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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Agrogarante - Conversas de Agricultura, Vila Real 28 de junho 2018

Irei proferir uma intervenção no Fórum da Agrogarante "Conversas de agricultura - Sustentabilidade e Valor Acrescentado", Hotel Miracorgo, Vila Real, na próxima 5.ª Feira, dia 28 de junho, com o tema "Tendências do Setor na Região".

Ver programa "http://www.agrogarante.pt/pt/noticias/forum-conversas-de-agricultura-em-vila-real/"

quarta-feira, 23 de maio de 2018

SERÃO DE ALDEIA "TRADIÇÃO E INOVAÇÃO | RESILIÊNCIA EM MEIO RURAL: RAÇAS AUTÓCTONES"

Serão de Aldeia "Tradição e Inovação | Resiliência em Meio Rural: Raças Autóctones", será promovido pela Dolmen, no próximo dia 25 de maio em Cinfães, no qual irei contribuir como moderador da sessão.



quarta-feira, 9 de maio de 2018

TERRA TALKS - Próxima 6. ª Feira

Aplicações de Geoinformática na gestão e inovação de territórios rurais inteligentes
51ª AGRO, Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação
Parque de Exposições Braga, 11 de Maio de 2018 (sexta-feira)
10.00 h- Sessão de Abertura
10.10 h- A Geoinformática como instrumento e suporte á inovação e sustentabilidade de territórios rurais; Joaquim Alonso (ESA-IPVC)
10.30 h- A elaboração de gestão do cadastro geométrico da propriedade rústica; Rui Pedro Julião (FCSH-Universidade Nova Lisboa)
10.50 h- Instrumentos WEBSIG para a monitorização e gestão de atividades agrícolas em zonas vulneráveis; Pedro Castro (ESTG-IPVC)
11.10 h- O processamento e análise de séries temporais de imagens na monitorização de áreas e culturas agrícolas; Cláudio Paredes (ESA-IPVC)
11.30 h- A Geoinformática na base de uma agricultura de precisão para territórios rurais inteligentes- José Martino (Espaço Visual)
11.50 h- Debate
12.00 h- Conclusões e Sessão de fecho

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Intervenção José Martino, CEO da Espaço Visual, no lançamento da conferência "O novo quadro comunitário e as ajudas públicas para a agricultura portuguesa"


Cumprimento e agradeço ao Sr. Diretor Geral do Gabinete de Planeamento, Politicas e Administração Geral, Sr. Eng.  Eduardo Diniz, ter aceite convite para a conferência "O novo quadro comunitário e as ajudas públicas para a agricultura portuguesa" e dizer-lhe que nós Espaço Visual nos sentimos muito honrados com a sua presença e dinamização deste evento. É uma forma simples de ajudar a comemorar os 25 anos de uma organização que tem contribuído para o desenvolvimento e progresso dos agricultores, dos empresários agrícolas e agroindústriais, bem como do associativismo e organização das fileiras.

Quero cumprimentar a Dra. Diretora Geral da Espaço Visual, Sra. Eng.  Dina Fernandes, e na sua pessoa todo sos dirigentes e todas as equipas da Espaço Visual, os quais representam organização no seu momento atual de mudança geracional de 25 anos, uma marca que vive por si, para lá da sua liderança na minha pessoa, uma afirmação da mudança nos paradigmas das agriculturas de Portugal que a Espaço Visual quer acompanhar e liderar.

Cumprimento o Sr. Eng. Carlos Duarte, um amigo de longa data que tem estado disponível ao longo dos anos para ajudar a Espaço Visual.

Cumprimento os amigos, parceiros, empresários utilizadores dos serviços da Espaço Visual, interessados nestes temas das agriculturas e demais pessoas aqui presentes.

Iniciam-se hoje as comemorações dos 25 anos da Espaço Visual através de um conjunto de eventos de interesse público, que visam promover e melhorar os empresários agrícolas e as suas organizações.

Pretendo dar nota das principais linhas da história de 25 anos da Espaço Visual, de start up e empresa familiar de um free lancer, visionário, ambicioso, trabalhador incansável da promoção e desenvolvimento da fileira do kiwi, dos kiwicultores e das suas organizações, seja das diversas organização de produtores, seja da APK, à fileira dos pequenos frutos, das atividades agrícolas e agroindustriais em geral até á promoção da cultura do pistácio e dos frutos secos, uma marca na consultoria agrícola e rural em Portugal. 

