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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Refcast - Associação Portuguesa da Castanha

Amanhã será um dia histórico para a fileira da castanha: escritura pública da RefCast - Associação Portuguesa da Castanha.

Quem for player  desta fileira deve filiar-se nesta Associação para defender os seus interesses sócio-profissionais. Não deixe o seu futuro por mãos alheias. Participe sendo massa critica na fileira da castanha.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

VISITA DE ESTUDO AO CASTANHEIRO


No próximo dia 16 de março de 2013, sábado, a Espaço Visual vai organizar uma visita de estudo ao castanheiro, na região de Bragança.

A deslocação será realizada em autocarro. A saída será pela 7h30, centro de Bragança (local a indicar posteriormente) e irão ser visitados alguns soutos, entre outros, ligados à Sortegel e Alcino Nunes.

São objetivos deste evento promover o contacto direto entre os membros do grupo visitante e entre estes com os diversos interlocutores, técnicos e empresários, ligados à produção da castanha.

Com a visita pretende-se:
• Conhecer soutos que demostrem problemas da cultura e respetivas soluções;
• Contacto com as técnicas culturais da exploração do castanheiro;
• Técnicas de recuperação de soutos com doenças de tinta ou cancro;
• Mostrar aos potenciais empresários, jovens ou menos jovens, o potencial de negócio desta cultura;
Etc..

O PROGRAMA DEFINITIVO SERÁ PÚBLICADO A 3 DE MARÇO DE 2013

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Conferências "Pequenos Frutos"

Estes eventos são organizados pela Caixa de Crédito Agrícola da Área Metropolitana do Porto, Espaço Visual e AGRIMA - Cooperativa dos Agricultores de Matosinhos (6.ª Feira, 22 fevereiro,16h) ou AGONCOOP - Cooperativa dos Agricultores de Gondomar (Sábado, 23 fevereiro, 10h), respetivamente.

As entradas são livres e gratuitas, não sendo necessário fazer qualquer tipo de inscrição, basta comparecer nas instalações das cooperativas respetivas e o programa é que consta nas mensagens anteriores.

Contamos com a Vossa presença para discutirmos o paradigma dos pequenos frutos, as ajudas do Proder e a linha de crédito que a Caixa de Crédito Agrícola da Área Metropolitana do Porto disponibiliza para esta atividade.   

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Conferência "Pequenos Frutos" - Gondomar

No próximo Sábado, dia 23 de fevereiro, nas Instalações da Cooperativa Agrícola de Gondomar, haverá uma conferência sobre "Pequenos Frutos" organização da Espaço Visual em parceria com a Caixa de Crédito Agrícola da Área Metropolitana do Porto e com o apoio desta Cooperativa 

 

 

 PROGRAMA
 


10h00    Apresentação*


1 – Os pequenos frutos: mirtilos, kiwis arguta, framboesas, groselhas, amoras


2 – Apoios do ProDeR


3 – Linha de crédito CA para os pequenos frutos


4 – Prémios planos de negócios de jovens agricultores e respetiva incubadora de empresas.
*Eng. José Martino –  CEO da Espaço Visual, Consultores de Engenharia Agronómica
 
10h45 – Esclarecimento de Dúvidas e Debate


11h30 – Encerramento da Ação

Conferência "Pequenos Frutos" - Matosinhos


Conferência sobre "Pequenos Frutos"

Na próxima 6.ª feira, dia 22 de fevereiro, nas Instalações da Cooperativa Agrícola de Matosinhos, haverá uma conferência sobre "Pequenos Frutos" organização da Espaço Visual em parceria com a Caixa de Crédito Agrícola da Área Metropolitana do Porto e com o apoio desta Cooperativa 
 
 
 PROGRAMA
 

16h00    Apresentação*

1 – Os pequenos frutos: mirtilos, kiwis arguta, framboesas, groselhas, amoras

2 – Apoios do ProDeR

3 – Linha de crédito CA para os pequenos frutos

4 – Prémios planos de negócios de jovens agricultores e respetiva incubadora de empresas.
*Eng. José Martino –  CEO da Espaço Visual, Consultores de Engenharia Agronómica
 
