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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Não há fome que não dê em fartura!

O Proder colocou no seu sitio na internet  em 19 de fevereiro último o seguinte comunicado:

Comunicado da Autoridade de Gestão do PRODER

2013.2.19

O número de candidaturas apresentadas ao PRODER aumentou de forma avassaladora nos últimos tempos. Sinal positivo, porque traduz a solidez da dinâmica do sector e a credibilidade que o Programa, apesar das dificuldades, conseguiu obter junto dos seus beneficiários. Sinal dos tempos também, porque traduz a consciência dos investidores de que o tempo útil para executarem projetos ao abrigo do atual Programa está na reta final.
Os dados de execução do PRODER, que são divulgados mensalmente, apresentam já uma elevada taxa de compromisso do Programa. Se no entanto levarmos em conta que o PRODER, para além de assegurar os pagamentos relativos aos mais de 26 200 projetos já aprovados, tem ainda que assegurar os pagamentos agroambientais e de apoio às regiões desfavorecidas, bem como os compromissos que potencialmente decorrerão da verdadeira avalanche de candidaturas recebidas recentemente – situações que estão completamente salvaguardadas - o Programa está já numa situação de overbooking muito considerável, que há que gerir com todo o rigor.
Esta é uma situação normal na vida de qualquer programa comunitário, mais do que previsível (e até desejável) quando estamos a menos de 1 ano do início de um novo quadro comunitário. Só não acontece quando não existe investimento ou quando o Programa não funciona. Mas, como o pior que pode acontecer a quem investe é não saber com o que conta, é uma situação que justifica os seguintes esclarecimentos:
1. Continuará a ser possível submeter candidaturas ao PRODER, embora a análise e decisão das mesmas fique dependente de futura libertação de verbas provenientes de projetos desistidos ou não executados integralmente, bem como da efetiva possibilidade de execução dos projetos no tempo de vida do Programa.
2. O PRODER continuará a monitorizar de forma permanente e crescentemente rigorosa a execução dos projetos aprovados, de forma a poder realocar em tempo útil verbas eventualmente libertadas para projetos em “lista de espera”. No âmbito da chamada “operação limpeza” - que já permitiu a aprovação de todos os projetos que se encontravam em “lista de espera” na medida 111 e a manutenção em aberto de várias medidas do PRODER que, de outro modo, já não estariam disponíveis há muito tempo - está a ser feito o seguinte:
  • Controlo do cumprimento do prazo de início de execução de todos os projetos;
  • Monitorização dos casos em que os beneficiários não apresentam pedidos de pagamento há mais de 6 meses, podendo tal indiciar dificuldades ou atrasos na respetiva execução;
  • A partir deste mês, controlo dos casos em que existe incumprimento do prazo aprovado para a conclusão do projeto, uma vez que existem já muitos projetos nessa situação;
  • Também a partir deste mês, controlo do cumprimento dos calendários de execução do projeto que serão exigidos aos beneficiários que pretendam ou necessitem de alterar o projeto inicialmente aprovado.
3. Caso deste exercício venha a resultar uma redução do overbooking do Programa para níveis que assim o permitam, as candidaturas em “lista de espera” serão analisadas por ordem de antiguidade.
Atingimos uma fase da vida do PRODER em que recai uma responsabilidade acrescida sobre todos os que têm financiamentos aprovados, pelo que o PRODER conta com a compreensão de todos para o rigor que crescentemente será exigido em matéria de execução atempada de projetos. É do nosso interesse comum que todos os projetos aprovados sejam executados e nesse sentido continuaremos a procurar, em conjunto com os beneficiários, as soluções para que tal aconteça em cada caso; mas é crucial garantir que quaisquer verbas que não sejam utilizadas possam de imediato viabilizar outros investimentos. O objetivo que está em causa – o pleno aproveitamento, em tempo útil, das verbas do PRODER – é, indiscutivelmente, do interesse de todos.
Para informação mais detalhada sobre a submissão de candidaturas deverá consultar o menu Candidaturas.


Comentários:
 1 -  É previsível que na fase final de cada quadro comunitário há lugar a um elevado número de candidaturas, acima da capacidade de tramitação que o Ministério da Agricultura possui para a fase cruzeiro das ajudas. Dever-se-ia cumprir o que está consignado na lei, no caso de insuficiência orçamental, as candidaturas deveriam ser analisadas, valorizadas e as ajudas deveriam ser atribuídas por ordem decrescente de valorização da valia global da operação até se esgotar o orçamento disponível.

2 - Defendo que a decisão política deveria ser no sentido de canalizar todas as verbas recuperadas do Proder para instalar jovens agricultores, atendendo à elevada taxa de desempregos dos jovens (cerca de 40%), em lugar de manter abertas as principais ações do Proder.

3 - Na minha opinião, quem tiver fundo de maneio para fazer os investimentos de forma rápida em 2014 (muitos dos projetos serão aprovados e contratualizados em 2014 e terão uma curta janela de oportunidade para serem implementados os respetivos investimentos porque estes terão de estar concluídos até 31 de dezembro de 2014 e na melhor das hipóteses, 30 de junho de 2015) deve submeter, o quanto antes, enquanto o Proder mantiver abertas as ações, o seu projeto, pelas seguintes razões:
a) A taxa de execução da ação 1.1.3 (instalação de jovens agricultores) era de 52% a 31 dezembro de 2012. A taxa de execução da ação 1.1.1 (modernização e capacitação das empresas agrícolas, vulgo investimentos superiores a 25 000 euros para agricultores e agroindustriais) era de 54% a 31 de dezembro de 2012
b) Mesmo que se descontem os 3 primeiros anos, em 3 anos investiram-se 52% e 54% do orçamento disponível, respetivamente, o que acarreta que tenham ser investidos 48% e 46% dos fundos desta ações, nos anos de 2013 e 2014.
c) Como infelizmente, um elevado número de jovens agricultores/empresários agrícolas/empresários agroindustriais, não têm fundo de maneio próprio e crédito bancário, com o rigor que o Proder terá que impor no cumprimento dos prazos temporais contratualizados para o investimento, a taxa de desistência será elevada, bem como será expressivo o montante de investimento orçamentado pelo Proder e que não será justificado pelos proponentes.
  

4 - A minha experiência adquirida por ter passado por vários quadros comunitários ensina-me que "não há fome que não dê em fartura", isto é, há um período temporal com escassez de recursos financeiros para aprovar projetos de investimento e após passar a data limite para apresentar projetos, há dinheiro disponível e faltam candidaturas cujos investimentos possam ser realizados até à data limite da elegibilidade dos apoios, sob pena de se devolverem ajudas à Comissão Europeia.


5 - Na minha qualidade de especialista na matéria, defendo que o ProDeR para acautelar que as ações serão executadas a 100%, deveria em sede de análise dos projetos, exigir uma declaração sob compromisso de honra com explicitação do valor do fundo de maneio do projeto, assim como a demonstração do seu financiamento, optando por atribuir apoios aqueles que o consigam demonstrar

domingo, 27 de janeiro de 2013

Utilização de garantia bancária no Proder

Ricardo Santos disse:

Boa noite Engº José Martino, gostaria que me explicasse melhor como fazer uma garantia bancaria.
Desde já obrigado pela sua disponibilidade."


Comentários:

1 - A garantia bancária nos projetos Proder serve para antecipar 50% do valor total das ajudas ao investimento contratualizadas com o ProDeR. Apresenta-se a garantia bancária junto com um pedido de pagamento para antecipar o apoio, previamente ao investimento.


2 - Deve ter o valor de 110% do montante a antecipar, tendo como objetivo cobrir eventuais penalizações do não cumprimento das regras da sua utilização.


3 - Recebido o adiantamento das ajudas terá 3 meses para realizar os investimentos e de seguida apresentar o respetivo pedido de pagamento. Desta forma continuará a obter a antecipação das ajudas até ao último pedido de pagamento. 

