O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Prémio de Instalação de Jovens Agricultores

Vitor Monteiro disse:
"Eng Martino; Tenho algumas duvidas: No PRODER, o prémio de primeira Instalação pode ser 30000 € para um Jovem Agricultor sozinho, ou de 40000 € para uma sociedade de Jovens Agricultores. E no PDR 2020 ... Satisfazendo todos os outros requisitos ... Um Jovem Agricultor sozinho pode atingir o tal prémio de Instalação máximo de 70000 €? Ou isso só é possível através de uma sociedade de Jovens Agricultores??? Cumprimentos"

Comentários:
1 - Caro eng. Vítor Monteiro: Agradeço o pedido de esclarecimento que teve a amabilidade de me colocar.

2 - Para responder de forma cabal às questões colocadas tem de se esperar pela publicação da legislação das ajudas do PDR 2020, bem como pelos guias de preenchimento dos formulários e demais esclarecimentos.

3 - Há um ponto chave a reter: para receber os 70 000 euros de prémio + ajudas ao investimento, esta soma não pode passar os 85% do valor do investimento elegível, ou seja se tiver 60% de apoio ao investimento tem que investir 280 000 euros para obter todo o prémio (70 000 euros).

Estágio Formativo em Kiwi


Designação:

Estágio Formativo em Kiwi

 

Enquadramento

A kiwicultura tem tido grande crescimento em Portugal e ainda apresenta um potencial muito interessante constituindo uma oportunidade de negócio de elevado valor. Trata-se de uma cultura que encontra em Portugal condições de carácter excecional e um de um fruto que tem grandes adeptos por toda a Europa em virtude do seu inigualável sabor.

O Estágio Formativo em Kiwicultura tem como objetivo colocar investidores ou potenciais investidores, empresários ou responsáveis de produção em contacto com todo o ciclo produtivo, numa lógica de aprendizagem participativa, agregando também saberes ao nível da gestão dos tempos e processos associados desde a instalação ao escoamento do produto, sempre sob o ponto de vista de quem possui toda a experiência.

Durante este estágio contaremos com a presença do Eng.º José Martino, como empresário, consultor e especialista na produção de Kiwi, acompanhando boa tarde do processo e da formação.

 

Objetivos

Contactar com as atividades de gestão e operacionais de uma exploração de kiwis.

Reconhecer os princípios da gestão e organização de uma exploração de kiwis.

Identificar os requisitos para a instalação, manutenção e controlo de uma exploração de kiwis.

Realizar a colheita do fruto, prevendo toda a logística e aplicando boas práticas de colheita.

Efetuar diferentes podas em diferentes períodos do ano.

Efetuar diversas operações de manutenção, controlo da cultura que garantem o sucesso.

 

 

Conteúdos

Estrutura Básica de uma exploração de kiwis (plantação, sist. Rega, infraestruturas de apoio, estrutura de mecanização, controlo PSA)

Colheita – metodologias e cuidados a ter com a colheita, logística e organização do cais de carga e equipamentos, e dimensionamento de estruturas de apoio e equipamentos.

Poda de inverno

Poda de formação

Constituintes da planta

Compassos de plantação

Determinação do potencial produtivo

Plantação

Destroçar lenha de poda/manutenção da entrelinha

Manutenção da linha

Análises do solo e programação da fertilização

Poda em verde

Monda química de frutos

Manutenção de sistema de rega

Monda de botões florais

Determinação do índice de abrolhamento

Poda de machos

Adubações Foliares

Aplicação de herbicidas

Monda de frutos (correção do número de frutos da planta)

Colheita de folhas para análise

 

 

Destinatários

Empresários, gestores ou potenciais investidores e interessados na área da produção de kiwi hayward e kiwi arguta..

 

Local e Datas

Início – 25 de Outubro de 2014

Fim – 27 de Junho de 2015

Sessões realizadas maioritariamente ao sábado de manhã (9:30-13:00), acompanhando todo o ciclo produtivo.

 

Duração

30 horas

 

Informações

Inscrições limitadas a 8 participantes.

Todos os interessados deverão entrar em contato através de

dep.comercial@espaco-visual.pt  ou +351 22 450 90 47

 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Estágio Formativo em Gestão da Atividade Apícola


Designação:

Estágio Formativo em Gestão da Atividade Apícola

 

Enquadramento

A apicultura é uma oportunidade de negócio muito atraente. No entanto, como qualquer negócio, se não for devidamente gerido e acompanhado pode levar a perdas elevadas, neste caso porque as abelhas são muito sensíveis a pragas e doenças. O Estágio Formativo em Apicultura é uma oportunidade de estar no terreno, contactando com a prática e com a experiência de alguém com sucesso e reconhecido saber. Além de poder visualizar o participante tem a oportunidade de praticar, registar e esclarecer qualquer dúvida relacionada com o negócio.

 

Objetivos

Contactar com as atividades de gestão e operacionais de uma exploração apícola.

Reconhecer os princípios da gestão e organização de uma exploração apícola.

Identificar os requisitos para a instalação e/ou manutenção de um apiário.

Efetuar operações de manutenção num apiário.

Realizar a extração do mel.

Observar a aplicação de boas práticas de higiene na extração e conservação do mel.

 

Conteúdos

A exploração apícola – conceitos básicos;

Equipamento para manuseamento das abelhas;

Gestão e organização da exploração;

Controlo de pragas e doenças;

Preparação da campanha de Outono/Inverno.

Verificação, correção e finalização dos desdobramentos;

Cresta do mel.

Manutenção de Inverno.

Preparação para o aumento do efetivo;

Desdobramento de colmeias e substituição de rainhas.

Manutenção de apiários;

Extração do mel.

Instalação de novos apiários: legislação, planeamento e intervenções.

Preparação de colmeias para a transumância;

Acompanhamento dos apiários.

 

 

Destinatários

Empresários, gestores ou potenciais investidores e interessados na área da produção apícola.

 

Local e Datas

Foz do Sousa, Gondomar

Início – 25 de Outubro de 2014

Fim – 9 de Maio de 2015

Sessões realizadas ao sábado de manhã (9:30-13:00), 1 vez por mês acompanhando todo o ciclo produtivo.

 

Duração

28 horas

 

Informações

Inscrições limitadas a 8 participantes.

Todos os interessados deverão entrar em contato através de

dep.comercial@espaco-visual.pt  ou +351 22 450 90 47

 

Não identificados

P. f. não coloquem comentários neste blogue caso não se queiram identificar com e-mail e n.º telemóvel porque estão a criar problemas na sua gestão e impedir que outros que querem ajuda possam obtê-la. Muito obrigado!

Cardo

José Alves disse:
"Eng. Martino, Há algum tempo que acompanho o seu blog, que muito aprecio e felicito! Chamo-me José Alves e tenho um terreno disponivel na zona de Carregal do Sal, Viseu, com cerca de 5 hectares. Os meus pais eram agricultores e por isso tenho alguns conhecimentos na área, estando interessado em lançar um projecto ao PDR-2020 na área da agricultura. Neste caso seria um produto "pouco habitual" mas que penso que em virtude da proliferação da venda de queijo certificado, tem mercado, estou a falar da flor do cardo, utilizada na produção do queijo. Acha viavel a aprovação de um projecto deste tipo? da sua experiência de mercado e contactos, acha viável uma exploração deste género? Grato pela atenção!"

Comentários:
1 - Muito obrigado por se ter identificado.

2 -  Cultura do Cardo:
Quem a comercializa as produções?
Que quantidades procuram? Justificam uma exploração com 5 ha?
Que valor unitário?

3 - Avance com o projeto se as respostas às questões formuladas em 2. lhe  agradarem. O ProDeR/PDR apoia os projetos que tenham coerência técnica económica, mais valia de mercado e proponentes competentes que dominam as atividades.

4 - A Espaço Visual é uma mais valia neste tipo de projetos (contate a Eng. Sónia Moreira 917 075 852).

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Que culturas fazer no Algarve?


Bruno Moita disse:
"Caro Eng.º Martino,
Resido no Algarve e atualmente encontro-me a ponderar iniciar-me na agricultura, como pequeno produtor. Pretendo exercer esta atividade em regime de part-time e  tenho menos de 40 anos pelo que penso reunir condições para uma eventual candidatura a subvenção comunitária, quando estas abrirem.

Tenho feito alguma pesquisa inicial, falado com alguns produtores da região no sentido de avaliar a cultura a explorar, sendo que aquelas que até agora me pareceram mais atractivas, embora bastante distintas, foram os frutos vermelhos (morango ou framboesa) e o abacate, principalmente pelas oportunidades de escoamento existentes.
Existem outro tipo de culturas que sugira tendo em conta os meus objetivos e a região onde resido? Qual a dimensão mínima de cada cultura que assegure a viabilidade do negócio?

Não tenho qualquer formação na área agrícola pelo que "ando atrás" de workshops e formação específica que me permita adquirir os conhecimentos básicos para avançar no negócio.
Sabe onde posso encontrar este tipo de formação no Algarve?
Antecipadamente grato.
Melhores cumprimentos"

Comentários:
1 - Deve iniciar nesta altura a preparação do seu projeto porque é um processo que demora alguns meses e recomendo que o tenha pronto para submeter nos primeiros dias após a abertura das candidaturas.

2 - Creio que a framboesa e o mirtilo serão excelentes opções para explorações com superfície de 1 hectare. O abacate é uma opção interessante, neste momento não possuo informações sobre qual será a superfície de exploração mais interessante. Na minha opinião há muitas culturas, atividades agrícolas muito rentáveis quando cultivadas no Algarve. A opção a tomar depende da valorização comercial das produções, do canal de colocação no mercado, o qual indica o que mais lhe interessa, depois passa as várias soluções pelo crivo da sua vocação pessoal e por último, verifica se as condições de solo e clima dos seus terrenos são os indicados para a cultura.

3 - Recomendo que visite o maior número possível de organizações de produtores de comercialização e peça que lhe indiquem produtores que possa visitar. E nestes tente conseguir estágios empregando neles  os seus tempos livres. A vontade e querer do potencial empresário são determinantes para o sucesso do negócio agrícola. Mesmo em atividades de baixa rentabilidade intrínseca conheço empresários que ganham dinheiro porque são muito rigorosos na prevenção de problemas e quando aparecem na sua rápida resolução.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Prémio à Primeira Instalação de Jovem Empresário Agrícola


Paulo Silva disse:

"Boa tarde, Eng José Martino. Costumo seguir o seu blog, e estou interessado em realizar um projecto de jovem agricultor em Pam.

Comecei a analisar a versão submetida à CE do PDR 20 de 5 de Maio 2014 e na medida 3.1 diz,Enquadramento Regulamentar 

Artigos do Regulamento (UE) 1305/2013, do Conselho e do Parlamento: 

 Art. 19.º (6), anexo II: o montante de apoio a definir pelo Estado-Membro, tendo em conta a situação económica e social da área de programação, não pode ultrapassar montante máximo de 70.000€ por agricultor em primeira instalação;

 Pergunto então, isto significa que o estado não pode, da sua participação, ultrapassar esse valor ou já engloba o valor total do subsidio? E este valor já engloba o valor do prémio de instalação?

