quinta-feira, 15 de março de 2012
Apoios ProDeR
No dia de hoje chegaram cartas a dezenas de proponentes com candidaturas elaboradas pela Espaço Visual, submetidas ao último concurso de apoio a investimentos de agricultores, comunicando-lhes que os seus projetos tinham captado apoios financeiros. É uma sensação espetacular de alegria sentirmos que conseguimos pelo nosso trabalho que contribuimos para o sucesso dos agricultores!
Workshop ProDeR
Hoje tive a oportunidade de animar um workshop sobre ProDeR para alunos e professores da Escola Agrícola de S. Tirso. É um desafio muito estimulante conseguir a atenção dos jovens durante um dia de trabalho. Pudemos fazer trabalho prático de campo e trabalho teórico de sala. Presto homenagem aos professores desta Escola que conseguem trabalhar diariamente com sucesso com as centenas de jovens alunos. Infelizmente, trata-se de um dos poucos trabalhos, ensinar diariamente crianças e jovens, para o qual não tenho perfil e vocação.
terça-feira, 13 de março de 2012
Filosofias sobre este blogue e atividades agrícolas no Alentejo!
Neste momento, encontro-me a estudar a possibilidade de enveredar para a actividade agro-pecuária na região do Alentejo (Zona de Elvas). Tenho por objectivo investir em 2 ou 3 produtos distintas com inicios de produção faseados.
Neste sentido, gostaria de saber a sua opinião sobre o tipo de produto mais adequado à região e que permita produção no 1º ano de actividade.
Cumprimentos"
Comentários:
1 - Gosto que os leitores se identifiquem! Enfim... é um defeito da nossa sociedade, temos falta de coragem para dar a cara de forma publica. Tenho que me habituar a esta forma de estar na vida. O que mudaria na sociedade portuguesa se cada um de nós tivesse a força de ser massa critica activa e construtiva? Pela minha experiência posso afirmar que o mais custa é começar e aguentar as três primeiras intervenções
2 - O que será a minha proatividade? É um gesto de revolta/mudança sobre aquilo que verifico que funciona mal na sociedade portuguesa.
Este blogue é "um monumento" para o qual tenho expectativa que os meus filhos se orgulhem, dentro de 50 anos, como memória do processo que o seu pai travou para fazer da agricultura portuguesa um setor económico desenvolvido e prestigiado. O meu sonho é fazer da agricultura portuguesa aquilo que vi e verifiquei na Nova Zelândia: quem compete são os empresários da agricultura, os homens que acreditam que são capazes de obter sucesso e não as condições de solo, clima, sociais, da história, das origens árabes, (todos aqueles argumentos que colocamos para justificar na nossa inação "morremos na véspera de morrer!"), etc.
3 - O que me faz manter o blogue? O desafio de escrever todos os dias com ideias próprias. Acham que terei um manancial de ideias "fora da caixa" para promover desenvolvimento nas agriculturas de Portugal? Será possível mudar-lhes o paradigma? Terei algum sucesso futuro neste desiderato?
4 - Actividades agropecuárias para o Alentejo; sequeiro ou regadio? Qual o seu perfil de empresário: rigor e atividades muito intensivas ou pelo contrário "baixo coeficiente de chatice" e atividades extensivas?
5 - Opinião sobre fileiras que pessoalmente me parecem interessantes: porco alentejano e sua industrialização, plantas aromáticas e medicinais, cereais, etc.
Ajudas jovens agricultores 2014 a 2020
Neste blogue está registado o seguinte:
"xicotechenko disse...
Boa tarde. Tambem eu aguardo com expectativa as noticias acerca de banco de
terras e do novo quadro comunitário de apoio de 2014 a 202.
Porque diz que os apoios serão melhores? "
"xicotechenko disse...
Porque diz que os apoios serão melhores? "
Comentários:
1 - É excelente que haja grande expetativa relativamente ao banco de terras porque é sinal que tem interesse e um instrumento necessário para facilitar o acesso á terra na instalação de jovens agricultores e no alargamento das superfícies de atividade nas explorações agícolas já existentes.
2 - Circulam rumores que, no período 2014 a 2020, os apoios para instalação de jovens empresários agrícolas serão melhores, aumentarão os niveis de apoio ao investimento porque é necessário incrementar a respetiva taxa de instalação e para combater a elevada taxas de desistências nos primeiros cinco anos de atividade existirão apoios financeiros, nesse período temporal, para ajuda aos custos de exploração.
