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sábado, 2 de maio de 2015

Não tenho dinheiro suficiente para investir: o que fazer?

"Bom dia Sr Engenheiro Martino e seus colaboradores.
Chamo-me ..., emigrante em França há alguns anos,sou do Minho,onde nasci e cresci, sou neto de Lavradores,o trabalho do campo lá,está presente no dia-dia,mesmo não sendo o emprego ou profissão principal.
 Tenho em vista um bom terreno com mais de 9ha,dos quais mais de 8ha é terra de cultivo,plano com sol quase todo o dia e com água de nascente,este terreno está (parado/abandonado à mais de 20 anos) bom para Agricultura bio,aromáticas,ou até mesmo o kiwi amarelo ou outros.
Este terreno situa-se em região carenciada,onde a atividade geral é o campo e não existe mais nada, nem industria, nem industrial e com mais de 80% das pessoas ativas para trabalhar que ainda lá vivem não têm emprego,pessoas que eu conheço,pessoas que podem ser a potencial mão d´obra porque vivem ali e não sabem fazer outra coisa "pequena formação especifica e estão preparados".
 O meu problema Sr.Eng. começa logo com a aquisição deste terreno que me deixa "depenado" em relação a finanças e o problema que se não tenho fundos para avançar,não se pode esperar por eles,correndo o risco de falencia mesmo antes de começar a rentabilizar/amortizar.
Já pensei em parcerias para avançar,mas as condições e contratos ou sociedades e suas exigencias,risco de ficar dependente/refém e não conseguir atingir os objetivos.
 Sr. Engenheiro tendo em conta o sistema local,zona de carencia,pontos, Emigrante ou não e ou outros; posso formular algum dos projetos Agricolas possa participar na aquisição dos terrenos?"

Comentários:
1 - Como pode constatar pela leitura do que escrevo neste blogue, sou defensor que o acesso à terra se deve fazer, primeiro, por arrendamento e em segundo, pela compra. Deve privilegiar os capitais próprios necessários para apoio ao investimento e à tesouraria, até ao seu equilíbrio resultante da valorização das produções agrícolas.

2 - Só deve ser empreendedor quem tenha pelo menos capital para satisfazer 20% do investimento total incluindo o fundo de maneio necessário para fazer face às necessidades de tesouraria durante os anos em que a atividade agrícola tem resultados líquidos de exploração negativos. Este montante de capitais próprios é o minimo necessário para poder contar com o eventual apoio de crédito bancário.

3 - As parcerias com business angels são uma excelente oportunidade para quem é jovem empreendedor de elevado potencial e não possui todos os capitais necessários para se lançar na atividade ou é inexperiente na gestão agrícola.

4 - Marque uma consulta via Skype com a Eng. Inês Anacleto da Espaço Visual (910 905 474) e pode esclarecer todas as suas dúvidas.


     

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