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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Será a fileira do kiwi bem organizada comercialmente para remunerar melhor os kiwis pagos a preços mais baixos que no passado?

Anónimo Paulo costa disse:

"Todas as minhas tentativas de revenda se revelaram infrutíferas nem tampouco fui capaz de vendê-los a mais de 2,5 ao consumidor final.

Actualmente produzo shitake em copolite para meu consumo próprio. Cansei de os deitar ao lixo invés de os dar à consignação aos operadores do Mercado Abastecedor do Porto.

O negócio dos cogumelos é vender formação e kits de cultivo para iniciantes. Estudem a lei da oferta e da procura antes de mexer uma palha… Lembrem-se dos kivis, quando eram importados custavam nunca abaixo de 2 euros até o dia em que se multiplicaram produtores e agora são pagos a pouco mais de 30 cêntimos".

Comentários:
1 - A comercialização organizada ao nível grossista entre o produtor e o consumidor, é uma das condições necessárias para se ter sucesso na agricultura, pelo que, recomendo que faça um levantamento de mercado para verificar se há operadores que lhe podem dar valor às suas produções de cogumelos.

2 - Defendo tal como aconselha o bom senso e prudência que previamente aos investimentos devem ter pelo menos um operador ou canal que se comprometa a comercializar as produções.

3 - O exemplo que deu dos kiwis está errado porque, à época, anos oitenta do século passado, com dois euros por kilo de kiwis produziam-se 3 a 5 toneladas por hectare (6000 a 10 000 euros por hectare). A 30 cêntimos só recebe quem produz frutos/kiwis de baixa qualidade. Nos últimos anos para os bons produtores/boa qualidade, a valorização dos kiwis esteve entre 55 e os 75 cêntimos, com produtividades entre as 25 e as 45 toneladas por hectare (13 750  a 25 000 euros por hectare). Além disso, posso afirmar que não conheço produtores que tenham ganho muito dinheiro nos tempos áureos do kiwi, pelo contrário, conheço outros que nos últimos 10 anos arrecadaram largos milhares de euros de rendimento líquido das suas explorações/produções.

4 - Como o kiwi e a sua fileira são a minha especialidade como agrónomo, bem como a minha vida ao longo de 27 anos de trabalho, não quero que fique com dúvidas sobre o escrito em 3 e por isso, está convidado/desafiado para telefonar à Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) com o objetivo de se marcar uma manhã ou uma tarde, a combinar entre a agenda de nós os dois, para passarmos umas horas juntos, falarmos com produtores e responsáveis dos entrepostos do kiwi, os quais lhe darão de viva voz a respetiva perspetiva sobre os preços dos kiwis e a rentabilidade da sua produção, assim como comprovará a elevada organização comercial que existe nesta fileira. Certamente que após a visita espelharemos neste blogue a informação recolhida. Espero o seu contato!

domingo, 29 de setembro de 2013

Qual é o meio para fazer perguntas neste blogue?

Filipe Rosa disse:

"Bom dia,

Não sei se é por este meio que recebe as perguntas. No entanto estou interessado em saber se existe explorações adequadas (penso que não será o ideal pequenos frutos) para terrenos meio aridos no Alentejo com grandes dimensões que sejam elegíveis para os apoios Proder Jovem Agricultor.

Obrigado e cumprimentos,
Filipe Rosa"

Comentários:

1 - É através dos comentários no blogue que recebo as questões que nele respondo. As opiniões de resposta ao colocado, que aqui dou, servem para largos milhares de leitores e não apenas para o interessado e inserem-se na  prestação de serviços pro bono que entendo fazer em prol das agriculturas de Portugal, atividade que faço em prol da cidadania e do bem público.

2 - Para  cada exemplo concreto de exploração agrícola (sua dimensão, regadio ou sequeiro, tipos de solos, climas, infraestruturas, disponibilidade de mão de obra, capitais próprios e alheios do empresário, etc.) se podem elencar as culturas ou atividades que nela se podem implementar.

3 - As ajudas do ProDeR podem ser obtidas para todo o tipo de explorações desde que os projetos apresentem coerência técnica e económica, ou seja, faça sentido colocar essas atividades nesses locais e estas apresentem rentabilidade económica, segundo as regras que o ProDeR estipula.     

