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sábado, 29 de maio de 2010

A bondade das condições de cedência dos silos da ex- EPAC à Associação dos Produtores de Cereais

Informa o Diário de Notícias de 24 Maio de 2010 que o Ministério das Finanças irá ceder gratuitamente por 20 anos à Associação Nacional dos Produtores de Cereais (ANPOC) 16 silos da ex-EPAC, tendo como contrapartida da parte da ANPOC a assumpção dos custos de manutenção e as obras de recuperação que venham a revelar-se necessárias. O objectivo é que esses silos, enquanto centros de armazenagem, contribuam para que exista uma reserva de cereais nacionais. Não deveria o Estado fazer as obras e fazer um arrendamento pelo valor justo? Pelo princípio assumido no acordo coloca-se a questão: não deveriam todos os produtores nacionais terem condições semelhantes de acesso a condições de armazenamento das suas produções?

É certo que, os silos existem, encontram-se em estado de abandono por parte do Estado (na situação actual não servem a ninguém), esta cedência é uma reivindicação antiga da ANPOC para “tornar os cerais mais competitivos”, pelo que só me resta fazer votos para que os agricultores tenham sucesso na negociação de melhores preços dos seus cereais, melhor armazenados, junto da indústria. A bem de Portugal!

Até onde Portugal deve ir na Produção de Cereais?

O Diário de Notícias de 24 Maio último em artigo com o título “Silos da ex-EPAC vão ser reserva nacional de cereais”, diz em “caixa” que “…o país consome anualmente 4 milhões de toneladas e importa 80%. Os elevados custos de produção e as “condições adversas” de mercado têm conduzido ao abandono das explorações: a área semeada de trigo caiu 42 mil hectares este ano, menos 65% face a 2005. O reaproveitamento dos silos da ex-EPAC ajudará a minimizar a dependência face ao exterior”.

Não consigo vislumbrar como as estruturas de armazenamento irão baixar os custos de produção ou melhorar a produtividade das searas, que são os principais estrangulamentos à produção de cereais em Portugal, pois o seu preço está liberalizado, isto é, o valor de aquisição dos cerais pela indústria será o do mercado mundial acrescido dos custos com transporte e armazenamento.

Na minha opinião, o Ministério da Agricultura deveria publicar um estudo das áreas de solos portugueses com aptidão para a produção de cereais a preços competitivos face ao mercado mundial. A partir deste patamar Portugal deveria promover as exportações dos produtos onde somos competitivos (hortofrutícolas, vinho, azeite, etc.) e utilizar estes recursos financeiros para comprar cereais. Esta é a solução mais barata e realista para Portugal debelar o seu défice, não vale a pena insistir em produções não competitivas porque estamos integrados no espaço Económico da União Europeia e Euro, as N/ reservas alimentares têm que ser equacionadas a esse nível e por último, estamos a chegar à conclusão que são os portugueses que irão pagar a conta das artificialidades das políticas económicas e agrícolas das últimas dezenas de anos. Faço votos para que o bom senso impere. A bem de Portugal!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Serviço Sms no ProDeR

Felicito o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) na pessoa da sua Presidente do Conselho Directivo, Dra. Ana Paulino, pelo excelente serviço prestado aos agricultores no envio de mensagens para telemóvel (SMS) aos Beneficiários de Contratos com o ProDeR a informar que o contrato está disponível para consulta na área reservada do Portal do IFAP e que se devem deslocar à Direcção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) respectiva para emitir ou entregar o contrato.

Faço votos para que este sistema se estenda à evolução de cada um dos tramites dos Pedidos de Pagamento, bem como à análise, aprovação e documentação de contratação das candidaturas ao ProDeR, pois há "um calvário" para cada proponente saber onde encrava o seu processo quando está na interface: DRAP, ProDeR e IFAP.

domingo, 23 de maio de 2010

Tema debate n.º 7

Na minha opinião “acabou o estado de graça” do Ministro da Agricultura, António Serrano porque não conseguiu melhorar dominar o Ministério da Agricultura (o que se pode avaliar pelo estado da gestão do ProDeR) e está a capitular aos lóbis do partido socialista.