16h45 – Esclarecimento de Dúvidas e Debate

17h30 – Encerramento da Ação
 
 

Conferência sobre "Pequenos Frutos" - Valongo


Na próxima 4.ª feira, dia 20 de fevereiro, nas Instalações da Cooperativa Agrícola de Valongo, haverá uma conferência sobre "Pequenos Frutos" organização da Espaço Visual em parceria com a Caixa de Crédito Agrícola da Área Metropolitana do Porto e com o apoio desta Cooperativa 
 
 
 PROGRAMA
 

16h00    Apresentação*

1 – Os pequenos frutos: mirtilos, kiwis arguta, framboesas, groselhas, amoras

2 – Apoios do ProDeR

3 – Linha de crédito CA para os pequenos frutos

4 – Prémios planos de negócios de jovens agricultores e respetiva incubadora de empresas.
*Eng. José Martino –  CEO da Espaço Visual, Consultores de Engenharia Agronómica
 
16h45 – Esclarecimento de Dúvidas e Debate

17h30 – Encerramento da Ação

Seminário "Mirtilo - uma janela de oportunidades"


No próximo dia 9 de Março, sábado, vai realizar-se, no auditório da aula magna do Instituto Politécnico de Viseu, uma jornada dirigida a produtores e potenciais interessados na produção de mirtilo, sob o tema “ Mirtilo – uma janela de oportunidades”, cujo programa se anexa.

As entidades envolvidas na organização deste evento são: a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC), a Escola Superior Agrária de Viseu (ESAV), Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agricola de Portugal (CONFAGRI), Associação para a Gestão, Inovação e Modernização do Centro urbano de Sever do Vouga (AGIM) e Espaço Visual.

Pretende-se, com estas jornadas, abordar aspectos relacionados com os paradigmas da produção, os estrangulamentos ao nível da implantação, rega, fertilização, colheita e outros. A abordagem estará a cargo de Juan Carlos Rubio, um reputado especialista espanhol, com larga experiência técnica e de produção.

Será apresentada, pelo Eng.º. Francisco Correia da DRAPC, a caraterização dos investimentos, em mirtilo, na região Centro. Esta realidade ajudará à discussão e debate da melhor estratégia para a logística da pós-colheita e comercialização.

Haverá uma mesa redonda com os principais players da comercialização, que apresentarão as suas entidades e indicarão as respetivas regras para a colheita, controlo de qualidade e comercialização.

Culminará num painel sobre as prospectivas da comercialização. Será apresentada, pela Eng.ª Marta Batista da CONFAGRI, a mais-valia das organizações de produtores, na estratégia da comercialização dos mirtilos. Por outro lado a Dra. Lurdes Barata, da CASES, dará a perspectiva do cooperativismo como alternativa, a considerar, na valorização da produção.

A organização juntou um reputado grupo de comentadores, massa crítica desta fileira, os quais demarcarão o debate, forçando a emergência de estratégias e soluções que farão do Mirtilo – UMA JANELA DE OPORTUNIDADES.


PROGRAMA


08:30 Receção de participantes

08:45 SESSÃO DE ABERTURA. 

 
09:15 1º PAINEL “Paradigmas da produção”
Orador – Juan Carlos Garcia Rúbio (Serviço de Extensão Rural das Astúrias, SERIDA)

Moderador – Nuno Neves (DRAPCentro)

Comentadores – Gonçalo Bernardo (AGIM); Artur Arede (Quinta da Boucinha)
 
 
 

10:30 Intervalo para café



11:00 2º PAINEL “Caracterização dos investimentos na área da DRAPCentro”
Orador – Francisco Correia (DRAPCentro); Moderador – Paula Correia (ESAV)

Comentadores – Juan Carlos Rúbio (SERIDA); Sérgio Martins (DRAPCentro);

Filipe Costa (Aroma Selvagem)
 
 

12:30 Almoço Livre



14:30 MESA REDONDA “Agentes na Comercialização”
Participantes – Rui Costa (COAPE); Reinaldo Barnabé (Mirtilusa);

Ayrton Sequeira (Delícias do Tojal ); Adelina Freitas (Freshfactor); Luís Marques (Biolafões);

Sofia Arede (Quinta da Boucinha)

Moderador – José Martino (Espaço Visual); Comentadora – Ana Teresa Lopes (Biobaga)
 
 

16:00 Intervalo para café



16:30 3º PAINEL “Prospectivas de Comercialização”
Oradores – Marta Batista (CONFAGRI); Lurdes Barata (CASES); Moderador – Sofia Freitas (AGIM)

Comentadores – Cecília Palmeiro (DRAPCentro); Fernanda Machado (Bioberço)
 
 

18:00 SESSÃO DE ENCERRAMENTO. Sr. Secretário de Estado da Agricultura, Engº José Diogo




Albuquerque*; Presidente do IPV; Diretora Regional da DRAPCentro; Presidente da CONFAGRI;

Presidente da Câmara Municipal de Viseu
 
PROGRAMA
 
 
 
* a confirmar
 

Capitais próprios para investimento

Vitor Monteiro disse:

"Eng Martino;

E depois ...
( Não havendo Capitais Próprios! ... )
Aonde se vai buscar o dinheiro para o arranque das empresas "incubadas"?"


Comentários:

1 - Para se ser empreendedor, além de se ter perfil de risco e capacidade para tomar decisões, é necessário ter no mínimo entre 15 a 20% de capitais próprios do investimento total incluindo o fundo de maneio necessário até ao ponto de se equilibrar a tesouraria.


2 - Quem for capaz de elaborar bons planos de negócios tem maior probabilidade de encontrar fontes de financiamento: crédito bancário, capital de risco, business angels, parcerias, etc.


3 -  Os prémios que irão atribuir, Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Área Metropolitana do Porto e Espaço Visual, para os planos de negócio serão mais uma ajuda na obtenção dos capitais próprios do jovem agricultor.

Instalação na agricultura: a importância de um plano de negócios

Vera Durão disse:

"Boa tarde.

Caro Eng. José Martino,

Em primeiro lugar, agradeço a antecipadamente a sua disponibilidade e elogio a iniciativa do seu blog, que acredito, tem dado impulso a muitos novos agricultores. Acabei de descobrir o seu blog e já aprendi imenso aqui.

No entanto, gostaria de lhe colocar duas questões. A primeira está relacionada com um post seu de 27 de Dezembro em que referia que “A Espaço Visual até ao dia 15 de Janeiro de 2013, irá divulgar uma parceria para prestar serviço aos potenciais jovens empresários agrícolas na elaboração do respectivo plano de negócio”. Como no site da empresa não encontro muita informação sobre este aspecto em concreto, gostaria de saber mais pormenores.

A segunda questão é mais específica. O meu marido está de momento desempregado. Nós somos da zona de Lisboa, mais propriamente, Odivelas. Ele está a considerar a hipótese de apostar num pequeno projecto de horticultura em estufa, sendo que tem de momento em vista um terreno (historicamente) agrícola com entre 2-4 hectares e com um furo que garante água durante todo o ano. A capacidade de investimento de momento é um pouco limitada, pois resume-se à soma das prestações de desemprego devidas. O conhecimento é empírico pois somos originários de Castelo Branco e desde criança ele ajudou os pais na vida da horta, além de há cerca de um ano ter uma pequena horta com produção variada para consumo doméstico, como hobby. No entanto, a intenção é realizar formação de técnico de produção agrícola. A dificuldade é encontrar este curso na área da grande Lisboa.

Em termos de escoamento, alguns contactos informais revelam potencial local, nomeadamente ao nível de restauração. A ideia inicial era apostar em algumas estufas (4-6), distribuídas entre alface, tomate e, eventualmente, feijão verde e couve lombarda. No entanto já vi num dos seus posts que para que uma pequena produção seja rentável é melhor que se concentre numa única produção. Isto aplica-se mesmo para este tipo de canais de distribuição, ou principalmente quando se pensa em grandes entrepostos? Existe nesta região algum produto de que tenha conhecimento que haja especial carência ou que ofereça uma melhor rentabilidade, ou algum canal de escoamento de produto que aconselhe em especial?

