O leitor PM perguntou o seguinte:
"Boa noite Eng.º Martino, Alguma das sessões incluirá análise swot para as aromáticas, frutos pequenos e apicultura? Cumprimentos, PM"
No seminário da próxima 4.ª feira na Escola Agrícola Conde S. Bento, em S. Tirso, espero ter alguns jovens agricultores para falarem sobre as perspetivas de pelo duas das três fileiras indicadas
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Devolução de fundos financeiros a Bruxelas
Dizem as minhas fontes que a queda da Presidente do Conselho Diretivo do IFAP tem a ver com a devolução à Comissão Europeia (Bruxelas) de cerca de 300 M€ de fundos financeiros da Agricultura.
A ser verdade, concluo que qualquer responsável político tem que ser muito consciente e que só pode afirmar que não haverá devolução de fundos quando dominar toda a máquina do Ministério da Agricultura, bem como todos os processos que este tramita, sob pena de mais tarde ou mais cedo a realidade o desmentir.
Na minha opinião, já o expressei, várias vezes, de forma publica, o Ministério da Agricultura necessita de ser dominado pela liderança política, para que as determinações e decisões que tomem sejam implementadas no timing político definido. A forma de praticar esta determinação passa por obrigar que, o Ministério da Agricultura e as Instituições que tutela, tramitem os processos dentro dos prazos legais. Numa primeira fase, para aqueles casos em que o Estado se sistemáticamente, seriam alargados os prazos de tramitação e posteriormente, seriam encurtados até ao período temporal mínimo que seja possivel.
A ser verdade, concluo que qualquer responsável político tem que ser muito consciente e que só pode afirmar que não haverá devolução de fundos quando dominar toda a máquina do Ministério da Agricultura, bem como todos os processos que este tramita, sob pena de mais tarde ou mais cedo a realidade o desmentir.
Na minha opinião, já o expressei, várias vezes, de forma publica, o Ministério da Agricultura necessita de ser dominado pela liderança política, para que as determinações e decisões que tomem sejam implementadas no timing político definido. A forma de praticar esta determinação passa por obrigar que, o Ministério da Agricultura e as Instituições que tutela, tramitem os processos dentro dos prazos legais. Numa primeira fase, para aqueles casos em que o Estado se sistemáticamente, seriam alargados os prazos de tramitação e posteriormente, seriam encurtados até ao período temporal mínimo que seja possivel.
sábado, 26 de novembro de 2011
Melhorias no parcelário agrícola
O leitor Filipe Pedro descreveu a sua experiência com o Parcelario:
"Já consegui, depois de umas 7 idas a salas de parcelarios e de ter que levar um vizinho que tinha o parcelario feito no terreno errado, no que eu queria, para ajustar o dele que estava errado, ter andando terça de manha á chuva á procura de marcos a tirar coordenadas gps que disseram que dava e depois afinal outro funcionario disse que nao dava, e mil e umas questoes que mudavam consoante o funcionario, lá consegui fazer o parcelario de todos os terrenos e para a semana dá entrada a candidatura, como diz o sr eng, há funcionario que fazem o trabalho com olhos fechados e outros que com os olhos abertos nao pescam nada do programa que teem á frente, mas isso é em todas as profissoes, também tive numa sala que pagar e noutra nao paguei nada, fiquei sem perceber porque das diferenças, mas o objectivo já foi alcançado que era o que interessava o bendito ie ou antigo p1, foram quase 3 semanas nisto de manha á noite com imensos gastos só em gasoleo mas espero que valha a pena e que tenha depois aprovaçao do projecto, só mesmo com paciencia e perseverancia, senao qualquer um desiste logo nos papeis...cumprimentos".
Comentários:
1 - Este é um exemplo dos largos milhares que tipificam a utilização de uma sala de Parcelário. Era bom que os responsáveis políticos do MAMAOT e os seus diretores gerais memorizassem o episódio para que no prazo máximo de um ano casos deste tipo desaparecessem do quotidiano:
a) A produtividade em Portugal também é baixa porque os cidadãos perdem demasiado tempo em serviços públicos. Qual seria o impacto na produtividade nacional se diminuisse em 50% o tempo anual que cada um de nós gasta em serviços públicos?
b) Os custos que os cidadãos teem com as deslocações a serviços públicos terão impacto significativo na conta de importações de combustiveis?