Grato pela atenção.

Cumprimentos,"


Comentários:
1 - No PDR 2014-2020 o prémio máximo para a primeira instalação na agricultura de jovens empresários poderá ser no máximo de 70 000 euros, caso a futura legislação das ajudas o venha a fixar.

2 - Haverá um prémio base de 30 000 euros, ao qual serão acrescentados 10 000 euros se o proponente fizer parte de uma Organização de Produtores. Poderão ser acrescentados mais 10 000 euros se for candidata uma sociedade com dois jovens que estejam em condições de se instalarem (mais de 18 anos e menos de 41 anos; 9.º ano de escolaridade; se instalem pela primeira vez na agricultura).

3 - A diferença entre o prémio base e o seu valor máximo pode ser utilizada para a compra de terra e/ou animais reprodutores desde que os apoios totais não ultrapasse o valor de 85% do valor total de investimento elegível.

4 - O prémio será pago 80% do seu valor após a contratualização das ajudas e mediante pedido de pagamento (pagamento este que pode ser efetuado antes da realização do investimento) e os restantes 20%, pagos passados alguns anos quando for comprovado que os objetivos do projeto foram comprovados.  
 

ProDeR e VITIS - O que fazer?

Carlos Santos disse:

Boa tarde Sr. engenheiro José Martino, desde já lhe dou os parabéns pelo serviço prestado aos jovens que pretendem instalar-se como jovens agricultores.
... e venho por este meio expor a seguinte situação:
No mês de abril do presente ano submeti uma candidatura a jovem agricultor, onde informei que pretendia explorar 4 hectares de vinha no douro e 1 de olival.
Ate ao momento dada me foi informado, mas encontro-me numa situação complicada, uma vez que no mês de março candidatei-me ao programa vitis no intuito converter já este ano 1,3 h.
A minha questão é a seguinte:
O resultado do vitis deve estar a vir o se o proder demorar muito tempo posso ficar sem as ajudas do proder uma vez que já terei recebido uma ajuda certo?
Acha que devo desistir do vitis e esperar pelo proder e posteriormente quando vier o proder assinado candidatar-me ao vitis novamente, ou avançar com o vitis ?
obrigado deste já."


Comentários:
1 - Certamente que não elaborou o seu projeto para  o ProDeR e partindo deste pressuposto seria expectável que o projetista esclarecesse a sua dúvida.

2 - Tanto quanto é previsível, o seu projeto não deverá ser aprovado antes do fim do ano de 2014. Neste sentido, recomendo que faça uma carta registada com aviso de receção à Direção Regional de Agricultura e Pescas da Região onde tem a sua exploração a solicitar o que deve fazer, cuja cópia deve ser remetida pela mesma via à Autoridade de Gestão do ProDeR. Passados cinco dias telefone a pressionar para obter uma resposta.

3 - Caso não obtenha resposta em tempo útil desista do projeto VITIS. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Primeira Instalação como Jovem Agricultor

João Pereira, disse:

Boa tarde Exmo Sr. Engº, 


...O facto de já ter um curso superior não me beneficia quanto ao facto de ter de me especializar no ramo agrícola?

Tirando o horário de trabalho das 8h30 as 17h30 tenho toda a disponibilidade e vontade para me candidatar aos 
apoios a "Instalação de Jovem Agricultor".

Os terrenos para cultivo em causa são em Parada de Gatim, Concelho de Vila Verde, Distrito de Braga. Segundo o que li sobre áreas desfavorecidas tenho a crer que esta área será uma delas uma vez que se localiza até bem interiormente. O terreno (bouça) terá à volta 2,5 hectares e possui um rio que percorre praticamente toda a fronteira do terreno o que penso que será optimo para a qualidade/frutificação dos produtos/frutos.

Gostaria de proceder a plantação de castanheiros para a produção da castanha ou então proceder a platação de mirtilos ou framboesas. (Projecto)

 Verifiquei que é uma zona desfavorecida de montanha "31300 Vila Verde 31331 Parada de Gatim ZDesfavorecida de Montanha". Não sei se isto é benéfico ou não para o efeito pois não entendo se o facto de ser de montanha me irá restringir a algo.

O facto de ser de montanha irá me restringir ? Do género, se quisesse apostar numa plantação por sistema de estufas iria conseguir um projecto visto ser uma bouça e montanhosa?

Com os meus melhores cumprimentos e um muito obrigado pela disponibilidade"
 
Comentários:
1 - Nas condições de acesso às ajudas de primeira instalação dos jovens agricultores é necessário possuir o 9.º ano de escolaridade e não possuindo formação e experiência na agricultura/atividade terá de frequentar todos os módulos do curso de formação profissional especifica para o efeito.
 
2 - Pode  ser empresário agrícola, usufruir das ajudas para se instalar como jovem agricultor  e exercer outra profissão.
 
3 - Para a superfície de exploração agrícola indicada (2,5 ha) recomendo que se dedique aos pequenos frutos porque não tem dimensão para rentabilizar um projeto de castanhas.
 
4 - Mirtilos ou framboesas? Fale com a Espaço Visual para saber pormenores destas atividades  e comercialização (Eng. Sónia Moreira 917 075 852). Visite outras explorações e avalie qual a atividade que tem vocação e gosta. Depois tome a decisão e avance. 

5 - Só terá limitações nos investimentos a realizar se o prédio tiver condicionantes pela Reserva Ecológica Nacional (REN) ou outras. A Espaço Visual ajuda-o a conhecer este pormenor.

Estou tentado a experimentar!


