quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Haverá algum risco de ter que avançar com mais algum dinheiro?

Nuno Mansão disse:

" Boa noite Eng Jose Martino,

Desde já explico a razão por qual o contacto.
Um grupo de amigos está a planear avançar com um projecto com vista receber apoio do proder. O investimento seria alugar uma quinta dividida em frações, neste caso, 13 frações de 5ha cada e concorrer cada um com o seu projecto com vista depois numa cooperativa entre todos. Ha algum risco associado a este tipo de projecto? Se sim quais?

Tenho receio de me associar a um projecto megalômano por desconhecer que tipo de riscos isto poderá ter para o meu futuro. Agradecia que me alertasse caso veja algum tipo de risco associado e se acha que poderá ser uma mais valia incorporar um projecto deste tipo. Ja agora o investimento será de 5000€ para custos de projecto e renda da quinta anual. Haverá algum risco de ter que avançar com mais algum dinheiro?
Aguardo a sua ajuda.
 
Obrigado"
 
Comentários:
1 - Os apoios disponíveis a partir desta altura para novas candidaturas são do PDR 2020 e não os do ProDeR.
 
2 - Os projetos têm sempre riscos associados, tal como todos os negócios. Apesar de cada um dos proponentes ser responsável pelo seu projeto de investimento na agricultura é importante definir e consolidar bem as regras da cooperativa, pressuponho que fará a comercialização das produções das 13 explorações. Escolham para líder da cooperativa alguém com perfil para o negócio e que seja sério, honesto e prático.
 
3 - Para poder avaliar se o projeto é megalómano necessitaria de saber qual a atividade que pretende desenvolver.
 
4 - Os projetos de parceria e cooperação são uma mais valia porque criam competitividade entre os proponentes ajudando-os a suportar com mais coragem os ossos de oficio da produção agrícola.
 
5 - Terá de possuir 20%  dos capitais necessários para fazer face a  todo o investimento mais os custos de exploração até equilibrar a tesouraria. Desta forma terá possibilidade de juntar crédito bancário às ajudas do PDR 2020.
 
6 - A verba indicada como capitais próprios, mesmo não sabendo qual é atividade a que se quer dedicar,  parece-me irrisória.   

domingo, 23 de Novembro de 2014

Porcos Bísaros

Maria João Garcia disse:



Sou mais uma de muitas jovens desempregadas deste país, mas com muita vontade de trabalhar e construir o meu próprio negocio. Desde sempre tive um grande fascínio pela suinicultura, e com estes novos apoios comunitário penso ser a altura certa para me dedicar a este projecto agropecuário de exploração do porco bísaro.

A vontade de trabalhar é muita mas também preciso de algumas luzes e linhas de orientação deste ramo, já tentei visitar várias explorações e falar directamente com produtores mas a abordagem não tem sido nada fácil, a grande maioria recusa a minha visita ou a resposta as minhas duvidas. Já pesquisei bastante informação na Internet e foi aí que encontrei o seu contacto. A pesquisa online tem sido positiva no sentido de me familiarizar mais com a raça, mas ainda tenho muitas duvidas e nada substitui falar com alguém experiente na área. Peço desculpa pela minha ousadia mas é sem duvida a única pessoa que me poderá ajudar com a sua opinião e experiência.

Assim, e torcendo por uma resposta positiva, as minhas principais dúvidas são:

Tipo de exploração?? é só aconselhado o sistema extensivo correcto? na sua opinião o ideal é  utilizar o sistema ar livre (camping) em todo o ciclo produtivo, recorrendo ao uso de abrigos como maternidades e gestações ou acha que o preferível é não ter nenhum tipo de boxe. 

Estava a pensar entre 60 a 100 porcas reprodutoras acha que o número é insensato e que são demasiadas porcas? 

