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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

AZEITE: Espanha produz, Portugal consome...

A Espanha é o maior produtor mundial de azeite e é também o país que concentra quatro das cinco maiores empresas embaladoras, revelou o jornal "Público", na sua edição de 11-01-2009. Portugal, em contrapartida, é dos maiores consumidores do mundo, mas tem de importar metade do azeite que usa. Mas, também por mão dos espanhóis, houve uma aposta recente em novos olivais no país, que são mais competitivos. De acordo com um trabalho assinado pela jornalista Ana Fernandes, além da Sovena Ibérica, do grupo Nutrinvest (português), são os espanhóis dos grupos SOS, Aceites del Sur, Migasa e Hojiblanca que dominam o mercado. Em plena pujança do sector, muitos investidores viraram-se para Portugal para aqui cultivarem. "Compraram terra a 10 mil euros o hectare e, com metade do investimento feito através de apoios comunitários e nacionais, gastaram mais cinco mil a plantar, ou seja, com 12.500 euros ficaram na expectativa de conseguir, numa posterior venda, preços semelhantes aos praticados na Andaluzia, onde o hectare de olival anda pelos 50 mil euros", diz Aníbal Martins, na Fenazeites.
Cerca de 70 por cento deste investimento foi feito no Alentejo. Porém, a crise pode vir também a ameaçar estes projectos, até porque muitos foram feitos com créditos com períodos de carência de três e quatro anos, que já estão a passar. Com as mudanças nos sistemas de pagamentos dos apoios deixou de haver números certos sobre a produção nacional, embora existam estimativas, que o sector considera poucos fiáveis, mas que podem ser indicativas. Segundo estas, o Portugal produz, em média, 35 mil toneladas de azeite por ano. Com os novos olivais, há potencial para acrescentar 70 a 75 mil toneladas a este total, segundo a Fenazeites. Mas Aníbal Martins não deixa de alertar que a tendência é que se percam os 35 mil até agora produzidos nos olivais tradicionais.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

OS MILHÕES DA AGRICULTURA

De acordo com informações prestadas esta semana pelo ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, a agricultura portuguesa recebeu apoios de 1.244 milhões de euros em 2008 contra mil milhões no ano anterior. De acordo com a agência de notícias Lusa, Jaime Silva falava durante uma audição na comissão parlamentar de Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional. O governante salientou que, no âmbito do Programa para o Desenvolvimento Rural (Proder), foram pagos 425 milhões de euros até ao final de Dezembro.
Jaime Silva revelou que 100 mil agricultores receberam cerca de 190 milhões de euros em medidas indemnizatórias, mas também foram pagas medidas agro-ambientais, regadio e grupos de acção local, com 315 milhões de euros. Os deputados da oposição questionaram o ministro sobre vários assuntos, com especial incidência na gestão da floresta, com as medidas e ponto de situação do combate ao nemátodo do pinheiro, mas também acerca da passagem para a mobilidade especial de vários funcionários do Ministério. Jaime Silva esclareceu o deputado Hélder Amaral (CDS/PP), partido que pediu a presença do ministro no parlamento, sobre o programa de combate ao nemátodo, o qual foi actualizado após o seminário internacional realizado em Outubro e que reuniu especialistas de todo o mundo nesta doença.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

NOTÍCIAS DO MUNDO RURAL

A FORMAÇÃO NA ALEMANHA
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Um dos motivos de a agricultura alemã chegar ao nível em que está hoje é o sistema abordado com os jovens, filhos de agricultores. Para se tornarem “landwirtschaft” (agricultores) eles precisam estudar e se aperfeiçoar numa escola técnica. Realizam o curso técnico no período de três anos, com aulas dinâmicas e professores capacitados. O diferencial é que na escola não são oferecidas aulas práticas, mas os alunos devem fazer três estágios – um a cada ano –, em propriedades consideradas modelos. Nelas permanecem de segunda a sexta-feira participando de todas as atividades, e ainda têm as despesas pagas e um pequeno salário. Os futuros agricultores elaboram relatórios diários das atividades desenvolvidas, o que lhes é cobrado rigorosamente. (...) É um sistema muito interessante, pois junto com a teoria os alunos trabalham com técnicas modernas e diferenciadas nas propriedades. Isso porque o “Bauer”, proprietário, também deve portar uma formação superior, para receber o estagiário.
FONTE: Elias Petry (Gazeta do Sul - Brasil)