3 - Faço votos para que avalie aprofundamente, desde agora, o ProDeR e se proponham medidas e ações que respeitem o que está bem feito no ProDeR, alterando o que são estrangulamentos e pontos fracos
segunda-feira, 12 de março de 2012
investigação de Novos Produtos Agro-industriais à Base de Mirtilo
O jornal Vida Económica da passada 6.ª Feira publica um artigo da prestigiada jornalista Teresa Silveira com o título "mirtilo cobiçado pela indústria alimentar, farmacêutica e coméstica". Trata-se de um projeto de investigação em parceria entre a Mirtilusa, a Frulact, Escola de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto, a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. "O objetivo desta investigação é levar á criação novos produtos industriais e de adaptação do mirtilo nacional aos atuais". Felicito o meu amigo João Miranda da Frulact por este importante projeto, o qual demonstra que ter sucesso e ser líder não é obra do acaso, antes pelo contrário o resultado de uma estratégia constante de pioneirismo, investimento e inovação
O que posso fazer para melhorar a agricultura portuguesa? O que está ao meu alcance individual?
Um anónimo que se identificou como agricultor escreveu o seguinte:
"Sou agricultor desde sempre e fico pasmado com esta corrida á terra. Esqueçam os fins de semana, feriados e férias. No que me toca não sei o que é isso á vários anos. Será que as pessoas pensam que viver da terra é tarefa facil?
Deixo aqui um desafio:
apontem o que podemos fazer para todos vivermos melhor da terra."
Aqui vai a minha resposta ao desafio lançado:
1 - Tem que analisar a sua exploração agrícola e verificar os seus pontos fortes e fracos, bem como as ameaças e oportunidades.
2 - Deve comparar os resultados das suas atividades com as dos seus colegas agricultores e reverificar quais são os pormenores que pode e deve melhorar.
3 - Acha que só na agricultura é que não existem férias, fins de semana, feriados? Tenho empresas de consultoria trabalho 14 a 16 horas por dia, o meu descanso é feito nas tarde de domingo. Para ter sucesso em qualquer negócio é preciso trabalhar de forma árdua e correr riscos, não são exclusivos da agricultura.
4 - Noto que na agricultura a maioria das pessoas se acomodam muito, não correm riscos para melhorar a dimensão, eficiência, eficácia na atividade. Verifico que aqueles que se queixam mais são os que assumem menores custos pessoais na estratégia da mudança. Pelo contrário, os empresários agrícolas de sucesso não têm tempo para se queixarem, ocupam o tempo a estudar estratégias alternativas e não têm medo de mudar de atividade quando percebem que as suas atuais não t~em futuro (como se diz na gíria "até os burros mudam")
5 - Há corrida à terra porque o cidadão comum percebeu, esta é a sua perspetiva, que na agricultura pode ter uma atividade profissional interessante porque o povo precisa de comer e se Portugal falir, o que na minha opinião irá acontecer entre 2012 e 2013, pelo menos não passará fome. Há muitos que irão ter insucesso, mas outros mudarão a face da agricultura portuguesa.
6 - A opinião pública, os responsáveis políticos de topo e intermédios, os dirigentes associativos, agricultores, etc. têm de interiorizar que o sucesso da agricultura de mercado passa pelo empreendedorismo e pelo incremento do peso das empresas na produção agrícola. É determinante que a dimensão das explorações seja igual ou superior ás economias de escala das atividades (dimensão da atividade que gera custos fixos mais baixos).
7 - A agricultura de serviços públicos tem que ser mantida pelos subsídios da União Europeia e do Estado Português. Todos temos que batalhar para que os agricultores e o seu agregado familiar tenham uma vida digna, que as suas casas tenham comodidades minímas e salubridade. Os agricultores não podem ser cidadãos de 2.ª categoria tal como acontece nos dias de hoje.
8 - Para todos vivermos melhor da terra cada um de nós tem que ser massa critica, saber o que se deve fazer para melhorar a agricultura, tornado-a uma atividade económica rentável. Aqui ficam registadas as minhas ideias:
a) - Fazer com que o ministério da agricultura tramite dentro dos prazos legais os processos burocráticos, sejam projetos ProDeR, licenças, pagamentos de ajudas ,etc. O que podemos fazer? Falar com os responsáveis do serviço sempre que detetarmos uma anomalia. Se persistir escrever à tutela. Se continuar, utilizar os meios de comunicação social.
b) Empenharmo-nos para que o banco público de terras avance de forma eficiente e eficaz para podermos aumentar a dimensão das nossas explorações agrícolas. O que está ao nosso alcance? Assinar a petição pública sobre este assunto que está na net. Escrever sobre o banco de terras no sitio da internet do ministério da agricultura. Quando avançar no terreno publicitar o que funciona bem e denunciar publicamente as suas falhas e estrangulamentos
c) Conhecer e mostrar os casos de sucesso na agricultura, imitando-os para melhorar a nossa atividade. Por outro lado, mostrá-los através da comunicação social para motivar e prestigiar a agricultura como setor importante da economia portuguesa.
