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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Baixo Tâmega certifica produtos tradicionais

Os produtos tradicionais da região do Baixo Tâmega vão passar a ser certificados. Para preparar este processo, a Associação de Municípios do Baixo Tâmega, que inclui os concelhos de Marco de Canaveses, Baião, Amarante, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Cabeceiras de Basto, encomendou um estudo à empresa de consultadoria agrónoma Espaço Visual.
O documento, intitulado "Estudo de identificação dos produtos tradicionais com tipicidade e com potencialidades económicas", vai ser elaborado em colaboração com a UTAD – Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro. Numa primeira fase, o trabalho vai incidir na identificação e descrição dos produtos e os seus processos produtivos. Ou seja, vamos identificar os produtos tradicionais de qualidade para verificar os que podem ter interesse económico. O trabalho no terreno vai abranger os produtos agrícolas, agro-industriais, a gastronomia e o artesanato.
Depois, parte-se para a elaboração de fichas de produtos e, seguidamente, para a caracterização das fileiras. O trabalho visa, ainda, o levantamento dos produtos que existem na região, a sua análise económica e a sua capacidade para ser comercializados internamente e exportados.
A apresentação pública com as conclusões deste trabalho e a elaboração de um livro fazem parte da fase final deste processo, que tem ainda como objectivo a criação de uma marca forte dos produtos que sejam eleitos como de qualidade e com potencial económico.

REVISTA DE IMPRENSA

NOVOS PAÍSES CONSUMIDORES DE AZEITE REPRESENTAM METADE DAS IMPORTAÇÕES
Consome-se cada vez mais e melhor azeite no mundo. Em termos relativos, nenhum país chegou ainda aos calcanhares da Grécia, onde cada habitante consome, em média, mais de 25 quilos de azeite por ano, mas a verdade é que países que há alguns anos tinham consumos residuais passaram a importar cerca de metade das mais de 630 mil toneladas que todos os anos atravessam as fronteiras dos Estados produtores. É o caso dos EUA, que, na média das três últimas campanhas, compraram 30,8 por cento de todas as importações. E é na América, como nos restantes mercados de sociedades desenvolvidas, que o azeite virgem extra ganha posição, conseguindo já igualar, em quantidade vendida, os azeites com acidez superior a 3,3 graus, desde sempre os mais comercalizados.
Os dados parecem demonstrar que as sucessivas campanhas de divulgação das qualidades do azeite surtiram efeito. Segundo o Conselho Oleícola Internacional, entre 1990 e 2006 o consumo mundial de azeite aumentou, em média, 3,59 por ano. E a expectativa é que tal continue a acontecer. Muito por força dos países que há muito o não dispensam à mesa, como a Itália, a Espanha, a Grécia a Turquia ou a Síria - ou não fosse a bacia do mediterrâneo o campo de cultivo para 95 por cento das 820 milhões de oliveiras contabilizadas no planeta - mas cada vez mais também pelo interesse demonstrado por consumidores de outros mercados, como os EUA, cujos habitantes quintuplicaram em 16 anos a quantidade de azeite comprado, levando o país ao segundo lugar, depois da UE.
E Portugal? Com forte tradição na olivicultura, o quarto país produtor da Europa assistiu desde a década de 60 ao abandono e arranque de olival, com quebras fortíssimas na produção (de 90 mil toneladas nos anos 50 para médias a rondar as 35 mil nos últimos anos). Este movimento transformou a indústria de um país excedentário num importador líquido de 40 por cento das necessidades. A produção tem, no entanto, aumentado nos últimos anos, numa pressão dos dois lados. É que não só os portugueses voltaram a consumir mais azeite (de 3,3 kg/habitante na década de 90, para quase 7 quilos, na actualidade, ainda assim abaixo dos 10,5 quilos dos anos 60), como se tem acentuado a vocação exportadora nacional. O Brasil continua a ser o principal mercado. Foi para lá que foram 70 por cento das 19 mil toneladas exportadas no ano passado. Mas, como assinala a equipa da Espaço Visual, os "mercados que mais valor acrescentado atribuem ao azeite português são especialmente os países nórdicos, o Canadá, os EUA e o Japão". Ou seja, países com poder de compra e consumidores capazes de pagar por produtos altamente diferenciados, como os azeites virgens extra e, dentro destes, os de produção biológica ou os monovarietais que a APPIM pretende vender. A AAPIM vai investir na elaboração de azeites extra-virgens monovarietais da cultivar galega, tradicional no nosso país e na Beira Interior, apesar de ter perdido terreno nos últimos anos, pela sua menor produtividade. "Todos os países associam Portugal a esta variedade, a qual possui características que tornam o seu azeite distinto e inconfundível, fino, de alta qualidade, com elevada estabilidade, abundante e frutado, um atributo médio de folhas verdes e uma sensação quase imperceptível de amargo", assinalam os consultores da Espaço Visual.
[FONTE: Abel Coentrão, "Público", 17-02-2008]