Outra grande dúvida é como entro no mercado da comercialização? Na minha zona (Nordeste Transmontano) consigo entrar em algum mercado, mas penso que será imprudente apenas restringir-me a minha área de residência mas também não sei como contactar empresas que precisam do meu produto. Penso ser este o ponto que neste momento mais me preocupa. Apesar de concordar plenamente como o que  disse no seu artigo de opinião para o JN "Não me revejo na frase "fácil é produzir, difícil é comercializar". É difícil produzir, quando se quer ter qualidade, o perfil do produto que o mercado quer trocar por euros."

E por ultimo gostava de saber a sua opinião deste projecto, acha que tem potencial económico? Ou pensa que o mercado já não é suficiente para a quantidade de explorações existentes na zona de Trás-os-Montes. De salientar, que pretendo dedicar-me a este projecto e torná-lo aliciante, rentável e acima de tudo inovador, marcar pela diferença. 

Peço desculpa novamente pela minha ousadia e pela forma pouco clara ou até mesmo reveladora de certa ignorância como expôs as minhas duvidas,

Desejo puder contar consigo

Muito obrigada"
 
Comentários:
1 -  Saúdo como muito positiva a atitude dos jovens e de muitos outros portugueses, por terem vontade e estarem dispostos a pagarem os respetivos custos pessoais ("o sacrifício que sentimos  dentro de nós": o frio no estômago aquando das decisões duras e difíceis que exigem coragem para serem tomadas (nalgumas delas não há a certeza sobre se a decisão  trará os melhores resultados no futuro) a sensação interna de insegurança mesmo quando as circunstâncias exigem que se esteja imperturbável e à "prova de bala", as noites de insónia, etc. etc.) para serem empreendedores.
 
2 - Tem perfil de empreendedora? Tem jeito, capacidade, competência ou feeling para avaliar os negócios e as pessoas?
 
3 - Consegue imaginar o seu dia a dia no trabalho e gestão da suinicultura? Com base nesse cenário, está disposta a pagar os "custos pessoais" identificados em 1?   
 
4 - Infelizmente parece caminhar-se na ideia que a internet resolve todos os problemas, o que me parece uma falácia sobretudo no que diz respeito aos negócios da agricultura. As visitas, o contato direto com os agricultores e empresários, os estágios, são a base para se obter a chave do sucesso na instalação dos jovens agricultores e outros empreendedores.  
 
5 - Obter autorização para visitas a explorações e respostas às dúvidas que existem, não são tarefas fáceis de obter porque por um lado, noto que há agricultores e empresários agrícolas que sofrem um "fenómeno novo", praticamente todos os dias são confrontados com inúmeros contatos de potenciais interessados nessa atividade, os quais alteram o funcionamento normal do trabalho nas explorações agrícolas e por isso, recusam as visitas e contato, e por outro lado, quem procura informação não faz a devida preparação prévia e o dialogo não motiva o interlocutor para se envolver e responder. Defendo que neste aspeto há um único caminho a percorrer: "caminhar". Houve recusa de uma visita, devo perguntar-me: porquê? O que devo melhorar para empregar no próximo contato? Que pontos/aspetos podem ser ganhos futuros, quer financeiros, quer outros que possam ser utilizados para reatar o dialogo profícuo e eficaz ,neste e nos próximos contatos?
 
6 - "...é sem duvida a única pessoa que me poderá ajudar com a sua opinião e experiência":
a) Não sou o único porque há muitas pessoas fascinantes, anónimas, competentes, muito conhecedoras que estão dispostas o promover o progresso e a ajudar quem o merece. Recomendo que faça o seu "caminho" e as encontre.
b) Posso opinar de forma sumária sobre o exposto mas na minha perspetiva necessita de outro apoio técnico mais ajustado ao seu caso concreto ,à sua pessoa ("os agrónomos são como os médicos, precisam de ver o doente para fazerem o diagnóstico correto").
 
7 - O sistema de produção dos porcos bísaros deve ser aquele que se mostra mais eficaz na região, creio que será o semi-intensivo. O número de porcas indicado parece-me adequado para ter sustentabilidade económica na sua exploração se conseguir geri-la de forma eficaz. Exige um investimento elevado. Recomendo que comece com uma quantidade inferior (30 a 50%).
 
