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terça-feira, 29 de setembro de 2015

O fim do negócio do leite?



Consultora agrícola Espaço Visual

descobre alternativas ao leite

|Visita de estudo, 8 de Outubro, para ver novos negócios para produtores de leite|

O fim das quotas leiteiras e a baixa do preço do leite tem levado a que os produtores de leite em Portugal estejam a viver situações dramáticas.

A consultora agrícola Espaço Visual, em colaboração com a Caixa de Crédito Agrícola da Área Metropolitana do Porto, ciente deste problema, vai organizar uma visita de estudo a atividades agrícolas produtivas alternativas a explorações de leite de vaca.
O que está em causa, nestas visitas de estudo, é permitir aos produtores de leite encontrar atividades com comercialização assegurada que lhes possam oferecer alternativas de negócio agrícola.

Este evento, a decorrer em 8 de outubro, tem como ponto de encontro, pelas 8h00, a sede da Caixa de Crédito Agrícola da Área Metropolitana do Porto, na Maia. As explorações a visitar são de pequenos frutos (framboesas e mirtilos) e de kiwis
Os interessados devem inscrever-se gratuitamente em www.espaco-visual.pt

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Business Angels de Jovens Agricultores

 
Recentemente, fui orador num colóquio sobre Empreendedorismo e Inovação, organizado pela revista Voz do Campo, com o apoio da Câmara Municipal de Proença-a-Nova.
Resolvi abordar um assunto ainda pouco debatido no nosso país, mas que faz o seu caminho com muito sucesso em países com um setor agrícola muito desenvolvido e exportador.
Trata-se do Projeto “Business Angels para Jovens Agricultores”, que é uma excelente ferramenta para investimentos agrícolas no âmbito do PDR 2020. Esta ferramenta tem como objetivo, ajudar a colmatar uma lacuna existente no mercado do financiamento orientado para projetos do setor agrícola nas suas fases de capital e "arlystage".
As vantagens do recurso ao capital de risco através dos Business Angels são: o envolvimento financeiro direto de uma equipa de Business Angels, que aporta capital, capacidade de gestão, visão estratégica, rede de contactos e conhecimento profundo do setor agrícola nacional e das suas potencialidades.
Os Business Angels são experientes na gestão, análise e acompanhamento de projetos de investimento e com experiências profissionais diversificadas e complementares no setor agrícola.
Para saber mais, informe-se junto da Rurisocieta.

Feira do Empreendedorismo Agrícola

É na próxima 6.ª Feira e Sábado que decorrerá a Feira do Empreendedorismo Agrícola, evento inovador que se destina a dar informação técnica e de gestão, mais atualizada sobre 16 atividades agrícolas, sem necessidade de perda e tempo para os interessados, assim como evitará deslocações de largos milhares de quilómetros, sem dificuldade em ter o contato com os empresários, sem o incómodo da marcação e desmarcação de reuniões, etc.

Em resumo, a Feira do Empreendedorismo é um certame com metodologia internacional, o que melhor se faz no mundo sobre esta temática, que gera informação e conhecimentos altamente eficazes e relativamente aos resultados obtidos, traz baixos custos.

Irão ser apresentadas as seguintes atividades agrícolas: 
Hidroponia,
Ovinicultura,
Kiwicultura,
Avicultura,
Apicultura,
Pequenos Frutos,
Cunicultura,
Fisália,
Suinicultura,
Vitivinicultura,
Caprinicultura,
PAM’s,
Horticultura,
Bovinicultura,
Cogumelos,
Helicicultura.  

Cogumelos shitake

"Tenho uma produção de cogumelos shitake mas não sei onde os vender.
Agradecia que me informasse onde os meter.
Cumprimentos".

Comentários:
1 - Recomendo que contate Arq. Benjamim Machado, consultor da Espaço Visual, ele ajudará no tema indicado (telemóvel: 924433183).

