O leitor LR colocou a seguinte mensagem neste blogue:
"Acabaram de me pedir, 350 euros/MES/ha pelo aluguer de 3ha de terreno. Um
terreno que fica numa aldeia normal deste país, parte a silvas parte floresta
(mimosas) com algum trabalho para preparar seja para o que for, com
possibilidade de acesso a electricidade e com pouca água (um poço pequeno e
duvidoso). 4200 euros/ano, o que daria 12600 euros/ano para os 3ha. Ah, o valor
de partida foram 500euros/ha/mes, ou seja, 6000 euros/ha/ano... Absurdo! LR"
1 - Este tipo de informações e experiências, como a descrita por este leitor, chegam-me e vivo-as diariamente com os meus clientes, na minha atividade de projetista para o ProDeR.
2 - Sou um defensor de um banco público de terras porque é um dos instrumentos necessários para promover o acesso á terra dos agricultores e potenciais jovens agricultores.
3 - O valor das rendas deve estar indexado ao melhor rendimento potencial do prédio rústico em causa e esta informação deve ser veiculada no terreno aos proprietários através de entidades (câmaras municipais, associações, empresas, etc.) integradas, quanto ao seu funcionamento, na supervisão do banco público de terras.
4 - É necessária a intervenção dos responsáveis políticos da agricultura e das autarquias para desmitificar o valor social dos prédios rústicos, o interesse público em ter os terrenos devidamente explorados, etc. porque Portugal não pode perder a oportunidade de ter jovens que podem explorar as suas terras, caso não consigam ter acesso à terra, irão emigrar e criar riqueza noutros países (tenho exemplo de jovens agricultores que caso não se tivessem instalado na agricultura com as ajudas do ProDeR teriam ido trabalhar noutros países)
5 - Com um banco de terras o acesso do leitor LR e de muitos outros, a terrenos agroflorestais, seria mais facilitado.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Sucesso no ProDeR: telefonar, telefonar, telefonar! Escrever, Escrever, Escrever!
O leitor Filipe Pedro fez o seguinte comentário ao post "ProDeR: estratégia para melhorar a tramitação":
"Período de tempo razoável em que cada PA fica na interação entre as DRAP,
ProDer e IFAP no âmbito da sua tramitação, porque quando um processo cai no
limbo demora meses ou anos para voltar à tramitação normal."é desse limbo
que estou com receio, o meu projecto foi aprovado, só que houve um erro de
calculo do montante do prémio em que só calcularam sobre as despesas elegiveis e
nao sobre o vipe e voltou atras porque a diferença era grande e nao podia
aceitar, agora já me começo a arrepender, pois estou a ver que o processo vai
cair nesse limbo e nao há respostas nem ninguém que saiba o que se vai passar
nem quanto tempo demora a ser rectificado e no caso apicula a época começa
dentro em pouco e ainda há muito que fazer para ter tudo em ordem de começar a
tempo..."
ProDer e IFAP no âmbito da sua tramitação, porque quando um processo cai no
limbo demora meses ou anos para voltar à tramitação normal."é desse limbo
que estou com receio, o meu projecto foi aprovado, só que houve um erro de
calculo do montante do prémio em que só calcularam sobre as despesas elegiveis e
nao sobre o vipe e voltou atras porque a diferença era grande e nao podia
aceitar, agora já me começo a arrepender, pois estou a ver que o processo vai
cair nesse limbo e nao há respostas nem ninguém que saiba o que se vai passar
nem quanto tempo demora a ser rectificado e no caso apicula a época começa
dentro em pouco e ainda há muito que fazer para ter tudo em ordem de começar a
tempo..."
Comentários:
1- Como se pode verificar pelo exemplo, "infelizmente existem casos que saem fora da tramitação normal do ProDeR", basta que haja uma reclamação.
2 - Na minha opinião o Ministério da Agricultura deveria ter um "provedor do utente/gestor de cliente" de que se ocupasse e preocupasse em acompanhar todos os casos tipo do Filipe Pedro.
3 - Aconselho-o, na sua qualidade de proponente, que pressione telefonicamente, de dois em dois dias, o serviço da DRAP onde foi realizada a análise do seu projeto. Se for necessário escreva ao director regional de agricultura e pescas, à gestora do ProDeR e à ministra da Agricultura. Após escrever telefone passados 3 dias a pressionar para ter a resposta á sua solicitação. E não deixe de escrever neste blogue sobre o andamento do seu PA, pois é lido por gente do Ministério da Agricultura, deputados da Assembleia da República, jornalistas, etc.
4 - Nunca se arrependa de reclamar quando tem razão objetiva porque se cada um de nós o fizer, levaremos a que todos os serviços funcionem melhor e consequentemente, ao desenvolvimento de Portugal.
Crédito aos jovens agricultores
O leitor Nuno Gomes escreveu, neste blogue, o seguinte:
"Uma grande visão... como sempre!
Em relação ao crédito para o
investimento agrícola, o sucesso pode depender do montante pedido em % do valor
do investimento ou é efectivamente muito difícil conseguir crédito, junto dos
bancos, para a agricultura?
Parabéns pelos 4 anos de serviço público!"
Comentários:
1 - "A grande visão" resulta de me perguntar quase diariamente: Quais as razões que levam responsáveis políticos da agricultura, alguns deles que reconheço, pelo contato pessoal, como pessoas muito inteligentes, a não conseguirem resultados e melhorias significativas no desenvolvimento da agricultura portuguesa, na pior das hipóteses, mudanças e melhor clima de contexto para quem é empresário ou quer investir na agricultura? Tenho o diagnóstico realizado ao pormenor e "tenho fé" tal como o ministro das finanças, que as minhas medidas, propostas no último post, tal como as dele, se forem implementadas, irão traduzir-se em mudanças efetivas para melhor na agricultura e economia portuguesas.
2 - É mesmo muito difícil obter crédito para atividades produtivas. Os gestores bancários estão pouco sensiveis para a importância da criação de riqueza, sobretudo se quem for pedir crédito não tiver experiência e relacionamento de longa data com essa Instituição de Crédito. Mesmo no caso de empresários já experientes, muitas vezes, pedem garantias por recurso a colaterais (emprestam a uma empresa se acionista apresentar depósitos ou aplicações de igual montante = reconheço que pode ser uma solução interessante do ponto de vista fiscal, mas no meu caso, prefiro, se tiver dinheiro disponivel, colocá-lo na empresa que está a investir do que pedir o dinheiro emprestado ao banco).
3 - Para se ter uma empresa agrícola sustentável do ponto de vista económico e financeiro, é necessário recorrer a investimentos avultados, mesmo com a ajuda do ProDeR, o que aconselharia que a Agroagarante tivesse os capitais adequados para emprestar nos prazos compativeis com a geração de riqueza das atividades em causa nos projetos, bem como no custo total do dinheiro que irá emprestar. A solução da garantia mútua nas condições indicadas é estratégica para acompanhar a instalação de jovens agricultores, sob pena de uma grande parte ou a maioria vir a fracassar nos próximos cinco anos
"Uma grande visão... como sempre!