domingo, 17 de fevereiro de 2008

O Olival na Beira Interior

16,6 por cento da área agrícola dos 24 concelhos da Beira Interior é dedicada ao olival, que ocupa 64 mil hectares.

1,9 hectares é a superfície média das 27.679 explorações contabilizadas na região, valor que está abaixo dos 2,05 hectares por exploração da média nacional.

0,59 toneladas de azeite por hectare é a produtividade média na Beira Interior, abaixo da média, também ela baixa, de 0,83 ton/ha registada em Portugal. Ainda assim, a região é a terceira maior produtora, numa lista liderada pelo Alentejo e na qual Trás-os-Montes ocupa o segundo lugar.

REVISTA DE IMPRENSA

BEIRA INTERIOR APOSTA NO VALOR ACRESCENTADO DO AZEITE BIOLÓGICO
Já se sabe que agricultura biológica gera produtos mais saudáveis. Há quem esteja disposto a pagar para poder consumir bens conseguidos através de métodos ecologicamente sustentáveis e a Associação de Agricultores para a Produção Integrada de Frutos de Montanha (AAPIM) já percebeu essa tendência do mercado, propondo-se levar a cabo na Beira Interior um projecto de olivicultura em modo de produção biológica (MPB). Até 2013 será preciso investir 126 milhões de euros para conseguir ter dez mil hectares de olival em MPB, a partir dos quais será possível gerar um volume de negócios de 46,8 milhões de euros.
Quase não levam produtos químicos e, à falta de gente, a natureza é, por ali, quem mais ordena. Mas os mais de 50 mil hectares de olival da Beira Interior não cumprem as regras da agricultura biológica. É agricultura "abandonológica", cataloga o presidente da AAPIM, José Assunção, empenhado em mudar o retrato regional de uma fileira considerada prioritária no Quadro de Referência Estratégico Nacional. Assunção já mostrou ao ministro Jaime Silva as linhas mestras de um projecto que, espera, deverá ter o apoio do Programa de Desenvolvimento Rural, sem o qual, aliás, dificilmente será concretizável, já que implica investimentos avultados e um período inicial, que pode ir dos três aos cinco anos, sem que a produção compense.
"Se houvesse classificações PIN [os famosos Projectos de Interesse Nacional do actual Governo] para a agricultura, este projecto merecia ser um deles", atira o presidente da AAPIM, sem arrogância, antes ambição, na voz. É que o plano desenhado pela Espaço Visual, uma empresa de consultoria agronómica, prevê nos 24 concelhos da Beira Interior a instalação de 10 mil hectares de olival em modo de produção biológica, cinco mil dos quais de novas plantações. A outra metade provirá da reconversão de olivais existentes, nos quais dominará a Galega, a variedade de oliveiras na qual todo o projecto se apoia.
A Espaço Visual assinala que, no mercado, o azeite de denominação de origem protegida (DOP) da Beira Interior pode ser vendido a um preço 150 por cento superior ao de um azeite extra virgem corrente e, consciente desse valor acrescentado, admite ser possível ir mais longe, apostando num DOP monovarietal, apenas recorrendo à azeitona galega. Azeite cujo destino principal será a exportação (60 por cento).
O projecto assume-se também como uma tábua de salvação para o mundo rural na Beira Interior, uma vez que a produção de olival em MBP de dez mil hectares implica toda uma série de passos que poderão, prevê-se, criar 2500 postos de trabalho: para apoio às candidaturas a fundos, o plantio ou a reconversão de olivais - que implicarão investimentos em regadio e a densificação das culturas, para 300 plantas por hectare - para o controlo fitossanitário preventivo e curativo, para as visitas técnicas - que a AAPIM garantirá a todos os produtores envolvidos. E também para as podas e colheitas, já que o plano prevê que a produtividade média passe das actuais 1,5 toneladas por hectare verificado entre os sócios da AAPIM para cinco toneladas por hectare.
Para fases como as da poda e da colheita, a AAPIM pretende criar empresas prestadoras de serviços que possam trabalhar com os proprietários, garantindo uma homogeneidade nos métodos e na qualidade da azeitona recolhida. E o projecto prevê ainda um investimento adicional na construção, faseada, de três lagares certificados para MPB, que em 2013 possam transformar 600 toneladas de azeitona por dia. Resta convencer os proprietários da região - muitos deles idosos, outros já afastados das suas terras e outros ainda descapitalizados pelas sucessivas quebras de rendimento - a aderir a um projecto que lhes promete sucesso, mas exige comprometimento e dedicação. José Assunção não está, contudo, muito receoso. "Os nossos agricultores estão motivados. Eles já perceberam que, na actual situação, é que não vão lá", garante.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

