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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Nova Zelândia

A Nova Zelândia é um país que fica nos antipodas de Portugal (se fosse possivel fazer um furo a partir do solo português que passasse pelo centro do globo terrestre este sairia na Nova Zelândia), no meio do oceano, longe de todos os mercados consumidores, com pouco mais de 4 milhões de habitantes.

Visitei três vezes este país que lidera a cultura do Kiwi, na obtenção de novas variedades, no valor acrescentado que obtêm na comercialização e marketing dos kiwis. Conheço bem a sua fileira desde as plantações e os seus empresários, passando pela agroindústria com os seus entrepostos, e tive a oportunidade de visitar a ZESPRI (empresa que detèm o momopólio na exportação dos kiwis, excepto para o mercado interno e Austrália). Os neozelandeses são pessoas práticas, bem formadas, conhecem e dominam o seu metier, como vivem em ilhas adoram viajar e conhecer o mundo, a internet está por todo o território, o qual é muito despovoado. O que mais me impressionou foi a fraca rede de auto-estradas e a rede de estradas nacionais, as quais são muitos antigas, com muitas curvas, muitos cruzamentos, atravessam os aglomerados populacionais pelos seus centros.

É um país desregulado, praticamente sem segurança social, o despedimento dos trabalhadores é livre e sem qualquer regulação legal. Quais as razões que levaram a Nova Zelândia ficar desregulada, com fraco peso do Estado na sociedade? Porque faliu em 1986. Daqui resultou, por exemplo, o Ministério da Agricultura passou de 10000 funcionários para 500, que passaram a assegurar os serviços que entenderam ser os fundamentais de Estado. Dos muitos países que conheço este é aquele que tem as pessoas mais pragmáticas. Porquê? Os neozelandeses têm na memória a falência do seu país, frequentemente sofrem terramotos e tempestades, o que os obriga a recomeçarem de novo nos seus investimentos, nos seus trabalhos, a terem coragem e determinação para vencerem as dificuldades.  

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