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sábado, 24 de setembro de 2011

Para que serve este blogue?

Hoje, conheci pessoalmente um dos leitores deste blogue. Fiquei muito satisfeito porque verifiquei que o esforço que faço, quer de tempo, quer produção inteletual na elaboração dos posts, dão resultado porque fazem refletir as pessoas, mesmo as muito inteligentes e sobretudo, ajudam-nas a agir e a atuar para mudar o mundo da agricultura. É com feedbachs desse tipo que encontro energias para mudar o meu comportamento, tornando-me mais eficiente e eficaz nas minhas ações. O meu muito obrigado a todos aqueles que se dão ao trabalho de lerem o que se escreve neste blogue

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Continuação do "Prós e contras"

O leitor JRNA escreveu hoje o seguinte:
Embora tenha falado só uma vez, a intervenção referente à necessidade de existir uma continuidade das políticas que estejam correctas, que o Presidente da CAP salientou, também foi positiva. Pena foi que não tivesse tido oportunidade de desenvolver mais..

O meu comentário
Concordo inteiramente com o exposto: com a entrada em funções do novo governo verificou-se que este continuou com o que está bem e tentou melhorar o que está mal,trata-se de uma rutura com a prática política do atual regime e uma grande notícia para Portugal. Bem haja ao presidente da direcção da CAP por ter focado, no "prós e contras", esta importante mudança na política agrícola de Portugual!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O meu "Prós e Contras"

O leitor deste blogue JRNA disse...
Isso, se tivesses oportunidade para falar; aquilo foi uma vergonha!!! Efectivamente, a única pessoa que se saiu bem foi a Ministra. O sector agrícola foi profundamente achincalhado por aquela apresentadora e, portanto, perante o publico em geral, saiu a perder. Falar de coisas sérias, não é compatível com uma pessoa que quer ser vedeta e que, para além de ser malcriada, não se prepara minimamente para o tema.

Segue o meu comentário:
O programa Prós e Contras de ontem sobre a Agricultura e o Mar foi uma desilusão porque não trouxe nada de novo. Os intervenientes são atores já gastos nestas andanças da agricultura: dirigentes associativos e cooperativos, etc.

O Programa seria mais interessante com as intervenções das seguintes pessoas:
- Norberto Pires, responsável da Hortijales em Vila Pouca de Aguiar (20 anos de sucesso na horticultura), desenvolvida na Região de Trás-os-Montes, em condições particularmente dificeis (zero apoios públicos até 2009).
- Artur Sousa, presidente do Grupo Sousacamp, Vila Flor, produção de cogumelos nos concelhos de Vila Flor, Vila Real e Paredes (o Grupo está a internacionalizar-se).
- Vitor Araújo, gerente do grupo de empresas da Kiwi Greensun, sita no concelho de Guimarães (150 ha de kiwis, entreposto para 4500 toneladas de kiwis, possui empresas de prestação de serviços).
- Francisco Figueira, possui empresas de produção e conservação,normalização e embalagem de ameixas e kiwis, concelhos de Campo Maior, Valença, Póvoa de Lanhoso,Guimarães, etc.Exporta parte significativa das suas produções.
- Luis Alves, concelho de Vila Nova de Gaia, produtor e exportador de Plantas Aromáticas e Medicinais (PAM), divulgador, comunicador e animador desta fileira.
- Fernando de Moitinhos, concelho de Ílhavo, micro floricultor, caso de sucesso empresarial pelo emprego das tecnologias mais sofisticadas. Exemplo de rigor na gestão da exploração.
- Agostinho Cabougueira - produtor e exportador de cravos, atividade sita no concelho de Chaves (cerca de 20 anos de sucesso nesta atividade agrícola).
- Pedro Pimentel, secretário-geral da Associação Nacional dos Industriais de Laticinios, pessoa que, na minha opinião, é um dos melhores experts sobre a fileira do leite e dos laticinios, bem como, na condução da política agrícola de Portugal.
- Jorge Soares, dirigente da Associação que controla a IGP "maçãs de Alcobaça", também dirigente empresarial nas fileiras da pêra e maçãs.
- Horácio Ferreira, gerente da cooperativa de citrinos denominada "Cacial", sita no concelho de Faro.

Poderia indicar muitos mais empresários e agricultores de sucesso que poderiam dar uma nova perspetiva e panoramica mais realista das agriculturas de Portugal

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

As minhasideias rápidas sobre as mudanças na política agrícola de Portugal

O que eu diria à Ministra da Agricultura no Prós e Contras de hoje, sobre a agricultura:

1 - Tenho a maior expetativa nos resultados do trabalho da ministra e da sua equipa.

2 - Achei positiva a obtenção dos 25 M€ para pagamentos do ProDeR.

3 - Acho negativa a tramitação do ProDeR, sobretudo ao nível do trabalho das DRAP: há atrasos substanciais nas análises das candidaturas e nos pedidos de pagamento. Há falta de liderança e gestão intermédia, o que parece indiciar que muitas direções de serviços se "encontram em roda livre". Faço votos para que a nova reestruturação do ministério resolva este problema e não venha a paralisá-lo durante dois anos, o que aconteceu em todas as mudanças profundas que quiseram levar a cabo.

4 - Os 30 M€ que são necessários para fazer pagamentos no ProDeR até ao final de 2011, são estratégicos para credibilizar este governo e evitar instabilidade social nos players do mundo rural.

5 - É determinante promover o desenvolvimento da agricultura portuguesa através da distribuição dos fundos do ProDeR de forma justa e equilibrada ao longo do território nacional. Cortar fortemente nos apoios às Regiões que teem sido privilegiadas ao longo dos últimos anos ou décadas.

6 - Implementar o banco/bolsa de terras público.

7 - Sanear financeira e económicamente as cooperativas

8 - Promover as exportações de produtos agrícolas portugueses através de linha de crédito ajustada em prazos e custos (controlados), para ser utilizada pelas agro-indústrias já implantadas tendo como objetivo investir no alargamento da respetiva atividade exportadora, bem como, a montante, na ampliação e alargamento da produção

9 - