segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Organização de Produtores "Bfruit" apresenta-se na Guarda e Viseu
Amanhã dia 13 a Bfruit, organização de produtores de pequenos frutos, apresenta-se na Guarda e Viseu com o objetivo de angariar sócios nestes distritos.
GUARDA, Instalações da AAPIM, 14h30 -16h30
Conferência "O mirtilo no Estado do Oregon, EUA - a experiência de uma visita de estudo"
José Martino - CEO da Espaço Visual
Apresentação da Organização de Produtores "Bfruit"
Fernanda Machado - Presidente da "Bfruit"
Testemunhos de produtores sócios da Bfruit
Viseu, Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, 18h00 -20h0
Conferência "O mirtilo no Estado do Oregon, EUA - a experiência de uma visita de estudo"
José Martino - CEO da Espaço Visual
Apresentação da Organização de Produtores "Bfruit"
Fernanda Machado - Presidente da "Bfruit"
Testemunhos de produtores sócios da "Bfruit"
As inscrições são gratuitas, embora obrigatórias para o e-mail geral@bfruit.pt
GUARDA, Instalações da AAPIM, 14h30 -16h30
Conferência "O mirtilo no Estado do Oregon, EUA - a experiência de uma visita de estudo"
José Martino - CEO da Espaço Visual
Apresentação da Organização de Produtores "Bfruit"
Fernanda Machado - Presidente da "Bfruit"
Testemunhos de produtores sócios da Bfruit
Viseu, Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, 18h00 -20h0
Conferência "O mirtilo no Estado do Oregon, EUA - a experiência de uma visita de estudo"
José Martino - CEO da Espaço Visual
Apresentação da Organização de Produtores "Bfruit"
Fernanda Machado - Presidente da "Bfruit"
Testemunhos de produtores sócios da "Bfruit"
As inscrições são gratuitas, embora obrigatórias para o e-mail geral@bfruit.pt
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Que árvores devo plantar?
"Boa tarde Sr. Engº José,
Antes demais, muitos parabéns por todo o trabalho extremamente enriquecedor/esclarecedor que tem vindo a prestar no seu blog.
Venho por este meio solicitar a v/ ajuda:
Tenho um pequeno terreno (c/ acácias, choupos, eucaliptos...e muitas silvas) c/ cerca de 4000m2 ao "abandono". Estou a pensar limpá-lo e prepará-lo para reflorestar.
Esse terreno fica numa zona plana, junto a um rio e entre duas terras plantadas com choupos.
Que conselhos me daria relativamente a que arvores lá colocar?
Eu já pensei em eucaliptos, choupos, tílias, sorveiras, cerejeiras, castanheiros...mas sinceramente não sei vem o que decidir.
O que eu pretendo no fundo é rentabilizar o espaço que se encontra ao abandono. Pois nos tempos que correm, todas as receitas possíveis são bem vindas.
Eu sou da Zona Centro, Leiria, mais propriamente de Monte redondo (2425-619).
O que me aconselhariam?
Desde já muito obrigado por toda a v/ atenção.
Sem mais,
Att.,
Pedro Ribeiro"
Comentários:
1 - Não consigo dar-lhe um conselho sem conhecer o seu terreno, pelo que recomendo que consulte para o efeito um técnico da associação florestal que seja mais próxima do seu terreno.
2 - Não será melhor, caso o seu terreno tenha aptidão agrícola, coloca-lo na bolsa de terras pondo-o á disposição de quem tenha vocação e perfil para a agricultura e neste caso recebendo uma renda anual, uma receita bem vinda?
Devo apresentar candidatura ao ProDeR ou esperar pelo PDR 2014-2020?
"Boa noite eng. José Martino
Obrigado pela sua disponibilidade e colaboração tão útil. Penso que os projetos da Proder para apicultura estão temporariamente encerrados, e as minhas duvidas são:
Eles reabrem no inicio do próximo
ano, ou ainda não temos a certeza de datas da reabertura?
É que eu e meu filho de 21 anos com sempre pouca, mas já alguma experiencia apícola estamos empenhados em iniciar um projeto de apicultura mas não encontro informação atual para saber se é um sonho possível ou não.
Há alguma sociedade possivel que eu possa fazer com o meu filho, (tenho 49 anos), ou como só ele é jovem, só ele pode participar?
Têem que ser projetos para 500 colmeias, ou há projetos menores?
Cumprimentos e obrigado
Tenho ainda mais uma duvida, por favor. O curso de apicultura que o meu filho terá que tirar tem duração de três anos a partir da candidatura, e é possivel frequentar estando empregado, fazendo a atividade apicola como par-time?
Mais uma vez muito obrigado
Comentários:
1 - As candidaturas ao ProDeR não estão encerradas, apenas serão analisadas as candidaturas que tenham orçamento. A minha recomendação é que apresente a candidatura até 31 de dezembro de 2013. Terá mais a ganhar que se o fizer agora em lugar de 2014. Se quiser saber os pormenores e as razões para esta estratégia marque uma reunião (custa 40 euros com IVA incluído) com o Eng. Benjamim Machado (telemóvel: 924 433 183) da Espaço Visual. Esta recomendação estende-se a todos os queiram fazer projetos entre os 75 000 a 100 000 euros, queiram maximizar as ajudas e fiquem com a possibilidade de tirarem o curso de jovem agricultor nos primeiros dois anos após a assinatura do contrato de atribuição das ajudas.
2 - O Secretário de Estado da Agricultura comprometeu-se a publicar entre fim do ano de 2013 e inicio de 2014, a legislação sobre a transição entre o ProDeR e as novas ajudas, pelo que nessa altura saberá com o que pode contar.
3 - Faça uma sociedade por quotas com o seu filho, o Sr. com 49% e o seu filho 51% (e simultaneamente gerente) e apresente candidatura ao ProDeR até 31 dezembro de 2013. O sonho é possível em apicultura porque é um negócio rentável e muito interessante. É uma atividade na qual eu tenho investimentos e que acredito nas suas virtualidades, se houver rigor e organização, haverá sucesso empresarial e financeiro.