Em relação ao crédito para o
investimento agrícola, o sucesso pode depender do montante pedido em % do valor
do investimento ou é efectivamente muito difícil conseguir crédito, junto dos
bancos, para a agricultura?
Parabéns pelos 4 anos de serviço público!"
Comentários:
1 - "A grande visão" resulta de me perguntar quase diariamente: Quais as razões que levam responsáveis políticos da agricultura, alguns deles que reconheço, pelo contato pessoal, como pessoas muito inteligentes, a não conseguirem resultados e melhorias significativas no desenvolvimento da agricultura portuguesa, na pior das hipóteses, mudanças e melhor clima de contexto para quem é empresário ou quer investir na agricultura? Tenho o diagnóstico realizado ao pormenor e "tenho fé" tal como o ministro das finanças, que as minhas medidas, propostas no último post, tal como as dele, se forem implementadas, irão traduzir-se em mudanças efetivas para melhor na agricultura e economia portuguesas.
2 - É mesmo muito difícil obter crédito para atividades produtivas. Os gestores bancários estão pouco sensiveis para a importância da criação de riqueza, sobretudo se quem for pedir crédito não tiver experiência e relacionamento de longa data com essa Instituição de Crédito. Mesmo no caso de empresários já experientes, muitas vezes, pedem garantias por recurso a colaterais (emprestam a uma empresa se acionista apresentar depósitos ou aplicações de igual montante = reconheço que pode ser uma solução interessante do ponto de vista fiscal, mas no meu caso, prefiro, se tiver dinheiro disponivel, colocá-lo na empresa que está a investir do que pedir o dinheiro emprestado ao banco).
3 - Para se ter uma empresa agrícola sustentável do ponto de vista económico e financeiro, é necessário recorrer a investimentos avultados, mesmo com a ajuda do ProDeR, o que aconselharia que a Agroagarante tivesse os capitais adequados para emprestar nos prazos compativeis com a geração de riqueza das atividades em causa nos projetos, bem como no custo total do dinheiro que irá emprestar. A solução da garantia mútua nas condições indicadas é estratégica para acompanhar a instalação de jovens agricultores, sob pena de uma grande parte ou a maioria vir a fracassar nos próximos cinco anos
domingo, 12 de fevereiro de 2012
4.º Aniversário deste blogue: contributo para uma política agrícola mais eficaz
O que é necessário fazer para colocar a agricultura como um setor de destaque na economia portuguesa ( a OCDE aconselha os seus membros a investirem na melhoria da produtividade agrícola, na sustentabilidade e competitividade a longo prazo, apoiada na inovação, investigação e conhecimento)?
Em dia de aniversário deste blogue, segue o meu contributo:
1- Mostrar à sociedade o sucesso dos empresários agrícolas ou agro-industriais, bem como aquele que é obtido por trabalhadores rurais, chefes de exploração, técnicos, professores do ensino profissional, politécnico e universitário, consultores, etc. Fazê-lo através dos meios de comunicação social, promover eventos específicos para fomentar o prestigio da agricultura. Dizia-me alguém há algum tempo atrás, que a agricultura será uma atividade prestigiada quando os seus agentes aparecerem frequentemente nas revistas cor de rosa.
2 - Fazer com que se ganhe dinheiro como resultado das atividades agrícolas, desenvolvê-las de modo que 50% das produções sejam conseguidas por explorações/empresas dentro das economias de escala. A estruturação da produção, da sua industrialização e comercialização sejam desenvolvidas com alinhamento estratégico inovador e liderante, dentro do que melhor se faz a nível mundial, conseguidas como resultado de ações de benchmarking.
3 - Cadastro de todos os prédios através de ação declarativa a realizar no IRS, ao longo de dois anos. Quem não declarar as suas propriedades perde-as para o Estado.
4 - As heranças indivisas que no prazo máximo de dois anos não se extingam por escritura de partilhas, serão perdidas para o Estado, o qual colocará os prédios em hasta pública, com regulamento para promover a agregação de parcelas em explorações com dimensão, entregando o dinheiro obtido, após impostos, aos respetivos herdeiros.
5 - Banco público de terrras para promover o arrendamento dos prédios cujos proprietários, por decisão voluntária os disponibilizam, por não terem perfil para os explorarem, quer por idade, quer por não terem interesse na agricultura.
6 - Crédito específico para a agricultura e mundo rural, com prazos e custos adequados a esta atividade económica. É chocante que, apesar da crise económica e financeira que se vive em Portugal, ainda sejam concedido crédito ao consumo, habitação, automóvel (incluindo leasings, e retings) para particulares, em lugar de ser concedido para atividades produtivas (agricultura, pesca, indústria, atividades mineiras, etc.), serviços de apoio à produção, exportáveis, etc. As dificuldades na obtenção de crédito são reais e conheço-as pessolamente, quer da minha atividade empresarial em que negoceio crédito para os meus investimentos na agricultura, quer como consultor, em que ajudo os meus clientes de projetos e assitência técnica na obtenção de crédito bancário. Os bancos estão poucos sensibilizados para as atividades produtivas, pior que as conhecerem mal, é não terem interesse em quererem percebê-las para avaliarem os respetivos riscos. Dizem que para inverter esta posição é necessário que a agricultura seja uma prioridade política. O regresso à terra está nos discursos dos responsáveis políticos e nas manchetes da comunicação social, não é claro qual o papel que a agricultura representa e assumirá na economia portuguesa ao longo de cada um dos próximos quatro (os bancos e a opinião pública não conhece os objetivos, pelo que, os caminhos e estratégias são ainda mais misteriosos).
A CGD e o Crédito Agrícola deverão ser os bancos pioneiros na promoção do crédito para o mundo rural, o primeiro por ser o banco detido pelo Estado e o segundo por ser um grupo especializado do crédito à agricultura.
7 - Política para a agricultura portuguesa que passe por tramitação, por parte do Ministério da Agricultura, Ambiente e Ordenamento do Território, de todos os processos burocráticos dentro dos prazos legais, como exemplo, candidaturas ao ProDeR, licenciamentos de atividade industrial, pecuária, licenças de abertura de furos, etc. Nos casos em que não se cumpram os prazos de tramitação, estes serão alargados para o períodos temporais que sejam exequiveis. No passo seguinte, cada um dos processos será analisado e proceder-se-á à simplificação para encurtamento dos respetivos prazos.
8 - Diplomacia económica nas ações de benchmarking das atividades agrícolas, assim como na promoção das exportações dos produtos agrícolas portugueses
Em dia de aniversário deste blogue, segue o meu contributo:
1- Mostrar à sociedade o sucesso dos empresários agrícolas ou agro-industriais, bem como aquele que é obtido por trabalhadores rurais, chefes de exploração, técnicos, professores do ensino profissional, politécnico e universitário, consultores, etc. Fazê-lo através dos meios de comunicação social, promover eventos específicos para fomentar o prestigio da agricultura. Dizia-me alguém há algum tempo atrás, que a agricultura será uma atividade prestigiada quando os seus agentes aparecerem frequentemente nas revistas cor de rosa.
