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terça-feira, 31 de maio de 2011

Alguns dados que devem merecer profunda reflexão do próximo ministro da Agricultura

O INE publicou o seguinte preâmbulo no Recenseamento Geral da Agricultura de 2009:

A comparação dos resultados de 1999 com 2009,
evidencia os seguintes aspectos principais:
- Uma em cada quatro explorações agrícolas cessou
actividade, mas a superfície das explorações ainda
ocupa metade do território nacional;
- As explorações de pequena dimensão continuam a
predominar, mas 2/3 da Superfície Agrícola Utilizada
(SAU) já é gerida por explorações de dimensão
superior a 50 hectares de SAU;
- Aumento da SAU por exploração em mais de 2,5
hectares, passando em média de 9,3 hectares para
cerca de 12 hectares, em resultado da absorção
das superfícies das pequenas explorações pelas de
maior dimensão;
- O número de sociedades agrícolas (empresas
agrícolas) cresceu 23% e já exploram 27% da
Superfície Agrícola Utilizada;
- A paisagem agrícola alterou-se para sistemas de
produção mais extensivos, com as pastagens
permanentes a ocuparem praticamente metade da
Superfície Agrícola Utilizada;
- Verificou-se uma acentuada redução da superfície
de cereais para grão, em cerca de 244 mil hectares;
- A superfície regada decresceu 23%;
- A dimensão média das explorações com efectivos
bovinos e suínos duplicou;
- O número de tractores aumentou 10%;
- A população agrícola familiar perde 443 mil indivíduos
mas ainda representa 7% da população residente;
- As mulheres representam 1/3 dos produtores
agrícolas e aumentam a sua importância em 8 pp.;
- A média de idades dos produtores agrícolas aumentou
4 anos.
- As explorações agrícolas apresentam em média 15,2
mil euros de Valor de Produção Padrão Total;
- O produtor agrícola tipo é homem, tem 63 anos,
apenas completou o 1º ciclo do ensino básico, tem
formação agrícola exclusivamente prática e trabalha
nas actividades agrícolas da exploração cerca de
22 horas por semana;
-A sementeira directa é efectuada em 4% das terras
aráveis;
- 10% das terras aráveis não têm cobertura vegetal
durante o Inverno;
- O enrelvamento da entrelinha é praticado por 10%
das explorações com culturas permanentes;
- As explorações agrícolas nacionais representam
cerca de 3% das explorações e 2% da SAU da UE;
- A dimensão das explorações agrícolas em Portugal
é, em média, 5 hectares inferior à da UE.

Qual a melhor opção política para dar a volta a este caminho inexorável que a agricultura portuguesa em crise percorre rumo ao abismo?

Na minha opinião é preciso que o ministério da Agricultura cumpra os prazos legais dos processos que tem de tramitar, promovendo-o a partir do 3.ª mês após a tomada de posse (caso seja manifestamente impossivel cumprir os prazos temporais deve ser alterados para que possam ser escrupulosamente cumpridos).

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Muita parra, pouca uva

A Vida Económica publicou na passada 6.ª feira o seguinte artigo que eu escrevi:


A crer nas últimas sondagens, o CDS pode vir a obter um resultado histórico nestas eleições. Como técnico do sector agrícola, tal devia ser-me agradável porque o CDS, ou melhor, o seu líder, Paulo Portas, tem-se assumido como o grande defensor da agricultura e dos agricultores. Mas para quem segue com atenção a campanha, tem verificado que Paulo Portas pouco tem falado sobre o futuro da agricultura e dos agricultores. Por isso, concluo que o CDS e o seu líder só aparentemente defendem o sector agrícola e os seus agentes.

Tem sido da parte de Paulo Portas muita retórica e poucas propostas concretas. Ou seja, muita parra e pouca uva. O que disse o líder do CDS sobre o facto dos agricultores portugueses são os mais velhos da União Europeia, com quase metade a ultrapassar os 65 anos, o que leva ao abandono das terras? Nada.

O que diz o líder do CDS sobre o atraso dos pagamentos aos jovens agricultores, com consequências para o seu futuro e para o futuro dos seus projectos, prejudicando a criação de postos de trabalho e de criação de riqueza? Nada.

Ou seja, naquilo que realmente importa, Paulo Portas nada diz sobre o que pensa do futuro da agricultura portuguesa. Que propostas tem; que ideias tem; como pretende tirar a agricultura do atoleiro onde este governo a meteu? Não se sabe.

Tenho para mim que a justificação para este silêncio de Paulo Portas é de mero calculismo político. O que quero dizer com isto? Paulo Portas está mais interessado em não hostilizar excessivamente o governo, preservando eventuais alianças futuras, do que em fazer jus às suas palavras e à sua retórica: defender a agricultura e os agricultores.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Jovens Agricultores

Esta a ser muito interessante o debate na apresentação das ajudas aos jovens agricultores na Sessão Técnica promovida pela APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores. O grupo de jovens presentes proporcionou uma troca de ideias muito interessante e enriquecedora sobre a agricultura e o seu interesse.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Acção de Divulgação de Ajudas do ProDeR e Apoio aos Jovens Agricultores

A Espaço Visual na qualidade de sócia patrono da APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores participa amanhã, pelas 20h30, na Sessão Técnica promovida por esta Associação, no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Santa Maria da Feira, sito na Rua Eng. Duarte PAcheco, com uma comunicação em que irei junto com a colega Dina Fernades abordar o tema "Ajudas do ProDeR e Apoio aos Jovens Agricultores".

