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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Business Angels Agricultura

"Boa Noite,

Eu estive a ver o seu site e gostaria de obter algumas informações ....
Quero ter um negócio de agricultura biológica mas ando á procura de investidor, Gostaria de saber se tem conhecimentos ou se me pode ajudar nesse sentido.

Aguardo contacto,

Cumprimentos,

Comentários:
1. A empresa Ruris (Rurisocietate, Lda) participa na qualidade de business angel de José Martino, no capital de sociedades cujo objeto seja a produção agricola nas seguintes condições:
a) Empresário de elevado potencial para o negócio agricola e para a sua gestão oepracional  (o interessado apresenta de candidatura  com apresentação de plano de negócios tendo como objetivo fazer-se a respetiva avaliação).
b) Participa no capital social da sociedade por quotas com o jovem agricultor ou não jovem agricultor (único: só aceita fazer parte de sociedades com uma única pessoa individual).
c) Aporta conhecimento técnico e de gestão.
d) Facilita o acesso a outros meios de financiamento. 
e) Os esclarecimentos e candidaturas devem ser apresentadas junto da Diretora da Ruris, Dra. Sofia Freitas (sofia.freitas@ruris.pt; 962 039 850).  

2. Existem ao longo do território nacional, clubes de business angels que são formas alternativas de encontrar investidores para o seu negócio na produção agricola.  

terça-feira, 19 de abril de 2016

No meu caso, com 44 anos, com que ajudas posso contar para iniciar uma pequena produção agrícola?

Boa tarde, 

Conheci hoje este blog que me parece bastante elucidativo, quanto às dúvidas relacionadas com a agricultura. 

Herdei recentemente algumas terras e pretendo rentabilizar as mesmas. Até agora as terras eram ocupadas por uma agricultura tradicional (milho; batata, legumes, etc.), no entanto em minha opinião o mercado está saturado deste tipo de culturas e as existentes são feitas quase que em regime latifundiário. 

Assim o que pretendo é apostar em novas produções, apostar em frutas que não sendo nativas poderão perfeitamente adaptar-se ao n/ clima. Portugal conta com uma gastronomia cada vez mais inovadora, aberta a novos temperos e sabores, por isso creio que será uma boa aposta.

No entanto, após procura de informação compreendi que quem tem mais de 40 anos (44 no meu caso) já não é apto a investimento. Assim coloco a seguinte questão. No meu caso, com 44 anos, com que ajudas posso contar (se existirem) para iniciar uma pequena (espero que apenas no começo) produção agrária?

Comentários:
1- Pode conseguir ajudas aos pequenos investimentos de 5000 euros a 25 000 euros de investimento elegivel (há afirmações públicas do Sr. Ministro da Agricultura que este limite irá ser alargado para 40 000 euros). Os apoios serão concedidos através  de incentivos não reembolsáveis no valor de 50% do investimento elegivel, exceto na região de Lisboa e Vale do Tejo ou Algarve cujos apoios descem 10%, para 40%.

2- Para investimentos superiores a 25 000 euros (ou no futuro superiores a 40 000 euros) pode obter até 50%  ou 40% de apoio, através de subsídio não reembolsável, conforme a parcela se situe em região desfavorável ou favorável (Lisboa e Vale do Tejo ou Algarve).  

terça-feira, 12 de abril de 2016

Fileira dos Pequenos Frutos

Secretário de Estado da Agricultura visita Bfruit
|Organização de produtores de pequenos frutos quer penetrar no Dubai e na China|

O Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Vieira, vai visitar as instalações da Bfruit, uma organização de produtores de pequenos frutos, formada em 2013, com sede em Moreira de Cónegos.
Esta visita, que se realiza no próximo dia 16, sábado, pelas 12 horas, tem como pano de fundo um périplo que este governante irá realizar pela zona Norte para tomar contato com a produção e comercialização dos pequenos frutos.
Luís Vieira irá, assim, encontrar-se com produtores de pequenos frutos e visitar o Entreposto de frio da Bfruit, no que será acompanhado por Fernanda Machado, presidente do Conselho de Administração da empresa, e José Martino, presidente da Assembleia Geral.
A Bfruit conta com mais de 100 produtores de pequenos frutos, que auxilia durante as fases de produção e comercialização, exportando mais de 90% da produção (mirtilos, amoras, framboesas, groselhas, morangos e kiwis) para a Holanda, Bélgica, Alemanha, França e Brasil. 
A Bfruit, que recentemente celebrou uma parceria com a empresa multinacional Multiberry, passou a ser uma das maiores organizações de produtores de pequenos frutos a nível nacional, e quer chegar a novos mercados, como o Dubai ou a China.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Alimentação animal

"Boa noite. 

Encontro-me na mesma situação e gostaria que 3 questão fosse mais aprofundada pois gostaria de me candidatar a um projeto jovem agricultor de cabras malagunhas, cerca de 400 cabeças no entanto so tenho a área do estabulo e nao sei se tendo custos totais no que diz respeito à alimentação dos caprinos, existe possi ilidade de ter um projeto aceite. 

Cumprimentos"


Comentários:
1. Para um projeto pecuário ter coerência técnica deve possuir na sua base a produção de alimentos para os animais na exploração agricola, ou seja, tem que possuir terra agricola que seja utilizada com esse objetivo.

2. Os custos com a compra da alimentação animal no exterior da exploração devem ser marginais face aos custos totais de produção.   

Gestão agricola

"Falta chegar Gestores as empresas agricolas, sera necessario captar nas universidades, pessoas e na economia gestores que percebam ou queiram perceber as agriculturas. 

Noto que o setor do leite e carnes vermelhas e muito fragmentado, falta de escala, tomador de preco e de custos de contexto e de mercado. Aqui so mesmo agrupar para escala, mais facil dizer que fazer. As novas, agriculturas precisam de nocao de fileira e escala"

Comentários:
1. Creio que pouco a pouco, de forma paulatina, os gestores estão a entrar na agricultura porque ela está mais atrativa, gera maior sucesso e interesse nos meios de comunicação social.

2. Que tipo de escala falta ao leite? Na minha opinião o leite tem escala, falta competividade porque é aplicado um modelo técnico assente em custos de produção muito elevado seja for forte incorporação de concentrado/ração na alimentação dos animais, seja por uma utlização elevada da mecanização, etc. por outro lado falta valor acrescentado no segmento dos laticinios onde se incorpora a maior quantidade do leite produzido em Portugal. 

3. Na produção de carnes vermelhas falta escala para tirar o maior partido das forragens e demais alimentos produzidos na exploração.

4. Concordo que as novas agriculturas devem incorporar na respetiva massa critica os objetivos estratégicos tendo por base "a noção de fileira e escala"     

Baby kiwi

"É mais um pedido. que tempo demora o baby kiwi a dar frutos.? não encontro este dado em nenhum lado pf.responda para ....@gmail.com"

Comentários:
1. Informo uma vez mais que não respondo através de e-amil porque não tenho tempo para as solicitações que me são colocadas diariamente.

2. Respondo neste blogue aos pedidos de resposta que me são colocados segundo as regras que nele constam no critério editorial.

3. O baby kiwi demora 3 anos a entrar em produção.

Que atividades agícolas escolher para 1 ha de terra em Portalegre?

"Boa tarde Sr. Eng. Martino


Peço imensa desculpa de o incomodar, mas como tenho visto que tem ajudado e esclarecido muitos jovens pensei em contacta-lo na esperança que também me possa ajudar...

O meu nome é ..., e sou natural de Portalegre, Alentejo onde resido, tenho um terreno com cerca de 1 ha com muita água e gostaria de saber qual a sua opinião de negócio para poder rentabilizar o terreno, já me falaram em estufa de ervas aromáticas, pequenos legumes como a couve de Bruxelas as mini cenouras, etc... mas como não estou dentro desses assuntos gostaria de ter uma opinião de alguém com verdadeiro conhecimento de causa.