8 -Percebo que não concorde com a frase que escrevi no JN porque não conhece suficientemente bem a realidade da agricultura e do seu mundo. Infelizmente verifico que é verdadeira: quem é  capaz de produzir o tipo de produto que o mercado quer trocar por euros, tem maior probabilidade de obter sucesso, ganha mais dinheiro, tem maior rentabilidade. 
 
9-  Preconizo que se integre num Agrupamento de Produtores. Caso não seja possível faça o que denomino como "projeto de autor" - marca própria na exploração agrícola e na comercialização. Elabore um Plano de Negócios, estime com pormenor os custos de investimento e de exploração, bem como os respetivos rendimentos.
 
9 - Creio que este tipo de empreendedores poderão ter mais sucesso se após terem o Plano de Negócios consigam fazer parcerias com Business Angels (BA). 
 
10- Os empreendedores com Planos de Negócios que se queiram candidatar a serem meus parceiros de produção na agricultura, na minha qualidade de BA, podem apresentar candidatura  para sofia.freitas@rurisocieta.pt  
 

sábado, 22 de Novembro de 2014

5ª Jornadas de Gestão Ambiental e Ordenamento do Território - ESA_IPVC






Cogumelos shiitake: como comercializá-los?

Cristina Trindade disse:

"Boa noite, Sou de Portalegre e estou a produzir cogumelos shiitake, no entanto, e devido à falta de mercado nesta zona, tenho tido bastante dificuldades em vendê-los... Gostaria de perguntar se conhece alguma associação ou alguém a quem poderia vender os cogumelos? Agradeço a sua atenção. Cumprimentos"

Comentários:
1 - Na minha opinião a comercialização de cogumelos ou de qualquer outra produção agrícola não deve ser feita através de associações porque este tipo de Entidades destina-se a defender os interesses sócio profissionais dos seus associados e não deve desenvolver atividade económica de comprar e vender produtos agrícolas.

2 - Infelizmente não a consigo ajudar no solicitado porque possuo conhecimentos incipientes da fileira do cogumelo no que diz respeito a comercialização. Tente perceber se o grupo Sousacamp a pode ajudar.

3 - Para mim com os cogumelos podem ser comercializados através de uma estratégia que eu denomino de "projeto de autor": fazer uma marca, comunica-la pela internet e no terreno através de um conjunto alargado de eventos ligados à animação, gastronomia, restauração, etc.
 

2ha: mirtilos e/ou framboesas?

José Alves disse:

"Eng. Martino, No seguimento de uma comunicação anterior referente à possibilidade de uma plantação de cardo em Carregal do Sal, aparentemente não será viável... Procurei outras plantações e informação sobre as mesmas e assim sendo gostaria de lhe colocar a seguinte questão: para uma área de 2 hectares de terreno acha viável uma plantação de mirtilos (1 ha) e framboesas (1 ha)em vaso? a ideia era aumentar a densidade de plantas e ao mesmo tempo antecipar alguma entrada de dinheiro com as framboesas, cumulativamente a ideia era candidatar o projecto ao PDR 2020 enquanto jovem agricultor? Ou acha mais viável apostar no volume de produção, colocando por exemplo os dois hectares só com mirtilos? Grato desde já pela atenção!´"

Comentários:
1 - Recomendo que faça os 2 hectares com mirtilo com uma ou duas variedades recorrendo às ajudas para 1.ª instalação do jovem agricultor. No entanto avalie quem lhe irá comercializar os frutos e a que distância em quilómetros e horas lhe ficará o ponto de entrega, pois pode mesmo com esta superfície ter custos incomportáveis com a entrega, sobretudo no inicio e fim das produções. Faça contas.

2 - Um hectare de framboesa é interessante se tiver a sua exploração localizada a 15 minutos de um entreposto de comercialização/posto de receção porque no inicio e fim de cada campanha de produção são exíguas as quantidades colhidas, o que torna economicamente inviável o valor que atinge o seu custo de transporte.  

