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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Kiwis de Portugal

Hoje assisti a uma Sessão Técnica do “Dia do Kiwicultor” promovido pela APK – Associação Portuguesa de Kiwicultores, na qual a Prof. Ada Rocha, nutricionista, indicou os parâmetros nutritivos que os kiwis devem possuir para terem ainda maior interesse na dieta humana.

Por outro, o Prof. João Martins falou da estratégia a usar na condução da fertilização das Actinídeas (plantas do kiwi) para produzir os frutos com melhor valor dietético.

Na minha opinião, acho que se for desenvolvida a investigação aplicada a este caso, não demorará muitos anos a obtermos “Os Kiwis de Portugal” com características probióticas. Vejo que haverá valor acrescentado para os frutos e ainda maior futuro para “Os Kiwis de Portugal”

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Desencanto pessoal com os atrasos no ProDeR

Os dias passam, não noto melhorias nos resultados da análise das candidaturas, bem como nas contratações dos projectos (sobre os pagamentos das ajudas ao investimento não me pronuncio porque é uma guerra que ainda não começou).

Parece que o Ministro António Serrano, o qual me impressionou pessoalmente pelo empenho demonstrado em resolver os problemas, não tem tropas para que o ajudem a enfrentar o grande número de processos em que o Ministério está envolvido.

Os indícios de resultados não aparecem e acho que temos de passar à acção e dizer publicamente que “o rei vai nu”, o ProDeR não avança porque não há quem consiga controlar o sistema informático que o gere, a juntar à falta de analistas nas Regiões.


Por favor, Senhor Ministro da Agricultura resolva estes estrangulamentos! Os agricultores portugueses agradecem.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Reforma dos Políticos!

Hoje falando com um amigo de Ponte de Lima informou-me que o meu colega do curso de Agronomia, Daniel Campelo, se encontra reformado pela política.

Se este colega não está reformado por doença ou invalidez, é espantoso que um político consiga obter a reforma completa com pouco mais de vinte anos de trabalho. Qual o desgaste que sofre o político, face aos restantes trabalhadores, que justifique que os anos de trabalho contem a praticamente a dobrar para a reforma?

Para haver justiça, os políticos deveriam ser melhor remunerados e os anos de trabalho dos políticos deveriam ser contados como os de todos os trabalhadores.

Penso que a política tem mordomias interessantes para um técnico mudar de vida!
Dei comigo a reflectir sobre o que faria se hoje tivesse direito à reforma. É fácil sonhar! É bem mais difícil enfrentar a realidade do dia-a-dia…

A eficácia de quem faz!

Hoje conheci um Professor Catedrático da Universidade de Santiago de Compostela, 44 anos, responsável pela elaboração das ferramentas informáticas e legais que colocam a terra não explorada no mercado para ser arrendada ou vendida.

A lei galega obriga ao pagamento de multas por quem detém terra não explorada. O governo galego garante aos proprietários o pagamento das rendas em todos os anos de contrato, caso o arrendatário não pague e além disso, garante que no fim do contrato de arrendamento a terra é entregue em estado igual ou melhor que no seu estado inicial. O ambiente Web da gestão deste mercado de exploração da terra tem permitido que proprietários galegos residentes na América do Sul tenham autorizado a exploração dos seus terrenos. O que se está a fazer na Galiza devia ser copiado e com as devidas adaptações devia ser aplicado em Portugal.

Este Professor Universitário que tem trabalho notável em muitos países, responde, quando questionado sobre como consegue fazer tanto trabalho de sucesso, que o importante é concentrar-se no trabalho que está a fazer no momento e terminá-lo. É uma receita simples que irei aplicar na minha vida!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

"Portugal Foods"



Esta tarde contactei com um projecto muito interessante de promoção da inovação na agro-indústria portuguesa.

