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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Mirtilo ou framboesa em hidroponia?

Telmo Silva disse…

Exmo. Sr. Engº José Martino, antes de mais deixe-me felicitá-lo pelo excelente trabalho desenvolvido. Estou a preparar-me para ser um jovem agricultor, tenho tentado recolher toda a informação possível para descobrir qual a melhor cultura para rentabilizar cerca de 1,5/ha de terreno que aluguei. Quero candidatar-me aos fundos ProDer, mas a minha dúvida está precisamente por qual cultura optar. Após ter pensado em cogumelos, ervas aromáticas, pequenos frutos...penso que estou mais "inclinado" para estes últimos, e aqui instala-se a dúvida, quais destes pequenos frutos?! Entre o mirtilo ou a framboesa em hidroponia, qual das 2 culturas lhe parecem mais interessantes ao nível da produção e rentabilização de negócio para a área que tenho disponível no momento? Tendo em conta a longevidade das plantas/custo, potencial de produção de cada uma? Desde já um muito obrigado pela opinião. Com os meus melhores cumprimentos.

Resposta

A framboesa produz mais rápido (2º ano está em plena produção); o mirtilo só no 3º ou 4º ano está em plena produção. A framboesa deve ser colhida todos os dias, o mirtilo apenas 1 vez de 5 a 10 dias. Tem de saber se tem capacidade financeira para estar à espera da plena produção.

Dúvidas sobre plantação de mirtilos

Milton Maia disse...

Boa tarde sr. eng.º José Martino, chamo-me Milton Maia, tenho 22 anos e estou a ponderar realizar um projecto de plantação e exploração de mirtilo. Sou de Cantanhede e tenho cerca de um hectare de terreno à minha disposição (com possibilidade de expandir), terreno esse com acesso a água. Assim sendo, gostaria de saber se me pode/sabe responder às seguintes questões:
1-Sempre ouvi dizer que o mirtilo é um arbusto exigente em termos nutricionais e de terreno, esta zona é favorável à sua produção? É exigente em que aspectos? 
2-Que sub-espécie de mirtilo recomenda?(tendo em conta que nós aqui temos normalmente entre 300 a 600 horas de frio segundo o serviço nacional de avisos agrícolas)
3-Onde poderei comprar as plantas? 
4-Qual a regularidade que é necessária rega?(pretendo saber se necessito de comprar um programador ou não);
5-Para onde posso escoar o produto?(estou preocupado em não ter escoamento em pico de produção)
6-A que doenças são susceptíveis os mirtilos?
Obrigado pelo seu tempo e dedicação, continue o bom trabalho
Respostas:

1 - Solos ácidos pH=5; solos bem drenados; com teor de argila inferior a 30%; muito ricos em matéria orgânica;

2 - Variedades do Sul: recomendação em função do clima do terreno. Consulte a Bioberço (www.bioberco.com);

3 - Consulte a Bioberço (www.bioberco.com);

4 - Rega diária, várias vezes por dia para manter a humidade no solo. Necessita de programador;

5 - Quando apresentar o projeto, se tiver perfil pode ser sócio da Bfruit (www.bfruit.pt).


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Inauguração do entreposto comercial da Bfruit


Imagem da inauguração do 1º entreposto comercial da Bfruit,, em Moreira de Cónegos (Guimarães), que decorreu no passado sábado, 12 de abril. Quero agradecer a todos os que estiveram presentes na cerimónia, membros e associados da Bfruit, fornecedores, parceiros financeiros, convidados, entidades públicas, e, principalmente, à muita gente ilustre e circunstancialmente anónima que se associou a este evento. Uma palavra especial de agradecimento à equipa da Bfruit que não se poupou a esforços para colocar de pé esta cerimónia e este projecto. A todos, os meus parabéns.

Agora, mãos ao trabalho, para dar resposta aos objectivos deste equipamento com mais de 1.000 metros quadrados, que vai criar diversos postos de trabalho. E pretende apoiar os produtores de pequenos frutos associados da Bfruit a melhorarem a sua produção e a potenciarem a qualidade do seu produto. (mais fotos no meu facebook, para ver neste link)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Investir na agricultura nacional

Bfruit investe 700.000 € no seu 1º entreposto agrícola comercial

pfA Bfruit, organização de produtores de pequenos frutos, vai investir quase 700 mil euros no seu 1º entreposto comercial, que será inaugurado no próximo dia 12 de abril (Sábado).
Trata-se uma estrutura com mais de 1.000 m2, sedeada em Moreira de Cónegos (Guimarães), que vai criar diversos postos de trabalho.
“Este equipamento vai apoiar os produtores de pequenos frutos associados da Bfruit a melhorarem a sua produção e a potenciarem a qualidade do seu produto”, explicou Fernanda Machado, presidente do Conselho de Administração da Bfruit.
Na cerimónia de inauguração estarão presentes o secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-Alimentar, Nuno Vieira de Brito, o eurodeputado José Manuel Fernandes e o presidente da CM de Guimarães, Domingos Bragança, entre outros responsáveis públicos e da empresa.
Este entreposto de frio possibilita o tratamento logístico do produto entregue no próprio entreposto, assim como o produto entregue nos pontos de recepção existentes nas diversas regiões do país.
A Bfruit espera comercializar, dentro de 2 anos, a produção de 250 hectares de pequenos frutos. Foi criada para integrar, apoiar e ajudar os produtores, localizados em todo o território continental, para valorizarem e comercializarem o seu produto.
Fonte: Agroportal.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Entrevista ao jornal Terras do Homem