Sinto que seria de todo conveniente realizar um plano de negócio devidamente estruturado, mas tendo em conta que quanto mais tempo demoramos a realizar a candidatura ao IEFP mais meses de subsídio de desemprego passam e menor será o apoio, não estou certa de o conseguir realizar neste momento pelos nossos próprios meios e a disponibilidade financeira também é limitada, tendo em conta a actual situação de desemprego.

Existe mais algum concelho que nos possa dar, ou mais informação sobre a parceria referida para a elaboração do plano de negócio?

Agradeço a atenção e fico a aguardar a sua resposta.
Melhores cumprimentos,

Vera Durão"


Comentários:

1 - Agradeço o seu post, o qual é de grande pertinência porque não dei mais informação sobre a ação que a Espaço Visual e a Caixa de Crédito Agrícola da Área Metropolitana do Porto irão desenvolver nos próximos meses: prémios para os melhores planos de negócios de jovens agricultores, em duas categorias, uma para incubadora de empresas e outra para público em geral. As inscrições serão no mês de março, a entrega dos planos de negócio será até 31 de maio de 2013. Nos próximos tempos iremos dar mais pormenores sobre este assunto.

2 -  Para se lançarem na agricultura e diminuírem o risco de falharem devem visitar o número máximo de explorações que vos seja possível. Elaborem previamente uma listagem dos pormenores que devem conhecer e após cada visita escrevam um relatório do que viram ( a escrita ajuda a sistematizar a informação e a transformá-la em conhecimento). Aprender com a experiência dos outros é o modo mais barato para se entrar com sucesso na agricultura. Nunca desistam, nem desanimem de perguntar. Para se ter sucesso é necessário muito trabalho, determinação, força psicológica, etc.


3 - Recomendo que visitem o mercado abastecedor da região de Lisboa (MARL) para avaliarem se podem fazer a venda dos vossos hortícolas neste mercado como pequenos produtores autónomos.


4 - Para o vosso mercado alvo devem optar pela diversidade de culturas. Estudem se podem cultivar os espargos pois são uma aposta interessante para o mercado da Grande Lisboa.


5 - Para saber cursos de formação profissional agrícola consulte a CAP, CNA, AJAP, CONFAGRI, etc., bem como as cooperativas e associações da região


6 - Mesmo que vos exija muitos sacrifícios  tentem elaborar o plano de negócios por mais sumário que seja (o que podem ser os custos de investimento, os rendimentos obtidos (produções e valores de venda), os custos de exploração (fertilizantes, produtos fitossanitários, mão de obra, etc.).


7 - Deem notícias sobre a evolução do processo. Bons investimentos e votos de sucesso na agricultura!

Mirtilos

Anónimo disse:

"bom dia, gostaria de saber se numa plantação de mirtilos qual a área necessária para ter direito ao premio de 1ª instalação os ditosos 30000€".
 
 
Comentários:
 
1- Não gosto de responder a questões de anónimos porque acho que cada um de nós deve ter a coragem de dar a cara pelo que pergunta, afirma e defende.
 
 
2 - Para receber o prémio de 1.ª instalação de jovem agricultor no valor de 30 000 euros terá de investir 75 000 euros.
 
 
3 - Com 1 ha de mirtilos instalados numa exploração com aptidão para a cultura conseguirá rentabilizar um projeto de instalação de jovem agricultor.
 
 
4 - O investimento numa exploração com 1 ha de mirtilos pode variar entre os 40 000 euros a 120 000 euros, conforme seja necessário investir em infraestruturas, melhoramentos fundiários e máquinas e equipamentos.  

O Alentejo tem aptidão para a cultura do kiwi?

Hugo disse:
 
"Caro Engenheiro,

Leio com muito interesse o seu blog. E escrevo-lhe pelo seguinte:

Tenho uma propriedade de 30ha no Alentejo abastecida por água do Alqueva e pretendo implantar um pomar de kiwis.
Ao fazer várias pesquisas na internet (até que encontrei o seu blog) parece-me que a cultura se encontra desenvolvida apenas nas regiões Norte e Centro.

Questões:
Existem as condições necessárias na região do Alentejo para a produção de Kiwis?
Tem conhecimento de produtores de kiwis no Alentejo?
As vossas formações em produção de Kiwis são apenas realizadas na zona Norte ou tem planos para realizar formação a Sul do Tejo?

Que alternativas ao Kiwi o Engenheiro sugere para produzir no Alentejo? Sendo que Vinha e Olival estão fora dos meus planos

Estou a pensar instalar-me como jovem agricultor pelo que pretendo analisar uma cultura que tenha um bom rendimento. Tradicionalmente nesta propriedade faz-se cultura de cereais em regime de regadio.
Os melhores cumprimentos,"
 
Comentários:
 
1- Na minha opinião a região do Alentejo não tem aptidão para a cultura do kiwi porque durante o Verão, a humidade relativa do ar é muito baixa e a temperatura média do ar é superior a 30.ºC (creio que só perto da costa marítima encontraria estas condições). No entanto, terá de verificar se existe frio suficiente para a quebra da dormência das plantas, 500 a 700  horas de temperatura abaixo de 7.ºC de novembro a março (inclusive)
 
2 - Não conheço kiwicultores no Alentejo.
 
3 - As formações promovidas pela Espaço Visual só se realizam à volta do Porto porque é um ponto central  face à região de aptidão da cultura (faixa de terreno com 50 km de largura a junto à costa marítima entre o rio Mondego e  o rio Minho.
 
4 -  No Alentejo produziria framboesa, romã ou figos. Avaliaria a aptidão do clima e solo da sua exploração para estas atividades que têm rentabilidade e mercado

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Tenho dificuldades em avançar com um projecto: o que devo fazer?

Sofia Gonçalves disse:

"Bom dia Eng. Martino.
Sou de Braga. Quero fazer um projecto de morangos nesta zona, no entanto, tenho-me deparado com bastantes dificuldades para começar. Indicaram-me que preciso de um engenheiro para me ajudar na concretizaçao do projecto mas estes pedem bastante dinheiro inicialmente mesmo que o projecto nao seja aprovado. É assim que funciona? Pode me ajudar? Estar a dar entre 1000 a 2000 euros a um engenheiro e depois o projecto nao ser aprovado é uma grande perda.
Espero que me ajude."

Comentários:

1 - Para fazer investimentos quer na agricultura, quer noutro negócio é necessário ter perfil para assumir riscos e algum capital próprio, pelo menos 15 a 20% do valor de investimento total (incluir imprevistos, fundo de maneio até ao equilíbrio da tesouraria, etc.).

2 - Nos capitais próprios deve contemplar o estudo do negócio para poder tomar uma decisão de investimento. Após esta fase deve avançar  com o plano de negócios/projeto.

3 - Atendendo ao exposto em 1 e 2, domina o negócio dos morangos na sua vertente de produção e comercialização?

4 - Quanto à ultrapassagem das suas dificuldades recomendo-lhe que marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852). Irá investir numa consulta, mas a engenheira pode-a aconselhar sobre a melhor estratégia para o seu caso concreto.

5 - Estou disponível para discutir parcerias com jovens agricultores que tenham projetos aprovados pelo Proder e tenham dificuldades financeiras para os implementar (contacto: jose.martino@iol.pt

   

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Formação Superior em agricultura perto de Vila do Conde (2)

BomRebelde disse:

"Engenheiro Martino,

peço desculpa, mas em termos de proximidade com Vila do Conde, e em termos de prestígio da instituição, não seria de primordial importãncia destacar a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto?

É que o curso de Engenharia das Ciências Agrárias existe desde 1996, sendo que recentemente mudou a sua designação para Engenharia Agronómica. Não obstante esse facto continua a ser um dos cursos a nível nacional com melhor formação de bases ciêntificas.

