caracterizado, na região Centro, por manhãs com nevoeiros acentuados que se prolongam até meio da tarde, altura em que descobre o Sol, e que pode trazer "algumas complicações" para a fruta e a vinha, que não se dão com situações de humidade e calor. "Até ao momento não há indicadores de que tenha havido problemas resultantes dessas alterações porque os agricultores já estavam precavidos e tomaram medidas", justificou.
Para o vice-presidente da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), Luís Mira, o maior problema dos agricultores não é a questão climatérica, mas sim as variações de mercado que têm causado expectativas: semeia-se a um determinado preço, mas na altura da colheita esse preço caiu 40 por cento. "As pessoas já estão habituadas ao tempo. Há anos melhores, outros piores, com chuva ou menos chuva, mas as variações constantes da política e do mercado são factores muito mais nocivos e difíceis de controlar do que as alterações climatéricas", frisou.

ALERTA: FALTA DE ÁGUA
Apesar dos esforços dos agricultores, o presidente da Quercus, Hélder Spínola, considera que muitos não se estão a adaptar porque estão a desenvolver um tipo de agricultura cada vez mais dependente de determinados recursos que vão ser mais escassos no futuro, como a água e nutrientes do solo que, com as alterações climáticas, tem tendência a ficar menos férteis
"Estamos a falar de um factor que é fundamental para essa actividade que é a disponibilidade de água", disse o ambientalista, lembrando que as projecções indicam que até ao final deste século as reduções deste bem podem atingir os 40 por cento.
O ambientalista recordou ainda outros problemas que as mudanças do clima podem trazer, como as pragas agrícolas, que têm tendência a aumentar e que podem afectar sobretudo Portugal.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

NOTÍCIA DO MUNDO RURAL

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PRODUÇÃO DE MILHO CAI NOS EUA
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O Departamento de Agricultura dos EUA anunciou nesta terça-feira que a safra de milho neste ano deve ficar em 12,3 bilhões de bushels (unidade de medida equivalente, no caso do milho, a 25,4 quilos), 6% abaixo da safra que foi registrada em 2007, 13,1 bilhões de bushels. A estimativa dos analistas era de uma safra de 11,939 bilhões neste ano.
A estimativa divulgada hoje é superior á de 11,715 bilhões de bushels anunciada há um mês. Segundo o governo, o clima favorável ajudou o plantio no meio-oeste do país, após as enchentes registradas na região. A estimativa para este ano, se realizada, também deve ficar 17% acima da produção de 2006.
A produção por acre deve ficar em 155 bushels, 3,9 bushels acima do registrado no ano passado e acima da previsão de julho, 148,4 bushels. No ano, a colheita deve ser feita em 79,3 milhões de acres, contra a previsão anterior, de 78,9 milhões.
A plantação de milho foi atrasada em boa parte do chamado "corn belt" ("cinturão do milho", que reúne os Estados de Iowa, Indiana, Illinois e Ohio, além de partes de Dakota do Sul, Nebraska, Kansas, Minnesota, Wisconsin, Michigan, Missouri e Kentucky) e outras regiões produtoras devido às chuvas e às baixas temperaturas entre março e abril.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Transgénicos no Mundo

A área total de plantações de transgénicos no Mundo ronda os 222 milhões hectares. O total de área cultivada com transgénicos representa menos de 2% do total mundial de área agrícola. Cerca de 88% de toda a área cultivada com transgénicos está concentrada em apenas quatro países: Estados Unidos, Canadá, Argentina e Brasil.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL

IDEIAS PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL
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A primeira fase das acções preparatórias do Programa de Valorização de Recursos Endógenos (PROVERE) terminou com a aprovação de 29 pré-projectos (45% das ideias a concurso), que envolvem 720 entidades públicas e privadas e asseguram investimentos de 1,4 milhões de euros. Os resultados foram ontem divulgados pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, que sublinhou o reforço de 840 para 941 mil euros na comparticipação do FEDER, o que permitiu a aprovação de 29 projectos (nove na região Norte, oito no Centro, oito no Alentejo e quatro no Algarve). Por agora ficaram sem apoio os restantes 36 projectos de acções preparatórias, mas o secretário de Estado admite que alguns possam ser melhorados a tempo de concorrerem às Estratégias de Eficiência Colectiva (EEC) - a certificação PROVERE que decorrerá no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional. Só o selo de qualidade EEC permitirá a majoração dos fundos comunitários aos projectos PROVERE. Embora admita que o concurso para as EEC seja aberto antes do final do Verão, Rui Baleiras indica que os projectos definitivos terão de ser entregues até 30 de Novembro. As 65 ideias apresentadas mobilizaram milhares de entidades públicas e privadas, facto que, para o secretário de Estado, evidencia que o PROVERE "pôs muitas pessoas a mexer" no desenvolvimento dos produtos endógenos de regiões de baixa densidade e com poucos recursos económicos. "O resultado acaba por evidenciar os projectos mais maduros, alguns deles vindos do passado."
Ainda assim, os 29 projectos que irão receber um apoio financeiro que pode chegar aos 60 mil euros de despesas elegíveis mobilizaram 720 entidades, muitas públicas, mas também empresas de âmbito nacional. Os promotores, que começam hoje a ser notificados, terão acesso às recomendações feitas pela autoridade de gestão do PROVERE durante o processo classificativo. O objectivo é permitir que possam ser corrigidas as deficiências - sobretudo a escassez de investimento privado, a falta de articulação entre parceiros e a duplicação da exploração de recursos - para melhor o projecto. As entidades líderes das 29 acções são: Terras de Sicó, ADXTUR, Agência Gardunha 21, Aldeias Históricas, A. M. Vale do Côa, municípios de Belmonte e da Guarda, AMBM, Missão do Douro, ADRAT, Empresa Intermunicipal do Nordeste, ADRIL, ADRIMAG, A. M. da Terra Fria, Com. Urb. Vale do Sousa, Com. Interm. Vale Minho, Com. Urb. Vale e Mar, Politécnico de Santarém, ADRAL, AMLA, ICNB, câmaras de Almodôvar, Fronteira e Borba, ADI, Almargem, In Locco, Odiana, Globalgarve.
AUTORIA: Paula Sanchez, "Diário de Notícias", 08-08-2008

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL

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VÃO ACABAR OS TECTOS MÁXIMOS PARA AS RENDAS AGRÍCOLAS
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O tecto máximo que vigorava para as rendas de aluguer de terrenos rurais vai deixar de existir. O Governo tem em andamento a revisão do regime de arrendamento agrícola e propõe um novo quadro em que a fixação da renda passa a ser livre e será o resultado de acordo entre senhorios e rendeiros. O novo regime poderá contribuir para dinamizar o mercado de arrendamento e para contrariar a tendência de abandono dos campos visível nos últimos tempos.

No quadro normativo ainda em vigor, a renda pela utilização de um terreno agrícola não podia ultrapassar um tecto máximo que era determinado pelo Governo e revisto de dois em dois anos. Estes valores divergiam consoante a região a que respeitavam e tendo também em linha de conta os géneros agrícolas de cada zona, a evolução dos preços dos bens produzidos, a natureza dos solos e o tipo de aproveitamento.

Na proposta de diploma que colocou à apreciação das organizações agrícolas e a que o PÚBLICO teve acesso, o ministério determina que a renda passa a ser fixada através de livre negociação entre o senhorio e o arrendatário. E estabelece que todos os contratos com um prazo superior a um ano deverão conter uma cláusula de actualização de renda. Se ela não existir, então a revisão anual será feita com base no coeficiente que todos os anos é elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística, e que serve de base, também, às actualizações das rendas de uma habitação, por exemplo.


"A lei dos senhorios ricos"

O objectivo do executivo, ao flexibilizar a forma de estabelecimento das rendas e outros que lhe estão associados, é o de "dinamizar o mercado da terra", contribuir para "a melhoria da estrutura das explorações agrícolas", com vista à sua viabilização económica, e para contrariar a tendência para o abandono das terras, conforme se lê no preâmbulo da proposta em análise.

João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), concorda que o novo regime pode, de facto, evitar o curso do abandono. "Era fundamental flexibilizar o regime de rendas, para que ele se torne atractivo e possa ganhar uma nova dimensão em Portugal", afirmou ao PÚBLICO. "Esta flexibilização vai permitir que o mercado funcione melhor e será fundamental para evitar o abandono dos campos", referiu.

