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quarta-feira, 16 de março de 2016

Agricultura precisa de planos estratégicos



As últimas e muito mediatizadas manifestações de suinicultores e produtores de leite mereciam da parte do Ministério da Agricultura uma reflexão profunda sobre que estratégia se deve desenvolver para as agriculturas em Portugal.
Este é o momento para fazer esta reflexão. Vivemos tempos históricos no setor agrícola. Por um lado, os anos da crise trouxeram gente nova, com ideias, com vontade e com arrojo de volta à terra. Por outro lado, temos setores como os que referi à beira do abismo.
Esta dualidade não é saudável para o clima económico e social de Portugal. Só o Governo pode criar as condições para se ultrapassar esta tensão e estimular um setor que tem vindo a ganhar escala, a aumentar as exportações, a investir em Inovação & Desenvolvimento, e a criar mais valor acrescentado e emprego.
Deixo aqui o meu humilde contributo para esta reflexão. O GPP - Gabinete de Planeamento e Políticas, é um organismo público que devia ser colocado a investigar, pesquisar, investigar e a lançar ações de benchmarking, como forma de medir as boas práticas na agricultura nacional.
Esta estrutura, dependente do Ministério da Agricultura, devia ser responsável pela elaboração de planos estratégicos para as agriculturas. Esses planos estratégicos deviam sinalizar o que se devia cultivar, que quantidades e onde - tendo em conta as questões do clima, dos solos, do paradigma social e económico de uma determinada região, da sua localização geográfica, etc.
Só assim se pode alavancar as iniciativas empresariais dos agentes agrícolas. Um exemplo: os frutos secos, como o pistácio, têm uma grande recetividade nas zonas do interior e mais deprimidas. É esta avaliação que é preciso fazer para outras zonas do país.

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