Desde já agradecido, e parabéns pelo seu blog e excelente trabalho em prol da agricultura Portuguesa.


Com os melhores cumprimentos"

Comentários:
1. Consulte neste blogue o post "O que fazer?". Tenho dúvidas se haverá condições climáticas em Portalegre que suporte a melhor aptidão para essas atividades agricolas.

2.  Não conheço o solo e clima do seu terreno para lhe dar uma opinião válida sobre a melhor opção de atividade agricola.

3. Deve ponderar previamento o canal de escoamento e valorização das suas produções e a que distância fica o ponto de entrega logística das produções para saber quanto lhe vai custar o transporte.

4. Avalie o seu perfil e vocação para atividades intensivas a colocar no seu hectare de terra.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Cultiva-se o que está na moda!!!

"Um facto inegável, a nossa Agricultura têm andado à deriva por falta de um Estudo sério de como e onde se deve intervir. 

A busca e acesso aos subsídeos deveria ser pela produção efectiva,e de acordo com o produzido. 

Cultiva-se o que está na moda !!!! 

Saudações"

Comentários:
1. Há muitos anos que os portugueses aceitam como normal que não existam opções políticas próprias sobre as agriculturas de Portugal, ou seja, a política agricola consiste única e exclusivamente em aplicar no país as diretivas europeias, ajudas e apoios da Política Agricola Comum e a respetiva legislação.

2. Há cerca de dez anos atrás Portugal teve um ministro da Agricultura que teve a "ousadia" de assumir publicamente que deveriam fazer opções nos apoios ao investimento para aquelas fileiras em que temos condições naturais para sermos mais competitivos, como sejam, as hortofruticolas, vinha/vinho, olival/azeite, produtos tradicionais de qualidade, etc. O que aconteceu? Foi crucificado na praça pública porque rompeu com o principio politico que é consensual na sociedade portuguesa "é preciso dar dinheiro europeu e dos contribuintes portugueses a todos sem exceção". Será que este principio político é o que melhor defende os superiores interesses de Portugal e dos portugueses? Este debate deve ser travado no espaço público.

3. Na minha opinião as ajudas públicas ao investimento devem ser atribuidas a quem cumpra determinadas condições que levem a determinados objetivos de política, como por exemplo, a maior sustentabilidade económica/financeira dos investimentos que passam pela avaliação das competências de perfil do empreendedor, formação profissional/experiência/estágio na atividade (o sistema atual é cego quanto às competências do empreendedor no que diz respeito ao seu perfil para o negócio em causa, formação e experiência para a atividade em causa), seja pela prioridade das regiões do Interior de Portugal  com desertificação social e baixo nível de desenvolvimento económico, atividades com maior perfil competitivo para que  produtos/produções se imponham no mercado nacional e internacional,  etc.     

Uma opinião sobre a valorização da produção nacional

"Boa noite, escrevo-lhe apenas para pedir uma opinião sobre uma possível solução para a produção nacional que ao mesmo tempo é mais ecológica.

-Poderia o Governo, a nível nacional, ou talvez a Europa como uma medida da PAC (muito mais difícil na minha opinião) criar uma "taxa ecológica", aplicada ao retalho e grandes superficies, sobre a distância (Km) que os bens alimentares têm de percorrer para chegar à prateleira? Não seria uma medida simples para proteger e incentivar a produção local ao mesmo tempo que se protege o ambiente?

Claro que isto pode ser perigoso, pois as grandes superficies podem obrigar os produtores a baixar ainda mais os preços, mas uma solução destas aliada a tabelas de preços mínimos a pagar ao produtor iguais em toda a europa poderia talvez resultar numa politica muito mais sustentada para os agricultores europeus."

