O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.


quarta-feira, 26 de junho de 2019

Arrendamento Rural


Perdoem-me a intromissão mas também estou a pensar em arrendar um terreno adjacente ao meu para exploração de mirtilos. Os valores que o sr. Eng. aí fala são valores mensais ou anuais? Obrigado desde já pela atenção


O escrito acima é um comentário ao post publicado em 15 junho de 2015:

Valor de arrendamento rural


"Bom dia Sr Eng
 
desde sempre acompanho o seu Blogue e quero agradecer lhe porque é extremamente útil para os jovens agricultores
 
Desculpe a questão mas estou a pensar alargar a minha atual área de produção de mirtilos de 1,6 ha com um aluguer de terreno adjacente cerca de 0,5ha
 
É possível informar quanto deveria oferecer ao proprietário?"
 
Comentários:
1 - O valor da renda varia, por hectare, entre os 100 euros e os 1250 euros, depende se precisa forte investimento em melhoramentos fundiários e infraestruturas ou não.
 
2 - No seu caso creio que deveria oferecer entre 600 euros a 1000 euros por ha por se tratar de um terreno agrícola adjacente à sua exploração agrícola (caso o terreno não seja florestal, pedregoso ou demasiado inclinado (superior a 35%)


Esclarecimento:
Os valores indicados de renda são anuais

Castanheiros - compassos

boa tarde. mas o compasso de 5x5m não é mto pequeno (para castanheiros)? Na literatura refere que os castanheiros precisam de muito espaço dado que a produção se dá nas zonas limitrofes da copa (maior exposição solar). nesse sentido,não seria mais adequado, um 8x10m?
Obrigado,


Comentários:
1. O seu comentário é acertado, pois o mais comummente recomendado é 7x7m; 8x7m ou 8x10m.

2. A minha recomendação de implantar castanheiros com compasso apertado tem como vantagem maior produtividade (kg/ha) nos primeiros anos porque há maior número de plantas. Passados alguns anos se retirar planta sim, planta não, fará um compasso de 10x10m, ou seja, um compasso em linha com o indicado pelo leitor.  

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Limões e Limas

Bom dia
Tenho um terreno numa das freguesias de Vila do Conde e estou a pensar plantar limões e limas, recomenda?
Obrigado

Comentários:
1. Deve plantar os limões e limas se tiver pelo menos um operador comercial credível que lhe garanta o acesso ao mercado das suas produções.

2. Conseguindo cumprir o indicado em 1. deve contratar um técnico agrícola especialista para avaliar se o solo e clima do seu terreno são os adequados para estas culturas.

3. Deve fazer as culturas em regadio, tem água disponível para o efeito ou necessitará investir na abertura de poço ou furo?

4. Recomendo que faça previamente formação profissional para a atividade agrícola que irá abraçar.

5. Para dar resposta ao indicado em 2. e 4. contate a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917075852) 

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Pistácio - ajudas PDR 2020

 Bom dia Engenheiro José Martino,

Sem querer causar muito incomodo e roubar lhe muito tempo, queria perguntar-lhe se a cultura de pistácio/pistacho é subsidiada pelo estado e em caso afirmativo se me pode indicar os valores mais ou menos inerentes a esta cultura. Já estive a pesquisar acerca desta cultura e confesso que fiquei bastante aliciado a entrar neste desafio.


Muito grato pela atenção. Um forte abraço.

Comentários:
1. A cultura do pistácio é apoiada com fundos públicos do PDR2020 para  apoio ao investimento na sua plantação, melhoramentos fundiários e máquinas equipamentos.

2. Os valores dos subsídios para os investimentos indicados em 1. variam entre os 30% e 50%.

3. Dado ser um assunto especializado, para obter um enquadramento adequado ao seu caso concreto, recomendo que marque uma reunião com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual 
(917 75852). 

Produção de carne de bovinos de raças autóctones

Boa tarde.
Como li alguns conselhos seus queria tirar algumas dúvidas e também receber alguns conselhos.
Eu sou de uma família de produtores de carne desde muitas gerações. Primeiro de raça barrosã e depois de cruzados de carne. Continuo a ser produtor mas em pequena dimensão, tenho 8 vacas reprodutoras. Tenho cerca de 14 há próprios e alguma terra que posso usufruir grátis mas sem contratos de arrendamento ou cedência. Apenas oferecida para ser usada. Agora que estou desempregado queria realizar o meu sonho que é ser produtor a tempo inteiro. Que conselhos me dá?

Comentários:
1. Certamente que o conhece o negócio de produção de carne de bovinos de raças autóctones tão bem ou melhor que eu. No entanto, "arrisco" alguns conselhos, conforme me é pedido:
   a) Elabore um plano de negócios sumário para a dimensão da atividade/número de vacas reprodutoras, que lhe permita viver dela (determine o investimento necessário, os custos de exploração, receitas obtidas, capital necessário para desenvolver a atividade pós investimento);
  b) Determine o número de hectares que necessitaria para ter esse número de animais e implemente uma estratégia para os conseguir, assim como para maximizar os subsídios da atividade;
  c) Passe à ação, se não conseguir fazer todo o investimento de uma vez faço-o de forma fracionada;
  d) Se for necessário, junto com a atividade da produção de carne, durante os anos em que está a fazer crescer o efetivo animal,  preste serviços agrícolas para o ajudar na gestão da tesouraria;
  e) Tente entrar no elo seguinte da fileira, tente entrar na comercialização e distribuição da sua carne com o objetivo de incrementar o sue valor de venda. Para tal crie uma marca para a sua carne, promovo-a nas redes sociais, desenvolva o que eu denomino "projeto de autor", atividade que irá da produção até o mais perto que lhe seja possível do consumidor.

2. Verifico que nessa atividade de produção de carne de bovinos de raças autóctones ganha dinheiro quem regista todos os custos, faz contas e monta estratégias para os controlar, quem gere bem e otimiza as ajudas públicas de apoio à atividade e quem consegue criar valor acrescentado na comercialização.      

terça-feira, 21 de maio de 2019

Estratégia política para desenvolver e fazer crescer as agriculturas de Portugal

Bom dia,

Leio o que escreve nos jornais porque faço o respetivo acompanhamento através do seu Facebook (https://www.facebook.com/JoseMartinoCEO/). Vejo que é critico do modelo actual de desenvolvimento da agricultura de Portugal. Do ponto de vista prático e objetivo como é que os políticos poderiam fazer melhor?

Obrigada.

Cumprimentos,

Comentários:
1. Fazer melhor: Fazer cumprir que os processos burocráticos tramitados pelo Ministério da Agricultura sejam feitos dentro dos prazos legais. Para tal, acompanhar ao nível dos gabinetes da equipa política do ministério, de forma diária, a evolução nas diversas bases de dados, cada um dos processos. Naqueles casos que manifestamente seja impossível cumprir o prazo legal de tramitação, legislar para o alargar, o qual será compatível com os passos a dar. Na fase seguinte, estudar os processos para os desburocratizar, redução do prazo temporal de tramitação, nunca pondo em causa o cumprimento do Estado de Direito.

2. Eficácia no orçamento do Ministério da Agricultura: o orçamento do Ministério da Agricultura tem algumas centenas de milhões de euros para funcionamento dos seus serviços. Alguns destes não têm, seja meios humanos, seja meios financeiros, etc. para cumprirem com eficiência e eficácia os fins para que existem ou com a evolução da sociedade não são importantes para o cumprimento do interesse público e tornaram-se obsoletos. É determinante fazer uma avaliação do estado de arte de cada serviço, cada Instituição tutelada, determinar se cumprem os seus objetivos, se têm meios para o fazer, qual o grau de prioridade da respetiva existência, etc. Com base neste trabalho será construída uma lista graduada a partir da qual será tomada a decisão política de reforçar meios (humanos, financeiros, etc.) nos serviços prioritários  que o necessitassem e encerrar aqueles que não têm interesse público. Desta reforma não resultaria redução de ativos, não haveria despedimentos, nem reformas antecipadas. 