Será mais uma excelente oportunidade para falarmos de kiwis e da sua admirável fileira. Exorto a todos os interessados para comaparecerem!

REFCAST

A rede de Cooperação REFCAST irá fazer a sua apresentação pública no II Encontro Europeu da Castanha - Produção e Marketing (htpp://rotadacastanha.utad.pt/eurocast/index.html)no dia 16 de Junho de 2011, Bragança.

Seguir-se-á a assinatura do protocolo de parceria por cada um dos representantes das cerca das 30 Instituições que participam nesta Rede de Desenvolvimento Rural.

A Espaço Visual participou, em Dezembro de 2007, na génese desta iniciativa.

Neste ano de 2011 exerço as funções de subcoordenador do RefCast.

Feira de Primavera

No próximo Sábado 28 de Maio é o último dia da Feira de Primavera promovida no Cantinho das Aromáticas em Vila Nova de Gaia

Na minha opinião é um importante evento no Grande Porto sobre a agricultura sustentável em espaço urbano, modo de produção biológico, vida saudável, etc


Incentivo quem tenha disponibilidade para visitar este evento e conhecer o Cantinho das Aromáticas, o qual é um projecto consolidado da autoria de um empresário agrícola de sucesso, o Eng. Luis Alves.

Trata-se de um comunicador excepcional, com cultura agrícola e geral de alto nivel,quer teórica, quer prática,um incansável divulgador da agricultura e das suas técnicas. Se tiverem oportunidade conheçam-no e falem com ele porque é um deleite ouvi-lo falar/dissertar

Por tudo isto, um "bem haja muito grande" ao Eng. Luís Alves!

P. f. consultem na net o projecto do Cantinho das Aromáticas, visitem a Feira de Primavera e deixem neste blogue os V/ comentários

Sessão de Esclarecimento sobre Apoios para Jovens Agricultores

Ontem, ao fim da tarde, estive na AGROLIMA, concelho de Ponte de Lima, a fazer uma Sessão de Esclarecimento a potenciais jovens agricultores sobre as ajudas que o ProDeR irá disponibilizar a partir do próximo dia 1 Junho de 2011.

O grupo, com cerca de uma duzia de pessoas, esteve muito interessado em perceber como é que os apoios funcionam e em esclarecer dúvidas sobre o enquadramento dos investimentos pessoais de cada um dos presentes.

Realço o Profissionalismo e Rigor com o Sr. Carlos Henriques, gerente da Agrolima e a sua equipa puseram na organização do evento, desde as instalações disponibilizadas até à escolha dos interessados. Em nome da Espaço Visual apresento agradecimentos públicos sobre a primeira acção de uma parceria que será muito benéfica para os agricultores daquela região.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Kiwis - Coperativa Terras Felgueiras

Estou neste momento a participar num evento promovido pela. Cooperativa Terras de Felgueiras sobre a 'A Fileira do Kiwi' onde apresentei uma comunicação denominada "A fileira do kiwi no mundo e em Portugal. Potencialidades da região de Felgueiras".

Realço o profissionalismo com que a Cooperativa organizou esta Sessao onde esclareceu os seus associados e aderentes sobre o seu funcionamento, a aposta que esta a fazer na exportacao dos Kiwis, os novos projetos e as mudanças que pretende que os kiwicultores façam para valorizarem os seus frutos no mercado externo.

E através deste tipo de acções que a Fileira de Kiwi mostra o seu dinamismo e a forca que tem para ajudar a debelar a crise agrícola e económica que se abateu sobre Portugal. A fileira do kiwi quer liderar e continuar a ser um exemplo sobre as coisas boas que se podem fazer em Portugal

A Justiça Portuguesa

Esta manha fui obrigado a comparecer, pelas 9 horas, no tribunal de Valongo para ser ouvido como testemunha em processo crime. Pelas 10 horas foram convocadas, as cerca de uma dezena de testemunhas presentes, para comparecerem perante o coletivo de juízes para sermos informados que o julgamento teria de ser adiado para Setembro porque o tribunal notificou indevidamente o arguido e este nao compareceu (sem a falta de comparencia do arguido seria nulo o julgamento).

Questões: quem será responsabilizado pela deficiência de funcionamento do tribunal? Haverá lugar a abertura de processo disciplinar para apurar responsabilidades?

Quanto custa a Portugal o tempo perdido pelos cidadãos nos tribunais em julgamentos adiados? Quanto custa ao pais os prazos alargados com que os tribunais encerrm processos judiciais?

terça-feira, 24 de maio de 2011

A Agricultura e a Campanha Eleitoral

Nos dois primeiros dias de campanha eleitoral a agricultura esteve em força nos discursos dos principais partidos políticos.

