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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Parcerias jovens agricultores

 
José Serra disse:
"Boa Tarde Procuro pessoa ou pessoas com vontade de trabalhar e empreendedoras que queira juntar-se comigo de forma realizar um cooperativa de produção de mirtilos ou de kiwis, com o objectivo de criar uma micro escala de produção. Sou licenciado em Engenharia Civil e possuo terrenos livres para este tipo de produção. Pretendo concorrer a uma candidatura do PRODER de incentivos a jovens agricultores. A pessoa ou as pessoas que pretendam agarrar esta oportunidade de querer junta-se neste projecto é o favor de comunicar através do email j.miguelserra@hotmail.com. Obrigado pela atenção. Com os meus cumprimentos,"
 
Comentários:
1 - Fiquei curioso com este tipo de anúncio porque me parece conter uma nova perspetiva de abordagem da  produção agrícola com base no "cooperativismo formal".
 
2 - Parece-me que deveria clarificar a definição de "...uma MICRO ESCALA DE PRODUÇAO" porque escala em kiwis são 8-10 hectares e em mirtilos são 4-5 hectares caminhando a médio prazo para 10-12 hectares por exploração.
 
3 - Será que o leitor José Serra procura um sócio ou sócios para dividir o risco de produzir nas terras que tem disponiveis?
 
4 - Pela minha parte estou disponível para avaliar eventuais sociedade com jovens agricultores a instalar ou já instalados, na agricultura e que necessitem de alguém para parceiro com konw how na atividade, capacidade organizativa e de gestão, com potencial para financiar com capitais próprios ou crédito bancário os investimentos e exploração  (quem estiver interessado pode apresentar candidatura para josemartino.ev@gmail.com)    

Visita a explorações de mirtilo

Mais uma oportunidade para saber mais!


Espaço Visual (www.espaco-visual.pt), participa amanhã, 1 de março, numa visita de estudo à cultura do miritilo, conforme programa que se anexa. Trata-se de um evento promovido e organizado pela AGIM - Sever do Vouga, e pela Espaço Visual. Os pequenos frutos, e o mirtilo em particular, têm um enorme potencial de rentabilidade e exportação. Venham ver explorações modelo e de referência!
inscrições e informações pelo e-mail eventos@agim.pt

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Porco Bísaro

Lourenço disse:

"Boas sr.martino,sou natural de mirandela e estou a pensar em fazer uma exploraçao de porco bisaro ao ar livre com cerca de 40 porcas reprodutoras,gosava de saber a sua opiniao sobre o bisaro,e se seria um negocio rentavel...obrigado"

Comentários:
1 - Na minha opinião o investimento na atividade que propõe é muito interessante e rentável para a região de Trás-os-Montes.

2 - Parece-me interessante e muito rentável a sua aposta nas 40 porcas bísaras reprodutoras que se propõe explorar ao ar livre ou ar livre com maternidade.

Apoio do ProDeR a Investimentos de Pequena Dimensão

Hugo Cachitas disse:
"Eu sou um jovem agricultor e precisava de abrir um furo para captação de águas com fim à rega de um terreno, terreno este que se encontra actualmente plantado com citrinos diversos. Gostaria de lhe perguntar se me sabe informar se existe algum subsídio para me ajudar com este investimento. Se existe para este caso em que o terreno já está cultivado, ou só para terrenos comprados e ainda por cultivar? Agradeço desde já".

Comentários:
1- ´Nas condições indicadas, para abrir um furo, desde que tenha a respetiva licença, recomendo que apresente candidatura às ajudas previstas na ação 1.1.2. do ProDeR, Investimentos de Pequena Dimensão, com investimento elegível entre os 5 000 euros e os 24 999 euros. Os apoios estão explicados neste blogue.

2 - Também pode candidatar o investimento no furo no projeto da sua instalação como jovem agricultor (ação 1.1.3. do ProDeR).