Qual a V/ opinião: o Ministro da Agricultura está a obter sucesso ou pelo contrário continua tudo a funcionar da mesma maneira, havendo apenas uma mudança de estilo no responsável político?

sábado, 22 de maio de 2010

Quando serão implementadas as prometidas ajudas previstas no Programa do Governo para reforço do Cooperativismo Agrícola?

O Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP), António Serrano, participou ontem na Sessão de Encerramento do seminário “Cooperativas Agrícolas Portuguesas – Como enfrentar o mercado?”, promovido pela Confederação Nacional de Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI), no Europarque em Santa Maria da Feira.

"É pretensão da CONFAGRI que este Seminário promova a reflexão e o debate sobre alguns dos principais desafios e as respectivas respostas que as Cooperativas Agrícolas portuguesas devem equacionar para poderem enfrentar as crescentes solicitações que a concorrência e os mercados têm vindo a colocar".

Espero que o Ministro António Serrano tenha levado boas notícias ao sector cooperativo pois as informações que me chegam é de que a proposta do pacote financeiro de apoio ao cooperativismo para cumprir o que está descrito no Programa de Governo (Criar um Sistema de Apoio à Concentração de Cooperativas Agrícolas, com o objectivo de promover a profissionalização, a organização para o mercado, a obtenção de economias de escala e a cooperação estratégica) está pronto e que aguarda decisão política.

Serviço Público: Privatizar será a solução?

Na Espaço Visual, por cada dez visitas que se realizam a propriedades agrícolas conseguem desenvolver um projecto de investimento na agricultura. Este trabalho consiste na avaliação do potencial produtivo das propriedades e do perfil dos empresários para as diversas actividades agrícolas, bem como o fornecimento da informação sobre as actividades agrícolas com maior interesse, tendo em conta os dois factores anteriores: a terra e o empresário.

Esta manhã, trocando impressões com os meus amigos do Cantinho das Aromáticas chegamos à conclusão que gastam muito tempo na resposta a e-mails, telefonemas e visitas para dar informações sobre o negócio das plantas aromáticas e medicinais (PAM). À custa do seu serviço foram desenvolvidos muitos projectos nas PAM e sobretudo, captaram novos investidores para a agricultura.


Analisando friamente estas duas situações chego à conclusão que prestamos um serviço público que deveria ser o Estado, as Direcções Regionais de Agricultura e Pesca e/ou o conjunto das Associações e Cooperativas que recebem dinheiro da União Europeia para o seu funcionamento, a terem capacidade técnica e promoverem o desenvolvimento agro-florestal e consequentemente, rural.


Não esqueço a opinião de um amigo que me dizia há alguns anos: “se não capazes de fazer, abram concurso e privatizem a exploração das zonas agrárias e demais serviços do Ministério da Agricultura – pelo menos seremos pagos pelo serviço público que prestamos e os utentes ficarão melhor servidos!”.

Não é esta a minha opinião, pois defendo um Ministério da Agricultura forte, com Políticos, Directores Gerais e Chefes de Serviços Intermédios, competentes, honestos e imbuídos do espírito de serviço público, os quais se traduzissem no cumprimento da legalidade e dos seus prazos e na transparência dos processos (mais que simplificar é necessário ser claro na informação prévia e ao longo do tempo, para que o utente saiba como irá decorrer/ser tramitado o seu processo, em documentação, tempo e todas as outras implicações legais. Praticamente todos os dias, ou se passa comigo ou com os meus colaboradores temos que acompanhar casos de processos kafkianos que se tramitam no Ministério da Agricultura por desconhecimento ou falta de vontade de resolver os problemas por parte dos seus responsáveis de base e intermédios – “os políticos pensam que mandam, mas na realidade continuam a ser ultrapassados pela máquina que tutelam”).

Mais um argumento a favor do banco de terras público e nacional

Estou cada vez mais consciente que as dificuldades no acesso à terra são o principal estrangulamento na modernização do mundo rural português.

