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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Twitter

Desde 29 de Maio de 2011 que escrevo no twitter em: http://twitter.com/#!/martinadas.

Trata-se de um meio de fácil acesso a partir do telemóvel, pelo que, caros leitores, podem considerar esta participação numa outra rede social como um complemento deste blogue.

Nova campanha da Pera Rocha: Novas contas?

Um leitor colocou no passado dia 19 de Agosto de 2011 o seguinte comentário:

Anónimo disse...
Bom dia Eng. Martinho,

Já procedi à apanha na minha exploração e foram aproximadamente 40t, em breve divulgarei o valor dado ás mesma pela associação, assim verá que as contas que faz estão muito longe da realidade. Tem toda a razão como as faz bem como os valores que dá mas a realidade é muito diferente.
Atentamente
P.F.

Pelo exposto, as minhas contas estão bem feitas... parece que pretendem fazer passar outra imagem da realidade. Estará correto o racicionio do meu leitor?

Artigo de Arlindo Cunha no Jornal Expresso

Arlindo Cunha defende em artigo de fundo no Expresso de Sábado passado que o futuro e sucesso da agricultura portuguesa depende de nós. Concordo plenamente

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Potencialidade Agrícola na Região de Trás-os-Montes

A experiência com as meloas em Vila Pouca de Aguiar teve resultados espetaculares,da ordem das 50 toneladas por hetare. O sabor é sensacional, o que de melhor já provei na minha vida, o que demonstra, na minha opinião, que na Região de Trás-os-Montes se podem produzir hortofrutícolas de alta qualidade. As opiniões que tenho trocado com outros profissionais desta atividade que trabalham nesta Região comprovam que o meu ponto de vista está certo. Há imensas oportunidades de negócio na agricultura transmontana! É preciso ter conhecimentos, vontade de fazer negócios e capacidade financeira para investir. Acho que nos próximos anos Trás-os-Montes irão mostrar o seu potencial agrícola.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pedidos Pagamento Acçoes 111 e 113 do ProDeR

A Espaço Visual elabora pedidos de pagamento das acções 111 e 113 do ProDeR, mesmo nos casos em que as candidaturas não tenham sido elaboradas por esta empresa. Este serviço é uma mais valia para o proponente porque estes processos são realizados por quatro profissionais cuja missão é trabalhar todos os dias em pedidos de pagamento. Se tiver necessidade não hesite em pedir um orçamento a fernanda.machado@espaco-visual.pt

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Apoios financeiros públicos ao investimento no mundo rural - quem tem direito a obtê-los?

Um leitor não identificado colocou, no dia de hoje, a seguinte questão:

Bom dia, a minha questão é o porquê de apenas darem o apoio a quem tem no mímnimo 1 hectare de terreno e porque não a quem tem o mesmo hectare ou mais mas dividido em vários terrenos?Será que não vai cultivar igual?Tenho direito a não querer trabalhar com estufas...

Não há limitação por superfície minima da exploração agrícola que se pretenda candidatar a jovem agricultor.

Está limitado ao investimento de pelo menos cinco mileuros e que este investimento seja rentável. Na minha opinião os terrenos serem juntos ou fraccionados, excepto se tiverem uma localização muito distante, não acarreta limitações na rentabilidade da exploração agrícola.

Tem o direito a não querer trabalhar com estufas, mas o Estado Português deveria ter o direito de aplicar bem os impostos de todos nós e a acautelar o bem público, aplicando as ajudas europeias e nacionais naqueles empresários agrícolas que gerassem riqueza que fossem de encontro aos superiores interesses de Portugal. Há liberdade de investimento, pelo que pode aplicar o seu dinheiro nos investimentos que entenda que lhe são mais agradáveis. O dinheiro dos portugueses e dos europeus deveria ser colocado nos projectos que gerassem maiores exportações ou substituição de importações a preços competitivos. Na minha opinião, a escala ou dimensão de cada actividade deveria ser determinante para obter apoios financeiros públicos. O perfil do empresário também deveria contar, pois os apoios deveriam ser dados a quem possui exeperiência e formação. Aliás, é uma regra de bom senso: quem não possui estas competências não deveria arriscar o seu dinheiro em investimentos no mundo rural. Para ultrapassar esta limitação a Espaço Visual está a organizar estágios em múltiplas actividades do mundo rural. Consulte: www.espaco-visual.pt

terça-feira, 19 de julho de 2011

Dúvidas: Apoios a Jovens Agricultores

Um leitor perguntou o seguinte:

Vamos imaginar um projecto de candidatura individual no valor de 75000€ numa zona favorecida. Se o apoio for concedido, é de 37000€, o correspondente a 50%? Ou já que existem duas tipologias (o premio à instalação e o apoio ao investimento) quando submetemos um projecto poderemos receber os 40% de uma tipologia e os 50% da outra...no total 90% do investimento total?

