JOSÉ MARTINO
Segunda-feira, 13 de Maio de 2013
Quinta-feira, 2 de Maio de 2013
Cursos Formação Profissional para Jovens Agricultores no Distrito da Guarda
Anónimo disse:
"Boa noite, Gostaria de fazer esse curso. Na Zona na Guarda, onde poderei tirar? obrigado"
Comentários:
1 - Procure saber junto das seguintes Entidades quando decorrerão os cursos formação profissional para Instalação como Jovens Agricultores que servem para formalizar junto do Proder o respetivo prémio :
1 - AAPIM, na Guarda.
"Boa noite, Gostaria de fazer esse curso. Na Zona na Guarda, onde poderei tirar? obrigado"
Comentários:
1 - Procure saber junto das seguintes Entidades quando decorrerão os cursos formação profissional para Instalação como Jovens Agricultores que servem para formalizar junto do Proder o respetivo prémio :
1 - AAPIM, na Guarda.
| 2 - REGIBIO Avenida Dr. António Afonso Amaral, n.º 36, r/c |
| 3400-057 Oliveira do Hospital |
| geralcentro@regibio.com Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, terá de ativar o Javascript para o visualizar. |
| (+351) 238 692 308 |
| (+351) 273 329 003 |
| http://www.regibio.com 3 - Associação dos jovens agricultores de Portugal - AJAP, Lisboa 4 - Confederação nacional dos jovens agricultores e do desenvolvimento rural E-mail: geral@cnjap.pt This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. (envie email para pedir informações indicando os módulos que já tenha feito e as localidades onde prefere frequentar as formações). Linha Verde: 800 100 107 Telefone: 21 315 31 37 5 - Confederação dos Agricultores de Portugal Centro de Formação Agrícola da Guarda Quinta das Relvas |
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cursos jovens agricultores
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Maracujá
Anónimo disse:
"Sr. Engº
Há umas semanas disse aqui no blogue que o maracujá não era viável no Norte, por ser sub-tropical. Por sua causa, na EV fizeram-me mudar o meu projeto de 2ha (na Póvoa) de maracujá para mirtilo. E agora a mesma espaço visual e o mesmo Engº Martino querem-me levar a um passeio para ver a cultura alternativa "maracujá" em Águas Santas?
Em que ficamos? Agora vai mandar gente fazer maracujá sabendo que não dá?".
Comentários:
1 - O maracujá é uma cultura que tem riscos com as geadas que se fazem sentir na região Norte de Portugal com intervalo de 5 a 7 anos.
2 - Na Espaço Visual aconselha-se os clientes indicando as vantagens e inconvenientes das diversas opções, sendo o promotor soberano na tomada de decisões.
3 - Há uma diferença muito grande entre mostrarmos o que existe em pequenas superfícies de cultura e defendermos o maracujá como uma solução para projetos profissionais. Ou seja, dar a conhecer, saber a experiência do empresário, avaliar melhor os riscos através da visita e contato direto, não significa que iremos "mandar fazer maracujá".
"Sr. Engº
Há umas semanas disse aqui no blogue que o maracujá não era viável no Norte, por ser sub-tropical. Por sua causa, na EV fizeram-me mudar o meu projeto de 2ha (na Póvoa) de maracujá para mirtilo. E agora a mesma espaço visual e o mesmo Engº Martino querem-me levar a um passeio para ver a cultura alternativa "maracujá" em Águas Santas?
Em que ficamos? Agora vai mandar gente fazer maracujá sabendo que não dá?".
Comentários:
1 - O maracujá é uma cultura que tem riscos com as geadas que se fazem sentir na região Norte de Portugal com intervalo de 5 a 7 anos.
2 - Na Espaço Visual aconselha-se os clientes indicando as vantagens e inconvenientes das diversas opções, sendo o promotor soberano na tomada de decisões.
3 - Há uma diferença muito grande entre mostrarmos o que existe em pequenas superfícies de cultura e defendermos o maracujá como uma solução para projetos profissionais. Ou seja, dar a conhecer, saber a experiência do empresário, avaliar melhor os riscos através da visita e contato direto, não significa que iremos "mandar fazer maracujá".