Tive oportunidade de ouvir hoje na Feira da Primavera, a história de um casal de Jovens Agricultores que estão há anos à procura de quem esteja disponível para arrendar as suas terras no distrito de Viana do Castelo, muitas delas abandonadas e que contribuem pelo seu potencial de combustíveis para promover os fogos florestais estivais. Contaram-me que há casos de pais com idade avançada que continuam a habitar nos territórios rurais, os quais gostariam de ter no futuro as suas terras tratadas, consultam os filhos que estão nas cidades e recebem como resposta que é melhor não assumir compromissos de arrendamento por longo prazo, pois existem expectativas que com a alteração dos Planos Directores Municipais essas propriedades possam valorizar com potencial de construção.

Estou convencido que esta política de “atirar dinheiro para os problemas da agricultura portuguesa”, se não for invertida, irá levar ainda ao maior empobrecimento de Portugal.

Quando haverá um banco de terras público em cada uma das Direcções Regionais de Agricultura e Pescas? O que acham de se promover uma petição sobre um Banco de Terras Público que abranja todo o território nacional para desenvolver o mercado de colocar as terras à disposição de quem tem vocação para as explorar? Não será este um desígnio de política para a agricultura nacional?

Feira da Primvera

A Espaço Visual participou hoje como orientadora de um workshop sobre “Apoios do ProDeR”, na “Feira da Primavera” promovida pelos N/ amigos e clientes, Cantinho das Aromáticas e Raízes (http://www.feiradaprimavera.com/).

Foi um evento muito interessante porque tivemos oportunidade de falar sobre as ajudas do ProDeR e verificar que as feiras em meio urbano são um excelente veiculo de promover a sustentabilidade pela promoção dos produtos nacionais.

Recomendo a quem habite no Grande Porto que visite esta interessante iniciativa localizada no concelho de Vila Nova de Gaia

terça-feira, 18 de maio de 2010

O Ministro da Agricultura promove as exportações!

O Ministro da Agricultura acompanhou nos dias 14 e 15 de Maio, uma delegação de exportadores que promoveram os vinhos portugueses na Sérvia, na 77ª Feira Internacional de Agricultura em Novi Sad e participou em prova de vinhos Prova de Vinhos Portugueses em Belgrado. Considerou «uma oportunidade» de aumentar as exportações.

Segundo a Lusa: “ «É uma feira muito importante, realizada há 77 anos, dirigida a todos os Balcãs. Tem como destinatários 22 milhões de pessoas nesta região e abre muitas portas, quer para a Rússia, quer para outras regiões como a Turquia», disse à agência Lusa o ministro durante uma pausa no certame, a que se deslocou pela primeira vez uma delegação portuguesa.
«Trouxemos pela primeira vez este ano numa missão exploratória 13 empresários da área do vinho, com o objectivo de no próximo ano termos aqui uma representação mais importante em todo o sector agro-alimentar», disse o governante, adiantando ter já recebido um convite da organização desta Feira Internacional de Agricultura para Portugal participar na próxima edição como país convidado e parceiro internacional”.

É deste tipo de acções sistemáticas na Agricultura que Portugal precisa para resolver a sua crise económica.

domingo, 16 de maio de 2010

Seguros Agrícolas

O último Boletim Informativo da CAP (CFL Info) traz um artigo interessante sobre “Seguros Agrícolas – Algumas Considerações”, o qual pode ser consultado em: http://www.cap.pt/0_users/file/Agricultura%20Portuguesa/Frutas%20e%20Produtos%20Horticolas/Boletim%20Informativo/CFLinfo%20183.pdf

Gostaria de saber a V/ opinião sobre este assunto

sábado, 15 de maio de 2010

Vale a pena recordar!

DEBATE COM PARTIDOS POLÍTICOS
PROPOSTAS POLÍTICAS PARA A AGRICULTURA NACIONAL
Dia 3 de Setembro 2009, pelas 14h30, Auditório da CAP

Consultar:http://www.cap.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=777&Itemid=69

É bom recordar os partidos políticos sobre o que prometeram fazer na agricultura durante a presente legislatura.

As quintas sociais promovidas pela Câmara Municipal de Arouca

O Presidente da Câmara Municipal de Arouca confessou-me há alguns anos que era errada a construção de bairros sociais porque neles concentram várias famílias que se tornam “problemáticas” porque sentem que quando têm problemas há alguém se lhes vá substitui-los e resolvê-los (as pessoas sentem que não precisam de se esforçarem para serem activos para terem uma casa) sem que tivessem que trabalhar ou de despenderem esforços e sacrifícios para encontrarem as respectivas soluções.