O jornal "Terras do Homem", que se distribui nos concelhos de Vila Verde, Amares e Terras do Bouro, ou seja, no belo Minho profundo, deu-me especiais honras de destaque. Agradeço ao jornal a amabilidade que teve em fazer-me a entrevista, onde procurei dar alguns conselhos aos jovens agricultores. 


terça-feira, 1 de abril de 2014

Como ter sucesso na agricultura


A Caixa de Crédito Agrícola da Área Metropolitana do Porto e a consultora agrícola Espaço Visual" vão organizar, no próximo dia 10 de abril, a partir das 9.00 horas, no Fórum da Maia, um seminário sobre os factores de sucesso na agricultura. A entrada é livre e a inscrição, no site da Espaço Visual (www.espaco-visual.pt), é gratuita.
As ajudas ao investimento (2014/2020), o crédito e os seguros agrícolas, e a contabilidade e gestão agrícola, são os temas a debater. Entre os oradores, destaque-se Francisco Silva, secretário-geral da Confagri, José Martino, CEO da Espaço Visual, e José Cunha da Silva, presidente do CA da CCA da AMP.

segunda-feira, 31 de março de 2014

O capital de risco 2.0 e as “start ups”


Por: José Martino (engenheiro agrónomo)
josemartino.blogspot.pt

Não me canso de insistir na mesma tecla: a agricultura é uma atividade/negócio que requer muita dedicação e determinação. É por isso que defendo um elevado grau de rigor na atribuição das ajudas públicas ao investimento para a instalação dos jovens agricultores.
Os recursos não são infinitos. Não se pode dar tudo a todos. Os critérios de atribuição das ajudas públicas têm de obedecer a uma análise completa e exaustiva do perfil do jovem agricultor. Não apenas o seu perfil psicológico, que impõe uma avaliação sobre a sua verdadeira vocação, o seu verdadeiro empenhamento para “levar a carta a Garcia”, a sua capacidade de correr riscos, a sua motivação interior. Não quero que os responsáveis do PDR 2014-2020 virem psicólogos. Nada disso.
O que me custa a compreender é que se aceitem, se mais, todos e quais projetos, que, muitos deles, acabam por “morrer” ao virar da esquina. Se formos mais rigorosos, mais seletivos, mais pedagógicos, não só evitamos perder tempo e dinheiro, como não permitiremos que as legítimas ilusões deem lugar a devastadoras desilusões.
Tendo o jovem perfil e competências, devem os responsáveis do ministério da agricultura ter em atenção para que sejam proporcionados os capitais necessários ao investimento e exploração das empresas “start ups”. Recomendo, por isso, que os capitais de risco públicos lancem operações low cost para cada uma das atividades: mirtilo, kiwi, plantas aromáticas e medicinais ou outras; que haja um gestor que acompanhe a tempo inteiro 30/40/50 empresas, criando especialização na gestão e sendo, no fundo, uma espécie de tutor a tempo inteiro, representante da capital de risco, e dará assistência especializada à gestão, à organização, aos pormenores técnicos e organizativos que vai observando nas diferentes empresas.
Um dos ângulos que se deve privilegiar na análise de um projeto é garantir que tendo este condições para ser contratado não irá falhar pela sua componente financeira. Assim, defendo a obrigatoriedade de uma participação minoritária de uma capital de risco (20% - 49% de capital). Deste modo, os custos do gestor seriam mais baixos que nas operações usuais, porque repartidos por um grande número de empresas. Este é um dos pontos chave para o sucesso do negócio e do empresário.

artigo de opinião publicado no semanário "Vida Económica", em 28 de março de 2014

sexta-feira, 28 de março de 2014

Começam hoje as sessões ProDer vs PDR 2014/2020

Começam hoje em Faro, pelas 18.30 horas, e continuam amanhã em Setúbal (9.00h) e em Lisboa (14.30h), as sessões de esclarecimento sobre as diferenças entre o ProDer e o novo PDR 2014/2020, organizadas pela empresa de consultoria agrícola "Espaço Visual" (www.espaco-visual.pt). É muito gratificante verificar que o número de adesões e de inscrições recebidas para participar nestas sessões ultrapassaram as expectativas. Compareça e participe!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Fazemos bem


