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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Sistema suporte kiwis


Pormenor de sistema de conexão entre vigas de betão colocadas na horizontal sobre poste de betão na vertical

Enxertia Pinheiro


Enxertia em pinheiro para evitar a fase juvenil e entrar em produção em período temporal mais curto. A escolha de bons clones para a produçao de pinhas é fator chave de sucesso nesta atividade

Pinhões


A produção de pinhões é uma atividade muito interessante porque é muito rentável com baixo custo de investimento. Mais informações contatar eng. Sónia Moreira 917075852.

Enxerto kiwi arguta


Enxertia em planta de kiwi


Enxerto de kiwi realizado em final de inverno. Utiliza-se fita isoladora para apertar o garfo ao cavalo, assim como para isolar os cortes evitando as perdas de humidade

Kiwi arguta com rede de proteção


Plantação de kiwis arguta no sistema de condução "pérgola" ou "ramada"

terça-feira, 21 de junho de 2016

Mirtilo ou pistácio


"Queria antes demais agradecer-lhe pelas excelentes dicas do seu blog, e por nos manter a todos informados sobre varios assuntos.

Sou proprietario de um terreno de cerca de 3,5 hetares na zona de Vilar de Besteiros (Tondela), com possibilidade de crescimento e com água disponivel.O investimento mais "facil" seria partir para os eucaliptos, mas goataria de avaliar a possibilidade nesta zona de outras culturas com sucesso.

Tenho uma especial curiosidade/estudo sobre os mirtilos e pistacheiros, mas para os primeiros o solo nao me parece o mais adequado, e para os segundos penso que ja pode existir falar de horas de frio.

Resumindo, para esta faixa do pais, qual a cultura mais interessante á partida?

Quais os passos a seguir para ter uma vossa avaliação do terreno?

Como estão os projetos e respetivos apoios? Existe algo para o eucalipto?"

Comentários:
1 -  O mirtilo parece-me do ponto de vista macro uma excelente oportunidade para essa região de Viseu (aí as plantas têm melhor desenvolvimento que qualquer outra local nas regiões norte e centro).

2 - Quando o solo não é adequado faz-se a cultura em vaso, o que garante maiores produtividades nos pirmeiros anos face à cultura do mirtilo no solo e pelo menos 20 t /ha em plena produção (5.º ano).

3 - Uma exploração com 3 - 3,5 ha de mirtilos parace-me o mais adequado para quem se lança na atividade.

4 - Não me parece que essa região tenha aptidão para o pistácio pelas chuvas e alta humidade atmosférica na primavera.

5 - Para ter uma avaliação ao seu terreno contate a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).

6 - A partir de novembro próximo haverá concurso para os apoios do PDR 2020 (jovens agricultores com subsídios até 60% e outros agricultores com incentivos não reembolsáveis até 50%)  

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Apostar nos Pequenos Frutos

EV BASTO ORGANIZA VISITAS
A EXPLORAÇÕES DE PEQUENOS FRUTOS

Dia 18 de junho em Guimarães e Moreira de Cónegos

A empresa de Desenvolvimento Rural EV Basto, sediada em Cabeceiras de Basto, vai organizar uma visita de estudo a explorações de pequenos frutos, em Guimarães, e à Bfruit, uma organização de produtores sediada em Moreira de Cónegos.
A esta iniciativa, que se realiza no próximo dia 18 de junho, é dirigida a jovens agricultores e empresários agrícolas com interesses nas áreas da cultura da framboesa, mirtilos e groselha.
As inscrições terminam no dia 16 de junho, próxima 5ª feira, e podem ser feitas através do email geral@evbasto.pt ou do tel. 913801256. As exportações de pequenos frutos têm vindo a ter um crescimento significativo, assente na qualidade do produto "made in" Portugal e também porque o seu consumo se traduz em efeitos positivos na saúde.
"Todas as iniciativas que têm a preocupação de levar os jovens agricultores e empresários agrícolas a visitar exemplos de boas práticas e de sucesso, aqui e lá fora, são fundamentais para fazer crescer o negócio. Só com conhecimento prático se pode ter sucesso", garante o consultor e empresário agrícola José Martino.

