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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

IBR de Guimarães - Elaboração do Plano de Negócios (AVISO Nº3)


INCUBADORA DE BASE RURAL | Aviso de Abertura da segunda Etapa do Programa de Incubação da IBR de Guimarães.
ETAPA - Elaboração do Plano de Negócios (AVISO Nº3)







quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Recolha de informação/opinião

 Boa noite Sr. José Martino,

Começo por lhe agradecer toda a informação que tem facultado no seu blog, tem servido de muita ajuda.

O meu nome é  .... sou natural de.... e acabei a minha licenciatura de gestão na universidade do Algarve há cerca de 2 anos, a minha família tem alguns terrenos espalhados entre Loulé e Faro mas é tudo á volta de 1ha / 2 ha no máximo, mas que estão praticamente ao abandono tirando um deles que tem lá algumas alfarrobeiras espalhadas.

 A minha ideia seria aproveitar os terrenos que já possuo, apesar de não terem muitas dimensões e servir de teste ao mercado para a plantação que iria iniciar, ou alugar algum terreno com dimensões  maiores para servir como economia de escala.

Outra situação importante seria o fornecimento de água, que ainda tenho que analisar como se deve fazer. Em relação ás culturas a iniciar, estou em fase de decisão. Gosto de recolher toda a informação possível para analisar e decidir o melhor possível e por isso ainda quero ir visitar alguns terrenos/produtores para ter uma ideia melhor no terreno como se faz e ter ideia dos problemas iniciais e no geral.

 Irei escolher apenas uma cultura, mas as que tenho em mente são:
- Abacate

- Physalis

- Maracuja 

- Espargos

- Cogumelos

- Alfarrobeiras

Agora entre cada cultura existem as suas vantagens/desvantagens.

A ideia seria escolher uma destas culturas para testar o mercado e o escoamento comercial em dimensões pequenas ,assim como alguns problemas que possam surgir e depois avançar para dimensões de escala para ter uma rentabilidade boa.

Concluindo gostava de saber a sua opinião em relação a esta abordagem e ao tipo de culturas que sugeri em cima.


Aguardo resposta.

Cumprimentos 


Comentários:
1. Acho que deve elaborar um plano de negócios sumário para cada uma das atividades, recorrendo à internet, posteriormente, visitando produtores para validar a informação recolhida e colmatar os dados que não conseguiu recolher na rede. Para concluir o seu processo deve contatar uma consultora para lhe validar os dados e os planos de negócios (recomendo Espaço Visual - Eng. Sóna Moreira - 917 075 852).

2. Deve começar com uma economia de escala que lhe garanta o mínimo de sustentabilidade para a atividade em causa, fazendo o investimento em parcelas que passados 2 a 4 anos lhe permitam crescer no mesmo local ou muito próximo, devendo atingir a dimensão mínima que lhe baixa os custos fixos (dimensão menor da economia de escala).

3. Se quer experimentar e conhecer a sério cada uma das atividades vá estagiar para explorações profissionais que desenvolvem as atividades potenciais que quer dominar. É o modo mais prático e barato para chegar aos pormenores, sem risco empresarial na aprendizagem, com quase exclusão do seu risco quando investir e pós investimento. É simples e barato, 99% dos empreendedores não quer praticar este método porque demora tempo, prefere perder milhares de euros na sua casa para aprender por tentativa e erro.

4. Se quer desenvolver o processo empresarial agrícola tendo o apoio de uma incubadora vá investir em Guimarães e tire partido da Incubadora de Base Rural de Guimarães através do seu programa de incubação: 1.ª etapa - Oficina do Empreendedor (5 dias: avalie se tem perfil para empreendedor e conheça durante 3 dias as principais atividades empresariais do mundo rural); 2.ª etapa - Elaboração do Plano de Negócios (média 3 meses; programa que decorre à distância com o apoio de um mentor para desenvolver o plano de trabalho com acompanhamento de reuniões semanais via skype e uma reunião mensal presencial); 3.ª etapa - Networking e Cooperação (cada um instala o seu negócio; hà uma reunião mensal de grupo em que cada empreendedor apresenta a sua experiência e coopera com os restantes membros que estão na mesma etapa).