d) Pressionar os políticos para fazerem o cadastro dos prédios rústicos através da declaração voluntária junto com o IRS, aos mesmo tempo que legislem para quem não o fizer durante dois anos perca a propriedade a favor do Estado, sendo a obirgação deste colocá-los no mercado através de hasta pública.
e) Levar o ministério da agricultura a legislar para que as heranças indivisas de prédios rústicos que não façam partilhas até dois anos, percam as propriedades a favor do Estado, este promove a venda por hasta pública, desconta os impostos e paga o montante sobrante aos herdeiros.
f) Pressionar o govern para que crie na CGD um crédito tipo habitação para a agricultura, empréstimos de longo prazo atribuidos de acordo com o IRS do agregado familiar, com hipoteca do imóvel. Este crédito destina-se a compra de propriedades rústicas, pagamento de tornas a co-herdeiros ou investimentos estruturais de longo prazo na exploração agrícola.
"Sou agricultor desde sempre e fico pasmado com esta corrida á terra. Esqueçam os fins de semana, feriados e férias. No que me toca não sei o que é isso á vários anos. Será que as pessoas pensam que viver da terra é tarefa facil?
Deixo aqui um desafio:
apontem o que podemos fazer para todos vivermos melhor da terra."
Aqui vai a minha resposta ao desafio lançado:
1 - Tem que analisar a sua exploração agrícola e verificar os seus pontos fortes e fracos, bem como as ameaças e oportunidades.
2 - Deve comparar os resultados das suas atividades com as dos seus colegas agricultores e reverificar quais são os pormenores que pode e deve melhorar.
3 - Acha que só na agricultura é que não existem férias, fins de semana, feriados? Tenho empresas de consultoria trabalho 14 a 16 horas por dia, o meu descanso é feito nas tarde de domingo. Para ter sucesso em qualquer negócio é preciso trabalhar de forma árdua e correr riscos, não são exclusivos da agricultura.
4 - Noto que na agricultura a maioria das pessoas se acomodam muito, não correm riscos para melhorar a dimensão, eficiência, eficácia na atividade. Verifico que aqueles que se queixam mais são os que assumem menores custos pessoais na estratégia da mudança. Pelo contrário, os empresários agrícolas de sucesso não têm tempo para se queixarem, ocupam o tempo a estudar estratégias alternativas e não têm medo de mudar de atividade quando percebem que as suas atuais não t~em futuro (como se diz na gíria "até os burros mudam")
5 - Há corrida à terra porque o cidadão comum percebeu, esta é a sua perspetiva, que na agricultura pode ter uma atividade profissional interessante porque o povo precisa de comer e se Portugal falir, o que na minha opinião irá acontecer entre 2012 e 2013, pelo menos não passará fome. Há muitos que irão ter insucesso, mas outros mudarão a face da agricultura portuguesa.
6 - A opinião pública, os responsáveis políticos de topo e intermédios, os dirigentes associativos, agricultores, etc. têm de interiorizar que o sucesso da agricultura de mercado passa pelo empreendedorismo e pelo incremento do peso das empresas na produção agrícola. É determinante que a dimensão das explorações seja igual ou superior ás economias de escala das atividades (dimensão da atividade que gera custos fixos mais baixos).
7 - A agricultura de serviços públicos tem que ser mantida pelos subsídios da União Europeia e do Estado Português. Todos temos que batalhar para que os agricultores e o seu agregado familiar tenham uma vida digna, que as suas casas tenham comodidades minímas e salubridade. Os agricultores não podem ser cidadãos de 2.ª categoria tal como acontece nos dias de hoje.
8 - Para todos vivermos melhor da terra cada um de nós tem que ser massa critica, saber o que se deve fazer para melhorar a agricultura, tornado-a uma atividade económica rentável. Aqui ficam registadas as minhas ideias:
a) - Fazer com que o ministério da agricultura tramite dentro dos prazos legais os processos burocráticos, sejam projetos ProDeR, licenças, pagamentos de ajudas ,etc. O que podemos fazer? Falar com os responsáveis do serviço sempre que detetarmos uma anomalia. Se persistir escrever à tutela. Se continuar, utilizar os meios de comunicação social.
b) Empenharmo-nos para que o banco público de terras avance de forma eficiente e eficaz para podermos aumentar a dimensão das nossas explorações agrícolas. O que está ao nosso alcance? Assinar a petição pública sobre este assunto que está na net. Escrever sobre o banco de terras no sitio da internet do ministério da agricultura. Quando avançar no terreno publicitar o que funciona bem e denunciar publicamente as suas falhas e estrangulamentos
c) Conhecer e mostrar os casos de sucesso na agricultura, imitando-os para melhorar a nossa atividade. Por outro lado, mostrá-los através da comunicação social para motivar e prestigiar a agricultura como setor importante da economia portuguesa.