A Confederação Nacional da Agricultura tem uma opinião distinta. "Esta é a lei dos senhorios ricos e dos rendeiros ricos", defendeu João Dinis, assessor da direcção da CNA. No tocante ao novo regime de fixação das rendas, o responsável não tem dúvidas de que irá pressionar o aumento do seu valor, sem que daí advenham benefícios para o sector.

João Dinis critica, ainda, o facto de estar prevista punição para o caso do contrato, reduzido a escrito, não ser entregue na repartição de Finanças. "No caso de grandes senhorios e grandes rendeiros, não deverá haver problema, mas para o caso do minifúndio, muitos agentes vão de certeza sentir isto como uma forma de tornar o processo mais complexo e podem optar por deixar as terras sem cultivo. Lá se vão os objectivos de contrariar o abandono e de promover o emparcelamento de terras, que em muitas zonas (principalmente na zona do chamado minifúndio) é fundamental para garantir a viabilidade económica das explorações", sustentou o assessor da Confederação Nacional da Agricultura.

A Confederação dos Agricultores Portugueses concorda globalmente com o projecto de nova legislação, que diz ter reivindicado logo que o actual ministro, Jaime Silva, tomou posse. "Há muito tempo que defendíamos a alteração do quadro normativo, por entendermos que ele não estava adequado às novas realidades do sector", afirmou ao PÚBLICO João Machado. "É fundamental haver mais flexibilização no regime, para garantir mais arrendamento rural de terras que correm o risco de deixar de ser cultivadas".

AUTOR: José Manuel Rocha, "Público", 06-08-2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Kiwi, uma fileira estratégica

Conclusões da Sessão de Esclarecimento organizada pela Associação Portuguesa de Kiwicultores (APK), com a participação da Espaço Visual e da Agrogarante:

- Em Portugal, o Kiwi é uma fileira estratégica a nível nacional, a qual, é prioritária a nível da Região Norte e Centro e como tal vai ser fortemente apoiada através do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER).

- Trata-se de uma fileira rentável com muito interesse sobretudo ao nível da produção dos kiwis por ter provado ser excelente negócio para os kiwicultores já instalados e para os novos que, recentemente, se dedicam a esta actividade.

- É uma fileira exportadora da qual a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte faz uma aposta forte por ser competitiva e estar em fase de forte crescimento.

- A Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte assume um papel fundamental na avaliação e aprovação dos projectos de apoio ao investimento, tendo o Senhor Director Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Arq. Carlos Guerra, assumido o compromisso de defender as candidaturas da fileira do kiwi junto da Unidade de Gestão, em Lisboa, no Gabinete de Planeamento e Políticas

- A Arogarante, sociedade de garantia mútua formada entre o Estado, a banca e os produtores aprovou uma linha de crédito, complementar às ajudas do PRODER, para apoio às novas plantações e reconversões de pomares de kiwi, tendo o valor de 16 milhões de euros.

- A APK recomenda que a instalação de novos kiwicultores se faça com explorações de superfície superior aos 4 hectares, como forma de garantir uma maior profissionalização da actividade porque esta dimensão da actividade justifica um trabalhador a tempo inteiro.

- Os apoios ao investimento veiculados pelo PRODER, no presente concurso de candidaturas, o qual termina a 25 de Julho, são dados através de subsídios a fundo perdido tendo o valor médio de 40% do investimento elegível.

- Nas candidaturas actuais o Governo obriga a maior rigor que nos projectos do III Quadro Comunitário de Apoio (QCA), sendo obrigatório o estrito cumprimento da legislação em vigor para obter aprovação da candidatura.