2 -  A ligação dos produtores de cogumelos a estruturas de comercialização é condição chave para o sucesso na atividade.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Contributo para a Construção de Manifesto para Mudar o Rumo da Economia Portuguesa

Texto que coloquei no FB do meu amigo José Matias Alves cujo filho emigrou nos últimos dias:
Caro José Matias Alves, apresento publicamente a minha solidariedade pela emigração forçada do teu filho, a qual é certamente, junto com a de muitos outros, um sintoma de doença da economia de Portugal, do sistema político que a gere e dos portugueses em geral, de cada um de nós em particular, pela ausência de massa crítica. Já afirmei várias vezes publicamente que o sistema político vai implodir, tal como aconteceu com o fim da monarquia, 1.ª república, ou Estado Novo, porque não tem soluções para a sociedade portuguesa.

Como é possível que a descrição da sociedade portuguesa realizada em "Os Maias" de Eça de Queiroz ainda continue actual, quando já passou mais de um século?
O que é preciso fazer para que um de nós faça o que tem a fazer para melhorar a sua profissão, a sua família, a sociedade?
O que é preciso acontecer para assumirmos de forma privada e pública a critica adequada sobre o que pode melhorar e de que maneira pode ser feito?
Como pode melhorar e criar-se emprego para os jovens em Portugal, se não há um mês, me dizia um responsável político da Câmara Municipal de Gondomar que um estudo realizado indicava como 1.ª preocupação dos gondomarenses as acessibilidades à frente do emprego, saúde e educação?
Quantos portugueses estão dispostos a por em causa a sua vida, a sua família, o seu bem estar para melhorar Portugal?

Isto que estamos a viver, a emigração dos nossos filhos, é o resultado geral do que construiu a geração dos nossos pais e a nossa: o importante é não assumir riscos, manter o satatus quo, não produzir, não é importante criar riqueza, não tem valor trabalhar com as mãos, privilegiar o emprego estável, mal pago e sem riscos, criticar ferozmente quem ousa arriscar, inovar, falhar, pensar e atuar diferente, produzir.

É preciso que Portugal produza riqueza para sustentar o estado social que todos temos direito (li há pouco que só 4 dos últimos 200 anos, em valor, exportamos mais que importamos) e esta criação de valor só pode ser feita com empresas e com negócios, aproveitando as mais valias dos juros de capital baixos decorrentes do euro. A uma moeda forte deve corresponder rigor e disciplina, os quais advêm do cumprimento horários, prazos e pagamentos (na minha opinião estas práticas levariam ao incremento de pelo menos 1% do PIB), à valorização social do trabalho, rigoroso, competente, dedicado (deveria ser objetivo nacional formar nos próximos 5 anos pelo menos 50% dos portugueses, designo nacional equivalente ao que os japoneses fizeram após a II guerra mundial) e responsabilizar socialmente os empresários e os trabalhadores pelo incremento do valor acrescentado na economia.

É preciso que Portugal e os portugueses, acreditem e trabalhem bem, muito bem, para que a economia cresça mais de 3%. Tal é possível se cada um de nós o colocar nos seus objetivos pessoais e o praticar todos os dias, fazendo em cada dia mais e melhor que no anterior. É necessário que cada um de nós se revolte, não aceite, esteja disposto a pagar custos pessoais de mudança, para desatualizar e não deixar que retorne: 30% dos portugueses estão em risco de pobreza.


Posso deixar aqui o registo da minha experiência de vida: sempre sofri pressões da família e dos amigos para não enveredar pela agricultura porque é uma atividade dura, difícil, pouco rentável. Após a obtenção da licenciatura em agronomia fui motivado para ter um emprego público ou equivalente, não me dedicar às empresas e aos negócios. Como empresário, desde sempre e ainda hoje, é frequente ouvir o seguinte: “tem cuidado, espero que não venhas a ter problemas porque é muito arriscado ter empregados, sobretudo licenciados que são mais caros”.
Na qualidade de empresário que nos últimos anos criou diretamente algumas dezenas de empregos e indiretamente alguns milhares, deixo aqui algumas sugestões de medidas a tomar para diminuir o desemprego jovem:
1. Que 30% dos lucros das empresas possam ser utilizados como crédito fiscal, ao longo de dois anos, para pagar encargos de novos empregos.
2. Um crédito tipo habitação (presta-se uma garantia real através da hipoteca de um imóvel, crédito atribuído com base no rendimento da família, os fundos obtidos são utilizados para aumento de capital de empresas e amortização do empréstimo pode ser realizada pelos lucros da empresa, neste caso não há lugar ao pagamento de IRC.
3. Maior disponibilidade de fundos de investimento para participarem no capital de empresas existentes e investimentos em novos negócios em detrimento de investimentos em infraestruturas, edifícios, etc. Parece que esta seria a função do Banco de Fomento, o qual espero que esteja a apoiar as empresas dentro de pouco tempo.
4. Valorizar na opinião pública os resultados obtidos pelos empresários e empresas, bem como a produção de bens transacionáveis e serviços que substituam as importações de forma competitiva ou sejam exportáveis.
Há mais ideias, ficam para outras oportunidades!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Que ordenamento cultural?

"Olá, muito boa tarde Sr. Eng.
Antes de mais um obrigado pela atenção desde já disponibilizada.
Começando por me apresentar, sou de Viseu com formaçao superior em Hotelaria, designadamente chefe profissional de cozinha.
Gostaria de expor a razăo do contacto, sendo que o meu futuro projecto será a mudança de área profissional tendo já começado por ter adequerido um terreno de aluguer a 30 anos com possibllidade de compra posteriormente, tendo uma área de 11 hectares, dos quais 7 săo cultivaveis e os restantes săo de  florestio, com 2 casas para animais mais uma de arrumos, com 3 poços com cerca de 8 metros mais uma nascente, parcialmente vedada com  a obrigatoriadade de năo me ser possivel o corte de pinheiros.
Embora ainda năo ter decidido quais as colheitas escolhidas tenho como intençăo repartir a área cultivavel por três plantações sendo 2 ha de perâ passa de viseu, 2 ha de frutos vermelhos nâo decidido ainda qual deles mais 2 ha de possivelmente kiwi amarelo como bem sugerido por v.exc.
Sabendo que a minha experiência e formação nesta área ainda se encontra em fase prematura gostaria de saber a sua sábia opiniăo sobre esta ideia sendo estas a base do projecto para candidatura a apoios do proder, contudo tendo a certeza que irei tambêm trabalhar paralelamente em outras produçoes mais em pequena escala sendo o aproveitamento do pinhal para coelhos bravos, galhinhas, porcos pretos entre outras ideias que acredito poderem serem compativeis.
Acrescento um aparte de extrema importancia dizendo que possuo um conhecimento de um Eng tec agrário meu familiar que executa funções ainda no activo podendo tambem me ser muito util em termos de mais alargada informaçăo e contactos
Assim sendo, qualquer opiniăo adicional seria agradecida, acreditando que será este um dos 1 contactos entre outros pois sei que será nessecario consultadoria posteriormente.
Um obrigado uma vez mais 
Até breve"
 
Comentários:
1 - O ordenamento cultural, atividades a desenvolver e respetiva dimensão, deverá ter em conta o acesso ao mercado, canal de escoamento e valorização das produções e por outro lado, a logística da gestão do acompanhamento diário com o consequente principio de fazer a operação na hora certa, em elevado número de culturas ou produções. Como diz o ditado popular "quem muito alarga pouco aperta".
 
2 - O Kiwi amarelo não me parece ser recomendável para a região de Viseu devido ao frio na primavera e muito calor durante o verão (é recomendável para concelhos do litoral norte de Portugal).
 
3 - Recomendo vivamente que se inscreva para assistir à Feira do Empreendedorismo da Espaço Visual nos próximos dias 25 e 26 de setembro porque irá adquirir muita informação e contatos para as atividades que pretende desenvolver. Haverá muita gente interessante incluindo eu próprio que estaremos disponíveis para networking. Não falte!
 
4 - Recomendo que encomende ao eng. Nuno Barbas da Espaço Visual (924433205) ao visita ao seu terreno para se lhe poder apresentar algumas propostas de ordenamento cultural que vá de encontro à aptidão dos solos e clima do local, assim como aos seus interesses de motivação pessoal

O que fazer para dar o grande "passo" de me dedicar à agricutura?