Parece-me positivo este protagonismo mediático que se traduzirá numa nova política para a agricultura portuguesa no pós 5 de Junho de 2011.

Os agricultores e players do mundo rural têm fortes expectativas que venha a existir uma política adequada às diversas agriculturas de Portugal.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Um superministério para quê?

Artigo que escrevi e que a Vida Económica publicou no dia de hoje:

Um superministério para quê?

O PSD, pela voz do seu líder,
Pedro Passos Coelho, já definiu o
tamanho do novo governo. Se o
PSD ganhar as eleições: 10 ministros.
Um dos ministérios integrará a
Agricultura, o Mar (Pescas) e o
Ordenamento do Território.
Trata-se de um superministério
e falta apenas saber
quem vai ser o superministro.
Mas as incertezas à volta deste
superministério não se resumem
a saber quem será o dono do
gabinete, a partir de 6 de Junho,
com sede no Terreiro do Paço.
O superministro terá um perfil
mais político ou mais técnico? E,
em exercício de funções, qual o
sector a que dará a prioridade da
sua atenção e das suas políticas:
agricultura, mar (pescas) ou
ordenamento do território?
É que, apesar de irem ficar
integrados no mesmo ministério
– se o PSD ganhar as eleições,
repito —, são sectores diferentes,
com problemas e soluções
diferentes. Pelo que, se calhar,
mais importante do que conhecer
quem vai ficar a liderar este
Ministério, um dos 10 que vão
compor a futuro governo de
Passos Coelho, se os eleitores
assim entenderem, será conhecer
os nomes dos secretários de
Estado que irão tutelar cada uma
das três pastas.
Donde, podemos já prever
que o superministro terá um
perfil eminentemente político.
Os secretário de estado é que
não se sabe. Seja como for,
deixo aqui um conselho ao
futuro superministro: aposte em
personalidades da sua inteira
confiança e que tenham já
trabalhado em conjunto.
Numa situação como esta,
a cooperação, a identidade
de objectivos, a lealdade são
aspectos essenciais a prosseguir.
A não acontecer isso, o governo
minimalista de Pedro Passos
Coelho pode ser um daqueles
casos em que se costuma dizer que
“de boas intenções está o Inferno
cheio”.

Ajudas aos Jovens Agricultores: Esclarecimento de Dúvidas.

Colocaram-me neste blogue as seguintes dúvidas:

Anónimo disse...
Eu estou com algumas ideias em fazer um projecto, de jovem agricultor, ja que me seria passado um P1 com uma Área de 13ha, mas estou com algumas duvidas, pois não queria criar nenhum buraco financeiro, mas sim poder ter alguns ganhos.
Mas se me puder tirar algumas duvidas ficaria muito agradecido.
1ª duvida- o prémio inicial, já não e de 40000€ ?
2ª esse prémio, é reembolsado, todo de uma só vez?
3ª continua a existir o apoio, para aquisição de alfaias agrícolas, como nas anteriores, mas também para a construção de armazém?
E se existe, quanto tempo levaria a ser reembolsado?
com os melhores cumprimentos,
se me puder tirar estas duvidas, ficaria agradecido.

Aqui seguem os comentários e as respostas:
a)Para não criar buraco financeiro tem que ser capaz de produzir os tipos de produtos que o mercado quer trocar por euros, estando alinhado com uma agro-indústria para fazer a sua comercialização. Para "ter alguns ganhos" tem que investir com racionalidade e ser capaz de produzir com custos competitivos em linha com o mercado.

b)As ajudas do ProDeR para os Jovens Agricultores são "coadjuvações", "apoios", etc.,pelo que não podem ser consideradas as soluções únicas responsáveis pela rentabilidade do investimento. Quem assim pensa e actua, que sem ajudas não tem rentabilidade, está errado e vai falhar.

1.ª O prémio inicial pode atingir os 30 000 euros se o investimento for de 75 000 euros. Sem investimento não há prémio! O prémio pode atingir os 40 000 euros se for realizado um investimento de 100 000 euros através de uma sociedade com pelo menos dois jovens agricultores com condições de se instalarem, com pelo menos 25% de capital cada um e os dois representarem a maioria do capital.

2.ª O prémio é pago de uma só vez após a contratação da candidatura e apresentação do respectivo pedido de pagamento. O investimento pode ser realizado posteriormente.

3.ª Todos os investimentos agrícolas que eram elegiveis no passado, continuam a sê-lo. A diferença é que a análise económica agora é feita no ano de vida útil de acordo com o tipo de investimentos e não ao quinto ao ano (podem ser apresentados investimentos só com plantações que este tipo de projectos são elegiveis).
Por outro lado a actividade desenvolvida pela exploração, sobre a qual não incida o investimento não irá contar para efeito da sua rentabilidade.Por exemplo, se apresentar um projecto só com o investimento num armazém, este não será elegivel porque só gera custos, mas se o apresentar, por exemplo, junto com investimentos que incrementem a actividade produtiva e esta gerar rentbilidade para cobrir as amortizações do armazém, este já será elegivel

4.ª Os invesimentos demoram entre 90 a 150 dias a serem reembolsados

Estão esclarecidas as dúvidas?

Pêra Rocha: A árvore das patacas!

