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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Artigo JN

Artigo que escrevi e que o JN publicou no passado dia 25 maio:



Em linha com a minha preocupação de escrever sobre temas da atualidade, hoje o meu artigo de opinião debruça-se sobre as propostas que os dois maiores partidos políticos portugueses têm lançado em pleno clima pré-eleitoral.
Por respeito aos leitores, afasto da minha análise qualquer incursão no terreno partidário e, por isso, não identificarei qualquer partido.
Começo por lembrar que Portugal passou nos últimos 4 anos por um “ajustamento” brutal, com particular incidência no rendimento das famílias. A crise foi, contudo, contida, pela boa performance das exportações, onde o setor agrícola deu uma preciosa ajuda e contribuição. É, por isso, que olhando para as propostas eleitorais que têm vindo a lume, parece que os últimos anos não existiram.
Onde estão as propostas para estimular as exportações? Onde estão as propostas para apoiar a agricultura, o incremento do seu valor acrescentado e os empresários agrícolas nacionais que se inserem nesta estratégia? Não estrará na altura de traçar objetivos políticos de interesse nacional e criar instrumentos de apoio para se atingirem parando com esta tragédia nacional de dar dinheiro a todos atirando-o para cima dos problemas?
Fico perplexo perante tudo isto. Os jovens agricultores e empresários agrícolas portugueses foram os que mais inovaram e se modernizaram no tecido económico português, em tempo de vacas magras. E nem uma palavra dos dois grandes partidos para essa realidade?
E o Alqueva? Ainda recentemente terminou a Ovibeja, a maior feira agrícola nacional e os nossos políticos apenas ali foram falar da espuma mediática dos dias. Sobre os planos estratégicos para o Alqueva, nem uma palavra.
E o PDR (Plano de Desenvolvimento Rural) 2020? Nada, silêncio absoluto, mesmo da oposição. Apesar de ser um instrumento decisivo para o futuro da agricultura portuguesa. É contra este silêncio e este alheamento que os jovens agricultores e empresários agrícolas terão de continuar a lutar, a investir, a modernizarem-se e a exportar. Tenho-me deslocado em todo o território continental, tenho falado com produtores, com agricultores, com associações, com empresas. Vejo que todos estes empreendedores têm a consciência de que têm de contar apenas consigo. Os poderes públicos e a oposição continuam distantes e alheios desta realidade. Prevejo que continuando neste caminho o atual regime irá “cair de podre”.

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