Conferência "Pesca, Aquacultura, Transformação e Conservação do Pescado"


A Fileira Alimentar do Mar é uma fileira fundamental para o desenvolvimento da economia do mar e do país.
Portugal é um dos países com maior diversidade de espécies de elevada qualidade e com maior experiência na preparação do pescado.
Os benefícios económicos e sociais que estas indústrias têm gerado para o país são elevados, sendo necessário continuar a valorizar e desenvolver esta fileira.
Neste contexto, no âmbito do Curso de Especialização – Gestão e Valor na Fileira Alimentar do Mar, no dia 25 de junho, será realizada, na Figueira da Foz (Palácio Sottomayor - R. Joaquim Sotto Mayor, nº 75 | 3080-209 Figueira da Foz) a conferência “Pesca, Aquacultura, Transformação e Conservação do Pescado”.
Agenda:
15h00 – Boas Vindas
Manuel Castelo Branco – Presidente Coimbra Business School – ISCAC
15h10 – Abertura
Secretário de Estado das Pescas – José Apolinário (a confirmar)
Presidente da Câmara da Figueira da Foz – João Ataíde
15h30 – Pesca, Aquacultura, Transformação e Conservação do Pescado
Oradores:
Ana Paula Queiroga - Docapesca
Manuel Tarré – Gelpeixe
Pedro Jorge - Frip
Rui Costa e Sousa – Rui Costa e Sousa
Sérgio Real – A Poveira
Moderador:
Miguel Marques
18h00 – Degustação - cortesia Docapesca
Apontamento musical

Caso pretenda juntar-se a nós nesta conferência, pedimos que confirme a sua presença, até ao próximo dia 23 de junho de 2016, para o email: bs@iscac.pt

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Movimento civico "Mais Portugal 2020 para a Agricultura"

É preciso colocar mais 300 M€ de orçamento nacional para apoio ao investimento na agricultura, negociando com a União Europeia para este valor não conte como défice excessivo, para apoiar os jovens que querem investir na agricutltura e impedir atrasos substanciais nos pagamentos. 


Se estiver de acordo assine a petição http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT81393


Texto da Petição:


Mais Portugal 2020 para a Agricultura

Para: Presidente da República Portuguesa

Exmo. Senhor Presidente da República
Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa

Considerando que V. Ex.ª é um homem de causas.
Considerando que recentemente esteve em Berlim, com a Chanceler Merkel, para apelar à não aplicação de sanções a Portugal por procedimento por défice excessivo.
Considerando que V. Exª é a voz mais autorizada e mais influente deste País.
Considerando que toda e qualquer ação em defesa de Portugal, dos portugueses, da sua economia e da sua qualidade de vida terá em si um defensor intransigente.
Venho na qualidade de empresário e consultor agrícola com quase 30 anos de atividade apelar-lhe para que junto do Governo e das instâncias europeias possa defender um aumento de 300 milhões de euros de fundos comunitários para a Agricultura portuguesa que não seja considerado para défice excessivo.
Pergunto-lhe com humildade Sr. Presidente: vamos permitir que o nosso setor agrícola volte a ser o parente pobre da economia ou aproveitamos o novo paradigma que foi alcançado e canalizamos para este setor as verbas necessárias?
Temos a coragem de fazer da agricultura uma prioridade política e investimos aqui mais 300 milhões de euros ou deitamos fora o que foi conseguido e retrocedemos décadas, com as consequências para o emprego, para as exportações e para a modernização da economia?
É preciso negociar com Bruxelas o aumento do Orçamento Nacional para a Agricultura e o respeito pela regra do défice excessivo? Que se negoceie!
É preciso cortar nas gorduras do Estado sem dó nem piedade? Que se corte!
É preciso convidar o comissário europeu para a Agricultura, o presidente da Comissão Europeia e o presidente do Eurogrupo a visitarem Portugal? Vamos a isso!
Aqui, V. Ex.ª tem um papel fundamental para juntar à mesma mesa as personalidades que contam. Apelo-lhe para que patrocine este debate em Portugal e no seio da União Europeia. Poucos debates são tão importantes para o nosso futuro.
Nos últimos anos, a agricultura foi a almofada social que susteve o choque provocado em muitas famílias: desemprego, cortes de salários, pensões, etc.
A agricultura criou riqueza e emprego líquido, uma nova e jovem fornada de agricultores olhou para a agricultura como uma segunda oportunidade para a sua vida.
A agricultura incorporou inovação, modernização, empreendedorismo, iniciativa, arrojo, dedicação e paixão.
Não podemos deixar morrer esta semente que já está a dar bons frutos.
Nas regiões mais desfavorecidas, a agricultura é a base do emprego e da riqueza, no combate à desertificação. Vamos abandonar estas regiões?
A agricultura ajudou a mudar o paradigma da nossa economia: mais exportações, mais inovação, mais desenvolvimento.
A agricultura está a contribuir para equilibrar a nossa balança comercial.
O papel de V. Ex.ª é decisivo e fundamental, seja através da palavra, seja através de iniciativas como a que recentemente levou a cabo, intitulada "Portugal Próximo".
Contamos consigo! 