Da organização de um homem só, a uma equipa restrita de pioneiros na equipa inicial que nele acreditaram e trabalharam de forma empenhada, noite e dia, para prestar bons serviços aos agricultores, até uma organização independente, autónoma, que funciona para lá do trabalho isolado de cadfa um dos seus membros. 

Da empresa do norte a uma organização nacional, de Gondomar a Beja, destes locais à próxima aposta no desenvolvimento agrícola de Trás os Montes e das Beiras. 

Dos projetos, sua implementação e pedidos de pagamento, a uma vasta gama de produtos e serviços: licenciamentos, avaliação de propriedades, seguros agrícolas, prestação de serviços de contabilidade e gestão, um amplo pacote de ações de formação profissional, presencial e à distância. Continuo orgulhoso da Espaço Visual,  EV, "escola de vida", entram colaboradores ficam melhores cidadãos, melhores profissionais, mais ajustados ao mercado de trabalho, massa crítica da sociedade e das agriculturas de Portugal.
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Quero fazer uma referência especial em público à 1.ª diretora geral da Espaço Visual, Eng. Fernanda Machado que contribuiu para o crescimento e desenvolvimento desta empresa, das equipas e da minha pessoa.

Quero dar nota pública do trabalho incansável da Atual Diretora Geral Eng. Dina Fernandes e da sua equipa dirigente, Dr. Ricardo Gonçalves, Eng. Sónia Moreira e Dr. Tiago Martino com o objetivo de tornar a empresa melhor gerida, mais moderna, mais eficaz em prestar melhores serviços  aos seus clientes. Aqui fica o meu reconhecimento público da sua liderança operacional e da sua lealdade em prol dos superiores interesses da organização.  

Fica também o meu reconhecimento público do trabalho árduo de cada um os colaboradores da Espaço Visual. O meu muito obrigado!

Quanto ao futuro, a Espaço visual irá estar na linha da frente na resposta aos novos desafios dos empresários agrícolas e das suas organizações: gestão mais eficaz, digitalização das atividades e agricultura de precisão, melhores e maiores competências profissionais, verticalização das atividades, respostas às alterações climáticas, acesso à terra, incremento da dimensão das atividades, mudança da estrutura fundiária, concentração da dimensão das atividades, etc. etc.

Lançando a conferência do Sr. Eng. Eduardo Diniz iremos certamente perceber o estado da arte da negociação do novo quadro comunitário de ajudas para agricultura, o estado atual das agriculturas de Portugal e  teremos certamente no debate de poder contribuir com as nossas ideias e sugestões para tornar mais eficaz o próximo pacote de ajudas europeias às agriculturas de Portugal.

Muito obrigado

José Martino fala sobre pequenos frutos na Agro Braga




José Martino, empresário e consultor agrícola, e um dos mais conhecidos bloggers sobre agricultura, vai fazer uma intervenção na Agro Braga, dia 11 de maio, pelas 11.50h, que se realiza no Forum de Braga.
Este evento, organizado pela CIM (Comunidade Intermunicipal) do Cávado, vai incluir um worshop sobre “Exportação e Internacionalização de Kiwis, Mirtilos e Framboesas na Região do Càvado”.
José Martino, um dos maiores especialistas nacionais sobre a fileira dos pequenos frutos, vai falar sobre O mercado internacional dos pequenos frutos e os principais mercados alvo”.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Jovens agricultores - nova legislação (portaria 118/2018, 30 de abril)

Bom dia, José Martino,

Há notícias que vão existir novas regras para atribuição de ajudas aos jovens agricultores. Confirma?
Obrigado
Cumprimentos,

Comentários:
1. Foi publicada na passada 2.ª feira dia 30 de abril de 2018, a portaria n.º 118/2018. Estabelece o regime da operação 3.1.2, «Investimento de jovens agricultores na exploração agrícola», integrada na ação 3.1, «Jovens agricultores», da medida 3, «Valorização da produção agrícola», do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente, abreviadamente designado por PDR 2020.

