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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

GOVERNO APOSTA NA FILEIRA DO KIWI

“A fileira do kiwi é um bom exemplo daquilo que nós queremos para todas as fileiras de produção em Portugal.” Estas palavras foram proferidas pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva, durante uma visita à empresa ‘Frutas Douro ao Minho’, uma das centrais de comercialização, em Guimarães. A empresa, com sede em Briteiros S. Salvador, tem actualmente 11 trabalhadores fixos, exportando cerca de 40 por cento do produto. Trata-se de uma produção de kiwi que tem 26 anos em Portugal e que apresenta “taxas de crescimento enormes”, alcançadas pelos pequenos produtores, pelas boas empresas e pela estratégia de comercialização, como realçou o ministro.
Afirmando que “estamos perante uma fileira que é jovem mas que está a crescer numa lógica de fileira”, Jaime Silva advertiu que “não basta produzir”, pois “é preciso embalar, fazer a calibragem, possuir técnicas de marketing e depois comercializar e exportar”.
A empresa de Guimarães deverá fechar 2008 com uma facturação total de 2,5 milhões de euros, sendo que a maioria do kiwi produzido é exportado, sobretudo para Espanha. Os projectos da empresa ‘Frutas Douro ao Minho’ englobam uma área de investigação, “uma área que procura uma diferenciação pela qualidade”, sublinhou o ministro da Agricultura, elogiando a inovação e o espírito associativo da empresa.
Para que o consumidor seja devidamente informado, “vão ser estudadas as características do fruto, designadamente o seu teor de vitaminas, amido, fósforo, e minerais”, disse Jaime Silva, afirmando que “a maior parte dos portugueses não sabe que o kiwi tem mais vitamina C do que a laranja”. A investigação na área das variedades precoces “dá a esta fileira de kiwi óptimas perspectivas e naturalmente contará com o apoio do Ministério da Agricultura”, garantiu o governante.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Comprar um tractor a juro zero

Do Brasil, chega-nos um bom exemplo de apoio público à produção agrícola. O Governo do Estado de S. Paulo anunciou um programa para estimular a produção agrícola do Estado, com a venda de tractores a juro zero, com desconto médio no valor em torno de 20 por cento. Ao todo, serão abrangidos seis mil tractores, com potência entre 50 e 120 cavalos, aos produtores que obtêm no mínimo 80 por cento da renda bruta anual com a actividade agropecuária, limitada a 400 mil reais (cerca de 135 mil euros) por ano. O prazo para pagamento é de até cinco anos, dependendo da actividade agrícola e do projecto técnico, e a carência é de até três anos, também dependendo dessas duas variáveis. Muitas vezes, mais do que um subsídio, o que os agricultores portugueses precisavam era de um incentivo deste género.