Comentários:
1. Na minha opinião a melhor opção é o consumidor ser pessoa esclarecida, massa/opinião critica sobre o que quer, possui consciência das consequências das suas opões sobre o emprego e desenvolvimento económico das regiões de produção, o qual prefere a melhor qualidade de produto, o que na maioria dos casos o levaria a privilegiar a compra dos produtos agrícolas e agroindustriais produzidos em Portugal.

2. As decisões políticas através da introdução de taxas levam à distorção  do mercado, as quais acabam por penalizar os produtores.

3. As intervenções políticas devem ser canalizadas para equilibrar as relações comerciais entre a distribuição organizada e os seus fornecedores através da melhoria do acompanhamento da Autoridade da Concorrência de todos os passos do relacionamento entre as partes, maiores penalizações para práticas de dumping, práticas de esmagamento dos fornecedores, etc.. Se necessário deveria ser criada legislação que dê maior eficácia à ação de quem fiscaliza.

4. É muitissímo importante legislar no sentido da embalagem conter a verdadeira origem do produto e das respetivas matérias primas para que o consumidor possa exercer a sua opção conforme o indicado em 1.    

quarta-feira, 16 de março de 2016

Agricultura precisa de planos estratégicos



As últimas e muito mediatizadas manifestações de suinicultores e produtores de leite mereciam da parte do Ministério da Agricultura uma reflexão profunda sobre que estratégia se deve desenvolver para as agriculturas em Portugal.
Este é o momento para fazer esta reflexão. Vivemos tempos históricos no setor agrícola. Por um lado, os anos da crise trouxeram gente nova, com ideias, com vontade e com arrojo de volta à terra. Por outro lado, temos setores como os que referi à beira do abismo.
Esta dualidade não é saudável para o clima económico e social de Portugal. Só o Governo pode criar as condições para se ultrapassar esta tensão e estimular um setor que tem vindo a ganhar escala, a aumentar as exportações, a investir em Inovação & Desenvolvimento, e a criar mais valor acrescentado e emprego.
Deixo aqui o meu humilde contributo para esta reflexão. O GPP - Gabinete de Planeamento e Políticas, é um organismo público que devia ser colocado a investigar, pesquisar, investigar e a lançar ações de benchmarking, como forma de medir as boas práticas na agricultura nacional.
Esta estrutura, dependente do Ministério da Agricultura, devia ser responsável pela elaboração de planos estratégicos para as agriculturas. Esses planos estratégicos deviam sinalizar o que se devia cultivar, que quantidades e onde - tendo em conta as questões do clima, dos solos, do paradigma social e económico de uma determinada região, da sua localização geográfica, etc.
Só assim se pode alavancar as iniciativas empresariais dos agentes agrícolas. Um exemplo: os frutos secos, como o pistácio, têm uma grande recetividade nas zonas do interior e mais deprimidas. É esta avaliação que é preciso fazer para outras zonas do país.

terça-feira, 15 de março de 2016

Gostava de uma resposta para o meu mail.

Boas eu gostava de começar um negocio na agricultura mas nao tenho terreno nem dinheiro para o comprar as ajudas k dao tambem inclui a compra do terreno?? Gostava de uma resposta para o meu mail.

Comentários:
1. Se não possui dinheiro para comprar o terreno onde pretende dedicar-se à agricultura, recomendo que o arrende, pois é menos exigente do ponto de vista financeiro.

2. Como escrevo repetidamente neste blogue, reafirmo mais uma vez que não respondo de forma individualizada através de e-mail porque não tenho disponibilidade de tempo para responder às centenas de e-mails e comentários que me chegam diariamente.

