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domingo, 22 de outubro de 2017

Algumas das minhas medidas para prevenir e controlar fogos florestais



Na manhã da passada 6.ª feira, o programa da Antena 1 "Antena Aberta" questionava os ouvintes sobre o que esperam do Conselho de Ministros de sábado sobre a reforma da floresta.
Devido à escassez de tempo não pude entrar em direto, mas na linha do que recentemente disse na SIC Notícias, resolvi escrever no facebook da Antena 1 o seguinte comentário sobre esta magna problemática. É este o meu pequeno contributo, que partilho convosco:
"A minha expetativa, como perito em desenvolvimento rural, agricultura e floresta, é de que após o Conselho de Ministros de amanhã fossem tomadas as seguintes medidas:
1. Criação de uma task force para colocar no terreno este inverno pelo menos 120 000 ha de fogo controlado, para construir um xadrez com malha de parcela de 1000 a 20000 ha de floresta com faixas sem combustível;
2. Para o efeito terá de nas próximas semanas sair legislação para declarar utilidade pública de uso e exploração dessas parcelas rústicas, tal como acontece com a servidão da REN sobre o solo por baixo das linhas de alta tensão;
3. Só reduzindo e controlando a superfície das parcelas com elevada massa combustível pode garantir-se que não se tem fogos de dimensão e área ardida como neste ano 2017;
4. Publicar concursos no âmbito do PDR2020 exclusivamente para a região do interior, e dentro destas aquelas que têm maior massa combustível na floresta como estratégia para controlar e contornar as manchas florestais;
5. Aumentar o orçamento para o desenvolvimento rural (300 M€) e floresta prevenção (300 M€) no valor total de 600 M€, assumindo o compromisso público de negociar com a comissão europeia para que tal montante não conte para o défice;
6. Assumir o compromisso público que as margens das autoestradas, estradas, prédios urbanos, zonas industriais estarão limpas até 30 de abril de 2018, quer pressionando as concessionárias, quer os proprietários, quer substituindo-os para que o objetivo e prazo seja cumprido;
7. Apresentar até 31 de março de 2018 o plano de combate aos fogos desse ano, respetivo dispositivo e meios;
8. Se necessário, melhorar a legislação para castigar os proprietários e exploradores rurais que façam queimadas fora do período autorizado;
9. Apostar numa forte campanha de comunicação para motivar que não se proceda a ignições e comunicar as sanções.
Obs 1: Poderia continuar a enunciar o que pode e deve ser feito no imediato ou a médio prazo. Se quiserem podem ligar que explicarei outras ações e medidas (917561665).
Obs 2: Dei em julho uma entrevista à SIC Notícias onde previ mais fogos quer neste ano, quer no próximo, assim como outras medidas para os prevenir e controlar. A bem de Portugal, se depender de mim e das minhas ideias, a região Interior de Portugal irá ter desenvolvimento.
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