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

José Martino: 27 anos de trabalho agronómico

José Martino: 27 anos de trabalho agronómico

Sinto-me muito satisfeito e realizado pela comemoração  do 27.º aniversário de trabalho agronómico em prol das agriculturas de Portugal (1 de setembro de 2013).  Estou empenhado em promover o aparecimento de novas empresas que se dediquem à agricultura, bem como em ampliar a escala das que já estão na atividade, sobretudo as que são detidas por jovens agricultores. A minha estratégia passa por conhecer o que de melhor se faz em Portugal, no estrangeiro e dá-lo a conhecer todos os empresários interessados. Neste sentido um conjunto de eventos irão sendo anunciados, quer neste blogue, quer no sítio na internet da Espaço Visual, quer no facebook, pelo que peço-vos que estejam atentos. Quero criar muitas surpresas e contribuir para o Vosso sucesso empresarial.

Como mais um ano passou desde que escrevi o que se segue, o que me parece que deve ser recordado:


José Martino: 26 anos de trabalho agronómico
Comentários:
1 - Com o presente post dou inicio ao 27.º ano da minha carreira agronómica. Registo com agrado que neste último ano este blogue serviu para prestar um serviço de interesse público na divulgação do empreendedorismo na agricultura e na promoção da criação de riqueza, base do combate à crise financeira e económica que se abateu sobre Portugal.

2 - Encerro mais um ano de trabalho agronómico com a consciência que  batalhei para que as agriculturas de Portugal se desenvolvessem e os agricultores sejam pessoas mais prestigiadas pela sociedade.

3 - Após alguns dia de férias e no reinicio de mais um ano de trabalho, deixo-vos o texto que publiquei neste blogue no dia 31 de Agosto de 2011, relativo a este mesmo tema, o qual continua a marcar os mesmos objetivos, continuam atuais, para o próximo futuro:

 José Martino: 25 anos de trabalho agronómico


Retomei hoje o trabalho após as férias na segunda quinzena de Agosto e verifiquei na análise à minha atividade profissional que no dia de amanhã, 1 de Setembro de 2011, fazem 25 anos desde que este vosso amigo teve o primeiro dia de trabalho remunerado, como engenheiro agrónomo, a trabalhar na "FENAGRO - Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Aprovisionamento e Escoamento de Produtos, FCRL", tendo por base o apoio de um estágio ao abrigo do Programa "COOPEMPREGO" com o qual o Instituto António Sérgio apoiava a integração de Quadros nas Cooperativas (o setor cooperativo atual precisa de um programa especifico de apoios contemplando um dos eixos num Programa, espécie de Coopemprego ajustado à realidade do tempo atual). Nesses 6 meses de estágio e nos 2 anos seguintes na UCANORTE - União das Cooperativas do Noroeste, CRL, aprendi muito sobre o mundo das relações do trabalho, da realidade cooperativa na agricultura portuguesa, da sua importância estratégica e sobretudo, ganhei competências técnicas sedimentando as teorias que aprendi no ISA. Passei 6 dos melhores anos da minha vida na Kiwi Sol, fiquei a saber os custos pessoais, financeiros e sociais da montagem de uma empresa desde a concepção da ideia até à fase cruzeiro do negócio. E desde 1994 que fui free lancer na consultoria agro-rural e nele sou empresário. Desde esse ano que sou consultor da LIPOR na área da compostagem, colaborador de uma das pessoas mais fascinantes que conheci como estratega, inovador, político e líder empresarial, o Dr. Fernando Leite, o seu administrador-delegado (vale a pena analisar o sucesso da LIPOR ao longo de mais de 25 anos, bem como as causas do seu pioneirismo).Fui e sou um micro agricultor. Nos últimos anos tenho apostado fortemente na atividade empresarial ligada à consultoria para os agentes do mundo rural.

Sou um apaixonado pela fileira do kiwi e pelo mundo que ela envolve, mas sou sobretudo um defensor dos agricultores profissionais que pagam com o seu esforço as limitações estruturais de uma atividade que os políticos relegaram para muito acessória na economia portuguesa.