Framboesas em Penacova

Pedro disse:

"Boa tarde Sr. José Martino
Antes de mais gostaria de dar os parabéns pelo seu blogue.
Estou a realizar um projeto para produção de framboesa em Penacova e gostaria de solicitar a sua opinião em duas questões:
1 - Acha a região de Penacova adequada à produção de framboesa?
2 - Ao nível do escoamento do produto existe algum local onde me posso dirigir?
Agradeço desde já a sua atenção e aproveito para deixar o meu mail pedroverdade@gmail.com caso exista mais alguém que me possa ajudar ou simplesmente para trocar ideias.
Obrigado e mais uma vez parabéns pelo blogue."


Comentários: 
1 - Só deve produzir framboesas em Penacova se tiver quem lhe comercialize as suas produções ou se decidir  avançar com comercialização própria e produção de pequenos frutos, pequena superfície de cada, recorrendo a múltiplas variedades que lhe alarguem o período temporal de comercialização para os mercados locais (amoras, framboesas, mirtilos, kiwis arguta, bagas de gogi, morangos, etc.).
 
 
2 - Não conheço nessa região nenhum operador comercial de pequenos frutos. Recomendo que implemente a solução indicada em 1.

Comercialização de Mirtilos

Maria Joao disse:

"Boa noite. Sou da zona de Macedo de Cavaleiros, estou a pensar plantar um pomar de mirtilos, o problema é o escoamento do produto. Poderia dizer-me se existe alguma empresa nesta zona que compre o produto? Obrigado"

Comentários:
1 - Pesquise neste blogue. Há informação sobre o precisa.


2 - Na sua região para as questões de comercialização dos mirtilos pode contatar a Target Flavours, de Mirandela.


3 -  Na minha opinião está correta a sua opção de acautelar previamente do escoamento e valorização das suas produções de mirtilos.

Gostava de fazer alguma coisa para não sair do país. O que me aconselha?

Nelson disse:

"Boas

Eu sou um jovem de 21 anos gostava de a abrir alguma coisa de agricultura para nao sair do pais gostava que me aconselhe porque ja fui a muitos sítios e nao arranjo solução gostava de falar com pessoa como senhor.

deixo o meu email.
nelsonafonso.agalijo@gmail.com
aguardo por uma resposta"


Comentários:

1 - Na minha opinião deve optar pela agricultura se tiver vocação para a agricultura.


2 - Para obter ajuda que precisa marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852). Temos sugestões/soluções fantásticas para casos como o seu.

3 -  No dia de ontem a Espaço Visual e a AGIM  organizaram uma visita de estudo ao "mirtilo: história e investimento", onde potenciais jovens agricultores, como é o seu caso, conheceram o mundo desta fileira fantástica, tiveram acesso ao conhecimento e aos pormenores da atividade (um dos empresários visitados afirmou que, os participantes, com um dia de visita, tiveram acesso a pormenores que lhe levaram anos a conseguir. Sugestão: participe nos próximos eventos por nós promovidos para potenciais jovens agricultores.   







sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Posso investir sem capitais próprios?

.
Eng Martino;

Mas para quem parte do zero, quem está em inicio de actividade, parece-me que existe um OBSTÁCULO INCONTORNÁVEL ...
É que os mirtilos ( geralmente ) só começam a produzir a partir do terceiro ou quarto ano!
Ou já existem variedades que produzam em menos tempo?


Cumprimentos
Vitor Monteiro.


Comentários:  É verdade o que escreve. Só pode ser empreendedor quem tem capitais próprios.
Já passei os 50  anos e não fiz os investimentos que pretendo fazer na agricultura porque não tive capitais para o efeito. Não é empresário quem quer é quem pode! Há jovens admiráveis que sem capitais fazem investimentos na agricultura e têm sucesso. São poucos porque é preiso perfil para ganhar dinheiro sem capital para investir. É preciso ter vocação para o negócio. Os outros, a maioria, como é o meu caso, têm de respeitar as regras e ter dinheiro para investir! bons negócios!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Morangos em hidroponia

 

João Paulo Dias disse:

"Boa noite Sr. Eng. José Martino,
Os meus Cumprimentos,

É com muito gosto e admiração que lhe posso dizer, obrigado pelo serviço público prestado através do seu blog.
Meu nome é João Dias, tenho 35 anos e vivo no Concelho de Santa Maria da Feira. Sempre vivi rodeado pela agricultura caseira, desde os meus avós, passando pelos meus pais. Estou neste momento desempregado e como não vejo as coisas muito fáceis, tomei a decisão de criar o meu próprio trabalho, olhando ás minhas raízes.
Tenho consultado bastante a NET referente ao cultivo de morangos no sistema "semi-hidropônico horizontal", acho a ideia muito interessante e estou decidido em seguir com o projeto aqui no Concelho. Gostaria de ter a sua ajuda se fosse possível, pois tenho algumas dúvidas, no qual passo a citar:
1- Que área de terreno mínima é preciso para que este tipo de cultivo seja produtivo e rentável?
2- Quantas estufas e qual a área e tipo das mesmas acha necessário?
3- Qual a qualidade de morangos para melhor produção e rentabilidade?
4- Acha importante e aconselha que o sistema "fértirrega automático gota-gota" tenha retorno para aproveitamento da rega?
5- Que valores +- globais pode este projeto ter em termos de custos?
6- Qual a produção que pode ter e tipo de rentabilidade?
7- Gostaria de ter o apoio financeiro do "PRODER", qual seria o apoio para este projeto?
Sr. Eng., tenho muito convicção neste projeto, pois é muito importante, no entanto agradecia muito a sua atenção para estas questões. Gostaria de ter o vosso apoio para a candidatura, toda a informção e formação necessária, pois terei todo o gosto em trabalhar com vocês.
Peço desculpa por todas estas perguntas, mas não posso dár um passo maior do que aquele que posso.
Muito obrigado, mais uma vez pela atenção, fico a aguardar.

Cumprimentos"
 
 
Comentários:
1 - Quais as razões que o levam a decidir pela cultura hidropónica? Não seria melhor começar pela cultura no solo?
 
2 - Creio que com 2000 m2  a 5000 m2 de investimento que pretende realizar deve rentabilizar o projeto (se tiver que realizar investimentos em infraestruturas terá que incrementar a superfície de plantação). 
 
3 - Consulte uma empresa fornecedora de estufas para saber qual a melhor forma da sua instalação.
 
4 - Recomendo que visite produtores de morangos para melhor poder adquirir competências sobre a qualidade destes frutos. 
 
5 - Este tipo de projetos pode custar entre 400 000 a 750 000 euros por hectare, dependente da tecnologia empregue.
 
6 - O Proder apoia com subsidio de 50% ou 60% conforme o investimento de situe em região favorecida ou desfavorecida, respetivamente. Acrescem os 30 000 de prémio de 1.ª instalação que é pago à cabeça, antes do investimento.
 
7 - Marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (sonia.moreira@espaco-visual.pt; 917 075 852) para esclarecer concretamente todos os pormenores do projeto para não dar um passo maior que a perna.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Visita de Estudo: Cultura do Mirtilo: História e Investimento

O que tenho que fazer desde a candidatura até à fase final?

João Matos disse...
Boa noite Eng. José Martino,

Queria felicitá-lo, desde já pelo blog, está fantástico e esclarece bastantes dúvidas.

Gostaria que me esclarecesse em algumas questões.
Estou a pensar fazer uma plantação de mirtilos com 4ha ou 5 ha, e cerca de 500 colmeias noutro terreno. Tudo isto numa aldeia do Concelho de Tondela. Há hipotese de obter o subsidio Proder a 100%? O que tenho que fazer desde a candidatura até à fase final?


Obrigado.

Cumprimentos".
 
Comentários:
 
1 - Para com o investimento proposto obter ajudas do ProDeR para o investimento no valor de que se aproximasse o mais possível dos 100% de financiamento público, de qualquer modo necessita de capital próprio para fundo de maneio para apoio ao investimento (uma parte pode ser crédito bancário), teria de o realizar com projetos de 75 000 euros cada (1 - 2 ha de mirtilos em cada ) e na apicultura com 2 projetos (neste caso teria de suportar com capitais próprios a aquisição dos enxames dado que este investimento não é elegível nas ajudas do ProDeR).
 
2 - Fará melhor aproveitamento dos fundos do ProDeR se elaborar um plano de negócios previamente à apresentação do projeto de Jovem Agricultor.
 