2 - Medidas a tomar:
a) Quando há conflito sobre a utilização de parcelas que os serviços do parcelário rapidamente convocassem o segundo interessado e não tivesse que o fazer, o primeiro interessado, de modo informal.
b) Que os operadores sem perfil para lidar com o público ou com a tecnologia fossem trocados por outros competentes para a função.
c) Que a base de dados remota esteja preparada para responder ao pico da procura ou que no processo anual de validações de parcelas, fossem convocados,0 os eventuais interessados, ao longo do tempo para diminuir a pressão de o fazer num período temporal muito curto.
d) Que fossem analisadas com o devido rigor pelos serviços do ProDeR e IFAP, as marcações no Parcelário de investimentos ProDeR e fossem validados, de forma experimental os respetivos controlos, os desvios existentes, a maioria deles decorrentes de deficiências do método utilizado (parcelário) e que de forma pedagógica indicassem aos interessados o que deveria corrigir antes dos controlos efetivos, pois, uma vez mais, os agricultores que tiverem o azar de serem os primeiros a serem controlados serão as "cobaias do sistema".
e) Uniformizar o funcionamento das salas de parcelário (dar formação aos operadores tipificando o atendimento eficaz e a forma de pagamento para as operações realizadas)
"Já consegui, depois de umas 7 idas a salas de parcelarios e de ter que levar um vizinho que tinha o parcelario feito no terreno errado, no que eu queria, para ajustar o dele que estava errado, ter andando terça de manha á chuva á procura de marcos a tirar coordenadas gps que disseram que dava e depois afinal outro funcionario disse que nao dava, e mil e umas questoes que mudavam consoante o funcionario, lá consegui fazer o parcelario de todos os terrenos e para a semana dá entrada a candidatura, como diz o sr eng, há funcionario que fazem o trabalho com olhos fechados e outros que com os olhos abertos nao pescam nada do programa que teem á frente, mas isso é em todas as profissoes, também tive numa sala que pagar e noutra nao paguei nada, fiquei sem perceber porque das diferenças, mas o objectivo já foi alcançado que era o que interessava o bendito ie ou antigo p1, foram quase 3 semanas nisto de manha á noite com imensos gastos só em gasoleo mas espero que valha a pena e que tenha depois aprovaçao do projecto, só mesmo com paciencia e perseverancia, senao qualquer um desiste logo nos papeis...cumprimentos".
Comentários:
1 - Este é um exemplo dos largos milhares que tipificam a utilização de uma sala de Parcelário. Era bom que os responsáveis políticos do MAMAOT e os seus diretores gerais memorizassem o episódio para que no prazo máximo de um ano casos deste tipo desaparecessem do quotidiano:
a) A produtividade em Portugal também é baixa porque os cidadãos perdem demasiado tempo em serviços públicos. Qual seria o impacto na produtividade nacional se diminuisse em 50% o tempo anual que cada um de nós gasta em serviços públicos?
b) Os custos que os cidadãos teem com as deslocações a serviços públicos terão impacto significativo na conta de importações de combustiveis?
2 - Medidas a tomar:
a) Quando há conflito sobre a utilização de parcelas que os serviços do parcelário rapidamente convocassem o segundo interessado e não tivesse que o fazer, o primeiro interessado, de modo informal.
b) Que os operadores sem perfil para lidar com o público ou com a tecnologia fossem trocados por outros competentes para a função.
c) Que a base de dados remota esteja preparada para responder ao pico da procura ou que no processo anual de validações de parcelas, fossem convocados,0 os eventuais interessados, ao longo do tempo para diminuir a pressão de o fazer num período temporal muito curto.
d) Que fossem analisadas com o devido rigor pelos serviços do ProDeR e IFAP, as marcações no Parcelário de investimentos ProDeR e fossem validados, de forma experimental os respetivos controlos, os desvios existentes, a maioria deles decorrentes de deficiências do método utilizado (parcelário) e que de forma pedagógica indicassem aos interessados o que deveria corrigir antes dos controlos efetivos, pois, uma vez mais, os agricultores que tiverem o azar de serem os primeiros a serem controlados serão as "cobaias do sistema".
e) Uniformizar o funcionamento das salas de parcelário (dar formação aos operadores tipificando o atendimento eficaz e a forma de pagamento para as operações realizadas)
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Mudanças no IFAP
As notícias que me chegam do interior do IFAP indicam que a presidente do conselho diretivo, Dra. Ana Paulino, apresentou a sua demissão à Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, apesar de que dizem as minhas fontes de que ainda não é público este facto.