Melhores cumprimentos"


Comentários:

1 - Peço desculpa aos meus leitores devido a não ter mencionado o curso superior na área da agricultura pertencente à Universidade do Porto.

2 - Tinha uma ideia errada de que tinha terminado o curso de ciências agrárias e por isso, não o mencionei no post anterior sobre este assunto.

3 - Agradeço ao leitor que escreveu o comentário acima.

4 - Para quem habita em Vila do Conde este curso de agronomia da Universidade do Porto pode ser uma alternativa interessante como curso superior em agricultura.

Horticultura: Que futuro?

Vitor M. Pereira disse:

"Boa tarde,

Exmo. Sr. José Martino,

Mais uma vez felicito este seu blog pela informação aqui disponibilizada, pois nunca é de mais.

Como já é visível em post anteriores iniciei a actividade na agricultura na área do Olival em Trás-os-Montes terra a qual tem muitas potencialidades, em parte a sua beleza natural.
Posso dizer que não foi nem é fácil o inicio bem como a sua manutenção para que tudo corra de forma sustentada e sustentável, pois existe sempre algo imprevisível ou previsível que não corre da forma que estávamos à espera, mas com esforço todo se vai conseguindo, através de vários contactos e muitas reuniões e muito trabalho de campo.

O passado ano foi um ano que apesar das condições que se fizeram sentir até correu bem, onde se conseguiu obter um bom produto “embora não o esperado”, bem como o escoamento do mesmo o que é muito bom.

Dos 13h de terra por agora apenas 8h é que se encontram em produção, sendo que os restantes 3h ainda não produzem, e tenho ainda 2h os quais sem utilização.
Tenho pensado em movimentar mais um negócio do restante espaço que tenho na área da horticultura.

Qual é a perspectiva do Eng.º em relação à horticultura e o seu futuro quer no mercado interno que para exportação, e quais as áreas com mais perspectivas de negocio?

Ainda não fiz o devido estudo de mercadoria nem o plano de negócios, mas já encetei alguns contactos com algumas entidades ainda de que forma informal para o escoamento do (s) produto (s).

Trata-se se uma zona que penso ter alguns ricos se não for produzido na quantidade suficiente, pois fica bastante distante dos centros de distribuição (grossistas, entrepostos, etc.) que em parte estão no litoral.

Uma vez descrito acima qual a visão do Sr. Eng.º sobre a melhor forma para rentabilizar os 2h e em que moldes?

Uma vez que não possuo a devida competência nesta área qual o melhor local que aconselha para tirar uma formação (pois sem a devida competência técnica e pratica não avanço em projectos)??

Desde já grato pela atenção dispensada.

Cumprimentos" 



Comentários:

1 -  Na minha perspetiva deve continuar o caminho que tem estado a percorrer, fazer contatos para se dedicar à horticultura quando tiver algum operador que lhe garanta o escoamento e valorização das suas produções.

2 - Contacte o grupo Sousacamp em Vila Flor e avalie o interesse que podem ter na produção de espargos, avalie o interesse dos resultados económico-financeiros e caso tenha interesse,  verifique posteriormente, se o seu terreno tem aptidão para esta cultura.

3 - A Espaço Visual disponibiliza um estágio formativo em horticultura com a duração de um ano para poder aprender os pormenores da atividade. Contacte o Eng. Daniel Portelo 913 349 389.

4 - A horticultura é uma atividade de grande potencial futuro, creio que se tiver sucesso deverá a médio prazo caminhar para uma exploração acima dos 10 ha. 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O que faço em projeto ProDeR: antecipo ajuda ou recorro a empréstimo?

José Ribeiro disse:

"Boa tarde Eng. Martino,

tem ideia de qual a melhor forma de obter capital para dar andamento aos investimentos, se por antecipação das ajudas através de uma garantia bancária, ou contratando um empréstimo ao abrigo dos contratos celebrados pelos vários bancos, com vista aos investimentos PRODER?

