O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.


domingo, 30 de julho de 2017

Os desafios da formação profissional e ensino formal agrícolas para o sucesso empresarial no séc. XXI


Na minha atividade profissional diária na Espaço Visual, empresa de consultoria agrícola e desenvolvimento rural, desde 1996, contribuo para a instalação de várias centenas de jovens agricultores e dentro destes alguns deles são empresários agrícolas de sucesso nos dias de hoje e muitos outros, os mais recentes serão casos incontornáveis de sucesso nas próximas dezenas de anos.
Faço-o através ações de assessoria ou ações de formação profissional (e.g. workshops e oficinas do empreendedor agrícola de sucesso) com o objetivo de informar, esclarecer, formar, sobre as melhores estratégias e caminhos a percorrer para se ser um empresário detentor de uma exploração agrícola rentável, das ajudas financeiras do PDR2020 para apoio ao investimento e 1.ª instalação. O esclarecimento de dúvidas é conseguido em reuniões e posteriormente, nas visitas de campo com o objetivo de avaliar se as condições de solos e climas de determinada exploração são as mais ajustadas para determinada atividade agrícola ou pelo contrário, para determinada parcela agrícola ou florestal, quais é o leque atividades com maior potencial produtivo e de mercado. O passo seguinte é ajudar a definir itens de investimento, seja em infra-estruturas e melhoramentos fundiários, plantações, construções, máquinas e equipamentos, etc.
Da minha experiência e trabalho contínuo e regular, verifico que têm maior sucesso os jovens empresários que têm perfil de empreendedores, aqueles que montam uma estratégia para adquirir competências no negócio, controlam os pormenores da atividade e dentro destes saberes, dão muita importância ao domínio dos eventuais erros que devem evitar a todo o custo, mas mais que tudo trabalham para adquirir experiência em gestão, seja através de estágios formativos, estágios profissionais, visitas de estudo em Portugal e estrangeiro, workshops, seminários, etc. (muitos destas ações de formação profissional são organizados e produzidos pela Espaço Visual – consultar: http://formacao.espaco-visual.pt/).
O ponto-chave da gestão agrícola é a transformação da agricultura num negócio, ou seja, a capacidade do empresário ser capaz de promover equipas de trabalho que fazem cada operação técnica cultural ser realizada na hora certa, na melhor oportunidade técnica, como por exemplo, em fruticultura, a monda, se for realizada fora da janela temporal mais adequada para a sua eficácia, com os mesmos custos para retirar o excesso de frutos, consegue-se maximizar os ganhos de peso nos frutos que ficam nas árvores, o mesmo se passa com a fertilização, rega, etc.
O empresário agrícola e a sua equipa de colaboradores devem possuir além das competências técnicas próprias da atividade em causa, aptidões transversais, seja em mecânica, eletricidade, pichelaria, serralharia, etc. que lhes permita avaliar os problemas que aparecem todos os dias na exploração agrícola, podendo na maioria dos casos fazer as respetivas reparações, mais rápidas e baratas, exceto no caso de os problemas serem tecnicamente mais complicados, neste caso terão de recorrer a prestadores de serviços especialistas na matéria em causa.

Na minha opinião, é determinante da rentabilidade de uma exploração agrícola a competência de gestão e técnica do seu grupo dirigente.      

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Bolsa e Banco de Terras de Guimarães – Sessão de divulgação

O Município de Guimarães informa sobre a realização de sessão de divulgação do Banco de Terras de Guimarães na sede da freguesia de Briteiros St. Estêvão no dia 13 de julho, quinta-feira, pelas 21 horas.

A Bolsa é um projeto promovido pelo Município de Guimarães, que visa angariar terrenos abandonados ou sem utilização para que possam ser subarrendados a empreendedores e jovens agricultores que deles queiram tirar proveito.

Nesta sessão de divulgação serão explanados os benefícios que os proprietários têm ao cederem os seus terrenos à Bolsa e ao Banco de Terras, nomeadamente:

ü  Tirar um proveito financeiro fixo de um terreno que até agora estaria inutilizado;

ü  Potencializar e preservar a qualidade arável do solo;

ü  Conservar a coerência paisagística do território;

ü  Mitigar riscos de incêndio e ocorrências naturais devidas à falta de ordenamento e limpeza do terreno.