SESSÃO DE ESCLARECIMENTO - CADERNO DE ENCARGOS DE QUALIDADE DO MIRTILO
4 de maio | 11h30 | Delícias do Tojal, Coucieiro, Vila Verde
No próximo dia 4 de maio, às 11h30, nas instalações da empresa Delícias do Tojal, vai-se realizar uma sessão de esclarecimento e apresentação pública do Caderno de Encargos de Qualidade do Mirtilo, elaborado AGIM, Biolafões, COAP, Delicias do Tojal, Espaço Visual, Fresh Factor , Luis Vicente, Mirtilusa e Quinta da Boucinha.
Sendo a preservação da qualidade do mirtilo na colheita e no pos colheita, o fator que mais contribui para a valorização deste fruto e, consequentemente, para o aumento do seu preço de liquidação ao mirticultor, pelo que, é estratégico que todos os interessados pratiquem o mesmo referencial comum de atuação, o qual irá permitir que os mirtilos com a origem Portugal sejam oferecidos no mercado internacional com um padrão mínimo de alta qualidade intrínseca.
Assim sendo, convidam-se todos os actuais e potenciais produtores de mirtilo, técnicos e demais players desta fileira, a participar nesta Sessão Pública de Esclarecimento.
PROGRAMA
11h30 Apresentação da Parceria
11h45 Apresentação do caderno de encargos de qualidade para o mirtilo
12h15 Debate
Entrada Livre
Esclarecimentos: Ayrton Cerqueira 967 068 481
PROGRAMA
11h30 Apresentação da Parceria
11h45 Apresentação do caderno de encargos de qualidade para o mirtilo
12h15 Debate
Entrada Livre
Esclarecimentos: Ayrton Cerqueira 967 068 481
Terça-feira, 30 de Abril de 2013
Futuro e rentabilidade da cultura do mirtilo
João Antunes disse:
"Caro Eng. José Martino,
Tendo em conta que nos últimos anos surgiu um crescimento da plantação de campos de mirtilos, bem como o fato de esta prática tender a evoluir ainda mais com o passar dos anos, gostaria de saber a sua opinião em relação à rentabilidade e ao possível sucesso de criar uma empresa de viveiros de mirtilos. Será que se trata de um negócio rentável?
Outra questão que gostaria que me esclarecesse é: Onde é que posso arranjar sementes de mirtilo e como saberei que essas sementes são de boa qualidade? Nas pesquisas que tenho feito na internet, não tenho encontrado locais de venda de sementes, somente em sites estrangeiros.
Cumprimentos"
Comentários:
1 - A rentabilidade da cultura do mirtilo no futuro estará assegurada se este estiver bem implantado, bem explorado/cuidado, com eficiência/eficácia na colheita. Na minha opinião, o abaixamento dos preços de venda, medido de forma percentual, será compensado pelo incremento na produtividade da cultura do mirtilo devido à incorporação de tecnologia e boas práticas de gestão.
2 - Um viveiro de mirtilos, bem estruturado e com capacidade financeira para comprar variedades no mercado internacional, será um negócio muito interessante e rentável.
3 - Não conheço nenhuma Entidade portuguesa que trabalhe com sementes de mirtilo.
"Caro Eng. José Martino,
Tendo em conta que nos últimos anos surgiu um crescimento da plantação de campos de mirtilos, bem como o fato de esta prática tender a evoluir ainda mais com o passar dos anos, gostaria de saber a sua opinião em relação à rentabilidade e ao possível sucesso de criar uma empresa de viveiros de mirtilos. Será que se trata de um negócio rentável?
Outra questão que gostaria que me esclarecesse é: Onde é que posso arranjar sementes de mirtilo e como saberei que essas sementes são de boa qualidade? Nas pesquisas que tenho feito na internet, não tenho encontrado locais de venda de sementes, somente em sites estrangeiros.
Cumprimentos"
Comentários:
1 - A rentabilidade da cultura do mirtilo no futuro estará assegurada se este estiver bem implantado, bem explorado/cuidado, com eficiência/eficácia na colheita. Na minha opinião, o abaixamento dos preços de venda, medido de forma percentual, será compensado pelo incremento na produtividade da cultura do mirtilo devido à incorporação de tecnologia e boas práticas de gestão.