Cumprimentos"

Comentários:

1 - Na minha opinião, deve ter pelo menos15% do valor de investimento em capitais próprios,  incluindo o fundo de maneio da operação, o qual deve fazer parte do valor do investimento, embora não seja elegível para vir a obter apoio do ProDeR. Defendo que utilize todos os apoios bancários que possa ter acesso para que nunca tenha ruturas na gestão do processo do seu investimento agrícola.

2  - Para o caso indicado em 1. deve optar pelo crédito bancário ao abrigo do protocolo celebrado entre o IFAP e os principais bancos portugueses, porque terá alguns anos para amortizar o empréstimo, podendo e devendo fazê-lo com os resultados do investimento agrícola.

3 -  Deve adicionalmente optar pela antecipação da ajuda através de garantia bancária, pois terá um reforço de condições financeiras para avançar com o investimento em tempo útil, o que é de primordial importância e estratégico para ter sucesso com o seu plano de negócios (o incumprimento dos prazos de investimento gera derrapagens na rentabilidade do investimento)

Alterações ao investimento em projetos de instalação de jovens agricultores

Rangel disse:

"Bom dia Engª José Martino
Queria felicita-lo mais uma vez pelo seu excelente trabalho, e apoio na área da agricultura.
Gostaria de tirar uma dúvida relativamente ao Proder, ora ai vai:
Sei que o Proder ajuda jovens agricultores, nas vastas áreas nesta atividade, exemplo: imagine que tenho um projecto aprovado no valor de 120 mil euros, que no entanto o Proder ajuda com 60% mais o premio de 30 mil euros, como já é conhecido. Depois do projecto estar concluído imagine que só foram gastos afinal no total menos que 120 mil euros, por exemplo 110 mil, ou que foram gastos mais do que 120 mil, por exemplo 130 mil. Estes casos são plausíveis, ou projecto tem de ser mesmo a rigor 120 mil euros.
Antes de mais obrigado pela sua atenção.

Atenciosamente"


Comentários:
1 - Nas ajudas ao investimento o Proder faz o seu pagamento até ao máximo contratualizado, no seu caso os 120 000 euros, ou seja, se investir, por hipótese, os 130 000 euros que indicou, obterá 60% de 120 000 euros.

2 - No caso de investir os 110 000 euros obterá uma redução nas ajudas, pois só conseguirá obter 60% do montante investido. Como a variação no valor do investimento é superior a 5% do valor aprovado e contratualizado, terá que apresentar a alteração ao projeto (o Proder aceita uma alteração por candidatura/projeto). 

Jornadas Técnicas - Centro Cultural de Fornos de Algodres - Próximo Sábado


Irei fazer uma intervenção nas Jornadas Técnicas da feira do Queijo da Serra 2013, conforme consta no Programa abaixo.

Faço o convite aos meus leitores da Região para que compareçam e possamos debater ideias sobre a agricultura.


Feira do Queijo Serra da Estrela | 2013



FORNOS DE ALGODRES
8 - 9 - 10 Fevereiro | Fim-de-semana de Carnaval
Programa
Dia 8 de Fevereiro – Sexta
14H30 – Desfile de Carnaval – Comunidade Escolar do Municipio de Fornos de Algodres
Dia 9 de Fevereiro - Sábado
08H00 – I Montaria …por Terras d’ Algodres

11H00 – Cerimónia de Geminação

14H30 – Jornadas Técnicas – Centro Cultural de Fornos de Algodres

• Pastagens melhoradas na produção de leite de ovelha

Carlos Alarcão – DRAPC

• Ordenha mecânica em ovelhas: Porquê, para quê ?

Rui Marques - DeLaval

• A produção de Mirtilos como forma de aumentar e diversificar a rentabilidade da exploração agropecuária

José Martino - Espaço Visual
16H30 – Degustação de Produtos Locais - Centro Cultural de Fornos de Algodres



17H00 – Tertúlia na Feira

"Como escolher, valorizar e saborear à mesa o melhor queijo português"
Prof. Manuela Pintado (Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto)

Centro Cultural de Fornos de Algodres
18H00 – Visita Guiada a Queijaria Artesanal (inscrição prévia)

21H30 – Queijo em Festa – Espetáculo teatral
Centro Cultural de Fornos de Algodres