Filipe Mendes disse:
 
"Antes de mais boa tarde, ... tenho formação agricola tirada na escola agricola dom dinis da paiã.De momento trabalho na banca tendo terreno e gosto pela agricultura apos ver o blog do Eng jose ,fiquei com uma duvida , O kiwi arguta desenvolve se na regiao do ribatejo sempre tive a ideia que necessitava de frio essa cultura ( posso estar errado que é o mais provavel) mesmo sendo de outra zona pareceu me muito bem empresa espaço visual podendo e parecendo me ser um bom parceiro de futuro. Mas antes de tudo a minha duvida e mesmo esta sera que produz na zona de coruche, ha algumas explorações de mirtilos por esta zona . Se as condiçoes exigidas entre culturas forem as mesma tou muito tentado a experimentar.
obrigado pelo tempo disponibilizado"
 
Comentários:
1 - A Espaço Visual promoveu a implantação  de duas variedades de kiwis arguta propriedade da empresa francesa Sofruileg nas regiões Norte e Centro. Assim sendo, a região de Coruche não faz parte dos nossos objetivos.
 
2 -  A necessidade de frio invernal dos kiwis arguta varia de acordo com a variedade em causa.
 
3 - Recomendo que recolha informação sobre as entidades que lhe possam comercializar/valorizar as produções que venha a ter no futuro, bem como as respetivas condições de formação do preço e prazos de pagamento.
 
4 - Após ter soluções de acesso ao mercado avalie a sua vocação para desenvolver essas atividades e contrate consultoria para o ajudarem a montar a operação e elaborar o projeto.   

domingo, 21 de setembro de 2014

Workshop “Plantas Aromáticas e Medicinais”

Espaço Visual (EV) em parceria com o Cantinho da Aromáticas organiza o workshopsobre “Plantas Aromáticas e Medicinais”, o qual decorrerá no auditório da EV, no próximo dia 27 de Setembro, sábado.

 
Pretende-se com esta iniciativa, a divulgação de informação e aquisição de conhecimentos como ferramentas essenciais para um bom desempenho empresarial, quer os que nela querem entrar, bem como os que a ela chegaram recentemente, para atingirem o sucesso nos mercados.
 
Inscrições gratuitas e obrigatórias, as quais encerrarão logo que estejam preenchidos os lugares disponíveis ou no dia 25 setembro de 2014.
 
Consulta do programa e inscrições em

Workshop Helicicultura

A Espaço Visual (EV) organiza o workshop sobre “Helicicultura”, o qual decorrerá nas auditório da EV, no próximo dia 27 de Setembro (sábado), pelas 14h30.
 
O objetivo da EV é criar um espaço onde os potenciais empresários agrícolas tenham acesso à informação, na qual, as dúvidas serão esclarecidas por quem detém o saber prático, sendo ao mesmo tempo fonte de informação para quem quer vir a abraçar esta atividade.
 
O desafio está lançado!
 
Inscrições obrigatórias e gratuitas, as quais encerrarão até que se esgotem os lugares disponíveis ou no dia 25 setembro de 2014

Programa e inscrições em
(http://www.espaco-visual.pt/novidades/232/convite-workshop-helicicultura/)

Leitores identificados

Entre outros, José Alves, Nuno Gonçalves, Hugo Monteiro, ...., pediram esclarecimentos ao autor deste blogue mas não se identificaram com e-mail e número de telemóvel conforme as condições do estatuto editorial que estão descritas no topo do écran.

Terei todo o gosto em comentar os temas que me colocam. P .F identifiquem-se!

Castanheiros e outras considerações

Rita Castro disse:

"Bom dia! Agradeço desde já a sua disponibilidade! Para quem está a começar, toda a informação é mais que bem-vinda. O meu pedido de informação prende-se com projectos para castanheiros. Eu e o meu marido (27 e 30 anos, respectivamente), estamos a planear fazer um projecto agricola na área das castanhas na zona de Macedo de Cavaleiros da qual ele é natural. A minha dúvida prende-se com vários aspectos, nomeadamente: 1- as candidaturas aos projectos estao abertas de momento? 2- considera um investimento viável e interessante? 3- o terreno deverá ter que tamanho mínimo na sua perspectiva? Quais os primeiros passos que considera que devemos dar e que que outras opiniões considera pertinentes dar-nos? Há outros investimentos / projectos que considere interessantes nessa zona do país? Agradeço imenso toda a informaçao que possa dar-nos.

Comentários:
1 - Verifique se a zona/propriedade onde pretende implantar os castanheiros tem aptidão para a cultura. Os castanheiros são muito sensíveis às altas temperaturas do verão e por isso, na região de Trás os Montes a cultura está implantada na Terra Fria, nos últimos anos tem subido a cota onde se instalam os castanheiros.

2 - As candidaturas aos apoios de primeira instalação dos jovens agricultores quer para o ProDeR (fase de transição) quer para o PDR 2014-2020, estão fechadas. No entanto, recomendo que os projetos sejam elaborados, o processo demora sempre alguns meses,  para o ProDeR e mal abram sejam submetidos para rapidamente serem aprovados (se abrirem no PDR 2014-2020, de seguida fazem-se as alterações e em poucos dias serão apresentados).

3 - Considero o investimento na castanha tão interessante que eu próprio estou à procura de terreno para fazer um investimento nesta atividade. Há uma excelente oportunidade no mercado internacional para as castanhas das variedades autóctones nacionais.

4 -  O tamanho mínimo da exploração com souto deverá ser de 10 hectares.

5 - Primeiros passos: Ter terrenos disponíveis para a exploração agrícola. Contratar empresa de consultoria para o projeto de investimento.Avaliar a aptidão dos terrenos para o castanheiro. Elaborar o projeto. Visitar explorações e conhecer empresários produtores de castanha. Estagiar noutras explorações. Fazer o investimento.

