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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

José Martino: 25 anos de trabalho agronómico


Retomei hoje o trabalho após as férias na segunda quinzena de Agosto e verifiquei na análise à minha atividade profissional que no dia de amanhã, 1 de Setembro de 2011, fazem 25 anos desde que este vosso amigo teve o primeiro dia de trabalho remunerado, como engenheiro agrónomo, a trabalhar na "FENAGRO - Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Aprovisionamento e Escoamento de Produtos, FCRL", tendo por base o apoio de um estágio ao abrigo do Programa "COOPEMPREGO" com o qual o Insituto António Sérgio apoiava a integração de Quadros nas Cooperativas (o setor cooperativo atual precisa de um programa especifico de apoios contemplando um dos eixos num Programa, espécie de Coopemprego ajustado à realidade do tempo atual). Nesses 6 meses de estágio e nos 2 anos seguintes na UCANORTE - União das Cooperativas do Noroeste, CRL, aprendi muito sobre o mundo das relações do trabalho, da realidade cooperativa na agricultura portuguesa, da sua importância estratégica e sobretudo, ganhei competências técnicas sedimentando as teorias que aprendi no ISA. Passei 6 dos melhores anos da minha vida na Kiwi Sol, fiquei a saber os custos pessoais, financeiros e sociais da montagem de uma empresa desde a concepção da ideia até à fase cruzeiro do negócio. E desde 1994 que fui free lancer na consultoria agro-rural e nele sou empresário. Desde esse ano que sou consultor da LIPOR na área da compostagem, colaborador de uma das pessoas mais fascinantes que conheci como estratega, inovador, político e líder empresarial, o Dr. Fernando Leite,o seu administrador-delegado (vale a pena analisar o sucesso da LIPOR ao longo de mais de 25 anos, bem como as causas do seu pioneirismo).Fui e sou um micro agricultor. Nos últimos anos tenho apostado fortemente na atividade empresarial ligada à consultoria para os agentes do mundo rural.

Sou um apaixonado pela fileira do kiwi e pelo mundo que ela envolve, mas sou sobretudo um defensor dos agricultores profissionais que pagam com o seu esforço as limitações estruturais de uma atividade que os políticos relegaram para muito acessória na economia portuguesa.

Assumo que a cidadania é pilar básico da vida em sociedade, não aceito a cobardia (choca-me que uma grande parte dos meus comentadores neste blogue o faça sob a forma anónima) de não "chamar os bois pelos nomes", dizer o que está mal e o que está bem, com o objetivo de fazer melhorar os sistemas, independentemente de no futuro vir a criar problemas pessoais (não esqueço um político responsável ao tempo do eng. António Guterres como 1.º Ministro, o qual mandou o recado "o Martino não tem problemas connosco, não percebo as causas que o levam a elencar publicamente o que não está a correr bem" ou um leitor deste blogue que me conheceu pessoalmente há alguns meses e comentou: "pensei que era pessoa em inicio de carreira para ter perfil de "contestário"").

Bato-me por um associativismo forte, organizado e eficaz como é timbre da APK, assim como por um Ministério da Agricultura que seja a fonte dos melhores quadros ténicos para conduzir e apoiar a liderança política de momento que é responsável pelos destinos da agricultura portuguesa (sou um feroz opositor da estratégia seguida por vários governos de há muitos anos a esta por parte que são responsáveis pelo esvaziamento dos ténicos e do património do Ministério e das Instituições por ele tuteladas).

Acho que os media são um pilar básico de liderança na mudança da economia e sociedade portuguesas e neste sentido, sou colunista e articulista de diversos orgãos de comunicação social.

Posso não deixar aos meus filhos uma grande herança material, mas fica-lhes o exemplo e a memória de uma vida plena de trabalho, de realizações, de sucessos, de muitos sacrificios, de entre-ajuda com quem me cruzei, sobretudo aqueles que precisavam e que acreditaram e trabalharam para fazer melhor e diferente, uma escola de ténicos e agricultores com quem colaborei nestes 25 anos.

Um agradecimento a todos, aos que tiveram sucesso e aos que fracassaram, aos que comigo trabalharam, aos meus amigos, amizades que foram lapidadas pelo tempo, aos de longa data ou aos mais recentes e por último, uma referência especial aos meus colaboradores porque os próximos 25 anos irão ser deles (as competências que estão a adquirir virão ao de cima e brilharão neste mundo da agricultura portuguesa).

Sinto-me satisfeito por ter abraçado o curso de Agronomia, realizado por estes 25 anos de realizações no mundo do trabalho e motivado para nos próximos tempos ser mais eficaz e assertivo como empresário e na resolução dos problemas dos agricultores.

TWITTER

Desde 29 de Maio de 2011 que escrevo no twitter em: http://twitter.com/#!/martinadas.

Chamo de novo a atenção sobre o que tenho escrito nesta rede social porque como estive de férias foi o meu de divulgação ao qual tinha mais fácil acesso pelo telemóvel.

Os tweets com ... , no seu inicio, são a continução do texto do tweet anterior.

domingo, 28 de agosto de 2011

Assunção Cristas: "A nova estrela política em Portugal"

A super ministra Assunção Cristas deu no sábado 27 de Agosto de 2011 uma importante entrevista ao Jornal Expresso. Esta nova estrela da política portuguesa assumiu-se como responsável pela política agrícola e ambiental, sem peias, que não domina os temas técnicos, mas isto não lhe dá medo para decidir. Saúdo esta atitude porque é inovadora no panorama político no pós 25 de Abril 1974. Na minha opinião, os responsáveis políticos devem ter capacidade de decisão e assumi-la nas medidas que devem ser tomadas, "doa a quem doer". Assim deve ser a posição política de quem tem a responsabilidade de decidir sobre a agricultura de Portugal. Assim é a política de Assunção Cristas.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Campanha de comercialização do kiwi 2010/2011

Neste mês de Agosto foram encerradas as contas e os pagamentos relativas aos kiwis colhidos em Novembro de 2010, por parte de todos os entrepostos portugueses, franceses e espanhóis (galegos) que valorizam os kiwis de Portugal. Como conclusão, posso afirmar que a liquidação dos frutos foi extremamente interessante para o kiwicultor, gerando-lhe alguma rentabilidade.

