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domingo, 31 de agosto de 2008

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL

PORTUGUESES PROCURAM VINHOS MAIS BARATOS
O mercado de vinhos poderá ficar estável ou descer ligeiramente em 2008 face ao ano anterior, com o consumo de vinho tinto a regredir e os portugueses a optarem por produtos mais baratos, previu o presidente da CAP. Em declarações à Agência Lusa, o responsável da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Machado, referiu que se assiste a uma transferência das decisões de compra para "vinhos mais baratos, até dois euros, nos supermercados".
Ao mesmo tempo que aponta alguma regressão do consumo de vinho tinto, João Machado refere que o branco está a recuperar e o rosé também cresce. João Machado acrescenta que "80 por cento das vendas de vinho realizadas nas grandes superfícies tem um valor por litro abaixo dos dois euros" e estas unidades representam cerca de 70 por cento do total do mercado, segundo os dados da CAP. Já os restaurantes, onde é vendido cerca de 12 por cento do vinho, estão a registar quebras nas vendas deste produto, acrescenta.
Este retrato não coincide com os indicadores recolhidos pela agência Lusa junto de dois restaurantes, do Galito e do Eleven, pelo menos para o Verão, onde os seus responsáveis dizem não notar qualquer diferença no consumo de vinho entre este ano e os anteriores. Já o sócio da loja Coisas do Arco do Vinho, especializada em vinhos, avança que "os consumidores têm vindo a baixar o valor das suas compras desde 2007, com o Natal a ser o menos bom dos últimos anos, mas [este comportamento] nota-se mais em 2008". Francisco Barão da Cunha explica que, para concorrer com as grandes superfícies, a sua loja opta por marcas seleccionadas que não se vendem naqueles espaços comerciais, e consegue ter vinhos a pouco mais de três euros, embora os preços também possam ser superiores a 100 euros, mas "sempre com qualidade".
Quanto à divisão do mercado de vinhos, os brancos estão a recuperar de uma quebra do consumo desde há cinco ou seis anos, os rosés "vendem-se bastante em Portugal, embora com quotas pequenas, mas a crescer", enquanto o tinto "está a regredir", aponta o presidente da CAP. O vinho tinto representa mais de metade do total do mercado de vinho, podendo chegar perto dos 70 por cento, segundo as estimativas de João Machado.
FONTE: Diário Digital, 31-08-2008

domingo, 24 de agosto de 2008

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL

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MARCA "MADEIRA RURAL" REGISTADA
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A direcção da Madeira Rural - Associação de Turismo em Espaço Rural da Região Autónoma da Madeira, realça, em nota de imprensa, que, no âmbito da “sua responsabilidade no desenvolvimento turístico útil, sensato e sustentado” da Região, procedeu ao registo da marca “Madeira Rural”, (Título de Registo de Nome de Estabelecimento - Madeira Rural, Título de Registo de Marca Nacional e Título de Registo de logótipo), o que considera ser “um passo importante para a credibilidade do produto Turismo em espaço Rural da Madeira”.
Deste modo, a Madeira Rural sublinha que o registo da marca “Madeira Rural” vem “facilitar a sua divulgação e comercialização”. Por outro lado, a Associação refere que sendo um dos “objectivos da Madeira Rural dignificar e melhorar cada vez mais o serviço prestado aos clientes”, irá realizar diversos cursos de formação destinados aos associados ou não, colaboradores ou possíveis interessados em investir neste sector.
A Madeira Rural diz que “continua, desta forma, a contribuir para uma melhoria dos serviços que presta aos seus associados e consequentemente aos clientes destas unidades hoteleiras, assim como ao destino turísticos Madeira em geral”. Assim, os cursos a levar a efeito são, nomeadamente, “Gestão e Exploração de Casas de Turismo Rural”, onde “serão abordados aspectos referentes a criação de projectos de Turismo Rural, a valorização e empreendedorismo rual e noções gerais de contabilidade e fiscalidade, no sentido de contribuir para uma melhor gestão”.
No curso “Geografia, Roteiros e Levadas Aplicadas ao Turimo” os formandos irão conhecer diversos aspectos relacionados com a geografia, os roteiros e as levadas madeirenses, no sentido de uma melhor divulgação do destino Madeira, e no curso “Atendimento e Comunicação com o Cliente” os formandos irão adquirir conhecimentos que lhes permitam prestar um serviço de excelência aos clientes das casas de turismo rural, quer a nível da comunicação, em inglês e alemão. Finalmente, no curso “Cultura, Património, Gastronomia e Agricultura Madeirese” serão abordados os aspectos mais emblemáticos da cultura, património e gastronomia madeirense, no sentido de contribuir para a sua corretac divulgação junto dos turistas que nos visitam.