3 - Se a primeira candidatura que apresentar ao ProDeR for à ação 1.1.2 perde o direito de se instalar como jovem agricultor e portanto, não se poderá candidatar à  ação 1.1.3. O oposto é possível: instala-se através da  candidatura à ação 1.1.3 e posteriormente, pode apresentar candidatura à ação 1.1.2. para apoiar outros investimentos não previstos/apoiados no projeto inicial

Associação Portuguesa da Castanha celebra 1º aniversário


Caros Associados,
A RefCast - Associação Portuguesa da Castanha celebrou ontem o seu 1º aniversário. Como Presidente da Assembleia Geral, quero, em nome dos Corpos Sociais, dar os parabéns aos associados pela sua participação nesta associação. 
Também o Presidente da Direcção, José Laranjo, e o Presidente do Conselho Fiscal, Carlos Ramos, se associam a esta saudação a todos os associado. Foi a 26 de fevereiro de 2013 que nos constituímos formalmente como associação, dando mais um passo nesta já longa mas proveitosa caminhada.
Estamos convictos que se começam a ver os resultados deste trabalho desta fileira. Estes resultados devem-se, fundamentalmente, à articulação que conseguimos montar e preservar entre nós. 
Estamos hoje mais organizados, conhecemo-nos melhor, a informação flui com mais rapidez dentro da fileira, existe uma linha de ação mais coerente, temos constituída uma valiosa plataforma de informação que muito ajudará ao desenvolvimento tecnológico e ao reforço da fileira da castanha portuguesa. Obrigado a todos!


Com os melhores cumprimentos,
--
O Presidente AG
José Martino
O Presidente Direção
José Laranjo
O Presidente Conselho Fiscal
Carlos Ramos

Associação Portuguesa da Castanha
Chestnut Portuguese Association

Instalação de Jovens Agricultores: É melhor o proder ou PDR?.


Manuel Capela disse:
 
"Boa Noite Engenheiro,
Tenho estado atento ao seu blog, e reparo que tem alertado para a necessidade de os jovens agricultores que estão a pensar submeter projectos, que o façam rapidamente. A minha dúvida é: o novo PDR vai reduzir o nível de apoios aos jovens agricultores? Ou apenas vai reduzir de acordo com a vertente de produção (hortícolas, frutícolas, ervas aromáticas, etc).
Todos os dias consulto o site da PRODER mas não tenho encontrado novidades, as únicas informações que tenho são as que o Engenheiro disponibiliza no seu blog.
Atenciosamente, "

Comentários:
1 - Os apoios à instalação dos jovens agricultores por parte do ProDeR podem chegar a 100% ou 90%, conforme os investimentos sejam feitos em parcelas localizadas em zonas desfavorecidas ou favorecidas, respetivamente. Para tal é preciso investir 75 000 euros (40% de prémio + 60% ou 50% de apoio ao investimento).
Com o PDR tal nunca será possível porque o total de apoios é de 85% (apoio à 1.ª instalação+ apoio ao investimento). Ou seja para 75 000 euros de investimento receberá um apoio total de 63750 euros (45 000 euros ou 37 500 euros de apoio ao investimento, conforme as parcelas se localizem em zonas desfavorecidas ou favorecidas e a diferença para os 63 750 euros será o prémio de 1.ª instalação, 18 750 euros ou 26 250 euros, respetivamente).

2 - Para receber pelas ajudas do PDR os 30 000 euros de prémio de 1.ª instalação terão de se investir 120 000 euros ou 85 714,29 euros, conforme todas as parcelas de investimento se situem em zona desfavorecida ou favorecida, respetivamente. O jovem terá sempre que suportar 15% do investimento com capitais próprios ou crédito.

3- Conclusão: para pequenos investimentos na instalação dos jovens agricultores, o ProDeR é mais favorável que o PDR

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

UTAD, pequenos frutos e kiwis (2)