4 - O seu filho terá dois anos após a assinatura do contrato de ajudas (praticamente 3 anos após a apresentação do projeto) para frequentar com aproveitamento o curso de jovem agricultor. Este decorre ao final de tarde, dois a três dias por semana após as 19 horas e aos sábados (dia inteiro). O seu filho pode ter outra atividade profissional e trabalhar na apicultura em part time.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Bfruit - Organização de Produtores e Comercializção de Pequenos Frutos Silvestres
Programa:
9h30 - Receção dos convidados
10h00 - Conferência “O Mirtilo no Estado de Oregon EUA_ Experiência de Uma Visita de Estudo”
José Martino_ CEO da Espaço Visual
10h30 - Debate
11h00 - “BFruit” – Apresentação de Organização de Produtores
José Martino _Presidente da Assembleia Geral
Fernanda Machado _Presidente do Conselho de Administração
12h00 - Sessão de Encerramento
A participação é gratuita. A inscrição é obrigatória até ao dia 22 de novembro, através do envio de um email, para geral@bfruit.pt ou por telefone para o 253 424 733
9h30 - Receção dos convidados
10h00 - Conferência “O Mirtilo no Estado de Oregon EUA_ Experiência de Uma Visita de Estudo”
José Martino_ CEO da Espaço Visual
10h30 - Debate
11h00 - “BFruit” – Apresentação de Organização de Produtores
José Martino _Presidente da Assembleia Geral
Fernanda Machado _Presidente do Conselho de Administração
12h00 - Sessão de Encerramento
A participação é gratuita. A inscrição é obrigatória até ao dia 22 de novembro, através do envio de um email, para geral@bfruit.pt ou por telefone para o 253 424 733
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Apoios aos jovens agricultores no PDR 2014 -2020
filipe disse:
"Boa noite engenheiro José Martino queria que me esclarecesse umas dúvidas que tenho obrigado.
queria saber se ainda vou a tempo de entregar o meu projeto de jovem agricultor, para esta candidatura que acaba agora em janeiro .
E queria saber se já abriu a outra candidatura 2014 a 2020,e se as ajudas da proder são as mesmas, para a plantação de mirtilos tenho 20000 m2 e queria entrar com o projeto .
obrigado pelo tempo perdido, e por ajudar tantos jovens agricultores."
Comentários:
1 - Pode apresentar até 31 de dezembro de 2013, o seu projeto ao ProDeR para se instalar como jovem agricultor se tiver capacidade financeira para executar todo o investimento de uma única vez, pressupõe que investe e receberá todos os incentivos através de um único pedido de pagamento das ajudas. Em alternativa deve esperar pelo período de abertura das candidaturas para o PDR 2014 - 2020.
2 - As candidaturas para o PDR 2014 -2020 deverão abrir no 1.º semestre de 2014, o que acontecerá mais cedo do que a minha previsão (último trimestre de 2014).
3 - As ajudas para a instalação de jovens agricultores no PDR 2014-202 terão os seguintes tipos e níveis de apoio (estão em discussão pública, podem haver alterações):
- A ajuda à 1.ª instalação, tem a forma de um incentivo não reembolsável, estando indexado ao investimento elegível de investimento na exploração agrícola (o investimento terá que ser superior a 50 000 €);
- A ajuda à 1.ª instalação pode assumir um valor máximo de 30 000 € sendo majorado em 10 000 € em cada uma das seguintes situações: membros de uma Organização de Produtores ou apresentados por pessoas coletivas, quando se instale mais do que um jovem agricultor;
- 20% da ajuda será paga após verificação da boa execução do plano empresarial, até 5 anos (Em análise, as situações de instalação em atividades de culturas permanentes) após o inicio da instalação;
- O somatório da ajuda à 1.ª instalação com o apoio concedido no âmbito da Ação 3.2. investimento na exploração agrícola não deve ultrapassar 85% do investimento elegível no âmbito da Ação 3.2 - Investimento na Exploração Agrícola;
- Acresce ao prémio à 1.ª Instalação uma componente referente a 85% dos custos em compra de animais ou terra (neste caso apenas no diferencial que não é apoiado pela Ação 3.2. Investimentos na Exploração Agrícola) até um limite a definir;
- Os jovens agricultores beneficiarão ainda das majorações e priorizações previstas na Ação 3.2. Investimentos nas Explorações Agrícolas.
4 - Ajudas ao investimento no âmbito da Ação 3.2. Investimento na Exploração Agrícola (máximo 50% do montante do valor de investimento elegível)):
- Taxa mínima de 30%;
- Majoração da taxa mínima em 10 p.p. nas regiões menos desenvolvidas ou zonas de condicionantes naturais ou outras específicas:
- Majoração da taxa mínima em 10 p.p. caso o beneficiário pertença a uma Organização ou Agrupamento de Produtores;
- Majoração da taxa mínima em 5 p.p. caso o beneficiário seja detentor de um seguro de colheitas.
Majorações adicionais à Taxa de Apoio Base:
- em 10 p.p. para jovens agricultores em primeira instalação (creio que neste caso o apoio máximo será de 60%).
Tipo de apoio:
- Subsídio não reembolsável até um limite de montante de apoio por beneficiário de 2 milhões de euros.
- Subsidio reembolsável, para a componente dos montantes de apoio por beneficiário acima dos 2 milhões de euros até um limite a definir.
"Boa noite engenheiro José Martino queria que me esclarecesse umas dúvidas que tenho obrigado.
queria saber se ainda vou a tempo de entregar o meu projeto de jovem agricultor, para esta candidatura que acaba agora em janeiro .
E queria saber se já abriu a outra candidatura 2014 a 2020,e se as ajudas da proder são as mesmas, para a plantação de mirtilos tenho 20000 m2 e queria entrar com o projeto .
obrigado pelo tempo perdido, e por ajudar tantos jovens agricultores."
Comentários:
1 - Pode apresentar até 31 de dezembro de 2013, o seu projeto ao ProDeR para se instalar como jovem agricultor se tiver capacidade financeira para executar todo o investimento de uma única vez, pressupõe que investe e receberá todos os incentivos através de um único pedido de pagamento das ajudas. Em alternativa deve esperar pelo período de abertura das candidaturas para o PDR 2014 - 2020.
2 - As candidaturas para o PDR 2014 -2020 deverão abrir no 1.º semestre de 2014, o que acontecerá mais cedo do que a minha previsão (último trimestre de 2014).