2 - Um viveiro de mirtilos, bem estruturado e com capacidade financeira para comprar variedades no mercado internacional, será um negócio muito interessante e rentável.
3 - Não conheço nenhuma Entidade portuguesa que trabalhe com sementes de mirtilo.
Domingo, 28 de Abril de 2013
Pequenos Frutos
Rui freitas disse:
"Boa noite sr. Eng;
É com enorme prazer que me dirijo ao seu blog, extremamente útil, diga-se, para lhe colocar algumas questões que dizem respeito à produção de frutos vermelhos, em particular o mirtilo, groselha e framboesa.
Antes de mais, felicito-o pelo excelente trabalho que tem desenvolvido neste blog, ajudando inúmeros jovens que pretendem tornar-se empresários agrícolas, como eu.
Tenho 21 anos e formação em Solicitadoria, mas pretendo dar início a um projecto de produção de frutos vermelhos, na zona Norte - Minho, de onde sou natural. Falo concretamente do Distrito de Braga.
As perguntas que lhe deixo são as seguintes, e depois de já ter lido centenas de artigos e de ter ponderado muito bem o que quero realmente fazer:
- acha que ainda vale a pena candidatar-me ao PRODER, tendo em conta o overbooking registado nos últimos meses?
- a produção de groselha, mirtilo e framboesa dão-se bem na zona referida em cima?
- qual a área mínima para que o projecto seja minimamente rentável? Estava a pensar entre 2 a 3 ha. Acha muito?
- qual a produçao normal de mirtilo e groselha por ha? Disse, num seu post algures, que há culturas de mirtilo a darem 30t/ha.
- como evitar a sazonalidade típica da agricultura? Ou seja, posso plantar diferentes espécies de mirtilos e groselhas de modo a obter diferentes épocas de colheita para ter trabalho todo o ano? Ou quase todo?
- conhece alguma "cooperativa", do género da mirtilusa, na zona que lhe referi em cima? Será essa a maneira mais adequada de escoar os produtos frescos?
E para terminar,
- conhece alguma "bolsa de engenheiros agrónomos"onde possa arranjar parceiros capazes de me ajudarem neste projecto?
- qual o preço de um arrendamento rural?
Como vê, as dúvidas são muitas, e muitas mais virão, há medida que vou estudando e lendo sobre o maravilhoso mundo dos frutos vermelhos, e não só.
Neste momento, e tendo em conta o estado do nosso Portugal, este será um projecto que me parece viável e sustentável a longo prazo, podendo criar, pelo menos, o meu posto de trabalho.
Espero não estar enganado nem sair defraudado, já que é algo que quero mesmo muito!!!
Com os melhores cumprimentos e aguardando resposta,
Rui Freitas (Guimarães)".
Comentários:
1 - A sua 1.ª pergunta está respondida neste blogue no post "não há fome que não dê em fartura".
2 - As culturas indicadas adaptam-se relativamente bem à região de Guimarães. Consulte a Bioberço.
3 - Os 2 a 3 hectares são a superfície ideal para começar nos pequenos frutos, embora a longo prazo terá de atingir os 8 a 15 hectares para tirar partido do seu conhecimento e da estrutura de apoio sobretudo ao nível da mão de obra.
4 - Produtividades:
a) Mirtilo: 10 a 15t/ha
b) Groselha: 10t/há
5 - As espécies e variedades que colocar na sua exploração serão função da estratégia de comercialização que adotar. Embora do ponto de vista teórico, eu concorde com a sua opinião, ter produções durante toda a campanha, na prática assisto à aposta na produção para as janelas de oportunidade dos mercados internacionais.
6 - Para valorizar as suas produções contacte a Bioberço em Guimarães porque estão a organizar uma O.P. (www.bioberco.com)
7 - Para obter ajuda na definição e implementação do seu projeto contate a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (sonia.moreira@espaco-visual.pt; 917 075 852).
8 - A renda de prédios rústicos pode variar entre os 100 e os 1500 euros por hectare e ano, conforme a exploração necessita de maiores ou menores investimentos em infraestruturas e melhoramentos fundiários.