terça-feira, 11 de março de 2008

Espaço Visual na Agro 2008

A empresa de consultoria agronómica Espaço Visual, que foi responsável, entre outros projectos, pelo Plano Estratégico para a Fileira do Kiwi no Entre Douro-e-Minho, vai estar presente na Agro 2008 - Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação, que se realiza no Parque de Exposições de Braga, a partir desta quarta-feira, dia 12, e até ao próximo domingo, dia 16 de Março.
A presença do Espaço Visual com um stand na Agro 2008 resulta de um convite da Associação de Floricultores de Portugal (AFP), precisamente numa edição do certame em que a aposta no sector da floricultura é a grande novidade da organização do certame. O Espaço Visual vai estar no stand da Associação de Floricultores de Portugal como empresa prestadora de serviços na elaboração de novos projectos para candidatar ao Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (PRODER).
A presença do Espaço Visual na Agro 2008 em conjunto com a Associação de Floricultores de Portugal deve-se ao facto de a floricultura representar uma das fileiras mais competitivas da agricultura portuguesa.
Refira-se que, na primeira vez que o Espaço Visual esteve na Agro foi com a Associação Portuguesa de Kiwicultores (APK), onde promoveu um seminário e realizou algumas acções de promoção do kiwi, as quais foram um sucesso. Desta vez, o Espaço Visual estará na Agro no sector da floricultura, ao lado de outras empresas de vendas de factores de produção, empresas que comercializam plantas, produtores, entre outros.
Segundo a organização da Agro, que é considerada uma das maiores feiras agrícolas do País, a floricultura será a grande aposta da edição deste ano, tratando-se de um novo nicho de mercado que começa a ganhar dimensão, havendo algumas empresas que já têm mercados internacionais.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Baixo Tâmega certifica produtos tradicionais

Os produtos tradicionais da região do Baixo Tâmega vão passar a ser certificados. Para preparar este processo, a Associação de Municípios do Baixo Tâmega, que inclui os concelhos de Marco de Canaveses, Baião, Amarante, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Cabeceiras de Basto, encomendou um estudo à empresa de consultadoria agrónoma Espaço Visual.
O documento, intitulado "Estudo de identificação dos produtos tradicionais com tipicidade e com potencialidades económicas", vai ser elaborado em colaboração com a UTAD – Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro. Numa primeira fase, o trabalho vai incidir na identificação e descrição dos produtos e os seus processos produtivos. Ou seja, vamos identificar os produtos tradicionais de qualidade para verificar os que podem ter interesse económico. O trabalho no terreno vai abranger os produtos agrícolas, agro-industriais, a gastronomia e o artesanato.
Depois, parte-se para a elaboração de fichas de produtos e, seguidamente, para a caracterização das fileiras. O trabalho visa, ainda, o levantamento dos produtos que existem na região, a sua análise económica e a sua capacidade para ser comercializados internamente e exportados.
A apresentação pública com as conclusões deste trabalho e a elaboração de um livro fazem parte da fase final deste processo, que tem ainda como objectivo a criação de uma marca forte dos produtos que sejam eleitos como de qualidade e com potencial económico.