2. Quem precisar de saber os pormenores específicos para o seu caso concreto deve marcar uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852)

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Espaço Visual Comemora 25 anos

Diretor Geral do GPP
é convidado da Espaço Visual
Consultora comemora 25 anos com ciclo de conferências
No dia 4 de maio a consultora agrícola Espaço Visual, uma das mais prestigiadas do mercado, arranca com um ciclo de conferências para comemorar os seus 25 anos de existência.
Nesse dia, pelas 11h00, na sede da empresa, na zona industrial de Gondomar, o engº Eduardo Diniz, diretor geral do GPP  (Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral) será o orador convidado para falar sobre "O novo quadro comunitário e as ajudas para a agricultura portuguesa"
Estas sessões, abertas ao público, irão ainda debater, outros temas da atualidade agrícola, como as perspetivas de crescimento e desenvolvimento dos agricultores portugueses nos próximos 25 anos.
José Martino, CEO da Espaço Visual, afirma que a empresa tem uma responsabilidade social e de serviço público, pelo que defende uma estratégia de criação de eventos e iniciativas destinadas a não só colocar os temas agrícolas na agenda mediática mas também a contribuir para o esclarecimento e formação dos agricultores portugueses.
A Espaço Visual vai estender as comemorações dos seus 25 anos por todo o país, eestá já a preparar a próxima Ovibeja, entre os dias 27 e 30 de Abril.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Sonho em construir algo meu na área agrícola, por onde devo começar?

Bom dia Sr. Engenheiro José Martino.
Tenho acompanhado o seu blogue sobre o mundo da agricultura, desde há muito tempo, porque cresci num meio agrícola, já que a minha família esteve ligada agricultura. Tenho 26 anos, e sou do distrito de Braga, tenho procurado aprender sobre área da agricultura e tentando aceder a um projecto agrícola, trabalho já algum tempo mas o rendimento do meu trabalho não me deixa fazer grandes planos , mas sonho em construir algo meu na área agrícola  
O meu pai tem um terreno no distrito de Braga com aproximadamente 5 hectares, onde eu vivo.
Tenho um gosto especial pela agricultura, e gostava de dedicar algum do meu tempo a essa área, mas não sei por onde começar com quem deva falar, por isso mando este mail para indicar alguém aqui no distrito de Braga com quem possa falar e avançar com uma  candidatura a  um protejo agrícola.
Tenho duvidas sobre um projecto agrícola rentável, sobre todo o processo da candidatura a jovem agricultor, já tenho ferramentas, o meu pai cede-me o terreno, algumas alfaias agrícolas e tractor, precisava era financiamento e um projecto rentável e de futuro. Fico aguardar uma ajuda da sua parte, em tentar arranjar uma solução para este terreno que se encontra abandonado e que perfeitamente pode servir para um inicio de uma nova etapa da minha vida.

Comentários:
1. Comece por ler de forma exaustiva, neste blogue, os conselhos que dou a quem se quer instalar na agricultura.

2. Para o ajudar a montar um projeto agrícola de sucesso recomendo que marque uma consulta com a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual  (917075852)

terça-feira, 17 de abril de 2018

Plano de Desenvolvimento do Setor Agroalimentar Baixo Tâmega

Uma equipa da Ruris em consórcio com uma equipa da UTAD elaborou o Plano de Desenvolvimento do Setor Agroalimentar Baixo Tâmega (https://aeamarante.pt/food-cluster-revolution/plano-de-desenvolvimento/) para os concelhos de Amarante, Baião, Celorico de Baste e Marco de Canaveses, e sobre o qual assenta a proposta de desenvolvimento do Food Cluster Revolution. Foi um trabalho que se iniciou a 30 Novembro de 2016 e terminou a 31 de março de 2018.

sábado, 7 de abril de 2018

Banco de terras de Guimarães

Estão em curso as inscrições para o Banco de Terras de Guimarães, cujo prazo termina no dia 16 de abril. Esta é uma oportunidade para os proprietários de terrenos agrícolas ou florestais, que não têm vocação para os explorarem por falta de tempo ou por idade avançada, retirarem um benefício do seu terreno (renda o que equivale ao juro do capital fundiário terra que é colocado no banco).
A Câmara Municipal lançou o Banco de Terras de Guimarães através da sua Incubadora de Base Rural (IBR Guimarães), como um instrumento através do qual os proprietários podem arrendar ao Município terrenos cuidados ou abandonados ou sem utilização, para que este os subarrende a empreendedores com vontade em criar o seu próprio negócio agrícola ou de base rural.