9 - Para não se enganar nem defraudar a si próprio leia neste blogue a estratégia que o jovem deve praticar para se instalar na agricultura. Sem competências técnicas e de gestão dificilmente terá sucesso na agricultura. Terá de possuir o perfil de "levar a carta a Garcia", ou seja, conclui com sucesso os processos em que se mete, sobretudo aqueles que são muito difíceis e custosos do ponto de vista pessoal
"Boa noite sr. Eng;
É com enorme prazer que me dirijo ao seu blog, extremamente útil, diga-se, para lhe colocar algumas questões que dizem respeito à produção de frutos vermelhos, em particular o mirtilo, groselha e framboesa.
Antes de mais, felicito-o pelo excelente trabalho que tem desenvolvido neste blog, ajudando inúmeros jovens que pretendem tornar-se empresários agrícolas, como eu.
Tenho 21 anos e formação em Solicitadoria, mas pretendo dar início a um projecto de produção de frutos vermelhos, na zona Norte - Minho, de onde sou natural. Falo concretamente do Distrito de Braga.
As perguntas que lhe deixo são as seguintes, e depois de já ter lido centenas de artigos e de ter ponderado muito bem o que quero realmente fazer:
- acha que ainda vale a pena candidatar-me ao PRODER, tendo em conta o overbooking registado nos últimos meses?
- a produção de groselha, mirtilo e framboesa dão-se bem na zona referida em cima?
- qual a área mínima para que o projecto seja minimamente rentável? Estava a pensar entre 2 a 3 ha. Acha muito?
- qual a produçao normal de mirtilo e groselha por ha? Disse, num seu post algures, que há culturas de mirtilo a darem 30t/ha.
- como evitar a sazonalidade típica da agricultura? Ou seja, posso plantar diferentes espécies de mirtilos e groselhas de modo a obter diferentes épocas de colheita para ter trabalho todo o ano? Ou quase todo?
- conhece alguma "cooperativa", do género da mirtilusa, na zona que lhe referi em cima? Será essa a maneira mais adequada de escoar os produtos frescos?
E para terminar,
- conhece alguma "bolsa de engenheiros agrónomos"onde possa arranjar parceiros capazes de me ajudarem neste projecto?
- qual o preço de um arrendamento rural?
Como vê, as dúvidas são muitas, e muitas mais virão, há medida que vou estudando e lendo sobre o maravilhoso mundo dos frutos vermelhos, e não só.
Neste momento, e tendo em conta o estado do nosso Portugal, este será um projecto que me parece viável e sustentável a longo prazo, podendo criar, pelo menos, o meu posto de trabalho.
Espero não estar enganado nem sair defraudado, já que é algo que quero mesmo muito!!!
Com os melhores cumprimentos e aguardando resposta,
Rui Freitas (Guimarães)".
Comentários:
1 - A sua 1.ª pergunta está respondida neste blogue no post "não há fome que não dê em fartura".
2 - As culturas indicadas adaptam-se relativamente bem à região de Guimarães. Consulte a Bioberço.
3 - Os 2 a 3 hectares são a superfície ideal para começar nos pequenos frutos, embora a longo prazo terá de atingir os 8 a 15 hectares para tirar partido do seu conhecimento e da estrutura de apoio sobretudo ao nível da mão de obra.
4 - Produtividades:
a) Mirtilo: 10 a 15t/ha
b) Groselha: 10t/há
5 - As espécies e variedades que colocar na sua exploração serão função da estratégia de comercialização que adotar. Embora do ponto de vista teórico, eu concorde com a sua opinião, ter produções durante toda a campanha, na prática assisto à aposta na produção para as janelas de oportunidade dos mercados internacionais.
6 - Para valorizar as suas produções contacte a Bioberço em Guimarães porque estão a organizar uma O.P. (www.bioberco.com)
7 - Para obter ajuda na definição e implementação do seu projeto contate a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (sonia.moreira@espaco-visual.pt; 917 075 852).
8 - A renda de prédios rústicos pode variar entre os 100 e os 1500 euros por hectare e ano, conforme a exploração necessita de maiores ou menores investimentos em infraestruturas e melhoramentos fundiários.
