O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Debate - um meio para promover massa critica nos agentes da Agricultura Portuguesa!

No Sábado passado recebi vários telefonemas e mensagens de felicitações pelo "excelente artigo do jornal Público" desse dia, bem como do artigo publicado na véspera no semanário Vida Económica. É este tipo de estimulos que me motiva a escrever sobre a actualidade na Agricultura Portuguesa. Por vezes, sinto esta falta de feedback sobre os post deste blogue, pelo que apelo aos meus leitores para aqui participarem dando as suas opiniões. O debate é um excelente instrumento na motivação para se trabalhar na construção de uma agricultura melhor, moderna e com melhor qualidade de vida para as pessoas do mundo rural.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Martinha Vieira

Estive presente na passada 6.ª Feira na entrega de contratos da Dolmen, Associação Leader do "Douro Verde" (concelhos de Amarante, Baião, Marco de Canaveses, parte das freguesias nos concelhos de Cinfães,Penafiel e Resende)relativas ao Eixo 3 do ProDeR.
Foram entregues contratos a 37 proponentes com o valor de investimento total de 5,1 M€, com 3 M€ de apoios para a criação de 80 postos de trabalho.Gostei de verificar a dinâmica da Dolmen, a qual se traduziu na presença da Gestora do ProDeR, a Dra. Gabriela Ventura.Estive nesta cerimónia porque foi apoiado um projecto da Espaço Visual relativo a uma empresa de prestação de serviços de mão-de-obra na agricultura, a qual é promovida pela colega e amiga, a Eng. Martinha Vieira. Presto a minha homenagem à coragem desta mulher que se lançou na vida empresarial, aproveitando a mão de obra disponivel das mulheres da freguesia de Paredes de Viadores, no concelho do Marco de Canaveses e dando-lhes trabalho nas operações culturais nas plantações de kiwis (podas, mondas, aplicação de polén, colheitas, etc.). Neste momento já dá trabalho a mais de meia dúzia de pessoas. É este tipo de projectos que promovem o crescimento de produtos agrícolas que Portugal necessita para relançar o desenvolvimento da economia real

sábado, 29 de janeiro de 2011

Pagamentos ProDeR investimento!

Consegui recolher mais informação sobre os pagamentos da Acção 111 do ProDeR, modernização e capacitação das empresas,neste ano de 2011. Ao contrário do que escrevi ontem, já foram pagos 25 M€ e segundo a minha fonte, sobretudo a agricultores da região de Lisboa e Vale do Tejo.Seria interessante que fosse publicada a listagem com os agricultores que já receberam as suas ajudas em 2011 e que o Ministério da Agricultura esclarecesse qual o critério que presidiu à decisão neste pagamento. Estão em carteira cerca de 65 M€ de pedidos de pagamentos já homologados pelo ProDeR e que aguardam no IFAP autorização política para o seu pagamento

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Atrasos nos pagamento na Acção 111 do ProDeR - uma situação vergonhosa!

O Ministro da Agricultura compormeteu-se no dia 17 de Dezembro de 2010, quando visitou uma exploração de kiwis em Amarante, que os pedidos de pagamento da Acção 111 do ProDeR (ajudas ao investimento na agricultura e agro-indústria) seriam pagas até ao fim da primeira semana de Janeiro de 2011. Até esta data o IFAP não fez qualquer pagamento nem existe a informação da data em que serão realizados. Mais uma vez lembro da importância do IFAP enviar aos proponentes cujos pagamentos estão em atraso, uma carta conforto com os montantes em débito para aqueles empresários que sofrem de estrangulamentos financeiros se possam financiar junto da banca.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A economia portuguesa precisa crescer 4% do ano

Com os encargos futuros dos juros da dívida pública resultante dos últimos 4 leilões, a economia portuguesa terá que crescer, nos próximos anos, 4% ao ano em termos nominais.Segundo a grande maioria dos especialistas este objectivo será praticamente impossivel de conseguir. Na minha opinião, não é fácil conseguir-se, mas também não é impossivel, sobretudo se houvesse uma estratégia de crescimento, ou melhor um Plano para o Crescimento a produção de bens transaccionáveis. Estes comentários são feitos a propósito de uma abordagem que fiz à banca para me apoiarem num investimento na actividade agrícola. A resposta que obtive é que estão mais disponiveis para me apoiarem por crédito ao consumo ou reforço do crédito à habitação, não preciso explicar em que negócio produtivo irei colocar o dinheiro, do que no crédito para apoio ao investimento. Discutindo este posicionamento da banca com alguns amigos, esta "enormidade" do ponto de vista do desenvolvimento económico de Portugal,chegamos à conclusão que seria preciso uma "magistratura de influência do governo" junto da banca, sensibilizando-os para a importância do apoio do crédito à produção de bens transaccionáveis, bem como a aprovação em Assembleia Geral da Caixa Geral de Depósitos de um Plano Estratégico neste mesmo sentido, o qual fosse um sinal e um exemplo para os outros bancos, da política que o governo português quer para fazer crescer a economia