Era seu sonho recuperar, no âmbito da construção social, as casas das Quintas que estavam degradas e os seus novos ocupantes teriam direito à habitação como contrapartida do tratamento adequado das terras.

Não sei se o projecto actual está desenvolvido no formato que me foi apresentado, mas ontem tive duas notícias sobre a concretização deste sonho:
1- A primeira através de uma Notícia do Jornal Público:
Há 500 interessados em lavrar terra abandonada em Arouca
Por Sara Dias Oliveira
Vazio há um ano, o programa da autarquia tem agora demasiados interessados para as quintas disponíveis por agora

O projecto nasceu há cerca de um ano com o objectivo de incentivar desempregados a reaproveitarem áreas de cultivo abandonadas em Arouca. A câmara municipal lançou a ideia para tentar dinamizar a economia local, mas não encontrou interessados. Um ano depois, e após uma forte exposição pública de um programa que estava deserto, há agora mais de 500 candidatos disponíveis a lavrarem a terra. O projecto chama-se Quintas Sociais e tem gente inscrita de todo o país e do estrangeiro, nomeadamente emigrantes que se encontram em França, Irlanda, Holanda e Brasil.Neste momento, a autarquia tem apenas quatro proprietários de quintas interessados em aderirem ao projecto, esperando que entretanto apareçam mais. Seja como for, as casas dos caseiros precisam de obras e os seleccionados, numa escolha que está ainda a ser definida, de apoio financeiro para tratarem da terra. "A ideia é boa, mas não é um processo simples, é de difícil aplicabilidade. Sem que o Governo agarre este projecto, é impossível pô-lo em prática", adianta o presidente da câmara, Artur Neves.O autarca pretende obter apoios estatais para a recuperação das casas e ajuda financeira para quem fique com os campos nas mãos. "É necessário um enquadramento jurídico e legislativo para este projecto que tem valor e qualidade", sublinha. Nesse sentido, está a ser ultimado um dossier para ser entregue à secretária de Estado do Ordenamento do Território e, ao mesmo tempo, aguarda-se o agendamento de uma reunião conjunta com as Secretarias de Estado da Segurança Social e da Reabilitação Urbana, para analisar a viabilidade do projecto. "É uma ideia que pode ser agarrada pelo Governo, até porque se trata de uma oportunidade clara de trazer pessoas das cidades, onde já não têm condições de sobreviver, para os campos. É uma oportunidade de mudarem de vida", defende Artur Neves.Apoio técnico da autarquiaA câmara funcionará, no fundo, como um mediador. Regista os candidatos interessados, mais de meio milhar até ao momento, continua a lançar o repto aos proprietários de quintas abandonadas e disponibilizará, caso necessário, um técnico em agricultura biológica para ajudar os novos agricultores. "A câmara estabelecerá uma plataforma de entendimento entre os proprietários das quintas e os candidatos". O "contrato" será então assinado entre as duas partes.A autarquia entra novamente em cena para garantir o escoamento dos produtos da terra para cantinas escolares, instituições sociais e restaurantes da região. Mas "tudo isso será difícil de aplicar se o Governo não apoiar. O projecto é interessante, mas não temos meios financeiros para garantir os apoios necessários", reforça o autarca.”

2-A segunda através de um contacto directo com um desempregado na freguesia de Argoncilhe, do concelho de Santa Maria da Feira, o qual se inscreveu no projecto para trabalhar as terras por ser demasiado velho para encontrar emprego e demasiado novo para se reformar (teria pouco mais de 40 anos). Disse-me que, “se inscreveu porque ouviu na televisão o Presidente da Câmara de Arouca dizer que os desempregados não queriam trabalhar e como não era o seu caso, abriu as páginas amarelas descobriu o número de telefone de Arouca e inscreveu-se”. Acha que vai ser contemplado com terra para trabalhar e orientação sobre o que deve produzir. O seu contacto comigo tinha como objectivo saber se podia produzir kiwis em Arouca aproveitando o “Plano de Implementação de Novas Plantações de Kiwis no Concelho de Santa Maria da Feira”, Acção de Desenvolvimento Rural promovida pelo Município e pela APK – Associação Portuguesa de Kiwicultores.