Faço votos que no caso de haver mudanças no IFAP optem por uma personalidade que junte o que tem de melhor a Dra. Ana Paulino com a liderança da organização, a estruturação das equipas humanas e a eficiência e eficácia nos processos que a Instituição tramita. Que desta vez a decisão política vá no sentido de nomear toda a equipa do conselho directivo do IFAP e que esta seja da confiança pessoal de quem a vá liderar. A agricultura portuguesa e os seus agentes agradecem que se encontre a solução que despolitize o IFAP e vai de encontro aos superiores interesses de Portugal. Espero que desta vez a solução passe por uma personalidade fora do eixo Lisboa - Cascais - Leiria - Santarém - Évora.
Faço votos que no caso de haver mudanças no IFAP optem por uma personalidade que junte o que tem de melhor a Dra. Ana Paulino com a liderança da organização, a estruturação das equipas humanas e a eficiência e eficácia nos processos que a Instituição tramita. Que desta vez a decisão política vá no sentido de nomear toda a equipa do conselho directivo do IFAP e que esta seja da confiança pessoal de quem a vá liderar. A agricultura portuguesa e os seus agentes agradecem que se encontre a solução que despolitize o IFAP e vai de encontro aos superiores interesses de Portugal. Espero que desta vez a solução passe por uma personalidade fora do eixo Lisboa - Cascais - Leiria - Santarém - Évora.
Necessidade de uma política para a agricultura portuguesa
Ontem, tive o grato privilégio de conversar durante cerca de hora e meia com um responsável comercial de um dos mais importantes bancos nacionais. Consegui perceber as razões que levam a banca, até esta altura, a não ter grande interesse pela concessão de crédito à agricultura portuguesa: a banca tenta perceber quais são as políticas de médio/longo prazo que os governos teem para os diversos setores de atividade económica. Aqueles em que o governo aposta e por isso, tentam criar linhas de crédio para as atividades que são prioritárias. Para que haja mudança quanto à agricultura é preciso que se perceba qual a política para a agricultura nos próximos quatro a dez anos
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Parcelário Agrícola
O leitor Ricardo Santos escreveu neste blogue:
"Desde já dou os meus parabéns ao Engº José Martino pelo excelente trabalho que têm feito em prol da agricultura, eu passei pelo mesmo problema a angariação de terrenos para o meu projecto mas após alguma insistência e muita paciência consegui os terrenos que percisava demorou aproximadamente 2 anos e alguns meses a conseguir, mas consegui e hoja recebi a confirmação de que o meu projecto foi aprovado, o que eu posso desejar a todos os jovens agricultores que passam por este problema é não desistirem e terem uma dose bem grande de paciência não só ao que respeita aos terrenos mas tambem quanto ao parcelário."
Comentário:
1 - Tinha-me esquecido de comentar as dificuldades em "fazer o registo no Parcelário". Agradeço ao leitor ter chamado a atenção para este problema.
2 - Trata-se do registo das várias parcelas que constituem a exploração agrícola na base de dados do Ministério da Agricultura. Esta operação consiste na identificação em fotografia aéra (georreferenciação), no écran do computador na sala de parcelário nas Direcções Regionais de Agricultura e Pescas ou Organizações de Agricultores que prestam estes serviços, de cada uma das parcelas e a respetiva associação ao explorador, n.º artigo rústico, nome da parcela, tipo de atividade desenvolvida na parcela e forma de exploração (própria, para o caso de proprietários, arrendatário ou comodotário). Com a identificação dos limites o programa do computador gera automaticamente a superfície de cada parcela e posteriormente, a da exploração agrícola.
3 - Sem a realização deste registo é impossivel receber ajudas públicas, quer ao investimento, quer ao rendimento.
4 - É muito dificil identificar com rigor os limites das parcelas porque não são visiveis em muitas delas e sobretudo, porque basta a deslocação de por exemplo, 0,5 mm para alterar a superfície de determinada parcela.
5 - Há operadores de sala de parcelário que são excelentes profissionais, mas muitos outros que não têm perfil para a função, por não terem competências para lidarem com público ou para trabalharem com novas tecnologias.