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL


COMPOTAS E GELEIAS
PARA APROVEITAR FRUTA DESPERDIÇADA
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Uma associação de agricultores de Monção fartou-se de ver toneladas de fruta apodrecer nas árvores do concelho e decidiu dar-lhes um destino: fazer compotas e geleias. E já está a vender além-fronteiras.
Nove mil frascos de compota e geleia, de cerca de duas dezenas de sabores diferentes e com a marca "Sabores e Tradições", entraram para o mercado no último ano pela mão da Associação de Defesa dos Agricultores de Monção (ADAM).
O primeiro lote de produto confeccionado em instalações próprias criadas na sede da associação encontra-se praticamente esgotado, e, desde há algum tempo, têm vindo a ser colhidos frutos por todo o concelho para efectuar uma nova remessa. O objectivo é, segundo o presidente da ADAM, Francisco Coelho, atingir uma produção de "30 a 40 mil frascos por ano".
"Isto resultou de uma velha ideia que tinha por andar no terreno e verificar que na terra de praticamente todos os agricultores existe uma, duas ou mais árvores de fruto, com boa capacidade produtiva e que não são alvo de qualquer tratamento, mas cuja fruta se estragava todos os anos", explica aquele responsável, referindo que a sua ideia era "dar aproveitamento a toda essa fruta e algum rendimento mais ao agricultor, transformando-a em doces regionais de primeira qualidade por ser produto puro e biológico".
Se bem o pensou melhor o fez, e com um gasto de cerca de 100 mil euros, que contou com o apoio do programa Leader, avançou há dois anos para a concretização do projecto, desde a formação de recursos humanos até à criação de uma mini-fábrica e uma loja da ADAM, para comercialização dos novos produtos. As primeiras compotas começaram a ser produzidas em Setembro de 2007 e, em Dezembro, abria o estabelecimento de venda ao público.
A oferta é muito variada: compotas de maçã com passas e vinho do Porto; figo pingo de mel; figo preto; abóbora com canela; abóbora com laranja; abóbora com noz; abóbora; laranja e cenoura; kiwi; maçã com canela; laranja; framboesa; frutos silvestres; amora; mirtilo; chila; marmelo; cereja; morango; damasco; pêssego e ameixa.
Nas geleias há a de maçã e marmelo, e, entretanto, apostaram também em biscoitos de milho e manteiga.
O circuito de comercialização centra-se, por agora, no Alto Minho, mas a ADAM já está a fornecer para França através de um emigrante português, distribuidor, e para lojas gourmet em toda a Espanha. No concelho de Monção existem, actualmente, cerca de meio milhar de agricultores, dos quais, cerca de meia centena já está a entregar a sua fruta para transformação.
AUTORIA: Ana Peixoto Fernandes, "Jornal de Notícias", 24-08-2008

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL

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AGRICULTORES COMBATEM ALTERAÇÕES DO CLIMA
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Rega gota-a-gota, antecipar o cultivo para aproveitar as chuvas do final da Primavera e o isolamento térmico dos telhados para proteger o gado são algumas das estratégias que os agricultores portugueses estão a adoptar para contornar as mudanças climáticas, informa a Lusa. "O clima está mais instável, mais extremo e temos de nos ir adaptando com o recurso às novas tecnologias, como a Internet, para saber a previsão do tempo", afirmou o vice-presidente da Associação de Jovens Agricultores de Portugal, Carlos Neves, acrescentando que os agricultores "já não olham para o lado para ver o vento, nem se baseiam nos ditados populares" para saber a melhor altura para cultivar.
Para poupar água, o jovem agricultor, dono de uma vacaria e produtor de milho em Vila do Conde, comentou que semeia mais cedo para aproveitar a chuva que cai no final da Primavera, enquanto há outros colegas que utilizam o sistema de rega gota-a-gota.
O gado também não é esquecido: "As vacas tourinas sofrem muito com o calor, sentem-se mal, comem menos e produzem menos. Então colocamos ventiladores nos estábulos e isolamos o telhado para que a temperatura seja mais amena."

AGRICULTORES PRECAVIDOS
O director-executivo do Instituto para o Desenvolvimento Agrário da Região Centro, Manuel Costa deu como exemplo este mês de Agosto, que se tem caracterizado, na região Centro, por manhãs com nevoeiros acentuados que se prolongam até meio da tarde, altura em que descobre o Sol, e que pode trazer "algumas complicações" para a fruta e a vinha, que não se dão com situações de humidade e calor. "Até ao momento não há indicadores de que tenha havido problemas resultantes dessas alterações porque os agricultores já estavam precavidos e tomaram medidas", justificou.
Para o vice-presidente da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), Luís Mira, o maior problema dos agricultores não é a questão climatérica, mas sim as variações de mercado que têm causado expectativas: semeia-se a um determinado preço, mas na altura da colheita esse preço caiu 40 por cento. "As pessoas já estão habituadas ao tempo. Há anos melhores, outros piores, com chuva ou menos chuva, mas as variações constantes da política e do mercado são factores muito mais nocivos e difíceis de controlar do que as alterações climatéricas", frisou.