Como podem constatar há forte adesão de interessados em cultivar as terras quando se utiliza a capacidade de liderança política dos Presidentes das Câmaras Municipais e a sua divulgação através dos órgãos de comunicação social, sobretudo pelo recurso à televisão. Para que estas acções tenham o sucesso que pretendem os seus promotores devem ser planeadas através de Planos de Desenvolvimento Local, como por exemplo, aquele que a Espaço Visual já elaborou para o concelho de Amarante

O serviço que falta nos pontos turísticos portugueses para dar a conhecer os vinhos de Portugal!

Visitei esta semana com uns amigos estrangeiros, na zona da Ribeira na cidade do Porto, uma garrafeira especializada em vinhos do Porto denominada “VINOLOGIA – La maison des Porto.s”.

Infelizmente tenho a confessar que não conhecia esta Instituição que além de Salão de Degustação de Vinhos do Porto, é uma “espécie de Escola sobre o vinho do Porto” com provas de 3 a 8 cálices de vinhos com comentários do “vinotecário” e uma garrafeira especializada com predominância nos vinhos dos Pequenos Produtores Independentes.

Fiquei encantado pelo serviço prestado por Jean-Philippe Duhard, “o vinotecário”, um francês de origem basca, que apresentou os três vinhos em degustação, bem como deu preciosas indicações sobre o tipo de vinhos que deveriam ser adquiridos pelos meus amigos estrangeiros.

Na minha opinião trata-se de um exemplo do que deveria ser implementado para a dar a conhecer aos turistas que nos visitam os excelentes vinhos de mesa que se produzem em Portugal.

Visitem o seu site: www.lamaisondesporto.com e dêem a V/ opinião!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Preço Justo dos Produtos Agrícolas!

Dado que se está a discutir neste blog o preço justo dos produtos agrícolas, recomendo vivamente a leitura do excelente artigo do Dr. Pedro Pimentel, Secretário Geral da ANIL, sobre "Preços justos no seio da fileira do leite" em http://www.agroportal.pt/a/2010/ppimentel3.htm.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Mais um sinal que o orçamento do ProDer investimento está escasso: suspensão da apresentação de Projectos de Impacto Relevante!

Consultando o site do ProDeR (www.proder.pt) fica-se com a seguinte informação: "O ProDeR informa que, por motivos de gestão financeira da Acção Modernização e Capacitação das Empresas, as candidaturas aos Projectos de Impacte Relevante (PIR) estão suspensas".

Na minha opinião, este é mais um sinal que após a aprovação das candidaturas que estão para análise nas Direcções Regionais de Agricultura e Pescas, o orçamento disponivel para o Eixo da Competitividade, para os próximos três anos será da ordem dos 30%. Se o ProDeR cumprisse a lei tramitando as candidaturas dentro do prazo legal, ordenando-as pela respectiva Valia e atribuindo apoios pelas mais valorizadas até esgotar o orçamento de cada concurso deveria, nesta data, estar disponivel mais de 50% do orçamento programado para este Eixo.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Um exemplo francês do trabalho político do que deveria ser realizado pelo 1.º Ministro ou Ministro da Agricultura

P. F. consultem: http://www.agrodigital.com//PlArtStd.asp?CodArt=70710.

Na minha opinião, este caso é um dos exemplos concretos do que deveria ser feito em Portugal para melhor defesa dos seus produtores de hortofrutícolas e agricultores em geral.

Será que temos políticos com vontade e sem limitações de interesses para resolverem os problemas efectivos dos agricultores?

domingo, 9 de maio de 2010

Os valores de aquisição dos prédios rústicos têm de ser compatíveis com as actividades agro-florestais que neles podem ser desenvolvidas!

No dia de ontem fui visitar uma propriedade rústica no concelho de Baião, a convite de um intermediário imobiliário, com o objectivo de a conhecer e eventualmente lhe encontrar um interessado adquirir esta quinta, dentro da minha carteira de contactos. A propriedade teria cerca de 9,5 hectares, não tinha qualquer tipo de infra-estruturas, excepto estar vedada por um muro de pedra de granito com cerca de dois metros de altura e portões de ferro.