O que cultivar?

Miguel  disse:

Caríssimo Sr. Eng.º José Martino, bom dia. Antes de mais, quero felicitá-lo pelo desenvolvimento e manutenção deste blog que em muito contribui para o nosso desenvolvimento agrícola. Passo a expor o seguinte: Possuo, em Arouca, 3 pequenas parcelas agrícolas, uma com cerca de 100 m2, outra com cerca de 600 m2 e uma terceira com cerca de 1000 m2. Todas têm água de rega pelo pé e água de mina. O terreno, principalmente na maior parcela, é muito fértil. Todos têm bons acessos e confrontam com caminhos públicos. Possuo também 4 parcelas/leiras de monte, que totalizam cerca de 4000 m2. Têm essencialmente pinhal e eucaliptal já numa fase bastante desenvolvida. Face ao supra exposto e na opinião de V.a Ex.cia, com baixo investimento e visando proveitos a curto e/ou médio prazo, quais serão as melhores hipóteses para rentabilizar os terrenos agrícolas e de monte.

Comentários:
1 - Gostaria dar uma opinião sobre o exposto mas com a informação disponível não me atrevo a fazê-lo. A superfície total, quer agrícola, quer florestal, é demasiado exígua para se pensar de ânimo leve em atividades agrícolas para serem valorizadas pelo  mercado. No entanto, não é impossível fazê-lo. 

2 -  Precisaria de visitar as parcelas, conhecer os seus solos e avaliar quais os climas a que estão sujeitas.

3 - Será possível eletrificar cada uma das parcelas? Quanto custará?


Projeto kiwis

Boa tarde Eng José Martino, Chamo me Daniela Oliveira e tendo vindo a recolher informações de forma a tentar concluir um projecto idealizado por mim e por uma amiga minha, somos de Guimarães e gostariamos de desenvolver uma plantação de kiwis, ja estive a ler alguns artigos e a tentar recolher informações juntos de alguns agricultores mas gostarimos de saber se acha que é um projecto rentavél? Quais são os incentivos que temos a nivel do Proder e não só? Visto não termos rendimentos neste momentos porque somos recem licenciadas gostariamos de saber se é possivel avançar com este projecto? Temos ja em vista um terreno que não é propriedade nossa mas sim de um familiar. Desde ja agradeço pelos excelentes artigos e pela disponibilidade, Atentamente Daniela Oliveira.

Comentários:
1 - Respondendo às questões colocadas:

a) O kiwi é uma atividade rentável para quem cumpra as duas condições seguintes:
1.ª) O empresário é capaz de "fazer com que determinada operação cultural seja realizada na hora certa" ou seja, quem tem perfil de empreendedor e simultaneamente é disciplinado e organizado;
2.ª)  A exploração onde pretende instalar os kiwis deve ter mais de 4 hectares e aptidão de solo e clima para esta cultura.

b) Pode obter entre 55% a 60% do custo do investimento total de incentivo não reembolsável e o prémio de instalação como jovem agricultor (30000 euros base + 10 000€ se forem dois jovens agricultores + 10 000 euros se for sócio de uma organização de produtores).

c) Para avançarem com este projeto recomendo que tenham pelo menos 20% de capitais próprios contabilizados a partir do valor de investimento total + os custos de manutenção dos primeiros 4 anos até equilibrarem a tesouraria, pois caso contrário não conseguem financiamento bancário para colmatar todas as necessidades financeiras. Recomendo que prevejam um valor mesmo que seja baixo, para o vosso salário como suporte às vossas necessidades básicas.


2 -  Como são duas empresárias recomendo que façam o investimento na superfície mínima de 8 hectares de kiwis, caso contrário, cada uma, a médio longo prazo, não terá um rendimento familiar interessante.

3 - Recomendo para o Vosso caso, para as condições indicadas e dado o montante do total de investimento + dos custos de exploração dos primeiros quatro anos, que façam o investimento através de uma empresa em parceria/sociedade com Business Angels. Caso estejam interessadas em desenvolver esta estratégia contatem: sofia.freitas@rurisocieta.pt .

Que variedades são livres para propagação em kiwis ou pequenos frutos?

Mónica Zuzuarte disse:

"Bom dia,
Tenho seguido o seu blog e desde já queria felicitá-lo pelo interessantíssimo trabalho que realiza e todos os esclarecimentos que presta de forma gratuita. Sou co-fundadora de uma empresa de micropropagação. Nesse sentido estou a contacá-lo com uma questão que nos "assombra" diariamente: que variedades podemos comercializar? ou seja que variedades são livres?
Há alguma base de dados onde esta informação esteja disponível? Temos feito diversas pesquisas mas sempre com receio de se tratar ou não de informação fidediga.
Neste momento estamos interessados em obter essa informação para kiwi e outras plantas produtoras de pequenos frutos.
Comentários:
1 - A comercialização de plantas ou viveirismo é controlada pelo Ministério da Agricultura, nas Direções Regionais de Agricultura e Pescas e centralmente pela Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

2 - Recomendo que contate os serviços que fazem o licenciamento do viveirismo na Direção Regional de Agricultura e Pescas onde a sua empresa tem as suas instalações.

3 - Para obter mais informação sobre o kiwi contate a APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores.

4 - Para obter informações sobre pequenos frutos contate o Doutor Pedro Oliveira do INIAV, Oeiras.

5 - Quem lhe fornece o material vegetal sabe se a variedade em causa está protegida ou não, pois é da responsabilidade do produtor que detém o material vegetal garantir que ele não é propagado, no caso de não ser material livre para propagação.

6 - Os direitos de propagação dos materiais vegetais de maior valor comercial são detidas por Entidades/empresas que fazem a sua colocação no mercado na forma de "clube", ou seja, o produtor adquire o material sob contrato, o qual contém cláusula penal que prevê indemnização financeira de elevado montante no caso de propagação não autorizada e ao mesmo tempo, este produtor assim um segundo contrato de exclusividade para a comercialização das produções (com a mesma entidade ou uma terceira). Desta forma há um controlo absoluto no mercado sobre as produções e consequentemente, sobre a propagação ilegal.      

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Workshop Apicultura – empreender e inovar

Workshop Apicultura – empreender e inovar


A EV organiza o workshop sobre "Apicultura - empreender e inovar", o qual decorrerá nas instalações da EV, rua Associação Industrial e Comercial de Gondomar, n.º 290, Gondomar, no próximo dia 29 de novembro, sábado, pelas 8h45, conforme programa indicado.


PROGRAMA
Data: 29-11-2014
Local: Instalações da Espaço Visual e Apiário em Gondomar
Destinatários: Potenciais empreendedores, empresários e público em geral
 

8h45
Abertura de secretariado
 
9h00
Certificação do Modo de Produção Biológico – Engª Liliana Perestrelo – Naturalfa
 
10h00
Apoios Agroambientais à Apicultura – Engª Isabel Santana – CONFAGRI
 
10h45
Pausa para café
 
11h00
Produção de Mel – Engº Miguel Matos – Curiosidade Natural
 
12h15 
Visita a Apiário
 
13h30
Encerramento
 
 
Inscrições em www.espaco-visual.pt
 

quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

Estágio formativo em helicicultura


Estágio Formativo em Helicicultura
 
A produção de caracóis é uma atividade que exige aliar conhecimento e experiência para atingir bons resultados. Quem já está instalado sabe que é necessário saber adaptar a exploração às características locais da exploração. Este estágio formativo pretende demonstrar in loco todo o processo de montagem, desde a preparação das estugas, aos ciclos de engorda, apanha, embalamento e comercialização, bem como da reprodução.
A informação teórica é fundamental na aquisição de conhecimentos e competências, no entanto, a programação das atividades, a realização das tarefas e a gestão de uma exploração são fatores determinantes no sucesso da exploração agrícola. É com esse intuito que este estágio foi criado, procurando desenvolver a sensibilidade e capacidade de resolução de problemas, que só se adquirem praticando e estando em contacto direto com a atividade durante todo o ciclo cultural.
 