O Jornal Público do passado Domingo dia 15 de Maio de 2010, publicou um artigo com o seguinte titulo: "No Oeste a produção e exportação de pêra-rocha não pára de crescer"
e o seguinte subtitulo: "Portugal produz 200 milhões de euros de pêra-rocha e vende para o estrangeiro 150 milhões. Reino Unido, França e Brasil absorvem 75 por cento das exportações"

Segundo este jornal no XVI Encontro Anual dos Produtores de Pêra Rocha foram anunciados "Os números são expressivos: em 2010 Portugal produziu 171 mil toneladas
de pêra-rocha, das quais exportou 80 mil toneladas, sobretudo para o Reino Unido (27 por cento do total de exportações), França (25 por cento) e Brasil (24 por cento). O quarto país de destino já fica a uma diferença abissal dos três primeiros – é a Rússia, com 5,4 por cento das exportações, seguido da Irlanda, com 5,1 por cento"

"Torres Paulo, presidente da ANP, diz que na campanha do ano passado facturaram- se 200 milhões de euros, dos quais 150 no mercado externo. Esta associação representa 2500 pericultores, responsáveis por um volume de vendas de 120 milhões de euros. Quatro delas – Unirocha, Coopval (ambas do Cadaval), Granfer (Óbidos) e Primofruta (Bombarral) – venderam 44 mil toneladas para o estrangeiro, o que significa 54 por cento das exportações."

Pelas minhas contas, com base na notícia do Jornal Público: oitenta mil toneladas de pêras exportadas representam cento e cinquenta milhões de euros, o que dá um preço médio de 1,875 €/kg. Por outro lado, as noventa e uma mil toneladas vendidas em Portugal representam cinquenta milhões de euros, o que equivale a um preço médio de 0,6 €/kg.

Estes números fazem da cultura da pêra rocha uma das actividades mais rentáveis de Portugal! Os pericultores em escasso número de anos, com este nível de rendimento, podem ficar ricos (se a produtvidade for de 40 t/ha, o rendimento bruto será da ordem de 40 000 euros/ha, ou seja, um preço médio de venda de 1,56€/kg (25% de 0,6€/kg e 75% de 1,875 €/kg), ao que se retira 0,56 €/kg para conservação, normalização, embalagem, comercialização, etc.).

Repito, um pericultor, por mais fraco que seja pode receber mais de vinte mil euros por hectare. Enquanto se for bom produtor pode atingir mais de quarenta mil euros por hectare. Estes números impressionam!!!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

CAP presta serviço público à agricultura portuguesa

A CAP vai realizar hoje (creio que pelas 15 horas) no auditório da sua sede, em Lisboa, um debate sobre as propostas dos partidos políticos para a agricultura nacional, tendo em vista esclarecer os agricultores portugueses sobre as alternativas de que dispõem para o acto eleitoral do próximo dia 5 de Junho.

O debate conta com a participação de António Serrano (PS), Pedro Lynce (PSD), Paulo Portas (CDS), Pedro Soares (BE) e Agostinho Lopes (PCP).
No sentido de fazer chegar este debate aos agricultores de todo o país e às rádios locais, a CAP vai disponibilizar no seu site um link de áudio / vídeo com a transmissão em directo deste encontro.

De acordo a informação disponível até ao momento, as rádios Planície, Voz da Planície, Ansiães, Clube de Armamar, Montalegre, Ribatejo, Azambuja, Castrense, Pax, Campo Maior, NOAR, Mais Oeste, Aguiarense, Larouca, Tondela, Torre de Moncorvo, Montalegre e Antena Sul deverão transmitir o debate em directo.

Por outro lado, as rádios Altitude, RBA - Bragança, RDP Centro, Voz de Basto, Brigantia, Ribatávora, Ansiãoes, Terra Quente, Montemuro, Fronteira, Onda Livre, Lafões, RCI, Despertar, Planície de Moura entre outras, deverão transmitir o debate em diferido ou divulgar excertos do mesmo.

Faço votos para que todos os partidos se comprometam, mais uma vez, tal como o fizeram no mesmo local, na campanha eleitoral em 2009, a colocarem a quota parte de dinheiro nacional para implementarem todos os fundos financeiros que Portugal tem direito através do ProDeR (4,2 mil milhões de euros). Espero que desta vez cumpram e e que os pagamentos das ajudas no próximo futuro sejam realizados atempadamente.

Fonte: site da CAP

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Encontro "Cavaco e os Jovens Agricultores"

O Presidente da República irá reunir-se no Palácio de Belém, na próxima 5.ª Feira, com um grupo de 30 jovens agricultores.

Com este evento Cavaco pretende «dar um forte sinal de estímulo à produção agrícola em geral, mas sobretudo ao rejuvenescimento do empresariado rural», adiantou ao jornal SOL fonte da Presidência da República.

Faço votos para que os jovens agricultores digam ao Presidente que é necessário encurtar os prazos de pagamentos de prémios e ajudas ao investimento. Este problema é decorrente da acção directa do governo, sobretudo do Ministério das Finanças.