ALERTA: FALTA DE ÁGUA
Apesar dos esforços dos agricultores, o presidente da Quercus, Hélder Spínola, considera que muitos não se estão a adaptar porque estão a desenvolver um tipo de agricultura cada vez mais dependente de determinados recursos que vão ser mais escassos no futuro, como a água e nutrientes do solo que, com as alterações climáticas, tem tendência a ficar menos férteis
"Estamos a falar de um factor que é fundamental para essa actividade que é a disponibilidade de água", disse o ambientalista, lembrando que as projecções indicam que até ao final deste século as reduções deste bem podem atingir os 40 por cento.
O ambientalista recordou ainda outros problemas que as mudanças do clima podem trazer, como as pragas agrícolas, que têm tendência a aumentar e que podem afectar sobretudo Portugal.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

NOTÍCIA DO MUNDO RURAL

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PRODUÇÃO DE MILHO CAI NOS EUA
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O Departamento de Agricultura dos EUA anunciou nesta terça-feira que a safra de milho neste ano deve ficar em 12,3 bilhões de bushels (unidade de medida equivalente, no caso do milho, a 25,4 quilos), 6% abaixo da safra que foi registrada em 2007, 13,1 bilhões de bushels. A estimativa dos analistas era de uma safra de 11,939 bilhões neste ano.
A estimativa divulgada hoje é superior á de 11,715 bilhões de bushels anunciada há um mês. Segundo o governo, o clima favorável ajudou o plantio no meio-oeste do país, após as enchentes registradas na região. A estimativa para este ano, se realizada, também deve ficar 17% acima da produção de 2006.
A produção por acre deve ficar em 155 bushels, 3,9 bushels acima do registrado no ano passado e acima da previsão de julho, 148,4 bushels. No ano, a colheita deve ser feita em 79,3 milhões de acres, contra a previsão anterior, de 78,9 milhões.
A plantação de milho foi atrasada em boa parte do chamado "corn belt" ("cinturão do milho", que reúne os Estados de Iowa, Indiana, Illinois e Ohio, além de partes de Dakota do Sul, Nebraska, Kansas, Minnesota, Wisconsin, Michigan, Missouri e Kentucky) e outras regiões produtoras devido às chuvas e às baixas temperaturas entre março e abril.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Transgénicos no Mundo

A área total de plantações de transgénicos no Mundo ronda os 222 milhões hectares. O total de área cultivada com transgénicos representa menos de 2% do total mundial de área agrícola. Cerca de 88% de toda a área cultivada com transgénicos está concentrada em apenas quatro países: Estados Unidos, Canadá, Argentina e Brasil.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL

IDEIAS PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL
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A primeira fase das acções preparatórias do Programa de Valorização de Recursos Endógenos (PROVERE) terminou com a aprovação de 29 pré-projectos (45% das ideias a concurso), que envolvem 720 entidades públicas e privadas e asseguram investimentos de 1,4 milhões de euros. Os resultados foram ontem divulgados pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, que sublinhou o reforço de 840 para 941 mil euros na comparticipação do FEDER, o que permitiu a aprovação de 29 projectos (nove na região Norte, oito no Centro, oito no Alentejo e quatro no Algarve). Por agora ficaram sem apoio os restantes 36 projectos de acções preparatórias, mas o secretário de Estado admite que alguns possam ser melhorados a tempo de concorrerem às Estratégias de Eficiência Colectiva (EEC) - a certificação PROVERE que decorrerá no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional. Só o selo de qualidade EEC permitirá a majoração dos fundos comunitários aos projectos PROVERE. Embora admita que o concurso para as EEC seja aberto antes do final do Verão, Rui Baleiras indica que os projectos definitivos terão de ser entregues até 30 de Novembro. As 65 ideias apresentadas mobilizaram milhares de entidades públicas e privadas, facto que, para o secretário de Estado, evidencia que o PROVERE "pôs muitas pessoas a mexer" no desenvolvimento dos produtos endógenos de regiões de baixa densidade e com poucos recursos económicos. "O resultado acaba por evidenciar os projectos mais maduros, alguns deles vindos do passado."
Ainda assim, os 29 projectos que irão receber um apoio financeiro que pode chegar aos 60 mil euros de despesas elegíveis mobilizaram 720 entidades, muitas públicas, mas também empresas de âmbito nacional. Os promotores, que começam hoje a ser notificados, terão acesso às recomendações feitas pela autoridade de gestão do PROVERE durante o processo classificativo. O objectivo é permitir que possam ser corrigidas as deficiências - sobretudo a escassez de investimento privado, a falta de articulação entre parceiros e a duplicação da exploração de recursos - para melhor o projecto. As entidades líderes das 29 acções são: Terras de Sicó, ADXTUR, Agência Gardunha 21, Aldeias Históricas, A. M. Vale do Côa, municípios de Belmonte e da Guarda, AMBM, Missão do Douro, ADRAT, Empresa Intermunicipal do Nordeste, ADRIL, ADRIMAG, A. M. da Terra Fria, Com. Urb. Vale do Sousa, Com. Interm. Vale Minho, Com. Urb. Vale e Mar, Politécnico de Santarém, ADRAL, AMLA, ICNB, câmaras de Almodôvar, Fronteira e Borba, ADI, Almargem, In Locco, Odiana, Globalgarve.
AUTORIA: Paula Sanchez, "Diário de Notícias", 08-08-2008