"Muito bom dia Sr. Eng.º José Martino,

Antes demais peço desculpa por estar a utilizar o email sem me conhecer, mas estive a ler o seu Blog e, após alguma reflexão, resolvi remeter um email.
Eu tenho 34 anos, estou de momento empregada num escritório como administrativa, mas o sector em que me encontro está, já há algum tempo, com muitas dificuldades.
Eu estou a viver em Lisboa mas os meus sogros vivem no distrito de Setúbal e têm um terreno com cerca de 4hectares, que não está a ser utilizado.
Lembrei-me que podia fazer alguma coisa nesse terreno, uma plantação não sei bem de quê... nem sei por onde começar!
Tive conhecimento do programa do PRODER, que apoia os jovens neste sentido.
Será que, podendo, me pode dar algum tipo de informação que me ajude a dar este grande "passo"?

Aguardo uma resposta e agradeço desde já a atenção dispensada.

Cumprimentos,"

Comentários:
1 - Recomento que leia atentamente este blogue porque tem as recomendações práticas dos passos a dar para se tornar uma empreendedora agrícola de sucesso.

2 - Visite a Feira do Empreendedorismo organizada pela Espaço Visual porque este evento tem como primeiros destinatários as pessoas que estão na sua situação, "...pode dar algum tipo de informação que me ajude a dar este grande "passo"..., em dois dias de trabalho, com custos previsíveis e controlados pode obter informação e contatos que alternativamente  levarão meses a obter com custos de adicionais de alguns milhares de euros.

3 - O terreno terá de ser visto por um especialista para lhe fazer uma recomendação de alternativas culturais. Recomendo o contato com o Arq. Benjamim Machado da Espaço Visual para marcar ao visita  (924433183).

4 - Pode obter ajudas públicas ao investimento entre 40 e os 60% do investimento elegível através de apresentação de candidatura ao PDR 2020.

Uma Feira para ajudar os agricultores


Aos diversos órgãos de comunicação que me têm pedido esclarecimentos sobre a Feira de Empreendedorismo Agrícola, a decorrer nos dias 25 e 26 de setembro nas instalações da empresa de consultoria agrícola Espaço Visual, tenho dito sempre o seguinte:
“Esta feira é a nossa resposta a um apelo do mercado e dos diferentes atores agrícolas, que nos fizeram sentir a existência desta lacuna para quem quer ter acesso a contatos e informações sem necessidade de frequentar as feiras internacionais. Estou certo que será um sucesso”.
É neste contexto que percebo o interesse e o relevo que as diversas publicações agrícolas de referência, têm dado a esta iniciativa. É claro que este foco também é sinal de que a Espaço Visual é uma empresa de créditos firmados no exigente setor agrícola, onde há cada vez mais "players" que querem qualidade, competência, profissionalismo.
Com efeito, a Espaço Visual (www.espaco-visual.pt), é líder de mercado na consultoria agrícola, e esta sua posição de vanguarda no setor impõe-lhe muitas responsabilidades. Uma dessas responsabilidades é assumir um papel importante na contribuição para um setor agrícola mais informado, mais integrado, mais dotado de conhecimentos sobre quem faz o quê, como e onde – nas diversas áreas da atividade agrícola.
É por isso que esta Feira inclui uma Mostra de Empreendedores Agrícolas nas áreas da Hidroponia, Ovinicultura, Kiwicultura, Avicultura, Apicultura, Pequenos Frutos, Cunicultura, Fisália, Suinicultura, Vitivinicultura, Caprinicultura, PAM’s, Horticultura, Bovinicultura, Cogumelos, Helicicultura.
Para além disso, irão haver espaços de “Networking” e, em paralelo, um seminário sobre "Empreendedorismo Agrícola como base do desenvolvimento regional", nas vertentes da promoção da gastronomia e vinhos; empreendedorismo social e promoção de marcas territoriais.
Esta feira tem como objetivo principal ajudar os jovens agricultores a prepararem melhor o seu negócio agrícola e a conhecer as novas “ferramentas” ao dispor do empresário agrícola. A Feira será assim um espaço privilegiado para quem quer investir na agricultura.
Esta iniciativa é dirigida a todos os “players” agrícolas, e concentra num mesmo espaço uma mostra com 16 atividades diferentes, sessões de “networking”; seminário sob o tema “O empreendedorismo agrícola como base do desenvolvimento regional”; ”; Sessão de apresentação das melhores ideias do “Concurso de Novas Ideias de Negócio Agrícola”, destinado a estudantes e jovens agricultores; Seminário sob o tema “Organização de Produtores”; Mesa Redonda: Crédito Bancário e Apoio ao Investimento na Agricultura.
A Espaço Visual pretende, assim, corresponder ao nível de exigência destes "players", contribuir para ajudar a potenciar os seus projetos e os seus negócios e ter um papel cada vez mais decisivo no aumento significativo do volume de faturação do agro-negócio. Inscreva-se, por isso, nesta Feira do Empreendedorismo Agrícola, nos dias 25 e 26 de setembro, nas instalações da Espaço Visual. Pode fazê-lo através do site www.espaco-visual.pt ou através do telf: +351 22 450 90 47 ou email dep.comercial@espaco-visual.pt
 Veja nos links algumas notícias publicadas em órgãos de comunicação social:
 

