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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Sessão de Promoção | Kiwi Amarelo Jintao - St. Maria da Feira

A promoção do kiwi amarelo Jintao passará por Santa Maria da Feira.
A sessão é gratuita mas carece de inscrição prévia.

Inscrição AQUI.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Quero lançar-me na agrioultura: o que me aconselha?


"Boa tarde Eng. Martino, 

Antes demais queria dar-lhe os parabéns e agradecer pelo seu blog que pelo que vi muito ajuda os jovens.

Estando eu com 26 anos e vendo poucas oportunidades pela frente pelo facto de não ter tirado nenhuma formação superior e pelo facto de que quem tirou muitas vezes também se encontra no desemprego, tenho-me sentido algo tentado com este projecto, neste momento e pelo facto de eu por arrasto dos meus pais ter bastante gosto em orquideas, gostaria de lhe perguntar se seria possível eu obter estas ajudas para financiar um projecto destes, ou seja ser produtor de orquideas, isso seria possível e viavel na sua opinião? 

Se não o que aconselha? 

Haverá alguma hipótese de eu encontrar neste projecto uma saída? Não tendo nem terreno nem dinheiro para investir, conseguiria eu criar algo com estas ajudas?  

Agradeço-lhe mais uma vez agora pela atenção que possa dar ao meu e-mail.

Com os melhores cumprimentos
 
 
Comentários:
1 - Não me canso de insistir na mensagem que passo neste blogue que para um jovem se lançar em qualquer atividade agrícola deve começar por ter o canal comercial que lhe vá valorizar e escoar as suas produções agrícolas.
 
2 - Não é possivel ser-se empreendedor agrícola sem o mínimo de capitais próprios, do proponente e ou da família, 20 % do total do valor do investimento + fundo de maneio necessário atá ao equilíbrio da tesouraria.
 
3 - Recomendo que seja trabalhador em explorações agrícolas de referência e aforre, dentro do que lhe seja possivel, até conseguir ter algum capital e conhecimento de gestão e técnico das atividade para se conseguir laçar na agricultura com o mínimo de risco. 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

CONCLUSÕES DA APK SOBRE III CONGRESSO NACIONAL DO KIWI


CONCLUSÕES

As expectativas da Associação Portuguesa de Kiwicultores para este congresso foram concretizadas, tendo em conta a sala (com capacidade para 200 pessoas) estava praticamente cheia. Foi enriquecida com a qualidade dos intervenientes que desenvolveram os temas do congresso, o número de patrocinadores, o apoio das entidades locais, a presença dos organismos oficiais, nomeadamente a Diretora da DRAPC, o Director da DRAPN e a Ministra da Agricultura.

No painel "A Inovação da Produção", foi evidenciada a importância duma gestão profissional da produção, com relevo para a execução atempada das operações culturais, as novas formas de construção de pomares mais eficientes, a importância da polinização assistida e a atenção que merecem as novas variedades como forma de acompanhar as tendências do mercado e conseguirmos aumentos de produtividade.

"Fitossanidade e Conservação" foi o painel que se seguiu. A PSA (Pseudomonas syringae pv actinidiae) doença que afeta gravemente o kiwi, foi o tema dominante deste painel tendo-se concluído que a cobertura dos pomares é uma forma objetiva de combate a esta doença, protegendo também a planta relativamente aos fatores climatéricos, diminuindo a necessidade de tratamentos e contribuindo para uma melhoria na qualidade da fruta e aumento da produtividade. Renovou-se a recomendação de que temos de produzir com qualidade de modo a temos sucesso na conservação. Foi apresentado o kiwimeter, um pequeno aparelho portátil que permite avaliar o fruto. demonstrou-se que o kiwi é um superalimento, tendo-se sugerido um slogan para a fileira: "produzimos saúde".

O último painel, o da "Comercialização" permitiu-nos concluir que há novos mercados para explorar, que o Kiwi Português é apreciado nos mercados internacionais devido às suas qualidades organoléticas e tem grande potencial de consumo, desde que se garanta a homogeneidade da fruta.

Da "Mesa Redonda - O Kiwi Português de 2015 a 2020" concluiu-se que, após referência ao aumento da área de produção em 800 hectares, é fundamental a união de esforços dos Entrepostos Comerciais para se traduzir numa marca nacional ou num Agrupamento Complementar de Empresas (ACE), para responder ao escoamento e valorização da produção nacional.


APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores
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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Tremoço


"Bom dia Eng. Martino,

Quero dar anos meus sinceros parabéns pelo seu blog!.

Gostaria de saber a sua opinião acerca do Tremoço e o seu cultivo em Portugal.

Verifico existir pouca informação relativamente ao mesmo, por isso gostaria de ter a sua opinião acerca da sua rentabilidade, custo de instalação por ha e onde poderia obter mais informações.

Agradeço desde já a disponibilidade,

Os melhores cumprimentos."
 
Comentários:
1 . O tremoço é uma leguminosa anual, cultura extensiva de baixo valor por hectare, pelo que, só em condições muito especiais de valorização dos tremoços, eventualmente produzidos no modo biológico, poderiam levar ao seu cultivo tendo interesse a sua rentabilidade intrínseca.

2 - O custo de instalação não me parece ser muito elevado porque contempla a preparação do terreno, fertilização, alguma mobilização de solo e o custo com a semente.

Terras de família


"Exmo. Eng. José Martino
Descobri recentemente o seu blog, tendo-o tornado em um dos meus interesses de leitura.

Tenho 40 anos e resido na zona de Lisboa, com atividade profissional estável.

Recentemente, juntamente com os meus pais reabilitámos uma pequena habitação no conselho de ..., que era propriedade dos meus avós, entretanto já falecidos. Nessa casa passei a maior parte das férias na minha infância. E que bons tempos foram. Surgiu agora a possibilidade de transmitir essas vivências às minhas filhas (8 e 10 anos), que têm adorado (em 3 meses, já têm amigos e apenas vêm a casa para dormir e comer). Mas vamos ao que interessa.

Os meus avós têm alguns terrenos, que na altura lhes davam uso na plantação de batata, feijão, milho entre outras pequenas produções, alguns pinhais e zonas com carvalhos. Algumas vezes acompanhei-os a esses terrenos, mas hoje em dia, já não sei onde são. Temos estado a recolher informação junto das finanças, a qual por vezes não tem sido fácil.

No fim de semana passado, em conversa com locais da aldeia, que conheceram os meus avós, mostraram-me um dos terrenos. Esse terreno estava cheio de silvas (que entretanto já está totalmente limpo) e possui alguns carvalhos. Foi-me dito que uma das partes estava a ser usado por outra pessoa.

A questão é:
1) Obtendo os respetivos registos nas finanças, o que poderei fazer para saber exatamente os limites do terreno?
2) O que poderemos fazer em relação aos carvalhos, tendo em conta que se trata de uma região que todos os anos é fustigada por incêndios, numa perspetiva de tornar esses terrenos rentáveis?

Não pretendo (pelo menos para já) tornar-me agricultor, mas estou decidido a não deixar morrer um património, que já teve abandonado algum tempo, e que neste momento pretendo rentabilizar.

Agradeço desde já, congratulando-o pelo excelente apoio que tem vindo a dar através do seu blogue.

Cumprimentos"

Comentários:
1 - É excelente voltar às origens, ao mundo dos nossos avós, aos cheiros da nossa infância (terra húmida, da primavera, etc.). Mais que tudo, ficamos encantados quando os nossos filhos se sentem felizes nessas terras, nesse regresso ao campo, nessa viagem às origens!

2 - O melhor meio para saber onde estão os terrenos e quais são os seus limites é recorrer às pessoas mais velhas da aldeia, recorrendo preferencialmente aos membros das famílias mais amigas dos seus avós porque os registos na conservatória do registo predial e as descrições das finanças têm muitas incoerências com a realidade (no passado os terrenos "encolhiam" na sua superfície para pagar menos  impostos ("a décima") e mais recentemente os mesmos terrenos aumentaram de área para receberem subsídios públicos ao rendimento).

3 - Se os terrenos forem de aptidão agrícola deve tentar colocar-lhes uma atividade desse tipo, faço o mesmo tipo de recomendação se tiverem aptidão florestal, continuarem com os carvalhos, fazendo o respetivo adensamento.

4 - Atividades agrícolas que recomendo: avalie as culturas que as suas terras tiveram no passado, o que se cultiva nas redondezas, pense nas atividades mais rentáveis, com ligação ao mercado e por último, peça a um especialista em agricultura que lhe indique alternativas. Se precisar da opinião de um técnico marque uma visita com o Eng. Nuno Barbas da Espaço Visual (924 433 205).