3. Liderança estratégica das agriculturas de Portugal: o que faz um líder? Aponta caminhos, traça objetivos, aponta estratégias e está à frente a ajudar no seu desenvolvimento, motiva os agentes, é exemplo de determinação e coragem em prol do superior interesse publico das agriculturas de Portugal. É esta metodologia que defendo deve ser aplicada pelos políticos que são responsáveis pela gestão do Ministério da Agricultura. Quando eu tiver mais tempo, irei, aqui neste blog, desenvolver este ponto.

Milho

Bom dia Sr. José Martino

A minha questão era a seguinte tenho 59 anos e cerca de 4 hectares de milho (Baixo Mondego). Tenho um filho com 27 anos que gostaria de se fixar  na agricultura o que nos aconselha a fazer?  Temos pouca capital próprio, mas gostaríamos de continuar na produção de milho, devo candidatar o meu filho a jovem agricultor? Ou haverá algo mais vantajoso para ambos? 

Obrigado

Comentários:
1. Conhece a rentabilidade da cultura do milho nos seus 4 hectares e certamente concordará comigo que com essa superfície na cultura do milho não gerará resultado financeiro para motivar o seu filho a viver exclusivamente da agricultura.

2. Como pretendem continuar na cultura do milho terão de encontrar mais parcelas agrícolas até perfazerem uma exploração com dimensão para gerar um rendimento do trabalho interessante e ao mesmo tempo rentabilizar os investimentos que sejam obrigados a realizar.

3. Em função das parcelas  devem identificar que investimentos são necessários fazer (e.g. regadio, etc.) e os respetivos valores.

4. Com o indicado em 4. deve ser feito o enquadramento sobre qual a melhor medida e ação do PDR2020 que vos dará mais apoio.

5. Para fazer o indicado em 4. deve marcar uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).

sexta-feira, 22 de março de 2019

KIWI - A História do lançamento e primeiros anos da APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores

Irei fazer uma intervenção, na primeira pessoa, sobre a história APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores porque lancei a ideia de se avançar com a formação desta associação e presidi à Direção durante 2 mandatos.

Jornadas Técnicas, que se realizam no próximo dia 30 de março (Sábado), na Sala “António Joaquim” no Hotel Nova Cruz, Santa Maria da Feira:

09h30
Ponto de Situação da Campanha de Comercialização
Entrepostos Associados da APK
Apresentação dos dados Internacionais
APK – Patrícia Duarte
Debate
10h30
APK – Fundação e Lançamento – José Martino (1.º Presidente da APK)
11h00
Pausa para café com Bolo de Aniversário – 15 anos APK
11h30
Fitossanidade - desafios na produção de Kiwi - Eva Garcia, Daniela Figueira, Aitana Ares, Joana Costa (FitoLab - Instituto Pedro Nunes e CEF - Centro de Ecologia Funcional)
12h00
Bion, ativador da defesa das plantas - Gilberto Lopes (Syngenta)
12h20
Proteção Respiratória na Aplicação de Fitofarmacêuticos - Hugo Rocha (Tecniquitel)
12h40
Debate
13h00
Encerramento
 Confirmação da presença até dia 27 de março através do contacto: Fixo: 256 336 244, Telemóvel: 912 593 825 (Alexandra Gomes) ou e-mail: apk@apk.com.pt.

terça-feira, 12 de março de 2019

Apresentação do Projeto - DES AGRO 4.0

A RU'DE – Associação de Desenvolvimento Rural, convida-o(a) a estar presente na Sessão Pública de Apresentação do Projeto Des Agro 4.0, com inicio às 14h30m, do dia 14 de março, na Sala da Imprensa do Casino Fundanense, no Fundão.

O projeto DES AGRO 4.0 é uma rede de cooperação que pretende identificar e promover a incorporação de novas tecnologias baseadas na IoT (Internet of Things) nos sectores agro-alimentar e agro-industrial das regiões da Cova da Beira e Douro Verde, que permitam um aumento da eficiência na utilização dos recursos e possibilitem acrescidos factores de competitividade e rentabilidade.