3 - Recomendo que crie condições financeiras para poder executar os investimentos dentro dos prazos planeados, mesmo que ocorram atrasos nos pagamentos das ajudas do ProDeR.

 
 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Atividades em 24 e 25 de Janeiro de 2013

Na próxima 5.ª Feira dia 24 de janeiro de 2013 irei fazer uma intervenção no Seminário organizado pela AGROTEC, no auditório da LIPOR, "Pequenos Frutos - produção, comercialização e perspetivas", tendo como tema "As culturas de pequenos frutos como estratégia de diversificação".

Na 6.ª Feira pelas 19 horas irei participar no programa "Porto Alive" do Porto Canal, o qual irá versar  a minha carreira profissional como engenheiro agrónomo, empresário/empreendedor, dirigente associativo e líder de opinião na agricultura e no mundo rural 

Formação Superior perto de Vila do Conde

 Cesar Almeida disse:

"Srº engenheiro José Martino,

Gostava de saber onde posso realizar uma formação em agronomia quer técnica quer superior na area do grande porto, já que eu moro em vila do conde.

com os melhores cumprimentos"


Comentários:

 1 - Nas condições que elencou recomendo que frequente a Escola Superior Agrária de Ponte de Lima do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

2 - Mais distante tem os cursos de engenharia agrícolas ministrados pela Universidade de Trás os Montes e Alto Douto (UTAD)

Agradeço muito que responda às minhas questões, pois estou com receio de avançar com este projecto e “dar um passo maior que as pernas”!

Carlos Costa disse:
"Boa noite!
Antes de mais quero parabenizá-lo pelo blog, é muito útil e esclarecedor!
Tenho 29 anos e moro em Bragança. Estou empregado, mas sinto a necessidade de fazer algo mais para assegurar o meu futuro, e quem sabe um dia poder deixar o meu trabalho actual. Surgiu a ideia de me dedicar à produção de caracóis. Queria pedir a sua opinião sobre a viabilidade deste meu projecto.
A minha ideia é começar por produzir caracóis para posterior venda à restauração/distribuição. Pretendo numa fase inicial produzir para consumo interno, mas logo que possível produzir para exportar. Numa fase também posterior pretendo dedicar-me á extração da baba de caracol e à produção de caviar de caracol. A minha pergunta é: já que a produção da baba e o caviar de caracol são duas áreas mais rentáveis que a venda, acha que devo dedicar-me a essa actividade desde o inicio, ou devo mesmo deixá-las para uma fase posterior?
Não tenho terreno próprio. Li que acha que o valor das terras vai baixar. Por isso pergunto se acha que devo avançar para a compra de um terreno ou devo esperar e nesse caso tentar o arrendamento? Isto leva-me a outra pergunta. Já ouvi falar da “bolsa de terras” , mas ainda não vi nada em concreto! Sabe o ponto da situação?
Neste momento já estou a elaborar o plano de negócios, para apresentar ao ProDeR. Até agora e juntando os orçamentos estou a contar gastar à volta de 120000€ (sem o valor do terreno). Para ocupar um terreno com uma estufa de 2500m2. Acha que este tamanho de estufa será rentável ou deveria ser maior?
Outra questão é em relação às ajudas a que me posso candidatar! Como já mencionei anteriormente vou candidatar-me à ajuda do ProDeR, mas só me ajudam em 60% do valor total . Hà alguma outra ajuda a que me possa candidatar, para conseguir mais apoio?
Agradeço muito que responda às minhas questões, pois estou com receio de avançar com este projecto e “dar um passo maior que as pernas”!
 
No seguimento do meu comentário anterior , queria saber o que acha da criação de burros da raça mirandesa (lanudos) ? A minha esposa ficou muito interessada nesta ideia depois de saber que eles estão em vias de instinção! A ideia seria para além de tentar preservar a raça, incentivando a procriação, aproveitar o seu leite! Pelo que a minha esposa leu, como este leite é raro e com propriedades muito semelhantes ao leite materno, ele é muito aprecido pela cosmética, portanto a sua produção seria rentável ! Concorda? Se sim acha que deveria produzir para venda para produtos de cosmética, ou montar uma produção de uma linha de cosmetica própria ? Quantos animais acha que deveria adquirir? E a que ajudas ela se poderia candidatar? Há alguma ajuda especifica por ser uma raça em risco? Já agora, comparando o investimento dos caracóis com este, em qual acha que faz mais sentido investir? Fazendo a pergunta de outra forma, se tivermos que optar por um negócio, na sua opinião por qual acha que devemos optar?
Mais uma vez agradeço a sua atenção
Com os melhores cumprimentos"


Comentários:

1- Os caracóis são uma atividade rentável.