6 - Há um desgaste muito grande dos operadores das salas de parcelário porque há períodos do ano em que são invadidos para marcação e confirmação de parcelas, bem como têm de dirrimir conflitos entres pessoas que querem marcar a mesma parcela (os operadores têm de avaliar quem tem legitimidade legal para o fazer) e sobretudo, têm que fazer marcações de parcelas com base em informações de interessados que não conseguem, por falta de jeito, identificar as parcelas (tenho assistido a cenas memoráveis em salas de parcelário: horas seguidas de sucessivas questões que o operador faz ao interessado, tendo como objetivo obter referências para saber a localização ou os limites para marcar a parcela. Muitas vezes, a marcação com sucesso da parcela é feita após várias tentativas em diferentes dias e horas). Outros dos problemas era a base de dados remota não funcionar ou trabalhar de forma muito lenta, não permitindo as gravações.
7 - Apesar da marcação das parcelas e dos investimentos nessas parcelas poder ser feita por entrega de ficheiros de levantamentos GPS muitas das salas dos parcelários não os aceitam
"Desde já dou os meus parabéns ao Engº José Martino pelo excelente trabalho que têm feito em prol da agricultura, eu passei pelo mesmo problema a angariação de terrenos para o meu projecto mas após alguma insistência e muita paciência consegui os terrenos que percisava demorou aproximadamente 2 anos e alguns meses a conseguir, mas consegui e hoja recebi a confirmação de que o meu projecto foi aprovado, o que eu posso desejar a todos os jovens agricultores que passam por este problema é não desistirem e terem uma dose bem grande de paciência não só ao que respeita aos terrenos mas tambem quanto ao parcelário."
Comentário:
1 - Tinha-me esquecido de comentar as dificuldades em "fazer o registo no Parcelário". Agradeço ao leitor ter chamado a atenção para este problema.
2 - Trata-se do registo das várias parcelas que constituem a exploração agrícola na base de dados do Ministério da Agricultura. Esta operação consiste na identificação em fotografia aéra (georreferenciação), no écran do computador na sala de parcelário nas Direcções Regionais de Agricultura e Pescas ou Organizações de Agricultores que prestam estes serviços, de cada uma das parcelas e a respetiva associação ao explorador, n.º artigo rústico, nome da parcela, tipo de atividade desenvolvida na parcela e forma de exploração (própria, para o caso de proprietários, arrendatário ou comodotário). Com a identificação dos limites o programa do computador gera automaticamente a superfície de cada parcela e posteriormente, a da exploração agrícola.
3 - Sem a realização deste registo é impossivel receber ajudas públicas, quer ao investimento, quer ao rendimento.
4 - É muito dificil identificar com rigor os limites das parcelas porque não são visiveis em muitas delas e sobretudo, porque basta a deslocação de por exemplo, 0,5 mm para alterar a superfície de determinada parcela.
5 - Há operadores de sala de parcelário que são excelentes profissionais, mas muitos outros que não têm perfil para a função, por não terem competências para lidarem com público ou para trabalharem com novas tecnologias.
6 - Há um desgaste muito grande dos operadores das salas de parcelário porque há períodos do ano em que são invadidos para marcação e confirmação de parcelas, bem como têm de dirrimir conflitos entres pessoas que querem marcar a mesma parcela (os operadores têm de avaliar quem tem legitimidade legal para o fazer) e sobretudo, têm que fazer marcações de parcelas com base em informações de interessados que não conseguem, por falta de jeito, identificar as parcelas (tenho assistido a cenas memoráveis em salas de parcelário: horas seguidas de sucessivas questões que o operador faz ao interessado, tendo como objetivo obter referências para saber a localização ou os limites para marcar a parcela. Muitas vezes, a marcação com sucesso da parcela é feita após várias tentativas em diferentes dias e horas). Outros dos problemas era a base de dados remota não funcionar ou trabalhar de forma muito lenta, não permitindo as gravações.
7 - Apesar da marcação das parcelas e dos investimentos nessas parcelas poder ser feita por entrega de ficheiros de levantamentos GPS muitas das salas dos parcelários não os aceitam
Seminário: Investir na agricultura? Análise swot das fileiras estratégicas
Podem consultar em: http://www.cnjap.pt/index.php/proder-redes-tematicas/seminarios/117-investir-na-agricultura-analise-swot-das-fileiras-estrategicas-em-santo-tirso, um seminário que decorrerá na Escola Profissional Agrícola Conde S. Bento, em S. Tirso, no dia 7 de Dezembro de 2011, durante todo o dia e no qual irei, junto com alguns agricultores, falar sobre quatro grandes fileiras estratégicas.