6 - Outros investimentos que considero interessantes: mirtilos de variedades tardias (fale com a Bfruit); figos; nozes; romãs; apicultura   

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Espaço Visual no JN


A empresa de consultoria agrícola e agro-industrial, Espaço Visual, é notícia na edição de hoje do "Jornal de Notícias"!




Castanheiros micorrizados

Boletos Deorum disse:
 
"Bom dia, gostaríamos de complementar com algumas informações técnicas: Os marcos de plantação de castanheiros micoorizados devem ser de 8x8, em altitudes desde os 500 até aos 1100 m e em vertentes sempre voltadas a poente, solos bem drenados e com uma gestão silvicultura correcta, quer para a produção dos cogumelos, quer para a manutenção do souto. Devem também ter em atenção na implementação de plantas híbridas e clones destinados ao mercado que pretendem atingir: Fresco, industria ou transformação".
 
Comentários:
1 - Acho muito interessante a informação que tiveram a amabilidade de enviar para este blogue.
 
2 - Gostaria que a complementassem com mais indicações:
Exclusivamente encostas voltadas a poente? Não podem ter nenhuma outra orientação?
Gestão silvicultura correta - o que é ou como se faz?
Posso produzir cogumelos em todas as situações ou tenho de escolher entre produzi-los ou manutenção do souto?
Quer mercado recomendam? ~Quais os canais de comercialização, valorização para cada tipo de mercado?
Que atenção se deve ter na implantação de plantas hibridas e clones - podem explicitar?
 
3 - Agradeço as respostas.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Que atividade agrícola escolho?


Jorge Ferreira disse:

"Boa tarde Eng. José Martino.
Estou a tentar tornar-me jovem agricultor com o meu irmão, usando um terreno que comprámos na zona de Mangualde.
O terreno tem 4 hectares, muita água (charca, açude, poço) e 13 hectares de montado para o qual submetemos um projecto PRODER
Inicialmente pensei em dividir a cultura entre hortícolas (1,5 ha), frutos vermelhos(1 ha), ervas aromáticas(1 ha).
Até agora temos sofrido uma série de constrangimentos: 
- Estamos desde Janeiro à espera da decisão das finanças para isenção do IMT por ser região desfavorecida, tornando impossível pedir licenças para obras passíveis de usar no projecto Proder caso este venha a ser aprovado em breve.
- É uma zona agrícola rodeada de Zona REN. Incêndios sistemáticos na área impedem construção de novas infra-estruturas por conta da lei de não poder construir durante 10 anos nas áreas afectadas. Só podemos reconstruir as infra-estruturas já aí existentes ou infra-estruturas básicas como estufas.
Apesar dessas e de outras dificuldades estávamos apostados em seguir em frente com o negócio.
Entretanto estava a fazer uma análise ao mercado agrícola e ao olhar para os dados do INE aí é que me assustei ao verificar que existe uma grande pulverização pelo lado da oferta. Vi também por várias publicações que encontrei em várias entidades que há muitas associações de produtores e cooperativas mas na minha zona nenhuma dedicada aos produtos que me referi inicialmente.
O que eu queria mesmo era produzir os vegetais referidos, mas dada a pequena área, será impossível concorrer com os produtores das grandes regiões. Nesse caso só mesmo a agricultura biológica seria uma mais valia, visto ser um nicho de mercado em que a mecanização será menos atractiva, e como tal a rentabilidade seria menos afectada pelo factor de escala.
Um problema com que me defrontei seguidamente foi com os mercados para os produtos biológicos.
Verifiquei que a venda dos produtos biológicos está a ser feita quase exclusivamente em feiras organizadas por empresas especializadas nesse serviço(custo adicional) ou por distribuição directa em cabazes, e que para as grandes superfícies comerciais a negociação é directa, havendo novamente a concentração pelo lado da procura e pulverização pelo lado da oferta. 
Sendo o target market para o mercado biológico as pessoas com mais poder de compra, tal faria dos grandes centros urbanos os mercados a usar para escoamento desses produtos.
Dada à interioridade da minha propriedade os custos de comercialização para esse mercado parecem-me muito grandes, já que acarretam deslocação para participação nas feiras e presença de pessoal para comercializar. Além disso o volume necessário a comercializar para rentabilizar os 4 hectares parece-me excessivo para o canal das feiras biológicas. 
Distribuição local também não me parece fazível visto que não há poder de compra para biológicos nas cidades interiores periféricas e há muita agricultura de subsistência.
Distribuição pelas grandes superfícies comerciais, é o risco da pulverização dos mercados e do produto ser desvalorizado na negociação por comparação ao da agricultura convencional e representar um pequeno volume de negócio.
Se eventualmente o mercado vier a valorizar mais a agricultura biológica no futuro e esta deixar de ser um nicho, volto a ter problemas por conta da dimensão estrutural, mas essa não é a minha preocupação actual, antes o dilema do mercado.
Qual seria a sua sugestão para este problema de mercado versus a condição de interioridade e dimensão da minha exploração?
Deveria focar-me na produção de frutos vermelhos visto que falamos de um mercado de exportação concentrado com menor perda potencial de valor na parte da distribuição?
Agradecido pela sua visão esclarecida."

 
Comentários:
1 - Aprecio a sua coragem por ter apresentado um projeto ao ProDeR. No seu lugar teria feito exatamente o mesmo: ação, ação e ação! Qualquer que seja a estratégia que utilize para os primeiros 3 anos irá sentir muitos problemas. O que é determinante para chegar ao sucesso no empreendimento, nunca desistir, resolver os problemas, pequenos, médios ou grandes, é sentir em cada dia que hoje fizemos melhor do que ontem e amanhã será melhor do que hoje mesmo que os resultados do processo ainda sejam negativos.