2 - Deve fazer um estudo de mercado para saber quais os produtos do caracol que lhe serão mais rentáveis.



5 - O plano de negócios deve ser coerente, quer do ponto de vista técnico, quer do ponto de vista económico e certamente responderá qual a dimensão que deverá ter a estufa para que o projeto seja coerente.

6 - Na ação 1.1.3 do ProDeR tem as melhores ajudas financeiras públicas para apoiar o seu investimento.

7 - Se quer saber se está a dar um passo maior que as pernas marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).

8 - Qual o rendimento bruto decorrente da criação de burros (produto(s) x preço unitário)?

9 - Quem lhe irá comprar o leite? Quem lhe irá comprar os produtos de cosmética própria?
P. F. elabore os planos de negócios, pois este instrumento irá responder-lhe a todas estas questões que me colocou e sobretudo, irá identificar a atividade que para a sua situação concreta será mais interessante.







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sábado, 19 de janeiro de 2013

Há hipotese de obter o subsidio Proder a 100%?

João Matos disse:

"Boa noite Eng. José Martino,

Queria felicitá-lo, desde já pelo blog, está fantástico e esclarece bastantes dúvidas.

Gostaria que me esclarecesse em algumas questões.
Estou a pensar fazer uma plantação de mirtilos com 4ha ou 5 ha, e cerca de 500 colmeias noutro terreno. Tudo isto numa aldeia do Concelho de Tondela. Há hipotese de obter o subsidio Proder a 100%? O que tenho que fazer desde a candidatura até à fase final?


Obrigado.

Cumprimentos"



Comentários:

1 - Tem hipótese de receber o subsídio ProDeR a 100% se executar o investimento conforme a proposta que apresentou, isto é, se justificar o investimento elegível igual ao que apresentou no projeto, receberá integralmente o subsídio contratualizado.

2 - O subsídio para o concelho indicado é de 60% do valor do investimento elegível.


3 -  São obrigações do proponente executar os investimentos de acordo com o projeto que apresentou ao ProDeR, dentro do prazo temporal de dois anos a contar da data de assinatura do contrato das ajudas.










quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Visita de Estudo

CULTURA DO MIRTILO: História e investimento

 
Tendo como objetivo dar a conhecer a cultura do mirtilo aos potenciais jovens agricultores que estão na fase de decisão de se instalarem nesta atividade, bem como a todos aqueles que já enveredaram por esta cultura, quer os que ainda não investiram, quer os que realizaram investimentos, a AGIM e a Espaço Visual organizam uma Visita de Estudo, tendo como tema: “Cultura do Mirtilo: História e investimento!” no próximo dia 26 de janeiro de 2013.
 
Pretende-se mostrar a realidade tecnológica de modernas plantações nas suas facetas e opções, a experiência de pioneiros da cultura no concelho de Sever do Vouga e a mais velha plantação portuguesa de mirtilos sita em Rocas do Vouga, Sever do Vouga (ver Programa).
 
As inscrições devem ser realizadas pelo preenchimento da respetiva Ficha de incrição até ao dia 20 janeiro (inclusive).

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ajudas ao investimento de jovens agricultores

Tiago Oliveira disse:

"Boa noite Eng. José Martino,

Desde já parabéns pelo blog, está excelente.

Gostaria de esclarecer umas dúvidas em relação a um projecto que estou a desenvolver.

Estou a desenvolver um projecto de hidroponia para alfaces, mas agora em conversa com outra pessoa que está a desenvolver um projecto de kiwis falaram-me que os valores pagos pela Proder para Jovem agricultor não são os que eu tinha em ideia.
O que está no site, e o que me têm dito, é que na 2ª fase (apoio ao investimento) são pagos 50% das despesas efectuadas (zona não favorecida), mas na tal conversa falaram-me que não é bem assim, que depende do projecto e pode ser aprovado com uma % menor. Isto é verdade?