Colocou-se a questão: Qual o valor imobiliário da propriedade? Na minha opinião, para a agricultura, valeria entre 1 a 1,5 euros por metro. Na opinião do promotor teria um valor quatro vezes superior.

Quais as causas desta discrepância de valores?
Gostava de saber a V/ opinião?

Eurostat confirma a crise na agricultura portuguesa

Segundo o Eurostat, Portugal tinha em 2009 344000 pessoas que trabalhavam na agricultura. No período 2000 a 2009 perdeu 31,6% de trabalhadores na agricultura. Quanto a rendimento real por activo teve uma quebra de 3,8% quando se compara o ano de 2009 com o de 2008 e para o mesmo índice um aumento de 4,9%, quando se compara o ano de 2009 com o de 2000. Conclusão, numa década (2000 a 2009), se não tivesse saído da agricultura cerca de um terço dos seus activos o rendimento por activo teria caído mais de 25%.

Esta realidade merece reflexão de todos nós, mas sobretudo dos responsáveis intermédios e de topo do Ministério da Agricultura, porque Portugal precisa de uma nova política para a sua agricultura, a qual tem que ser muito mais que a aplicação da PAC em Portugal, quer a presente, quer a pós 2013 (aplicaram-se milhões de euros em Portugal e a N/ agricultura continua inexoravelmente a caminho do abismo).

Que nova política agrícola deveria ser implementada?
Qual a V/ opinião sobre este assunto?

Controlo dos incêndios - para quando uma política de ordenamento florestal?

O Jornal de Notícias de ontem informava que: “ Mais de 86 mil hectares de floresta e mato arderam entre Janeiro e Dezembro de 2009, o que representa um aumento de quase 69 mil hectares em relação a 2008, segundo dados da Autoridade Florestal Nacional”. Está abaixo da” meta inscrita no Plano Nacional de Defesa da Floresta contra incêndios", uma vez que esse plano estipula uma "área ardida anual inferior a 100 mil hectares"”.

Na minha opinião, o cumprimento da meta tem mais a ver com as condições climáticas do Verão do que propriamente com os meios de combate a incêndios. Tenho a registar que o dispositivo dos meios de combate está mais eficaz. Mas enquanto não se diminuir a carga combustível das florestas portuguesas, bem como o seu ordenamento, combinando folhosas e resinosas, a não ultrapassagem da superfície ardida em cada ano, fica mais dependente se o Verão é quente e seco (ultrapassagem da regra dos três trintas: temperatura superior a 30.ºC, vento superior a 30Km/h e humidade relativa inferior a 30%) do que do trabalho e meios de combate aos incêndios.

Qual é a V/ opinião sobre este assunto?

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Há excesso de Associações Agrícolas em Portugal?

O Ministro da Agricultura afirmou ontem em Santarém que há excesso de Associações Agrícolas em Portugal e que a partir de agora não irá receber novas Associações. Acho que não há excesso de associações em Portugal, pois todas ainda são poucas para resolverem os graves problemas que enfrenta a agricultura portuguesa.

Na minha opinião o que falta é uma política clara e eficaz sobre os serviços que devem prestar as associações. O Ministro deveria definir as critérios de interesse público (representatividade, prestação de serviços, qualidade/competência técnica dos trabalhos desenvolvidos, etc.) que as Entidades Associativas deveriam cumprir para serem interlocutores directas do Governo. Todas as outras seriam representadas por estas.

Consequentemente, haveria um quadro claro das regras de financiamento do associativismo com duração de médio-longo prazo. Terminaria o financiamento discricionário que os Ministros da Agricultura têm praticado há mais de trinta anos, em função dos interesses pontuais/conjunturais do partido que a cada momento está no poder.

Concordam comigo? Qual a V/ opinião?

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Crise da Economia Portuguesa!

Portugal tem de melhorar a sua economia através da produção de bens e serviços, tendo como objectivo combater a actual crise que se abate sobre nós.

Concordam comigo que as ajudas financeiras ao investimento para incrementar as produções agrícolas serão uma grande ajuda para melhorar o emprego e desenvolver Portugal?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Tema Debate N.º 6

Já terminou a crise na fileira do leite?