3. Respondo aqueles que cumprem o indicado no editorial deste blogue e no caso de temas que tenham interesse público para os meus leitores, pois é meu objetivo doar este tempo que emprego nesta atividade, à sociedade portuguesa e aos seus superiores  interesses 

Castanheiros

"Boa tarde 
Tenho um terreno com cerca de 2 hectares em Vilarinho dos Galegos, concelho de Mogadouro e gostava de estudar a possibilidade de plantar castanheiros. 
Agradecia a sua opinião. 
Cumprimentos"

Comentários:
1. Deve analisar se existem castanheiros nas redondezas e envolvente do seu terreno, desta forma não sendo técnico terá uma primeira perspetiva da aptidão da região para a cultura.

2. Peça a um técnico que visite o seu terreno e se pronuncie sobre a viabilidade desta cultura para o seu caso concreto.

3. A superfície de 2 hectares é muito escassa como economia de escala para a cultura do castanheiro. No entanto, se não existirem alternativas comerciais é uma cultura com algum interesse para part time e com ligação ao mercado 

domingo, 6 de março de 2016

O que fazer?

"Boa tarde Sr.  Engenheiro José Martino.
Sabe dizer-me o que colocar num projecto de jovem agricultor com 2000 m2 na zona de Penacova, Coimbra?
Desde já muito grato pela atenção"

Comentários:
1 - Para rentabilizar investimentos em 2000 metros quadrados que justifiquem a instalação como jovem agricultor não há muitas opções de atividades, teoricamente podem ser: hortícolas em hidroponia, cogumelos, caracóis, etc.

2 - Para Penacova? Não conheço as condições de clima e solo para dar uma opinião válida e tão mais importante é o canal para a valorização comercial:existe? Está a que distãncia?

3 - E por último, o mais importante: qual a sua vocação, perfil para ser empreendedor e em particular para estas atividades?

4 - Não recomendo que se instale com esta dimensão de atividade indicada porque tendo sucesso no negócio irá precisar de incrementar o tamanho da sua exploração e virá a necessidade de a deslocalizar e voltará a pagar os custos de se instalar de novo para implementar novas infraestruturas e melhoramentos fundiários 


Trufas

"Boa Tarde Sr. Engenheiro,

Não posso de deixar de reconhecer toda a sua dedicação e qualidade nos serviços prestados á agricultura, pelo que me apercebi nos seus artigos e blog, ajudou certamente muitos jovens a iniciarem se na agricultura e esclareceu outros. Nesta ocasião espero que me possa ajudar.

 Herdei em conjunto com o meu irmão há uns anos 7ha de terra, 3,5ha de olival  (tradicional) e 3,5ha de terra limpa com mato e algumas azinheiras dispersas, tenho algumas alfaias agrícola e um tractor. No inicio deste ano o meu irmao submeteu um projeto ao pdr2020 para olival e amendoal (terra alugada) para plantar olival e amendoal novo. Tenho 3,5ha disponíveis, a ideia passa por fazer algo de inovador, alienar 2 grandes produtos (trufa negra+azeite virgem extra= azeite trufado (tenho um amigo a fazer tese de mestrado nesta área), nestes 3,5ha produzir trufa negra através de "árvores" micorrizadas.
Pelo que pesquisei reúno as condições para a produção de trufa negra, actualmente estou em contacto com uma empresa Espanhola, os nosso vizinhos estão a apostar nesta cultura de ano para ano.
A minha questão é, se conhece alguém em Portugal a fazer este tipo de cultura? E se a espaço visual poderia conduzir este projecto?

Desde já obrigado pela atenção dispensada,


Cumprimentos,"

Comentários:
1- A produção de trufas pode ser um excelente negócio se for implantado em terrenos adequados para esta produção.

2 - A Espaço Visual pode ajudar a desenvolver esse negócio. Marque uma consulta com    o arr. Benjamim Machado (924433183)

Crise do leite

Comunicado da  Direção da APROLEP Associação dos Produtores de Leite de Portugal: 

MARKETING DIRETO dos PRODUTORES DE LEITE CHEGA A LISBOA!