O kiwi é um bocado a minha vida. Trabalho nesta fileira há quase 30 anos. Ela é aliás paradigmática para se perceber melhor o que está a acontecer à fileira dos pequenos frutos. Na década de 80/90, assiste-se, em Portugal, à explosão da produção de kiwi. A rentabilidade (preço/kg) era potencialmente muito elevada.
Mas, em 92, dá-se uma grave crise de mercado, houve um desajustamento momentâneo entre a oferta e a procura e os preços caíram abruptamente para ajustar o mercado (este abaixamento de preços alargou o mercado).
O problema, porém, não estava aí, mas sim no facto de no "boom" da produção de kiwi, não haver nenhum plano estratégico, não se ter a noção por onde ir, não se conhecer o que se fazia lá fora, muitos produtores não tinham o necessário perfil empresarial. Este trabalho está a ser feito e liderado pela ação da AGIM. Está a ser elaborado um Plano Estratégico para a Fileira dos Pequenos Frutos e estão a ser implementadas ações que farão que esta Fileira altamente exportadora dentro de poucos anos ultrapasse do ponto de vista económico a do Olival. 
O exemplo do kiwi, que hoje é de novo uma cultura em alta, com grandes rentabilidades, pode e deve servir de exemplo aos potenciais produtores de pequenos frutos. Gosto de dar o exemplo do kiwi para arrefecer um pouco os ânimos de quem se quer dedicar aos pequenos frutos.
O abaixamento do preço não é nenhum drama. Pelo contrário, ele pode ser potenciador de grandes rentabilidades, porque estimula a procura e percentualmente o abaixamento de preços irá ser compensado pelo incremento percentual da produtividade. O que os produtores de pequenos frutos devem ter em conta é que o segredo está em ter o perfil certo de empresário agrícola, o que faz a operação certa na hora certa, o que tiver os cuidados necessários com a sua exploração, o que tiver sede de conhecer o que de melhor se faz cá dentro e lá fora, o que recorre a acompanhamento técnico, o que, apesar das dificuldades, não desistir e continuar a persistir - esse vai ter sucesso.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Cogumelos "Shitake"

Marta Vasconcelos disse:

"Boa tarde Sr. Engº, Desde já muitos parabéns pelo seu blog e muito obrigada por todos os esclarecimentos e conhecimentos transmitidos. Tenho um terreno em Vila Pouca de Aguiar com quase 5 hectares e gostava muito de o rentabilizar. Já pensei em várias culturas, sendo que me entusiasmou a cultura de cogumelos Shitake em tronco. Faço parte de um nova "associação" que pretende juntar as culturas dos vários produtores e assim ter maior expressão para os vender, facto esse que me motivou mais para esta cultura. Neste caso estava a pensar utilizar cerca de 1 hectare do terreno. Gostaria de saber a sua opinão quanto à rentabilidade desta cultura e se conhece quem os possa comprar? e tem alguma sugestão para o resto do terreno? Acha de devo esperar até sair o novo quadro comunitário para submeter o projecto a apreciação? Desde já muito obrigada"

Comentários:
1- Que elementos concretos e objetivos a levaram a entusiasmar-se pela cultura dos cogumelos "shitake"? Estive na Alemanha neste mês de Fevereiro e obtive a informação de que já existe excesso de produção deste cogumelo e que provavelmente o seu preço de venda irá descer para metade do valor atual dentro de pouco tempo.

2 - Quem se responsabilizar pela comercialização deve fazer o levantamento do potencial de mercado e dar-lhe a informação rigorosa sobre a sua valorização.

3 - A comercialização deve ser assegurada por pessoas e entidades com perfil e vocação comercial para fazerem um trabalho sério e rigoroso. Não conheço entidades vocacionadas para a valorização comercial do tipo de cogumelos que pretende produzir.

4 - Acho que deve investigar outros tipos de cogumelos que se podem produzir em Portugal e que têm mercado assegurado na europa.

5- Para o montante de investimento que pretende, creio que será inferior aos 150 000 euros, deve apresentar quanto antes o seu projeto porque captará maior apoio no ProDeR que no PDR 2014-2020  

UTAD, pequenos frutos e kiwis (1)



A UTAD, Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro, prestigiada instituição de ensino superior, sediada em Vila Real, foi hoje palco de uma conferência dedicada a dois temas que me são muito caros: a cultura do kiwi e a produção de pequenos frutos.
O auditório de Ciências Agrárias recebeu algumas dezenas de licenciados à procura do mestrado e olhando para aquele anfiteatro enorme e para o tema proposto, a cultura do kiwi, senti-me dentro de uma máquina do tempo, prestes a regressar ao passado.
Mas, fiquem tranquilos. A agricultura é cada vez menos passado e cada vez mais futuro. Por isso, não me surpreendi com a jovem e numerosa assistência que tinha à minha frente. Tenho-me deparado, um pouco por todo o país, onde tenho feito intervenções públicas, com este tipo de plateias. Por isso, começo sempre por solicitar: "Quem acredita no futuro da agricultura portuguesa, que ponha o braço no ar!".
Talvez por inibição, são poucos aqueles que colocam o braço no ar. Mas aproveito para alertar para o facto de, se a agricultura está na moda, devemos ter bem presente que não se trata de uma actividade fácil. É bom ter consciência disso, antes que a ilusão se transforme em desilusão.
Durante os próximos dias, vou colocar aqui alguns pequenos textos sobre o que se passou hoje na UTAD, onde estive pouco mais de 2 horas a falar sobre temas como o kiwi, os pequenos frutos, a agricultura portuguesa em comparação com outras realidades agrícolas internacionais.

