Apoios financeiros públicos ao investimento no mundo rural - quem tem direito a obtê-los?

Um leitor não identificado colocou, no dia de hoje, a seguinte questão:

Bom dia, a minha questão é o porquê de apenas darem o apoio a quem tem no mímnimo 1 hectare de terreno e porque não a quem tem o mesmo hectare ou mais mas dividido em vários terrenos?Será que não vai cultivar igual?Tenho direito a não querer trabalhar com estufas...

Não há limitação por superfície minima da exploração agrícola que se pretenda candidatar a jovem agricultor.

Está limitado ao investimento de pelo menos cinco mileuros e que este investimento seja rentável. Na minha opinião os terrenos serem juntos ou fraccionados, excepto se tiverem uma localização muito distante, não acarreta limitações na rentabilidade da exploração agrícola.

Tem o direito a não querer trabalhar com estufas, mas o Estado Português deveria ter o direito de aplicar bem os impostos de todos nós e a acautelar o bem público, aplicando as ajudas europeias e nacionais naqueles empresários agrícolas que gerassem riqueza que fossem de encontro aos superiores interesses de Portugal. Há liberdade de investimento, pelo que pode aplicar o seu dinheiro nos investimentos que entenda que lhe são mais agradáveis. O dinheiro dos portugueses e dos europeus deveria ser colocado nos projectos que gerassem maiores exportações ou substituição de importações a preços competitivos. Na minha opinião, a escala ou dimensão de cada actividade deveria ser determinante para obter apoios financeiros públicos. O perfil do empresário também deveria contar, pois os apoios deveriam ser dados a quem possui exeperiência e formação. Aliás, é uma regra de bom senso: quem não possui estas competências não deveria arriscar o seu dinheiro em investimentos no mundo rural. Para ultrapassar esta limitação a Espaço Visual está a organizar estágios em múltiplas actividades do mundo rural. Consulte: www.espaco-visual.pt

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