3 - As ajudas para a instalação de jovens agricultores no PDR 2014-202 terão os seguintes tipos e níveis de apoio (estão em discussão pública, podem haver alterações):
- A ajuda à 1.ª instalação, tem a forma de um incentivo não reembolsável, estando indexado ao investimento elegível de investimento na exploração agrícola (o investimento terá que ser superior a 50 000 €);
- A ajuda à 1.ª instalação pode assumir um valor máximo de 30 000 € sendo majorado em 10 000 € em cada uma das seguintes situações: membros de uma Organização de Produtores ou apresentados por pessoas coletivas, quando se instale mais do que um jovem agricultor;
- 20% da ajuda será paga após verificação da boa execução do plano empresarial, até 5 anos (Em análise, as situações de instalação em atividades de culturas permanentes) após o inicio da instalação;
- O somatório da ajuda à 1.ª instalação com o apoio concedido no âmbito da Ação 3.2. investimento na exploração agrícola não deve ultrapassar 85% do investimento elegível no âmbito da Ação 3.2 - Investimento na Exploração Agrícola;
- Acresce ao prémio à 1.ª Instalação uma componente referente a 85% dos custos em compra de animais ou terra (neste caso apenas no diferencial que não é apoiado pela Ação 3.2. Investimentos na Exploração Agrícola) até um limite a definir;
- Os jovens agricultores beneficiarão ainda das majorações e priorizações previstas na Ação 3.2. Investimentos nas Explorações Agrícolas.
4 - Ajudas ao investimento no âmbito da Ação 3.2. Investimento na Exploração Agrícola (máximo 50% do montante do valor de investimento elegível)):
- Taxa mínima de 30%;
- Majoração da taxa mínima em 10 p.p. nas regiões menos desenvolvidas ou zonas de condicionantes naturais ou outras específicas:
- Majoração da taxa mínima em 10 p.p. caso o beneficiário pertença a uma Organização ou Agrupamento de Produtores;
- Majoração da taxa mínima em 5 p.p. caso o beneficiário seja detentor de um seguro de colheitas.
Majorações adicionais à Taxa de Apoio Base:
- em 10 p.p. para jovens agricultores em primeira instalação (creio que neste caso o apoio máximo será de 60%).
Tipo de apoio:
- Subsídio não reembolsável até um limite de montante de apoio por beneficiário de 2 milhões de euros.
- Subsidio reembolsável, para a componente dos montantes de apoio por beneficiário acima dos 2 milhões de euros até um limite a definir.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Sinto-me no dever de escrever algumas verdades sobre a cultura do mirtilo em Portugal!
Luis Henriques disse:
"Boa tarde,
Ponderei durante muito tempo se um dia ia sequer cogitar acerca das missivas que se podem ler neste blog.
Chegou o tempo em que é urgente reagir.
Sinto-me no dever de escrever algumas verdades sobre a cultura do mirtilo em Portugal.
Senhor Martino, a espécie humana, Homo sapiens sapiens é rica em diversidade genética, há indivíduos de várias matizes dérmicas, de ainda mais diversos comportamentos sociais ou culturais, há infindáveis amores naturais, nacionais e regionais, não quero sequer aprofundar as diferenças em crenças e religiões.
Tendo em conta estas considerações permita que lhe diga;
Todos nós conhecemos dois espécimens de Homo sapiens sapiens que lhe quero falar, o primeiro é Ana Drago, deputada da Republica Portuguesa, o segundo é Shaquille O'Neal, jogador de basquetebol Norte Americano.
Entre estas duas pessoas há uma colossal diferença de tamanho, peso e género.
O que lhe quero transmitir: o espécimen Shaquille O'Neal não deve ser tomado como padrão para o Homo sapiens sapiens, tal como essa tal exploração que o senhor diz que conhece, a tal das 30 toneladas por hectare, seja a medida para todas que existem em Portugal.
O senhor tem o meu numero, é com muito gosto que gostava de ver esse hectare."
Comentários:
1 - Estive a visitar plantações de mirtilos no Estado do Oregon nos EUA nos dias 12 a 17 de Agosto de 2013. A conclusão a que cheguei é que têm uma produtividade média de 25 t/ha num universo de largos milhares de hectares porque se preparam para tal, empregam a tecnologia adequada e colocam nos seus objetivos fazê-lo/atingi-lo.
2 - Defendo que é possível atingir em Portugal, aplicando boas tecnologias de produção, pelo menos uma produtividade média de 12t/ha ("média pesada"), ou seja haverá produtores e variedades para mais de 20 t/há, eventualmente as 30 t/ha e outros que nunca passarão as 3t/ha.
3 - Lamento informar mas não tenho disponibilidade de tempo para visitas particulares, porque estou empenhado em visitas de grupo (exemplo: A AGIM e a Espaço Visual organizam no próximo dia 9 de novembro haverá "dia aberto para mirtilo produzido em vaso/cultura hidropónica", onde quem estiver interessado pode usufruir do evento. Espero que algumas centenas de pessoas usufruam da visita, contra o emprego de um dia da minha existência e dos colegas). Consultei a minha agenda, a qual possui alguns milhares de contatos e lamento informar que o seu número não consta dos meus contatos pessoais, eventualmente fará parte da base de dados da Espaço Visual. Se ler a revista "pequenos frutos" da AGROTEC, creio que no seu 1.º número, tem a entrevista com a produtora e que por aí a poderá conhecer e contactá-la. Por outro lado, estamos em negociações com essa produtora para efetuar formação profissional em poda de inverno, pelo que, caso se concretize o evento, se estiver interessado e atento ao website da Espaço Visual terá a oportunidade de se inscrever, visitar e conviver com a produtora e comigo, durante algumas horas.
4 - Advogo a alta produtividade em mirtilo como modelo e objetivo para os empresários mirticultores e as suas plantações porque a médio prazo as margens brutas e líquidas do negócio irão ser reduzidas e a produção com qualidade em quantidade será a chave para a competitividade e rentabilidade. Defendo que os bons resultados devem ser utilizados como bons exemplos e que cada um de nós os deve utilizar como estratégia de bom senso para defender o negócio que possuí. Do que tenho visitado em Portugal e no estrangeiro, estou cada mais convencido que esta é a estratégia certa. Irei continuar as visitas na Nova Zelândia, Chile, etc. e a seu tempo colocarei mais factos neste blogue.
5 - Em conclusão, pelo exposto, nem de perto nem de longe defendo a filosofia produtiva dos mirtilos que pelo exemplo indicado pretende colocar na minha pessoa.
"Boa tarde,
Ponderei durante muito tempo se um dia ia sequer cogitar acerca das missivas que se podem ler neste blog.
Chegou o tempo em que é urgente reagir.
Sinto-me no dever de escrever algumas verdades sobre a cultura do mirtilo em Portugal.
Senhor Martino, a espécie humana, Homo sapiens sapiens é rica em diversidade genética, há indivíduos de várias matizes dérmicas, de ainda mais diversos comportamentos sociais ou culturais, há infindáveis amores naturais, nacionais e regionais, não quero sequer aprofundar as diferenças em crenças e religiões.
Tendo em conta estas considerações permita que lhe diga;
Todos nós conhecemos dois espécimens de Homo sapiens sapiens que lhe quero falar, o primeiro é Ana Drago, deputada da Republica Portuguesa, o segundo é Shaquille O'Neal, jogador de basquetebol Norte Americano.