2 - Fazer com que se ganhe dinheiro como resultado das atividades agrícolas, desenvolvê-las de modo que 50% das produções sejam conseguidas por explorações/empresas dentro das economias de escala. A estruturação da produção, da sua industrialização e comercialização sejam desenvolvidas com alinhamento estratégico inovador e liderante, dentro do que melhor se faz a nível mundial, conseguidas como resultado de ações de benchmarking.
3 - Cadastro de todos os prédios através de ação declarativa a realizar no IRS, ao longo de dois anos. Quem não declarar as suas propriedades perde-as para o Estado.
4 - As heranças indivisas que no prazo máximo de dois anos não se extingam por escritura de partilhas, serão perdidas para o Estado, o qual colocará os prédios em hasta pública, com regulamento para promover a agregação de parcelas em explorações com dimensão, entregando o dinheiro obtido, após impostos, aos respetivos herdeiros.
5 - Banco público de terrras para promover o arrendamento dos prédios cujos proprietários, por decisão voluntária os disponibilizam, por não terem perfil para os explorarem, quer por idade, quer por não terem interesse na agricultura.
6 - Crédito específico para a agricultura e mundo rural, com prazos e custos adequados a esta atividade económica. É chocante que, apesar da crise económica e financeira que se vive em Portugal, ainda sejam concedido crédito ao consumo, habitação, automóvel (incluindo leasings, e retings) para particulares, em lugar de ser concedido para atividades produtivas (agricultura, pesca, indústria, atividades mineiras, etc.), serviços de apoio à produção, exportáveis, etc. As dificuldades na obtenção de crédito são reais e conheço-as pessolamente, quer da minha atividade empresarial em que negoceio crédito para os meus investimentos na agricultura, quer como consultor, em que ajudo os meus clientes de projetos e assitência técnica na obtenção de crédito bancário. Os bancos estão poucos sensibilizados para as atividades produtivas, pior que as conhecerem mal, é não terem interesse em quererem percebê-las para avaliarem os respetivos riscos. Dizem que para inverter esta posição é necessário que a agricultura seja uma prioridade política. O regresso à terra está nos discursos dos responsáveis políticos e nas manchetes da comunicação social, não é claro qual o papel que a agricultura representa e assumirá na economia portuguesa ao longo de cada um dos próximos quatro (os bancos e a opinião pública não conhece os objetivos, pelo que, os caminhos e estratégias são ainda mais misteriosos).
A CGD e o Crédito Agrícola deverão ser os bancos pioneiros na promoção do crédito para o mundo rural, o primeiro por ser o banco detido pelo Estado e o segundo por ser um grupo especializado do crédito à agricultura.
7 - Política para a agricultura portuguesa que passe por tramitação, por parte do Ministério da Agricultura, Ambiente e Ordenamento do Território, de todos os processos burocráticos dentro dos prazos legais, como exemplo, candidaturas ao ProDeR, licenciamentos de atividade industrial, pecuária, licenças de abertura de furos, etc. Nos casos em que não se cumpram os prazos de tramitação, estes serão alargados para o períodos temporais que sejam exequiveis. No passo seguinte, cada um dos processos será analisado e proceder-se-á à simplificação para encurtamento dos respetivos prazos.
8 - Diplomacia económica nas ações de benchmarking das atividades agrícolas, assim como na promoção das exportações dos produtos agrícolas portugueses
sábado, 11 de fevereiro de 2012
4.º Aniversário deste Blogue
Faz hoje 4 anos que comecei a escrever neste blogue. Recordo o primeiro post que aqui coloquei porque as ideias que defendi em fevereiro de 2008 estão cada mais ajustadas à realidade dos dias de hoje. Leiam e façam os vossos comentários.
"A internacionalização da agricultura portuguesa
O desenvolvimento da agricultura portuguesa tem que passar pela internacionalização dos mercados dos seus produtos, sobretudo naqueles que têm condições edafoclimáticas mais ajustadas que permitam chegar a produtos com características diferenciadoras, melhor qualidade gustativa, cujas fileiras aliam competência técnica e gestão empresarial com organização, rentabilidade e competitividade.Os mercados internacionais e, com maior preponderância, pela sua maior proximidade geográfica, o mercado espanhol, têm que assumir um peso determinante no escoamento das produções agrícolas portuguesas, sob pena de não se conseguir ultrapassar a diminuta dimensão do mercado nacional e sobretudo o nosso fraco poder de compra.O valor acrescentado e a mais valia financeira ganhos pela qualidade dos produtos nos mercados internacionais são estratégicos para remunerar a fileira e dar um incentivo adicional à agro-indústria e produção para se especializarem, incorporarem mais inovação e trabalharem afincadamente na implementação dos factores diferenciadores.A diminuição da pressão da oferta sobre o mercado nacional traz a vantagem adicional de se conseguir que a distribuição organizada, a qual domina o mercado em variados sectores, tenha que remunerar melhor os produtos portugueses caso estes não tenham outras alternativas no estrangeiro.Esta nova visão dos mercados internacionais e em particular de Espanha corresponde a uma mudança de paradigma mental dos agricultores nacionais e da agro-indústria associada, a qual será, sobretudo, o resultado do processo da assumpção de que o espaço geográfico ibérico é o mercado natural dos produtos agrícolas portugueses.O planeamento e a estratégia da produção têm que dar resposta para chegarmos e estarmos com as nossas marcas doze meses por ano nos mercados internacionais. Para tal vai ser necessário que as empresas portuguesas tenham explorações agrícolas no hemisfério sul para poderem tirar partido das produções em contra-estação.O primeiro passo para abordar de forma sistemática e coerente a internacionalização da agricultura portuguesa passa pela elaboração dos Planos Estratégicos de Fileira, sub-fileira ou produto. São instrumentos privilegiados de diagnóstico, quer pela análise do "estado da arte" a nível global na sua vertente de "análise externa", quer ao nível de Portugal no capítulo da análise "interna". Por outro lado, definem e clarificam os objectivos atingir nos próximos seis anos, assim como traçam os respectivos planos de acção e conjugam-nos com os respectivos orçamentos de execução.A "análise externa" resulta do conhecimento aprofundado do que se passa em todos os países produtores, independentemente de serem nossos concorrentes directos ou não. Desde a produção, à agro-indústria até aos mercados temos que trabalhar para possuir quer por pesquisa à distância, quer por cantacto directo, a informação actualizada e eficaz que mostre a realidade nua e crua com que os portugueses têm que se bater para conquistarem os mercados internacionais.Temos que fazer o mesmo trabalho para Portugal ultrapassando as limitações que sempre apontamos de ausência de dados ou a sua fraca fiabilidade. Quando realmente queremos fazer bem e ter sucesso os resultados aparecem.A discussão alargada do diagnóstico pelos membros de cada fileira é factor chave de sucesso para se traçarem os objectivos correctos e se apontarem as acções mais adequadas para que sejam atingidos.O documento tem que fazer a orçamentação correcta, a identificação das fontes de financiamento das acções e a definição da estrutura/equipa responsáveis pela coordenação do Plano, para que a sua implementação venha a ser no futuro um caso de sucesso.A fase seguinte passa por comunicar, de forma eficaz, as linhas mestras do Plano Estratégico de Fileira, quer para o interior da respectiva fileira, quer junto dos poderes públicos, tendo como objectivo fazer que a conjugação de esforços e a cooperação dos membros da fileira sejam efectivas, assim como na obtenção dos apoios financeiros adequados para se desenvolverem as acções que levem à conquista dos mercados internacionais."
"A internacionalização da agricultura portuguesa
O desenvolvimento da agricultura portuguesa tem que passar pela internacionalização dos mercados dos seus produtos, sobretudo naqueles que têm condições edafoclimáticas mais ajustadas que permitam chegar a produtos com características diferenciadoras, melhor qualidade gustativa, cujas fileiras aliam competência técnica e gestão empresarial com organização, rentabilidade e competitividade.Os mercados internacionais e, com maior preponderância, pela sua maior proximidade geográfica, o mercado espanhol, têm que assumir um peso determinante no escoamento das produções agrícolas portuguesas, sob pena de não se conseguir ultrapassar a diminuta dimensão do mercado nacional e sobretudo o nosso fraco poder de compra.O valor acrescentado e a mais valia financeira ganhos pela qualidade dos produtos nos mercados internacionais são estratégicos para remunerar a fileira e dar um incentivo adicional à agro-indústria e produção para se especializarem, incorporarem mais inovação e trabalharem afincadamente na implementação dos factores diferenciadores.A diminuição da pressão da oferta sobre o mercado nacional traz a vantagem adicional de se conseguir que a distribuição organizada, a qual domina o mercado em variados sectores, tenha que remunerar melhor os produtos portugueses caso estes não tenham outras alternativas no estrangeiro.Esta nova visão dos mercados internacionais e em particular de Espanha corresponde a uma mudança de paradigma mental dos agricultores nacionais e da agro-indústria associada, a qual será, sobretudo, o resultado do processo da assumpção de que o espaço geográfico ibérico é o mercado natural dos produtos agrícolas portugueses.O planeamento e a estratégia da produção têm que dar resposta para chegarmos e estarmos com as nossas marcas doze meses por ano nos mercados internacionais. Para tal vai ser necessário que as empresas portuguesas tenham explorações agrícolas no hemisfério sul para poderem tirar partido das produções em contra-estação.O primeiro passo para abordar de forma sistemática e coerente a internacionalização da agricultura portuguesa passa pela elaboração dos Planos Estratégicos de Fileira, sub-fileira ou produto. São instrumentos privilegiados de diagnóstico, quer pela análise do "estado da arte" a nível global na sua vertente de "análise externa", quer ao nível de Portugal no capítulo da análise "interna". Por outro lado, definem e clarificam os objectivos atingir nos próximos seis anos, assim como traçam os respectivos planos de acção e conjugam-nos com os respectivos orçamentos de execução.A "análise externa" resulta do conhecimento aprofundado do que se passa em todos os países produtores, independentemente de serem nossos concorrentes directos ou não. Desde a produção, à agro-indústria até aos mercados temos que trabalhar para possuir quer por pesquisa à distância, quer por cantacto directo, a informação actualizada e eficaz que mostre a realidade nua e crua com que os portugueses têm que se bater para conquistarem os mercados internacionais.Temos que fazer o mesmo trabalho para Portugal ultrapassando as limitações que sempre apontamos de ausência de dados ou a sua fraca fiabilidade. Quando realmente queremos fazer bem e ter sucesso os resultados aparecem.A discussão alargada do diagnóstico pelos membros de cada fileira é factor chave de sucesso para se traçarem os objectivos correctos e se apontarem as acções mais adequadas para que sejam atingidos.O documento tem que fazer a orçamentação correcta, a identificação das fontes de financiamento das acções e a definição da estrutura/equipa responsáveis pela coordenação do Plano, para que a sua implementação venha a ser no futuro um caso de sucesso.A fase seguinte passa por comunicar, de forma eficaz, as linhas mestras do Plano Estratégico de Fileira, quer para o interior da respectiva fileira, quer junto dos poderes públicos, tendo como objectivo fazer que a conjugação de esforços e a cooperação dos membros da fileira sejam efectivas, assim como na obtenção dos apoios financeiros adequados para se desenvolverem as acções que levem à conquista dos mercados internacionais."
Mudanças na Arquitetura do ProDeR: algumas recomendações de um profissional!
Circula a informação que dentro de algum tempo haverá mudanças na tramitação das ajudas à modernização e capacitação das empresas agrícolas (Ação 1.1.1: ajudas para investimentos superiores a 25 000 euros, quer na agricultura, quer na agro-industria, quer na fileira do leite), projetos de pequena dimensão (ação 1.1.2: ajudas para investimentos inferiores a 25000 euros) e instalação de jovens agricultores (ação 1.1.3).
Faço votos para que estudem todos os pormenores destas ajudas para manterem o que está a funcionar bem e alterem aqueles passos que estão a causar entropia no sistema. É muito importante que analisem de forma integrada todos os grandes passos do processo, sobretudo a parte final, o controlo e auditoria, a qual está a funcionar há curto período de tempo, para que os problemas que sejam detetados de forma recorrente, venham a ser acautelados nas fases anteriores (marcação, no parcelário agrícola, da exploração e investimentos, análise e aprovação dos Pedidos de Apoio (PA), contratação e pedidos de pagamento).
Há diferenças substanciais nos tempos de tramitação, itens aprovados, para o mesmo tipo de investimento, entre analistas do mesmo serviço, dentro dos vários serviços distribuidos na Região, mas pertencentes à mesma Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP). O ProDeR, algumas vezes, presta esclarecimentos escritos recorrendo a linguagem "político-jurídica" (não se entende quando acaba uma e começa a outra), os quais têm limitado efeito prático.
Por outro lado é determinante que seja coordenado e controlado o período de tempo razoável em que cada PA fica na interação entre as DRAP, ProDer e IFAP no âmbito da sua tramitação, porque quando um processo cai no limbo demora meses ou anos para voltar à tramitação normal. Alguns exemplos: o ProDer despachou um PA para o responsável do ProDeR da DRAP e este ficou meses parado, um PA indeferido numa DRAP demora muito tempo a ser analisado, pelo ProDeR, o seu recurso hierárquico. Um pedido de pagamento que caia no controlo de qualidade do IFAP demora alguns meses mais a ser feito o respetivo pagamento. Etc. Etc..