Nova abordagem para uma nova agricultura

Texto no meu facebook sobre a minha intervenção no Encontro de Quadros do Novo Banco do passado dia 7 de junho (https://www.facebook.com/jose.martino.900?fref=ts):

Na Escola Superior Agrária de Santarém tive o privilégio de falar às equipas de gestores de negócio do Novo Banco, onde expus as minhas ideias, o meu conhecimento e experiência sobre os melhores negócios da agricultura, os que serão mais rentáveis e competitivos. 
Ser convidado por uma importante instituição bancária para falar aos seus quadros e gestores sobre o negócio agrícola é um prazer, um desafio e um risco.
Prazer – Há mais de 10 anos que intervenho no espaço público sobre questões ligadas à agricultura. Escrevi e escrevo em jornais de dimensão nacional, de referência e especializados em economia, assim como em revista sobre agricultura. Apesar de muitos me terem aconselhado a menor exposição – ser empresário neste país obriga sempre a cuidados redobrados -, sempre pensei pela minha cabeça e continuo a defende que a partilha de opiniões e de informação é a alavanca do sucesso, de uma empresa e de um país. Por isso, este e outros convites são o reconhecimento de que o que digo e escrevo faz o seu caminho.
Desafio – Nas múltiplas intervenções públicas que mensalmente faço a convite das mais diversas entidades, cada público é um público. Por isso, adequar a mensagem a públicos e plateias específicas é essencial para se passar as mensagens certas. Muitas vez não tenho tempo para essa diferenciação e às vezes não sei se a mensagem esta a chegar com qualidade ao(s) destinatário(s).
Risco – No caso específico de uma grande instituição bancária, o Novo Banco, que quer entrar no negócio da Agricultura, onde já estão pesos pesados da concorrência, o que se diz tem um valor acrescido porque pode ser o conselho qualificado que falta para arrancar com uma estratégia. Ter a noção de que estamos a aconselhar um grande banco a ir por um determinado caminho é uma enorme responsabilidade.
Não pretendo expor aqui de forma exaustiva aquilo que foi a minha intervenção. Apenas sublinho a matriz que considero decisiva para se ter sucesso no negócio agrícola. Assim, não basta produzir um produto diferenciado com grande valor acrescentado, enquadrado numa organização de produtores, num sistema integrado de produção/agroindústria/distribuição e exportação.
Nem basta apostar numa das atividades que considero mais rentáveis e com maior potencial no mundo agrícola: frutos secos, pequenos frutos, kiwi amarelo e arguta, viveiros, cereja ou culturas inovadores e de grande tecnologia.
Pode existir isto tudo e o negócio falhar. Porquê? Porque lhe pode faltar o critério mais subjetivo mas talvez mais decisivo: o empresário tem de ter um perfil adequado para o negócio. E isso é o mais difícil de perceber!
Quando ouço dizer que “produzir é fácil, comercializar é difícil”, não posso estar mais em desacordo. Pelo contrário, produzir é que é difícil, porque o empresário tem de fazer a operação certa na hora certa, e é esse “modus operandi” baseados nas características individuais de cada um que vai decidir o êxito ou não do projeto.

Reclamação ao PDR

"Engº Martino, 

Deixo aqui a minha mensagem de reclamação ao PDR de forma a tentar partilhar a revolta que sinto: 

"Submeti uma candidatura há 1 ano, e continuo sem qualquer expectativa que esta venha a ser analisada dentro de um prazo razoável. Gostaria que me explicassem melhor o circuito de decisão de candidaturas, tal como publicado no vosso site onde informam que deveria ser emitido um parecer em 45 dias. Onde está esse parecer? 