Entre estas duas pessoas há uma colossal diferença de tamanho, peso e género.
O que lhe quero transmitir: o espécimen Shaquille O'Neal não deve ser tomado como padrão para o Homo sapiens sapiens, tal como essa tal exploração que o senhor diz que conhece, a tal das 30 toneladas por hectare, seja a medida para todas que existem em Portugal.
O senhor tem o meu numero, é com muito gosto que gostava de ver esse hectare."
Comentários:
1 - Estive a visitar plantações de mirtilos no Estado do Oregon nos EUA nos dias 12 a 17 de Agosto de 2013. A conclusão a que cheguei é que têm uma produtividade média de 25 t/ha num universo de largos milhares de hectares porque se preparam para tal, empregam a tecnologia adequada e colocam nos seus objetivos fazê-lo/atingi-lo.
2 - Defendo que é possível atingir em Portugal, aplicando boas tecnologias de produção, pelo menos uma produtividade média de 12t/ha ("média pesada"), ou seja haverá produtores e variedades para mais de 20 t/há, eventualmente as 30 t/ha e outros que nunca passarão as 3t/ha.
3 - Lamento informar mas não tenho disponibilidade de tempo para visitas particulares, porque estou empenhado em visitas de grupo (exemplo: A AGIM e a Espaço Visual organizam no próximo dia 9 de novembro haverá "dia aberto para mirtilo produzido em vaso/cultura hidropónica", onde quem estiver interessado pode usufruir do evento. Espero que algumas centenas de pessoas usufruam da visita, contra o emprego de um dia da minha existência e dos colegas). Consultei a minha agenda, a qual possui alguns milhares de contatos e lamento informar que o seu número não consta dos meus contatos pessoais, eventualmente fará parte da base de dados da Espaço Visual. Se ler a revista "pequenos frutos" da AGROTEC, creio que no seu 1.º número, tem a entrevista com a produtora e que por aí a poderá conhecer e contactá-la. Por outro lado, estamos em negociações com essa produtora para efetuar formação profissional em poda de inverno, pelo que, caso se concretize o evento, se estiver interessado e atento ao website da Espaço Visual terá a oportunidade de se inscrever, visitar e conviver com a produtora e comigo, durante algumas horas.
4 - Advogo a alta produtividade em mirtilo como modelo e objetivo para os empresários mirticultores e as suas plantações porque a médio prazo as margens brutas e líquidas do negócio irão ser reduzidas e a produção com qualidade em quantidade será a chave para a competitividade e rentabilidade. Defendo que os bons resultados devem ser utilizados como bons exemplos e que cada um de nós os deve utilizar como estratégia de bom senso para defender o negócio que possuí. Do que tenho visitado em Portugal e no estrangeiro, estou cada mais convencido que esta é a estratégia certa. Irei continuar as visitas na Nova Zelândia, Chile, etc. e a seu tempo colocarei mais factos neste blogue.
5 - Em conclusão, pelo exposto, nem de perto nem de longe defendo a filosofia produtiva dos mirtilos que pelo exemplo indicado pretende colocar na minha pessoa.
domingo, 20 de outubro de 2013
O que fazer para plantar figueira da Índia?
Sérgio Jorge disse:
"Caro Eng. José Martino
Antes de mais gostaria de felicita-lo pelo seu excelente blog, que é uma preciosa ajuda para jovens agricultores que estão a dar os primeiros passos nesta área e aos quais muitas dúvidas se colocam.
Chamo-me Sérgio e sou resido no Ribatejo norte, e tenho 33 anos, tenho um terreno com pouco mais de meio hectare localizado numa aldeia próxima e que está inserida no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Na pesquisa que fiz de modo a identificar a cultura que melhor se adaptaria a esta região e que maior rentabilidade me pudesse trazer, identifiquei duas culturas: o medronheiro que é típico da região mas muito pouco valorizado e o Figo da Índia que não sendo típico da região penso que devido às suas características de adapta aqui muito bem, e é sobre esta segunda cultura que tenho algumas dúvidas:
- A Figueira da Índia é uma espécie invasora, segundo a classificação do Decreto Lei 565/99, como tal posso planta-la?
- Estando o meu terreno inserido num Parque Natural e em zona classificada como REN tenho de submeter algum pedido, se sim quais as entidades?
- Quais os riscos que corro caso plante no meu terreno as Figueiras da Índia sem dar conhecimento a ninguém?
Pretendo realizar um projecto Jovem Agricultor de modo a tornar-me agricultor. Para este facto a minha intenção seria aumentar a área de cultivo e transformar os meus frutos em compotas. No meu terreno não tenho possibilidades de instalar qualquer infra-estrutura de apoio à minha produção, assim gostava que me esclarece-se as seguintes questões:
- O Proder financia a compra de terrenos quer para instalar as infra-estruturas de apoio à produção quer para aumentar a área de produção?
- Posso candidatar-me só com meio hectare de área dedicada à produção agrícola?
Os meu comprimentos".
Comentários:
Pedi ao meu colega, Eng. Vitor Ferreira, da Espaço Visual, especialista em licenciamentos que elaborasse as respostas às questões colocadas.
1 - A Figueira da Índia é uma espécie invasora, segundo a classificação do Decreto Lei 565/99, como tal posso planta-la? Não poderá plantar. Deverá solicitar primeiro parecer/licença ao ICN.
2 - Estando o meu terreno inserido num Parque Natural e em zona classificada como REN tenho de submeter algum pedido, se sim quais as entidades? Deverá solicitar autorização à CCDR (REN) e ao ICN (Parque Natural).
3 - Quais os riscos que corro caso plante no meu terreno as Figueiras da Índia sem dar conhecimento a ninguém? Os riscos são enormes e as coimas também.
"Caro Eng. José Martino
Antes de mais gostaria de felicita-lo pelo seu excelente blog, que é uma preciosa ajuda para jovens agricultores que estão a dar os primeiros passos nesta área e aos quais muitas dúvidas se colocam.
Chamo-me Sérgio e sou resido no Ribatejo norte, e tenho 33 anos, tenho um terreno com pouco mais de meio hectare localizado numa aldeia próxima e que está inserida no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Na pesquisa que fiz de modo a identificar a cultura que melhor se adaptaria a esta região e que maior rentabilidade me pudesse trazer, identifiquei duas culturas: o medronheiro que é típico da região mas muito pouco valorizado e o Figo da Índia que não sendo típico da região penso que devido às suas características de adapta aqui muito bem, e é sobre esta segunda cultura que tenho algumas dúvidas:
- A Figueira da Índia é uma espécie invasora, segundo a classificação do Decreto Lei 565/99, como tal posso planta-la?