9 - Para não se enganar nem defraudar a si próprio leia neste blogue a estratégia que o jovem deve praticar para se instalar na agricultura. Sem competências técnicas e de gestão dificilmente terá sucesso na agricultura. Terá de possuir o perfil de "levar a carta a Garcia", ou seja, conclui com sucesso os processos em que se mete, sobretudo aqueles que são muito difíceis e custosos do ponto de vista pessoal
Sexta-feira, 26 de Abril de 2013
Visita de Estudo ao Mirtilo
A forte expansão da cultura do mirtilo a novos players é uma
oportunidade que deve ser aproveitada para fazer crescer esta fileira e negócio,
sobretudo na vertente de exportação. Para tal, é necessário formar os empresários,
dar-lhes conhecimentos técnicos e de gestão, recorrendo a acções de formação profissional,
workshops, seminários, visitas de estudo, etc.
As visitas de estudo organizadas para grupos são um poderoso
instrumento de aprendizagem porque juntam no mesmo dia, o acesso a pormenores técnicos
e organizativos da actividade, a experiência contada na 1.ª pessoa por vários
empresários mirticultores, a mais-valia de troca de experiências e ideias entre
participantes, quer entre si, quer com a equipa técnica organizadora. Este cocktail
de aquisição de conhecimento e de experiência, resultado do dispêndio de um dia
numa visita de estudo, é equivalente a muitos dias, meses, por vezes anos,
relativos a visitas e experiências, individuais.
Assim sendo, a AGIM e a Espaço Visual acreditam que estão criadas
as condições para que seja um sucesso o evento que organizam no próximo dia 25
de Maio de 2013 a “II Visita de Estudo ao Mirtilo: História e Investimento”. Este
evento pode ser uma 2.ª experiência para quem participou na visita anterior, poderá
verificar a evolução das plantas, plantações e empresários, desde o Inverno,
repouso vegetativo do mirtilo e por outro lado, será certamente uma experiência
inolvidável para quem entre neste tipo de eventos pela 1.ª vez, a qual passará
pela interacção entre o participante individual e o grupo, o qual estará junto durante
um dia, dentro do autocarro nas deslocações entre plantações, nas visitas de
campo e no almoço.
Cada uma das visitas, programadas ao longo do dia, a determinada
plantação/empresário tem objectivos específicos, concretos, que passam por conhecer
e avaliar as plantas, variedades, as técnicas culturais empregues, quer na
implantação, quer na exploração das plantações, etc. Os participantes, além de
verem com os seus próprios olhos e fazerem a sua avaliação pessoal, do mundo do
mirtilo, ouvirão as estórias dos empresários e formarão os seus juízos de valor
sobre o que deverão ou não fazer, para serem assertivos e terem sucesso à 1.ª
tentativa, fazendo bem a implantação e exploração dos mirtilos, mas mais
importante, evitando os erros mais comuns que outros já cometeram.
Aceitem o nosso desafio e venham connosco ao espectacular
mundo da produção do mirtilo! As informações ou inscrições devem ser realizadas
para o e-mail benjamim.machado@espaco-visual.pt ou telemóvel: 924 433 183.
Quarta-feira, 24 de Abril de 2013
Bolsa de terras de Sever do Vouga
Sever do Vouga quer jovens agricultores em terrenos abandonados
Entre as serras de Sever do Vouga, distrito de Aveiro, cultiva-se o mirtilo, um arbusto de popularidade crescente que se espera que acabe com "os terrenos sem gente e a gente sem terra."
Entre as serras de Sever do Vouga, distrito de Aveiro, cultiva-se o mirtilo, um arbusto de popularidade crescente que se espera que acabe com "os terrenos sem gente e a gente sem terra."
A ideia partiu de várias associações de agricultores locais em articulação com a autarquia severense, decidida a rejuvenescer o concelho ao cativar jovens agricultores para a plantação do mirtilo, através da criação de uma "bolsa de terras."
"Este conceito, no fundo, consiste em aproveitar terras que estão abandonadas, dando-lhes um destino para quem tem interesse em explorar a agricultura e torná-la um negócio", disse à Lusa José Martino, engenheiro agrónomo responsável por este canal de entendimento entre potenciais agricultores e proprietários de terrenos abandonados.