Coloco esta questão porque creio que não houve melhorias nesta fileira, embora os seus problemas deixaram de aparecer na Comunicação Social

Trabalho da APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores!

A APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores deu hoje mais um passo na Parceria que mantém com a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira com o objectivo de promover o PLANO DE PROMOÇÃO DE NOVAS PLANTAÇÕES DE KIWIS NO CONCELHO DE SANTA MARIA DA FEIRA, foi realizada uma reunião com os Presidentes das Junta de Freguesias do Concelho, motivando-os para encontrar: terrenos disponíveis para a cultura e interessados para abraçarem a cultura e ao mesmo tempo divulgarem esta oportunidade de negócio pelas suas freguesias. Louvo o empenho com que o Vereador, Dr. Celestino Portela, se tem envolvido para que este projecto chegue a bom termo, bem como as suas equipas que se têm mostrado muito profissionais e eficazes. Com pessoas e equipas deste calibre é fácil trabalhar e obter sucesso nos projectos. Tenho a certeza que no curto prazo os 30 hectares que estas Entidades se propõem colocar no terreno serão rapidamente ultrapassados. É um prazer pessoal trabalhar nestes processos que promovem desenvolvimento, criam emprego e riqueza, ao mesmo tempo que desenvolvem a agricultura portuguesa! Espero que a Autarquia de Santa Maria da Feira seja a primeira de muitas autarquias que se empenham pela agricultura.

Este fim de tarde e inicio de noite fui animador de uma Sessão de Formação Profissional prática para jovens kiwicultores e potenciais novos kiwicultores, acção esta promovida pela APK, sobre monda de botões florais. É uma felicidade contribuir para a formação de jovens que no futuro serão a massa crítica desta fileira. Na minha opinião este é o trabalho que a APK está a fazer que melhor acautela o futuro desta Fileira: formar os novos kiwicultores dando-lhes competências para aprenderem com os erros dos seus antecessores, criarem espírito de cooperação entre si e torna a troca de experiências uma actividade banal na resolução de problemas que cada um venha a ter no futuro. Por outro lado, fico triste pelo Ministério da Agricultura não atribuir formalmente à APK a formação dos Jovens Agricultores que se estão a instalar com os apoios do ProDeR. Tenho a expectativa que o Estado venha no futuro próximo a reconhecer o trabalho de interesse público que a APK está a desenvolver!

Um exemplo de abandono da Agricultura Portuguesa!

No Sábado passado, dia 1 de Maio de 2010, visitei o vale do rio Arunca em Soure. Fiquei pasmado como é possível que Portugal possa ter abandonado, sem culturas, tão excelentes solos agrícolas.

Comentei o facto com um amigo que é produtor de leite, que visitou a região há algum tempo, o qual que me dizia que na sua opinião a produção de leite naquela região se poderia fazer com baixos custos de exploração.

Assim vai Portugal! Não há quem acautele os escassos recursos naturais para a produção agrícola, colocando-os a produzir alimentos que os portugueses precisam para substituir as importações ou exportar. Na minha opinião esta potencialização do aproveitamento dos recursos endógenos deveria ser prioridade de acção das Direcções Regionais de Agricultura e Pescas, o que quer dizer do Ministério da Agricultura.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Nos próximos anos irá faltar orçamento nacional para apoiar os investimentos no ProDeR!

Segundo o Diário de Notícias de ontem; “O ministro da Agricultura realçou ontem o "progresso assinalável" do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder) nos últimos seis meses, desde que tutela a pasta, mas reconheceu que, até 2013, poderão haver "dificuldades" para financiar "todos os investimentos"”.

Realço que é a assumpção por parte do Ministro da Agricultura, António Serrano, que não possui força política para vergar o 1.º Ministro e o Ministro das Finanças, nesta fase difícil da N/ economia, à necessidade e importância de financiar os investimentos na Agricultura Portuguesa.

Lembro neste blog que no período de pré/campanha eleitoral o representante do PS, no debate realizado na sede da CAP em Lisboa, afirmou que com o PS no governo não faltaria a quota-parte de financiamento nacional para aplicar as ajudas europeias ao investimento na agricultura. Parece pelas afirmações do Sr. Ministro que o PS começa a preparar o caminho para faltar a este compromisso eleitoral!