Resposta: o apoio ao investimento para um jovem agricultor instalado numa zona favorecida é de 50% ou seja, no seu caso será de 37 500€.
Neste caso tem um prémio de 1.ª instalação no valor de 40% do investimento, ou seja, 30 000 euros.
Assim quando o jovem agricultor faz investimentos em zonas favorecidas, até 75 000€, tem que suportar com capitais próprios 10% do total a investir. A partir de 75 000 euros há um incremento nos capitais próprios porque o prémio (40% do investimento) tem um tecto máximo de 30 000€.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Estágios em Horticultura

A Espaço Visual e a Hortijales chegaram hoje a acordo para organizarem estágios pagos para futuros jovens agricultores sobretudo em horticultura sob coberto (produções em estufa) e ar livre, bem como outros potenciais jovens agricultores que se queiram instalar na actividade.

A Hortijales possui uma experiência de cerca de 20 anos de sucesso na produção de hortícolas em Vila Pouca de Aguiar. Os irmãos Pires, Norberto e Fernando, aprenderam na Suiça a tecnologia de produção desde a germinação das sementes até à embalagem de alho francês, alface, pepinos, pimentos, tomates, etc., incluindo as metodologias de aquecimento das estufas durante o Inverno. Duas dezenas de anos de experiência e sucesso comercial são a mais valia desta empresa. Conhecimento, organização, rigor no controlo de custos, controlo da logística são os pontos fortes da gestão na Hortijales.

O objectivo do estágio em horticultura é garantir que no fim de um ano os estagiários possuem competências e são capazes de gerir com sucesso uma exploração hortícola, com dominio perfeito das tecnologias de produção, gestão de pessoal, competências em serralharia, pichelaria, manutenção de estufas e sistemas de rega, etc.

O estágio é prático, com acompanhamento semanal das actividades na exploração agrícola através da realização dos trabalhos desenvolvidos na exploração. Está limitado a dois formamdos por dia para garantir a alta exigência e rigor que colocamos no seu acompanhamento. Quem frequentar esta formação com sucesso tem a garantia de adquirir a experiência para se instalar com sucesso empresarial como jovem agricultor. É este desafio que a Espaço Visual e a Hortijales se propõem atingir.

Para mais informações contacte: dina.fernandes@espaco-visual.pt

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Estágios Para Jovens Empresários Agricolas

Estou, em conjunto com a minha equipa, a planear a implementação de estágios para jovens agricultores, tendo como objectivo que estes ao fim de um ano tenham adquirido as competências para gerir de forma autónoma uma exploração agrícola (sem experiência na gestão da actividade é alta a taxa de insucesso dos jovens agricultores).

Trata-se de formação que decorrerá em explorações modelo, orientados por empresários com experência e sucesso comprovados.

Quem estiver interessado em pagar para adquirir estas competências pode contactar-me através do e-mail:jose.martino@iol.pt, indicando qual a actividade que tem preferência (nesta altura, estamos a montar esta operação para formar verdadeiros empresários em seis actividades, mas iremos fazê-lo para outras em que existam jovens interessados). Á medida que estiver definida cada uma das acções irei dando notícias.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Jovem Agricultor: Formalidades para aquisição de prédios rústicos

Um leitor colocou, nestes blogue, a seguinte questão:
Bom dia.

Ao que parece, com as novas regras de acesso à instalação de Jovem Agricultor, já não é obrigatório que o novo empresário agrícola tenha de realizar a escritura antes da apresentação da candidatura. Confirma?

Cumprimentos
Marco Dias

Nas actuais condições de candidatura de jovens agricultores podem candidatar a aquisição de prédios rústicos com a apresentação no controlo documental do contrato de promessa de compra e venda de prédios rústicos(até dez dias após o seu carregamento na base de dados do ProDeR). A escritura terá quer ser apresentada entre a comunicação da aprovação da candidatura e a contratação, tendo como objectivo comprovar a titularidade do prédio através do parcelário (para fazer o parcelário, como proprietário, em nome do proponente, obrigatoriamente terá que apresentar a escritura)ou quando seja solicitado pela DRAP (informação do ProDeR)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Lufada de ar fresco

Artigo da Vida Económica:

O novo Governo tomou posse na passada terça-feira. Entre os 11 ministros e os 2 secretários de Estado, que formam um governo em que os portugueses depositam grandes esperanças, um nome, uma figura, reteve-me a atenção.

Não por se tratar de uma senhora, mas porque, e a qualidade de género não deixa de ser também invulgar para a pasta, se tratava da nova ministra da Agricultura. Assunção Cristas é o nome de que os agricultores mais vão ouvir falar daqui por diante.