O microclima de Sever do Vouga é particularmente propício ao cultivo daquelas bagas silvestres, algo que foi estudado e confirmado "há cerca de 20 anos, quando uma fundação holandesa decidiu, na sequência de um apoio que prestava à companhia leiteira local, fazer experiências com a plantação de mirtilos e outros pequenos frutos", explicou à Lusa o autarca Manuel Soares.
"A agricultura de subsistência, e sobretudo a cultura intensiva de milho, não dava qualquer rendimento aos agricultores", recordou o presidente da Câmara, referindo que "começou a verificar-se que o mirtilo era uma boa fonte de rendimento para as famílias", apesar de acontecer num concelho "sobretudo de minifúndio, ao socalco e em terras de pequena dimensão."
"A verdade é que muita gente começou a viver da cultura do mirtilo", constata Manuel Soares, pelo que participou da fundação da Associação para a Gestão, Inovação e Modernização de Sever do Vouga (AGIM), com técnicos que prestam apoio aos jovens agricultores e àqueles que pretendam fazer a plantação do mirtilo, nas "condições técnicas adequadas" e elegíveis para eventuais candidaturas aos fundos europeus do PRODER.
"Isto começou a ter muito sucesso -- há muitos produtores em Sever do Vouga e em toda a região -- e pensámos que para aqueles jovens agricultores que hoje estão a regressar às terras mas não têm terrenos, seria bom fazer um protocolo com a Fundação Bernardo Barbosa de Quadros e a AGIM", explicou o presidente da Câmara.
Segundo o engenheiro agrónomo José Martino, "o trabalho da AGIM é recolher os contactos de quem está interessado, mostrar as terras e ajudar a definir os investimentos necessários", de modo a obter "uma plantação de mirtilos bem instalada e que possa ter uma alta produtividade e com alta qualidade, como é o timbre de Sever do Vouga."
José Martino é também subscritor de "uma petição na internet por uma bolsa de terras pública", pelo que considera a experiência de Sever do Vouga "uma espécie de tubo de ensaio" sobre o que entende que deve ser "uma bolsa de terras nacional", que já aguarda uma legislação complementar sobre o seu funcionamento.
O engenheiro agrónomo sublinha que "esta bolsa de terras só funciona enquanto houver terra", que é atribuída "por ordem de prioridade" da chegada das candidaturas e que cessa até que apareçam novos terrenos.
Ainda que cultivado na autoproclamada Capital do Mirtilo, este fruto silvestre azulado "não era conhecido em Portugal até aqueles holandeses aparecerem", considerou o autarca Manuel Soares, pelo que "inicialmente, e ainda até há poucos anos, praticamente todo o fruto era exportado para França, Bélgica e a Holanda."
Só com a realização da Feira do Mirtilo é que o fruto "começou a ser conhecido" em Portugal e de acordo com o edil severense "hoje há já uma grande procura deste pequeno bago, sobretudo pela curiosidade científica de muita gente ligada à medicina, por força de o fruto ser considerado o rei dos antioxidantes", mas também pela "grande variedade de pratos culinários que se fazem com o mirtilo."
O lançamento e a apresentação da bolsa de terras de Sever do Vouga acontecem a 24 de abril na sede da AGIM, perto do centro do concelho, onde será explicado o seu funcionamento e apresentado um programa de negócios para a produção e rentabilidade do mirtilo.
LUSA Publicado dia 21/04/2013
Sábado, 20 de Abril de 2013
Jovens Agricultores e Transição de Quadros de Ajudas
"Caro Eng. José Martino,
Obrigada pelo apoio que tem vindo a dar aos jovens agricultores através deste blog informativo.
Pretendo candidatar-me aos Apoios do Proder para Jovem Agricultor, mas tenho pouca capacidade de realizar todo o investimento até finais de 2014.
Acontece que em Dezembro de 2014 completo 40 anos pelo que se não avançar agora poderei estar a arriscar não ter oportunidade de o fazer.
Tem conhecimento de quando se abrirão as novas candidaturas aos fundos do quadro de 2014-2020?
É verdade que existem projetos que podem ser transferidos de um quadro de apoio para o seguinte?