A EXPERIÊNCIA COOPERATIVA DE… DR. FERNANDO SILVA | 22 MAI 2015

22 de Maio de 2015 | 18:00-20:00

Espaço Visual - Gondomar
 
A Espaço Visual vai dar continuidade ao Ciclo de Conferências intitulado "A experiência empresarial de …. ". O convidado desta vez é o Gerente da Cooperativa Agrícola de Oliveira do Bairro e Vagos, Fernando Silva. A conferência terá lugar a 22 de maio próximo.
 
O objetivo é expor a experiência empresarial do conferencista desde o inicio da sua atividade até ao momento presente, tendo como matriz ajudar o público-alvo a crescer nas suas competências no desenvolvimento do cooperativismo, uma solução ótima para organizar a produção nas regiões de minifúndio e microfundio. Haverá espaço para a conferência e para o debate com os participantes.
 
Com a participação de:
Dr. Fernando Silva – Gestor da Cooperativa Agrícola de Oliveira do Bairro e Vagos
 
Destinatários: Jovens agricultores, potenciais jovens agricultores, todos aqueles que se interessam pelo mundo rural, agricultura, agroindústria e comercialização/valorização das produções agrícolas.
 
Inscrições:
A participação no evento é gratuita mas sujeita a inscrição prévia até 21 de maio em http://www.espaco-visual.pt/novidades/281/a-experincia-cooperativa-de-dr.-fernando-silva-22-mai-2015/
 
 

Sessão de Promoção | Kiwi Amarelo Jintao - Maia - 14 MAI 2015

 

 
 
Informações
Participação gratuita mas com inscrição obrigatória.

PRINCÍPIOS DE OTIMIZAÇÃO DE INVESTIMENTOS NA AGRICULTURA - 22 MAI 2015


Tenho contatado que muitos dos potenciais jovens agricultores e outros investidores que não possuem experiência ou formação agrícola, têm muitas dificuldades em tomar decisões de investimento quando os consultores lhes colocam as opções disponíveis elencando as vantagens e os inconvenientes de cada. Para dar resposta a este estrangulamento a Espaço Visual organiza este curso de formação profissional, o qual será orientado por mim para transmitir a minha experiência, a minha visão do como deve ser organizada uma moderna exploração agrícola. Os pormenores simples que fazem a diferença, custa tanto fazer bem como fazer mal desde que se tenha o conhecimento e o bom senso para os aplicar.

Este evento é um desafio porque ao longo de meio dia irei transmitir as minhas ideias, os meus pensamentos sobre o que deve ser a mais valia das construções, melhoramentos fundiários, plantações e equipamentos para fazerem uma exploração agrícola mais competitiva.  

Formador
Eng.º José Martino – CEO da Espaço Visual, empresário agrícola, consultor agrícola e Business Angel.

Objetivos
Identificar aspetos cruciais para a otimização de um investimento em agricultura;
Elencar um conjunto básico de aspetos essenciais a um plano básico de negócio agrícola;
Associar a rentabilidade a melhorias nas instalações agrícolas

Conteúdos
Estrutura de uma exploração agrícola: plantações, melhoramentos fundiários, infraestruturas, construções, disposição de espaços e equipamentos, estruturas e meios de mecanização, estruturas e meios de produção

 
Local: Espaço Visual, Gondomar  

Data de Realização: 22 maio 2015

Horário Previsto:  9:00-10:30 – Sala da Espaço Visual

11:00-13:00 – Visita a Exploração Agrícola do Formador  

                       Covelo, Gondomar

Duração
4 horas

Informações
Custo: 60€ (Isento de IVA; Certificado de Formação Profissional)

Inscrições limitadas a 16 participantes.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

SESSÃO DE PROMOÇÃO | KIWI AMARELO JINTAO

Sessão de Promoção | Kiwi Amarelo Jintao - Um investimento de futuro

Objetivos
Promover 200 novos hectares de produção de kiwi amarelo Jintao.
Difundir o potencial de negócio do kiwi amarelo Jintao.


Participação gratuita mas com inscrição obrigatória.
Inscrição AQUI.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

CONFERÊNCIA ESTARREJA 2020

Crescimento Verde: um compromisso global na agenda local

10º ANIVERSÁRIO DA ELEVAÇÃO DE ESTARREJA A CIDADE / 14ª SEMANA DO AMBIENTE


INSCRIÇÕES GRATUITAS 

Data limite: 18 de maio 
Formulário online aqui.

domingo, 3 de maio de 2015

Kiwis arguta = Mini kiwi

"Tenho 26 anos e moro em Braga. Estou empregado, mas sinto a necessidade de fazer algo mais para assegurar o meu futuro, e quem sabe um dia poder deixar o meu trabalho actual. Surgiu a ideia de me dedicar à produção de mini kiwi . Queria pedir a sua opinião sobre a viabilidade deste meu projecto.
qual é a área mínima recomendável para ter uma produção rentável ,qual é o preço da plantação por hectare e quantas tonelada produz esse hectare? qual é a média paga ao produtor por kg?