O Banco de Terras de Guimarães corporiza um conjunto de benefícios para o proprietário, na medida em que valoriza os terrenos com potencial agrícola ou florestal, com garantia de renda por parte do Município de Guimarães. Os proprietários recebem o património fundiário no mesmo estado de uso ou ainda melhor do que o estado inicial e deixa de ter custos com a limpeza anual de vegetação, espécies arbustivas e manta morta.
As inscrições para o Banco de Terras de Guimarães estão abertas até 16 de abril. Os proprietários interessados deverão consultar o
aviso de abertura de candidaturas disponível no site do Município de Guimarães e seguir as orientações para submissão da candidatura.
A Incubadora de Base Rural de Guimarães (IBR Guimarães) foi criada em julho de 2017 com o intuito de apoiar empreendedores a desenvolver a sua ideia ou plano de negócio de base rural no concelho e tornar Guimarães como um território de referência no bom uso do solo agrícola e florestal.
O banco de terras de Guimarães é um projeto pioneiro porque é o 1.º banco de terras a funcionar em Portugal

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Pistácio ou pistacho

Muito bom dia Sr. Martino. 

Antes de mais quero felicitá-lo pelos grandes projetos e ideias para Portugal. 
Depois de eu ter pesquisado na internet descobri o seu contacto. 

Eu estou na Suíça  e pretendo regressar a Portugal em 2 anos, tenho 10 Hectares de terreno onde estava a pensar fazer  um projeto de castanheiros. 

Mas agora fiquei indeciso ao ver a plantação dos pistachos. 
Na sua opinião qual devia seguir, pois a minha dúvida é onde depois vendo a colheita dos pistachos e por quanto o venderia ao kg. 

Por hectare qual seria o rendimento  mais ou menos? 
Agradecia uma resposta  sua se pudesse e peço desculpa pelo abuso. 
Muito obrigado 

Com os melhores cumprimentos

Comentários:
1. A decisão sobre a cultura do castanheiro ou do pistácio deve ter em conta as caraterísticas de solo e clima da sua parcela, sobretudo se está em terra fria ou terra quente e água para rega que tenha disponivel.

2. Pode ser sócio da Fruystach e ter assistência técnica e venda assegurada com valorização das suas produções.

3. O preço do quilograma dos pistácios 6€, tendo um rendimento liquido de 6000 a 14 000 euros /hectare.

4. Marque uma consulta com a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917075852) mporque ela consegue ajudá-lo a saber os pormenores que necessita para tomar a melhor decisão sobre o seu investimento

quarta-feira, 28 de março de 2018

Uma proposta de estratégia de desenvolvimento económico para o Interior de Portugal

Fiquei deliciado com a entrevista que Airton Cerqueira das Delícias do Tojal deu à revista "Vida rural" (https://www.vidarural.pt/insights/unir-produtores-para-ganhar-forca-nos-mercados/).

"Delícias do Tojal" é uma empresa pioneira no lançamento de novas culturas e atividades agrícolas desde a década de oitenta do século passado e continua a experimentar novas culturas.

Esta matriz experimental começou com o José Cerqueira, pai do Airton e continua com o filho. Empresas deste tipo são modelo na estratégia de desenvolvimento, quer no presente, quer no futuro, tem por base um emigrante que regressou à sua terra, investiu, aproveitou a formação que teve em França para inovar, juntou experiência da produção em Portugal com conhecimento do mercado francês e experiência de comércio internacional, com o seu desaparecimento precoce o negócio foi continuado e melhorado pelo filho e esposa.

Este negócio, produção e exportação de produtos agrícolas, e o seu sucesso é o resultado de alguém que acredita nas potencialidades do Portugal profundo, que retorna para trabalhar em Portugal e investe numa região muito deprimida (parte norte do concelho de Vila Verde) tendo o destino das produções voltado para o exterior, para os mercados internacionais. É preciso multiplicar este exemplo, motivar os emigrantes para desenvolverem as suas terras, seja por ação direta, seja por participação em fundos mobiliários com o objetivo de investirem e desenvolverem os seus concelhos. È preciso criar esta moda porque é o caminho de futuro, sem projetos e iniciativas de investimento no Interior de Portugal não há desenvolvimento económico forte e sustentável em Portugal.

Parabéns à Vida Rural por mostrar e divulgar este exemplo! É preciso mostrar os outros José e Airton Cerqueira que ex-emigrantes que investem nas agriculturas de Portugal e no comércio internacional dos seus produtos. 

terça-feira, 27 de março de 2018

Plano de desenvolvimento do setor agroalimentar do Baixo Tâmega

Hoje será realizada a apresentação pública do “Plano de Desenvolvimento do Setor Agroalimentar do Baixo Tâmega”, destinado a criar alinhamento dos players, existentes e a entrarem na atividade,  dos concelhos de Amarante, Baião, Celorico de Basto e Marco de Canaveses.
Esta estratégia do "Food Cluster Revolution" é promovida pela Associação Empresarial de Amarante em parceria com as associações congéneres dos concelhos vizinhos e apoio da Câmara Municipal de Amarante e do InvestAmarante.

A sessão terá início pelas 10H00, com abertura a ser realizada pelo presidente da Associação Empresarial de Amarante, João Pedro Soares Pinheiro, seguida da apresentação do Plano de Desenvolvimento Estratégico do Setor Agroalimentar do Baixo Tâmega, realizada pelo Professor Luís Tibério da UTAD. A manhã termina com a oportunidade dos participantes colocarem questões sobre o plano apresentado.


Este é um trabalho desenvolvido pela Ruris em consórcio com a UTAD desde 30 de novembro de 2016

domingo, 25 de março de 2018

Tem vontade de mudar o paradigma agrícola?


Eu hoje pergunto-lhe apenas se ainda tem vontade de mudar o paradigma agrícola, ou se se rendeu ao paradigma político.

Comentários:
1. Se ler este blogue com atenção e outros artigos que tenho escrito para os jornais, bem como se estivesse atento às intervenções públicas que tenho feito em eventos ao longo de todo o território nacional nos últimos anos concerteza não lançaria o desafio que fez, porque é claro para todos que continuo determinado em criar massa crítica e mudar para melhor o paradigma das agriculturas de Portugal.

2. Tenho a certeza que Portugal irá desenvolver as suas agriculturas nos próximos anos tornando-as mais sustentáveis ambientalmente e economicamente porque está a assistir-se ao incremento e melhoria da competência dos empresários agrícolas e florestais, assim como das respetivas equipas de trabalho. 

3. Por outro lado, verifico que a inovação tecnológica e metodológica, tecnologias digitais e agricultura de precisão, modo de produção biológico e agricultura biodinâmica, etc, estão a contribuir para a mudança.

4. Portugal precisa de algumas reformas estruturais que dependem da opinião pública e, ação e vontade dos políticos,  algumas delas mais fáceis que outras, e.g. apoiar financeiramente todas as candidaturas aprovadas submetidas por jovens agricultores; apoiar todas as candidaturas de apoio ao investimento na agricultura e floresta nos distritos da região Interior de Portugal; negociar com a Comissão Europeia o emprego de mais 300 M€ + 300 M€, respetivamente para apoiar os investimentos na agricultura e floresta sem que este montantes das contas públicas de Portugal contem para penalizar Portugal; o ministério da agricultura e demais ministérios onde os agricultores precisam de obter licenciamentos e demais autorizações legais, devem tramitar os processos burocráticos dentro dos prazos legais, numa primeira fase se for preciso alarga-los para serem cumpridos em tempo útil e numa segunda fase, gerir os serviços públicos por forma a encurtar os prazos de tramitação; atribuir ajudas públicas ao investimento em função da competência do promotor (neste momento o sistema de atribuição das ajudas é cego no que diz respeito à avaliação deste parâmetro, o qual deveria contar para graduação das candidaturas); intervir para fazer a reforma da estrutura fundiária das parcelas e explorações agrícolas seja através da publicação de lei que obrigue as heranças indivisas a fazerem as partilhas em 2 anos, caso contrario o património é vendido por um agente de execução nomeado pelo tribunal tal como é feito na metodologia de extinção de empresas, pagos os impostos e o dinheiro restante dividido pelos herdeiros, seja através de um banco público de terras que arrenda prédios rústicos aos proprietários que o queiram fazer de forma voluntária e o subarrenda aos empreendedores através de aviso público (é um banco porque paga juros (renda) pelo capital fundiário (terra) havendo a garantia do Estado no pagamento da renda ao proprietário mesmo que o subarrendatário não pague e na devolução da terra no mesmo estado de uso ou melhor com que a recebeu no inicio do prazo do contrato de arrendamento), etc. etc.