d) Pressionar os políticos para fazerem o cadastro dos prédios rústicos através da declaração voluntária junto com o IRS, aos mesmo tempo que legislem para quem não o fizer durante dois anos perca a propriedade a favor do Estado, sendo a obirgação deste colocá-los no mercado através de hasta pública.
e) Levar o ministério da agricultura a legislar para que as heranças indivisas de prédios rústicos que não façam partilhas até dois anos, percam as propriedades a favor do Estado, este promove a venda por hasta pública, desconta os impostos e paga o montante sobrante aos herdeiros.
f) Pressionar o govern para que crie na CGD um crédito tipo habitação para a agricultura, empréstimos de longo prazo atribuidos de acordo com o IRS do agregado familiar, com hipoteca do imóvel. Este crédito destina-se a compra de propriedades rústicas, pagamento de tornas a co-herdeiros ou investimentos estruturais de longo prazo na exploração agrícola.
domingo, 11 de março de 2012
AGROTEC
Saiu o 2.º número da revista AGROTEC. O seu principal tema é sobre a cultura do milho. Adorei ler a entrevista ao empresário agrícola João Coimbra, considerado o melhor produtor de milho nacional e um dos melhores do mundo. Pratica o que eu defendo que dever ser principal fator de sucesso de um agricultor: conhecer a sua atividade, quer em Portugal, quer no estrangeiro, conhecer, experimentar nos seus terrenos as tecnologias e aplicar aquelas que se mostram mais ajustadas à sua realidade, conhecer os pormenores e custos de produção, implementar uma estratégia que passa por atingir o pico máximo da produtividade e posteriormente, caminhar para uma melhor rentabilidade do negócio, maximizando os resultados por abaixamento dos custos de produção com controlo na quebra da produtividade. Recomendo a leitura e façam os V/ comentários.
sábado, 10 de março de 2012
Sábado de trabalho
Hoje tive um dia preenchido com as atividades que mais gosto desenvolver como engenheiro agrónomo: assistência técnica a pomares de kiwis e pequenos frutos, reuniões de trabalho com potenciais jovens agricultores, visita a explorações para avaliação do potencial produtivo, visita a quintas para determinar o respetivo interesse para arrendamento. Estou cansado, mas muito satisfeito porque empreguei o tempo naquilo que realmente me satisfaz: fazer desenvolver os empresários agrícolas e as suas atividades, desde o planeamento até ao acompanhamento técnico das atividades.
Jovem Empresário Agrícola
Tenho participado em muitas reuniões com jovens potenciais interessados em instalarem-se como jovens empresários agrícolas e chego à conclusão que muitos deles têm dificuldades em perceber que a agricultura é um negócio, como qualquer outro e que para fazer negócio é necessário ter perfil para correr riscos, capital próprio e alheio para investir, caraterísticas pessoais para liderar os colaboradores, conhecimento dos pormenores da atividade, quer técnicos, quer operacionais, etc.
Na minha opinião, os estágios em explorações agrícolas, com duração de vários meses, são essenciais para que o jovem conheça "os ossos de ofício" da atividade agrícola que irá abraçar e sentir se está realmente motivado/apaixonado, com coragem para ultrapassar as frustrações e problemas que lhe irão aparecern nos primeiros 3/4 anos. A realidade da agricultura é muito diferente das ideias e sonhos que temos em mente, noto que tem sucesso quem consegue ajustar os objetivos que sonhou, reajustando-os à medida que conhecem as condicionantes que atuam sobre as fileiras.
É determinante para obter sucesso fazer ações de benchmarking, quer sobre explorações agrícolas em Portugal, quer naquelas que estão em países liderantes da nossa atividade (para conhecer a fileira dos kiwis já visitei kiwicultores e entrepostos em Portugal, Espanha, França Itália, Chile e Nova Zelândia. Aprendi mais nos 8 a 10 dias de cada visita que vários anos a trabalhar sobre a mesma realidade. Quando não se pode visitar é importante fazer recolha de informação sobre as tecnologias de produção, capacidade empreendedora dos agricultores e suas organizações, formas de organização das fileiras desde a produção á agro-industria, passando pela distribuição).
Ocupo muitas horas de reflexão para determinar as causas que explicam que tenhamos dificuldade em trabalhar para planearmos os pormenores dos negócios que abraçamos. Alguém me sugere alguma dica?