Muito obrigada,
Sofia Ribeiro"
Comentários:
1 - Se ler neste blogue encontrará as minhas ideias sobre o período em que abrirão as novas candidaturas aos fundos financeiros do período 2014-2020 (na melhor das hipóteses, último trimestre de 2014, mas há alta probabilidade de arrancar no 1.º semestre de 2015).
2 - O seu caso é um daqueles que no passado perderam a elegibilidade na transição entre Quadros de Ajudas.
3 - O governo está a tentar transferir projetos entre Quadros de Apoio, mas na minha opinião é uma guerra perdida porque tal está impedido pela legislação comunitária.
Macieiras
Anónimo disse:
"Qual é a media de lucro por ha num pomar de macieiras???
obrigado pela atenção".
Comentários:
1 - Se ler este blogue com atenção deve verificar que não gosto de responder a questões de anónimos ou de pessoas que não se conseguem identificar. Defendo que cada um de nós deve assumir ter a coragem de assumir publicamente as suas posições.
2 - O lucro de um hectare resultante da produção de um hectare de produção de maçãs irá variar com o valor das amortizações e portanto, difícil de quantificar em tese abstrata.
3 - O cash flow (diferença de fluxo financeiro entre proveitos e custos) pode variar entre zero e 10000 euros, estando o valor mais frequente entre 4000 e 7500 euros.
"Qual é a media de lucro por ha num pomar de macieiras???
obrigado pela atenção".
Comentários:
1 - Se ler este blogue com atenção deve verificar que não gosto de responder a questões de anónimos ou de pessoas que não se conseguem identificar. Defendo que cada um de nós deve assumir ter a coragem de assumir publicamente as suas posições.
2 - O lucro de um hectare resultante da produção de um hectare de produção de maçãs irá variar com o valor das amortizações e portanto, difícil de quantificar em tese abstrata.
3 - O cash flow (diferença de fluxo financeiro entre proveitos e custos) pode variar entre zero e 10000 euros, estando o valor mais frequente entre 4000 e 7500 euros.
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Funcionamento das ajudas públicas ao investimento dos jovens agricultores
Rangel disse:
"Boa tarde,
Devido a falta de verbas e as dificuldades que o nosso pais está a passar, as ajudas para os jovens agricultores têm sido cumpridas?
Atenciosamente
Rangel"
Comentários:
1 - O período temporal desde que a troika está em Portugal até finais de 2012, foi aquele em que melhor funcionaram as ajudas para instalação dos jovens agricultores, não houve atrasos e os pagamentos das ajudas foram uma prioridade para os ministérios da agricultura e das finanças.
2 - Desde Janeiro deste ano a tramitação das ajudas voltou ao período anterior à troika, há atrasos nos pagamentos das ajudas nos primeiros 3 a 5 meses do ano, enquanto há dificuldades para executar o novo orçamento de estado.
3 - Em conclusão: apesar da crise financeira pode-se afirmar que funciona relativamente bem a tramitação das ajudas ao investimento de jovens agricultores, ou seja, apesar das dificuldades financeiras que o nosso pais está a passar, as ajudas para os jovens agricultores têm sido cumpridas também como resultado da competência da Dra. Gabriela Ventura como gestora do Proder. Faço votos que o governo a mantenha no cargo até ao encerramento do Proder.
"Boa tarde,
Devido a falta de verbas e as dificuldades que o nosso pais está a passar, as ajudas para os jovens agricultores têm sido cumpridas?
Atenciosamente
Rangel"
Comentários:
1 - O período temporal desde que a troika está em Portugal até finais de 2012, foi aquele em que melhor funcionaram as ajudas para instalação dos jovens agricultores, não houve atrasos e os pagamentos das ajudas foram uma prioridade para os ministérios da agricultura e das finanças.
2 - Desde Janeiro deste ano a tramitação das ajudas voltou ao período anterior à troika, há atrasos nos pagamentos das ajudas nos primeiros 3 a 5 meses do ano, enquanto há dificuldades para executar o novo orçamento de estado.
3 - Em conclusão: apesar da crise financeira pode-se afirmar que funciona relativamente bem a tramitação das ajudas ao investimento de jovens agricultores, ou seja, apesar das dificuldades financeiras que o nosso pais está a passar, as ajudas para os jovens agricultores têm sido cumpridas também como resultado da competência da Dra. Gabriela Ventura como gestora do Proder. Faço votos que o governo a mantenha no cargo até ao encerramento do Proder.