Trata-se de um convite que nos foi endereçado pela Escola, Instituição com a qual eu e a Espaço Visual temos muita honra em colaborar, porque desde jovem tenho a opinião que é muito importante a formação escolar prática agrícola nos jovens que serão futuros técnicos superiores, quadros de explorações agrícolas, trabalhadores rurais e empresários agrícolas. Da minha experiência retiro que as explorações agrícolas mais rentáveis são aquelas que aliam melhor gestão a trabalhadores e quadros melhores qualificados para a agricultura.
Trata-se de um convite que nos foi endereçado pela Escola, Instituição com a qual eu e a Espaço Visual temos muita honra em colaborar, porque desde jovem tenho a opinião que é muito importante a formação escolar prática agrícola nos jovens que serão futuros técnicos superiores, quadros de explorações agrícolas, trabalhadores rurais e empresários agrícolas. Da minha experiência retiro que as explorações agrícolas mais rentáveis são aquelas que aliam melhor gestão a trabalhadores e quadros melhores qualificados para a agricultura.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Uma política agrícola precisa-se!
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2110901
Vale a pena ler esta notícia recente do JN e reflectir.
Queremos ultrapassar a crise?
Queremos reduzir o desemprego?
Queremos mais competitividade na economia?
Queremos mais exportações?
A resposta é: reforçar os apoios à agricultura; apoiar os jovens agricultores; atrair jovens para a terra, incentivando-os a montar os seus próprios negócios.
Vale a pena ler esta notícia recente do JN e reflectir.
Queremos ultrapassar a crise?
Queremos reduzir o desemprego?
Queremos mais competitividade na economia?
Queremos mais exportações?
A resposta é: reforçar os apoios à agricultura; apoiar os jovens agricultores; atrair jovens para a terra, incentivando-os a montar os seus próprios negócios.
Procura de terras para exploração agrícola
O leitor Filipe Pedro escreveu o seguinte:
"como disse o marcio estou na mesma situaçao, estou com um projecto de apicultura em que o que me está a comer tempo e a cabeça é arranjar os terrenos, baldios na camara aqui da zona nem sabem dizer quem trata disso, particulares nem se sabe os donos e quem se sabe ou quer muito dinheiro ou tem medo que lhe roube o terreno, sou da zona de leiria, onde há matas nacionais, o interesse demonstrado vou tipo deixe ai um pedido por escrito e depois logo se ve, ou isso tem que ir aos chefes acima de mim mas agora ninguem sabe quem está a mandar porque o organigrama dos serviços está em reestruturaçao, enfim eu bem queria porque na area onde sempre trabalhei(construçao civil) foi chao que já deu uvas, mas aja paciência, para fazer um parcelário dos terrenos que tenho, aquilo ela mexe no rato e ando logo 100 metros para o lado, que a escala é dificil, assim como está a borucracia nunca mais arranco com o projecto... já agora nao sabia que ia dar no tvi24 mas tava"
Comentários:
1 - Encontrar terrenos adequados para uma exploração agrícola é um processo que demora, de acordo com a experiência dos projetos que me passaram pelas mãos, entre seis meses a dois anos.
2 - Só consegue chegar a bom porto, obtendo arrendamento para terrenos agrícolas, quem é muito persistente, teimoso e determinado nos objetivos. Conseguem-se superfícies limitadas, instala-se a exploração e posteriormente, alguns dos proprietários com quem se falou na fase de angariação de terrenos, veem oferecer novas parcelas pois verificam que o jovem agricultor é capaz de manter os terrenos limpos e bem explorados do ponto de vista agrícola.
3 - Há jovens agricultores que desistem de se instalarem porque necessitam dar um rumo profissional às suas vidas e não podem esperar tanto tempo (entre meio ano a dois anos) para terem acesso à terra.
4 - Recomendo ao Sr. Filipe Pedro que não desista de procurar, mesmo que nesta fase seja muito frustrante porque se continuar a tentar, verificará mais adiante que conseguirá constituir a exploração que pretende.