Na minha opinião, os estágios em explorações agrícolas, com duração de vários meses, são essenciais para que o jovem conheça "os ossos de ofício" da atividade agrícola que irá abraçar e sentir se está realmente motivado/apaixonado, com coragem para ultrapassar as frustrações e problemas que lhe irão aparecern nos primeiros 3/4 anos. A realidade da agricultura é muito diferente das ideias e sonhos que temos em mente, noto que tem sucesso quem consegue ajustar os objetivos que sonhou, reajustando-os à medida que conhecem as condicionantes que atuam sobre as fileiras.
É determinante para obter sucesso fazer ações de benchmarking, quer sobre explorações agrícolas em Portugal, quer naquelas que estão em países liderantes da nossa atividade (para conhecer a fileira dos kiwis já visitei kiwicultores e entrepostos em Portugal, Espanha, França Itália, Chile e Nova Zelândia. Aprendi mais nos 8 a 10 dias de cada visita que vários anos a trabalhar sobre a mesma realidade. Quando não se pode visitar é importante fazer recolha de informação sobre as tecnologias de produção, capacidade empreendedora dos agricultores e suas organizações, formas de organização das fileiras desde a produção á agro-industria, passando pela distribuição).
Ocupo muitas horas de reflexão para determinar as causas que explicam que tenhamos dificuldade em trabalhar para planearmos os pormenores dos negócios que abraçamos. Alguém me sugere alguma dica?
quinta-feira, 8 de março de 2012
Plano Estratégico da Fileira dos kiwis
No próximo dia 31 março de 2012 irei fazer a apresentação do Plano Estratégico da Fileira dos Kiwis para o período 2007-2013 em evento promovido pela APK - Associção Portuguesa de Kiwicultores.
Quando o Programa estiver fechado darei mais notícias
Quando o Programa estiver fechado darei mais notícias
Exposição sobre Empreendorismo e Inovação na Agricultura
Na tarde do dia de hoje tive o grato privilégio de visitar uma exposição junto à Câmara Municipal de S. Tirso sobre Empreendedorismo e Inovação na Agricultura. Grupos de alunos da Escola Agrícola Conde S. Bento, sita em s. Tirso desenvolveram os seus projetos de empresas tendo por base negócios ligados à agricultura, agroalimentar e restauração. Delirei com a inovação que colocaram no protótipo do restaurante de futuro. Só mesmo pessoas com menos de 30 anos têm criatividade e sonhos de forma tão pura. Presto a minha homenagem pública aos professores que motivaram estes jovens a trabalharem neste importante tipo de iniciativa
Workshop sobre ProDeR
Na próxima 5.ª feira, dia 15 março 2012, irei animar um workshop sobre o ProDeR para alunos da Escola Agrícola Conde S. Bento em S. Tirso. Estou a planear o evento para que o público alvo possa entender ao pormenor como funcinam as ajudas e a sua tramitação na instalação de jovens agricultores
quarta-feira, 7 de março de 2012
Dicas para um jovem agricultor se lançar na atividade
A leitora L. Veloso fez o seguinte comentário neste blog:
"Exmo Sr. Eng. José Martino,
Assistimos à Grande Reportagem na passada 2ª feira com muito entusiasmo.
Somos um casal que, de há uns anos para cá, alimenta o sonho de
implantar uma exploração de agricultura biológica. Contudo, o nosso percurso profissional tem-nos levado a adiar a concretização do nosso projecto.
Apesar de não termos experiência nem formação na área da agricultura,temos nela um grande interesse, pois vimos do meio rural, e consideramos a alimentação um pilar primordial na nossa atitude de vida. Estamos conscientes do impacto da nossa presença no planeta e da necessidade que há em oferecer alternativas às pessoas.
A partir do momento que tomámos consciência de que, se queremos ver
uma mudança positiva no mundo, temos de começar por nós, decidimos que queríamos fazer agricultura biológica. Queremos dar primazia aos produtos biológicos e ao comércio local, e dar um passo no
desenvolvimento sustentável em meio rural. E, ao que parece, não
estamos sós, há um número crescente de pessoas a seguir este caminho.
Temos formações diversificadas. Eu sou titular de um curso superior que em nada tem a ver com a agricultura, e pratico a profissão há 14 anos. O meu companheiro tem uma licenciatura em ordenamento dos recursos naturais, mas no entanto, desenvolveu o seu percurso profissional na área das artes.
Pelo que temos lido sobre os incentivos à instalação de jovens
agricultores, particularmente sobre o ProDeR, é o meu companheiro que
pensamos ser o mais qualificado de nós os dois, dada a sua licenciatura na área do ambiente.