Por último, tenho a certeza que o ProDeR teria melhorias significativas nos seus resultados se as empresas responsáveis pela elaboração das candidaturas fossem consultadas e pudessem dar a sua contribuição sobre as melhorias efetivas a introduzir nos pormenores do processo, porque há muitos anos que todos os dias trabalham com o ProDeR na perspetiva do utilizador.
Outro aspeto que traria eficácia ao ProDeR, passaria pelo reforço dos direitos de intervenção das empresas que elaboram e acompanham os PA junto de cada um dos diversos agentes do Ministério da Agricultura ("ação tipo solicitadoria").
Gostaria de dar o meu contributo, mais pormenorizado, em sede própria junto dos responsáveis do Ministério da Agricultura.
Faço votos para que estudem todos os pormenores destas ajudas para manterem o que está a funcionar bem e alterem aqueles passos que estão a causar entropia no sistema. É muito importante que analisem de forma integrada todos os grandes passos do processo, sobretudo a parte final, o controlo e auditoria, a qual está a funcionar há curto período de tempo, para que os problemas que sejam detetados de forma recorrente, venham a ser acautelados nas fases anteriores (marcação, no parcelário agrícola, da exploração e investimentos, análise e aprovação dos Pedidos de Apoio (PA), contratação e pedidos de pagamento).
Há diferenças substanciais nos tempos de tramitação, itens aprovados, para o mesmo tipo de investimento, entre analistas do mesmo serviço, dentro dos vários serviços distribuidos na Região, mas pertencentes à mesma Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP). O ProDeR, algumas vezes, presta esclarecimentos escritos recorrendo a linguagem "político-jurídica" (não se entende quando acaba uma e começa a outra), os quais têm limitado efeito prático.
Por outro lado é determinante que seja coordenado e controlado o período de tempo razoável em que cada PA fica na interação entre as DRAP, ProDer e IFAP no âmbito da sua tramitação, porque quando um processo cai no limbo demora meses ou anos para voltar à tramitação normal. Alguns exemplos: o ProDer despachou um PA para o responsável do ProDeR da DRAP e este ficou meses parado, um PA indeferido numa DRAP demora muito tempo a ser analisado, pelo ProDeR, o seu recurso hierárquico. Um pedido de pagamento que caia no controlo de qualidade do IFAP demora alguns meses mais a ser feito o respetivo pagamento. Etc. Etc..
Por último, tenho a certeza que o ProDeR teria melhorias significativas nos seus resultados se as empresas responsáveis pela elaboração das candidaturas fossem consultadas e pudessem dar a sua contribuição sobre as melhorias efetivas a introduzir nos pormenores do processo, porque há muitos anos que todos os dias trabalham com o ProDeR na perspetiva do utilizador.
Outro aspeto que traria eficácia ao ProDeR, passaria pelo reforço dos direitos de intervenção das empresas que elaboram e acompanham os PA junto de cada um dos diversos agentes do Ministério da Agricultura ("ação tipo solicitadoria").
Gostaria de dar o meu contributo, mais pormenorizado, em sede própria junto dos responsáveis do Ministério da Agricultura.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Esclarecimentos sobre a cultura mirtilo
Um leitor anónimo pediu o seguinte esclarecimento:
"Boa tarde engenheiro Martino. Antes de mais gostaria de dar os parabéns pelo excelente blog. Gostaria que me informasse, caso seja possível, quais os passos necessários para poder candidatar-me a apoios no que se refere à produção de Mirtilos. A plantação será na zona de Felgueiras. Onde posso aceder à informação sobre custos de investimento inicias, rentabilidade, etc. Obrigada".
Comentários:
1 - O blogue é considerado excelente porque parece corresponder às expetativas dos leitores que se pronunciam neste sentido neste mesmo blogue. Registo com agrado que são os comentários dos meus leitores que me colocam questões muito interessantes, os quais exigem uma grande qualidade de conteúdos sobre o tema que é um dos maiores componentes da minha vida: a agricultura portuguesa, as suas atividades e a promoção do seu desenvolvimento.
2 - Para produzir mirtilos e poder candidatar-se às ajudas do ProDeR necessita de ter acesso a terreno agrícola entre 1 a 4 hetares e contatar a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (telemóvel: 917 075 852, sonia.moreira@espaco-visual.pt) e marcar uma reunião nas instalações da Espaço Visual em Gondomar, grátis, sem qualquer custo, para poder conhecer todos os pormenores: custo de investimento, rentabilidade, entidades para comercializar os mirtilos, etc.
3 - Para ter sucesso na produção de mirtilos deve conhecer bem a atividade, pelo que recomendo que se inscreva nos estágios de pequenos frutos organizados pela Espaço Visual, contatar eng. Daniel Portelo (telemóvel: 913 349 389, daniel.portelo@espaco-visual.pt). Pode ver fotografias e informações sobre estes estágios no sítio na internet da Espaço Visual (www.espaco-visual.pt)
4 - A região de Felgueiras parece-me ter excelentes condições de clima para a produção de mirtilos.
"Boa tarde engenheiro Martino. Antes de mais gostaria de dar os parabéns pelo excelente blog. Gostaria que me informasse, caso seja possível, quais os passos necessários para poder candidatar-me a apoios no que se refere à produção de Mirtilos. A plantação será na zona de Felgueiras. Onde posso aceder à informação sobre custos de investimento inicias, rentabilidade, etc. Obrigada".
Comentários:
1 - O blogue é considerado excelente porque parece corresponder às expetativas dos leitores que se pronunciam neste sentido neste mesmo blogue. Registo com agrado que são os comentários dos meus leitores que me colocam questões muito interessantes, os quais exigem uma grande qualidade de conteúdos sobre o tema que é um dos maiores componentes da minha vida: a agricultura portuguesa, as suas atividades e a promoção do seu desenvolvimento.
2 - Para produzir mirtilos e poder candidatar-se às ajudas do ProDeR necessita de ter acesso a terreno agrícola entre 1 a 4 hetares e contatar a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (telemóvel: 917 075 852, sonia.moreira@espaco-visual.pt) e marcar uma reunião nas instalações da Espaço Visual em Gondomar, grátis, sem qualquer custo, para poder conhecer todos os pormenores: custo de investimento, rentabilidade, entidades para comercializar os mirtilos, etc.
3 - Para ter sucesso na produção de mirtilos deve conhecer bem a atividade, pelo que recomendo que se inscreva nos estágios de pequenos frutos organizados pela Espaço Visual, contatar eng. Daniel Portelo (telemóvel: 913 349 389, daniel.portelo@espaco-visual.pt). Pode ver fotografias e informações sobre estes estágios no sítio na internet da Espaço Visual (www.espaco-visual.pt)
4 - A região de Felgueiras parece-me ter excelentes condições de clima para a produção de mirtilos.