5.Na sua lista de atividades a cultura do abacate, caso o seu terreno tenha condições de solo e clima adequados, é para mim aquela que tem maior potencial e mercado.








quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Não, obrigado!


Precisa de dinheiro urgente? Nós podemos ajudar! Você está com problemas agora ou está com problemas? Desta forma, damos-lhe a oportunidade de desenvolver novos desenvolvimentos. Como uma pessoa rica, sinto-me obrigado a ajudar as pessoas que tentam dar-lhes uma chance. Todo mundo merece uma segunda chance e, uma vez que o governo falhar, eles terão que vir dos outros. Nenhuma quantia é demais para nós e a maturidade que determinamos por acordo mútuo. Sem surpresas, sem custos extras, mas apenas montantes acordados e nada mais. Não espere e comente nesta publicação. Insira o valor que deseja solicitar e entraremos em contato com todas as opções. Entre em contato conosco hoje em .....Precisa de dinheiro urgente? Nós podemos ajudar! 

Comentários:
1. Ao longo do tempo nos muitos pedidos que pedi para responder ou publicar neste blogue, recebi algumas mensagens do teor da exposta neste post, as quais todas formas por mim apagadas e não divulgadas.

2. Questões que coloco a mim próprio:
      a) Quem promove este tipo de estratégia para eventual concessão de crédito e com que objetivos?
      b) Qual o interesse dos seus promotores na tentativa se lhes fosse permitido, tirar partido de um blogue ligado à agricultura e mundo rural? 

3. Por favor não me enviem mensagens para promoção e angariação de interessados em crédito fácil

Ajuda jovens agricultores e outros empreendedores?

Bom dia,
Reparei que em 2011 tinha um blog e ajudava jovens agricultores quanto a duvidas de projectos de investimento, gostaria de saber se ainda o faz ou se foi só em 2011
Obrigado

Comentários:
1. Continuo a ajudar jovens agricultores, seja respondendo a perguntas através deste blogue, seja na apresentação de petições públicas pedindo mais apoios financeiros públicos para a 1.ª instalação na agricultura, seja em artigos de opinião em meios de comunicação defendendo a prioridade de apoio aos jovens empresários agrícolas.

2. Infelizmente o tempo disponível para este trabalho de interesse público é mais limitado que no passado porque tenho mais trabalho em projetos de investimento  na agricultura e agro industria, ações de desenvolvimento rural (incubadoras de base rural, planos estratégicos de desenvolvimento, modelos técnico económicos de fileira, etc.) e por isso, tenho colocado menos respostas neste blogue.

3. Irei continuar a responder às perguntas dos jovens agricultores, bem como a outros potenciais empreendedores na agricultura e no mundo rural, desde que os pedidos respeitem o indicado no texto colocado no topo deste blogue.  

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

SEGUROS AGRÍCOLAS


75% dos agricultores de Portugal não fazem seguros agrícolas de colheitas. Porque será?
E primeiro lugar porque são caros, o custo do pagamento do prémio do seguro é demasiado elevado para o rendimento liquido gerado pelas principais culturas, exceto quando o produtor é associado de uma organização de produtores (OP) podendo obter apoios públicos comunitários e nacionais através do respetivo programa operacional (PO). Em segundo lugar, o agricultor não tem seguro porque há riscos não cobertos como sejam os prejuízos decorrentes de pragas e doenças (apesar de estar legislado, na prática nenhuma companhia faz este seguro) e outros decorrentes das alterações climáticas (e.g. seca nos prejuízos decorrentes das perdas de produção e das plantas mortas, etc.).

