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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Saga ProDeR!

O leitor Filipe Pedro continua a descrever a sua "saga ProDeR":

"com o drap tenho falado e a eng. que teve o processo tem sido impecavel, mas nao
pode fazer nada, o processo está no gestor que é uma figura sem rosto e nome ao
qual nao consigo aceder, falei com o eng que me tem ajudado a fazer o projecto e
diz-me que nao se consegue saber quem é para nao haver subornos, pois mas assim
também nao há quem seja responsavel pelos erros cometidos nem quem seja chamado
a responder...e pronto cá estou eu a desesperar com muito que fazer mas sem o
contrato assinado sem poder avançar com nada, um simples papel que entrava a
minha reentrada no no emprego que gera receitas para mim e para o estado e que a
curto prazo poderá empregar mais uma ou duas pessoas... este fim de semana
estive em formaçao e era só malta nova, tudo com enormes duvidas de como
implementar projectos e pedir apoios, e todos inclusive amigos meus desistem de
ir para a frente só pela burocracia de se montar um negocio economicamente
viavel...alguns com formaçao académica e tudo, jovem, todos com grandes
capacidades e saude, mas assim o estado também nao ajuda, DESEMBRULHEM A
BUROCRACIA DESTES PROCESSOS QUE A MALTA QUER TRABALHAR E PRODUZIR (PORRA)"

Comentários:
1 - É importante que o leitor saiba há quanto tempo o seu processo foi enviado da DRAP para o ProDeR, porque apesar do leitor não ter culpa pelo erro que determinou a revisão do seu pedido de ajuda (PA), a resposta pode estar dentro do prazo razoável para ser obtida (na minha opinião, duas a três semanas) porque o ProDeR tem que funcionar com os seus compromissos, prazos e responsabilidades para todos os seus utilizadores.
2 - Mesmo estando dentro do prazo deve telefonar para o ProDeR (tel. 213 819 300) e pedir para falar com a Sra. Eng. Rita Barradas, diretora adjunta que tutela as ações de investimento do ProDeR. Irá "esbarrar" numa secretária, explique-lhe o problema, dê-lhe o número do PA e informe-a que irá ligar dentro de dois dias. Repita o telefonema a cada dois dias, perguntando, qual a data em que será despachado o seu processo.
3 - A falta de controlo político sobre os processos ProDeR resulta do fato de não haver ninguém que dê a cara perante o proponente quando há erros/atrasos/processos kaflianos e sobretudo, o que é mais grave, os responsáveis políticos não têm a noção que estes problemas existem. Acho que, através da implementação da figura de "provedor do utente do Ministério da Agricultura", se ultrapassariam muitos destes problemas.
4 - Melhor do que nos lamentarmos que o Estado funciona mal, devemos começar desde "já/agora" a trabalhar, com o que está ao nosso alcance ("telefonar, telefonar, telefonar!" e "escrever, escrever, escrever!") a contribuir para a mudança.
5 - Se é um potencial jovem agricultor e tem dúvidas sobre a burocracia do ProDeR, coloque-as neste blogue, porque da "discussão nasce a luz!".

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