Comentários sobre investimento em macieiras na Beira Alta
O leitor António Ferreira colocou a seguinte questão:
"Boa noite Sr. Eng. José Martino. Estou a ponderar a instalação de 3 hectares de pomar de macieira, na beira alta (Esmolfe), que lhe parece este inestimento agricola? estimo um custo de instalação de 100.000 euros, parece-lhe vialver em termos de analise por parte do PRODER?Antecipadamente gratoAntónio Ferreira"
Comentários:
1 - As macieiras parecem um excelente investimento para a Beira Alta.
2 - 3 ha são uma pequena superfície de exploração para viver da atividade, embora, na minha opinião, uma atividade muito interessante para ser desenvolvida em part time.
3 - Gostaria de ter uma ideia da distribuição dos investimentos por melhoramentos fundiários, plantações, máquinas e equipamentos, etc., da variedade de macieira que irá implantar e preços de venda que espera obter, para poder pronunciar-me sobre a viabilidade do investimento.
4 - Pretende candidatar o investimento às ajudas para instalação de jovens agricultores?
"Boa noite Sr. Eng. José Martino. Estou a ponderar a instalação de 3 hectares de pomar de macieira, na beira alta (Esmolfe), que lhe parece este inestimento agricola? estimo um custo de instalação de 100.000 euros, parece-lhe vialver em termos de analise por parte do PRODER?Antecipadamente gratoAntónio Ferreira"
Comentários:
1 - As macieiras parecem um excelente investimento para a Beira Alta.
2 - 3 ha são uma pequena superfície de exploração para viver da atividade, embora, na minha opinião, uma atividade muito interessante para ser desenvolvida em part time.
3 - Gostaria de ter uma ideia da distribuição dos investimentos por melhoramentos fundiários, plantações, máquinas e equipamentos, etc., da variedade de macieira que irá implantar e preços de venda que espera obter, para poder pronunciar-me sobre a viabilidade do investimento.
4 - Pretende candidatar o investimento às ajudas para instalação de jovens agricultores?
Endereço da petição pública do banco de terras
Fiz a busca no Google sobre "petição pública banco de terras " e cheguei ao seguinte endereço: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N2448, no qual está alojada a minha petição pública. Como contém erros de formatação, o texto possui inúmeros pontos de interrogação, pelo que devem consultar o texto original que está publicado neste blogue. Endereço o meu agradecimento a todos aqueles que subscreveram esta petição pública!
Saúdo a política dos pequenos passos em prol do Banco Público de Terras
Saúdo o anúncio público da ministra Assunção Cristas, de hoje, em Trás-os-Montes, sobre a disponibilização dos 3 000 hetares de terras abandonadas que pertencem ao Ministério da Agricultura e que dentro de alguns meses irão ser disponibilizadas para serem cultivadas por empresários agrícolas. Tenho a certeza que o passo seguinte será a publicação da legislação sobre o banco público de terras com o objetivo de combater de uma vez por todas as terras abandonadas ou subaproveitadas, quer para agricultura ou floresta.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Petição Pública "Banco/bolsas terras públicos"
O texto integral da petição pública que coloquei na net, sobre o banco público de terras e que por erro do sistema informático assumiu erros de formatação com inúmeros pontos de interrogação (?) ao longo do documento, é o seguinte:
Considerando que:
- Nos últimos tempos, a agricultura foi um dos temas dominantes da agenda política nacional, por ser cada vez mais importante para o desenvolvimento económico de Portugal;
- A crise económica, financeira e social que vivemos impõe um “regresso às origens”, no sentido de dar mais atenção ao que é nacional;
-A terra, como fonte de riqueza, de criação de postos de trabalho e de produção de produtos de qualidade “made in” Portugal com forte capacidade exportadora;
- A agricultura e a floresta são fonte quase inesgotável de recursos naturais que devem ser bem explorados e aproveitados para ajudar a equilibrar a nossa balança comercial e de pagamentos;
- É preciso travar o êxodo rural e a desertificação do interior e o abandono das terras;
- O reforço da biodiversidade e a defesa do meio ambiente passa pelo cultivo e tratamento de terras abandonadas, porque só assim se garante o equilíbrio paisagístico, o combate aos fogos florestais e o desenvolvimento harmonioso das regiões portuguesas;
- Há muitos proprietários que apenas arrendam as terras a quem garanta o pagamento das rendas e a rentabilização do imóvel;
- Há muitos jovens agricultores que procuram terras para as trabalharem, mas que não conseguem quem lhes arrende ou venda a valores que possam ser amortizados com os rendimentos das actividades agro-florestais.
Solicita-se à Assembleia de República / Governo que seja elaborada legislação que permita a criação de um Banco de Terras Público, gerido pelas Direcções Regionais de Agricultura e Pescas (DRAP), garantindo aos proprietários o pagamento das rendas e a devolução dos terrenos, no fim do contrato de arrendamento, pelo menos no mesmo estado de uso inicial. O Estado assume os deveres do arrendatário perante o proprietário e, posteriormente, cobra do rendeiro os valores que contraiu em seu nome. A Caixa Geral de Depósitos devia disponibilizar uma linha de crédito, a exemplo do que faz no crédito à habitação (com base nos rendimentos de trabalho do agregado familiar), para aquisição de terras ou pagamento de tornas a co-herdeiros. O Banco de Terras terá por base uma plataforma informática (banco de dados digital), gerida pelas DRAP, onde os proprietários inscreverão as terras, bem como ficarão registados os interessados em explorá-las. Haverá um serviço de avaliação das superfícies e potencial produtivo de cada um dos prédios, bem como o controlo da sua titularidade, o qual poderá ser executado pelas DRAP ou delegado/protocolado noutras organizações do território de cada Região (Associações de Agricultores, Autarquias, Empresas, etc.). Esta solução permite aumentar a riqueza nacional e permite a quem goste de agricultura dedicar-se ao sector. Para além das vantagens económicas, o Banco de Terras Públicos tem, como se viu, vantagens sociais e de segurança florestal.
Jose Martino
~
Os signatários
Considerando que:
- Nos últimos tempos, a agricultura foi um dos temas dominantes da agenda política nacional, por ser cada vez mais importante para o desenvolvimento económico de Portugal;
- A crise económica, financeira e social que vivemos impõe um “regresso às origens”, no sentido de dar mais atenção ao que é nacional;
-A terra, como fonte de riqueza, de criação de postos de trabalho e de produção de produtos de qualidade “made in” Portugal com forte capacidade exportadora;
- A agricultura e a floresta são fonte quase inesgotável de recursos naturais que devem ser bem explorados e aproveitados para ajudar a equilibrar a nossa balança comercial e de pagamentos;
- É preciso travar o êxodo rural e a desertificação do interior e o abandono das terras;
- O reforço da biodiversidade e a defesa do meio ambiente passa pelo cultivo e tratamento de terras abandonadas, porque só assim se garante o equilíbrio paisagístico, o combate aos fogos florestais e o desenvolvimento harmonioso das regiões portuguesas;
- Há muitos proprietários que apenas arrendam as terras a quem garanta o pagamento das rendas e a rentabilização do imóvel;
- Há muitos jovens agricultores que procuram terras para as trabalharem, mas que não conseguem quem lhes arrende ou venda a valores que possam ser amortizados com os rendimentos das actividades agro-florestais.