Como incrementar o número de apólices de seguros agrícolas com o objetivo de tornar o sistema que gere os seguros sustentável financeiramente?
Certamente que o 1.º fator é o preço, o 2.º ponto de interferência é o grau de cobertura dos riscos estar em linha as causas dos prejuízos, a 3.ª referência é o sistema de indemnizações no caso de haver prejuízos ter o mínimo de justiça e ser célere, o 4.º item quem estiver integrado no sistema de seguros ter melhores apoios públicos, no caso de calamidade pública, face aqueles que não subscreveram o seguro.
Pode-se colocar a questão, dado Portugal é um país de pequena dimensão, não seria interessante o sistema de seguros estar integrado num outro sistema segurador pertencente a um país de maior dimensão, com o objetivo de se tirar partido das economias de escala para ter valores de prémio muito baixos e competitivos?

domingo, 17 de dezembro de 2017

Texto publicado na Gazeta Rural de 2017.12.14: Antevisão do ano de 2018 para as agriculturas de Portugal


Para o ano de 2018 prevê-se que ao nível das agriculturas de Portugal continue a assistir-se ao mesmo tipo de estratégias e fenómenos que ocorreram no ano de 2017:
1.       Incremento das exportações de produtos agrícolas e agroindustriais acima do crescimento da economia, uma estagnação do investimento por bloqueio do PDR2020  (orçamento muito limitado face à procura nas candidaturas submetidas) ausência de decisão na priorização de apoio a cada uma das candidaturas de 1.ª instalação de jovens agricultores, falta de apoio efetivo aos empresários agrícolas e agricultores da região Interior de Portugal onde os negócios da agricultura têm investimentos mais caros, maiores custos de exploração e maiores dificuldades e de acesso aos mercados.
2.       O crédito bancário para apoio aos investimentos na agricultura, sobretudo dos jovens agricultores, vai continuar muito limitado, pois assenta no apoio às candidaturas aprovadas pelo PDR2020 (aprovações em número e valores diminutos) praticamente não existindo para apoiar investimentos que não tenham comparticipação de fundos financeiros públicos. Esta situação só era invertida se houver um trabalho político de convencer a banca a apoiar efetivamente os investimentos na agricultura com especial incidência nos jovens agricultores.
3.       É altamente provável que a seca esteja para continuar no ano de 2018 e nesta perspetiva, irá assistir-se a decréscimo acentuado das produções agrícolas e diminuição da respetiva qualidade. Vai existir pressão para que Portugal avance rapidamente com um programa de investimento ao regadio público e privado com o objetivo de reter e armazenar as águas superficiais.
4.       No ano 2018 o risco de incêndio irá continuar muito elevado porque o nível de massa combustível nas florestas continua em níveis alarmantes, embora sendo provável que a melhor gestão dos meios de combate aos fogos e ignições se repercuta no seu maior controlo. Além disso, enquanto não existirem faixas sem qualquer combustível, largura de 200 m com pastagens, a cada 10 km de floresta (quadriculas máximas de floresta com10 km de lado)  o risco de grandes incêndios e centenas de milhares de hectares ardidos, será muito provável (o recurso a fogo controlado durante este inverno em pelo menos 120 000 hectares de florestas, empregue com a metodologia indicada no presente parágrafo, é o único meio efetivo para limitar os incêndios de 2018, todas as outras medidas em execução com exceção do combate, só  darão resultados a mais de 2 anos).
Prevejo que em 2018 os empresários agrícolas irão dar maior importância:
1.  Aos seguros agrícolas devido à seca e o previsível maior número de acidentes climáticos.
2.  À formação profissional e capacitação dos empresários, chefes de exploração e operadores especializados, porque será a melhor estratégia para tirar partido dos recursos existentes e manter a rentabilidade das explorações agrícolas, tem por base o aumento dos custos de exploração e limitação das produções, devido à seca, não havendo a contrapartida de aumento em igual proporção dos preços de venda das produções.
3. À agricultura digital e de precisão, porque aparecerão novas soluções tecnológicas e ao mesmo tempo verificarão que é o caminho para as suas empresas se manterem competitivas e exportadoras