2 - Quem compete não são as atividades são os empresários: Já vi explorações agrícolas em atividades muito rentáveis e com conjuntura favorável, com empresários que perdem dinheiro, têm resultados negativos e o contrário, atividades e conjunturas desfavoráveis com empresários que conseguem ter lucros e ganhar dinheiro. Se o sucesso nos negócios fosse uma questão técnica todos os engenheiros agrónomos seriam os melhores empresários agrícolas e todos os economistas/gestores seriam os melhores empresários noutros ramos da economia. Todos sabemos que não é assim. Um bom empresário tem capacidade de risco, análise, decisão, sabe escolher os colaboradores, liderá-los, fazer com que os objetivos se cumpram, controlar os processos e as pessoas.

3 - Se a minha pessoa fosse o empresário colocaria toda a superfície da propriedade em hortícolas ou frutos vermelhos, conforme o acesso e valorização do mercado.

4 - Marque uma consulta junto da Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 975 852) porque um técnico experiente em investimentos agrícolas que visite a sua exploração pode ajudá-lo na escolha da atividade        
 

Que atividades, que financiamento?

Paula Robalo disse:
 
"Boa tarde Eng.José Martino. Felicito-o desde já pelo seu interessante e importante blogue. A ultima vez que me desloquei ao IFAP, para pedir algumas informações e opiniões, foi-me dito para estudar o mercado...Obviamente que sim, mas se tivermos alguém no terreno que nos elucide sobre determinadas culturas que muitas das vezes desconhecemos, agradecemos profundamente....tenho 44 anos e quase 5 hectares para cultivar entre Viseu e Mangualde...fica a 800 m do rio e muito dado a fortes geadas de inverno. Inicialmente pensámos em fazer plantação de mirtilos, mas penso que já existem plantações em excesso.. pensei também na produção de Kiwi, mas não sei se será o mais indicado para esta zona. A possibilidade dos frutos secos também não está fora de questão. O problema é que não sendo "jovem agricultora", desconheço outras formas de ajudas comunitárias (novo quadro comunitário para 2014-2010)...Gostaria de conhecer a sua opinião".
 
Comentários:
1 - Agradeço as suas simpáticas palavras onde parece me coloca ao mesmo nível de uma Instituição com o peso, prestigio e dimensão do IFAP, o que como sabe não é verdade.
 
2 -  De mirtilo não existem plantações em excesso porque fazendo contas por cima poderão existir 1000 há em Portugal, superfície esta que na dimensão internacional da fileira representa um valor residual. Por outro lado, o potencial produtivo da maioria destas plantações é incipiente porque as plantações estão colocadas em terrenos sem aptidão, outras estão nas condições mas a instalação foi mal executada e muitas outras tiveram excelente implantação nos locais adequados, mas não foram devidamente tratadas nos três primeiros anos, deficiências de nutrição e rega, comprometeram o seu potencial produtivo pleno e expectável.
 
3 - Essa região com as condições indicadas não tem aptidão para o kiwi.
 
4 - Frutos secos ou outras atividades estão dependentes da análise concreta à propriedade que possui, dos seus solos e do clima. O ponto chave é: qual é a sua vocação? O que gosta de fazer? Que atividade a motiva para fazer o que pode e mais alguma coisa?
 
5 - Não me parece positivo misturar escolha de atividades agrícolas com dificuldades de financiamento. Na minha opinião se determinado projeto for bom, estiver bem estruturado, com pormenores dominados, consegue obter financiamento.
 
6 - A minha opinião: definir o leque de atividades agrícolas para a sua propriedade. Visitar explorações do tipo das que pode desenvolver. Perceber os pormenores de cada uma, os seus ossos de ofício, os seus pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças. eleger a atividade para a qual tem vocação.Elaborar o projeto. Montar a estratégia do seu financiamento. Estagiar. Investir. Explorar
 
7 - Participe nos workshops, conferências, seminários, etc. eventos da Espaço Visual (www.espaco-visual.pt)        

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Pedido de Comentários de Pessoas Não Identificadas Com E-mail e Telemóvel

A caixa de comentários deste blogue está invadida por pedidos de opinião e comentários por pessoas não identificadas com e-mail e n.º telemóvel não cumprindo o que está indicado acima.

O meu muito obrigado a todos!

Emprego


A Espaço Visual está a receber candidaturas para colaboradores/consultores, para estágio profissional ou pessoas mais velhas para trabalho imediato, com formação em agricultura ou economia.

Quem estiver interessado deve enviar CV até ao próximo dia 21 de setembro de 2014 para geral@espaco-visual.pt.  

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Plantas Aromáticas e Medicinais


Edgar Carvalho disse:

"Boa tarde eng José Martino, desde já gostaria de saudar pela excelente ajuda que o seu blogue proporciona.
O motivo pelo qual estou a contactar é porque estou a estudar a hipótese de preparar um projecto jovem agricultor com a cultura da lavanda e posteriormente turismo rural aproveitando esta cultura. No entanto estou com algumas dificuldades para conhecer os aspectos relativos à esta cultura como as áreas necessárias para ser viável e outros aspectos técnicos.  Seria possível fornecer alguma ajuda ou indicar,se possível, a melhor forma de a obter."

Comentários:
1 - Para obter informações precisas sobre o seu projeto deve contatar a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual e marcar uma consulta (917 075 852).