O meu projeto foi planeado (e respetiva candidatura submetida), baseada na informação por vós publicada, e que não está a ser cumprida. Constituí uma empresa como exigido, aluguei um terreno para alocar ao meu projeto, do qual pago renda, pago contabilista, bem como todos os custos que me são legalmente exigidos para manter a empresa ativa, situação essa que decorre há mais de um ano, na expectativa que vocês cumpram a lei e analisem o projecto dentro dos prazos legalmente exigidos."

Comentários:
1 . O Sistema de ajudas públicas do PDR 2020 está atrasado porque tem um elevado número de candidaturas para análise (15 000) quando a melhor perfomance de análise foi na ordem das 1300 candidaturas por mês (teoricamente será necessário um ano para normalizar a análise de projetos). O governo comprometeu-se a fazê-lo até final do 1.ª trimestre de 2017.

2 - Tão elevado número de pedido de ajudas é decorrente de não ter havido interrupção de submissão de candidaturas no periodo temporal final do PRODER (2013) e primeiros anos do PDR 2020 (2014 e 2015) e pela forte motivação de investimento na agricultura e na agroindustria. Além disso, houve antecipação de pedidos de ajuda ao investimento a realizar nos próximos anos decorrente do anúncio público oficial que o orçamento disponivel para apoiar os investimentos no âmbito do PDR 2020 era muito escasso (foi veiculado que já estaria compormetido 85% do orçamento disponivel até 2020, é minha convição que no fim da análise das candidaturas em carteira no PDR,  deve estar comprometido pouco  mais de 50% do orçamento).

3 - Esta gestão de abertura e fecho de candidaturas aos apoios ao investimento que gera problemas como o descrito no texto do leitor, é possivel porque os tribunais administrativos não produzem sentenças em tempo útil (1 ano), pois não havendo parecer nos 45 dias descritos na lei, o projeto esá tacitamente aprovado, o tribunal obrigaria em tempo útil os serviços do PDR 2020 a cumprirem a lei, em lugar da realidade dos muitos anos que são necessários para o tribunal  emitir uma sentença, provavelmente fora do prazo temporal de vigência do PDR 2020, alem dos fortes prejuizos para o promotor decorrente da espera (ficaria com a sua vida suspensa, durante demasiado tempo, para saber se poderia investir) 
4 - Recomendo que escreva cartas ao Provedor de Justiça, Ministro da Agricultura, Primeiro Ministro, Presidente da Comissão Parlamentar da Agricultura e Presidente da República.

5- As datas dos próximos concursos para apresentação dos pedidos de apoio já se encontram publicadas, pelo que recomendo que os projetos sejam elaborados com tempo e submetidos logo nos primeiros dias, tendo como objetivo ter maior probabilidade de obter apoios ao investimento. A Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) encontra-se à disposição para esclarecer os pormenores de forma a  terem sucesso com o Vosso projeto.   

terça-feira, 7 de junho de 2016

Engenharia agronómica é boa opção?

"Boa noite Eng. José Martino.

Desde já gostaria de referir que costumo acompanhar o seu blog, pelo que gostaria de o felicitar pelo excelente serviço que tem prestado à população com interesse na área da agricultura e afins.

O meu nome é ... e sou licenciado em Enfermagem e portanto Enfermeiro, mas desde há uns tempos para cá que estou tentado a mudar de área de profissional.

Apesar de ter pouco ou nenhum conhecimento na área, a área da agronomia sempre despertou o meu interesse, pelo que estou bastante tentado a ingressar no curso de Licenciatura em Ciências da Engenharia - Perfil de Engenharia Agronómica, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

O que gostaria de lhe pedir era a sua opinião acerca de do panorama actual do mercado de trabalho, essencialmente no norte (sou do Porto), na área da Engenharia Agronómica. Existem boas perspectivas de emprego na área? Tem noção se a taxa de desemprego é elevada? As empresas que contratam Engenheiros Agrónomos oferecem boas condições de trabalho e remunerações adequadas?

Desde já agradeço a atenção dispensada.

Com os melhores cumprimentos,"


Comentários:
1. Na minha opinião a formação em engenharia agronómica é uma excelente opção de vida para quem tenha vocação para técnico agricola.

2. No futuro próximo haverá falta de engenheiros agrónomos disponiveis para exercerem o seu trabalho por conta de outrem porque atualmente a maioria dos estudantes nas instituições de ensino superior pretendem ser empreendedores por conta própria.