Solicita-se à Assembleia de República / Governo que seja elaborada legislação que permita a criação de um Banco de Terras Público, gerido pelas Direcções Regionais de Agricultura e Pescas (DRAP), garantindo aos proprietários o pagamento das rendas e a devolução dos terrenos, no fim do contrato de arrendamento, pelo menos no mesmo estado de uso inicial. O Estado assume os deveres do arrendatário perante o proprietário e, posteriormente, cobra do rendeiro os valores que contraiu em seu nome. A Caixa Geral de Depósitos devia disponibilizar uma linha de crédito, a exemplo do que faz no crédito à habitação (com base nos rendimentos de trabalho do agregado familiar), para aquisição de terras ou pagamento de tornas a co-herdeiros. O Banco de Terras terá por base uma plataforma informática (banco de dados digital), gerida pelas DRAP, onde os proprietários inscreverão as terras, bem como ficarão registados os interessados em explorá-las. Haverá um serviço de avaliação das superfícies e potencial produtivo de cada um dos prédios, bem como o controlo da sua titularidade, o qual poderá ser executado pelas DRAP ou delegado/protocolado noutras organizações do território de cada Região (Associações de Agricultores, Autarquias, Empresas, etc.). Esta solução permite aumentar a riqueza nacional e permite a quem goste de agricultura dedicar-se ao sector. Para além das vantagens económicas, o Banco de Terras Públicos tem, como se viu, vantagens sociais e de segurança florestal.
Jose Martino
~
Os signatários
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
A visão de Sevinate Pinto sobre a agricultura portuguesa
O engenheiro agrónomo Armando Sevinate Pinto, consultor do Presidente da República para a agricultura, ex-ministro da Agricultura, ex- director geral da comissão europeia e um dos principais gurus portugueses em agricultura escreveu, no passado dia 16 de Janeiro, no Agroportal, um artigo denominado "Os pressupostos para uma visão optimista da agricultura"
Este colega especialista, um dos que mais admiro pela sua capacidade técnica e pelo sucesso que teve na sua vida profissional de agrónomo, acha que se poderia ter feito melhor e que no dia de hoje as agriculturas de Portugal poderiam estar muito melhor quanto ao estágio do seu desenvolvimento, mas tal indica dever-se às limitações de recursos naturais, solo e clima, face aos países nossos concorrentes. Considera "De facto, a nossa agricultura só se desenvolverá, de acordo com o desejo generalizado dos portugueses, se, e quando, além dos preços e dos custos que mais preocupam os agricultores, pelo menos dois pressupostos se concretizarem:
O pressuposto do investimento na modernização das unidades produtivas, que tem que ser intenso, permanente, facilitado e esclarecido;
O pressuposto da aquisição de capacidade técnica (conhecimento), por parte dos agentes económicos com ligações ao sector, o que implica que, de uma vez por todas, de uma forma responsável, racional, rigorosa e não perdulária, se aposte na investigação, no ensino e na transmissão de conhecimento até aos seus utilizadores finais."
Não posso deixar de concordar mais com o prestigiado articulista, pois é o que tenho feito ao longo da minha profissional:
1 - Promovo desde 1996 a captação de fundos públicos para o investimento na agricultura. A minha empresa, Espaço Visual, já captou de todos os apoios previstos no ProDeR (cerca 4150 milhões de euros) cerca de 1% de incentivos não reembolsáveis para os investimentos dos agricultores, sobretudo (em número) jovens empresários agrícolas.
2 - Dou assessoria ao investimentos, quer na implementação de novas explorações agrícolas, quer na modernização das existentes.
3 - Promovo a aquisição de conhecimentos técnicos, quer pelos estágios para potenciais jovens agricultores em apicultura, horticultura, pequenos frutos, floricultura, etc., quer pelos eventos que organizei (visitas estudo em Portugal e no estrangeiro, sessões de divulgação técnica, documentos técnicos, seminários, etc.) na fileira do vinho verde, fileira dos kiwis, fileira da castanha e recentemente, na fileira dos mirtilos, etc., quer na formação dos meus colaboradores, quer na assessoria que dou a empresários agrícolas, etc.
4 - Pela parte que me toca tenho a noção de que há muito a fazer em prol da agricultura portuguesa, apesar de registar com agrado o que dizia, há alguns anos atrás, um ex-Secretário de Estado, "se houvesse um José Martino por cada região do país certamente haveria maior desenvolvimento na agricultura nacional".
Concordo com a afirmação do colega Sevinate Pinto que "Independentemente dos méritos e dos atributos, da actual Ministra da Agricultura, que parecem ser muitos, as verbas de que dispõe para gerir a acção do Ministério são mais determinados pela crise do que pela esperança de desenvolver a agricultura."
Fica o desafio em que estou empenhado e que é o meu principal objetivo: colocar a agricultura como uma das prioridades na política portuguesa, avaliando-a através dos fundos que o Estado português coloque para investimento nesta atividade económica.
O que pensam que se deveria fazer para se conseguir este desiderato?
Qual o caminho que deverímaos percorre para sermos a massa critica do sistema agrícola nacional que os políticos levam em conta nas suas decisões?
Participem e escrevam as V/ opiniões.
Este colega especialista, um dos que mais admiro pela sua capacidade técnica e pelo sucesso que teve na sua vida profissional de agrónomo, acha que se poderia ter feito melhor e que no dia de hoje as agriculturas de Portugal poderiam estar muito melhor quanto ao estágio do seu desenvolvimento, mas tal indica dever-se às limitações de recursos naturais, solo e clima, face aos países nossos concorrentes. Considera "De facto, a nossa agricultura só se desenvolverá, de acordo com o desejo generalizado dos portugueses, se, e quando, além dos preços e dos custos que mais preocupam os agricultores, pelo menos dois pressupostos se concretizarem:
O pressuposto do investimento na modernização das unidades produtivas, que tem que ser intenso, permanente, facilitado e esclarecido;
O pressuposto da aquisição de capacidade técnica (conhecimento), por parte dos agentes económicos com ligações ao sector, o que implica que, de uma vez por todas, de uma forma responsável, racional, rigorosa e não perdulária, se aposte na investigação, no ensino e na transmissão de conhecimento até aos seus utilizadores finais."
Não posso deixar de concordar mais com o prestigiado articulista, pois é o que tenho feito ao longo da minha profissional:
1 - Promovo desde 1996 a captação de fundos públicos para o investimento na agricultura. A minha empresa, Espaço Visual, já captou de todos os apoios previstos no ProDeR (cerca 4150 milhões de euros) cerca de 1% de incentivos não reembolsáveis para os investimentos dos agricultores, sobretudo (em número) jovens empresários agrícolas.