Na minha opinião é mais prioritário financiar a agricultura que as grandes obras públicas porque cria emprego permanente em todo o território nacional, produz bens transaccionáveis no curto prazo, substituindo importações e incrementando as exportações.

Espero que o Governo ouvindo as palavras do Sr. Presidente da República, ontem na Ovibeja não venha a cair no erro de não aplicar todo o dinheiro disponibilizado pelo ProDeR por falta de orçamento nacional. Este erro saiu caro ao último governo e se for cometido não será esquecido pelos portugueses em próximas eleições.

O Desenvolvimento da Agricultura é cada vez mais estratégico no combate à crise económica em Portugal!

O Presidente da República afirmou ontem em Beja:
«Eu vim à Ovibeja para manifestar o meu apoio aos agricultores portugueses e pedir-lhes que contribuam para a resolução dos problemas, das dificuldades de Portugal. Nunca como hoje, o país precisou tanto»deles.
«E eu apelo para que eles se empenhem no aumento da produção competitiva, para aumentarem as suas exportações e diminuírem as importações, dessa forma contribuindo para a redução dos nossos desequilíbrios externos». Fonte: Lusa

Estamos no bem caminho, pela minha parte estou a fazer tudo o que está ao meu alcance para tornar a agricultura portuguesa mais competitiva!

domingo, 2 de maio de 2010

Ovibeja 2010

A Agricultura através do certame OVIBEJA 2010 está cada vez mais importante para os políticos porque por lá passaram os principais dirigentes do Estado, Governo e oposição. Será que concordam comigo que está a chegar a "hora da terra/agricultura"?

Continuam as idiossincrasias no ProDeR!

Descobri ontem que um Pedido de Apoio para um investimento a realizar na Região Centro , o qual foi analisado e aprovado na Região Norte. Pensei que tal fenómeno não fosse possivel. “Mas que existe, existe”.

Ainda não estão disponíveis os formulários electrónicos para se carregarem os Pedidos de Pagamento da mão-de-obra e tracção próprias. Esperamos estes formulários desde Novembro de 2009 para encerrarmos candidaturas. Será que algum responsável pelo ProDeR ou IFAP consegue explicar este fenómeno?

Os parcelários de investimento, para o mesmo polígono, só estão programados para aceitarem dois itens entre plantações e melhoramentos fundiários. Assim não é possivel fazê-lo com rigor para o caso das fruteiras, em que além de ser necessário marcar a plantação e as tubagens enterradas do sistema de rega, pode ser necessário incluir terraplanagem parcial, drenagens, cabinas de rega, vedações, etc. É necessário melhorar o programa. Será resolvido no curto prazo? (Falou-se pessoalmente com o Sr. Ministro da Agricultura sobre este assunto, o qual indicou que fosse remetido para as DRAP o apresentarem aos serviços centrais).

Há muitas salas de parcelário que não aceitem o carregamento dos investimentos no respectivo parcelário através do fornecimento pelo agricultor do ficheiro digital com a georreferenciação dos investimentos porque falta o respectivo programa, bem como a formação dos operadores. A implementação desta medida contribuiria para fazer marcações com rigor e evitaria muitos problemas futuros em sede das acções de controlo e auditoria. Porque não se implementa? Será que não tem importância?

sábado, 1 de maio de 2010

Continuação da escrita neste blog.

O leitor Paulo Mota e outros incentivaram-me para continuar a escrever neste blog, agradeço estes apoios, o que é um dos motivos que me leva a reatar a escrita.

Quero transmitir aos meus leitores que escrever não é fácil por falta de tempo e disposição para fazê-lo.Trata-se de uma tarefa delicada que exige rigor, diplomacia e cuidado, por ser meu objectivo levar à construção de uma nova política para a agricultura portuguesa e não transmitir uma atitude negativa e destrutiva que apenas serve para desmotivar os agricultores.

Fiz uma pausa na colocação de posts durante o mês de Abril com o objectivo de avaliar do interesse da continuação deste blog. Decidi que irei continuar e assim, passarei novamente a escrever com regularidade