Votos de Feliz Ano de 2018!


sábado, 16 de dezembro de 2017

Artigo publicado no semanário Vida Económica 2017.12.15 - Um apelo ao Presidente da República


José Martino
Consultor e empresário agrícola
É com enorme consideração e respeito pelo papel que o Presidente da República tem assumido nos últimos meses perante a tragédia que se abateu sobre o Interior do País, fustigado pelos incêndios dos últimos meses, que lanço ao Professor Marcelo este apelo.
Não é um apelo isolado e de alguém que teve e tem alguma representatividade institucional junto dos agricultores portugueses. É um apelo de centenas, para não dizer milhares, de jovens agricultores, que me endereçam todos os dias emails para o meu blogue (jose.martino@blogspot.pt) denunciando a falta de apoios do Estado aos jovens agricultores do Interior – apesar de alguma “propaganda” fazer crer o contrário.
Eu sou apenas o veículo deste apelo desesperado – talvez porque tenho algum acesso ao espaço público, talvez porque acreditam esses jovens agricultores que a minha luta de muitos anos em defesa da agricultura portuguesa merece que eu seja o seu porta-voz.
E assim sendo, não posso nem quero defraudá-los. E a questão, Sr. Presidente é esta: porque é que mais de metade dos projetos de candidatura dos jovens agricultores aos fundos comunitários através do PDR2020 para se instalarem na agricultura, os quais estão em análise não serão apoiados com o argumento de que não há orçamento disponível? Mais Sr. Presidente, sabe que se o projeto de um jovem agricultor não obtiver apoio do PDR2020 não consegue que a banca o apoie através de crédito ao investimento? Sabe V. Exa. que neste momento é fácil obter crédito com custo de 1% para comprar carro novo ou casa, investimentos estes que geram importações e criam riqueza de forma limitada limitada e que pelo contrário, os jovens empreendedores em projetos que criam riqueza quando têm acesso ao crédito estes tem custos muito elevado (acima dos 4%)?

Então não é a agricultura portuguesa uma prioridade? Então o Interior não merece e deve ser apoiado, depois desta tragédia? Reflorestar, sim. Reconstruir, sim. Indemnizar, sim. Mas também ajudar e apoiar a agricultura, zonas sem combustível da biomassa entre manchas florestais e aqueles que podem regressar o investimento, a iniciativa, a riqueza, a inovação, a agricultura digital e de precisão, enfim, o futuro desenvolvido e sustentável.
Porque é que o orçamento de Estado não canaliza mais verbas para o apoio e o financiamento dos projetos destes jovens agricultores? O orçamento não estica? Claro que não. Mas a política governativa é eleger prioridades, apoiar umas medidas e ações do PDR2020 em detrimento de outras, estas serão aquelas que vão de encontro aos superiores interesses públicos de Portugal, e.g. a 1.ª instalação de jovens agricultores (uma reforma estrutural porque só 7% dos empresários agrícolas são jovens, muito abaixo da média da União Europeia).

Nos tempos da crise, a agricultura foi a almofada social que amorteceu muita da crise social e económica. Muitos jovens regressaram à terra em boa hora, rejuvenescendo um setor envelhecido e obsoleto, mas tal mudança estrutural não pode parar porque mais de 50% dos agricultores e empresários agrícolas ainda têm mais de 60 anos.
Hoje, a agricultura é um dos setores económicos onde mais se incorpora a inovação, a modernização. Esse valor acrescentado, trazido pelos jovens empresários agrícolas, está bem evidente no aumento das exportações dos nossos produtos agrícolas.
Por isso, Sr. Presidente, do alto do seu magistério e da sua incontornável influência, lanço-lhe a proposta da concretização de uma grande conferência sobre os jovens agricultores portugueses, a realizar em Figueira de Castelo Rodrigo, no centro/interior do país, onde esses problemas se fazem cada vez mais sentir, desafiando os principais bancos que operam em Portugal a explicar o que fazem e o que poderão fazer para apoiar melhor estes empreendedores, bem como visitar alguns dos projetos instalados e a instalarem-se tendo como o objetivo conhecer in loco a realidade e fazer com que a sociedade portuguesa tenha consciência do desafio do que é um jovem investir no Interior e dar durante um dia a notoriedade devida aos seus problemas e respetiva resolução.