REVISTA DE IMPRENSA

NOVOS PAÍSES CONSUMIDORES DE AZEITE REPRESENTAM METADE DAS IMPORTAÇÕES
Consome-se cada vez mais e melhor azeite no mundo. Em termos relativos, nenhum país chegou ainda aos calcanhares da Grécia, onde cada habitante consome, em média, mais de 25 quilos de azeite por ano, mas a verdade é que países que há alguns anos tinham consumos residuais passaram a importar cerca de metade das mais de 630 mil toneladas que todos os anos atravessam as fronteiras dos Estados produtores. É o caso dos EUA, que, na média das três últimas campanhas, compraram 30,8 por cento de todas as importações. E é na América, como nos restantes mercados de sociedades desenvolvidas, que o azeite virgem extra ganha posição, conseguindo já igualar, em quantidade vendida, os azeites com acidez superior a 3,3 graus, desde sempre os mais comercalizados.
Os dados parecem demonstrar que as sucessivas campanhas de divulgação das qualidades do azeite surtiram efeito. Segundo o Conselho Oleícola Internacional, entre 1990 e 2006 o consumo mundial de azeite aumentou, em média, 3,59 por ano. E a expectativa é que tal continue a acontecer. Muito por força dos países que há muito o não dispensam à mesa, como a Itália, a Espanha, a Grécia a Turquia ou a Síria - ou não fosse a bacia do mediterrâneo o campo de cultivo para 95 por cento das 820 milhões de oliveiras contabilizadas no planeta - mas cada vez mais também pelo interesse demonstrado por consumidores de outros mercados, como os EUA, cujos habitantes quintuplicaram em 16 anos a quantidade de azeite comprado, levando o país ao segundo lugar, depois da UE.
E Portugal? Com forte tradição na olivicultura, o quarto país produtor da Europa assistiu desde a década de 60 ao abandono e arranque de olival, com quebras fortíssimas na produção (de 90 mil toneladas nos anos 50 para médias a rondar as 35 mil nos últimos anos). Este movimento transformou a indústria de um país excedentário num importador líquido de 40 por cento das necessidades. A produção tem, no entanto, aumentado nos últimos anos, numa pressão dos dois lados. É que não só os portugueses voltaram a consumir mais azeite (de 3,3 kg/habitante na década de 90, para quase 7 quilos, na actualidade, ainda assim abaixo dos 10,5 quilos dos anos 60), como se tem acentuado a vocação exportadora nacional. O Brasil continua a ser o principal mercado. Foi para lá que foram 70 por cento das 19 mil toneladas exportadas no ano passado. Mas, como assinala a equipa da Espaço Visual, os "mercados que mais valor acrescentado atribuem ao azeite português são especialmente os países nórdicos, o Canadá, os EUA e o Japão". Ou seja, países com poder de compra e consumidores capazes de pagar por produtos altamente diferenciados, como os azeites virgens extra e, dentro destes, os de produção biológica ou os monovarietais que a APPIM pretende vender. A AAPIM vai investir na elaboração de azeites extra-virgens monovarietais da cultivar galega, tradicional no nosso país e na Beira Interior, apesar de ter perdido terreno nos últimos anos, pela sua menor produtividade. "Todos os países associam Portugal a esta variedade, a qual possui características que tornam o seu azeite distinto e inconfundível, fino, de alta qualidade, com elevada estabilidade, abundante e frutado, um atributo médio de folhas verdes e uma sensação quase imperceptível de amargo", assinalam os consultores da Espaço Visual.
[FONTE: Abel Coentrão, "Público", 17-02-2008]

domingo, 17 de fevereiro de 2008

O Olival na Beira Interior

16,6 por cento da área agrícola dos 24 concelhos da Beira Interior é dedicada ao olival, que ocupa 64 mil hectares.

1,9 hectares é a superfície média das 27.679 explorações contabilizadas na região, valor que está abaixo dos 2,05 hectares por exploração da média nacional.

0,59 toneladas de azeite por hectare é a produtividade média na Beira Interior, abaixo da média, também ela baixa, de 0,83 ton/ha registada em Portugal. Ainda assim, a região é a terceira maior produtora, numa lista liderada pelo Alentejo e na qual Trás-os-Montes ocupa o segundo lugar.