Assumo que a cidadania é pilar básico da vida em sociedade, não aceito a cobardia (choca-me que uma grande parte dos meus comentadores neste blogue o faça sob a forma anónima) de não "chamar os bois pelos nomes", dizer o que está mal e o que está bem, com o objetivo de fazer melhorar os sistemas, independentemente de no futuro vir a criar problemas pessoais (não esqueço um político responsável ao tempo do eng. António Guterres como 1.º Ministro, o qual mandou o recado "o Martino não tem problemas connosco, não percebo as causas que o levam a elencar publicamente o que não está a correr bem" ou um leitor deste blogue que me conheceu pessoalmente há alguns meses e comentou: "pensei que era pessoa em inicio de carreira para ter perfil de "contestatário"").

Bato-me por um associativismo forte, organizado e eficaz como é timbre da APK, assim como por um Ministério da Agricultura que seja a fonte dos melhores quadros técnicos para conduzir e apoiar a liderança política de momento que é responsável pelos destinos da agricultura portuguesa (sou um feroz opositor da estratégia seguida por vários governos de há muitos anos a esta por parte que são responsáveis pelo esvaziamento dos técnicos e do património do Ministério e das Instituições por ele tuteladas).

Acho que os media são um pilar básico de liderança na mudança da economia e sociedade portuguesas e neste sentido, sou colunista e articulista de diversos orgãos de comunicação social.

Posso não deixar aos meus filhos uma grande herança material, mas fica-lhes o exemplo e a memória de uma vida plena de trabalho, de realizações, de sucessos, de muitos sacrifícios, de entre-ajuda com quem me cruzei, sobretudo aqueles que precisavam e que acreditaram e trabalharam para fazer melhor e diferente, uma escola de técnicos e agricultores com quem colaborei nestes 25 anos.

Um agradecimento a todos, aos que tiveram sucesso e aos que fracassaram, aos que comigo trabalharam, aos meus amigos, amizades que foram lapidadas pelo tempo, aos de longa data ou aos mais recentes e por último, uma referência especial aos meus colaboradores porque os próximos 25 anos irão ser deles (as competências que estão a adquirir virão ao de cima e brilharão neste mundo da agricultura portuguesa).

Sinto-me satisfeito por ter abraçado o curso de Agronomia, realizado por estes 25 anos de realizações no mundo do trabalho e motivado para nos próximos tempos ser mais eficaz e assertivo como empresário e na resolução dos problemas dos agricultores.
 
 

Programa "Terra a Terra" da TSF - "Investimentos na Agricultura - fatores de sucesso"

No próximo sábado, dia 28 de setembro de 2013, a TSF irá estar nas instalações da Espaço Visual , Foz do Sousa, Gondomar, para transmitir, das 9h às 11h, em direto, o Programa "Terra a Terra", no âmbito da parceria de colaboração entre a Espaço Visual e a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Área Metropolitana do Porto.

O Programa versará os "investimentos na agricultura - fatores de sucesso" e serão intervenientes José Cunha da Silva, Presidente do Conselho de Administração da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Área Metropolitana do Porto, Fernanda Machado, CEO da Bioberço, Fernando Santos, Gerente da Casa de Malta e José Martino, CEO da Espaço Visual.  

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

CAMPO EXPERIMENTAL Pequenos Frutos



Estou muito satisfeito pela realização deste DIA DE CAMPO “campo experimental de pequenos frutos”, amanhã, 13 de setembro, no qual considero muito importantes para o produtor de pequenos frutos e a sua fileira. Os interessados mesmos potenciais produtores devem estar presentes na inauguração. 


Apoios:

Públicos - Camara municipal com a cedência dos terrenos, mão-de-obra e máquinas para a preparação do terreno, abertura de poço, valas, arranho dos acessos. 

Privados - mais de 15 empresas que patrocinaram todos os investimentos que estão realizados no campo, desde a preparação do terreno, desmatação, plantas, turfa, casca de pinheiro, telas, sistema de rega, túneis, rede anti granizo e anti pássaros, sistema de monitorização, alarme, certificação, vedação, preparação dos camalhões, etc. 


Objectivos:

Contribuir para o aumento do conhecimento técnico e cientifico na fileira dos pequenos frutos em Portugal, garantir o fácil acesso a informação técnica ao produtor e contribuir para a criação de valor na fileira. 

Serão realizados ensaios experimentais em fertilização, podas, controlo de variedades (estados fenológicos, produtividade, etc.), produção ao ar livre e sob coberto, em vaso e em solo.