Acredito que é sensível, como tem mostrado, a esta problemática. E, se assim for, julgo que o País dará um passo em frente, a nossa economia ficará mais forte e robusta e o país mais equilibrado e homogéneo.


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

AVISO DE ABERTURA PARA CANDIDATURAS PROGRAMA DE INCUBAÇÃO - INCUBADORA DE BASE RURAL DE GUIMARÃES







Pecuária florestal

As mudanças que são necessárias realizar nas florestas de Portugal para as tornar mais resistentes aos fogos agora que as alterações climáticas são mesmo uma realidade que veio para ficar, passam sem qualquer sombra de dúvida pela redução da massa combustível, quer nas florestas, quer na envolvente. Para esta estratégia ser eficaz é preciso desenvolver a agricultura levando-a envolver as manchas florestais, a fazer com que amplas manchas não tenham massa combustível, que possam ser zonas de reposição e combate aos fogos ou incêndios ou zonas tampão naturais à propagação dos fogos ou incêndios. A redução de combustíveis nas florestas passa pela sua gestão retirando vegetação rasteira, desbastando árvores, execução de desrames, etc. Estas operações podem ser feitas por meios manuais, mecânicos, utilização de animais, etc. A silvo pastorícia é uma atividade que desejavelmente irá desenvolver-se, porque é eficaz na sua ação e por si mesma gera resultado económico direto e imediato ao contrário do que acontece com todas as outras técnicas de gestão florestal, o seu custo só é pago quando há lugar à venda do material lenhoso. A pecuária exige competências específicas de quem a explora porque é preciso saber alimentar os animais, 365 dias por ano, prevenir e combater as suas doenças, tirar o melhor partido da reprodução dos animais para a produção de carne e leite nas épocas de mercado mais propícias, etc. Esta limitação pode ser ultrapassada pela implementação das escolas de pastores, pelo recurso e uso de novas tecnologias, o chamado “pastor eletrónico” pela implementação das organizações de produtores que deem valor acrescentado às produções. Nesta perspetiva creio que os animais das raças autóctones, melhor adaptados aos alimentos que são naturalmente produzidos nas florestas e redondezas, bem como aos climas, serão uma melhor via para obtenção de produtos de qualidade, DOP e IGP, consequentemente com melhor acesso aos mercados e maior potencial de valor acrescentado das suas produções.  Está na altura de se organizar melhor a sua comercialização como forma de incrementar as quantidades produzidas e o valor a distribuir ao longo da fileira. 