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL

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VÃO ACABAR OS TECTOS MÁXIMOS PARA AS RENDAS AGRÍCOLAS
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O tecto máximo que vigorava para as rendas de aluguer de terrenos rurais vai deixar de existir. O Governo tem em andamento a revisão do regime de arrendamento agrícola e propõe um novo quadro em que a fixação da renda passa a ser livre e será o resultado de acordo entre senhorios e rendeiros. O novo regime poderá contribuir para dinamizar o mercado de arrendamento e para contrariar a tendência de abandono dos campos visível nos últimos tempos.

No quadro normativo ainda em vigor, a renda pela utilização de um terreno agrícola não podia ultrapassar um tecto máximo que era determinado pelo Governo e revisto de dois em dois anos. Estes valores divergiam consoante a região a que respeitavam e tendo também em linha de conta os géneros agrícolas de cada zona, a evolução dos preços dos bens produzidos, a natureza dos solos e o tipo de aproveitamento.

Na proposta de diploma que colocou à apreciação das organizações agrícolas e a que o PÚBLICO teve acesso, o ministério determina que a renda passa a ser fixada através de livre negociação entre o senhorio e o arrendatário. E estabelece que todos os contratos com um prazo superior a um ano deverão conter uma cláusula de actualização de renda. Se ela não existir, então a revisão anual será feita com base no coeficiente que todos os anos é elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística, e que serve de base, também, às actualizações das rendas de uma habitação, por exemplo.


"A lei dos senhorios ricos"

O objectivo do executivo, ao flexibilizar a forma de estabelecimento das rendas e outros que lhe estão associados, é o de "dinamizar o mercado da terra", contribuir para "a melhoria da estrutura das explorações agrícolas", com vista à sua viabilização económica, e para contrariar a tendência para o abandono das terras, conforme se lê no preâmbulo da proposta em análise.

João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), concorda que o novo regime pode, de facto, evitar o curso do abandono. "Era fundamental flexibilizar o regime de rendas, para que ele se torne atractivo e possa ganhar uma nova dimensão em Portugal", afirmou ao PÚBLICO. "Esta flexibilização vai permitir que o mercado funcione melhor e será fundamental para evitar o abandono dos campos", referiu.

A Confederação Nacional da Agricultura tem uma opinião distinta. "Esta é a lei dos senhorios ricos e dos rendeiros ricos", defendeu João Dinis, assessor da direcção da CNA. No tocante ao novo regime de fixação das rendas, o responsável não tem dúvidas de que irá pressionar o aumento do seu valor, sem que daí advenham benefícios para o sector.

João Dinis critica, ainda, o facto de estar prevista punição para o caso do contrato, reduzido a escrito, não ser entregue na repartição de Finanças. "No caso de grandes senhorios e grandes rendeiros, não deverá haver problema, mas para o caso do minifúndio, muitos agentes vão de certeza sentir isto como uma forma de tornar o processo mais complexo e podem optar por deixar as terras sem cultivo. Lá se vão os objectivos de contrariar o abandono e de promover o emparcelamento de terras, que em muitas zonas (principalmente na zona do chamado minifúndio) é fundamental para garantir a viabilidade económica das explorações", sustentou o assessor da Confederação Nacional da Agricultura.

A Confederação dos Agricultores Portugueses concorda globalmente com o projecto de nova legislação, que diz ter reivindicado logo que o actual ministro, Jaime Silva, tomou posse. "Há muito tempo que defendíamos a alteração do quadro normativo, por entendermos que ele não estava adequado às novas realidades do sector", afirmou ao PÚBLICO João Machado. "É fundamental haver mais flexibilização no regime, para garantir mais arrendamento rural de terras que correm o risco de deixar de ser cultivadas".

AUTOR: José Manuel Rocha, "Público", 06-08-2008