REVISTA DE IMPRENSA

BEIRA INTERIOR APOSTA NO VALOR ACRESCENTADO DO AZEITE BIOLÓGICO
Já se sabe que agricultura biológica gera produtos mais saudáveis. Há quem esteja disposto a pagar para poder consumir bens conseguidos através de métodos ecologicamente sustentáveis e a Associação de Agricultores para a Produção Integrada de Frutos de Montanha (AAPIM) já percebeu essa tendência do mercado, propondo-se levar a cabo na Beira Interior um projecto de olivicultura em modo de produção biológica (MPB). Até 2013 será preciso investir 126 milhões de euros para conseguir ter dez mil hectares de olival em MPB, a partir dos quais será possível gerar um volume de negócios de 46,8 milhões de euros.
Quase não levam produtos químicos e, à falta de gente, a natureza é, por ali, quem mais ordena. Mas os mais de 50 mil hectares de olival da Beira Interior não cumprem as regras da agricultura biológica. É agricultura "abandonológica", cataloga o presidente da AAPIM, José Assunção, empenhado em mudar o retrato regional de uma fileira considerada prioritária no Quadro de Referência Estratégico Nacional. Assunção já mostrou ao ministro Jaime Silva as linhas mestras de um projecto que, espera, deverá ter o apoio do Programa de Desenvolvimento Rural, sem o qual, aliás, dificilmente será concretizável, já que implica investimentos avultados e um período inicial, que pode ir dos três aos cinco anos, sem que a produção compense.
"Se houvesse classificações PIN [os famosos Projectos de Interesse Nacional do actual Governo] para a agricultura, este projecto merecia ser um deles", atira o presidente da AAPIM, sem arrogância, antes ambição, na voz. É que o plano desenhado pela Espaço Visual, uma empresa de consultoria agronómica, prevê nos 24 concelhos da Beira Interior a instalação de 10 mil hectares de olival em modo de produção biológica, cinco mil dos quais de novas plantações. A outra metade provirá da reconversão de olivais existentes, nos quais dominará a Galega, a variedade de oliveiras na qual todo o projecto se apoia.
A Espaço Visual assinala que, no mercado, o azeite de denominação de origem protegida (DOP) da Beira Interior pode ser vendido a um preço 150 por cento superior ao de um azeite extra virgem corrente e, consciente desse valor acrescentado, admite ser possível ir mais longe, apostando num DOP monovarietal, apenas recorrendo à azeitona galega. Azeite cujo destino principal será a exportação (60 por cento).
O projecto assume-se também como uma tábua de salvação para o mundo rural na Beira Interior, uma vez que a produção de olival em MBP de dez mil hectares implica toda uma série de passos que poderão, prevê-se, criar 2500 postos de trabalho: para apoio às candidaturas a fundos, o plantio ou a reconversão de olivais - que implicarão investimentos em regadio e a densificação das culturas, para 300 plantas por hectare - para o controlo fitossanitário preventivo e curativo, para as visitas técnicas - que a AAPIM garantirá a todos os produtores envolvidos. E também para as podas e colheitas, já que o plano prevê que a produtividade média passe das actuais 1,5 toneladas por hectare verificado entre os sócios da AAPIM para cinco toneladas por hectare.
Para fases como as da poda e da colheita, a AAPIM pretende criar empresas prestadoras de serviços que possam trabalhar com os proprietários, garantindo uma homogeneidade nos métodos e na qualidade da azeitona recolhida. E o projecto prevê ainda um investimento adicional na construção, faseada, de três lagares certificados para MPB, que em 2013 possam transformar 600 toneladas de azeitona por dia. Resta convencer os proprietários da região - muitos deles idosos, outros já afastados das suas terras e outros ainda descapitalizados pelas sucessivas quebras de rendimento - a aderir a um projecto que lhes promete sucesso, mas exige comprometimento e dedicação. José Assunção não está, contudo, muito receoso. "Os nossos agricultores estão motivados. Eles já perceberam que, na actual situação, é que não vão lá", garante.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

REVISTA DE IMPRENSA

DEZ MIL HECTARES DE OLIVAL BIOLÓGICO
Um grande projecto de agricultura biológica, que aguarda apoio do Ministério da Agricultura para ser concretizado, prevê a conversão e instalação de dez mil hectares de olival na Beira Interior, até 2013. O objectivo consta do plano integrado para o olival na Beira Interior, elaborado pela Espaço Visual, empresa de consultadoria e elaboração de projectos agrícolas, para a Associação de Agricultores para a Produção Integrada de Frutos de Montanha (AAPIM), na Guarda.
Segundo José Assunção, presidente da direcção da AAPIM, o plano prevê a plantação de cinco mil hectares de novas plantações e de outros tantos de olival tradicional que serão convertidos no modo de produção biológica, em 24 concelhos da região. "Trata-se do maior projecto de agricultura biológica no país, que agora aguarda apoio do Ministério da Agricultura para poder ser concretizado no terreno", salientou o responsável, dando conta que o mesmo foi entregue em Novembro, na Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro.
Adiantou que o plano que aponta a produção de azeite biológico como uma das principais apostas para a fileira, foi elaborado com o intuito de tornar o olival da região da Beira Interior "profissional e competitivo" usufruindo como factor de impulsionamento dos Fundos do Plano de Desenvolvimento Regional previstos no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013. "Penso que tem todas as condições para ser aprovado", garantiu o dirigente, recordando que já teve oportunidade "de apresentar este projecto ao Ministro da Agricultura e penso que reagiu bem, se bem que a própria Direcção Regional também tem uma palavra a dizer".