Não se percebe porque sempre houve atrasos nos pagamentos das ajudas, sendo 85% provenientes da União Europeia e 15% do Estado Português, quando o valor da quota parte colocada por Portugal é recuperada à cabeça através do IVA relativo ao investimento (esta afirmação relativa ao IVA foi feita pela Gestora do ProDeR, Dra. Gabriela Ventura, no passado dia 7 de Maio, na Sessão de Esclarecimento promovida na OVIBEJA). Realço que o jovem agricultor suportou mais de 50% do custo dos investimentos que realize.

Espero que deste evento sejam públicos os problemas que os jovens agricultores encontram para se financiarem, seja pelo crédito bancário,garantia mútua, capital de risco,etc. e que haja pressão da sociedade portuguesa sobre os bancos para que estes mudem de estratégia e apoiem efectivamente a agricultura e os jovens agricultores

domingo, 15 de maio de 2011

Sucesso Empresarial na Agricultura

Conheço produtores de leite que têm rentabilidade nas suas explorações. Porque será?

A conjuntura do negócio não ajuda, isto é, a agricultura move-se por ciclos económicos,há altos e baixos na conjuntura económica, mas na realidade a diferença nos resultados obtidos está directamente ligada ao perfil do empresário: persistente, rigoroso, capaz de fazer a operação cultural na hora certa (melhor oportunidade), que possui excelente organização no controlo da informação e na gestão do pessoal, ponderado nos investimentos, que dia a dia vai resolvendo os problemas que lhe aparecem e que evolui permanentemente encontrando soluções para os problemas, etc. (no fim de 5 minutos de conversa com um empresário agrícola é fácil concluir se tem sucesso).

Tenho a felicidade de conhecer um rol alargado de empresários agrícolas de sucesso, que ganham dinheiro, compram terras e não precisam de crédito bancário. Este tipo de pessoas deviam ser muito prestigiadas pela sociedade portuguesa porque são muito competentes porque conseguem fazer verdadeiros milagres económicos.

Em conclusão, é mais fácil dizer que é dificil investir na agricultura portuguesa e que esta não é rentável do que investir e trabalhar e ter sucesso nas actividades agrícolas. Pela minha parte faço parte dos que irei investir forte na produção agrícola porque os planos de negócio que elaborei indicam que se trata de uma actividade rentável.

sábado, 14 de maio de 2011

Como minimizar os riscos dos investimentos na agricultura?

Como em qualquer negócio, dada a volatilidade dos mercados, fazendo-se investimentos na agricultura há lugar a risco na actividade desenvolvida.

Como minizar o risco?

1- Elaborar um Plano de Negócios antes de apresentar candidaturas ou realizar os investimentos.
2 - Diversificar as actividades, recomendo que se desenvolvam entre duas a quatro actividades na exploração agrícola. Aprendi este ponto na visita que realizei Março passado ao Chile: cada exploração agrícola tem pelo menos quatro actividades com dimensão e sempre que uma delas deixa de ter rentabilidade é abandonada e implantada actividade nova. Isto acontece porque no Chile os subsídios ao investimento são muito incipientes, isto é, quem investe arrisca o seu dinheiro e/ou o seu crédito. O que verifiquei no Chile é que não há lugar para a emotividade na agricultura porque quem não aplicar a racionalidade económica arrisca-se a falir e a desaparecer.
3 - Encontrar parceiros com capacidade financeira e comercial para dividir o risco
4 - Gerir com bom senso, eficiência e eficácia e sobretudo, ter um controlo férreo sobre os custos.
5 - Implamenter um bom sistema de gestão da informação e dos recursos humanos
6 - E por último, sem perder o realismo ser optimista porque acreditar que somos capazes de levar a carta a garcia, ajuda-nos a sermos pessoas de sucesso.

E como tudo na vida é preciso ter sorte. Boa sorte!

Apoios aos Jovens Agricultores

Quando a maioria do capital de uma sociedade é detida por jovens agricultores só há lugar para a obtenção de um prémio, o qual é pago à sociedade proponente.

Os concelhos e freguesias que estão classificados como zona desfavorecidas podem ser consultados em eur-lex.europa.eu/.../LexUriServ.do?uri...PT (os concelhos ou freguesias que não constem da lista pertencem à Região Favorecida. Há casos de concelhos, como por exemplo, Gondomar, Penafiel, etc. que têm algumas freguesias na região desfavorecida e outras na região favorecida)

O programa da candidatura é diferente do utilizado anteriormente porque agora são elegiveis, pela mesma candidatura, investimentos na agro-indústria, os quais contam para a rentabilidade do projecto e para a obtenção dos indices económicos para que o jovem agricultor seja apoiado. Na Sessão de Esclarecimento que o ProDeR realizou no passado Sábado em Beja informou que este estaria disponivel a partir de 1 de Junho de 2011.

Há casos de pessoas que conseguem elaborar a candidatura e os pedidos de pagamento. A minha experiência diz-me que as empresas projectistas são cada mais incontornáveis porque são profissionais, trabalham todos os dias neste actividade, acumulam um capital de conhecimento e experiência, ao longo de vários anos, nos pormenores de tramitação dos processos, assessoria na contabilização, apoio à gestão estratégica, gestão de alterações dos investimentos, etc., os processos são muito burocráticos, que quando o proponente faz as contas às chatices, stress e tempo perdido, acaba por concluir que as empresas especialistas são uma alternativa interessante e competitiva
para elaboração das candidaturas ao ProDeR para que os jovens agricultores captem as ajudas que têm direito.