"como disse o marcio estou na mesma situaçao, estou com um projecto de apicultura em que o que me está a comer tempo e a cabeça é arranjar os terrenos, baldios na camara aqui da zona nem sabem dizer quem trata disso, particulares nem se sabe os donos e quem se sabe ou quer muito dinheiro ou tem medo que lhe roube o terreno, sou da zona de leiria, onde há matas nacionais, o interesse demonstrado vou tipo deixe ai um pedido por escrito e depois logo se ve, ou isso tem que ir aos chefes acima de mim mas agora ninguem sabe quem está a mandar porque o organigrama dos serviços está em reestruturaçao, enfim eu bem queria porque na area onde sempre trabalhei(construçao civil) foi chao que já deu uvas, mas aja paciência, para fazer um parcelário dos terrenos que tenho, aquilo ela mexe no rato e ando logo 100 metros para o lado, que a escala é dificil, assim como está a borucracia nunca mais arranco com o projecto... já agora nao sabia que ia dar no tvi24 mas tava"
Comentários:
1 - Encontrar terrenos adequados para uma exploração agrícola é um processo que demora, de acordo com a experiência dos projetos que me passaram pelas mãos, entre seis meses a dois anos.
2 - Só consegue chegar a bom porto, obtendo arrendamento para terrenos agrícolas, quem é muito persistente, teimoso e determinado nos objetivos. Conseguem-se superfícies limitadas, instala-se a exploração e posteriormente, alguns dos proprietários com quem se falou na fase de angariação de terrenos, veem oferecer novas parcelas pois verificam que o jovem agricultor é capaz de manter os terrenos limpos e bem explorados do ponto de vista agrícola.
3 - Há jovens agricultores que desistem de se instalarem porque necessitam dar um rumo profissional às suas vidas e não podem esperar tanto tempo (entre meio ano a dois anos) para terem acesso à terra.
4 - Recomendo ao Sr. Filipe Pedro que não desista de procurar, mesmo que nesta fase seja muito frustrante porque se continuar a tentar, verificará mais adiante que conseguirá constituir a exploração que pretende.
kiwis nos Açores
O leitor Boa Fábio Silva, que vive na ilha do Pico perguntou:
"Fico muito satisfeito por pelo menos uma pessoa poder prestar algum esclarecimento sobre o Kiwi, em especial aqui no arquipélago. Apesar do provavel potencial que a planta tem, ainda falta realizar muito trabalho. Sei que existem aqui na ilha, alguns particulares com a variedade Bruno e tal como refere tem uma excelente qualidade, no entanto é muito sensivel aos ventos mais fortes o que pode condicionar seriamente a produção. Relativamente a variedade amarela que refere não conheco, mas tenho plantados a título de experiência o kiwi jenny e alguns kiwinos. Gostaria de saber como é possivel comprar as plantas que refere. Obrigado, mais uma vez".
1. Há no serviço agrícola de S. Miguel um técnico que tem desenvolvido estudos, desde há muitos anos, sobre o kiwi Bruno. Recomendo que contate esses serviços.
2. Para comprar plantas de actinidea (plantas de kiwis) deve contatar a kiwi Greensun.
3. A cultura do kiwi nos Açores só será possivel para zonas muito abrigadas dos ventos fortes ou com sistemas de condução adaptados como o que está aplicado em S. Miguel: a parte área das plantas está desenvolvida praticamente a um metro do solo.
"Fico muito satisfeito por pelo menos uma pessoa poder prestar algum esclarecimento sobre o Kiwi, em especial aqui no arquipélago. Apesar do provavel potencial que a planta tem, ainda falta realizar muito trabalho. Sei que existem aqui na ilha, alguns particulares com a variedade Bruno e tal como refere tem uma excelente qualidade, no entanto é muito sensivel aos ventos mais fortes o que pode condicionar seriamente a produção. Relativamente a variedade amarela que refere não conheco, mas tenho plantados a título de experiência o kiwi jenny e alguns kiwinos. Gostaria de saber como é possivel comprar as plantas que refere. Obrigado, mais uma vez".
1. Há no serviço agrícola de S. Miguel um técnico que tem desenvolvido estudos, desde há muitos anos, sobre o kiwi Bruno. Recomendo que contate esses serviços.