Gostaríamos que nos aconselhasse sobre as hipóteses existentes para obter apoios (ProDeR ou outros). Além disso gostaríamos de saber que tipo de formação nos aconselha, sabendo que temos 35 e 37 anos de idade e que o limite são
os 40 anos. Segundo a nossa pesquisa, os cursos existentes não são muito variados, são longos e distantes da zona oeste, onde nos queremos instalar.
Pensamos que a formação é essencial e que deverá ser contínua. Mas a
questão é que temos de garantir um rendimento mensal para o nosso
sustento! Será que temos hipóteses de obter a aprovação do programa
ProDeR com a formação que temos (não específica em agricultura), ou a formação específica é uma condição sine qua non?
A respeito dos Cursos de Jovens Agricultores da Espaço Visual, gostaríamos de saber informação mais detalhada (local, data de inicio, horários, duração, preço e programa dos cursos).
Gostaríamos ainda de felicitá-lo pelo trabalho que tem feito e pela
sua dedicação ao desenvolvimento rural.O seu blog tem sido para nós muito útil e informativo."
Comentários:
1 - Se o V/ sonho é terem uma exploração no modo de produção biológico, recomendo que comecem por visitar as explorações agrícolas deste tipo que existem na V/ Região. Creio que há uma listagem no sitio da internet do GPP ou DAGDR (procurem estas organizações do Ministério da Agricultura pelo google). Podem consultar a AGROBIO que também vos dara contatos. Na minha opinião a agricultura biodinâmica é a mais interessante porque se podem exportar as produções com alto valor acrescentado.
2 - Nas visitas peçam aos agricultores contatos de outros colegas. Incrementem as visitas.
3 - Façam um guião de perguntas previamente a cada visita. Após a visita escrevam um relatório do que aprenderam. Tentem conhecer os ossos de oficio de cada uma das atividades. Perguntem sobre os pormenores em todos as reuniões. Os melhores empresários agrícolas que eu conheço são insatisfeitos por natureza quanto a informações. Sabem todos os pormenores, preços, fornecedores, clientes, etc. e por norma estão constantemente à procura de informações que os façam estar mais atualizados.
4 - Escolham a atividade agropecuária que mais se adeque à V/ vocação, aquela que vos faz vibrar, que vos coloca um "brilhosinho nos olhos".
5 - A melhor aprendizagem é estagiarem com agricultores da V/ atividade.
6 - Façam a instalação como jovem agricultor, no presente ano, do mais velho dos dois. Deixem a instalação do outro para o quadro comunitário de apoio de 2014 a 2020 porque terão capacidade para fazerem um projeto de maior envergadura e na minha perspetiva, as ajudas serão melhores.
7 - Para fazerem a instalação como jovem agricultor precisam de terra e por isso, recomendo que procurem encontrar terras para arrendar na região onde habitam (se existisse o banco público de terras seria mais fácil porque fazendo a inscrição teriam acesso aos prédios disponiveis). É uma procura que deve levar entre seis meses a um ano. Quanto mais perto da V/ casa estiver a V/ exploração agrícola mais baratas serão as deslocações (os combustiveis estão caros e as deslocações têm peso nos custos de produção)
8 - Lancem o jovem agricultor em part time, ele que continue com o seu trabalho e aproveitem as horas livres para trabalharem na agricultura. Façam um bom plano de negócios, há muitos modelos na net, podem experimentar. Se tiverem capital e dimensão de exploração podem contratar uma empresa especializada como por exemplo, a Espaço Visual para vos assessorar (procurem na net porque há boas empresas neste segmento de negócio).
9 - Após a submissão do V/ projeto na base de dados do ProDeR podem frequentar os cursos de jovens agricultores financiados pelo ProDeR, não têm custos para os formandos, têm a mesma estrutura programática em todo o continente. Portanto, podem e devem concorrer com a formação que possuem. Os horários dos cursos que estão a decorrer na Espaço Visual (Gondomar) são das 19 as 23 h, durante a semana (duas a três vezes por semana) e aos sábados das 9h às 18 h.
Tenho todo o gosto em obter, neste blog, notícias sobre o desenvolvimento do V/ projeto. Se precisarem de assessoria especifica para o V/ projeto devem contatar a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852). Desejo-lhes as maiores felicidades e sucessos empresariais!
"Exmo Sr. Eng. José Martino,
Assistimos à Grande Reportagem na passada 2ª feira com muito entusiasmo.
Somos um casal que, de há uns anos para cá, alimenta o sonho de
implantar uma exploração de agricultura biológica. Contudo, o nosso percurso profissional tem-nos levado a adiar a concretização do nosso projecto.
Apesar de não termos experiência nem formação na área da agricultura,temos nela um grande interesse, pois vimos do meio rural, e consideramos a alimentação um pilar primordial na nossa atitude de vida. Estamos conscientes do impacto da nossa presença no planeta e da necessidade que há em oferecer alternativas às pessoas.
