O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Estágios Para Jovens Empresários Agricolas

Estou, em conjunto com a minha equipa, a planear a implementação de estágios para jovens agricultores, tendo como objectivo que estes ao fim de um ano tenham adquirido as competências para gerir de forma autónoma uma exploração agrícola (sem experiência na gestão da actividade é alta a taxa de insucesso dos jovens agricultores).

Trata-se de formação que decorrerá em explorações modelo, orientados por empresários com experência e sucesso comprovados.

Quem estiver interessado em pagar para adquirir estas competências pode contactar-me através do e-mail:jose.martino@iol.pt, indicando qual a actividade que tem preferência (nesta altura, estamos a montar esta operação para formar verdadeiros empresários em seis actividades, mas iremos fazê-lo para outras em que existam jovens interessados). Á medida que estiver definida cada uma das acções irei dando notícias.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Jovem Agricultor: Formalidades para aquisição de prédios rústicos

Um leitor colocou, nestes blogue, a seguinte questão:
Bom dia.

Ao que parece, com as novas regras de acesso à instalação de Jovem Agricultor, já não é obrigatório que o novo empresário agrícola tenha de realizar a escritura antes da apresentação da candidatura. Confirma?

Cumprimentos
Marco Dias

Nas actuais condições de candidatura de jovens agricultores podem candidatar a aquisição de prédios rústicos com a apresentação no controlo documental do contrato de promessa de compra e venda de prédios rústicos(até dez dias após o seu carregamento na base de dados do ProDeR). A escritura terá quer ser apresentada entre a comunicação da aprovação da candidatura e a contratação, tendo como objectivo comprovar a titularidade do prédio através do parcelário (para fazer o parcelário, como proprietário, em nome do proponente, obrigatoriamente terá que apresentar a escritura)ou quando seja solicitado pela DRAP (informação do ProDeR)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Lufada de ar fresco

Artigo da Vida Económica:

O novo Governo tomou posse na passada terça-feira. Entre os 11 ministros e os 2 secretários de Estado, que formam um governo em que os portugueses depositam grandes esperanças, um nome, uma figura, reteve-me a atenção.

Não por se tratar de uma senhora, mas porque, e a qualidade de género não deixa de ser também invulgar para a pasta, se tratava da nova ministra da Agricultura. Assunção Cristas é o nome de que os agricultores mais vão ouvir falar daqui por diante.

Espera-se que por bons motivos, já que os seus antecessores, António Serrano e Jaime Silva, não deixaram saudades. Oriunda do CDS/PP, Assunção Cristas vai ter de enfrentar um sector dominado por uma forte componente masculina.

Julgo aliás que isso será um factor de sucesso para a sua missão. Uma mulher, para além de todos os méritos e competências que a novel ministra certamente terá, tem sempre na bagagem uma intuição, uma perspicácia, um “sexto sentido”, que falta aos homens e que, seguramente, faltou a Jaime Silva e a António Serrano.

Não será tarefa fácil, até porque a herança é pesada. Mas passará muito pelo desempenho de Assunção Cristas um vislumbre do nível de desempenho do Governo. A agricultura, com Assunção Cristas, não será um sector menor, dado o peso político que a dirigente do CDS/PP indiscutivelmente tem. E as palavras de Cavaco ainda soam fortes…

sábado, 18 de junho de 2011

Cavaco dixit

Artigo que escrevi e que o Semanário Vida Económica publicou ontem:

A poucos dias da formação do Governo, estou expectante com a escolha que o PSD (ou CDS) vai fazer para a pasta da Agricultura. Já sabemos que a intenção do PSD é de criar um super-ministério, juntando à Agricultura, o Ambiente e o Ordenamento do Território, mas ainda não sabemos (nem percebemos) qual o perfil do titular desta super-pasta.

Político ou mais técnico? Independente de alguns dos lobbies da agricultura (que são muitos e fortes) ou claramente apostas com o cunho e a anuência das corporações que gravitam à volta do sector?

Muito pouco transpirou. O que é bom, mas também pode ser lido como alguma indecisão ou indiferença por esta área. Julgo que o PSD cometerá um erro crasso e histórico se desvalorizar o sector, entregando a sua liderança ao CDS/PP.