3. A sua remuneração irá depender da sua competência e da sua capacidade para gerar valor na Instituição/empresa que o contratar.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

porque é que sempre que se fala em agricultores e em apoios referem-se quase exclusivamente a Jovens Agricultores?

Levanto uma questão: porque é que sempre que se fala em agricultores e em apoios referem-se quase exclusivamente a Jovens Agricultores. Admiro e admito que se devam incentivar sobretudo os jovens, agricultores ou não. Mas não há apoios para Novos Agricultores? Sou um jovem de 48 anos, novo na agricultura, e quero trocar a vida de empresário pela de agricultor. Bem hajam!

Comentários:
1 - Falam-se mais nos apoios públicos à instalação de jovens agricultores porque são mais generosos: mais 10 % de subsídio a fundo perdido no apoio ao investimento, ao qual acresce um prémio de 1:ª instalação (varia entre 15 000 e 31 250 euros). Além disso, na minha opinião, há maior probabilidade de um jovem captar apoio ao investimento face a outro proponente "não jovem" porque para estes últimos há maior procura face ao orçamento disponivel.

2 - Há apoios para os não jovens agricultores:35% a 50% do investimento elegivel como incentivo não reembolsável.

3 - Pode fazer uma sociedade por quotas com um jovem agricultor e desde que este seja gerente e detenha a maioria do capital social, esta empresa obtém as mesmas ajudas do jovem agricultor.    

terça-feira, 31 de maio de 2016

O Portugal que não cruza os braços


Hoje, a caminho de Espanha, acompanhando uma visita de estudo a explorações de pistácio com um alargado grupo de agricultores portugueses interessados em investir nesta cultura, aproveitei o tempo de viagem para refletir sobre a coragem e a resiliência dos agricultores portugueses.
Temos um país magnífico, pessoas generosas e hospitaleiras, gente empreendedora e trabalhadora, vivemos em tranquilidade, sem grandes turbulências, um clima fantástico, uma gastronomia única, paisagens de sonho, uma costa fantástica. O que nos falta para sermos um dos países mais desenvolvidos do Mundo?
Cada um que responda para si a esta pergunta.
Hoje, um grupo de portugueses levantou-se de madrugada para ir ver, aprender, conhecer o que de melhor se faz numa cultura que está a dar os primeiros passos em Portugal: o Pistácio. O que os motiva?
Hoje, alguns colaboradores meus levantaram-se de madrugada para ir ao terreno, junto dos agricultores e dos agentes agrícolas, saber dos problemas, das necessidades e arranjar soluções.
Vivemos num novo quadro de apoio comunitário. O PRODER deu lugar ao PDR 2020. Nos últimos anos, a empresa de consultoria agrícola Espaço Visual, de que sou CEO, organizou sessões de esclarecimento em todo o país para milhares de jovens agricultores para esclarecer sobre as mudanças do PRODER para o PDR 2020.
Não ganhamos um cêntimo com este trabalho. Quem devia ter feito este serviço público?
Na Espaço Visual sabemos que só podemos contar connosco e com os nossos parceiros e clientes. Tenho a paixão pela agricultura, mas também como empresário tenho de ter a racionalidade para perceber as necessidades do mercado.
Neste blogue, que é praticamente um consultório agrícola gratuito, faço serviço público e não cobro um cêntimo pelo trabalho e o tempo que disponibilizo em prol dos meus leitores. Na minha empresa, zelo pela segurança dos meus colaboradores e procuro fornecer aos jovens agricultores um serviço que lhe evite a via sacra das burocracias.
Por isso, não deixamos ninguém sem solução: seja para as necessárias ações de formação PDR 2020 (http://www.espaco-visual.pt/forma%C3%A7%C3%A3o-pdr2020-jovens-agricultores), seja para a explicar as vantagens de uma eficaz gestão financeira (http://www.espaco-visual.pt/consultoria-de-gest%C3%A3o) e contabilidade agrícola (http://www.espaco-visual.pt/contabilidade), seja para qualquer área de negócio essencial para montar um projeto agrícola sustentável e com sucesso (http://www.espaco-visual.pt/areas-negocio).

Pronto, já sei porque ainda estamos longe de ser um dos países mais desenvolvidos do Mundo. Falta-nos decisores públicos que pensem como os jovens empreendedores, que arriscam, investem, procuram mais conhecimento, mais experiência. Em suma: vão à luta!