O DES AGRO 4.0 resulta da parceria entre a RU.DE- Associação de Desenvolvimento Rural, a Dolmen – Cooperativa de Desenvolvimento Local e Regional, a Universidade de Trás-os-montes e Alto Douro e o Instituto Politécnico de Castelo Branco, co-financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e enquadrado no Sistema de Apoio a Ações Coletivas do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização.

O programa da sessão de apresentação do projeto DES AGRO 4.0, contará com uma palestra e mesa redonda de debate sobre a inovação tecnológica no sector agrícola.

Consulte o programa aqui

 As inscrições para a sessão de apresentação são gratuitas, mas obrigatórias. 
Contamos com a sua presença.

Inscrições em: https://goo.gl/xXcLv9 


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Turismo - valor de arrendamento de prédio rústico

Caro Engenheiro José Martino,

Poderia ter a a amabilidade de me esclarecer a seguinte dúvida: sou proprietário de uma quinta em ..., junto à praia..., que está classificada como terreno rústico, mas que está já rodeada de urbanização e tem um grande potêncial para turismo ecológico. A quinta tem 18,2 hectares.
Que valor lhe parece justo para alugar para um projecto turístico?

Grato pela sua ajuda,

Comentários:
1. A questão colocada é muito especializada, incide sobre o valor da renda de um prédio rústico para exploração em turismo ecológico, requerendo a resposta uma visita ao terreno e a elaboração de um estudo  tendo em conta os tipos de negócios potenciais.

2. Não fugindo à pergunta colocada, na minha opinião, o valor da renda varia desde 1% a 15% do rendimento liquido que pode gerar o negócio a instalar, dependendo o valor percentual inversamente dos valores absolutos gerados pelo negócio.

3. Se precisar de consultoria especializada contate a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917075852)

Turismo - Crédito Bancário

Viva, bom dia,
Estou a pensar investir no turismo. Pode ajudar-me a encontrar crédito bancário para o efeito pois tratam-se de investimento avultados, apesar de eu possuir 25% de capitais próprios face ao investimento total?
Obrigado
Cumprimentos,


Comentários:
1. Encontram-se descritas em https://www.norgarante.pt/pt/catalogo/linha-de-credito-com-garantia-mutua-capitalizar-turismo/ as condições de concessão de crédito bancário para apoiar investimentos na criação ou na requalificação de empreendimentos e estabelecimentos com interesse turístico.
2. Tem condições ajustadas ao tipo de investimento em causa, quer no prazo total da operação, longo prazo (10 a 15 anos), quer no período de carência de pagamento de amortizações (até 4 anos).
3. Só financia 1/3 do valor do investimento.
4. A Espaço Visual pode prestar consultoria e elaborar o Plano de Negócio para obtenção do crédito bancário (contate a eng. Sónia Moreira 917075852) 

Kiwis Amarelos

Boa tarde,
Desculpe o incómodo, ouvi recentemente sobre a potencialidade da produção do kiwi amarelo, e como temos cerca de 2 hectares de terreno, estava a pensar em apresentar uma candidatura aos fundos comunitários para jovens agricultores, pedindo uma opinião de alguém dentro do assunto, acha que poderia ter alguma viabilidade?
Obrigado pela atenção.

Comentários:
1. A produção de variedades de kiwis de polpa amarela são um bom negócio para o produtor desde que consiga as licenças para os produzir porque as boas variedades estão patenteadas (além da autorização para produzir quem detém os direitos sobre o material vegetal exige assinatura de contrato de exclusividade de comercialização entre o produtor e um entreposto de comercialização). 
2. A candidatura a fundos financeiros públicos de apoio ao investimento é importante para diminuir o risco financeiro associado ao empreendimento.
3. Deve contratar uma empresa especializada como a Espaço Visual para lhe prestar consultoria técnica especializada em kiwis, dar formação profissional, fazer contabilidade, tratar dos processo de licenciamento e elaborar a candidatura.
3. Marque uma visita técnica ao terreno com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852)   

Jovem Agricultor Projeto ProDeR - prazos contratuais

Olá boa noite,

Sigo com atenção o seu blog e gostaria da sua ajuda no esclarecimento de algumas dúvidas, mais concretamente acerca de prazos.