2 - Dou assessoria ao investimentos, quer na implementação de novas explorações agrícolas, quer na modernização das existentes.
3 - Promovo a aquisição de conhecimentos técnicos, quer pelos estágios para potenciais jovens agricultores em apicultura, horticultura, pequenos frutos, floricultura, etc., quer pelos eventos que organizei (visitas estudo em Portugal e no estrangeiro, sessões de divulgação técnica, documentos técnicos, seminários, etc.) na fileira do vinho verde, fileira dos kiwis, fileira da castanha e recentemente, na fileira dos mirtilos, etc., quer na formação dos meus colaboradores, quer na assessoria que dou a empresários agrícolas, etc.
4 - Pela parte que me toca tenho a noção de que há muito a fazer em prol da agricultura portuguesa, apesar de registar com agrado o que dizia, há alguns anos atrás, um ex-Secretário de Estado, "se houvesse um José Martino por cada região do país certamente haveria maior desenvolvimento na agricultura nacional".
Concordo com a afirmação do colega Sevinate Pinto que "Independentemente dos méritos e dos atributos, da actual Ministra da Agricultura, que parecem ser muitos, as verbas de que dispõe para gerir a acção do Ministério são mais determinados pela crise do que pela esperança de desenvolver a agricultura."
Fica o desafio em que estou empenhado e que é o meu principal objetivo: colocar a agricultura como uma das prioridades na política portuguesa, avaliando-a através dos fundos que o Estado português coloque para investimento nesta atividade económica.
O que pensam que se deveria fazer para se conseguir este desiderato?
Qual o caminho que deverímaos percorre para sermos a massa critica do sistema agrícola nacional que os políticos levam em conta nas suas decisões?
Participem e escrevam as V/ opiniões.
Instalação de Jovens Agricultores na Apicultura
A leitora Ana Rocha colocou a seguinte questão:
"Olá.. Estou a pensar fazer um projecto de apicultura, mas tenho a duvida se os enxames são comparticipados no apoio ao investimento ou se são também no prémio?Cumprimentos."
Comentários:
1- Os enxames não são comparticipados no âmbito do ProDeR, nas ajudas previstas para a instalação de jovens agricultores.
2 - O valor do custo de aquisição dos enxames conta para efeito de atribuição do prémio de 30000 euros (40% do valor de investimento), caso os investimentos elegiveis não ultrapassem os 75 000 euros
3 - A apicultura é uma das atividade da produção primária que mais gosto porque tem um forte potencial de progressão, exige conhecimentos técnicos, capacidade de experimentação e competência para aplicar o que se aprende.
4 - A gestão e o controlo de custos são determinantes para a rentabilidade e sucesso empresarial na apicultura.
5 - O estágio em apicultura promovido pela Espaço Visual é um sucesso porque irá promover a instalação de jovens agricultores que possuem experiência na atividade quando realizarem os seus investimentos
"Olá.. Estou a pensar fazer um projecto de apicultura, mas tenho a duvida se os enxames são comparticipados no apoio ao investimento ou se são também no prémio?Cumprimentos."
Comentários:
1- Os enxames não são comparticipados no âmbito do ProDeR, nas ajudas previstas para a instalação de jovens agricultores.
2 - O valor do custo de aquisição dos enxames conta para efeito de atribuição do prémio de 30000 euros (40% do valor de investimento), caso os investimentos elegiveis não ultrapassem os 75 000 euros
3 - A apicultura é uma das atividade da produção primária que mais gosto porque tem um forte potencial de progressão, exige conhecimentos técnicos, capacidade de experimentação e competência para aplicar o que se aprende.
4 - A gestão e o controlo de custos são determinantes para a rentabilidade e sucesso empresarial na apicultura.
5 - O estágio em apicultura promovido pela Espaço Visual é um sucesso porque irá promover a instalação de jovens agricultores que possuem experiência na atividade quando realizarem os seus investimentos
Mirtilo
O leitor Nuno Santos fez o seguinte comentário:
"Eng. Martino,gostava de saber qual a área mínima necessária para instalação da cultura dos Mirtilos, de modo a poder beneficiar das ajudas do Proder?Obrigado."
Comentários:
1 - Na minha opinião, a superficie minima para que uma plantação de mirtilo possa obter ajudas do ProDeR, para instalar um jovem agricutor, é de 1 hetare.
2 - Acho que a exploração agrícola será mais sustentável econimicamente com superfícies até 4 hetares.
3 - As economias de escala serão obtidas com explorações de mirtilos até 10 hetares (superfície de exploração que melhor rentbiliza os custos fixos).
"Eng. Martino,gostava de saber qual a área mínima necessária para instalação da cultura dos Mirtilos, de modo a poder beneficiar das ajudas do Proder?Obrigado."
Comentários:
1 - Na minha opinião, a superficie minima para que uma plantação de mirtilo possa obter ajudas do ProDeR, para instalar um jovem agricutor, é de 1 hetare.
2 - Acho que a exploração agrícola será mais sustentável econimicamente com superfícies até 4 hetares.
3 - As economias de escala serão obtidas com explorações de mirtilos até 10 hetares (superfície de exploração que melhor rentbiliza os custos fixos).
Códgos de Actividade Economica (CAE) elegiveis na ação 113 do ProDeR
Ol leitor Mano Velho escreveu o seguinte neste blogue:
"Bom dia!Gostaria de saber se o CAE 01494 (Outra produção animal) é elegível no âmbito do programa do PRODER "Instalação de Jovens Agricultores". Onde se pode consultar todos os CAE's elegíveis no âmbito deste programa?Cumprimentos".
Comentários:
1 - Os CAE's de produção agrícola, pecuária, etc. são elegíveis no âmbito do programa ProDeR, ação 113 "Instalação de Jovens Agricultores".
2 - Não há publicação de listagem com CAE's elegiveis ação 113 "Instalação de Jovens Agricultores"porque são elegiveis aqueles que enquadram a atividade de produção primária que irá desenvolver.
3 - Qual a atividade que irá desenvolver com o CAE indicado?
"Bom dia!Gostaria de saber se o CAE 01494 (Outra produção animal) é elegível no âmbito do programa do PRODER "Instalação de Jovens Agricultores". Onde se pode consultar todos os CAE's elegíveis no âmbito deste programa?Cumprimentos".
Comentários:
1 - Os CAE's de produção agrícola, pecuária, etc. são elegíveis no âmbito do programa ProDeR, ação 113 "Instalação de Jovens Agricultores".
2 - Não há publicação de listagem com CAE's elegiveis ação 113 "Instalação de Jovens Agricultores"porque são elegiveis aqueles que enquadram a atividade de produção primária que irá desenvolver.
3 - Qual a atividade que irá desenvolver com o CAE indicado?
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