 

 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Artigo na Revista "Voz do Campo"

A cultura da Groselha (http://www.vozdocampo.pt/1/a_cultura_da_groselha_2044245.html)


A cultura da Groselha - revista voz do campo
A produção por se destinar à exportação
deve possuir certificação GobalGAP,
sendo recomendável
só avançar
com o investimento na produção
se o produtor tiver um exportador
que lhe garanta
o escoamento e valorização dos frutos
......................................................

A GROSELHA pertence ao género Ribes spp. Género diversificado com mais de 150 espécies conhecidas e centenas de variedades cultivadas (cultivares). Na região norte e centro de Portugal cultivam-se sobretudo variedades vermelhas, como por exemplo a Junifer, fruta constituída por pequenas bagas vermelhas que crescem em cacho, sem espinhos, com a maturação precoce e de produção elevada. A colheita decorre desde meados de maio a início de junho, função do frio invernal e calor na primavera e termina em julho. A baga depois de madura pode ser deixada na planta uma ou mais semanas sendo possível condensando a colheita em 3 a 4 passagens. A produção por se destinar à exportação deve possuir certificação GobalGAP, sendo recomendável só avançar com o investimento na produção se o produtor tiver um exportador que lhe garanta o escoamento e valorização dos frutos, dado a reduzida dimensão de mercado, bem como procura e interesse deste em períodos temporais muito específicos e pontuais.
 
A groselha requer solos que retenham a humidade mas que não deixem a raiz encharcada, por isso, nas áreas com pouca drenagem devem fazer-se camalhões, solos férteis com níveis altos de fósforo e potássio, ricos em matéria orgânica, com pH de 5,5 a 6,5. A planta para produzir bem necessita de frio invernal para quebra de dormência, sendo variável em função da variedade.
O compasso de plantação é de 0,5m a 0,75 m entre plantas na linha (é importante garantir uma haste vertical a cada 0,25 m, isto é, conduzir as plantas com duas hastes para plantas colocadas a 0,5 m e três hastes para plantas distanciadas de 0,75m) e de 2,5 m na entre linha. Sistema de condução em postes verticais com 3 arames e 4 arames de cada lado colocados a 0,5 m dos arames centrais, suportados pela extremidade de cruzetas ou através de cadeados suspensos na estrutura de suporte do plástico de cobertura. O plástico destina-se a garantir boa qualidade dos frutos, reduzindo os danos pelo sol e vento (o plástico é recolhido no outono e estendido no final do inverno). A cultura só deve ser implantada após a instalação de sistema de rega gota-a-gota com sistema de fertirrigação, ambos automáticos.
 AS OPERAÇÕES CULTURAIS DE MANUTENÇÃO/EXPLORAÇÃO DA GROSELHA SÃO:
 a) Poda de inverno garantindo que as unidades de frutificação ficam devidamente colocadas nos arames laterais;
b) Abertura do plástico de cobertura;
c) Correção de pH e matéria orgânica;
d) Eliminação das ervas daninhas na faixa
de 0,75 m para cada lado da linha de plantas;
e) Poda verde de primavera/verão que passa por retirar rebentos dos troncos, pela desponta dos rebentos laterais, pelo desrame dos rebentos que adensam o interior das plantas;
f) Condução das plantas: atar os rebentos aos arames;
g) Controlo de pragas e doenças: oídio, podridão cinzenta, ácaros, afídeos (piolhos) e broca;
h) Fertilizações através do sistema de rega (fertirrigação);
i) Controlo da irrigação;
j) Colheita manual;
k) Recolha dos plásticos de cobertura.
 