Em Lisboa, no próximo domingo, entre as 15h30 e as 17h00, um grupo de produtores de leite, com suas famílias, vai contactar diretamente os consumidores, em nova ação de marketing direto, à porta do Centro Comercial Vasco da Gama, para abordar diretamente os consumidores de forma a promover o leite, os produtos lácteos e todos os produtos agrícolas portugueses.
Como temos vindo a denunciar, a situação dos produtores de leite agrava-se a cada dia que passa, devido à manutenção de preços ao produtor claramente abaixo dos custos de produção, o que provoca atrasos de pagamento a fornecedores e aumento das dívidas junto do banco. Muitos produtores estão agora a abater animais para reduzir drasticamente a produção, porque a indústria que lhes transforma o leite não consegue exportar nem vender no mercado interno.
Temos de lembrar, até que a voz nos doa, que somos obrigados a reduzir a produção e vender leite ao desbarato enquanto Portugal importa quase 500 milhões de euros em produtos lácteos, dos quais 300 milhões em queijos e iogurtes. Daí o nosso apelo a consumidores e superfícies comerciais para a substituição das importações de sobras de leite da Europa por leite e produtos lácteos nacionais. 
Fazemos um especial apelo ao setor de hotelaria, restauração e cafetarias, para resistirem à tentação de utilizarem queijos ou sucedâneos de queijo importados na elaboração de sandes, tostas mistas e todo o tipo de alimentos confecionados. Pedimos aos consumidores que exijam produto nacional, com o símbolo (PT), na manteiga e outro tipo de entradas servidas nos restaurantes.
Voltaremos à rua as vezes necessárias até que o Governo Português faça alguma coisa de concreto para defender a produção nacional, na identificação da origem dos produtos lácteos vendidos em Portugal, no esclarecimento dos consumidores sobre as qualidades nutritivas do leite, na ação diplomática em Bruxelas (para regular o mercado desregulado pelo fim das quotas e resolver a crise com a Rússia) e na ação diplomática no resto do mundo mobilizando as embaixadas portuguesas para ajudar à exportação dos produtos lácteos portugueses. Precisamos também aí de uma atitude cada vez mais dinâmica da indústria nacional na promoção do leite, na investigação e desenvolvimento de produtos lácteos de valor acrescentado. Sem uma ação rápida do Governo, da Indústria e Distribuição não será possível acudir à agonia atual da produção de leite português. A Direção da APROLEP"