Experiência de Produção com Meloas na Região de Trás-os-Montes

Na minha opinião a cultura das meloas é uma actividade agrícola interessante para a Região Norte quando plantadas a meados do mês de Maio e com colheita entre a última semana de Julho e meados de Agosto. Neste sentido, combinei com dois colegas da Região de Trás-os-Montes fazermos uma experiência piloto com mil metros quadrados de cultura da meloa. O nosso grande objectivo é plantá-las até ao fim da próxima semana. Entretanto darei mais notícias e pormenores do desenvolvimento da cultura, a qual espero que virá a obter excelentes frutos para nos deliciarmos durante o Verão

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Encontro «Agricultura Local Sustentável, Combate ao Desemprego e Mercados Municipais».

Pede-me o meu amigo presidente da "Campo Aberto - Associação de Defesa do Ambiente", José Carlos Marques, que divulgue o evento abaixo indicado. Recomendo a todos que tenham disponibilidade que participem neste Encontro, o qual é, na minha opinião, da maior importância para a vida das nossas famílias, da dimanização das nossas comunidades e desenvolvimento local. Pela minha parte, irei estar presente caso consiga desmarcar um compromisso já assumido há algum tempo.



Convidamos a inscrever-se no Encontro «Agricultura Local Sustentável,
Combate ao Desemprego e Mercados Municipais».

Data: 18 de Junho de 2011, sábado, com início às 14:30.

Local: Auditório AF202 na Escola Superior de Biotecnologia da
Universidade Católica, no Porto (Metro Polo Universitário ou Hospital
de São João; veja: http://tinyurl.com/yg5jl4p)

Objectivo: troca de experiências, informações e contactos com vista a
fomentar o interesse pela e o desenvolvimento da agricultura local
sustentável e sua comercialização na região do Porto (área
metropolitana e municípios adjacentes/próximos); possibilidade de
iniciar uma rede regional para a agricultura local sustentável.

Inscrições: gratuitas MAS obrigatórias até 15 de Junho.

Enviar um simples email para: z3310014@mail.esb.ucp.pt - Nesse email,
indicar, para cada pessoa inscrita: nome; morada; telefone(s); email
(s); motivação (possíveis exemplos: agricultor, horticultor urbano ou
rural, autarca, técnico ou colaborador numa autarquia, produtor de
alimentos biológicos, consumidor atento, comerciante ou distribuidor
de produtos agrícolas locais, etc). Máximo de participantes: 50.

PROGRAMA
14:30 Recepção dos participantes

15:00 PAINEL DE COMUNICAÇÕES
(1) Boas práticas na cooperação consumidores/agricultores de
proximidade
Birke Mauer, Eng.ª Agrónoma (Universidade de
Navarra, Espanha)
(2) Programa municipal de apoio à agricultura em Penafiel
Susana Oliveira, Vereadora do Desenvolvimento Rural
da Câmara Municipal de Penafiel
(3) Experiências, problemas e interrogações em
agricultura biológica
Graça Trigueiros e António Sousa Pereira -
agricultores - Quinta de Segade
(4) Distribuição e comercialização em agricultura
biológica, tendências e problemas no consumo/consumidores
Alberto Gomes, gestor

16:00 TRABALHO EM PEQUENOS GRUPOS TEMÁTICOS

17:30 Pausa
18:00 PLENÁRIO: CONCLUSÕES DOS GRUPOS, DEBATE E CONCLUSÃO FINAL
19:00 Encerramento

Organização: Campo Aberto - associação de defesa do ambiente
Escola Superior de Biotecnologia
Plataforma Transgénicos Fora

Pelos organizadores,
Birke Mauer (z3310014@mail.esb.ucp.pt)

Tema debate n.2 / 2011

Qual a Vossa opinião sobre o novo sistema de ajudas para instalação dos Jovens Agricultores?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Apoios aos Jovens Agricultores: alguns dados.

As candidaturas para apoio à 1.ª instalação de Jovens Agricultores têm que prever um investimento minimo de 5 000 euros. O valor máximo dos incentivos não reembolsáveis é de 250 000 euros por candidatura

Prémio:
40% do investimento até 30 000 euros / candidatura (única excepção:40 000 euros para sociedade com dois jovens agricultores que possuam condições para se instalarem e tenham a maioria do capital, tendo cada um pelo menos 25%)

Apoios ao investimento:
- Zonas desfavorecidas - agricultura: 60% e agro-indústria: 40%
- Zonas favorecidas - agricultura: 50% e agro-indústria: 40%

Quem fizer 40 anos até Junho tem que enviar um e-mail para ja.proder@gpp.pt, a indicar que pretende apresentar candidatura jovem agricultor e juntar cópia de documento que comprove a data em que faz 40 anos. O e-mail tem que ser enviado em data anterior à data de aniversário. Este tipo de candidaturas têm que ser carregadas até 30 de Junho de 2011.