2 - Recomendo a participação no worshop sobre "Plantas Aromáticas e Medicinais" , organizado pela Espaço Visual e Cantinho das Aromáticas, o qual decorrerá nas instalações da Espaço Visual em Gondomar (Av. Associação Comercial e Industrial, n.º 290) e visita ao Cantinho das Aromáticas, no próximo dia 27 de setembro - ver mais informações e inscrição em http://www.espaco-visual.pt/novidades/231/convite-workshop-plantas-aromaticas-e-medicinais/

Framboesas

Sara Olimpia disse:

"Boa tarde,
Estava a pesquisar sobre a rentabilidade das framboesas em modo de produção biológico, e encontrei o seu blog. Tenho algumas dúvidas, que se me pudesse esclarecer, ficaria grata.
Sou simpatizante do modo de produção biológico, porque julgo importante a protecção dos solos, e produzir alimentos de qualidade. No entanto, isto é um negócio, e por isso pensei na produção integrada, que no fundo é um modo biológico qb, ou seja, tenta ao máximo colocar em prática os princípios de agricultura biológica, no entanto, quando há valores que superam o nível económico de ataque, recorrem-se aos métodos necessários. Apesar da minha simpatia pelos modos sustentáveis na agricultura, estes costumam ter custos associados mais altos. E o meu nível de investimento é limitado.
Vou alugar um terreno de 4ha, arenoso, de pH um pouco ácido - condições adequadas para o desenvolvimento da framboesa. No entanto, tem pouca matéria orgânica, pelo que teria de ser incorporada. O terreno situa-se em Pegões, Montijo, e como é uma área desfavorecida, o Estado dá um apoio de 60%. No entanto, o projecto ainda terá de ser elaborado, e mesmo aguardando a resposta da sua aprovação, é da nossa intenção (projecto familiar) prosseguir com o mesmo.
Pretendo inscrever-me como jovem agricultora, para receber os apoios do estado, e nesse projecto a intenção é de explorar 2ha. No entanto, vamos começar com apenas meio hectare, até receber apoios do estado. Já conhecemos outros produtores, que tomaram a mesma opção, e foi um investimento inicial de cerca de 40 000€. No nosso caso, como teremos de fazer vedação, instalar bomba (rega) será perto de 50 000€. E de facto, não nos é possível um investimento maior.
Acha possível, com este capital, produzir em modo de produção biológico ou em produção integrada?
Os custos de produção são de facto maiores?
Produzindo dessas formas, a receita obtida compensaria o investimento?
Grata pela atenção"

Comentários:
1 - Não me canso de repetir que devemos produzir de acordo com as nossas convicções e o tipo de produto que o mercado remunera. Ou seja, deve produzir framboesas no modo de produção biológica ou convencional conforme os seus clientes lhe peçam. Não concordo que a produção no modo biológico não seja rentável, é sobretudo mais exigente na colocação das culturas nos terrenos com aptidão de solo e clima para essas mesmas atividades. Por outro obriga que o empresário possua os conhecimentos técnicos profundos e faça acompanhamento rigoroso do que se passa no terreno. As produções no modo biológico estão a crescer devido à procura nos mercados dos países desenvolvidos.

2 -  Faça framboesas no modo de produção biológico se tiver um operador comercial que as valorize.

3 - Na minha opinião terá de orçamentar muito bem os investimentos necessários para instalar o meio hectare de framboesa, plantação, infraestruturas e melhoramentos fundiários porque me parece muito otimista o valor que estimou.

4 - Deve orçamentar o valor dos custos de produção, fixos e variáveis, até conseguirem a entrada de dinheiro e equilibrarem a tesouraria.

5 - Na  minha opinião os investimentos em framboesa são rentáveis desde que escolham a variedade certa e sejam muito rigorosos no acompanhamento e sobretudo, na colheita. Verifico que são um número muito restrito de produtores conseguem fazer uma colheita eficiente e eficaz, infelizmente só estes têm rentabilidade.   

 

 

Ainda há possibilidade de me candidatar aos projectos Jovens Agricultores ??


João Abel Pereira disse:
"Bom dia ! Desculpe estar a incomodar mas apenas queria que me esclarecesse uma dúvida.

Ainda há possibilidade de me candidatar aos projetos Jovens Agricultores ?? 

Porque no site da PRODER consigo visualizar que as candidaturas fecharam em 30 de junho de 2014 mas no mesmo site leio que as candidaturas abririam novamente em Setembro de 2014.

Agradecia que me pudesse ajudar nesta questão. Um muito bom dia e obrigado."
 
 
Comentários:
1 - Neste momento não se pode candidatar às ajudas para se instalar como jovem agricultor porque fecharam em 30 de junho de 2014.
 
2 - No inicio do mês de junho num Evento da Feira Nacional de Agricultura sobre as ajudas públicas ao investimento na agricultura, o Senhor Secretário de Estado da Agricultura, Eng. José Diogo Albuquerque, membro do governo responsável político direto por estas ajudas,  afirmou que as ajudas do ProDeR continuariam abertas até à entrada em vigor das ajudas do PDR 2014-2020.
 
3 - Certamente que a promessa da abertura novamente em setembro teria por objetivo limitar os problemas políticos decorrentes do indicado em 2.
 
4 - Recentemente o mesmo responsável político deu uma entrevista ao Semanário "Vida Económica" em que afirmou que a abertura do PDR 2014-2020 se realizaria em meados de novembro. Estas informações foram confirmadas publicamente pela Sra. Ministra da Agricultura na semana passada. 
 
5 - Na minha opinião deve preparar o seu projeto quanto antes tendo por base a tramitação do ProDeR, para o caso deste abrir. Se tal não acontecer será muito fácil e rápido adaptá-lo ao PDR 2014-2020. 