Plantas Aromáticas e Medicinais
"Bom dia gostava que me ajuda-se a desenvolver algumas destas questões ás quais preciso de ajuda para desenvolver e não encontro na net e nem tenho muitos livros para esse efeito...
- Identificar as principais ervas aromáticas existentes no Alentejo?
- Caracterizar as diferentes espécies (aspeto, ciclo reprodutivo, requisitos edafo-climáticos, etc.)
- Relação entre a economia e as ervas aromáticas - passado, presente e futuro:
- As ervas aromáticas e os modos tradicionais de exploração do solo (relação com a agricultura e pecuária, função ecológica das ervas aromáticas)
- A produção intensiva de ervas aromáticas (apoios da PAC, produção integrada, proteção integrada, produção em modo biológico)
- As alterações climáticas e o futuro das ervas aromáticas
Agradeço muito uma ajuda pff".
Comentários:
1 - Agradeço o pedido de informação, mas como infelizmente não sou um perito na produção das plantas aromáticas e medicinais não a posso ajudar com respostas concretas para as suas perguntas.
2 - Para obter mais informações deve contactar os promotores do projeto "EPAM - Empreender nas Plantas Aromáticas e Medicinais (PAM) em Portugal" em www.epam.pt.
3 - A Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual pode ajudá-la na resposta às suas dúvidas sobretudo no que diz respeito às ajudas do Proder. Recomendo que marque uma consulta através do telemóvel 917 075 852
4 - Na minha perspetiva a produção de PAM é uma atividade agrícola com muito interesse pelo forte potencial de biodiversidade que existe na flora portuguesa. É uma fileira que exige conhecimento, pesquisa, na qual os "projetos de autor" têm muito interesse (projetos em que o promotor lhes pode dar um cunho pessoal, seja por escolha de espécies e variedades, seja por diferentes objetivos, secas, frescas, para culinária, farmacêutica, etc.)
Sexta-feira, 19 de Abril de 2013
VISITA DE ESTUDO À FRAMBOESA
O cultivo da framboesa tem vindo a entusiasmar e a atrair cada vez mais novos produtores. Dos pequenos frutos, é das culturas que tem captando mais espaço entre os novos investimentos, devido à sua alta rentabilidade e procura de mercado.
As framboesas chamam a atenção das pessoas pela cor e sabor, mas para os potenciais jovens agricultores que estão na fase de decisão de se instalarem nesta atividade bem como a todos aqueles que já enveredaram por esta cultura a atenção já está voltada para a otimização da produção.
Com o objetivo de conhecer no terreno o que se está a fazer nesta cultura, para ajudar a terem sucesso nos seus investimentos, quer os que nela querem entrar, bem como os que a ela chegaram recentemente, a Espaço Visual organiza uma Visita de Estudo, no próximo dia 11 de maio, nos concelhos de Braga e Guimarães, para mostrar quatro explorações, apresentando no terreno pormenores da experiência dos empresários e as suas opções de investimento.
O Programa e mais informações podem ser obtidas em:
Bolsa de terras para jovens agricultores
A Câmara Municipal de Sever do Vouga, a AGIM - Associação para a Gestão, Inovação e Modernização do Centro Urbano de Sever do Vouga, a Fundação Bernardo Barbosa de Quadros e a empresa Espaço Visual - Consultores de Engenharia Agronómica, Lda. convidam quem necessita de terras para se instalar em Sever do Vouga, na cultura do mirtilo, a estar presente na assinatura do protocolo para a constituição de uma bolsa de terras destinada a jovens agricultores que terá lugar na próxima quarta-feira, dia 24 de abril, pelas 11.30 horas, no Vougapark, em Paradela do Vouga (Sever do Vouga).
Programa:
1. Assinatura do contrato de parceria de constituição da Bolsa de Terras;
2. Apresentação da Bolsa de Terras:
- Cronograma
- Regulamento
- Modelo de negócio – produção de mirtilos
3. Esclarecimento de dúvidas
Terça-feira, 9 de Abril de 2013
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