sábado, 25 de novembro de 2017

Falta de Cooperação - paradigma a ultrapassar nas agriculturas de Portugal

As agriculturas de Portugal, a agro industria, a industria do calçado e da têxtil, entre outras atividades económicas, são excelentes exemplos de atividades tradicionais que desde há alguns anos estavam condenadas ao desaparecimento caso fossem seguidas os diktats  da opinião pública e publicada, pelo contrário,  verificou-se que tal não aconteceu, pois os respetivos negócios cresceram, desenvolveram-se e tiveram algum incremento  do valor acrescentado, cenário este que é o resultado da continuação e do querer dos empresários destes setores, os quais não baixaram os braços, continuaram a trabalhar de forma árdua e persistente para estarem à altura dos compromissos com colaboradores, fornecedores, clientes, etc.
É óbvio que as condições económicas e políticas da envolvente dos negócios têm influência nos seus resultados, positivos ou negativos, mas sobrepõem-se muitas vezes a estas limitações externas, a qualidade e competência dos empresários, medidas pelos resultados alcançados pelas empresas, sendo estes decorrentes de forma direta das caraterísticas de personalidade do líder empresarial, como sejam a sua competência, organização, rigor, disciplina, liderança, etc.
Este fenómeno também se verifica nas agriculturas de Portugal, há empresários com excelentes resultados e muitos outros com graves problemas, notando-se paralelamente que todos estão a fazer o seu caminho ao mesmo tempo que há integração startups e novos empresários, sejam eles jovens (mais frequentes em número) ou menos jovens.
Este caminho de renovação está a percorrer-se de forma lenta, com altos e baixos, podia ser mais rápido e eficaz para a economia de Portugal, se houvesse uma política de apoio financeiro de forma consistente ao longo do tempo e em tempo útil, quer nos incentivos não reembolsáveis das ajudas públicas ao investimento, quer no crédito bancário, quer noutras veículos ou figuras financeiras. Por outro lado, deveria existir na sociedade de Portugal um movimento de apoio aos investidores, traduzido num esforço coletivo de apoio e valorização social dos empreendedores, todos aqueles que se dedicam e querem dedicar ao setor agrícola e agro industrial.
Apesar de todas as dificuldades e limitações há quem não desista, quem continue a lutar para ter sucesso, quem seja massa crítica neste processo. Acredito que este grupo irá engrossar e conseguir influenciar a opinião pública e a classe política dirigente, no sentido de conhecer, valorizar e dar voz a estes heróis anónimos, na perspetiva de melhorar o negocio das agriculturas de Portugal, as suas exportações, a substituição das importações por produção nacional competitiva. Este movimento tem de se traduzir no futuro próximo numa causa nacional, numa cooperação e entreajuda para melhorar a eficiência e eficácia económicas, onde todos querem ajudar, uma onda cooperação que empurre o sucesso de uns para o sucesso dos colegas de atividade e negócio.
Quem está disposto a percorrer este caminho? Quem quer dar o primeiro passo? Quem quer desatualizar o preconceito “os portugueses não cooperam uns com os outros”? Quem não tem medo de tentar mesmo que exista o risco de poder falhar e poder ser apontado como um exemplo de insucesso? Quem está disposto a tentar cooperar as vezes que sejam necessárias até ter sucesso?
As perguntas ficam no ar, compete a cada um de nós dar a resposta que entende como adequada aos desafios aqui lançados.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

JOVENS AGRICULTORES – PROJETOS DE 1.ª INSTALAÇÃO


Transcrevo o que está publicado no sítio da internet do PDR2020 com data de 2 de junho último (https://www.portugal2020.pt/Portal2020/pdr-2020-conclui-analise-de-candidaturas-ao-concurso-para-jovens-agricultores):

“PDR 2020 conclui análise de candidaturas ao concurso para Jovens Agricultores

02/06/2017
https://www.portugal2020.pt/Portal2020/Media/Default/Images/LOGOTipos/PDR2020_logoBIG.gif