REVISTA DE IMPRENSA

PROJECTO NA BEIRA INTERIOR PREVÊ 10 MIL HECTARES DE OLIVAL BIOLÓGICO
Um grande projecto de agricultura biológica, que aguarda apoio do Ministério da Agricultura para ser concretizado, prevê a conversão e instalação de dez mil hectares de olival na Beira Interior, até 2013. O objectivo consta do plano integrado para o olival na Beira Interior, elaborado pela Espaço Visual, empresa de consultadoria e elaboração de projectos agrícolas, para a Associação de Agricultores para a Produção Integrada de Frutos de Montanha (AAPIM), sedeada na Guarda, disse hoje à Lusa fonte desta instituição.
Segundo José Assunção, presidente da direcção da AAPIM, o plano prevê a plantação de cinco mil hectares de novas plantações e de outros tantos de olival tradicional que serão convertidos no modo de produção biológica, em 24 concelhos da região. «Trata-se do maior projecto de agricultura biológica no país, que agora aguarda apoio do Ministério da Agricultura para poder ser concretizado no terreno», salientou o responsável, dando conta que o mesmo foi entregue em Novembro de 2007, na Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro.
Adiantou que o plano que aponta a produção de azeite biológico como uma das principais apostas para a fileira, foi elaborado com o intuito de tornar o olival da região da Beira Interior «profissional e competitivo» usufruindo como factor de impulsionamento dos Fundos do Plano de Desenvolvimento Regional previstos no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013. «Penso que tem todas as condições para ser aprovado», garantiu o dirigente, recordando que já teve oportunidade «de apresentar este projecto ao Ministro da Agricultura e penso que reagiu bem, se bem que a própria Direcção Regional também tem uma palavra a dizer».
«Tenho toda a esperança que o projecto seja aprovado. É um projecto de competitividade que vai ao encontro aos desafios do Ministério da Agricultura no novo Quadro Comunitário», frisou José Assunção, indicando representar um investimento de 126 milhões de euros.
Reconheceu tratar-se de um projecto «ambicioso» para a região na medida em que «pode ser criador de emprego e de desenvolvimento regional». Salientou que a AAPIM, com 14 anos, tem desenvolvido «projectos de experimentação com vários universidades» que permitiram avançar com o plano agora divulgado.
O dirigente salientou que o programa traçado para a olivicultura na Beira Interior «é um projecto sustentável pela melhoria que provoca no ambiente e pela qualidade do produto». Disse que o olival representa «uma cultura importantíssima na região mas tem tido pouca importância nos últimos anos», daí a razão da candidatura.
A Beira Interior é actualmente a terceira maior região do país produtora de azeite, com uma área de olival de 52.643 hectares e 27.679 explorações. Além da aposta na produção de azeite biológico, o plano estratégico da fileira do olival incentiva ainda a produção de azeite virgem extra - a categoria mais valorizada e procurada no mercado -, prevendo mesmo que 90 por cento da produção da região dê origem a este tipo de azeite, referiu à Lusa José Martino, engenheiro agrónomo responsável pela empresa Espaço Visual, que elaborou o estudo.
«É importante investir na qualidade do olival, pois só assim é possível obter azeite de excelência, diferenciado e capaz de concorrer com os melhores», disse, salientando que a aposta vai para a variedade 'Galega', que é uma espécie de azeitona com grande tradição no nosso país, reconhecida a nível internacional, e com características «que tornam o seu azeite distinto e inconfundível».
De acordo com o plano estratégico, pretende-se exportar 60 por cento do azeite biológico com Denominação de Origem Protegida (DOP) da Beira Interior e comercializar com valor acrescentado no mercado nacional a restante produção, adiantou. «O tipo de azeite que se pretende obter em modo de produção biológica da Beira Interior terá excelente valorização nos mercados dos países ricos, nomeadamente Japão, Canadá e outros», assinala José Martino.
No plano agro-industrial, o plano elaborado pela empresa Espaço Visual sugere a instalação de mais três unidades de transformação em modo de produção biológica, que serão localizadas em zonas de produção geográficas distintas, ainda por definir. José Martino frisou que o plano integrado para o olival na Beira Interior prevê a criação de cerca de 2.500 novos postos de trabalho e a realização de um volume de negócios anual 46,8 milhões de euros.
O modo de produção biológica é um sistema de produção agrícola (vegetal e animal) que procura a obtenção de alimentos de qualidade superior, recorrendo a técnicas que garantam a sua sustentabilidade, preservando o solo e o meio ambiente, evitando o recurso a produtos químicos e adubos facilmente solúveis, privilegiando a utilização dos recursos locais.
[FONTE: "Diário Digital", 11-02-2008]