Assinei contrato de Jovem Agricultor para a instalação de uma unidade de produção de cogumelos Shiitake em 31/07/2013.

Decorridos mais de 5 anos, as minhas dúvidas são:

- a partir de quando posso encerrar a actividade? 
- existe algum prazo para que me sejam pedidos os dados do cumprimento do plano empresarial? 
- posso ser eu a solicitar o encerramento do processo? 

Obrigado desde já pela atenção. 



Comentários (resposta elaborada pelo Eng. Vítor Ferreira, responsável pelos pedidos de pagamento da Espaço Visual):
1.  O encerramento da atividade vai depender do vínculo contratual que tem com o IFAP. Esta data poderá ser consultada no contrato assinado com o IFAP, contudo caso tenha havido alguma prorrogação da data de fim de execução do projeto ou do cumprimento do plano empresarial esta data é alvo de atualização.
2. Poderá consultar a data de vinculo contratual atualizada no portal do IFAP na opção de "Atualização de Datas".
3. O encerramento do processo é efetuado pela DRAP responsável pela análise dos pedidos de pagamento. Pelo que nestes casos, de forma a confirmar se todas as obrigações contratuais se encontram concluídas aconselha-se contactar diretamente a DRAP.
4. Se pretender apoio de consultoria da Espaço Visual marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira (917 075 852)


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

APRESENTAÇÃO PROJETO DES AGRO 4.0 | Penafiel | 7 de fevereiro


PROJETO DES AGRO 4.0

Decorre no próximo dia 7 de fevereiro pelas 14H30, em Penafiel, a Sessão Pública de Apresentação do Projeto Des Agro 4.0, no Auditório do Museu Municipal de Penafiel que será seguida de palestra técnica dedicada à "Tecnologia na Viticultura e Agropecuária".



quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Tenho um projeto de jovem agricultor encalhado nos atrasos do PDR2020, o que devo fazer?

bom dia engº  martino
aproveito a oportunidade de me dirigir a Vª Exª para o cumprimentar e
lhe manifestar o maior apreço pelo seu trabalho em prol da
agricultura portuguesa e na ajuda preciosa que tem dado a imensos
jovens e não, só com os seus conselhos.
sou um jovem agricultor com um projeto apresentado em Maio/junho de
2017 que obteve uma pontuação de 13.75, em que o objetivo era a
produção de milho em grão e bovinos de carne raça marinhoa numa area
de cerca 45 ha, cerca de metade da área afeta a cada atividade.
o projeto foi aprovado com comunicação feita em março de 2017 e ate
esta data a indicação que tive foi a de que teria que passar para o
quadro de candidatura seguinte ou seja 2018/2019. procedimento que fiz
de imediato.
nesta data não tenho qualquer indicação de qual a programação de e nao
tenho qualquer perspetiva por parte da unidade de gestão sobre o tempo
em que ira ocorrer a contratualização desse projeto.
será que o sr. eng. que me pode dar alguma perspectiva temporal uma
vez que tem muita familiaridade com este tipo de assuntos
agradeço desde ja a atenção dispensada e fico imensamente grato se me
puder dar alguma indicação
bem aja

Comentários:
1. Provávelmnete poderá ser difícil captar apoio financeiro para o seu projeto devido aos atrasos. No entanto vá à luta porque da minha larga experiência com candidaturas, verifiquei muitas vezes que não há fome que não dê em fartura.

2. Recomendo que ligue duas vezes por semana para a autoridade de gestão do PDR a pedir informação sobre o resultado processual da sua candidatura, bem como para o serviço da DRAP que tramitou a sua candidatura. Nunca desista até que lhe deem a informação que necessita.

3. Questione por mensagem pública e privada no FB do Sr. Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, sobre o estado do concurso e da sua candidatura, respetivamente, porque são muito rápidos e eficazes a dar resposta.

4. Não consigo perceber que sendo Portugal um país em que há falta de jovens na agricultura, exista um governo que não financie todos os projetos de jovens agricultores que tenham condições para serem aprovados. Deviam tirar dinheiro de outras medidas e ações do PDR2020 para colocar nos apoios à 1.ª instalação e investimento de jovens empresários agrícolas.