A partir do momento que tomámos consciência de que, se queremos ver
uma mudança positiva no mundo, temos de começar por nós, decidimos que queríamos fazer agricultura biológica. Queremos dar primazia aos produtos biológicos e ao comércio local, e dar um passo no
desenvolvimento sustentável em meio rural. E, ao que parece, não
estamos sós, há um número crescente de pessoas a seguir este caminho.
Temos formações diversificadas. Eu sou titular de um curso superior que em nada tem a ver com a agricultura, e pratico a profissão há 14 anos. O meu companheiro tem uma licenciatura em ordenamento dos recursos naturais, mas no entanto, desenvolveu o seu percurso profissional na área das artes.
Pelo que temos lido sobre os incentivos à instalação de jovens
agricultores, particularmente sobre o ProDeR, é o meu companheiro que
pensamos ser o mais qualificado de nós os dois, dada a sua licenciatura na área do ambiente.
Gostaríamos que nos aconselhasse sobre as hipóteses existentes para obter apoios (ProDeR ou outros). Além disso gostaríamos de saber que tipo de formação nos aconselha, sabendo que temos 35 e 37 anos de idade e que o limite são
os 40 anos. Segundo a nossa pesquisa, os cursos existentes não são muito variados, são longos e distantes da zona oeste, onde nos queremos instalar.
Pensamos que a formação é essencial e que deverá ser contínua. Mas a
questão é que temos de garantir um rendimento mensal para o nosso
sustento! Será que temos hipóteses de obter a aprovação do programa
ProDeR com a formação que temos (não específica em agricultura), ou a formação específica é uma condição sine qua non?
A respeito dos Cursos de Jovens Agricultores da Espaço Visual, gostaríamos de saber informação mais detalhada (local, data de inicio, horários, duração, preço e programa dos cursos).
Gostaríamos ainda de felicitá-lo pelo trabalho que tem feito e pela
sua dedicação ao desenvolvimento rural.O seu blog tem sido para nós muito útil e informativo."
Comentários:
1 - Se o V/ sonho é terem uma exploração no modo de produção biológico, recomendo que comecem por visitar as explorações agrícolas deste tipo que existem na V/ Região. Creio que há uma listagem no sitio da internet do GPP ou DAGDR (procurem estas organizações do Ministério da Agricultura pelo google). Podem consultar a AGROBIO que também vos dara contatos. Na minha opinião a agricultura biodinâmica é a mais interessante porque se podem exportar as produções com alto valor acrescentado.
2 - Nas visitas peçam aos agricultores contatos de outros colegas. Incrementem as visitas.
3 - Façam um guião de perguntas previamente a cada visita. Após a visita escrevam um relatório do que aprenderam. Tentem conhecer os ossos de oficio de cada uma das atividades. Perguntem sobre os pormenores em todos as reuniões. Os melhores empresários agrícolas que eu conheço são insatisfeitos por natureza quanto a informações. Sabem todos os pormenores, preços, fornecedores, clientes, etc. e por norma estão constantemente à procura de informações que os façam estar mais atualizados.
4 - Escolham a atividade agropecuária que mais se adeque à V/ vocação, aquela que vos faz vibrar, que vos coloca um "brilhosinho nos olhos".
5 - A melhor aprendizagem é estagiarem com agricultores da V/ atividade.
6 - Façam a instalação como jovem agricultor, no presente ano, do mais velho dos dois. Deixem a instalação do outro para o quadro comunitário de apoio de 2014 a 2020 porque terão capacidade para fazerem um projeto de maior envergadura e na minha perspetiva, as ajudas serão melhores.
7 - Para fazerem a instalação como jovem agricultor precisam de terra e por isso, recomendo que procurem encontrar terras para arrendar na região onde habitam (se existisse o banco público de terras seria mais fácil porque fazendo a inscrição teriam acesso aos prédios disponiveis). É uma procura que deve levar entre seis meses a um ano. Quanto mais perto da V/ casa estiver a V/ exploração agrícola mais baratas serão as deslocações (os combustiveis estão caros e as deslocações têm peso nos custos de produção)
8 - Lancem o jovem agricultor em part time, ele que continue com o seu trabalho e aproveitem as horas livres para trabalharem na agricultura. Façam um bom plano de negócios, há muitos modelos na net, podem experimentar. Se tiverem capital e dimensão de exploração podem contratar uma empresa especializada como por exemplo, a Espaço Visual para vos assessorar (procurem na net porque há boas empresas neste segmento de negócio).