Autoria: José Martino, CEO da Espaço Visual
(artigo completo na edição impressa de julho’15)

domingo, 6 de setembro de 2015

kiwis em S. Pedro do Sul?

Ex.mo Sr. Eng.,
 
Sou proprietário de um terreno em s. Pedro do Sul com cerca de 4 ha e estava a pensar instalar aí uma plantação de kiwis, eventualmente amarelos. Gostava de ter a sua opinião. 
 
Agradecendo desde já a atenção dispensada subscrevo-me com consideração
 
 
Comentários:
1 - Do ponto macro, o concelho de S. Pedro do Sul terá condições para a cultura do kiwi em terrenos que não tenham risco de geada no mês de Abril, e não sejam demasiado ventosos.
 
2 - Deve existir água para rega, prever 50 m3/há/dia para as necessidades das plantas nos meses de julho e agosto.
 
3 - Os solos devem ser bem drenados, quer do ponto de vista interno (não serem solos argilosos), quer do ponto de vista externo (zona de concentração de águas pluviais ou níveis freáticos próximos da superfície do solo)
 
4 - Cumprindo o indicado nos 3 pontos anteriores parece-me que os 4 hectares de cultura do kiwi são um excelente negócio
 
5 - Para obter informação pormenorizada contate com o Eng. Nuno Barbas da Espaço Visual (924 433 205)   

Agrovida 2015.09.04


Teresa Silveira (jornalista Vida Económica / Agrovida):

- Estando Portugal no arranque de um novo ciclo de apoios comunitários (Portugal 2020, PDR 2020, MAR 2020 e Horizonte 2020) e também prestes a arrancar para uma nova legislatura, qual é a marca que o próximo Governo tem obrigatoriamente de deixar na agricultura e no agroalimentar nos próximos 4 anos?

Portugal tem que mudar o seu modelo de desenvolvimento económico, o crescimento da economia tem que assentar na produção de bens transacionáveis para substituir importações e aumentar, alargar as exportações, tendo como princípio e base, o incremento do valor acrescentado, em detrimento do crescimento económico tendo por motor o consumo interno.

A liderança política da nova legislatura tem a responsabilidade de o fazer, mobilizando os portugueses, com especial incidência os empresários e todos aqueles que têm competências para novos empreendedores, para o potencial que temos na promoção de iniciativas empresariais e o orgulho de o fazer com sucesso. O governo tem que dar o exemplo e criar “moral” para o que pede aos portugueses os possa motivar e por isso, a reforma do Estado tem que avançar e passar pela racionalização dos serviços e pela sua gestão mais eficiente e eficaz. A agricultura e o agroalimentar têm que participar nesta estratégia, tornando mais eficaz a utilização dos fundos públicos disponíveis através da melhoria da competência dos seus agentes, primeiro, os empresários e depois, os trabalhadores.

A marca do próximo governo passa, tirando partido do novo ciclo de apoios comunitários, elevar a formação profissional a objetivo nacional para formar pelo menos 50% dos seus agentes (o governo tem que fazer do objetivo, cada português melhorar as suas competências profissionais, uma moda, tal como aconteceu na mobilização do povo japonês após a II Guerra Mundial).
O seu timbre será, manter o que está a funcionar bem e fazer intervenções, o mais pontuais possível, em tudo aquilo que seja preciso melhorar. A cereja no topo do bolo, será uma gestão mais eficaz em todos os serviços do Ministério da Agricultura, a qual passa sobretudo pela melhoria da gestão intermédia (exemplo, chefes de divisão e serviço, etc.) e uma mais eficaz cooperação entre serviços dos diversos Ministérios no que diz respeito a licenciamentos de atividades, devendo a liderança do acompanhamento dos processos nos diversos serviços, passar do proponente para o serviço agrícola ou doutro Ministério que faz a coordenação.

PROMAR Publicado na Vida Económica / Económica 2015.09.04


Teresa Silveira (jornalista Agrovida / Vida Económica):
- O que falhou com a execução do PROMAR e o porquê de uma adesão mais tímida por parte das empresas a este pacote de apoios (falta de financiamento, falta de projetos, problemas com o licenciamento dos projetos, outras razões...)?