- Estando o meu terreno inserido num Parque Natural e em zona classificada como REN tenho de submeter algum pedido, se sim quais as entidades?
- Quais os riscos que corro caso plante no meu terreno as Figueiras da Índia sem dar conhecimento a ninguém?
Pretendo realizar um projecto Jovem Agricultor de modo a tornar-me agricultor. Para este facto a minha intenção seria aumentar a área de cultivo e transformar os meus frutos em compotas. No meu terreno não tenho possibilidades de instalar qualquer infra-estrutura de apoio à minha produção, assim gostava que me esclarece-se as seguintes questões:
- O Proder financia a compra de terrenos quer para instalar as infra-estruturas de apoio à produção quer para aumentar a área de produção?
- Posso candidatar-me só com meio hectare de área dedicada à produção agrícola?
Os meu comprimentos".
Comentários:
Pedi ao meu colega, Eng. Vitor Ferreira, da Espaço Visual, especialista em licenciamentos que elaborasse as respostas às questões colocadas.
1 - A Figueira da Índia é uma espécie invasora, segundo a classificação do Decreto Lei 565/99, como tal posso planta-la? Não poderá plantar. Deverá solicitar primeiro parecer/licença ao ICN.
2 - Estando o meu terreno inserido num Parque Natural e em zona classificada como REN tenho de submeter algum pedido, se sim quais as entidades? Deverá solicitar autorização à CCDR (REN) e ao ICN (Parque Natural).
3 - Quais os riscos que corro caso plante no meu terreno as Figueiras da Índia sem dar conhecimento a ninguém? Os riscos são enormes e as coimas também.
sábado, 19 de outubro de 2013
Como funcionam os pedidos de pagamento em projectos ProDeR?
Miguel Valente disse:
"Obrigado Eng. José Martino pela disponibilidade.
Sem o querer maçar mais, vou-me só focar numa parte do email:
porque tem os pedidos de pagamento, aqueles valores em concreto? São valores fixos pelo Proder ou uma estimativa que o Eng. fez tendo em atenção o evoluir dos trabalhos?
A minha ideia sempre foi distribuir de forma mais uniforme os valores pelos pedidos de pagamento, de modo a poder conciliar de forma mais amigável, os fundos próprios com os incentivos.
Por último, e porque começo a entrar em fases mais complicadas do projecto, queria saber se a Espaço Visual, também opera nesta zona do país, e se estão a submeter candidaturas ainda neste QCA?
Cumprimentos"
Comentários:
1 - Os pedidos de pagamento podem ser realizados com os investimentos físicos e incorpóreos no montantes que entender, estando limitado à apresentação no máximo de 4 pedidos de pagamento, caso consiga tramitá-los em tempo útil (conte com 3 a 6 meses para cada receber o apoio em cada pedido de pagamento, some-lhe o tempo para realizar os investimentos, fazer os pagamentos, contabiliza-los, elaborar o pedido de pagamento e por último, tenha em conta que o limite para fazer investimentos elegíveis é 31 dezembro de 2014). Não está fixado o valor que pode apresentar em cada pedido de pagamento, exceto no último pedido de pagamento, neste o ProDeR terá de lhe pagar pelo menos 20% das ajudas.
2 - O cenário foi realizado com base em valores atribuídos por mim. Passo a apresentar o seu cenário:
A necessidade de fundo de maneio é de 20 000 euros.
3 - A Espaço Visual opera nessa zona do país. P. F. contacte a Eng. Sónia Moreira (917 075 852). Estamos a submeter candidaturas neste QCA para proponentes que tenham capacidade financeira para executar todo o investimento de uma só vez e que ao mesmo tempo, do ponto de vista da gestão do investimento possam executá-lo entre 3 a 6 meses (prazo temporal entre terem o contrato das ajudas assinado e o limite temporal de elegibilidade dos investimentos, neste momento 31 dezembro de 2014, embora a seu tempo será prorrogado para 30 de junho de 2015).
"Obrigado Eng. José Martino pela disponibilidade.
Sem o querer maçar mais, vou-me só focar numa parte do email:
porque tem os pedidos de pagamento, aqueles valores em concreto? São valores fixos pelo Proder ou uma estimativa que o Eng. fez tendo em atenção o evoluir dos trabalhos?
A minha ideia sempre foi distribuir de forma mais uniforme os valores pelos pedidos de pagamento, de modo a poder conciliar de forma mais amigável, os fundos próprios com os incentivos.
Por último, e porque começo a entrar em fases mais complicadas do projecto, queria saber se a Espaço Visual, também opera nesta zona do país, e se estão a submeter candidaturas ainda neste QCA?
Cumprimentos"
Comentários:
1 - Os pedidos de pagamento podem ser realizados com os investimentos físicos e incorpóreos no montantes que entender, estando limitado à apresentação no máximo de 4 pedidos de pagamento, caso consiga tramitá-los em tempo útil (conte com 3 a 6 meses para cada receber o apoio em cada pedido de pagamento, some-lhe o tempo para realizar os investimentos, fazer os pagamentos, contabiliza-los, elaborar o pedido de pagamento e por último, tenha em conta que o limite para fazer investimentos elegíveis é 31 dezembro de 2014). Não está fixado o valor que pode apresentar em cada pedido de pagamento, exceto no último pedido de pagamento, neste o ProDeR terá de lhe pagar pelo menos 20% das ajudas.
2 - O cenário foi realizado com base em valores atribuídos por mim. Passo a apresentar o seu cenário:
| N.º Pedido Pagamento | Investimento total | investimento elegível | Subsídio |
| 1.º | 27500 | 25000,00 | 15000 |
| 2.º | 27500,00 | 25000,00 | 15000 |
| 3.º | 27500,00 | 25000,00 | 15000 |
| 4.º | 27500,00 | 25000,00 | 15000 |
| TOTAL | 110000,00 | 100000,00 | 60000 |
A necessidade de fundo de maneio é de 20 000 euros.
3 - A Espaço Visual opera nessa zona do país. P. F. contacte a Eng. Sónia Moreira (917 075 852). Estamos a submeter candidaturas neste QCA para proponentes que tenham capacidade financeira para executar todo o investimento de uma só vez e que ao mesmo tempo, do ponto de vista da gestão do investimento possam executá-lo entre 3 a 6 meses (prazo temporal entre terem o contrato das ajudas assinado e o limite temporal de elegibilidade dos investimentos, neste momento 31 dezembro de 2014, embora a seu tempo será prorrogado para 30 de junho de 2015).