Grato pela atenção"

Comentários:
1 - Parece-me uma estratégia interessante iniciar-se  na agricultura, tal como qualquer outro negócio, não tendo necessidade imediata de remunerar o trabalho do próprio. Tem a vantagem de gerar menor pressão sobre a tesouraria e o inconveniente, sendo part time, ter gestão pouco rigorosa ou com falta de disciplina.

2 - Recomendo que trabalhe a sua ideia de se dedicar à produção dos kiwis arguta ou mini kiwi, avalie no mercado quem lhe pode comprar as produções.

3 - O projeto é viável se tiver canal de valorização dos kiwis.  

Como começar na agricultura?

"Bom dia Eng. Martino,
Tendo descoberto o seu blog, o qual acho interessante por permitir dissipar algumas dúvidas relativas ao início da atividade agrícola, gostaria de lhe colocar algumas questões.
Os meus pais herdaram pequenas parcelas agrícolas, nas quais já produzimos, para consumo próprio, vários produtos. Ultimamente tenho, contudo, pensado em dar aos terrenos uma utilização diferente, a qual permita daí tirar algum rendimento económico.
Sendo apreciador de cerveja, e constatando o crescente aparecimento de pequenas marcas em Portugal, pergunto-me se o cultivo de lúpulo não poderia ser interessante, até tendo em consideração (pelo que sei), a escassez do produto em solo nacional.
Apesar de tudo, tenho algumas dúvidas:
- Primeiro, e por não perceber muito de agricultura, será que a zona (Castelo de Paiva) poderia ser apropriada, tanto em termos de temperaturas como de solos? - Segundo: como fazer para escoar o produto? A venda direta a alguns produtores de cerveja seria viável?
- Terceiro: o investimento inicial seria necessariamente muito elevado?
- Por último: Tenho lido que o abandono desta cultura se deveu grandemente ao esmagamento das margens dos produtores. É possível contornar a situação?
Desde já agradeço"

Comentários:
No desenvolvimento de um processo de investimento na agricultura é prioritário encontrar o canal para escoamento e valorização das produções, sendo recomendável que os empreendedores desenvolvam os seus contatos comerciais e analisem se estas eventuais vias de comercialização serão credíveis e fiáveis. Assim sendo, recomendo que contate os produtores das cervejas artesanais e verifique se há condições para o fornecimento direto, podendo caminhar para um projeto de autor, marca na internet, projeto vertical e integrado da produção passando pela industrialização, à comercialização.
 

sábado, 2 de maio de 2015

Devo investir em minhocas para a produção de húmus?

"Caro Sr. Eng. José Martino,


Descobri o seu blog enquanto pesquisava acerca de potenciais culturas para um projecto agrícola particular.

Gostaria de saber a sua opinião acerca do seguinte:
Como não possuo terrenos com área suficiente para produzir em escala, focalizei-me na pesquisa de culturas rentáveis em pequenas áreas, e que ao mesmo tempo dessem para criar 2 postos de trabalho e que gerassem os correspondentes 2 salários (meu e minha esposa).
Nessa pesquisa, descobri a Minhocultura, já tendo lido diversa informação, gostaria de ter a sua opinião acerca da rentabilidade de instalar um minhocário num terreno de 1000 m2, para produção de húmus de minhoca e minhocas; qual a viabilidade dum projecto desses em Portugal; como está o mercado português; se existem apoios para este tipo de actividade?

Agradeço a atenção que possa dar ás minhas questões."


Comentários:
1 - Estou impressionado com o número de contatos, provenientes de interessados ao longo de todo o território nacional, quer junto da minha pessoa, quer com a equipa de avaliação e planeamento da Espaço Visual, sobre o potencial de novas atividades para as agriculturas de Portugal. É incrível a sensibilidade do cidadão comum para perceber, mesmo tendo pouca informação e conhecimento especifico sobre agricultura, o quão difícil é obter rentabilidade nas atividades agrícolas mais usuais e por isso, defende-se tentando entrar através de atividades pouco correntes e pouco usuais.