E mais reforcei a minha opinião depois de ouvir o extraordinário discurso (extraordinário de inovador, de surpreendente e de “pedrada no charco”) que o Presidente da República fez por ocasião das comemorações do 10 de Junho, Dia de Portugal.

Cavaco Silva não hesitou em colocar a agricultura e o desenvolvimento do interior e do mundo rural no topo da agenda política e entre as prioridades de agenda do próximo Governo de Portugal.

Fê-lo com a autoridade política e experiência de quem conhece o País que liderou como Primeiro-Ministro durante 10 anos. Fê-lo por sabe que está neste regresso à terra, não na forma saudosista nem passadista, o segredo da nossa retoma económica. Fê-lo porque sabe que o sector agrícola tem nichos de mercado e fileiras estratégicas inovadoras, que empregam tecnologia de ponta, e cujos produtos “made in” Portugal têm enorme qualidade.

Cavaco sabe isso tudo e disse-o, na cerimónia mais solene do ano. Saberá também o PSD apreender a mensagem do Presidente da República?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Contas Novas sobre a Pêra Rocha

O leitor PM escreveu o seguinte comentário:

"Os 60 cêntimos referidos não serão o valor pago ao entreposto? É normal que, sendo assim, o preço ao produtor seja de apenas 20 cêntimos...

Sendo assim, qual seria o valor mais real para o investimento?"

Refiz as contas com os números veiculados pelo jornal Público, cento e setenta uma mil toneladas geram duzentos milhões de euros. Isto dá um preço médio de venda de 1,16€/kg.
Hipótese a):
De acordo com o espirito da notícia creio tratar-se do preço médio de venda das pêras por parte dos entrepostos. Se a este valor retirarmos 0,56€/kg para custos comerciais, embalagem, normalização e conservação frigorífica (valor na minha opinião fortemente exagerado)o preço pago ao produtor seria de 0,6€/kg

Hipótese b):
O pericultor recebe os 20/30 cêntimos porque o valor de 1,16€/kg será o preço média de venda ao público em Portugal e nos países destino da exportação.

Resposta ao leitor:
Para rentbilizar o investimento com o preço de liquidação das pêras que indicou (0,2€/kg) necessita, na minha opinião de colocar o pomar em plena produção ao 5.º ano com média de produtividade interanual de 60t/ha

Olival Biológico da Beira Interior à espera do novo governo

A Vida Rural publica em http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=5807&bl=1 um artigo cujo título é o deste post.
Espero que o novo ministro da agricultura o leia com atenção e apoie o projecto, caso queira demonstrar uma das estratégias mais eficazes para desenvolver a região interior de Portugal

Pedro Lynce

Os "mentideros" no interior do PSD indicam que neste momento o putativo candidato ou seja aquele que está melhor colocado para ser o novo ministro da agricultura é o meu professor de agronomia, da cadeira de Agricultura Geral, o Prof. Doutor Pedro Lynce.
Será que desta vez acerto na previsão?

Comentário de um leitor

Republico o que um leitor anónimo comentou neste blogue:

"desde já o meu agradecimento, visto o senhor ser das poucas a falar da realidade existente relativamente aos pagamentos.
Sim porque o sr Serrano apenas utiliza truques de estatistica e trocadilhos de portugues para pavonear se com os pagamentos, sei que a altura não é boa mas se existe dinheiro para uns certamente tem de existir para aqueles que com sacrificio estam de facto a contribuir para a economia portuguesa
Ando a pedir á cerca de 6 meses um documento desse genero e nada.
Quando ligo para saber de como está o processo de pagamento quase pareco um pedinte.
os meus parabens pelo seu blog"

Faço este post porque o leitor levanta uma questão que parece muito importante:
os pagamentos das ajudas são realizados com critérios objectivos e justos ou pelo contrário há agricultores ou regiões que serão privilegiados?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Cavaco e a agricultura

Está abaixo reproduzido o artigo que escrevi e que o Jornal i publicou na página 4 da edição do dia de hoje:

O Presidente da República surpreendeu tudo e todos com o seu discurso no Dia de Portugal. Havia os que esperavam uma análise mais ou menos subliminar aos resultados eleitorais; outros aguardavam um discurso de índole tecnocrática, virado para o que vem aí com a aplicação do memorando da “troika”; outros ainda, bem no íntimo, ansiavam por um ajuste de contas com Sócrates, depois da “campanha negra” que o PS patrocinou nas eleições presidenciais contra o próprio Cavaco.
Nada disso aconteceu. Humilde espectador atento a estas movimentações e jogos políticos, devo dizer que não me surpreendeu o discurso do PR. Cavaco é, acima de tudo, um político pragmático. Sempre o foi, ao longo da sua carreira política.
Sempre percebeu os sinais do tempo e sempre utilizou a seu bel-prazer os “timings” políticos com rara percepção e sagacidade, como a sua carreira o deixa perfeitamente entender. Em Castelo Branco, no interior do País, Cavaco falou do … interior do País.
No mesmo dia, o “Expresso”, publicava um seu artigo intitulado “Os Jovens Agricultores”. Foi um discurso e uma mensagem certeira, no tempo, no modo e no espaço. Com este discurso, Cavaco Silva colocou no topo da agenda política do próximo governo a resolução dos problemas do desenvolvimento agrícola e rural no interior do país.
O PR sabia o que fazia e porque o fazia, do alto do seu magistério de influência e sabedoria. A agricultura tem de ser um dos pilares do nosso futuro desenvolvimento económico. Já aqui, neste jornal, e noutros espaços públicos, tenho defendido que o próximo Governo tem de apostar a sério no sector agrícola e nos jovens agricultores.
Cheguei mesmo a lançar uma petição para a criação de um Banco de Terras, que depois teve desenvolvimentos parlamentares pela mão do Bloco de Esquerda, mas um Governo do PS autista e alheado da realidade acabou por boicotar, ignorando aquilo que já se faz aqui ao lado, na Galiza.
Mais recentemente, elaborei, com outras entidades, projectos de criação de um olival biológico, com consequente criação de riqueza e de milhares de postos de trabalho, que há meses continua esquecido no Ministério da Agricultura.
É tempo de mudar de paradigma. Cavaco Silva disse-o e ele sabe, geralmente, o que diz. O novo Primeiro-Ministro, Passos Coelho, tem de ter vontade política para resolver alguns dos problemas elencados pelo PR:
- o acesso à terra, que limita a dimensão das actividades nas explorações agrícolas, sobretudo nas regiões Norte e Centro;
- a concessão e disponibilidade de crédito bancário para apoio aos investimentos na agricultura e agro-indústria;
- a insuficiência de acompanhamento e apoio técnico;
- a burocracia do Ministério da Agricultura e dos organismos por ele titulados;
- a organização da comercialização, reforço da agro-indústria e do sector cooperativo, como meios de acesso ao mercado pelos produtos agrícolas dos micro, pequenos e médios agricultores.

Muitas das soluções para estes e outros problemas são fáceis de colocar em marcha sem aumento de custos:
- colocar o Ministério da Agricultura a tramitar os processos dentro dos prazos legais (obriga a que todo o Ministério tenha objectivos funcionando de forma eficaz e promoverá a eficiência nos processos);
- criar um banco de terras; majorar os apoios para investimentos nas regiões do Interior;
- promover projectos integrados, de fileira, estruturantes, com contrato-programa para desenvolver as regiões mais deprimidas;
- desenvolver o sector cooperativo; reestruturar a legislação do sector associativo;
- melhorar a formação profissional.
Cavaco falou, agora o novo Governo e o novo Ministro da Agricultura têm que por a máquina a funcionar, para que se recupere o tempo perdido.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Esclarecimento de Dúvidas sobre o Post da Pêra Rocha

O leitor Gonçalo Belchior colocou o seguinte comentário sobre a pêra rocha:

Na campanha de 2009 o preço ao agricultor/produtor pago pelas cooperativas andou pelos 20 cêntimos.Em 2008 esse preço rondou os 30 centimos.
Só quem consegue produzir acima das 40ton/ha é que consegue rentabilizar o investimento.
Um pomar novo só a partir do 5/6 ano é que consegue chegar a esse patamar.Para tal necessita de ser um pomar regado e com uma densidade de plantação intensiva.Os tais 20 000Euros/ha de investimento só dizem respeito as arvores,rega,mão de obra,preparção do terreno,materia organica e adubos.Segundo a minha experiência só ao fim dos 6/8 anos é que se consegue entrar na fase do projecto em que há retorno do investimento.Para tal é necessario uma eficácia excelente da concretização do projecto.
Concluindo o risco é grande principalmente para quem se inicia na actividade agricola,sem capital proprio e outras fontes de rendimento.

O qual me merce o seguinte comentário:
Caro Gonçalo Belchior:
Face aos números que indica sobre os preços de liquidação que os pericultores recebem pelas suas pêras, há uma conclusão a tirar: ou os preços que indica não são os reais (deveriam ser 60 cêntimos de acordo com as contas feitas com base nos números veiculados pelo Jornal Público) ou os preços indicados ao Jornal Público estão "muito exagerados" para lá da realidade desta fileira. Qual será a verdade?

Os três C´s

Artigo que escrevi e que o Semanário Vida Económica publicou na passada 5.ª Feira:

Agora é que são elas. Cavaco pôs um “timing” e Passos Coelho tem de começar a provar que sabe cumprir os “timings”. Ele já garantiu que vai cumprir as medidas incluídas no memorando da troika. Já garantiu cumprir os compromissos a que Portugal se sujeitou com as três entidades que nos emprestaram dinheiro.
A estes três C´s – cumprir o “timing” de Cavaco; cumprir o memorando; cumprir os compromissos financeiros; Passos Coelho tem mais um C. Este C pode ser o menos mediático, pode ser o menos lembrado, pode até Passos Coelho não estar a ver bem onde queremos chegar, agora que está mergulhado nas negociações para a composição do novo Governo e, depois, mergulhado estará nos dossiers cuja gestão política que fizer nos tirarão da fossa (e eu acredito que vai conseguir).

Esse C diz respeito aos agricultores e aos jovens agricultores. É preciso que o Primeiro-Ministro de Portugal cumpra (ou mande cumprir) aquilo que dois mandatos socialistas de Sócrates e dois ministros depois – Jaime Silva e António Serrano – falharam rotundamente, o cumprimento dos prazos de pagamentos aos agricultores e aos jovens agricultores portugueses devidos pelo ProDer.

O que o novo Governo, a sua pasta da Agricultura, devia começar por fazer – e já! – era enviar uma carta/aval aos agricultores com pagamentos em atraso, para que com esse documento pudessem levantar esse dinheiro no banco.

Cumprir os compromissos a que nos submetemos com o exterior é importante, é essencial e é decisivo para a nova sobrevivência, mas cumprir os compromissos internos com um sector – a agricultura – que pode ser uma alavanca essencial do nosso crescimento e progresso, não é menos importante e decisivo. Sem essa gestão paralela, não chegamos a lado nenhum. Acredito que Passos Coelho tem noção dessa realidade!

domingo, 5 de junho de 2011

Dia de exercício da cidadania

Hoje e um dia histórico porque os portugueses irao escolher com verdadeira cidadania a melhor solução para resolver os problemas intrínsecos da sociedade e da economia portuguesas. O povo português e soberano e ira fazer a escolha mais sabia e acertada.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Porcos Bísaros - Exploração Modelo

A Espaço Visual a convite da ANCSUB - Associação Nacional de Criadores de Suinos de Raça Bísara, irá participar nas "Jornadas do Porco Bízaro, Instalações e Modos de Produção Alternativas de Futuro", a qual decorrerá na 48.ª Edição da Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, na próxima 4.ª feira, dia 8 de Junho, entre as 15 h e as 17h.

A comunicação da Espaço Visual terá o seguinte tema: Exploração Modelo - Apresentação de uma Ideia de Projecto". Trata-se da apresentação pública de um projecto modelo desenvolvido em parceria entre a ANCSUB e a Espaço Visual