O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Consultório Agrícola ao alcance de um clic




Blogue de José Martino
comemora 8º aniversário
 
|Está transformado num Consultório Agrícola de acesso gratuito|
 
“José Martino Blogger”, é o nome do blogue sobre Agricultura que tem o nome do seu autor – José Martino, engenheiro agrónomo, empresário e consultor agrícola, CEO da empresa de consultoria agrícola Espaço Visual.
O blogue, que faz dia 8 de fevereiro, 8 anos de existência, é uma referência nacional no setor da agricultura. Tratando-se de um blogue temático sobre a atividade agrícola, a média diária de cerca de 500 visitas, coloca-o na liderança dos mais consultados neste setor.
É, para o seu autor, uma ferramenta essencialmente de trabalho, onde José Martino gosta de fazer pedagogia e reflexões sobre a atualidade agrícola. Hoje, o “José Martino Blogger” (josemartino.blogspot.pt) é essencialmente um Consultório Agrícola.
O CEO da Espaço Visual revela que recebe centenas de emails diários com as questões mais variadas. Como criar um projeto agrícola, o que produzir, como produzir, como aceder aos fundos comunitários, etc…
É um trabalho gratuito mas gratificante. “É das iniciativas que desenvolvi na minha vida que mais custos e sacrifícios me tem acarretado. O objetivo deste blogue é ser um instrumento de mudança de mentalidades e debate de ideias, para transformar a agricultura”, afirma José Martino.
Para comemorar este 8º aniversário, José Martino convida os seus leitores para um debate sobre os temas colocados no blogue, no dia 12 de fevereiro, a partir das 17.30 horas, nas instalações da Espaço Visual, Av. Ass. Comercial e Industrial de Gondomar, 290 (zona industrial de Gondomar).

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Culturas da Moda na Agricultura

A agricultura é uma atividade económica em que há falta de massa critica, opiniões resultantes do estudo, conhecimento, experiência na resolução de problemas e estrangulamentos das agriculturas de Portugal. Esta falta de esforço em prol de soluções que ajudem a sociedade a desenvolver-se e criar valor fazem que sejam aceites preconceitos sobre as produções agrícolas tal como acontecia no passado quando o mercado agrícola e agroalimentar era fechado ao comércio internacional, como por exemplo, aumentar as superfícies de produção agrícola leva a forte abaixamento dos preços de produção, as novas atividades agrícolas (fator novidade) são muito mais rentáveis que as culturas usuais, tradicionais, correntes, etc.
Para uma grande parte dos investidores agrícolas faz sentido dedicar-se a novas atividades porque são mais rentáveis que as correntes. É muito usual a seguinte questão sobre novas atividades agrícolas: agora, o que está a dar?
Neste sentido implementam-se culturas em determinado período temporal que as colocam como coqueluche e autênticas "modas", muitos dos seus investidores perdem a racionalidade económica nos investimentos tão focados que se colocam no preço de venda e nos valores financeiros que podem vir a obter no futuro. Claro que qualquer oscilação de preço em queda, mesmo que continue a existir rentabilidade nessa cultura (valor de venda das produções acima do custo de produção efetivo ou económico) faz com que estes especuladores deixem de cuidar devidamente das culturas ou mesmo que as abandonem. Certamente que a existência de massa critica nessas fileiras colocariam muitos desses players nos seus devidos lugares motivando-os a fazer o que está ao seu alcance pra melhorarem as produções e a respetiva qualidade.       

Oportunidade Técnica de Operação Agrícola

A agricultura de mercado é um negócio muito exigente porque exige que se faça cada operação cultural na melhor oportunidade técnica ou seja fazer a operação certa na hora certa. Por exemplo, se tenho uma cultura em stress hídrico extremo tenho que a regar rapidamente sob pena de comprometer a quantidade e qualidade das produções, a produção do ano seguinte ou mesmo a própria cultura/planta.
Na minha opinião é devido a este fator que para a mesma atividade agrícola, na mesma região, mesmas condições, eu conheço empresários agrícolas que ganham muito dinheiro, outros que ganham, outros nem perdem nem ganham e há outros a perder dinheiro. Muitos destes casos são explorações agrícolas contíguas.