2 - Verifico que a necessidade criar trabalho para o interessado e esposa é condição necessária e suficiente para fazer motivar e trabalhar para no futuro próximo vir a ter sucesso na agricultura. Não é fácil, mas não é impossível! É preciso que elaborem um bom plano do negócio, estruturado financeiramente para saber como irão no pós investimento, fazer face às necessidades de tesouraria  incluindo os Vossos salários.

3 - Pode vai vender as minhocas e o húmus? A que preços? Há procura para que quantidades de minhocas e húmus?
Avance se conseguir responder às questões de forma satisfatória. Caso contrário, irá ampliar os seus problemas atuais.

   

A que se dedicam os jovens agricultores da região Norte?

"Boa tarde Exmo Eng. José Martino

No âmbito de um pojecto que estou a desenvolver, que passa pela promoção da agricultura e jovens agricultores no norte de Portugal, venho por este meio solicitar a sua ajuda, no sentido de, caso esteja a par disso, me indicar os produtos com maior procura pelos jovens agricultores em 2014. Tenho visto que os jovens apostam bastante na área dos cogumelos, pequenos frutos, plantas aromáticas, kiwi e apicultura. Gostaria de saber se tem mais algumas sugestões que possa juntar a estas. 

Agradeço desde já a disponibilidade,"


Comentários:
1 - Os jovens agricultores do Norte de Portugal estão a abraçar praticamente todas as áreas de atividades agrícolas que têm potencial de solos e climas para obterem top qualidade, altas produções e baixos custos.

2 - Não tenho sugestões para apresentar para além das atividades agrícolas indicadas


Não tenho dinheiro suficiente para investir: o que fazer?

"Bom dia Sr Engenheiro Martino e seus colaboradores.
Chamo-me ..., emigrante em França há alguns anos,sou do Minho,onde nasci e cresci, sou neto de Lavradores,o trabalho do campo lá,está presente no dia-dia,mesmo não sendo o emprego ou profissão principal.
 Tenho em vista um bom terreno com mais de 9ha,dos quais mais de 8ha é terra de cultivo,plano com sol quase todo o dia e com água de nascente,este terreno está (parado/abandonado à mais de 20 anos) bom para Agricultura bio,aromáticas,ou até mesmo o kiwi amarelo ou outros.
Este terreno situa-se em região carenciada,onde a atividade geral é o campo e não existe mais nada, nem industria, nem industrial e com mais de 80% das pessoas ativas para trabalhar que ainda lá vivem não têm emprego,pessoas que eu conheço,pessoas que podem ser a potencial mão d´obra porque vivem ali e não sabem fazer outra coisa "pequena formação especifica e estão preparados".
 O meu problema Sr.Eng. começa logo com a aquisição deste terreno que me deixa "depenado" em relação a finanças e o problema que se não tenho fundos para avançar,não se pode esperar por eles,correndo o risco de falencia mesmo antes de começar a rentabilizar/amortizar.
Já pensei em parcerias para avançar,mas as condições e contratos ou sociedades e suas exigencias,risco de ficar dependente/refém e não conseguir atingir os objetivos.
 Sr. Engenheiro tendo em conta o sistema local,zona de carencia,pontos, Emigrante ou não e ou outros; posso formular algum dos projetos Agricolas possa participar na aquisição dos terrenos?"

Comentários:
1 - Como pode constatar pela leitura do que escrevo neste blogue, sou defensor que o acesso à terra se deve fazer, primeiro, por arrendamento e em segundo, pela compra. Deve privilegiar os capitais próprios necessários para apoio ao investimento e à tesouraria, até ao seu equilíbrio resultante da valorização das produções agrícolas.

2 - Só deve ser empreendedor quem tenha pelo menos capital para satisfazer 20% do investimento total incluindo o fundo de maneio necessário para fazer face às necessidades de tesouraria durante os anos em que a atividade agrícola tem resultados líquidos de exploração negativos. Este montante de capitais próprios é o minimo necessário para poder contar com o eventual apoio de crédito bancário.

3 - As parcerias com business angels são uma excelente oportunidade para quem é jovem empreendedor de elevado potencial e não possui todos os capitais necessários para se lançar na atividade ou é inexperiente na gestão agrícola.

4 - Marque uma consulta via Skype com a Eng. Inês Anacleto da Espaço Visual (910 905 474) e pode esclarecer todas as suas dúvidas.