O PROMAR falhou na sua execução integral porque é necessário trabalhar com overbooking acima de 40%, sobretudo em setores em que é difícil e há falta de motivação para o investimento, restrição no acesso ao crédito por ser atividade de risco e empresas sem adequada estrutura económico-financeira, sem apoio da garantia mútua em largo período temporal de funcionamento do Programa. Por outro lado, houve deficiente gestão do Programa, seja ao nível da análise do perfil dos promotores, da respetiva capacidade técnica e financeira para executar os compromissos (fase de candidatura), seja na gestão (longos períodos temporais sem candidaturas) e limpeza da carteira de candidaturas (dar prazo para executar, refazer ou desistir), seja na gestão de pagamentos (calcula-se que 20 M€ de ajudas estejam perdidos na gestão do N+2 relativo ao ano de 2012 ou 2013), seja na Coordenação entre a Autoridade de Gestão do PROMAR e as Direções Regionais de Agricultura e Pescas (muito tempo para aprovar candidaturas).



Teresa Silveira (jornalista Agrovida / Vida Económica): - O que deve ser feito com o programa MAR 2020 para que tenha mais êxito e seja mais utilizado pelas empresas?

O que deve ser feito com o Programa MAR 2020 é o mesmo que o Secretário de Estado da Agricultura, Eng. José Diogo Albuquerque, fez na gestão do ProDeR, alocar orçamento, monitorizar aprovações, contratações, pagamentos, prazos de execução dos investimentos, limpar a carteira de candidaturas, acompanhar os proponentes com candidaturas que podem indiciar atrasos na execução, se necessário motivar nestas visitas para cumprir prazos, reformular, desistir.
Utilizar a comunicação política para dar importância a esta atividade económica, motivar os proponentes a apresentar projetos, a geri-los bem dentro dos prazos contratuais, assim como motivar os serviços do Ministério a cumprirem os seus prazos de tramitação. Também deve ser cuidada a coerência das políticas e as questões de licenciamentos.  

Artigo Publicado na Gazeta Rural 254 - 31 Agosto 2015


O PDR 2020 e a fileira da vinha e do vinho*

A fileira da vinha e do vinho têm uma excelente oportunidade no período temporal até 2020, para se desenvolver, incrementar o valor acrescentado gerado e exportações, criar emprego, em suma tornar-se mais competitiva, tirando partido das ajudas financeiras disponibilizadas pelo Estado Português e União Europeia.

As principais ajudas são dadas ao abrigo do Programa VITIS para a plantação das vinhas, sobre enxertia e reenxertia, assim como melhoramentos fundiários que sejam drenagens, e muros de suporte das parcelas e o Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020 (PDR 2020), o qual dá ajudas (30 a 60% de incentivo, variável de acordo com a localização dos investimentos, proponente sócio de organização de produtores, possuir seguro de colheita, ser jovem agricultor) para os investimentos nas vinhas que não são elegíveis no VITIS (ações 3.2.1 Investimento nas explorações agrícolas (investimentos entre 25 mil euros e 4 milhões euros), ação 3.2.2. Pequenos investimentos nas explorações agrícolas (5 mil euros a 24 999,99 euros)) e também são elegíveis investimentos nas adegas (ações 3.3.1 e 3.3.2, respetivamente investimentos entre 200 mil euros e 4 milhões euros ou 5 mil euros e 200 mil euros), podendo obter apoios entre 25% a 55%, podendo ser incentivos não reembolsáveis e/ou reembolsáveis.

O PDR 2020 apoia o incremento da inovação na fileira através dos grupos operacionais (ação 1.1). A divulgação e promoção do conhecimento para melhoria das competências seja dos empresários, seja dos operadores, através de ações de formação profissional (ação 2.1.1), sessões de demonstração (ação 2.1.2.), intercâmbios de curta duração e visitas a explorações agrícolas (ação 2.1.3.) ações de informação (2.1.4) e serviços de aconselhamento agrícola (ação 2.2.1).