Comentários:
1 . Parece-me extremamente positiva a ação do marketing direto embora me pareça que deveria ser pelo menos em 20 locais por fim de semana, envolvendo a maioria dos produtores de leite cujo número é de alguns milhares para mostrar quão dramática  é a quebra de casf flow (na realidade é)  tendo como objetivo gerar uma verdadeira onda de consumo de produtos lacteos nacionais levando tal como acontece com os vinhos, que os consumidores prefiram produtos da origem Portugal.
2. Creio que a indústria deveria reconverter a sua gestão e contratar um lider operacional e respetiva equipa, alguém das multinacionais com provas dadas nos EUA, Nova Zelândia, etc. com sucesso ao nível da indústria e do negócio dos produtos lacteos para fazer a revolução no sentido de passar o negócio do leite UHT para os produtos lacteos de alta rentabilidade. Além da motivação do consumidor para comprar português é necessário que a industria nacional, tal como fizeram os industriais de sapatos e textil, a industria se reconverta para o designio da exportação competitiva. Claro que é fácil indicar o caminho, difícil é ter sucesso nessa trajetória, a minha experiência de vida indica que o primeiro passo é acreditar que se pode ter sucesso, o segundo passo é começar a trabalhar para se ter sucesso, o terceiro passo é ser perseverante no trabalho para o sucesso (a perseverância é o combustivel do sucesso), o quarto passo é fazer tudo e mais alguma coisa para se ter sucesso (muitas vezes a sorte favorece-nos porque tentamos mais uma vez, com uma nova estratégia que era louca, porque nunca tinha sido implementada, a probabilidade de dar resultado era muito baixa (não me canso de repetir a história da Nova Zelândia como país e da fileira dos seus kiwis, estiveram falidos, assumiram que podiam ter sucesso, fizeram reconversões profundas, assumiram soluções que normalmente não seriam implementadas, colocaram nos seus objetivos que tinham a ambição de serem os melhores, gerarem alta rentabilidade nas suas atividades, trabalharem arduamente para esses desideratos e conseguiram-no)).
3. Se a APROLEP e os produtores pretendem que a industria, o canal HORECA e a distribuição portuguesas apostem realmente nos produtos portugueses além do apelo público, terão que os abordar um a um, mostrando a importância da Vossa proposta, o quão dramático e concreto é o problema dos produtores porque não sendo o caso, muitas vezes fica a ideia que se trata de estratégias para captar apoios públicos. Deverão por a comunicação social a acompanhar o final de cada reunião para mostrar aos consumidores a importância do problema que Vos obriga a bater a todas as portas para encontrar soluções e desta forma o consumidor, o cidadão português perceba que é real e necessária a sua mudança de atitude no ato da compra. Parece a quem analisa a situação fora da fileira que o problema não é muito grave porque não mobiliza os seus players de forma sistemática e continua ao longo de largos períodos de tempo tendo como objetivo ações que possam gerar caminhos e soluções . Parece haver resignação perante a situação, falta de acreditar que esta fileira irá dar a volta e ter muito sucesso financeiro e económico. Estarei errado na minha análise?
4. O governo deve ser pressionado para fazer a sua parte na melhoria da legislação para melhor identificar a origem da matéria prima e dos produtos lacteos, na busca de soluções de âmbito europeu junto da Comissão Europeia, etc. Mais importante é identificar nas condições atuais qual a melhor estratégia para a produção ser competitiva a médio prazo. No entanto, creio que os produtores /industriais deveriam ser eles a contatar as Embaixadas portuguesas pelo mundo para identificar novos mercados e destinos para os produtos lacteos nacionais.             
5. Na minha opinião há pelo menos oito anos que se sabia que este problema poderia colocar-se e não é de conhecimento público que, quer da parte dos governos, quer da parte dos produtores e das suas Organizações, quer da parte da industria, tenha sido feito um estudo, um plano estratégico, uma ação de benchmark sobre as melhores práticas internacionais ao nivel da produção e da industria que pudessem ser recomendadas e implementadas em Portugal. Para mim, o modelo estratégico da produção de leite deverá ser estudado de forma rigorosa tendo em conta a produção competitiva, assente no abaixamento dos custos de produção, no incremento da dimensão das explorações, parte delas provalvelmente terão que ser deslocalizadas, na distância das explorações às fábricas e destas aos locais de consumo, etc, mas também ao nivel da industria, posicionando-a nos produtos alternativos ao leite UHT, novos produtos, novos mercados sobretudo de valor acrescentado. Defendo  que o setor cooperativo do leite deve negociar ruma linha de crédito a 20 anos para reconversão da produção e da industria
6. Na minha perspetiva quem compete são os empresários, os lideres cooperativos, os lideres associativos e estes se buscarem serem mais competentes, mais massa critica, mais conhecedores do que se passa a nivel mundial, enfim..mais lideres efetivos, tenho a certeza que esta fileira sairá mais forte desta grande borrasca dos dias de hoje.
7. Parece-me que se não forem construidos caminhos como os que aqui indico e outros, iremos caminhar para soluções radicais como aquela que me dizia há dois atrás um produtor de leite, solução esta que não defendo, "iremos aos supermercados que comerciliazarem produtos lacteos estrangeiros, encheremos carrinhos de compras com centenas de produtos incluindo frutas e legumes, talho, peixaria e charcutaria, etc. abandonamos os carrinhos de compra junto às caixas e sairemos da superfície comercial. Só paramos quando não tiverem à venda leite e iogurtes de origem estrangeira"