Pistácio - solos e climas

A Pistácia (planta que produz o pistácio) necessita de invernos muito frios e verões muito quentes, baixa precipitação e humidade relativa nos meses de abril a setembro, baixa incidência de geada no mês de abril. Neste sentido só têm aptidão para esta cultura os distritos de Bragança, Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja. Os solos devem ser muito bem drenados ao longo de todo o ano.
Para mais informações devem marcar consulta com o arq. Benjamim Machado (924433183) para terrenos situados nos distritos de Portalegre, Évora e Beja ou a Eng. Inês Anacleto (910905474) para terrenos situados nos restantes distritos.  

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Apicultura

"Boa tarde
Gostaria de saber quais as regras do PDR 2020 (substituiu o PRODER) para candidatura no caso dos apiários ( terrenos, numero de colmeias, etc.).

Obrigada:)"

Comentários:
Pesquise o tema neste blogue e para esclarecer os pormenores que não encontrar marque uma consulta com a Eng. Inês Anacleto da Espaço Visual (910905 474)

Kiwi

Bom dia,
Tenho 4,5ha em cantanhede estou a pensar cultivar kiwis ou baby kiwis ainda estou a pensar.. poderia me ajudar nessse sentido O programa jovem agricultor quando irá abrir novamente? investimento para kiwis 4,5ha Produçao media 30tl/ha preço medio do kiwi 0.7€? será o kiwi um projecto a longo prazo ? daqui a 15 anos ainda terei como vender o produto?
Abraço".

Comentários:
1 - Antes de decidir investir nos kiwis em Cantanhede fale com a Kiwicoop - Cooperativa Frutícola da Bairrada,  Oliveira do Bairro, com o objetivo de saber se aceitam comercializa-los e só avance se houver quem lhe valorize os kiwis.

2 - A escolha do Kiwi, respetiva variedade, ou baby kiwi, deve ser feita de acordo com a recomendação da entidade de comercialização.

3 - As candidaturas para apoio aos jovens agricultores estão abertas até finais de fevereiro. Fale com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) porque se tiver condições deve aproveitar esta oportunidade.

4 - O kiwi é uma oportunidade de investimento a longo prazo se tiver ligado a uma organização de produtores e fizer os seus investimentos em linha com o recomendado por esta sua Entidade.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Anónimos não obrigado!

 
"Grande notícia para o interior do país. Caro Eng. Martino, enviei mail. Será que pode responder?"
 
Comentários:
1 - O editorial deste blogue é claro sobre os critérios de resposta aos e-mails que me são endereçados e aos comentários colocados neste blogue.
 
2 - Aconselho o leitor anónimo que escreveu o que está acima a ler o editorial deste blogue.
 
3 - Recebo centenas de e-mails e comentários para os quais não tenho disponibilidade de tempo para responder a todos, pelo que, o critério é responder a quem está identificado com endereço de e-mail e telemóvel, cujo tema corresponda ao interesse que possa gerar para outros leitores deste blogue e por último, o mais importante, que tenha tempo para o realizar (trabalho 7 dias por semana, descanso ao domingo à tarde, em média mais de 14 horas por dia, tendo reservado na minha agenda algumas horas por semana para este trabalho de responsabilidade social de alimentar este blogue e contribuir para o incremento da massa crítica dos empreendedores, sobretudo jovens. O trabalho neste blogue ~dá-me imenso gozo porque num prazo de tempo curto do meu trabalho contribuo para ajudar um número elevado de interessados nas temáticas da agricultura e com grande incidência ao longo do tempo)  

Exploração Pecuária

"Bom dia.
Gostaria de fazer uma candidatura a jovem agricultor. Sou do Alto Minho e tenho uns 3ha na cota dos 500m de altitude e outros 3ha na cota dos 900-1000m de altitude. Como temos um negocio de turismo rural com duas casas na montanha gostaria de fazer uma quinta pedagogica. A minha ideia era ter umas 10 vacas minhotas, 10 vacas cachenas, 5 barrosãs, 10 minhotas, 20 caprinos, 20 ovinos, um casal de garranos, um casal de burros mirandeses e talvez um casal de porcos bisaros. Tenho ainda uma propriedade de pinhal de 2ha que gostaria de converter no modelo silvoagropastoril recorrendo à plantação de castanheiros e pastagens nas entrelinhas.
O investimento andaria entre os 150mil e os 200mil euros. Gostaria de saber se acha viável ou se deveria de reformular a minha ideia ou candidatar-me a outro tipo de apoios. Obrigado e parabens pelo seu trabalho".
 