REVISTA DE IMPRENSA

DEZ MIL HECTARES DE OLIVAL BIOLÓGICO
Um grande projecto de agricultura biológica, que aguarda apoio do Ministério da Agricultura para ser concretizado, prevê a conversão e instalação de dez mil hectares de olival na Beira Interior, até 2013. O objectivo consta do plano integrado para o olival na Beira Interior, elaborado pela Espaço Visual, empresa de consultadoria e elaboração de projectos agrícolas, para a Associação de Agricultores para a Produção Integrada de Frutos de Montanha (AAPIM), na Guarda.
Segundo José Assunção, presidente da direcção da AAPIM, o plano prevê a plantação de cinco mil hectares de novas plantações e de outros tantos de olival tradicional que serão convertidos no modo de produção biológica, em 24 concelhos da região. "Trata-se do maior projecto de agricultura biológica no país, que agora aguarda apoio do Ministério da Agricultura para poder ser concretizado no terreno", salientou o responsável, dando conta que o mesmo foi entregue em Novembro, na Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro.
Adiantou que o plano que aponta a produção de azeite biológico como uma das principais apostas para a fileira, foi elaborado com o intuito de tornar o olival da região da Beira Interior "profissional e competitivo" usufruindo como factor de impulsionamento dos Fundos do Plano de Desenvolvimento Regional previstos no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013. "Penso que tem todas as condições para ser aprovado", garantiu o dirigente, recordando que já teve oportunidade "de apresentar este projecto ao Ministro da Agricultura e penso que reagiu bem, se bem que a própria Direcção Regional também tem uma palavra a dizer".