É espantoso como um empresário de sucesso extremamente ocupado, como é o caso do meu amigo João Miranda da FRULACT, assume disponibilizar parte do seu precioso tempo para liderar e implementar um projecto de interesse público denominado “PORTUGAL FOODS”.

A minha homenagem a todos, tal como o João Miranda, que possuem a fibra, capacidade e espírito cívico para trabalharem no desenvolvimento da agricultura portuguesa.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Tema Debate N.º 5

1 - Qual será a margem de comercialização que a Distribuição Organizada pratica para os seguintes produtos:

a) Leite, queijos, iogurtes?

b) Hortofrutícolas?

c) Carne de bovino, caprino, ovino e frango?


2 - Que condições comerciais, financeiras, administrativas, etc. impõe a Distribuição Organizada para além do preço?


3 - Como podemos combater as regras leoninas que a distribuição Organizada impõe aos seus fornecedores de produtos agrícolas?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Hoje foi um dia triste na minha vida – Homenagem Póstuma ao Eng. Fernando Matos

A semana passada recebi as notícias que a Feira das Colheitas promovida pela Cooperativa de Penela da Beira, bem como as suas Jornadas Técnicas marcadas para o passado Sábado, não seriam realizadas este ano devido a doença grave do presidente da Direcção da Cooperativa, Eng. Fernando Matos.

Esta tarde recebi um email que comunicava o falecimento do Eng. Fernando Matos e a data das Cerimónias Fúnebres.

Sofri um grande choque porque faz hoje quinze dias que estivemos juntos numa reunião em Lisboa e nessa altura, parecia respirar saúde. Como sempre, o Eng. Fernando Matos esteve bem-disposto, simpático, divertido e profissional no que diz respeito ao trabalho.

Esta é a memória que guardo dele. Paz à sua alma!

sábado, 5 de dezembro de 2009

O Governo e os agricultores

["Grande Porto", 04-12-2009 - Clique na imagem para ampliar]

O Estado Português demite-se da sua função de regulador das relações económicas

O Estado Português não se pode demitir da sua acção de regulador nas relações comerciais entre os agricultores, as suas organizações e a Grande Distribuição Organizada. Esta tenta controlar a estrutura de custos dos agricultores e da Agro-indústria para fazer reverter para si a maior parte do valor criado ao longo de cada uma das fileiras. Parece-me que o relacionamento está a chegar perto do limite do tolerável porque há fornecedores que são remunerados praticamente pela mão de obra, não sobrando qualquer valor para remunerar os riscos. Quando estes aparecem o agricultor ou a sua Organização não têm capacidade financeira para continuar a produzir.


Quando a Autoridade da Concorrência auditar os contratos de fornecimento e as reuniões de negociação até à assinatura dos contratos, as relações comerciais serão mais equlibradas e justas (deverá controlar: as horas de espera dos fornecedores, as temperaturas das salas de espera, a marcação de todos os fornecedores para o mesmo período temporal, os leilões electrónicos tendo cauções de acesso muito desproporcionadas face aos valores dos fornecimentos em causa, etc. etc.).


Pela minha parte acho que também ajudaria a equilibrar as contas dos agricultores se fosse implementada a ideia que ontem um amigo me deu: proibir por lei as marcas próprias da Distribuição.

O 1.º Grande Teste Político do Ministro António Serrano

O Ministro António Serrano, segundo a agência LUSA, anunciou ontem em Torres Vedras a melhoria das linhas de crédito bonificadas aos agricultores: “As medidas têm de estar prontas este mês e dia 1 de Janeiro têm de estar disponíveis".

Para mim será o primeiro grande teste político deste Ministro, conseguir provar aos agricultores e aos portugueses que lidera o Ministério da Agricultura, ou seja, que os anúncios públicos são para cumprir.