2. Para comprar plantas de actinidea (plantas de kiwis) deve contatar a kiwi Greensun.
3. A cultura do kiwi nos Açores só será possivel para zonas muito abrigadas dos ventos fortes ou com sistemas de condução adaptados como o que está aplicado em S. Miguel: a parte área das plantas está desenvolvida praticamente a um metro do solo.
sábado, 19 de novembro de 2011
Apoios e rentabilidade da cultura do kiwi
Nas duas últimas semanas houve um debate entre os leitores deste blogue sobre os apoios e rentabilidade na cultura do kiwi. Aqui está a minha opinião sobre este assunto:
Os projetos de apoio à instalação de jovens agricultores na implantação de pomares de kiwis só apresentam rentabilidade para superfícies mínimas de quatro hectares ou muito próximas. Este número resulta do facto do custo de implantação de cada hectare de kiwis estar situado entre 30000 e 50000 euros, inclui a plantação (mobilização profunda, tração, mão-de-obra, plantas, estrutura de suporte e fertilizantes) os melhoramentos fundiários (terraplanagens, despedrega, drenagens, captação (poços ou furos), armazenamento (tanques ou charcas) e distribuição de água, construções (armazém de apoio) e equipamentos (sistema de rega por microaspersão ou microjet, trator e alfaias, etc.). As novas plantações só começam a produzir a partir do terceiro ano após a implantação e atingem a plena produção ao quinto ano (a conta de tesouraria só atinge o equilibrio ao quarto ano). A recuperação do investimento é conseguida entre o sétimo e o nono ano, depende do valor do investimento, isto acontece captando os apoios do ProDeR (sem este apoio financeiro, a recuperação do investimento demora mais dois a três anos).
Espero que fiquem claros os seguintes pontos:
1 - A cultura do kiwi é rentável a médio prazo porque demora cinco anos a atingir a plena produção e os investimentos são elevados.
2 - Mesmo com os apoios de instalação dos jovens agricultores são necessários capitais próprios e crédito para o investimento na instalação e para fundo de maneio para suportar os custos de exploração nos primeiros quatro anos.
3 - Existe uma linha de crédito a dez anos, disponibilizada pelas Caixas de Crédito da Área Metropolitana do Grande Porto, Vale do Sousa e Tâmega, e Noroeste, com quatro anos de carência (só há lugar ao pagamento de juros) e dez de amortização (pagamento do empréstimo entre o quinto e o décimo anos)
Os projetos de apoio à instalação de jovens agricultores na implantação de pomares de kiwis só apresentam rentabilidade para superfícies mínimas de quatro hectares ou muito próximas. Este número resulta do facto do custo de implantação de cada hectare de kiwis estar situado entre 30000 e 50000 euros, inclui a plantação (mobilização profunda, tração, mão-de-obra, plantas, estrutura de suporte e fertilizantes) os melhoramentos fundiários (terraplanagens, despedrega, drenagens, captação (poços ou furos), armazenamento (tanques ou charcas) e distribuição de água, construções (armazém de apoio) e equipamentos (sistema de rega por microaspersão ou microjet, trator e alfaias, etc.). As novas plantações só começam a produzir a partir do terceiro ano após a implantação e atingem a plena produção ao quinto ano (a conta de tesouraria só atinge o equilibrio ao quarto ano). A recuperação do investimento é conseguida entre o sétimo e o nono ano, depende do valor do investimento, isto acontece captando os apoios do ProDeR (sem este apoio financeiro, a recuperação do investimento demora mais dois a três anos).
Espero que fiquem claros os seguintes pontos:
1 - A cultura do kiwi é rentável a médio prazo porque demora cinco anos a atingir a plena produção e os investimentos são elevados.
2 - Mesmo com os apoios de instalação dos jovens agricultores são necessários capitais próprios e crédito para o investimento na instalação e para fundo de maneio para suportar os custos de exploração nos primeiros quatro anos.
3 - Existe uma linha de crédito a dez anos, disponibilizada pelas Caixas de Crédito da Área Metropolitana do Grande Porto, Vale do Sousa e Tâmega, e Noroeste, com quatro anos de carência (só há lugar ao pagamento de juros) e dez de amortização (pagamento do empréstimo entre o quinto e o décimo anos)
Apoios para a instalação de olival e azeite
Um leitor questionou os apoios para o olival e azeite.
Para a instalação de olival, neste momento, só existem os apoios para a instalação do jovem agricultor: 40% de incentivo não reembolsável (INR) até 30000 euros para agricultor individual ou 40000 euros sociedade de jovens agricultores e 60% do investimento elegivel em INR para regiões desfavorecidas e 50% nas regiões favorecidas.