Apareça! A entrada é livre e gratuita.



Notícia DN

Guimarães cria Incubadora de Base Rural para fomentar empreendedorismo agrícola

      GooglePlus
PartilharA Câmara de Guimarães criou uma Incubadora de Base Rural que pretende "fomentar o empreendedorismo qualificado e criativo" ligado à exploração agrícola e florestal, disponibilizando um banco e uma bolsa de terras para assim "combater o abandono de terras".
Em declarações à Lusa, um dos responsáveis pelo projeto, José Martino, explicou que um dos objetivos é "garantir que quem tem uma ideia de negócio tem terra disponível para o desenvolver".
Segundo o responsável, as ideias de negócio que a incubadora se propõe a apoiar são em áreas como produção agrícola, florestal, indústria agroalimentar, serviços conexos e tecnologia aplicada.
"A Incubadora de Base Rural é um instrumento que pretende prestar os serviços básicos de uma incubadora, como programas de incubação, oficinas de empreendedor, elaboração do plano de negócio, ações de capacitação, no fundo, apoiar quem quer construir um negócio", explicou.
Além dos incentivos para os empreendedores, técnicos e económicos, o município proporciona com este projeto o acesso a "algo fundamental" para um negócio naquelas áreas: terra.
"A câmara criou uma Bolsa e um Banco de Terras. No banco, o município arrenda terrenos a proprietários de Guimarães que depois os colocam à disposição de incubados e depois de terceiros. Na bolsa, a autarquia é um canal entre proprietários e terceiros", explicou.
Desta forma, o município de Guimarães dispõe-se, através do Banco de Terras, a arrendar terrenos agrícolas e florestais, cujos proprietários, de forma voluntária, os coloquem para subarrendamento.

O projeto vai ser apresentado sexta-feira, pelas 09.00, no Laboratório da Paisagem e terá entrada livre, sendo que a abertura de inscrições para a oficina do empreendedor é a 01 de setembro. 

Notícia JN do passado Sábado, 8 de Julho

Lançada incubadora de empresas agrícolas

GUIMARÃES

A Câmara de Guimarães lançou, ontem, uma incubadora de empresas de base agrícola para impulsionar empreendedores que pretendem transformar ideias em negócios. A Incubadora de
Base Rural vai funcionar no Laboratório da Paisagem e quer fomentar o empreendedorismo nas áreas
de produção agrícola, florestal, indústria agroalimentar e tecnologia aplicada, disponibilizando, para o
efeito, um conjunto de serviços e apoios, bem como um banco e uma bolsa de terras.
“Guimarães pode ser referência nacional no bom uso do solo”, desejou o presidente da Câmara, Domingos Bragança, que olha para o projeto como uma forma de dinamizar a economia enquanto contribui para o reordenamento florestal, uso de solos férteis e tratamento de zonas ribeirinhas. O
exemplo pode ser replicado “a nível nacional”, revelou Fernando Costa, da direção-geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. D.M.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Ideias sobre a fileira do kiwi há 20 anos atrás (1997)

Estive a arrumar papéis e cheguei ao documento seguinte que expus na Bairrada há 20 anos atrás:










INCUBADORA DE BASE RURAL DE GUIMARÁES

A Câmara Municipal de Guimarães anuncia no seu sítio na internet a sessão pública de lançamento da sua Incubadora de Base Rural (http://www.cm-guimaraes.pt/frontoffice/pages/991?news_id=3076)

04 Julho 2017
Guimarães promove boa gestão agrícola e florestal na prevenção contra os fogos. Sessão pública decorrerá no Laboratório da Paisagem. Entrada livre.
A Câmara Municipal de Guimarães vai apresentar publicamente, na próxima sexta-feira, 07 de julho, às 09:30 horas, no Laboratório da Paisagem, a Incubadora de Base Rural, incluindo Bolsa e Banco de Terras de Guimarães. O evento, presidido por Domingos Bragança, Presidente do Município, inclui a assinatura de uma parceria com diversas entidades, entre as quais, Juntas de Freguesia e Uniões de Freguesias do concelho.
A Incubadora de Base Rural procura afirmar-se como uma estrutura de fomento do empreendedorismo qualificado e criativo nas áreas de produção agrícola, florestal, indústria agroalimentar, serviços conexos e tecnologia aplicada, disponibilizando, para o efeito, um conjunto de serviços e apoios de cariz imaterial, complementado por um banco e uma bolsa de terras.

domingo, 2 de julho de 2017

O que é preciso fazer para dar resposta às candidaturas ao investimento por parte dos agricultores?