Coelhos

Anónimo disse:
"Bom dia sr eng José Martinho, eu tb tenho o curso de jovem agricultor e estava a pensar en um negócio de produção de coelhos, será que me podia informar melhor sobre este tema. Obrigado pela sua atenção".

Comentários:
1- Se ler com atenção este blogue concluirá que não gosto de responder a questões colocadas por anónimos, nem por pessoas mal identificadas (gostaria que pelo menos se identificassem com um endereço de e-mail).

2- A criação de coelhos para a produção de carne é um negócio muito exigente que implica grande rigor no acompanhamento dos animais e na garantia da profilaxia das doenças.

3 - Defendo que se deve dedicar a esta atividade quem tiver conhecimento dos pormenores de produção através de estágio noutra  exploração do mesmo ramo e tenha assegurado o escoamento e valorização das produções.

4- Tente informar-se junto das empresas que vendem as rações/concentrados para alimentar os coelhos sobre as melhores explorações para estagiar e como deve fazer a comercialização.

Conselhos sobre a produção de pequenos frutos na Guarda

^Filipe Coelho disse:

"Bom dia sr eng desde já quero agradecer o bom serviço publico que faz neste seu blog e o tempo disponibilizado para nos ajudar a compreender melhor alguns assuntos de enorme interesse para quem esta a pensar investir neste ramo. ja tenho alguns hect de vinha e olival. Neste momento estou com uma vontade enorme de me iniciar na produção dos pequenos frutos estou a pensar em 2 hect já tenho alguns contactos para a comercialização.a zona onde pretendo fazer a plantação neste caso tinha pensado na framboesa e groselha é no distrito da guarda.a ideia que tenho era cultura em estufa 3000metros e o resto ao ar livre. queria saber qual é a mais valia da estufa se serve essencialmente para antecipar a produção?e se tem conhecimento de algum técnico com formação neste tipo de cultura neste distrito e empresas que façam a comercialização destes produtos. obrigado.

Comentários:
1- Deve investir nos pequenos frutos após acautelar previamente a comercialização das futuras  produções.

2 - A cobertura das plantas com plástico serve para as proteger durante a estação vegetativa, tendo pouco efeito na antecipação da produção exceto quando se trata de estufas aquecidas.

3 - Recomendo que contate a AAPIM no sentido de lhe darem assistência técnica.

4 - Na comercialização pode associar-se à Bfruit. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

UTAD debate pequenos frutos

Amanhã, terça-feira, 25 de fevereiro, vou ser um dos oradores da conferência sobre "A cultura do kiwi e a produção dos pequenos frutos", que terá lugar pelas 14.30 horas, no auditório das Ciências Agrárias da Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Cogumelos

Anónimo disse...

Bom dia Chamo me Pedro e sou de braga. Gostaria de saber se o Sr eng. conhece alguém que compre/Exporte cogumelos em grandes quantidades? se poder me fornecer o contacto da associação ou pessoa ficaria muito agradecido. Obrigado Cumprimentos em Resposta a comentários e dúvidas

Comentário:

Caro Pedro, terei muito gosto em responder à sua questão se enviar o seu e-mail ou contacto telefónico.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Resposta a comentários e dúvidas

João Inácio
Pergunta: Gostaria de saber como posso colocar duvidas no blog. E já agora, a duvida consiste em como implementar um negocio de cogumelos shitake. Onde? E se dá rendimento sustentavel. em Investimentos de Pequena Dimensão

Resposta: As dúvidas são colocadas na caixa de comentários, como agora o fez. Deve cultivar cogumelos "não shitake", porque a oferta que neste momento existe por parte dos produtores portugueses e espanhóis fará com que o preço caia para metade. Os cogumelos são uma actividade muito interessante para pequenos investimentos, desde que tenha uma organização comercial que lhe valorize as produções.