E já agora, dando o projecto entrada nos próximos dias, não sabe quanto tempo em média está a demorar a sair o resultado.

Obrigado pela ajuda.

Cumprimentos"


Comentários:
1 - Os apoios do ProDeR aos investimentos dos jovens empresários agrícolas em regiões não favorecidas são de 50%.

2 - Não há lugar a variação na percentagem de apoio ao investimento.

3 - Pode haver mudança do investimento elegível, ou seja, no projeto apresenta-se 100 € e o ProDeR pode considerar um valor inferior, por exemplo, aceitar financiar os 50% sobre 80 €.

4 - A análise do projeto demora 4 a 6 meses.













 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Programa Televisão "Comissão Executiva"

Amanhã, dia 8 de janeiro, pelas 13 horas, vou estar no programa Comissão Executiva, da Económico TV, (no canal 16 da Zon e do Meo, no canal 200 da Vodafone Casa TV, Optimus Clix, na posição 9 da Cabovisão), numa entrevista onde vou ter a companhia do Prof. Francisco Gomes da Silva, do Instituto Superior de Agronomia, e do Engº João Basto, Presidente do EDIA.

Irei intervir no debate na qualidade de CEO da Espaço Visual sobre investimento na agricultura:
- Onde é que Portugal é competitivo?
- Quais os melhores nichos de mercado?
- Que apoios existem?
- Como desenvolver um processo de investimento de forma adequada?
- Cuidados a ter com os investimentos?

Esta minha intervenção será uma mais valia pela experiência que possuo em consultoria desde o ano de 1996, em projetos de investimentos agrícolas e agro industriais do PAMAF, AGRO e ProDeR, liderei equipas que trabalham desde a avaliação das condições edafoclimáticas das parcelas, criação das condições de enquadramento para obtenção das ajudas financeiras públicas, definição de investimentos, elaboração dos projetos de investimento e acompanhamento técnico das operações de investimento. Coordenei diversas equipas de promoção de ações de desenvolvimento rural quer no kiwi, quer na vinha e atualmente na fileira dos pequenos frutos. 
Por outro lado, possuo experiência associativa porque fui sócio fundador, 1.º presidente da direção e presidente da mesa da assembleia geral da APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores, associação de fileira que congrega produtores, entrepostos de comercialização e técnicos. Liderei a equipa que  Além disso, fui técnico de campo, engenheiro agrónomo responsável durante pela assistência técnica de algumas centenas de kiwicultores, quer em Portugal, quer em Espanha. E por último, mas não menos importante conheço a realidade agrícola em diversos países, como por exemplo, a Nova Zelândia. 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Qual o papel da internet na venda direta de produtos, do campo ao consumidor?

"Sara disse:

Eu acho que é bom que as pessoas apostam na agricultura e os agricultores têm as pessoas cada vez mais jovens a aprender a trabalhar neste mercado, o que seria bom é começar a ter mais em linha delivery pela internet produzidos aqui."


Comentários:
1 - Parece-me uma excelente sugestão as ideias defendidas pela leitora Sara:
a)  "As pessoas estão a apostar na agricultura", diz a Sara; "a opinião pública, os políticos, o governo, a banca, estão a apostar na agricultura", reforço eu.
b) "Há pessoas cada vez mais jovens a trabalhar neste mercado", defende a Sara; "Instalaram-se em média, por cada mês do ano de 2012, 240 jovens empresários agrícolas", clarificação estatística da minha parte.
c) "Seria bom começar a ter mais em conta as vendas/comércio pela internet", conclui a Sara; "a aposta na internet será um excelente instrumento para a promoção e incremento na comercialização, por exemplo, pequenos frutos no mercado de Portugal", esta é a minha tese, a qual pretendo comprovar no próximo futuro, que é interessante e funciona.   