Cá estaremos, se Deus quiser, no dia 2 de Janeiro de 2010 para carregar pedidos de financiamentos dos agricultores e verificar se o sistema funciona correctamente. Tenho expectativas positivas, espero que não venham a ficar defraudadas

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Caminhos da Agricultura em Prol de Novo Modelo de Desenvolvimento Económico de Portugal

O Programa televisivo “Prós e Contras” de 2.ª Feira passada discutiu os caminhos para a economia portuguesa se tornar mais competitiva.

Assisti a quinze minutos e a ideia que fiquei é que não há ideias para resolver as deficiências no desenvolvimento económico em 3 a 5 anos. Chegamos sempre a causas estruturais que explicam o fenómeno, mas que levam gerações a implementar e como tal não vale a pena começar (quem vai resolver o problema vai ser a geração seguinte). Uma vez mais lembrei-me de “Os Maias” de Eça de Queiroz em que esta mesma discussão, com os mesmos argumentos, já se fazia na 2.ª metade do século XIX. Nestes mais de cem anos não fomos capazes de aprender nada sobre argumentos/práticas de melhores estratégias para o desenvolvimento económico de Portugal?

Na minha opinião, as coisas difíceis, complexas e estruturais têm de ser decompostas em elementos mais simples: a economia portuguesa tem de tirar partido de todas as actividades que possa desenvolver de forma competitiva, isto é, que substitua importações ou possa exportar. Tem que desenvolver o turismo, a agricultura, a pesca, a indústria, o comércio, os serviços, etc.


Como se faz?

Em primeiro lugar, actividade a actividade, têm ser feitas acções de benchmarking a nível mundial (assumimos com humildade que não sabemos e vamos ver como os outros países fazem bem. Copiamos, não de forma cega, mas adaptando à N/ realidade. Exemplo: Este trabalho foi feito na fileira do kiwi).

Em segundo lugar tem que haver uma orientação política para que o crédito a conceder pelos
bancos privilegie o investimento produtivo em lugar de obras públicas (há praças, largos, etc. que já foram refeitos mais do que uma vez). Porquê? Os bancos preferem os negócios sem risco das grandes obras públicas e das pequenas obras das autarquias porque o risco é transferido para o Estado. O que ganhou Portugal com estas requalificações? Além das grande obras públicas que dependem do governo, as autarquias são o principal sorvedouro de investimento público, não produtivo do ponto de vista económico. Ainda me lembro que em 1999, quando visitei a Nova Zelândia pela 1.ª vez, este país tinha 70 quilómetros de auto-estradas, mas era um país rico, fortemente exportador, em que os bancos apoiavam como prioridade os investimentos produtivos para exportação, em que as estradas com curvas e lombas não eram impeditivas das exportações, porque os produtos agrícolas eram os adequados à procura dos mercados internacionais. Na década de noventa do século passado, o Chanceler alemão Helmut Koll, visitou este país para aprender como escapou da falência em 1986 para ressurgir com fortíssimo desenvolvimento económico passados poucos. Porque é que Portugal não estuda e aplica este e outros exemplos semelhantes?

Em terceiro lugar, a agricultura pode ter a sua quota-parte no novo modelo de desenvolvimento económico, substituindo de forma competitiva a importação de produtos agrícolas /agro-industriais ou promovendo as suas exportações.


O que fazer?

1 – A decisão que o governo tem que tomar é privilegiar o crédito para o investimento produtivo na agricultura/agro-indústria através da CGD.

2 - Colocar as sociedades de capital de risco a funcionar para apoiar o investimento na agricultura/agro-indústria:
As capitais de risco participadas pelo Estado deveriam fazer Planos de Negócios intervindo de forma vertical ou na fileira para fazerem muitas operações na mesma actividade para pelas economias de escala conseguirem baixar os seus custos de intervenção, que actualmente são muito mais caros face ao apoio prestado pelo crédito.

3 – Tramitar o ProDeR dentro dos prazos legais, para motivar os empresários a investirem porque rapidamente sabem se serão ou não apoiados pelos Fundos Europeus e Nacionais