Daniel Oliveira
Pergunta: Esses cursos de Jovem Agricultor onde são tirados? em Devo apresentar candidatura ao ProDeR ou esperar pelo PDR 2014-2020?

Resposta: Os cursos de formação profissional para que os jovens agricultores possam cumprir as suas obrigações perante o Proder só podem ser frequentados após terem submetido o seu projecto. Deve apresentar candidatura ao Proder de imediato se o seu investimento não ultrapassa os 150 mil €. Para investimentos elevados, acima dos 500 mil € deve esperar e candidatar-se ao PDR.

Anónimo
Pergunta: Muito boa tarde, Antes de mais, parabéns pelo Blog. Gostava de lhe colocar duas questões. A primeira se considera que os pequenos frutos são uma boa aposta na região Tâmega e Sousa; a segunda se o Eng.º consegue dizer quais as actividades emergentes e em declínio nessa região (em termos de produção e de transformação). Muito obrigada em Organização de Produtores "Bfruit" apresenta-se na Guarda e Viseu

Resposta: Obrigado pelas suas palavras, mas permita-me que lhe diga que não gosto de responder a comentários anónimos, nem por pessoas que não estão devidamente identificadas, pois acho que cada um deve responsabilizar-se por aqui que escreve. Em breve, pretendo clarificar estas questões num estatuto editorial que vou publicar neste blog.
Considero que para determinados solos (bem drenados) e boas localizações climáticas (zonas não sujeitas a geadas tardias na Primavera, etc.), os pequenos frutos são uma excelente oportunidade de negócio e de investimento. Porque há comercialização organizada, assistência técnica, conhecimento, apoios públicos ao investimento e, sobretudo, porque há procura no mercado internacional para este tipo de produto.
Eu gosto da cultura do mirtilo  porque tem uma margem bruta interessante, quer agora, quer no futuro. Produzir mirtilos para quem seja organizado e rigoroso é relativamente fácil e simples.

Henrique Gonçalves
Pergunta: Boa noite eu tenho 1 hectar de terreno e queria fazer uma plantaçao de mirtilos mas ainda nao sei quem compra esses frutos em Mirtilos: a árvore das patacas

Resposta: Contactar a Bfruit para saber as condições que exigem para ser sócio e lhe comercializarem os mirtilos.

Pedro Marques
Pergunta: Boa noite Eng Jose Martino, Tenho 1,5 ha na zona do cartaxo, seria viável plantar mirtilo nesta zona do país?? Cumprimentos em Mirtilos (9)

Resposta: Para produzir mirtilos são necessárias condições adequadas de solo e clima (ver informação neste blog). É preciso, ainda, um técnico especializado para fazer essa avaliação (pode contactar a "Espaço Visual").

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Visita de estudo ao Mirtilo

Espaço Visual, e a AGIM - Sever do Vouga, estão a promover uma visita de estudo sobre o Mirtilo, que irá decorrer no próximo dia 1 de março. Esta iniciativa inclui a visita a 4 explorações de mirtilo, como documenta programa em anexo, e as inscrições terão de ser efectuadas até ao dia 27 de feveiro, através de ficha de inscrição, que se anexa, ou pelo telm: 918054792 e/ou os emails: sandra.santos@agim.pt / imprensa@agim.pt.
Os pequenos frutos (mirtilos, amoras, groselhas, framboesas, etc.), têm um enorme potencial de exportação, estando hoje a atrair muitos jovens agricultores que se estão a instalar na agricultura.
Esta é, ainda, uma boa oportunidade para se verificar no terreno as várias técnicas de cultivo e gestão de explorações de mirtilo com enorme sucesso.




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Castanheiros

Bom dia Engº Martino,

Descobri recentemente o seu blogue e devo dizer que é dos endereços mais informativos que conheço. Parabéns e obrigado.