Comentários:
1 - Se tiver perfil e vocação dedique-se à pecuária, caso contrário, esqueça esta atividade. A pecuária exige dedicação 365 dias por ano. Fora das explorações pecuárias intensivas todas as que conheço de sucesso são detidas por empresários e conjugue (explorações familiares) com paixão extrema pelos animais. 
 
2 - Na minha opinião, para o número de bovinos indicado, deve desenvolver a atividade sendo o investidor e o chefe de exploração (encarregado geral).
 
3 - Para uma exploração com bovinos das raças autóctones  pode começar pelos 35 animais mas terá de caminhar para mais de 50. Deve ter pastagens para estes animais e se possivel tirar partido dos terrenos baldios/exploração silvopastoril.
 
4 - Se pretender uma opinião específica para as suas terras marque uma visita com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual  (917075852)  
 
 

domingo, 24 de janeiro de 2016

Contato

"Boa noite Sr. Jose Martino poderia dar seu contacto para saber informacoes a cerca projectos jovens agricultores Aguardo resposta Ou contacto de algum engenheiro de Barcelos ou arredores Obrigado"

Comentários:
Contate a Eng. Sónia Moreira  (917 075 852) para marcar uma consulta agrícola.

Terreno agrícola de 2000 m2: o que fazer?

"Boa tarde,
Após alguma pesquisa através da net apercebi me que  o Sr. Engenheiro tem sido útil a muita gente, resolvi enviar este mail para saber se me pode ajudar com alguma ideia.
Tenho um terreno agrícola com +- 2000 metros quadrados, casa de habitação, com bastante agua, mas encontra se ao abandono.
Este terreno é numa aldeia pertence ao distrito de Coimbra, concelho de Arganil.
Eu  trabalho em Lisboa.
Pretendo saber que posso fazer, para que não tenho todos anos ter que limpar o mesmo."
 
Comentários:
1 - A melhor opção é colocar o seu terreno na Bolsa Nacional de Terras e arrenda-lo a quem tiver vocação e tempo para dedicar à agricultura. Neste caso, é preciso que na proximidade existam parcelas disponíveis de outros proprietários para que quem for arrendar possa constituir uma exploração agrícola com alguma dimensão. Há milhares de proprietários na sua situação que se fizerem o que recomendo irão ganhar mais dinheiro face à situação atual   
 
2 - Como habita a grande distância do terreno não o aconselho a desenvolver qualquer atividade agrícola porque o custo de deslocação compromete a rentabilidade do dinheiro aplicado.
 
3 - Atividades agrícolas com interesse para 2000 m2 de terreno quando se habita perto e se encontram na região canais para comercialização e valorização das produções: cogumelos, mirtilos, amoras, rebentos de sementes, maçãs de variedades regionais, ameixas, hortícolas de ar livre.   

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Assine a petição pública: Agricultura e PDR 2020

Caros amigos e fiéis leitores, partilho convosco uma petição pública que acabei de formalizar junto da Assembleia da República.
As últimas notícias sobre o estado da agricultura portuguesa e o PDR 2020 exigem que sejamos ativos em defesa de um setor vital da nossa economia.
Apelo por isso a todos os que fazem da agricultura o seu modo de vida, aqueles que querem investir na agricultura e a todos aqueles que fizeram do regresso à terra uma solução para a crise, que assinem esta petição (ver link).
Há alturas em que é preciso dar um contributo de cidadania e um passo em frente!
Muito obrigado!

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT79677

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Venha conhecer o negócio do Pistácio!

Negócio do Pistácio chega ao Alentejo
|Janeiro carregado de sessões de apresentação públicas|
A divulgação do negócio do pistácio, como forma de travar a desertificação do interior do país, dinamizar a economia local e regional, criar riqueza e emprego, continua no mês de Janeiro.
...
As sessões públicas agendadas, levam a cultura do pistácio até Castro Verde, em 12 de janeiro (programa e inscrições gratuitas no link: http://www.espaco-visual.pt/…/castro-verde-12-de-jan.-sess…/); Figueira de Castelo Rodrigo, em 13 de janeiro (http://www.espaco-visual.pt/…/figueira-castelo-rodrigo-13-…/); Alvito, em 14 de janeiro (http://www.espaco-visual.pt/…/alvito-14-de-jan.-sessao-pub…/); Cuba, em 15 de janeiro (http://www.espaco-visual.pt/…/cuba-15-de-jan.-sessao-publi…/); e Serpa (http://www.espaco-visual.pt/…/serpa-19-de-jan.-sessao-publ…/), em 19 de janeiro.
Recentemente, entrou em atividade a Fruystach, um novo projecto empresarial, iniciativa da consultora agrícola, líder de mercado, Espaço Visual - Consultores de Engenharia Agronómica.
A ideia é privilegiar as zonas do interior de Portugal, mais deprimidas e onde o clima é mais adequado à cultura do pistácio (frio no Inverno e muito quente no Verão), para produzir e exportar este fruto, contribuindo para gerar mais riqueza na região.
A Espaço Visual, que possui escritório em Beja, é uma empresa que já potenciou outros negócios no país na área agrícola dos pequenos frutos - mirtilo, morango, framboesa, amora e kiwi -, e que aposta agora em toda faixa interior de Portugal, desde Bragança a Beja, para promover a produção em larga escala de pistácio.
Vamos arrancar já com as primeiras plantações, com a perspectiva de chegar em dois anos a mais de 3.000 hectares de uma cultura praticamente inexistentes em Portugal.
Trata-se de um negócio altamente rentável, que implica um baixo investimento e baixos custos de produção. Para o efeito foi constituída a primeira organização de produtores de pistácio, em Portugal, que, além da comercialização e distribuição, dará assistência técnica aos associados.
O escoamento da produção está assegurado para a União Europeia, onde a procura supera em muito a oferta. Para suprir as necessidades dos mercados da União Europeia será necessário plantar mais 120 mil hectares.
Os frutos secos estão na moda, pelos benefícios para a saúde, pelo que José Martino defende que o pistácio é uma oportunidade única para dar dinâmica económica a regiões deprimidas.
O pistácio pode gerar, em plena produção, um rendimento superior a 10 mil euros por hectare. Não há muitas actividades na agricultura que se aproximem desta cultura em regadio.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Fruystach abre sede no Fundão


|Empresa aposta no pistácio para dinamizar economia do Interior de Portugal|

A Fruystach, empresa detida por produtores de pistácio com o objetivo ser uma referência na fileira dos frutos secos, vai entrar em funcionamento na próxima 2.ª feira, 4 de janeiro de 2016, com a abertura da sua sede no Fundão, no Centro de Negócios e Serviços da autarquia.

O projeto, que se irá  transformar numa OP (Organização de Produtores), tem como prioridades criar riqueza, postos de trabalho, e dinamizar a economia das regiões mais desfavorecidas de Portugal, concentrando o foco da sua atividade nos distritos de Bragança, Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja.

Para além disso, a Fruystach quer, ainda, contribuir para travar a desertificação destas regiões, desenvolvendo o apoio à criação de projetos agrícolas sustentáveis.

A cultura do pistácio, ainda pouco explorada em Portugal, é a adequada aos climas destas regiões mais deprimidas, com muitas horas de frio no Inverno e muitas horas de calor no Verão. 

Além disso, o negócio do pistácio tem uma grande rentabilidade, com baixo investimento e reduzidos custos de produção. A escolha do Fundão para instalação da Fruystach justifica-se por ficar no centro de gravidade do Interior de Portugal, entre Bragança e Beja.

A Fruystach está aberta a acionistas que sejam produtores de pistácio, tendo como perfil empresarial o rigor e a disciplina na sua atividade de produção, fator chave para a qualidade do produto e para a promoção da competitividade da fileira.