REVISTA DE IMPRENSA

PROJECTO NA BEIRA INTERIOR PREVÊ 10 MIL HECTARES DE OLIVAL BIOLÓGICO
Um grande projecto de agricultura biológica, que aguarda apoio do Ministério da Agricultura para ser concretizado, prevê a conversão e instalação de dez mil hectares de olival na Beira Interior, até 2013. O objectivo consta do plano integrado para o olival na Beira Interior, elaborado pela Espaço Visual, empresa de consultadoria e elaboração de projectos agrícolas, para a Associação de Agricultores para a Produção Integrada de Frutos de Montanha (AAPIM), sedeada na Guarda, disse hoje à Lusa fonte desta instituição.
Segundo José Assunção, presidente da direcção da AAPIM, o plano prevê a plantação de cinco mil hectares de novas plantações e de outros tantos de olival tradicional que serão convertidos no modo de produção biológica, em 24 concelhos da região. «Trata-se do maior projecto de agricultura biológica no país, que agora aguarda apoio do Ministério da Agricultura para poder ser concretizado no terreno», salientou o responsável, dando conta que o mesmo foi entregue em Novembro de 2007, na Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro.
Adiantou que o plano que aponta a produção de azeite biológico como uma das principais apostas para a fileira, foi elaborado com o intuito de tornar o olival da região da Beira Interior «profissional e competitivo» usufruindo como factor de impulsionamento dos Fundos do Plano de Desenvolvimento Regional previstos no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013. «Penso que tem todas as condições para ser aprovado», garantiu o dirigente, recordando que já teve oportunidade «de apresentar este projecto ao Ministro da Agricultura e penso que reagiu bem, se bem que a própria Direcção Regional também tem uma palavra a dizer».
«Tenho toda a esperança que o projecto seja aprovado. É um projecto de competitividade que vai ao encontro aos desafios do Ministério da Agricultura no novo Quadro Comunitário», frisou José Assunção, indicando representar um investimento de 126 milhões de euros.
Reconheceu tratar-se de um projecto «ambicioso» para a região na medida em que «pode ser criador de emprego e de desenvolvimento regional». Salientou que a AAPIM, com 14 anos, tem desenvolvido «projectos de experimentação com vários universidades» que permitiram avançar com o plano agora divulgado.
O dirigente salientou que o programa traçado para a olivicultura na Beira Interior «é um projecto sustentável pela melhoria que provoca no ambiente e pela qualidade do produto». Disse que o olival representa «uma cultura importantíssima na região mas tem tido pouca importância nos últimos anos», daí a razão da candidatura.
A Beira Interior é actualmente a terceira maior região do país produtora de azeite, com uma área de olival de 52.643 hectares e 27.679 explorações. Além da aposta na produção de azeite biológico, o plano estratégico da fileira do olival incentiva ainda a produção de azeite virgem extra - a categoria mais valorizada e procurada no mercado -, prevendo mesmo que 90 por cento da produção da região dê origem a este tipo de azeite, referiu à Lusa José Martino, engenheiro agrónomo responsável pela empresa Espaço Visual, que elaborou o estudo.
«É importante investir na qualidade do olival, pois só assim é possível obter azeite de excelência, diferenciado e capaz de concorrer com os melhores», disse, salientando que a aposta vai para a variedade 'Galega', que é uma espécie de azeitona com grande tradição no nosso país, reconhecida a nível internacional, e com características «que tornam o seu azeite distinto e inconfundível».
De acordo com o plano estratégico, pretende-se exportar 60 por cento do azeite biológico com Denominação de Origem Protegida (DOP) da Beira Interior e comercializar com valor acrescentado no mercado nacional a restante produção, adiantou. «O tipo de azeite que se pretende obter em modo de produção biológica da Beira Interior terá excelente valorização nos mercados dos países ricos, nomeadamente Japão, Canadá e outros», assinala José Martino.
No plano agro-industrial, o plano elaborado pela empresa Espaço Visual sugere a instalação de mais três unidades de transformação em modo de produção biológica, que serão localizadas em zonas de produção geográficas distintas, ainda por definir. José Martino frisou que o plano integrado para o olival na Beira Interior prevê a criação de cerca de 2.500 novos postos de trabalho e a realização de um volume de negócios anual 46,8 milhões de euros.
O modo de produção biológica é um sistema de produção agrícola (vegetal e animal) que procura a obtenção de alimentos de qualidade superior, recorrendo a técnicas que garantam a sua sustentabilidade, preservando o solo e o meio ambiente, evitando o recurso a produtos químicos e adubos facilmente solúveis, privilegiando a utilização dos recursos locais.
[FONTE: "Diário Digital", 11-02-2008]