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Associo-me a uma organização de produtores?
Francisco conde disse:
Bom dia caro Engº
Mais uma vez abuso da sua boa vontade, estou a tentar saber onde vender os pequenos frutos gostava de saber a sua opinião pois estou a pensar em entrar no modo de associação ou seja vou vender só a essa associação (lusomorango).
Eles dão as plantas apoio técnico o que gostava de saber é se é viável este sistema para começar?
ou seja numa primeira fase o que acho importante é conseguir escoar o produto, numa fase seguinte estamos a pensar em transformar alguma parte da produção mais uma vez agradeço a sua atenção e a disponibilidade do seu tempo que deve ser precioso.
Abraço e obrigada
Francisco Conde"
Comentários:
1- Parece-me uma excelente ideia essa que possui de se associar à Lusomorango.
2 - Parece-me o sistema ideal para começar porque tem acesso a valorização comercial, apoio técnico e de gestão.
3 - Recomendo que no contrato de adesão a Lusomorango fique especificado qual o modo/processo de saída da organização, período temporal para denuncia do contrato, forma, eventuais penalizações, etc. para caso esteja insatisfeito ou eventualmente se a valorização das suas produções não estiver em linha com a respetiva qualidade e o seu esforço como empresário.
4 - Não me parece razoável que pense em escoar as suas produções agrícolas, pelo contrário, deve ter como objetivo valoriza-las de acordo com o respetivo nível de alta qualidade, pois estas serão exigentes acompanhamento e dedicação.
5 - Só pense em abraçar a agroindústria mesmo artesanal, para os pequenos frutos, caso domine ao pormenor e sem erros a produção para não perder o focus na sua atividade principal que lhe gera rentabilidade.
6 -
Bom dia caro Engº
Mais uma vez abuso da sua boa vontade, estou a tentar saber onde vender os pequenos frutos gostava de saber a sua opinião pois estou a pensar em entrar no modo de associação ou seja vou vender só a essa associação (lusomorango).
Eles dão as plantas apoio técnico o que gostava de saber é se é viável este sistema para começar?
ou seja numa primeira fase o que acho importante é conseguir escoar o produto, numa fase seguinte estamos a pensar em transformar alguma parte da produção mais uma vez agradeço a sua atenção e a disponibilidade do seu tempo que deve ser precioso.
Abraço e obrigada
Francisco Conde"
Comentários:
1- Parece-me uma excelente ideia essa que possui de se associar à Lusomorango.
2 - Parece-me o sistema ideal para começar porque tem acesso a valorização comercial, apoio técnico e de gestão.
3 - Recomendo que no contrato de adesão a Lusomorango fique especificado qual o modo/processo de saída da organização, período temporal para denuncia do contrato, forma, eventuais penalizações, etc. para caso esteja insatisfeito ou eventualmente se a valorização das suas produções não estiver em linha com a respetiva qualidade e o seu esforço como empresário.
4 - Não me parece razoável que pense em escoar as suas produções agrícolas, pelo contrário, deve ter como objetivo valoriza-las de acordo com o respetivo nível de alta qualidade, pois estas serão exigentes acompanhamento e dedicação.
5 - Só pense em abraçar a agroindústria mesmo artesanal, para os pequenos frutos, caso domine ao pormenor e sem erros a produção para não perder o focus na sua atividade principal que lhe gera rentabilidade.
6 -
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Faço 40 anos dentro em breve, ainda vou a tempo de me candidatar?
Joaquim disse:
"Olá Eng. José Martino, faço 40 anos em junho do proximo ano, será que ainda vou a tempo de me candidatar ao Proder, como joven agricultor?
Comentários:
1 - Acho que ainda vai a tempo para se instalar como jovem agricultor pois tem possibilidade de apresentar o projeto até final do ano fazendo-o no âmbito do ProDeR e caso o novo quadro de apoio 2014-2020 abra candidaturas antes da data em que o meu amigo faz 40 anos, deverá reapresentar o projeto.
2 - Após a submissão do seu projeto envie cartas à Gestora do ProDeR e à Sra. Ministra da Agricultura expondo a importância da análise prioritária para o seu projeto .
"Olá Eng. José Martino, faço 40 anos em junho do proximo ano, será que ainda vou a tempo de me candidatar ao Proder, como joven agricultor?
Comentários:
1 - Acho que ainda vai a tempo para se instalar como jovem agricultor pois tem possibilidade de apresentar o projeto até final do ano fazendo-o no âmbito do ProDeR e caso o novo quadro de apoio 2014-2020 abra candidaturas antes da data em que o meu amigo faz 40 anos, deverá reapresentar o projeto.
2 - Após a submissão do seu projeto envie cartas à Gestora do ProDeR e à Sra. Ministra da Agricultura expondo a importância da análise prioritária para o seu projeto .
Como devo proceder para obter resposta a questões?
Luisa Moreira disse:
"Eng. Martino:
Boa Noite!
Enviei-lhe um e-mail, pois a minha questão é muito extensa para estar a colocar no blogue.
Obrigada!
Maria Luísa
(Jovem Agricultora PRODER)"
Comentários:
1 - Recebo por dia um número muito elevado de e-mails aos quais não tenho disponibilidade de tempo para responder. Alguns deles são respondidos, nem todos, pelos colegas da Espaço Visual.
2 - Faço um esforço e um enorme sacrifício para responder questões que me são colocadas neste blogue, o que nem sempre consigo fazer, porque com o mesmo tempo que levo a elaborar a resposta a um determinado e-mail, respondo a um comentário de um leitor colocado neste blogue, elaborando um post que tem interesse para milhares de outros leitores.
3 - Em conclusão, se pretender uma resposta ao seu e-mail, apesar de extenso coloque-o no espaço destinado comentários deste blogue (se necessário, pode fazê-lo em vários trechos) e se eu achar que merece comentários, farei um post de resposta.
"Eng. Martino:
Boa Noite!
Enviei-lhe um e-mail, pois a minha questão é muito extensa para estar a colocar no blogue.
Obrigada!
Maria Luísa
(Jovem Agricultora PRODER)"
Comentários:
1 - Recebo por dia um número muito elevado de e-mails aos quais não tenho disponibilidade de tempo para responder. Alguns deles são respondidos, nem todos, pelos colegas da Espaço Visual.
2 - Faço um esforço e um enorme sacrifício para responder questões que me são colocadas neste blogue, o que nem sempre consigo fazer, porque com o mesmo tempo que levo a elaborar a resposta a um determinado e-mail, respondo a um comentário de um leitor colocado neste blogue, elaborando um post que tem interesse para milhares de outros leitores.