Conclusão: para investimentos na agricultura até 75 000 euros o apoio suporta-o integralmente(para a única excepção indicada acima, o valor de investimento coberto integralmente é de 100 000 euros). Na minha opinião, este tipo de apoios é interessante para jovens técnicos, sobretudo nas seguintes actividades: plantas aromáticas e medicinais, hortícolas, mirtilos, framboesas,amoras, groselhas,etc. Trata-se de actividades rentáveis que geram rendimento bruto nos primeiros anos.

sábado, 7 de maio de 2011

Apoios aos Jovens Agricultores

O prémio de 1.ª instalação do jovem agricultor irá estar indexado ao investimento.
Na consulta ás confederações dos agricultores, o ProDeR indicava que o prémio seria no valor de 40% do investimento, com valor máximo de 30 000 euros para candidaturas individuais e 40 000 euros para candidaturas de empresas.
Se o investimento é obrigatório para obter o prémio de 1.ª instalação, noto que até determinados montantes de investimento (75000 euros e 100 000 euros, conforme é candidatura individual ou empresarial) o prémio é necessário para completar o investimento, caso o valor dos apoios seja 60%, pois sendo inferior a percentagem de apoios ao investimento é preciso colocar capitais próprios.
Também indicava que o valor dos apoios por candidatura seria de 200 000 euros. Se esta parte for verdade, tenho a dizer "volta AGRO está perdoado" (o limite era 450 000 euros por exploração) pois parece que não conseguem romper com o passado, fazendo melhor.

Em síntese, recomendo que quem se quer instalar como Jovem Agricultor o faça quanto antes, a partir de 1 de Junho de 2011, para desta forma obter mais facilmente os apoios que necessita. Lembro que a dez de Fevereiro de 2011, o ProDeR suspendeu os apoios nesse mesmo dia e daím, se entrarem muitas condidaturas, podem fazer o mesmo no próximo futuro

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Novas Regras para os Apoios à Instalação dos Jovens Agricultores

A Portaria n.º 184/2011. D.R. n.º 87, Série I de 2011-05-05 do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Altera o Regulamento de Aplicação da Acção n.º 1.1.3, «Instalação de Jovens Agricultores», da medida n.º 1.1, «Inovação e desenvolvimento empresarial», integrada no subprograma n.º 1, «Promoção da competitividade», do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente, PRODER, aprovado pela Portaria n.º 357-A/2008, de 9 de Maio.

Pontos a realçar:
1- Dá maior liberdade à Gestora do ProDeR para fixar os períodos e tipos de concursos, niveis de apoios, critérios da Valia do Projecto, etc. (remete-os para o anúncio da candidatura).
2 - São elegiveis investimentos na agricultura e agro-indústria que utilize os produtos da exploração.
3 - Dá liberdade ao IFAP para fazer os pagamentos quando entender (fixa 10 dias para pagar após o IFAP dar a respectiva autorização de pagamento)
4 - O prémio de 1.ª instalação será pago de uma só vez após a apresentação do respectivo pedido de pagamento.

CAP - Resultado das Eleições

Apresento os meus parabéns e votos de sucesso ao presidente da Direcção da CAP - Confederação de Agricultores de Portugal, Dr. João Machado, pela reeleição, por maioria absoluta, para um novo mandato. Faço votos que desta eleição resulte um associativismo português melhor defendido durante os próximos 3 anos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Eleições na CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal

Estive a ler o manisfesto eleitoral da lista única às eleições para os Orgãos Sociais da CAP em "http://www.cap.pt/0_users/Manifesto_Eleitoral_-_Relanar_a_Agricultura_Portuguesa.pdf".

Do ponto de vista geral estou de acordo com as ideias veiculadas neste documento, sobretudo com as suas linhas de acção:

"Linhas de Acção
Os objectivos apontados são aparentemente consensuais e fáceis de
identificar, as coisas complicam-se quando se procura a forma de os atingir.
Basicamente terá de se actuar em diversas áreas e a diversos níveis,
optimizando todas as variáveis.
Será necessário aproveitar tudo para alcançar um objectivo primário: a
viabilidade das explorações agrícolas. Sem os agricultores nada disto será
possível.
- Optimização dos fundos provenientes da PAC
Portugal não se pode dar ao luxo de desperdiçar um único euro
proveniente da PAC. Quer nas ajudas directas anuais quer no Proder, será
necessário identificar e eliminar todos os factores que possam de alguma forma
condicionar o seu desempenho.
O Estado Português tem de assumir perante os agricultores dois grandes
compromissos ao nível do Ministério da Agricultura:
1 - A eficiência que permita aos agricultores acederem a 100% dos fundos
disponibilizados pela PAC
- Ajudas directas anuais
- Controlar as ajudas atempadamente;
- Resolver os problemas do parcelário;
- Clarificação da regulamentação e publicação com antecedência.
- Proder
Garantir no Orçamento de Estado, as verbas necessárias à
comparticipação nacional na componente pública dos apoios ao investimento.
Uma estimativa da CAP aponta um valor aproximado aos 200 M€ / ano, tendo
como objectivo a utilização integral dos fundos.
2 - O funcionamento que assegure articulação e capacidade para produzir
regulamentação e informação claras, com qualidade e em tempo
oportuno.
As sucessivas alterações à estrutura e ao funcionamento do Ministério
da Agricultura levaram a que exista hoje uma incapacidade real de dar resposta
às solicitações da agricultura, no âmbito nacional ou europeu, na área técnica
ou administrativa.
- Política Agrícola Comum 2014 / 2020
Portugal deve apostar num grande esforço na negociação da reforma da
PAC. Deve chamar a esta missão pessoas de elevada competência e envolver
as organizações de agricultores ao nível técnico e político, garantindo
coordenação e coerência em todas as instâncias.
Por outro lado, a baixa execução do Proder e não utilização constante da
totalidade dos fundos podem vir a ser uma desvantagem importante para
Portugal. É um problema que reforça a importância da eficiência ou da sua
falta, no Ministério da Agricultura.
Parece óbvio que Portugal se deva fazer representar ao mais alto nível nestas
negociações, portanto ao nível de ministro.
- Promoção dos produtos portugueses
Num mercado cada vez mais único e cada vez mais global, é necessário
criar nos consumidores, a vontade para a compra preferencial de produtos
nacionais, sabendo nós que no actual momento, a opção é na maioria dos
casos, decidida em função do preço.
Mesmo assim, através de campanhas “agressivas” de promoção que realcem
as qualidades dos nossos produtos, a segurança que lhe está associada e a
vantagem para a economia nacional e para o emprego, talvez seja possível
inverter as tendências mais recentes.
- Concorrência e regulação
É por demais evidente o que a ausência de uma regulação eficaz
provocou na organização dos mercados. O surgimento de situações de elevada
concentração quer a jusante quer a montante da produção agrícola, tem
produzido um efeito devastador nos agricultores e nas suas explorações. A
proliferação de grandes organizações que competem entre si pelo preço,
tornam infrutíferos os esforços e os investimentos feitos ao nível da qualidade e
da diferenciação. O esmagamento sistemático dos preços e o alongamento dos
prazos de pagamento conduzem a situações de impossibilidade, que com
certeza justificam uma intervenção do estado nesta matéria, através de uma
entidade reguladora eficaz, que torne possível uma relação mais equilibrada
entre a produção, a transformação e a distribuição.
- Custo dos factores de produção
Infelizmente não tem sido possível para a agricultura fazer repercutir nos
preços de venda, os aumentos sucessivos dos factores de produção.
Se existem factores de produção em que não parece evidente conseguir
diminuições significativas no seu preço, outros há em que essa diminuição
parece possível. Combustíveis e electricidade são exemplos em que é possível
intervir através de baixa do nível de impostos, compensação no IRC e
reposição da electricidade verde.
- Burocracia
Apesar do programa Simplex, e de em determinadas situações ser mais
fácil conseguir obter um documento, persistem numerosas barreiras
processuais para a generalidade das empresas e para as agrícolas em
particular. É uma matéria em que a simplificação, o respeito dos prazos e em
muitos casos o seu encurtamento produziria enormes ganhos de eficiência.
- Incremento do nível técnico dos agricultores
A formação e o conhecimento são factores críticos na actividade
económica. A agricultura não constitui excepção e o programa de formação
que a CAP gere, demonstra bem o interesse que esta área tem para a
Confederação. São milhares os formandos que ao longo dos anos têm passado
pelos centros de formação e que melhoraram ou obtiveram aí as suas
qualificações. Agora, a conjuntura extremamente competitiva em que a
actividade agrícola se desenvolve, obriga os seus profissionais a irem mais
longe no conhecimento da tecnologia disponível, na gestão das explorações e
sobretudo no acesso à informação."

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Rentabilidade da Produção de Kiwis no Chile

Na passada 6.ª Feira, 29 de Abril de 2011 fiz uma apresentação, numa Sessão Pública, para kiwicultores, promovida pela APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores, denominada "TÉCNICAS CULTURAIS DO KIWI - VISITA DE ESTUDO AO KIWI CHILENO
3 A 7 MARÇO 2011"

Como corolário deste intervenção, apresento alguns números sobre a rentabilidade da produção do kiwi no Chile:

Custo de produção: 8000 dólares (5390€)
Custo de produção:
40t/ha: 0,2 dólares / kg (0,13 €/kg)
35t/ha: 0,23 dólares / kg (0,15€/kg)

Liquidações da COPEFRUT (maior exportadora Chilena ):
2008: 0,4 dólares / kg (0,27 €/kg)
2009: 0,29 dólares / kg ( 0,19 €/kg)
2010: 0,32 dólares / kg (0,22 €/kg)

Produtividade (t/ha) 25 30 35 40 45
Custos de Produção (€/kg) 0,22 0,18 0,15 0,13 0,12
Preço Cobrado em 2010 (€/kg) 0,32 0,32 0,32 0,32 0,32
Rendimento Líquido (€/kg) 0,10 0,14 0,17 0,19 0,20
Rendimento Líquido (€/ha) 2500 4200 5950 7600 9000