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terça-feira, 29 de maio de 2012

Considerações sobre a Agricultura em Trás os Montes



Vitor M. Pereira disse...
"Exmo. Sr. José Martino,

Mais uma vez obrigado pela resposta.

De facto não tive em linha de conta o programa VITIS, mas como refere e após análise é necessária uma exploração com alguma dimensão.

No segmento do Olival (Trás os Montes) o qual também tive a fazer um pequeno estudo, verifica-se que houve uma pequena diminuição na produção. Este segmento de mercado tem assumido nos últimos anos uma referência em Portugal, embora o Alentejo esteja melhor cotado na minha opinião. Mesmo assim ainda dependemos muito das importações nomeadamente de Espanha que se tem assumido como um bom produtor (e tem vindo a investir em Portugal através da aquisição de terras).
A nível internacional nas exportações verifica-se um aumento deste tipo de produto, para diversos mercados (mesmo assim a balança comercial ainda não está equilibrada, ou seja, a produção não acompanha o consumo interno).

A minha questão é em mais ou menos 5 há de Olival na produção em modo biológico será rentável? O Olival já se encontra em produção.
(Se considerarmos 250/ha oliveiras numa produção de 30Kg/por árvore, a um preço médio de penso que talvez 0.26€/Kg). O que acha o Sr. Engº desta perspectiva e deste investimento?
“Tenho sempre presente a plantação de culturas que permitam a obtenção de lucro no próprio ano.”

Verifico que a região de Trás-os-montes tem várias potencialidades, bem como já referidas pelo Sr. Eng.º José, dai referirem sempre a esta região que pode e deve ser desenvolvida, tendo sempre presente as condições (de momento encontro-me a trabalhar, mas gostava de exercer uma outra actividade part-time.)

Outra questão também de âmbito geral é, na candidatura ao PRODER é necessário possuir as terras, ou podemos ter um contrato em que caso o projecto seja aprovado podemos procedemos à sua aquisição?

Desde já grato pela atenção dispensada.
Cumprimentos,
Vítor M. Pereira"
Comentários:
1 - O olival bio é muito interessante na produtividade indicada (7500 kg/ha). Saberá melhor do que eu se o investimento será rentável porque terá de ponderar o valor do acesso à terra (compra do prédio rústico ou valor da renda) e os custos de exploração (sobretudo terá de estudar com maior acuidade o valor de custo da colheita  no caso de não ser mecanizada).
2 -  Parece-me muito boa ideia a obtenção de rendimento bruto desde o inicio da exploração, sobretudo se não forem necessários capitais para fundo de maneio para apoio à tesouraria.


3 - A existencia de lucro pressupõe que além dos custos operacionais, as próprias amortizações estão a ser pagas pela atividade, o que me parece um caso notável de rentabilidade.


4 - A região de Trás os Montes tem na minha perspetiva excelentes potencialidades para a agricultura, necessita ser abordada para a vinha, olival, amendoeiras, castanheiros, cerejeiras, macieiras, etc. através de explorações com dimensão e empresários com estrutura de capitais adequados ao negócio (capitais próprios e acesso ao crédito).


5 - A bolsa de terras é uma excelente oportunidade para a obtenção de explorações agrícolas com dimensão competitiva por incorporação de parcelas distantes entre si até 20 km.    


6 - Parecem-me boas atividades para desenvolver a agricultura em part time as indicadas em 4, assim como morangos, apicultura, etc.


7 - Para obrtenção das ajudas ProDeR pode candidatar-se com um contrato de cedência gratuita (contrato de comodato), contrato de arrendamento, compra da terra

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