A Fruystach fornece aos seus associados assistência técnica organizada, assegura a comercialização das produções dos seus acionistas, através da exportação para os países da União Europeia, maiores consumidores deste tipo de produto, o que gera valor acrescentado e mais-valias para a dinamização do negócio.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Artigo Voz do Campo - Dezembro 2015



PISTACHO – Oportunidade de futuro*

A FRUYSTASCH é uma sociedade anónima detida por produtores de pistacho, instalados ao longo de todo o território nacional, cujo objetivo é obter o reconhecimento formal como organização de produtores (OP), segundo a legislação europeia e portuguesa, logo que tenha condições para a obter. Tem a sua sede na região da Beira Interior. Possui corpo técnico para assessorar agronomicamente os seus acionistas na instalação e exploração do pistacho. Fará o armazenamento, normalização, embalagem, comercialização dos frutos, valorizando-os sobretudo na exportação. A FRUYSTACH contratou a Espaço Visual, consultora agrícola, para elaboração do seu Plano Desenvolvimento Estratégico, o seu desenvolvimento técnico e para a sua promoção pública.

Segundo a FAO, em superfície, dados de 2010, o Irão é o 1.º produtor mundial com 330 000 ha, seguem-se os EUA com 85 000 ha, Turquia com 52 000 ha, Síria 38 000 ha, Grécia 5 000 há, Turquia 4 5 00 há, Itália 3 500 há, Espanha 3 500 há (hoje terá 10 500 há). Há estabilidade na oferta porque é uma cultura que cresce lentamente devido à longevidade das plantações (duram até 50 anos).
As exportações são lideradas pelos EUA com 111 000t, segue-se o Irão com 110 000t, China 40 000t, Síria 22 000t, Alemanha 17 000t, Turquia 3 000t, Espanha 950t. As exportações totais são da ordem das 280 000t incluindo os restantes países produtores de menor escala (dados relativos ao ano 2010).
As importações são lideradas pela China com 100 000t, seguindo-se a Alemanha com 43 702t, Rússia 40 000 t, Bélgica 15 000t, Holanda 14 491t, Espanha 13 016t, França 10 647t. O total de importações é de 260 000t incluindo os restantes países produtores de menor escala (dados relativos ao ano 2010).
Segundo o GPP, Portugal importou 370,4t no valor de 2,068 M€ e exportou 5,3t no valor de 0,055 M€ (dados relativos ao ano 2012).
Há forte crescimento na procura por parte da China e da União Europeia. Os dados indicam uma certa garantia de comercialização com preços de venda muito interessantes mesmo a longo prazo. O consumo irá ser aumentar de forma exponencial à medida que aumentar a oferta e os preços ao consumidor sejam menos especulativos, pois o pistacho promove grandes benefícios para a saúde na prevenção de doenças cardiovasculares e pelas suas propriedades anticancerígenas.

Em Portugal a cultura do pistacho é inovadora, tecnicamente recomendada para grandes superfícies de cultura, havendo ótimas condições de solo e clima em amplas regiões do Interior de Portugal (cultura recomendada para solos bem drenados, ácidos a alcalinos, pedregosos, baixa fertilidade. Clima continental, muitas horas de frio invernal e muito calor de verão, baixa humidade relativa atmosférica e baixas precipitações em abril, maio e setembro). Sendo a União Europeia um grande consumidor, há pouco tempo atrás, um especialista espanhol na cultura, indicou que são necessários mais 120 000 ha de plantações para satisfazer este mercado, cria uma oportunidade competitiva para os pistachocultores portugueses porque terão vantagem logística de fornecimento face aos grandes produtores mundiais. Outra mais-valia estratégica advém desta parceria entre a FRUYSTACH e a Espaço Visual, a qual aporta conhecimento técnico, tecnologias de produção, soluções de financiamento, promoção e animação da atividade e organização da produção. Para o produtor representa uma atividade sustentável económico-financeira sobretudo a longo prazo.

A FRUYSTASCH recomenda a plantação em regadio, sistema de gota a gota e fertirrigação automáticos, tirando partido do aluguer da estrutura de mecanização do olival, com plena produção ao 5.º ano, sistema de condução em vaso, entrelinha de 7 m e distância na linha de acordo com o vigor da variedade e fertilidade do solo.