9 - Após a submissão do V/ projeto na base de dados do ProDeR podem frequentar os cursos de jovens agricultores financiados pelo ProDeR, não têm custos para os formandos, têm a mesma estrutura programática em todo o continente. Portanto, podem e devem concorrer com a formação que possuem. Os horários dos cursos que estão a decorrer na Espaço Visual (Gondomar) são das 19 as 23 h, durante a semana (duas a três vezes por semana) e aos sábados das 9h às 18 h.
Tenho todo o gosto em obter, neste blog, notícias sobre o desenvolvimento do V/ projeto. Se precisarem de assessoria especifica para o V/ projeto devem contatar a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852). Desejo-lhes as maiores felicidades e sucessos empresariais!
terça-feira, 6 de março de 2012
Cursos de Jovens Agricultores
A Espaço Visual faz tudo o que está ao seu alcance para que os projetos dos jovens agricultores obtenham sucesso, neste momento, tem a decorrer nas suas instalações dois cursos (ProDeR) para jovens agricultores que apresentaram candidaturas à ação 1.1.3 do ProDeR (instalação como jovens empresários agrícolas) porque se detetou que há dificuldades na obtenção desta formação profissional.
A Espaço Visual tem apoiado em tudo o que lhe tem sido solicitado pelos formadores, nomeadamente na organização de visitas de estudo a empresários agrícolas de sucesso porque é seu objetivo que estes jovens conheçam o que de melhor se faz nesta Região, tirem o máximo partido da formação e sejam no futuro um exemplo para todos nós.
A Espaço Visual está a receber inscrições para mais cursos de jovens agricultores, pelo que, se tiver apresentado a sua candidatura ao ProDeR e necessitar de formação profissional não hesite em contatar a eng. Sónia Moreira (sonia.moreira@espaco-visual.pt; 917 075 852)
A Espaço Visual tem apoiado em tudo o que lhe tem sido solicitado pelos formadores, nomeadamente na organização de visitas de estudo a empresários agrícolas de sucesso porque é seu objetivo que estes jovens conheçam o que de melhor se faz nesta Região, tirem o máximo partido da formação e sejam no futuro um exemplo para todos nós.
A Espaço Visual está a receber inscrições para mais cursos de jovens agricultores, pelo que, se tiver apresentado a sua candidatura ao ProDeR e necessitar de formação profissional não hesite em contatar a eng. Sónia Moreira (sonia.moreira@espaco-visual.pt; 917 075 852)
segunda-feira, 5 de março de 2012
Banco de terras municipal
Na edição do jornal "Expresso" de 25 de fevereiro, a ministra Assunção Cristas anunciava que o Governo ia dar benefícios fiscais a quem trabalhasse as terras ao abandono. A ideia da criação de uma "bolsa de terras" tem alguns anos. Há cerca de dois anos, lancei uma petição pública para a criação de um banco de terras público, que permitisse cultivar os milhares e milhares de hectares ao abandono por este país fora. Neste link que aqui deixo (http://josemartino.blogspot.com/search?q=banco+de+terras), está o texto da minha petição pública para a criação do banco de terras, e estão alguns artigos e intervenções públicas, nos jornais e na rádio, em defesa de um instrumento necessário e essencial para desenvolver a agricultura e a economia real. Por diversas vezes, vicissitudes da nossa política partidária impediram a transformação em lei de uma proposta permitirá criar muitos postos de trabalho e contribuir para a riqueza nacional.
Neste contexto, como administrador da empresa de consultadoria agrónoma "Espaço Visual", escrevi uma carta a todos os presidentes de câmara, que aqui transcrevo:
"Exmo. Senhor Presidente:
Conforme pode constatar pelo conteúdo do programa Grande Repórter TVI, sobre Jovens Agricultores, emitido em 2012.02.27 (http://www.tvi.iol.pt/programa/3944), a Espaço Visual é uma empresa especializada na instalação de jovens empresários agrícolas, na captação de verbas do ProDeR para investimentos na agricultura ou agro-indústria, bem como na promoção do desenvolvimento rural (www.espaco-visual.pt).
Vimos, assim, propor ao Município que V. Exª lidera a criação de uma "bolsa de terras" municipal, serviço que desenvolvemos para que as câmaras municipais possam motivar os seus cidadãos proprietários, que não têm perfil para actividades agrícolas e/ou agroflorestais, a cederem os seus terrenos, por venda ou arrendamento, a jovens agricultores.
A "bolsa de terras" promoverá a criação de riqueza e de postos de trabalho, combaterá o despovoamento e será um instrumento de desenvolvimento da agricultura e combate à crise económica e financeira que se abateu sobre Portugal."
José Martino
administrador "Espaço Visual"
Subscrever:
Mensagens (Atom)