5. Voltando à minha pessoa e ao que tenho feito para mudar o paradigma das agriculturas de Portugal:
a) Ajudei a desenvolver, a crescer, a incrementar o valor acrescentado para os kiwicultores seja pela assistência técnica de campo, captação de fundos públicos para o investimento na kiwicultura e agroindustria (Bfruit, Frutas Douro ao Minho, Kiwicoop, Kiwi Greesun, Prosa), no lançamento e na presidência da direção durante dois mandatos na  APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores, no lançamento e promoção em Portugal dos kiwis arguta Nergi  (50 ha);
b) Ajudei a promover a reconversão de algumas centenas de hectares de vinha em Castelo de Paiva e Guimarães;
c) Ajudei a criar a RefCAst - Associação Portuguesa da Castanha, sou o presidente da mesa da Assembleia Geral e também estive, antes de haver de associação, no lançamento da rede de cooperação RefCast;
d)Promovi algumas centenas de hectares da cultura dos pequenos frutos ao longo de Portugal, estive junto com a Eng. Fernanda Machado e alguns outros parceiros na elaboração do plano de negócios e no lançamento da Bfruit (organização de produtores de pequenos frutos e mais recentemente foi reconhecida para outros frutos frescos que começou a sua atividade em setembro de 2013) que hoje agrega mais de 130 produtores.
e) Estou apostado desde 2015 em promover a cultura do pistácio, alguns milhares de hectares na região do Interior de Portugal, assim como organizar a sua produção e comercialização através de uma organização de produtores (Fruystach) para obter o futuro reconhecimento formal. No próximo futuro irei promover outras culturas de frutos secos porque são muito importantes para ajudar ao desenvolvimento das regiões mais deprimidas de Portugal
f) Ajudei junto com a minha equipa da empresa de consultoria Espaço Visual, este blogue e outras intervenções públicas, a instalar milhares de jovens agricultores;
g) Através da empresa de consultoria Espaço Visual da qual sou CEO, ao longo dos últimos 25 anos,  ajudei/ajudamos milhares de pessoas investirem e melhorarem as suas explorações agrícolas, assim como formarem-se e ganharem competências, obterem licenciamentos de atividades, terem contabilidades agrícolas e agroindustriais cumprindo a lei e sendo mais competitivas;
h) Mais recentemente através da empresa de consultoria Ruris, também sou o CEO, elaboramos planos estratégicos de desenvolvimento rural, agroalimentar, fileira, etc. para regiões concelhos, atividades, desenvolvemos modelos de incubadoras de base rural de nove geração, concebemos e lançamos bancos de terras, etc.;
i) Sou empresário agrícola no kiwi e noutras atividades agrícolas;
j) Escrevo neste blogue, jornais generalistas e económicos, revistas técnicas, etc. com o objetivo de transmitir a minha experiência, criar massa crítica, contribuir para agriculturas mais competitivas.

6. Espero continuar ao longo dos próximos anos a contribuir para a mudança efetiva no paradigma das agriculturas de Portugal porque tenho conhecimento, experiência, equipas preparadas e capazes para o efeito e continuo com mais vontade de o fazer de sempre.

7. Faço votos para se junte a mim e a muitos outros apóstolos do prestigio de sermos agricultores e estarmos na agricultura.                     

Cereais de inverno

Olá,
Verifico que no seu blogue ajuda e responde a todos sobretudo jovens agricultores, a quem não percebe nada de agricultura até aqueles dominam a atividade. No meu caso estou ligado à cultura de cereais de inverno e gostaria de saber a sua opinião sobre este setor: deve continuar como está ou fazer o trabalho de loby centenário do junto do Estado para se manter com apoios públicos tendo maior dimensão?

Agradeço a resposta.

Cumprimentos,

Comentários:
1.      Portugal não tem condições de solos e clima para a cultura dos cereais de inverno que lhe permita ter a quantidade necessária para abastecer o seu mercado interno.
2.      Na minha opinião não se deve incrementar a cultura dos cereais através de apoios públicos, diretos ou indiretos, porque existem culturas alternativas mais adaptadas e rentáveis que contribuem de forma mais competitiva para o incremento das exportações ou substituição de importações. O valor financeiro gerado por estas atividades deve ser usado para comprar cerais no mercado internacional a países que são muito competitivos a produzir cereais a baixo custo. A Holanda é e.g.  desta estratégia porque produz 5% das necessidades do seu consumo e não deixa de ser um país com independência alimentar.
Em Portugal, na produção de cereais, deve-se optar por variedades para nichos de mercado que pagam mais por essas produções, cerais para matéria primas de qualidade usadas na produção de malte para cerveja, baby food e farinhas especiais para panificação, etc.