Objetivos
Vivenciar os processos de gestão, planeamento e execução das operações numa helicicultura.
Identificar os materiais e equipamentos envolvidos numa exploração de caracóis.
Identificar quais os custos relacionados com a atividade.
Visualizar uma exploração e a sua estrutura física.
Realizar a alimentação.
Identificar métodos de controlo do ritmo de crescimento.
Realizar a limpeza e manutenção de uma estufa.
Preparar a terra e simular a montagem de parques.
Selecionar reprodutores.
Apanhar e selecionar caracoleta de 1ª e 2ª.
Controlar as perdas.
Realizar o processo de purga
Acompanhar o processo de embalamento e comercialização.
Identificar os principais aspetos do mercado.
Estruturar o processo de reprodução.
Colocar alevins em estufa.
 
Destinatários
Empresários, gestores ou potenciais investidores e interessados na área da produção de caracóis.
 
Local e Datas
Torres Novas
Data de início: 24-01-2015
Data de Fim: 01-03-2015
 
Duração
32 Horas
 
Informações
Inscrições limitadas a 8 participantes.
Todos os interessados deverão entrar em contato através de
dep.comercial@espaco-visual.pt  ou +351 22 450 90 47

sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

Jornadas Técnicas do Castanheiro - Trancoso 2014

Jornadas técnicas do castanheiro

 8 Novembro

10H30 Abertura pelo Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Trancoso
10h45 Mais Castanha. O Plano Estratégico da RefCast para o período 2014-2020.
            Doenças e pragas do Castanheiro
            Prof. Dr. José Laranjo - Refcast/ Utad
11H30 Fertilização dos Soutos
                 Eng. Artur Xavier - Timac Agro12H00 Intervalo
12H15 Perspetivas da fileira da castanha- Financiamento 2014/2020
             Eng. José Martino – Espaço Visual
12H50 Certificação da Castanha DOP Soutos da Lapa
             Beira Tradição
13H15 Debate
13h30 Encerramento dos trabalhos

quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Naturalfa - Jornadas Técnicas de Agricultura Biológica

JORNADAS TÉCNICAS | AGRICULTURA BIOLÓGICA

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, em termos globais a área de Agricultura Biológica já representa 5,5% da superfície agrícola utilizada, "situando-se um pouco acima da média europeia". As estimativas do sector, citadas pelo gabinete de Assunção Cristas, apontam para um volume de negócios que rondará os 20 a 22 milhões de euros, com taxas de crescimento de 20% ao ano. “in Publico, 07/10/2012”

Sentindo a dificuldade dos Produtores em Modo Biológico, no acesso a informação sobre fatores de Produção, métodos culturais e circuitos de Comercialização no que respeita a produtos biológico, a NATURALFA, decidiu organizar umas Jornadas Técnicas de Agricultura Biológica, que se realizará no Auditório da Lipor, em Ermesinde, no dia 4 de novembro (terça-feira).

Nestas Jornadas Técnicas participarão, Produtores, Distribuidores e Técnicos que trabalham com este Sector de atividade, e abordaremos temas desde a produção, à comercialização e consumo de produtos biológicos.

O objetivo destas Jornadas é a partilha de experiências,  Modo de Produção e contacto entre Produtores, de forma a que os participantes possam esclarecer e partilhar as suas preocupações e soluções para o futuro da Agricultura Biológica.

É também nossa intenção, que estas Jornadas tenham  um Cariz Social, como tal, o custo de inscrição nestas Jornadas, será em Géneros – Produtos Biológicos, que serão depois entregues à Associação dos Albergues Noturnos do Porto. A escolha de produtos a doar fica à consideração de cada participante, no entanto, no caso de produtos frescos ou a granel, sugerimos que comparticipe com a quantidade de 1kg.

Para mais informações, consulte o programa.