Espera-se que por bons motivos, já que os seus antecessores, António Serrano e Jaime Silva, não deixaram saudades. Oriunda do CDS/PP, Assunção Cristas vai ter de enfrentar um sector dominado por uma forte componente masculina.

Julgo aliás que isso será um factor de sucesso para a sua missão. Uma mulher, para além de todos os méritos e competências que a novel ministra certamente terá, tem sempre na bagagem uma intuição, uma perspicácia, um “sexto sentido”, que falta aos homens e que, seguramente, faltou a Jaime Silva e a António Serrano.

Não será tarefa fácil, até porque a herança é pesada. Mas passará muito pelo desempenho de Assunção Cristas um vislumbre do nível de desempenho do Governo. A agricultura, com Assunção Cristas, não será um sector menor, dado o peso político que a dirigente do CDS/PP indiscutivelmente tem. E as palavras de Cavaco ainda soam fortes…

sábado, 18 de junho de 2011

Cavaco dixit

Artigo que escrevi e que o Semanário Vida Económica publicou ontem:

A poucos dias da formação do Governo, estou expectante com a escolha que o PSD (ou CDS) vai fazer para a pasta da Agricultura. Já sabemos que a intenção do PSD é de criar um super-ministério, juntando à Agricultura, o Ambiente e o Ordenamento do Território, mas ainda não sabemos (nem percebemos) qual o perfil do titular desta super-pasta.

Político ou mais técnico? Independente de alguns dos lobbies da agricultura (que são muitos e fortes) ou claramente apostas com o cunho e a anuência das corporações que gravitam à volta do sector?

Muito pouco transpirou. O que é bom, mas também pode ser lido como alguma indecisão ou indiferença por esta área. Julgo que o PSD cometerá um erro crasso e histórico se desvalorizar o sector, entregando a sua liderança ao CDS/PP.

E mais reforcei a minha opinião depois de ouvir o extraordinário discurso (extraordinário de inovador, de surpreendente e de “pedrada no charco”) que o Presidente da República fez por ocasião das comemorações do 10 de Junho, Dia de Portugal.

Cavaco Silva não hesitou em colocar a agricultura e o desenvolvimento do interior e do mundo rural no topo da agenda política e entre as prioridades de agenda do próximo Governo de Portugal.

Fê-lo com a autoridade política e experiência de quem conhece o País que liderou como Primeiro-Ministro durante 10 anos. Fê-lo por sabe que está neste regresso à terra, não na forma saudosista nem passadista, o segredo da nossa retoma económica. Fê-lo porque sabe que o sector agrícola tem nichos de mercado e fileiras estratégicas inovadoras, que empregam tecnologia de ponta, e cujos produtos “made in” Portugal têm enorme qualidade.

Cavaco sabe isso tudo e disse-o, na cerimónia mais solene do ano. Saberá também o PSD apreender a mensagem do Presidente da República?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Contas Novas sobre a Pêra Rocha

O leitor PM escreveu o seguinte comentário:

"Os 60 cêntimos referidos não serão o valor pago ao entreposto? É normal que, sendo assim, o preço ao produtor seja de apenas 20 cêntimos...

Sendo assim, qual seria o valor mais real para o investimento?"

Refiz as contas com os números veiculados pelo jornal Público, cento e setenta uma mil toneladas geram duzentos milhões de euros. Isto dá um preço médio de venda de 1,16€/kg.
Hipótese a):
De acordo com o espirito da notícia creio tratar-se do preço médio de venda das pêras por parte dos entrepostos. Se a este valor retirarmos 0,56€/kg para custos comerciais, embalagem, normalização e conservação frigorífica (valor na minha opinião fortemente exagerado)o preço pago ao produtor seria de 0,6€/kg

Hipótese b):
O pericultor recebe os 20/30 cêntimos porque o valor de 1,16€/kg será o preço média de venda ao público em Portugal e nos países destino da exportação.

Resposta ao leitor:
Para rentbilizar o investimento com o preço de liquidação das pêras que indicou (0,2€/kg) necessita, na minha opinião de colocar o pomar em plena produção ao 5.º ano com média de produtividade interanual de 60t/ha

Olival Biológico da Beira Interior à espera do novo governo

A Vida Rural publica em http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=5807&bl=1 um artigo cujo título é o deste post.
Espero que o novo ministro da agricultura o leia com atenção e apoie o projecto, caso queira demonstrar uma das estratégias mais eficazes para desenvolver a região interior de Portugal

Pedro Lynce

Os "mentideros" no interior do PSD indicam que neste momento o putativo candidato ou seja aquele que está melhor colocado para ser o novo ministro da agricultura é o meu professor de agronomia, da cadeira de Agricultura Geral, o Prof. Doutor Pedro Lynce.
Será que desta vez acerto na previsão?