sábado, 22 de janeiro de 2011

Instabilidade no IFAP

O Jornal Sol de ontem indica que há grande instabilidade no IFAP, "em apenas um ano, saíram 35 dirigentes e este organismo teve oito organograms diferentes".

Pela minha parte, tenho a expectativa e confiança que a sua Presidente, a Dra. Ana Paulino, conseguirá levar a bom porto a reestruturação que está a liderar. Como utente acho importante que as coisas melhorem porque é importante que os agricultores recebam atempadamente as suas ajudas e sobretudo que, obtenham uma carta conforto para obterem financiamento bancário quando há atrasos nos pagamentos por razões de disponibilidade orçamental.

Irresponsabilidade Política na Gestão dos Fundos Financeiros de Apoio aos Agricultores

O Jornal Sol na sua ediçao de ontem indica que "Portugal tem que devolver 170 M€ à Europa por não ter respeitado as regras de controlo de subsídios a agricultores".

Parece que a juntar aos 46 M€ relativos ao ano de 2006, cuja notificação chegou em Novembro de 2010, Portugal terá que devolver mais 170 M€ relativos aos anos de 2007 e 2008, o que tem a ver com os atrasos nos controlos in loco. A Comissão Europeia indica que há controlos realizados demasiado tarde para serem eficazes. Pela minha parte posso atestar que, ouvi comentários de agricultores que se mostravam admirados por receberem inspectores para verificarem culturas anuais que estiveram no terreno há um ou dois anos atrás.

O artigo indica que há risco de, no futuro, Portugal ter de devolver ajudas relativas ao ano de 2009.

O Gabinete do Ministro da Agricultura diz que ainda tem margem de manobra para negociar com a Comissão Europeia a correcção financeira que irá ter lugar. Espero que a bem de Portugal, o Ministro António Serrano consiga evitar a devolução dos 120 M€. Defendo que no caso de haver devoluções de verbas no consulado político do actual Ministro, tendo por base deficiências dos serviços do Ministério da Agricultura que haja demissão ou exoneração dos responsáveis

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Que actividades desenvolver no 0,5 milhão de hectares de terrenos abandonados nos últimos dez anos

Na minha opinião deveriam ocuparem-se os solos abandonados com pastagens, para a produção de carne e leite, culturas fruticolas,cereais, plantas aromáticas e medicinais. A ocupação adequada dos solos com as culturas mais adaptadas nao me parece problemático, mas acho que muitas explorações agrícolas se encontram abandonas por pequena dimensão económica das actividades. Deveria ser feito um diagnostico dos processos que desaguaram na situação actual e serem propostas estratégias para rentabilizar os solos disponíveis para a agricultura. Acho que uma boa legislação de ordenamento do território, bem aplicada e conjugada com um banco publico de terras, serão instrumentos adequados para combater a desertificacao nos campos.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Nova Política para a agricultura

O "Público" escreveu ontem que o sector agrícola em Portugal perdeu meio milhão de hectares nos últimos dez anos, apesar de a área média das explorações agrícolas ter aumentado. O jornal comparou os dados de 2009 do Recenseamento Agrícola do INE, que ocorre de dez em dez anos.

Acho que é importante verificar os hectares cultivados que se perderam, mas sobretudo se estamos, nós os agricultores, a criar mais riqueza, se vivemos melhor, se os nossos rendimentos e rentabilidades se incrementaram?

A questão que se coloca é: será possivel fazer melhor implementando uma nova política na agricultura portuguesa?

A resposta é: sim. È realista fazer muito mais e muito melhor!

domingo, 16 de janeiro de 2011

A Agricultura começa a ganhar espaço mediático!

O jornal Público de hoje tem na sua secção de economia um importante artigo sobre a agricultura, fazendo uma análise estatística aos últimos dez anos. Registo com agrado que a cultura do kiwi foi a actividade frutícola que mais cresceu nos últimos dez anos. Faço votos para que continue no mesmo patamar na próxima década