A inscrição é obrigatória. Poderá descarregar aqui a ficha de inscrição

terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Espaço Visual em destaque no JN

A consultora agrícola Espaço Visual (www.espaco-visual.pt) faz da paixão pela agricultura o seu estímulo para trabalhar em prol daqueles que querem fazer desta actividade um negócio de sucesso, que pode e deve contribuir para aumentar a auto estima dos portugueses, reforçar a nossa economia e criar o emprego que os nossos competentes, dedicados, empreendedores jovens merecem.
A equipa da Espaço Visual tem uma disponibilidade e dedicação permanente à causa da agricultura nacional. Por isso, merece(m) este destaque num dos jornais diários mais importantes do país!.


quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Curso formativo em Gestão Apícola


A consultora agrícola Espaço Visual (www.espaco-visual.pt) vai arrancar com um curso formativo em Apicultura (Gestão da Actividade Apícola), com início no dia 25 de Outubro (Sábado).As inscrições são limitadas a 8 participantes e os interessados devem entrar em contacto através do email: dep.comercial@espaco-visual.pt ou do telefone: 224509047.   
Com sessões agendadas para o sábado de manhã, entre as 9.30 e as 13.00 horas, este curso está organizado para realizar 1 sessão por mês, com conclusão em 9 de Maio de 2015, perfazendo 28 horas de formação. Destinado a empresários, gestores e potenciais investidores e interessados na produção apícola, este curso acompanha todo o ciclo produtivo.

Enquadramento
A apicultura é uma oportunidade de negócio muito atraente. No entanto, como qualquer negócio, se não for devidamente gerido e acompanhado pode levar a perdas elevadas, neste caso porque as abelhas são muito sensíveis a pragas e doenças. O Estágio Formativo em Apicultura é uma oportunidade de estar no terreno, contactando com a prática e com a experiência de um produtor. O participante tem a oportunidade de visualizar, praticar, registar e esclarecer as suas duvidas nesta atividade.

Objetivos
Contactar com as atividades de gestão e operacionais de uma exploração apícola.
Reconhecer os princípios da gestão e organização de uma exploração apícola.
Identificar os requisitos para a instalação e/ou manutenção de um apiário.
Efetuar operações de manutenção num apiário.
Realizar a extração do mel.
Observar a aplicação de boas práticas de higiene na extração e conservação do mel.

Conteúdos
A exploração apícola – conceitos básicos;
Equipamento para manuseamento das abelhas;
Gestão e organização da exploração;
Controlo de pragas e doenças;
Preparação da campanha de Outono/Inverno.
Verificação, correção e finalização dos desdobramentos;
Cresta do mel.
Manutenção de Inverno.
Preparação para o aumento do efetivo;
Desdobramento de colmeias e substituição de rainhas.
Manutenção de apiários;
Extração do mel.
Instalação de novos apiários: legislação, planeamento e intervenções.
Preparação de colmeias para a transumância;
Acompanhamento dos apiários.

Workshops são base do sucesso empresarial


A informação é a base de qualquer projecto empresarial agrícola sustentado. Com base nesta ideia, a consultora agrícola Espaço Visual tem vindo a organizar workshops e estágios formativos nas mais diversas áreas do negócio agrícola.
Preparar os jovens agricultores para as dificuldades com que se vão deparar ao longo da consolidação do seu negócio é o objectivo destas iniciativas. Como as imagens que aqui publico demonstram, são cada vez mais os interessados a aderir a estas iniciativas.
A Espaço Visual cumpre, assim, um serviço público que vai de encontro às necessidades da nossa agricultura. Quanto melhor preparado estiver o jovem empresário agrícola, mais sucesso vai ter, mais valor acrescentado vai conseguir aportar para o seu negócio, mais forte e competitiva fica a agricultura portuguesa.
Saber tomar a decisão certa, na altura certa; fazer a operação certa no momento certo - são premissas essenciais para potenciar um negócio, criar riqueza e emprego, e, assim, fortalecer a nossa economia e a dinâmica da agro-indústria.