3 - Em conclusão, se pretender uma resposta ao seu e-mail, apesar de extenso coloque-o no espaço destinado comentários deste blogue (se necessário, pode fazê-lo em vários trechos) e se eu achar que merece comentários, farei um post de resposta.
sábado, 12 de outubro de 2013
Os subsídios do ProDeR ao investimento na agricultura e as necessidades de capitais próprios
"Obrigado pelo esclarecimento Eng. José Martino.
Agora as respostas:
1. Viver do investimento ou não está em aberto. O que interessa numa primeira fase é que seja rentável.
2. O objectivo, será recorrer a financiamento comunitário (valor a rondar os 100.000€). A medida 1.1.3. está suspensa, mas ainda tenho como objectivo submeter uma candidatura nestes moldes, caso não seja aprovada espero que seja transponível para o próximo QCA.
3. Os sistemas hidropónicos são realmente caros. Mas o que me proponho fazer, é cultura em substrato em bancadas. Julgo que conseguirei reduzir bastante o preço por m2.
4. Preparação do terreno, electrificação e infraestrutura de água já existem, podendo apenas necessitar de ajustes mínimos.
Armazém e unidade de frio, seriam de facto custos a adicionar à pergunta 3.
5. Quanto à cultura ao ar livre, é impossível. O terreno, não possui as condições mínimas para tal.
Por fim, gostaria de saber se é aconselhável, contactar uma consultora no sentido de submeter um projecto no âmbito do proder, ou aguardar por 2014 e correr o risco de a nova medida de apoio aos jovens agricultores ser muito diferente da actual?
Cumprimentos".
Comentários:
1 - Tenho visto planos de negócio com rentabilidades potenciais muito elevadas e que na prática são verdadeiros "buracos". Por outro lado tenho assistido a empresários que realizam investimentos em atividades com baixa rentabilidade e que são autênticos exemplos de sucesso. Na minha perspetiva deve trabalhar para dominar os pormenores do negócio.
2 - Se tiver que sustentar a sua família com os resultados do seu negócio agrícola terá necessidade de um maior valor de capitais próprios enquanto a tesouraria da sua empresa não estiver equilibrada.
3 - Acho muito arriscado o raciocínio que está a seguir de não clarificar o valor dos fundos financeiros próprios que necessitará para além dos apoios que o ProDeR lhe atribui para financiar os seus investimentos.
2 - No investimento dos 100 000 euros consegue obter 60% de apoio máximo (60 000 euros) mais 30 000 euros de prémio de 1.ª instalação, o que equivale a um total de 90 000 euros. Terá que suportar o valor do IVA, pois este não é elegível, ou seja se eu lhe atribuir um valor de 10%, são necessários 10 000 euros.
3 - Estudemos o quadro seguinte que traça o cenário do dinheiro necessário para financiar os investimentos com os 4 pedidos de pagamento que o ProDeR autoriza:
| N.º Pedido Pagamento | Investimento total | investimento elegível | Subsídio |
| 1.º | 54855,75 | 49868,86 | 29921,32 |
| 2.º | 29921,32 | 27201,20 | 16320,72 |
| 3.º | 16320,72 | 14837,02 | 8902,21 |
| 4.º | 8902,21 | 8092,92 | 4855,751 |
| TOTAL | 110000,00 | 100000,00 | 60000 |
Da análise do quadro comprova-se que precisa de 24 855,75 euros de capitais próprios, a colocar no 1.º pedido de pagamento, além do valor do prémio (30 000 euros) para conseguir fazer os investimentos.
4 - Por outro lado, terá que calcular os fundos financeiros adicionais necessários até equilibrar a tesouraria com os resultados da atividade, o que nos morangos é significativo sobretudo no que diz respeito aos custos com a mão de obra da 1.ª colheita.
5 - Tenho assistido a jovens agricultores que seguem o seu raciocínio, à partida acham que conseguem realizar os investimentos com valores mais baixos que as estimativas médias, mas no fim do processo verificam que há imprevistos, erros e omissões que lhes destroem o plano de tesouraria. Recomendo que planeie pelos valores correntes e se no investimento conseguir racionalizar os investimentos, fazê-los por valores mais baixos, obterá uma folga ou um ganho adicional. Eu quando decido os capitais próprios que um negócio precisa faço-o multiplicando pelo menos por dois sobre o valor calculado.
6 - Recomendo que determine todos os valores de investimento e calcule a sua rentabilidade dos morangos com base na produtividade e valores de mercado que consegue obter para a região de Castro Daire.
7 - Na minha perspetiva, o investimento nos morangos em hidroponia, para a região de Castro Daire tem elevado risco.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Castanheiros
João Salgueiro disse:
"A informação prestada é muito útil. Poderia recomendar alguém para a zona da Sertã?
E relativamente a áreas, é também rentável explorar os 10ha em 3 ou 4 propriedades diferentes mas próximas?
Obrigado!"
Comentários:
1 - A minha recomendação é para que faça o contacto com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) com o objetivo de avaliar o potencial produtivo dos seus terrenos para a cultura do castanheiro.
2 - Sim há rentabilidade no investimento numa exploração de castanheiros com 10 hectares de superfície mesmo que seja distribuída por 3 ou 4 parcelas próximas, pois pode trabalhá-las com a mesma estrutura de produção (máquinas, equipamentos e mão de obra)
"A informação prestada é muito útil. Poderia recomendar alguém para a zona da Sertã?
E relativamente a áreas, é também rentável explorar os 10ha em 3 ou 4 propriedades diferentes mas próximas?
Obrigado!"
Comentários:
1 - A minha recomendação é para que faça o contacto com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) com o objetivo de avaliar o potencial produtivo dos seus terrenos para a cultura do castanheiro.
2 - Sim há rentabilidade no investimento numa exploração de castanheiros com 10 hectares de superfície mesmo que seja distribuída por 3 ou 4 parcelas próximas, pois pode trabalhá-las com a mesma estrutura de produção (máquinas, equipamentos e mão de obra)
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Devo partir para a "aventura" de ser agricultor?