Há ajudas do PDR 2020 para apoio ao rendimento dos viticultores, para os que se reconvertem ou já praticam o modo de produção biológico (ações7.1.1 e 7.1.2, respetivamente) ou para os utilizam o modo de produção integrado (ação 7.2.1).

Há apoios previstos para a diversificação das atividades na exploração vitícola, cadeias curtas e mercados locais, promoção de produtos locais de qualidade (ação 10.2.1 – implementação das estratégias de desenvolvimento local dos Grupos de Ação Local do LEADER).

Em conclusão, a fileira vitinícola teve um forte desenvolvimento nas últimas dezenas de anos irá tornar-se mais competitiva porque tem empreendedores e empresários mais competentes, os quais avançam com projetos inovadores, voltados para os mercados de exportação, que tiram partido do boom turístico dos últimos anos em Portugal e sobretudo, do marketing e promoção internacional do país. Nesta fileira, as iniciativas são constantes e permanentes, pelo que, são alavancadas pelas ajudas públicas de apoio. A capacidade de comunicação da fileira, quer para Portugal, quer para o exterior, têm sido exemplares na promoção das excelentes vinhas e na divulgação dos vinhos de alta qualidade. Estou certo e otimista que as iniciativas dos empresários, junto com a liderança das Comissões de Vitivinícolas Regionais têm assumido nas respetivas regiões, farão a potencialização dos melhores resultados na aplicação das ajudas do PDR 2020.     

*José Martino
Empresário, CEO da Espaço Visual e Ruris

VISITA TÉCNICA | KIWI AMARELO JINTAO - 18 SET


Visita técnica sobre o Kiwi Amarelo Jintao que inclui a apresentação do projecto Kiwi Jintao, visita às instalações das Frutas Douro e Minho e a pomares de Kiwi Amarelo.
Objectivo: difundir o potencial de negócio do Kiwi Amarelo Jintao.
INSCRIÇÕES GRATUITAS! 
Inscrições através do email: sonia.moreira@espaco-visual.pt. Limitadas. Sujeitas a aprovação por parte da equipa técnica.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

preço aproximado de hectare de terreno de cultivo de arroz/milho em montemor-o-velho?

"prezado eng.
sabe dizer-me o preço aproximado de hectare de terreno de cultivo de arroz/milho em montemor-o-velho?
como posso saber?
grata"
 
Comentários:
1 - Para saber o preço do hectare de terreno em Montemor o Velho consulte as empresas imobiliárias locais, assim como solicitadores e advogados. O preço mais frequente será o preço de mercado. Analise as variações do preço da terra tendo em conta acesos, melhoramentos fundiários e infraestruturas. 
 
 
2 - O preço máximo a pagar pela aquisição do terreno agrícola para a cultura do milho/arroz, na minha opinião, será aquele cujos 20% do rendimento líquido da cultura dê para pagar a amortização de um empréstimo a 30 anos e dos respetivos juros. 
 
3 - Se precisar de obter valores contate a Consultora da Espaço Visual, Eng. Inês Anacleto, que ela é competente para a apoiar (910 905 474) 

4 ha de terreno: O que fazer?

Caro Eng. José Martino.

Sou um "jovem" de 34 anos, enfermeiro de profissão.

A família da minha esposa tem cerca de 4ha,aqui na zona de Belmonte, com boas condições agrícolas, uma vez que eram terras de vinha e Oliveira bem como horta. Tem ainda disponível o regadio da cova da beira. Desde criança que tive contacto com a exploração agrícola dos meus pais, na agro pecuária, pelo que a agricultura faz parte do meu passado e, agora, gostaria que fizesse parte do futuro da minha família.

Gostaria de saber quais as alternativas mais viáveis pensando na instalação de jovem agricultor e aproveitamento do pdr 2020.


Comentários:
1 - Se o terreno tiver aptidão de solo e clima, a cultura da cerejeira pode ser uma atividade muito interessante, assim como o mirtilo

2 - É muito importante ter assegurado os canais de comercialização dos produtos agrícolas antes de definir os investimentos.

3 - Nos próximos dias 25 e 26 de setembro se visitar a Feira do Empreendedorismo na Espaço Visual, Gondomar, terá a oportunidade de conhecer 16 atividades agrícolas através da apresentação dos respetivos empresários e meia hora por atividade de espaço para networking.