A internacionalização da agricultura portuguesa

O desenvolvimento da agricultura portuguesa tem que passar pela internacionalização dos mercados dos seus produtos, sobretudo naqueles que têm condições edafoclimáticas mais ajustadas que permitam chegar a produtos com características diferenciadoras, melhor qualidade gustativa, cujas fileiras aliam competência técnica e gestão empresarial com organização, rentabilidade e competitividade.
Os mercados internacionais e, com maior preponderância, pela sua maior proximidade geográfica, o mercado espanhol, têm que assumir um peso determinante no escoamento das produções agrícolas portuguesas, sob pena de não se conseguir ultrapassar a diminuta dimensão do mercado nacional e sobretudo o nosso fraco poder de compra.
O valor acrescentado e a mais valia financeira ganhos pela qualidade dos produtos nos mercados internacionais são estratégicos para remunerar a fileira e dar um incentivo adicional à agro-indústria e produção para se especializarem, incorporarem mais inovação e trabalharem afincadamente na implementação dos factores diferenciadores.
A diminuição da pressão da oferta sobre o mercado nacional traz a vantagem adicional de se conseguir que a distribuição organizada, a qual domina o mercado em variados sectores, tenha que remunerar melhor os produtos portugueses caso estes não tenham outras alternativas no estrangeiro.
Esta nova visão dos mercados internacionais e em particular de Espanha corresponde a uma mudança de paradigma mental dos agricultores nacionais e da agro-indústria associada, a qual será, sobretudo, o resultado do processo da assumpção de que o espaço geográfico ibérico é o mercado natural dos produtos agrícolas portugueses.
O planeamento e a estratégia da produção têm que dar resposta para chegarmos e estarmos com as nossas marcas doze meses por ano nos mercados internacionais. Para tal vai ser necessário que as empresas portuguesas tenham explorações agrícolas no hemisfério sul para poderem tirar partido das produções em contra-estação.
O primeiro passo para abordar de forma sistemática e coerente a internacionalização da agricultura portuguesa passa pela elaboração dos Planos Estratégicos de Fileira, sub-fileira ou produto. São instrumentos privilegiados de diagnóstico, quer pela análise do "estado da arte" a nível global na sua vertente de "análise externa", quer ao nível de Portugal no capítulo da análise "interna". Por outro lado, definem e clarificam os objectivos atingir nos próximos seis anos, assim como traçam os respectivos planos de acção e conjugam-nos com os respectivos orçamentos de execução.
A "análise externa" resulta do conhecimento aprofundado do que se passa em todos os países produtores, independentemente de serem nossos concorrentes directos ou não. Desde a produção, à agro-indústria até aos mercados temos que trabalhar para possuir quer por pesquisa à distância, quer por cantacto directo, a informação actualizada e eficaz que mostre a realidade nua e crua com que os portugueses têm que se bater para conquistarem os mercados internacionais.
Temos que fazer o mesmo trabalho para Portugal ultrapassando as limitações que sempre apontamos de ausência de dados ou a sua fraca fiabilidade. Quando realmente queremos fazer bem e ter sucesso os resultados aparecem.
A discussão alargada do diagnóstico pelos membros de cada fileira é factor chave de sucesso para se traçarem os objectivos correctos e se apontarem as acções mais adequadas para que sejam atingidos.
O documento tem que fazer a orçamentação correcta, a identificação das fontes de financiamento das acções e a definição da estrutura/equipa responsáveis pela coordenação do Plano, para que a sua implementação venha a ser no futuro um caso de sucesso.
A fase seguinte passa por comunicar, de forma eficaz, as linhas mestras do Plano Estratégico de Fileira, quer para o interior da respectiva fileira, quer junto dos poderes públicos, tendo como objectivo fazer que a conjugação de esforços e a cooperação dos membros da fileira sejam efectivas, assim como na obtenção dos apoios financeiros adequados para se desenvolverem as acções que levem à conquista dos mercados internacionais.