Artigo publicado na Vida Rural 

Capoulas Santos pede ajuda da banca para projetos sem financiamento comunitário

por Ana Rita Costa
14 Junho, 2017

O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, esteve esta quarta-feira (14 de junho) na Feira Nacional da Agricultura, onde defendeu uma banca mais proactiva para dar resposta aos projetos agrícolas que não conseguem financiamento comunitário devido à quantidade de candidaturas ao PDR.
Capoulas Santos citou como exemplo as linhas de crédito do Banco Europeu de Investimento (BEI), “uma iniciativa que se enquadra na perfeição naquela que é uma das principais apostas estratégicas do Governo, pois tem que ver com a exportação e com o que está associado a montante, que é o investimento”, explicou.
De acordo com o responsável pela pasta da Agricultura, Portugal tem cerca de mil milhões de euros contratados no âmbito do PDR 2020, sendo também o quarto Estado-membro com a melhor taxa de execução. Apesar disso, o país tem neste momento “um magno problema que só pode ser solucionado com uma atitude muito proactiva da banca portuguesa”, uma vez que só em 2015, foram recebidas intenções de investimento igual às dos sete anos do anterior Programa de Desenvolvimento Rural (ProDeR).

“Isto é, no primeiro ano do PDR 2020, na agricultura, que tem uma dotação financeira semelhante à do quadro anterior, recebemos sete vezes mais candidaturas, o que significa que será impossível satisfazer todas elas com os instrumentos financeiros tradicionais”, explicou o ministro.

Comentários:
1. Fiz uma petição pública ( http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT85843) para que cada um dos jovens agricultores que tenha a sua candidatura aprovada possa obter o prémio e o apoio ao investimento dado que há grande procura de fundos públicos em cada medida e ação do PDR2020,  conforme indica o artigo acima.

2.Defendo que o orçamento nacional para apoiar investimentos na agricultura deve ser aumentado em 300 M€ por ano para dar resposta à procura e tirar o máximo partido das ajudas europeias disponibilizadas a Portugal 

Mirtilo

Boa tarde Sr. Engenheiro,
Em primeiro lugar, não podia deixar de o felicitar pelo esforço e dedicação que tem a este blog que me fez conhecer melhor este negócio da agricultura.
Tenho 21 anos e familiares que possuem 2ha de terreno (perto de Fafe, Braga) que não têm sido cultivadas nestes últimos anos, anteriormente eram ocupados por milho.
Gostaria de saber se o negócio dos pequenos frutos, em especial o mirtilo, ainda é rentável. Tenho vindo a pesquisar bastante, contudo já encontrei notícia tanto de bom como de mau.
Existe algum apoio para este tipo de jovens agricultores certo? É muito dispendioso este tipo de investimento?
Na sua opinião seria um bom negócio apostar nos pequenos frutos, não só o mirtilo como também, por exemplo, frutos vermelhos e criar maior variedade?
Recomendaria outro tipo de investimento que não pequenos frutos?

Obrigado pela atenção.

Comentários:
1. Considero o mirtilo uma atividade interesante para quem quer iniciar-se na agricultura.

2. O mirtilo é rentável para quem instala a cultura nos solos e climas adequados, adquire plantas de alta qualidade, aposta nas variedades certas em função dos mercados que tem como alvo. Quem não o faz como é óbvio, tem limitações e alta probabilidade de insucesso. Para além da instalação é preciso cuidar bem das plantações ao nível das operações culturais, seja pela rega, fertilização, poda, etc.

3. Existem apoios públicos para este tipo de investimento e jovens agricultores. Fale com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917075852).

4. Para os 2 ha recomendo que só invista no mirtilo.