2 - A internet sobretudo nos smartphones irá revolucionar as nossas vidas, criar novos negócios ou metodologias de negócios, sobretudo será uma oportunidade para os agricultores, sobretudo os jovens empresários. Esta janela de oportunidades está nas mãos, assim sejamos capazes de inovar e de nos reinventarmos.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Tenho alguns terrenos e quero saber, o que fazer para obter o seu potencial produtivo?

"Caro Engo Martino:

O meu nome é Carla Rocha e tenho alguns terrenos (montes) dispersos e de pequena dimensão (um de 1,3ha; 2 de 0,47 ha) que vou ter de limpar e, já agora, gostaria de os rentabilizar. Tive conhecimento de que havia castanheiros cuja produção de castanha poderia ser associada à de cogumelos no mesmo terreno. Como se tratam zonas (em Vieira do Minho) bastante húmidas, junto a cursos de água, pensei que poderia reunir condições para essa prática. A exposição solar não é muito boa, exceto de um dos terrenos.
Qual o investimento a fazer para rentabilizar estas 2 atividades?
É possível isso acontecer com terrenos tão pequenos?
Em quantos anos se atinge a plena produção?
Qual o retorno anual por hectare?

Parabéns pelo seu blog e obrigado, desde já, pelo esclarecimento."


Comentários:

1 - Face à introdução do seu texto, eventualmente a cultura do castanheiro poderá ser uma boa opção para os terrenos indicados. No entanto, teria que ser feita uma visita técnica aos seus terrenos para correta avaliação do seu potencial produtivo, bem como das culturas que a eles melhor se adaptam.

2- Só após a visita ao terreno poderia responder às restantes questões.

3 - Se necessitar de uma visita técnica aos seus terrenos consulte a Engª. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).

4 - Para mais informações sobre os cogumelos consulte o prof. Nuno Luz (938 992 302).

44.

4

Pedidos pagamento projeto ProDeR

Ricardo Santos disse:
"Boa tarde Eng.º José Martino, desde já um bom ano para si e para todos os leitores deste blog, queria perguntar-lhe quantos pedidos de pagamento é que se podem pedir por projeto?"


Comentários:
1 - Agradeço e retribuo os Votos formulados, em meu nome e dos leitores deste blogue.

2 - Por cada projeto pode apresentar até 4 pedidos de pagamento (o pedido de pagamento do prémio de 1.ª instalação não conta para este número).

3 - O investimento elegível para os projetos ProDeR tem que começar até 6 meses e terminar até 2 anos, ambos os prazos contam a partir da data de assinatura de contrato

Visita de Estudo à Biofach

A Biofach é a maior feira/exposição/montra europeia de produtos biológicos e da sua comercialização. É um evento único onde se reúnem os principais players desta fileira, onde se avalia o estado da arte do mundo bio, definem tendências, avaliam prospectivas e onde cada produtor bio pode adquirir conhecimento para tirar conclusões e tomar decisões para o seu próprio caso, tendo por base o mundo que condiciona os seus investimentos, passados ou futuros.
Nesta perspectiva a Espaço Visual organiza uma visita de estudo à BIOFACH (ver o respectivo programa), sendo seu objectivo contribuir com a participação do grupo para uma visita mais eficaz, quer na aquisição de contactos, quer no acesso a pormenores. Este evento está especialmente vocacionado para que se interessa ou produz no modo de produção biológico, sobretudo nas hortofrutícolas, plantas aromáticas e medicinais, cogumelos, apicultura, etc.
O sucesso do mundo bio passa pela Biofach!
Participe! (Preencha a Ficha de Inscrição).

Feliz Ano 2013 com a Agricultura

Agora que se inicia um novo Ano que todos indicam que irá ser muito difícil no plano económico e financeiro, faço Votos para que ele se passe com saúde e sucesso!

Defendo que a agricultura feita com competência, economia de escala (dimensão da atividade que promove o abaixamento dos custos de produção), capitais (próprios e alheios) adequados, é uma excelente via para obtenção de sucesso pessoal, profissional e empresarial. Mãos à obra!
Ficam as questões para abordarmos ao longo do ano 2013:
- Como se criam competências em determinada atividade agrícola?
- Qual é a sua economia de escala?
 -Qual o nível adequado de capitais que devo ter?