Sabemos que provavelmente mais tarde teremos que pedir ajuda especializada para concretizar o nosso projecto mas pensei pedir-lhe umas opiniões ainda numa fase de desenho bastante precoce, para encontrarmos o Norte, no projecto que eu e o meu irmão gostariamos de lançar. 
Essencialmente tinhamos a ideia de adquirir terreno, pensava uns 5-6h, para plantar castanheiros, essencialmente híbridos precoces, mas com alguns tipos mais tardios que permitissem manter uma vertente de venda directa em fresco na zona norte litoral. Pensavamos intercalar estes com algumas árvores de outras espécies (fruteiras, nogueiras, e talvez outras) como medida preventiva contra incêndios e para garantir um certo nível de biodiversidade natural favorável a uma exploração em modo biológico.

Creio que conseguiriamos €50-60mil de capital próprio, ao qual se juntariam eventuais subsídios (temos ambos menos de 40 por exemplo), e algum crédito bancário se for necessário e estiver disponível.

Reparei que em posts passados referia 10h como referência para o castanheiro ser rentável.
Mas como pensávamos combinar esta cultura com outras, talvez o terreno mais pequeno fosse suficiente. Estamos enganados?

Aqui se chega logo também à segunda pergunta. Que cultivar para além dos castanheiros? Eu tenho pensado em começar por comprar castanheiros micorrizados e além disso produzir diferentes tipos de outros cogumelos no espaço livre entre as àrvores. Usaria para isso metade do terreno e ocuparia a outra metade com aromáticas e medicinais (temos algum conhecimento destas do pequeno terreno que temos, se bem que não da sua produção em escala comercial). 
O meu irmão tenderia mais para hortícolas e alguns espaço com pequenas arvores de fruto e frutos do bosque que eventualmente poderiam ser retirados ou transplantados alhures quando os castanheiros atingissem a sua maturidade. Teria uma opinião do que seria mais viável em termos de fluxo de caixa e rentabilidade global?

Outra questão teria a ver com a localização. Nós somos de Braga, mas receamos, sem saber com certeza, que os preços de terreno sejam demasiado elevados naquela zona. Valeria a pena procurar mais para o interior (zona das Terras de Basto ou direcção Póvoa de Lanhoso/Chaves) ou para Norte (Paredes de Coura por exemplo)? Ou os terrenos agrícolas não variarão tanto de preço que justifique as deslocações adicionais e o tempo perdido entre casa e a exploração?

E uma última questão, se me permite. Como ambos trabalhamos neste momento, e não esperamos um rendimento suficiente da exploração durante alguns anos, queríamos perguntar se na sua experiência seria demasiado optimista pensar que se conseguiria implantar um projecto agrícola sem ter que abandonar os actuais empregos desde o início? Ou será inviável?

Com os meus cumprimentos e desejos de sucesso continuado,
Sérgio Nogueira


Recomendo que façam uma exploração que tenha pelo menos 10 hectares de castanheiros em cultura estreme, sem colocar outras culturas nas entrelinhas, sob pena de não tratarem bem nem os castanheiros, nem as atividades alternativas. Creio que deverão ter na Vossa exploração pelo menos mais uma ou duas atividades, com o objetivo de diversificar o risco. Estas devem ser escolhidas em função do Vosso perfil e das ligações comerciais que consigam obter previamente ao investimento.
Escolham bem os terrenos: bem drenados, com frio de Inverno (voltados a norte) e sem excesso de calor no Verão (a melhor forma de o aferir é pedir uma opinião técnica a um especialista – a Espaço Visual presta esse serviço).
Recomendo que o façam com sistema de rega de microaspersão e compasso de 5 x 5 m.
Na minha perspetiva deveriam optar por terrenos em Chaves/vila Pouca de Aguiar relativamente ao Minho porque há regiões em Trás-os-Montes que têm melhores condições para a cultura do castanheiro que qualquer região do litoral. 
Podem e devem desenvolver a Vossa exploração agrícola sem deixar os Vossos empregos dado que o castanheiro e a fruticultura são atividades compativeis com trabalho ao fim de semana.
 


domingo, 2 de fevereiro de 2014

O negócio dos caracóis


Foi num ambiente de boa e saudável confraternização que terminou no sábado, o 1º estágio formativo em helicultura (criação de caracóis), promovido pela Espaço Visual (www.espaco-visual.pt), na Apúlia. A produção de caracóis é uma actividade em grande expansão no Norte do País e um negócio que pode ser muito rentável e com grande margem de consumo. Aconselho todos os interessados ou meros curiosos a experimentarem. A Espaço Visual pretende ajudar a dar um forte impulso a este negócio.