Os apoios ao azeite encontram-se descritos em http://www.ifap.min-agricultura.pt/portal/page/portal/ifap_publico/GC_ajudas/GC_vegetais/GC_azeite_R
Para a instalação de olival, neste momento, só existem os apoios para a instalação do jovem agricultor: 40% de incentivo não reembolsável (INR) até 30000 euros para agricultor individual ou 40000 euros sociedade de jovens agricultores e 60% do investimento elegivel em INR para regiões desfavorecidas e 50% nas regiões favorecidas.
Os apoios ao azeite encontram-se descritos em http://www.ifap.min-agricultura.pt/portal/page/portal/ifap_publico/GC_ajudas/GC_vegetais/GC_azeite_R
Busca de terrenos para explorações agrícolas
Da minha experiência retenho que, a maioria dos jovens agricultores, demoram entre seis meses a dois anos a conseguirem os terrenos para instalarem as suas explorações agrícolas. Não esqueço dois ou três casos mais dramáticos de pessoas que tinham muito interesse na atividade agrícola e que nunca se instalaram porque não conseguiram a terra.
Quem acompanha os comentários neste blogue verifica que há descrições de leitores que relatam as dificuldades que sentem, assim como o desgaste psicológico que acarreta, pois nunca há certezas se conseguem a terra para instalarem as suas explorações agrícolas. É um problema real que para a opinião pública e muitos dos responsáveis políticos não existe porque não conhecem o terreno.
É por todas estas e outras razões que sou um defensor público do banco e bolsas de terras
Quem acompanha os comentários neste blogue verifica que há descrições de leitores que relatam as dificuldades que sentem, assim como o desgaste psicológico que acarreta, pois nunca há certezas se conseguem a terra para instalarem as suas explorações agrícolas. É um problema real que para a opinião pública e muitos dos responsáveis políticos não existe porque não conhecem o terreno.
É por todas estas e outras razões que sou um defensor público do banco e bolsas de terras
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Banco de Terras na TVI 24
http://www.tvi24.iol.pt/videos/pesquisa/Portugal+Portugu%C3%AAs/video/13517879/1
Pode visualizar neste link o programa da TVI 24 "Portugal Português" sobre o Banco de Terras. O canal fez o favor de me convidar, pelo que participei no programa com muito prazer. Divulgar a agricultura, as suas potencialidades, o negócio agrícola, os intrumentos de gestão para abraçar um projecto agrícola, mas também os seus riscos, é um dever de cidadania.
É esse dever que cumpro com determinação, também escrevendo regularmente para os jornais ou participando em outros fóruns cívicos e comunicacionais. O Banco de Terras público é um tema aliciante e que tem tudo para alavancar a nossa agricultura e atrair jovens agricultores para o sector. Estou convencido que é pela agricultura que vai passar muito do futuro da nossa economia.
sábado, 12 de novembro de 2011
Apoiar os jovens agricultores
Amanhã, na TVI 24, pelas 15 horas, vou explicar porque é que
defendo que o Banco de Terras é um projecto decisivo para a agricultura
portuguesa e para a dinamização da nossa economia. Como está tudo ligado, julgo
ser necessário lançar políticas que atraiam os jovens para a agricultura.
Por isso, o Ministério devia canalizar uma verba a rondar os
300 milhões de euros, em dois anos, para ajudar à instalação de projectos de
jovens agricultores. Com esta medida, o Governo português incentivava a entrada
de 4 mil jovens agricultores a montar o seu próprio negócio, com as vantagens
inerentes na dinamização da economia e na criação de emprego.
Devo assinalar que a média comunitária de jovens
agricultores, abaixo dos 35 anos, é de 5 por cento, enquanto que em Portugal
apenas 2 por cento dos agricultores se situa entre aquela faixa etária.
defendo que o Banco de Terras é um projecto decisivo para a agricultura
portuguesa e para a dinamização da nossa economia. Como está tudo ligado, julgo
ser necessário lançar políticas que atraiam os jovens para a agricultura.
Por isso, o Ministério devia canalizar uma verba a rondar os
300 milhões de euros, em dois anos, para ajudar à instalação de projectos de
jovens agricultores. Com esta medida, o Governo português incentivava a entrada
de 4 mil jovens agricultores a montar o seu próprio negócio, com as vantagens
inerentes na dinamização da economia e na criação de emprego.
Devo assinalar que a média comunitária de jovens
agricultores, abaixo dos 35 anos, é de 5 por cento, enquanto que em Portugal
apenas 2 por cento dos agricultores se situa entre aquela faixa etária.
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