Os beneficiários com candidaturas submetidas ao 2º Período do 6º Concurso da Operação 321 «Investimento na Exploração Agrícola»/Jovens Agricultores do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente PDR 2020, foram ontem notificados da decisão final sobre o seu pedido de apoio, tendo sido aprovados 139 projetos.
Estes projetos representam um apoio público de 35 milhões de euros, a que correspondem mais de 77 milhões de euros em investimento, conforme nota do gabinete do Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação.
A nota acrescenta ainda que "estes projetos elevam para 2970 o número de jovens agricultores apoiados por esta medida, que beneficiou de um apoio público de 393 milhões de euros, para um investimento total de 764 milhões de euros".
O Governo concluiu assim o ciclo de recuperação da análise das mais de 20 mil candidaturas do conjunto do Programa de Desenvolvimento Rural. "Destas 20 mil candidaturas, estão aprovadas 7240, a que corresponde um apoio público de 828 milhões e um investimento total de 1625 milhões de euros", acrescenta a nota.
Relativamente aos 656 jovens agricultores cujo projeto mereceu parecer não favorável, apenas por falta de dotação orçamental, poderão optar por desistir da sua candidatura ou encaminhá-la para o processo de transição para o 10º Aviso da Operação 321/4º Aviso da 311, que está a decorrer até ao próximo dia 10 de julho.
Caso optem por transitar, apenas terão que preencher um Formulário disponível no Balcão do Beneficiário para esse efeito, à luz do normativo em vigor para a transição destas candidaturas.
Poderá ainda consultar o mapa de hierarquização final para este período.
Em complemento a este esclarecimento, o PDR 2020 está a preparar um conjunto de perguntas frequentes sobre este processo, que estará disponível e em atualização no Menu FAQ.
Se necessitar de apoio suplementar, deverá enviar um e-mail para o apoio técnico PDR 2020, através do endereço pdr2020.apoio@pdr-2020.pt.

Chega-se à conclusão que no último concurso de atribuição de ajudas à 1.ª instalação de jovens agricultores houve 656 jovens que quiseram instalar-se na agricultura e que não o puderam fazer por falta de orçamento. Na minha opinião este facto é um crime de lesa pátria porque há muito poucos jovens empresários na agricultura (predominam empresários e agricultores com mais de 60 anos), sendo uma mudança estrutural da máxima importância, e se há jovens com apresentaram projetos para se dedicarem à agricultura estes não devem ser impedidos de o fazer por falta de dotação orçamental. 

Defendo que o governo deve pedir a Comissão Europeia as alterações necessárias para que sejam retirados fundos de outras medidas e ações do PDR2020 fazendo do apoio aos jovens a prioridade absoluta dos apoios à agricultura.    

Recomendo que todos os jovens agricultores que apresentaram candidaturas que ainda não estão aprovadas  enviem email à gestora do PDR2020 ( st.pdr2020@pdr-2020.pt) sensibilizando para o tempo o que passou desde a submissão da candidatura, a importância da captação de fundos públicos de apoio ao investimento, quer para o empresário, quer para a região onde se inserem, quer para mudança geracional dos empresários da atividade agrícola em causa (documentem mais possível com números a Vossa situação e enquadramento) e Ministro da Agricultura, Florestas e e Desenvolvimento Rural (devem telefonar para Ministério da Agricultura em Lisboa e pedir email mais direto para o Sr. Minsitro).

Dos emails enviados devem dar nota do seu caso, via email, às redações da Agência Lusa, principais jornais e televisões. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Espaço Visual Dicas


No sítio na internet da Espaço Visual existe uma área denominada “Dicas” onde são desenvolvidas áreas da agricultura e do mundo rural (http://www.espaco-visual.pt/dicas). Recomendo aos leitores a visita e a reflexão sobre os temas expstos. O texto mais antigo é o seguinte:

Empreendedorismo Agrícola

Número de atividades
Uma exploração agrícola deve ter pelo menos duas atividades para minimizar o risco e no máximo três atividades, só no caso de empresas de grande dimensão este número pode ser ultrapassado, porque acima de três é muito difícil ser-se especialista, quase impossível dominar-se simultaneamente todos os pormenores de execução, gestão e mercado. Para quem tem pouca ou nenhuma experiência na agricultura e na sua gestão, deve começar com uma atividade e passados alguns anos, lançar-se na segunda, quando dominar o negócio inicial.

Dimensão de início do projeto e economia de escala
As atividades agrícolas deve começar com a dimensão mínima adequada para quando atingirem o equilíbrio da tesouraria terem capacidade de crescimento, .... (continuar a ler em http://www.espaco-visual.pt/empreendedorismo-agr%C3%ADcola-0)