Prazos limites para investimentos elegiveis no ProDeR

Rui Pinto disse:

"
Olá, boa noite,

O meu nome é Rui Pinto e tenho um projeto do Proder aprovado.

Tomei a liberdade de lhe enviar o email, pois sigo o seu blog e tem-me ajudado muito. Se me poder ajudar agradecia.


Tenho um projeto Proder onde Assinei o contrato em Abril de 2014, o projeto foi submetido em Fevereiro de 2013 e aprovado em Novembro de 2013.

Tenho tudo controlado para executar o projeto segundo os parâmetros temporais normais e que sempre me foram transmitidos, seis meses depois de assinar o contrato para iniciar o projeto e 2 anos para fazer o investimento.

Qual é o meu espanto, em Agosto de 2014 fui notificado pelo Proder informando que tenho que terminar o projeto até ao final de 2014. Já fiz várias exposições e a resposta é sempre a mesma, tenho que obrigatoriamente terminar o projeto porque este quadro comunitário está a terminar. Ora, penso que esta situação deve ser gerida pelo Proder sem penalização dos respetivos promotores.

A minha maior dificuldade é conseguir cumprir com a formação necessária e terminar todo o investimento.

O que acha que posso fazer para conseguir viabilizar o projeto? Acha que o prazo dado está de acordo com os parâmetros normais?

Muito obrigado."

Comentários:
1 - É muito importante ler o contrato antes de proceder à sua assinatura, pois certamente verificaria que a data de términus do investimento é aquela que o ProDeR o notificou, a qual é decorrente da legislação europeia.

2 - A minha sugestão é que faça o máximo de investimento que lhe seja possível em 2014 (mais de 60%) apresentando quanto antes o respetivo pedido de pagamento e solicitando a prorrogação do prazo de investimento não realizado até 30 de junho de 2015 (O ProDeR tem poderes para aceitar ou não o alargamento do prazo de investimento até esta data limite). No entanto, como lhe estou a dar uma opinião teórica porque não conheço os pormenores do seu caso, recomendo que peça opinião sobre o que deve fazer, ao consultor que elaborou o seu projeto. Caso não seja possível marque uma reunião com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).  

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Estágios Formativos Helicicultura

IIIª IVª e Vª Edição Estágio Formativo em HELICICULTURA  

A Espaço Visual dará início, nos próximos meses de 2014, a IIIª, IVª e Vª Edição do Estágio Formativo em “Helicicultura”, a decorrer nas zonas norte, centro e sul do País.

Este estágio tem a duração de 32 horas e decorre aos sábados. Contempla o acompanhamento de todo o processo de montagem, preparação dos viveiros/estufas, ciclos de engorda, apanha, embalamento, comercialização das caracoletas e também uma abordagem à reprodução.

É objetivo deste estágio colocar o formando em contacto com uma exploração real, onde desenvolverá competências para operar o maneio alimentar, reprodutivo, higio-sanitário e produtivo de uma exploração de caracóis.

O know-how e a capacidade para resolver problemas reais de um negócio de caracóis só se adquirem praticando e estando em contacto direto com a atividade durante todo o ciclo reprodutivo.
 
Aceite o nosso desafio e garanta resultados!
 
Conteúdos Abordados:
- Enquadramento legal das explorações de helicicultura
- Sistemas de criação de caracóis
- Alimentação das caracoletas.
- Controlo do ritmo de crescimento
- Manutenção da estufa
- Limpeza da estufa e preparação da terra
- Rega
- Seleção de reprodutores
- Apanha e seleção de caracoleta de 1ª e 2ª
- Controlo das perdas
- Processo de purga
- Embalamento e comercialização
- Boas práticas de segurança, higiene e saúde no trabalho
- Mercados
- Reprodução e maternidade
- Alevins
- Custos da atividade
- Materiais e equipamentos envolvidos na helicicultura
 
Estágio Formativo em “Helicicultura”
Edição Data de inícioLocalidade
IIIª27/09/2014Esposende
IVªa determinarRio Maior
a determinarAlgarve
 
Nota:
As inscrições serão limitadas ao número de vagas disponíveis.
A realização da IVª e Vª Edição do Estágio Formativo em “Helicicultura” está sujeita a um número mínimo.
 
Todos os interessados deverão entrar em contato com :
dep.formacao@espaco-visual.pt

domingo, 14 de setembro de 2014

Seminário "Frutos Secos - Uma Perspetiva Para a Fileira"

 A Espaço Visual organiza um seminário sobre os “Frutos Secos - uma perspetiva da fileira” que decorrerá no próximo dia 04 de outubro de 2014, nas suas instalações em Gondomar (AV. Associação Comercial Industrial, n.º 290).
 
 
 
Programa
Frutos Secos - Uma Perspectiva para a fileira
4 de Outubro de 2014
Gondomar


14:00h
Sessão de abertura
 
14:10h
Perspetivas da fileira da Noz
Entidade a Indicar
 
15:00h
Aspetos técnicos da cultura de nogueiras
Eng.º Augusto Assunção (Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte)

16:00h
Pausa para Café

16:15h
Perspetivas da fileira da Castanha
Prof. José Laranjo (RefCast - Associação Portuguesa da castanha)

17:00h
Inovação no sector – caso de sucesso
Engª. Anabela Doreta (Agroaguiar)

17:45h
Aspetos económicos e financiamento para a produção de noz e castanha.
Eng.ª Dina Fernandes, Diretora Geral Espaço Visual

18:00h
Debate
Moderador: José Martino, Gerente da Espaço Visual

18:30h
Encerramento