A internacionalização da agricultura portuguesa

O desenvolvimento da agricultura portuguesa tem que passar pela internacionalização dos mercados dos seus produtos, sobretudo naqueles que têm condições edafoclimáticas mais ajustadas que permitam chegar a produtos com características diferenciadoras, melhor qualidade gustativa, cujas fileiras aliam competência técnica e gestão empresarial com organização, rentabilidade e competitividade.
Os mercados internacionais e, com maior preponderância, pela sua maior proximidade geográfica, o mercado espanhol, têm que assumir um peso determinante no escoamento das produções agrícolas portuguesas, sob pena de não se conseguir ultrapassar a diminuta dimensão do mercado nacional e sobretudo o nosso fraco poder de compra.
O valor acrescentado e a mais valia financeira ganhos pela qualidade dos produtos nos mercados internacionais são estratégicos para remunerar a fileira e dar um incentivo adicional à agro-indústria e produção para se especializarem, incorporarem mais inovação e trabalharem afincadamente na implementação dos factores diferenciadores.
A diminuição da pressão da oferta sobre o mercado nacional traz a vantagem adicional de se conseguir que a distribuição organizada, a qual domina o mercado em variados sectores, tenha que remunerar melhor os produtos portugueses caso estes não tenham outras alternativas no estrangeiro.
Esta nova visão dos mercados internacionais e em particular de Espanha corresponde a uma mudança de paradigma mental dos agricultores nacionais e da agro-indústria associada, a qual será, sobretudo, o resultado do processo da assumpção de que o espaço geográfico ibérico é o mercado natural dos produtos agrícolas portugueses.
O planeamento e a estratégia da produção têm que dar resposta para chegarmos e estarmos com as nossas marcas doze meses por ano nos mercados internacionais. Para tal vai ser necessário que as empresas portuguesas tenham explorações agrícolas no hemisfério sul para poderem tirar partido das produções em contra-estação.
O primeiro passo para abordar de forma sistemática e coerente a internacionalização da agricultura portuguesa passa pela elaboração dos Planos Estratégicos de Fileira, sub-fileira ou produto. São instrumentos privilegiados de diagnóstico, quer pela análise do "estado da arte" a nível global na sua vertente de "análise externa", quer ao nível de Portugal no capítulo da análise "interna". Por outro lado, definem e clarificam os objectivos atingir nos próximos seis anos, assim como traçam os respectivos planos de acção e conjugam-nos com os respectivos orçamentos de execução.
A "análise externa" resulta do conhecimento aprofundado do que se passa em todos os países produtores, independentemente de serem nossos concorrentes directos ou não. Desde a produção, à agro-indústria até aos mercados temos que trabalhar para possuir quer por pesquisa à distância, quer por cantacto directo, a informação actualizada e eficaz que mostre a realidade nua e crua com que os portugueses têm que se bater para conquistarem os mercados internacionais.
Temos que fazer o mesmo trabalho para Portugal ultrapassando as limitações que sempre apontamos de ausência de dados ou a sua fraca fiabilidade. Quando realmente queremos fazer bem e ter sucesso os resultados aparecem.
A discussão alargada do diagnóstico pelos membros de cada fileira é factor chave de sucesso para se traçarem os objectivos correctos e se apontarem as acções mais adequadas para que sejam atingidos.
O documento tem que fazer a orçamentação correcta, a identificação das fontes de financiamento das acções e a definição da estrutura/equipa responsáveis pela coordenação do Plano, para que a sua implementação venha a ser no futuro um caso de sucesso.
A fase seguinte passa por comunicar, de forma eficaz, as linhas mestras do Plano Estratégico de Fileira, quer para o interior da respectiva fileira, quer junto dos poderes públicos, tendo como objectivo fazer que a conjugação de esforços e a cooperação dos membros da fileira sejam efectivas, assim como na obtenção dos apoios financeiros adequados para se desenvolverem as acções que levem à conquista dos mercados internacionais.