A rentabilidade da cultura indica do ponto de vista médio que a dimensão mínima de plantação para instalar um jovem agricultor é de 3 ha. O valor de investimento por hectare na plantação (plantas, tutores, protetores, fertilização e correção de solo, tração, mão de obra) e equipamentos de limpeza de folhas, descasque e secagem variam de 16 500 € a 22 000 €. Acrescem os valores de construções, melhoramentos fundiários e outros equipamentos, os quais apresentam variações muito grandes em função da estruturação que a exploração já possui, ou seja, cada caso é um caso muito diferente em si próprio. A recuperação do capital investido pode ser realizado entre 6 a 10 anos prevendo-se que as plantações durem 50 anos.

A FRUYSTACH e a Espaço Visual estão a organizar durante o mês de dezembro de 2015, sessões gratuitas para divulgação e apresentação da cultura do pistacho nos distritos que apresentam maior aptidão para esta atividade: Bragança (9 dezembro), Vila Real (9 dezembro), Guarda, Castelo Branco (Proença a Nova 5 dezembro), Portalegre, Évora (14 dezembro), Beja (4 dezembro) (inscrições em www.espaco-visul.pt).
Os interessados nas visitas técnicas aos terrenos, custo de 100 euros (IVA incluído) com o objetivo de avaliar in loco as respetivas aptidões de solo e clima para a cultura (marcações: Benjamim Machado 924 433 183).      
Verificado que o terreno possui aptidão de solo e clima para o pistacho haverá uma reunião entre o potencial produtor e os responsáveis da FRUYSTACH para acerto dos pormenores do negócio, condições de integração na OP e usufruto dos seus serviços, seguindo-se a elaboração do projeto, apresentação de candidatura ao PDR 2020, investimento e exploração.
A FRUYSTACH como OP existe para promover e organizar a fileira do pistacho, criar um canal de acesso ao mercado e dar valor acrescentado às produções dos seus associados. 


Conclusões finais:
- A cultura do pistacho recomendada para os regadios do Interior de Portugal, clima continental;
- Apresenta alta rentabilidade para o produtor porque é muito grande a diferença entre o rendimento bruto e os custos de produção
- Há forte procura dos frutos para exportação porque tem propriedades antioxidantes e probióticas.



*José Martino – Presidente do conselho de administração da FRUYSTACH e CEO da Espaço Visual  



 

sábado, 19 de dezembro de 2015

"Entrar na atividade agrícola é um pesadelo"


 
"Tenho 1800m2 de estufas e depois de quase um ano a partir literalmente a cabeça em como produzir com qualidade, finalmente um dia consegue-se e depois o que acontece? Nada!!!  Não se conseguem vender os produtos e deita-se literalmente o produto pró lixo..o mercado está saturadíssimo..aconselho as pessoas deste blogue a darem uma olhada ao link http://www.linos.pt/pt/media-center/os-linos-e-primores-do-oeste e porem a mão na consciência em se querem avançar para isto da hidroponia ou não.
Antes trabalhar no Macdonalds e olhem que não é dizer pouco. Trabalhar para aquecer durante 5 anos e vender a um preço medíocre,oferecer o produto ou deitar fora para justificar o salário mínimo de quinhentos e tal euros para poder manter o que sobrou no final do projecto..as letras pequeninas dos contratos do PRODER. Atualmente verifica-se um aproveitamento das vulnerabilidades das pessoas devido á situação em que o país se encontra..inaceitável...mas compreende-se os paizinhos metem o filho na agricultura".
 
Comentários:
1- Tenho o maior respeito pelo descrito acima, o qual é normal e corrente na minha experiência empresarial: pelo menos os três primeiros anos em qualquer empresa que lanço ou start up em que participo: "são para esquecer: se há algo que identificamos/prevemos que pode correr mal, irá certamente correr muito pior, quer o que conseguimos prever, quer tudo aquilo mais incrível que seja imprevisto". É preciso muita coragem para recomeçar, muita coragem para não culpar os outros, muitíssima coragem para analisarmos o que correu mal, assumirmos os nossos erros pessoais no processo e sobretudo, determinarmos o que iremos mudar no nosso comportamento pessoal, dia a dia, falhar, falhar, tentar, tentar, tentar, melhorar....  Paralelamente, é preciso prever e trabalhar para ter o capital, "combustível dos negócios" para fazer face a estes imprevistos, seja nosso, de familiares, amigos, bancos, business angel, etc..
 