A "Espaço Visual" é uma empresa de consultoria agrícola que se orgulha de trabalhar a agricultura com paixão e que se motiva num decisivo lema: "Fazer Bem". Veja neste link porquê



Conhecimento/Informação é base do sucesso


A edição em papel do Jornal de Notícias de hoje publica uma reportagem sobre a empresa de consultoria agrícola "Espaço Visual" (www.espaco-visual.pt), de que sou CEO. Nesta reportagem, lanço algumas ideias sobre a estratégia a desenvolver para se ter sucesso na agricultura. Sem falsas modéstias, aconselho os jovens agricultores e os futuros/potenciais jovens agricultores a lerem.






segunda-feira, 24 de março de 2014

Tem interesse instalar-me como jovem agricultor na apicultura?

Nuno Cascais disse:

"Boa tarde, Tenho também neste momento, em part-time um apiário de 12 colmeias! este ano vou ter a minha 1ª produção. Como é algo que adoro e tenho terrenos para isso, gostaria de saber até que ponto é uma atividade para constituir-me como jovem agricultor e dedicar-me a 100% a apicultura. o problema que que tenho sido desencorajado desde a família e em fóruns de apicultura... Obrigado"

Comentário:
1 - Na minha opinião deve instalar-se como jovem agricultor com 300 a 500 colmeias.

2- Deve passar a trabalhar a tempo inteiro na apicultura quando conseguir obter os objetivos de produção e custos com as 300 a 500 colmeias e nessa altura deverá caminhar para as 2000 colmeias.

3 - Como acredito na atividade estou disponível para ser sócio de jovens agricultores com experiência na apicultura que queiram dedicar-se esse negócio (josemartino.ev@gmail.com).

Alqueva e Chile


Por: José Martino (engenheiro agrónomo)

Um país pequeno e com um desenho territorial invulgar é o 2º produtor mundial de salmão. O leitor sabe qual é? Mais uma pista: fica situado na América Latina. Ainda não chegou lá? È um dos mais prósperos países da região, devido a um plano de desenvolvimento económico baseado numa situação política estável.
Trata-se de um país com uma população jovem e onde a actividade agrícola, nomeadamente nos pequenos frutos, tem sido exemplar, do ponto de vista exportativo. O Chile, é dele que estou a falar, tem apostado no investimento no incorpóreo, no imaterial, como forma de desenvolver a sua economia.
Tem sido uma estratégia de sucesso. Os chilenos sabem explicar bem porque têm apenas uma reduzida rede de auto-estradas. O volume do investimento público vai para a criação de entidades que lançam estratégias de “benchmarking”.
Esta estratégia passa pela elaboração de planos de negócio que detectam as melhores práticas e soluções para se chegar a um melhor resultado e a um melhor desempenho económico. Foi assim que chegaram ao salmão. É assim que estão a desenvolver a fileira dos pequenos frutos.
Este é um exemplo que podemos adaptar ao caso português. Estive recentemente no Chile e enquanto verificava com espanto o desenvolvimento económico e a qualidade de vida dos chilenos, lembrei-me que temos em Portugal um “oásis” que pode criar mais de 100 mil postos de trabalho, rentabilizar o aeroporto de Beja e o porto de Sines.
Chama-se Alqueva, cuja obra orçou em mais de 2.500 milhões de euros. Cinco por cento desta verba dava para transformar 120 mil hectares de sequeiro em regadio, elaborar planos de negócio para a agroindústria que permitissem o desenvolvimento efectivo daquela região.
É por isso que espero que o PDR 2014/2020 possa canalizar uma pequena fatia de 3%, qualquer coisa como 3,7 milhões de euros para promover o investimento no incorpóreo e, assim, qualificar a vida das pessoas e das empresas.

artigo publicado no semanário "Vida Económica", em 21 de março de 2014

domingo, 23 de março de 2014

Tenho experiência como apicultor - o que devo fazer para me candidatar às ajudas de jovem agricultor?

Aurélio Morais disse:

Sou apicultor já há bastante tempo tenho 50 colmeias gostava de ter 1 projeto para 200 colmeias tenho 34 anos como devo fazer?

Comentários:
1 - Se nunca recebeu ajudas pode candidatar-se às ajudas de apoio à 1.ª instalação como jovem agricultor (os níveis de apoio estão descritos no post anterior) porque tem idade entre os 18 e 40 anos.

2 - Deverá definir os diversos itens de investimento que necessita realizar com as 200 colmeias.Fazer um plano de negócio mesmo sumário para verificar se tem condições ara obter os capitais indispensáveis para o investimento.

3 - Recomendo que marque uma reunião com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) para abordarem todos os pormenores do processo.

4 - Os Jovens Agricultores que tenham experiência na atividade agrícola que irão abraçar, como é o seu caso, têm maiores probabilidades de sucesso nos seus projetos empresariais.