Carlos Fernandes disse:
"Bom dia,
Antes de mais passo a apresentar-me, o meu nome é Carlos Fernandes, tenho 31 anos e resido em Bragança e gostava de esclarecer algumas duvidas consigo, pois estou a ponderar se devo ou não partir para uma "aventura" como agricultor, apesar de já ter conhecimento de causa, pois sou filho de agricultores mas existem sempre receios e duvidas na hora de tomar uma decisão. Embora a ideia esteja só a ser amadurecida, debato-me já com um grande dilema! Ora, somos proprietários de uma parcela terreno com cerca de seis hectares, na zona de Vimioso (Bragança) e uma vez que a dita parcela é composta por uma plantação com cerca de 400 Oliveiras, alguns sobreiros, horta e uma considerável área de lameiro e mato. A questão que aqui se põe é de que forma eu poderia rentabilizar (mais) este terreno, que tipo de projeto eu poderia candidatar? Não podendo esquecer que estou limitado (ou não) por causa das oliveiras.
Antes de terminar, deixe-me felicitá-lo pelo excelente Blog, o qual acho de estrema utilidade e importância para o desenvolvimento e valorização da nossa agricultura, bem como pelo excelente serviço público que presta.
Um bem haja"
Comentários:
1 - Entendo muito bem o que sente, pois por um lado, conhece a realidade da agricultura tradicional, carrega o peso que o silêncio da família lhe coloca em cima dos ombros e sabe o quão difícil é obter sucesso económico - financeiro na agricultura e por outro lado, está consciente que tem de fazer a mudança no sistema de produção na sua exploração agrícola familiar sob pena de não obter rentabilidade e poder no futuro de ter de deixar as suas terras ao abandono.
2 - Decidir é "sentir o frio na barriga" e o desconforto de carregar a incerteza do resultado final quando avança com o investimento em nova atividade agrícola após ponderar as suas vantagens e inconvenientes, tendo como pano de fundo a sua determinação e coragem em tudo fazer para chegar ao sucesso.
3 - Posso transmitir-lhe a minha experiência, tive que aguentar a pressão da família quando decidi optar pelo curso de agronomia quando tive notas para entrar em medicina, queriam o melhor para mim, sabiam que a realidade da agricultura é dura e incerta caso não se seja organizado, determinado, corajoso e resistente não se tem sucesso neste sector, tive que aguentar a pressão quando falhei e encerrei sociedades agrícolas, mesmo nos últimos anos nos quais obtive sucesso evidente, tenho que decidir investimentos em empresas agrícolas sabendo que o silêncio da minha esposa, ou aquela expressão "vê lá o que fazes, mas tu é que sabes!", me obrigam a dormir mal pois os processos e os negócios nem sempre correm de acordo com o respetivo planeamento (ela sabe o desgaste pessoal que sofro para liderar os processos nos primeiros três anos de investimento nas start ups quando todos os passos parecem correr mal e conseguir aguentar até ter sucesso).
4- Para melhorar a sua exploração agrícola terá que fazer com que um engenheiro a visite, a analise e lhe transmita as várias alternativas que nela pode colocar. Peça à eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) uma consulta e uma visita à sua exploração agrícola, é o seu trabalho de todos os dias, ouça os conselhos que ela lhe dará. .
5 - Pratique as indicações que deixo neste blogue para quem quer iniciar-se em novas atividades agrícolas e escolha-as em função do seu perfil pessoal, vocação e gosto. Dedique-se ao que acredita que dá dinheiro e vá em frente, trabalhe de forma determinada até chegar ao sucesso.
"Bom dia,
Antes de mais passo a apresentar-me, o meu nome é Carlos Fernandes, tenho 31 anos e resido em Bragança e gostava de esclarecer algumas duvidas consigo, pois estou a ponderar se devo ou não partir para uma "aventura" como agricultor, apesar de já ter conhecimento de causa, pois sou filho de agricultores mas existem sempre receios e duvidas na hora de tomar uma decisão. Embora a ideia esteja só a ser amadurecida, debato-me já com um grande dilema! Ora, somos proprietários de uma parcela terreno com cerca de seis hectares, na zona de Vimioso (Bragança) e uma vez que a dita parcela é composta por uma plantação com cerca de 400 Oliveiras, alguns sobreiros, horta e uma considerável área de lameiro e mato. A questão que aqui se põe é de que forma eu poderia rentabilizar (mais) este terreno, que tipo de projeto eu poderia candidatar? Não podendo esquecer que estou limitado (ou não) por causa das oliveiras.
Antes de terminar, deixe-me felicitá-lo pelo excelente Blog, o qual acho de estrema utilidade e importância para o desenvolvimento e valorização da nossa agricultura, bem como pelo excelente serviço público que presta.
Um bem haja"
Comentários:
1 - Entendo muito bem o que sente, pois por um lado, conhece a realidade da agricultura tradicional, carrega o peso que o silêncio da família lhe coloca em cima dos ombros e sabe o quão difícil é obter sucesso económico - financeiro na agricultura e por outro lado, está consciente que tem de fazer a mudança no sistema de produção na sua exploração agrícola familiar sob pena de não obter rentabilidade e poder no futuro de ter de deixar as suas terras ao abandono.
2 - Decidir é "sentir o frio na barriga" e o desconforto de carregar a incerteza do resultado final quando avança com o investimento em nova atividade agrícola após ponderar as suas vantagens e inconvenientes, tendo como pano de fundo a sua determinação e coragem em tudo fazer para chegar ao sucesso.
3 - Posso transmitir-lhe a minha experiência, tive que aguentar a pressão da família quando decidi optar pelo curso de agronomia quando tive notas para entrar em medicina, queriam o melhor para mim, sabiam que a realidade da agricultura é dura e incerta caso não se seja organizado, determinado, corajoso e resistente não se tem sucesso neste sector, tive que aguentar a pressão quando falhei e encerrei sociedades agrícolas, mesmo nos últimos anos nos quais obtive sucesso evidente, tenho que decidir investimentos em empresas agrícolas sabendo que o silêncio da minha esposa, ou aquela expressão "vê lá o que fazes, mas tu é que sabes!", me obrigam a dormir mal pois os processos e os negócios nem sempre correm de acordo com o respetivo planeamento (ela sabe o desgaste pessoal que sofro para liderar os processos nos primeiros três anos de investimento nas start ups quando todos os passos parecem correr mal e conseguir aguentar até ter sucesso).
4- Para melhorar a sua exploração agrícola terá que fazer com que um engenheiro a visite, a analise e lhe transmita as várias alternativas que nela pode colocar. Peça à eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) uma consulta e uma visita à sua exploração agrícola, é o seu trabalho de todos os dias, ouça os conselhos que ela lhe dará. .
5 - Pratique as indicações que deixo neste blogue para quem quer iniciar-se em novas atividades agrícolas e escolha-as em função do seu perfil pessoal, vocação e gosto. Dedique-se ao que acredita que dá dinheiro e vá em frente, trabalhe de forma determinada até chegar ao sucesso.
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