2 - Entendo como um desabafo numa fase do processo empresarial que corre mal a seguinte frase; "Antes trabalhar no Macdonalds e olhem que não é dizer pouco. Trabalhar para aquecer durante 5 anos e vender a um preço medíocre, oferecer o produto ou deitar fora para justificar o salário mínimo de quinhentos...", pois se tal for mesmo assumido, acho que a pessoa em causa nunca fez o seguinte caminho critico:
a) Analisar previamente ao investimento, se possuía ou teria potencial para vir a obter o perfil e caraterísticas pessoais de empreendedor:
- capacidade de avaliação de pessoas (prestadores de serviços, consultores, colaboradores, trabalhadores, clientes, fornecedores, etc.);
- competência para distinguir uma boa ideia de um bom negócio;
- possuir capacidade de liderança, coragem, resiliência, determinação, capacidade de levar a carta a Garcia;
- Capacidade para assumir riscos ("quem pensa não casa; quem casa não pensa")
- Objetivos claros para um investimentos: valor do salário a gerar para sustentar a família/ rentabilizar terras de família/remunerar capitais.
- Capacidade para conseguir o financiamento.
b) Fez a recolha de informação na internet e visitas a produtores e comercializadores para construir o seu conhecimento e plano de negócios sumário,
c) Contratou consultores competentes para o ajudar a instalar-se na agricultura.
d) Adquiriu competências técnicas e de gestão através da formação profissional antes do investimento (cursos de formação profissional, estágios formativos, workshops, visitas de estudo, trabalho em explorações agrícolas, etc.).
e) Registou todas as operações, praticamente hora a hora, tudo o que decorreu na fase de investimento e pós investimento na fase de exploração, incluindo análise ao mercado e aos seus operadores comerciais.
f) Fez a análise critica à informação recolhida tornando-a conhecimento a aplicar e aplicando, tirando neste exercício, partido de técnicos, colegas empresários e comerciantes dos produtos e fatores de produção, ou seja, certamente que faria as mudanças nas culturas hortícolas para outras mais rentáveis e com maior apetência pelo mercado, assim como a procura de outros operadores comerciais.

3 - Reconheço que a horticultura é uma atividade difícil e exigente, pelo que deixo aqui o meu público reconhecimento ao sucesso da Hortijales, ao seu líder, Sr. Norberto Pires, que conseguem em condições muito difíceis, na montanha de Vila Pouca de Aguiar, obter excelentes resultados decorrentes do seu pragmatismo e competência empresarial. É destes exemplos que muitos dos jovens e menos jovens que entram na horticultura deveriam conhecer e praticarem para evitarem muitos dos insucessos e os consequentes,  lamentos e desabafos que o texto acima espelha.

4 - O que sei da minha experiência empresarial é que quando as coisas correm mal sou eu o empresário que pago a fatura, seja do ponto de vista financeiro, social (sirvo de tema para a "prática do principal desporto nacional: ter prazer em falar sobre os insucessos d'outrem", pessoal (depressão)- Por outro lado também sei que para ter sucesso preciso de acreditar que o irei obter, trabalhar afincadamente praticando o indicado em 2., todos os dias tentar fazer melhor que no dia anterior e enfim, quando se tem sucesso empresarial, reconhecer que tal é o resultado do trabalho das nossas equipas, o nosso contributo para criação de riqueza e sustento da nossa família e o progresso da sociedade portuguesa.

5- Sei por experiência própria que o sucesso empresarial é resultado de muito insucesso, de muitas coisas que correram mal e das quais fomos capazes, nós os empresários, de corrigir, solucionar, alterar, recomeçar, percorrer novos caminhos sem a certeza do resultado final, mas certos e determinados a ganharmos dinheiro e obtermos sucesso.