Tenho a registar que a maior fatia da cadeia de valor fica retida na distribuição organizada, pelo que é necessário que o poder político assuma as suas responsabilidades e resolva este estrangulamento que está a gerar crise na produção nacional.

A rentabilidade advém da qualidade das produções, bem como das produtividades dos pomares, resultados estes que são o fruto da organização e da capacidade de gestão dos kiwicultores. Por outro lado, há a realçar o excelente trabalho dos entrepostos na obtenção de valor acrescentado na comercialização dos kiwis de Portugal.

Com os resultados conseguidos nesta campanha de comercialização que agora terminou, toda a fileira está de parabéns!

O trabalho árduo e esforçado de todos os membros da Fileira do Kiwi não pode parar, pois como os desafios de mercado são cada vez mais complexos e exigentes, só com esta estratégia se pode continuar na senda do sucesso que se conseguiu nos últimos anos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Twitter

Desde 29 de Maio de 2011 que escrevo no twitter em: http://twitter.com/#!/martinadas.

Trata-se de um meio de fácil acesso a partir do telemóvel, pelo que, caros leitores, podem considerar esta participação numa outra rede social como um complemento deste blogue.

Nova campanha da Pera Rocha: Novas contas?

Um leitor colocou no passado dia 19 de Agosto de 2011 o seguinte comentário:

Anónimo disse...
Bom dia Eng. Martinho,

Já procedi à apanha na minha exploração e foram aproximadamente 40t, em breve divulgarei o valor dado ás mesma pela associação, assim verá que as contas que faz estão muito longe da realidade. Tem toda a razão como as faz bem como os valores que dá mas a realidade é muito diferente.
Atentamente
P.F.

Pelo exposto, as minhas contas estão bem feitas... parece que pretendem fazer passar outra imagem da realidade. Estará correto o racicionio do meu leitor?

Artigo de Arlindo Cunha no Jornal Expresso

Arlindo Cunha defende em artigo de fundo no Expresso de Sábado passado que o futuro e sucesso da agricultura portuguesa depende de nós. Concordo plenamente

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Potencialidade Agrícola na Região de Trás-os-Montes

A experiência com as meloas em Vila Pouca de Aguiar teve resultados espetaculares,da ordem das 50 toneladas por hetare. O sabor é sensacional, o que de melhor já provei na minha vida, o que demonstra, na minha opinião, que na Região de Trás-os-Montes se podem produzir hortofrutícolas de alta qualidade. As opiniões que tenho trocado com outros profissionais desta atividade que trabalham nesta Região comprovam que o meu ponto de vista está certo. Há imensas oportunidades de negócio na agricultura transmontana! É preciso ter conhecimentos, vontade de fazer negócios e capacidade financeira para investir. Acho que nos próximos anos Trás-os-Montes irão mostrar o seu potencial agrícola.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pedidos Pagamento Acçoes 111 e 113 do ProDeR

A Espaço Visual elabora pedidos de pagamento das acções 111 e 113 do ProDeR, mesmo nos casos em que as candidaturas não tenham sido elaboradas por esta empresa. Este serviço é uma mais valia para o proponente porque estes processos são realizados por quatro profissionais cuja missão é trabalhar todos os dias em pedidos de pagamento. Se tiver necessidade não hesite em pedir um orçamento a fernanda.machado@espaco-visual.pt

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Apoios financeiros públicos ao investimento no mundo rural - quem tem direito a obtê-los?

Um leitor não identificado colocou, no dia de hoje, a seguinte questão:

Bom dia, a minha questão é o porquê de apenas darem o apoio a quem tem no mímnimo 1 hectare de terreno e porque não a quem tem o mesmo hectare ou mais mas dividido em vários terrenos?Será que não vai cultivar igual?Tenho direito a não querer trabalhar com estufas...

Não há limitação por superfície minima da exploração agrícola que se pretenda candidatar a jovem agricultor.

Está limitado ao investimento de pelo menos cinco mileuros e que este investimento seja rentável. Na minha opinião os terrenos serem juntos ou fraccionados, excepto se tiverem uma localização muito distante, não acarreta limitações na rentabilidade da exploração agrícola.

Tem o direito a não querer trabalhar com estufas, mas o Estado Português deveria ter o direito de aplicar bem os impostos de todos nós e a acautelar o bem público, aplicando as ajudas europeias e nacionais naqueles empresários agrícolas que gerassem riqueza que fossem de encontro aos superiores interesses de Portugal. Há liberdade de investimento, pelo que pode aplicar o seu dinheiro nos investimentos que entenda que lhe são mais agradáveis. O dinheiro dos portugueses e dos europeus deveria ser colocado nos projectos que gerassem maiores exportações ou substituição de importações a preços competitivos. Na minha opinião, a escala ou dimensão de cada actividade deveria ser determinante para obter apoios financeiros públicos. O perfil do empresário também deveria contar, pois os apoios deveriam ser dados a quem possui exeperiência e formação. Aliás, é uma regra de bom senso: quem não possui estas competências não deveria arriscar o seu dinheiro em investimentos no mundo rural. Para ultrapassar esta limitação a Espaço Visual está a organizar estágios em múltiplas actividades do mundo rural. Consulte: www.espaco-visual.pt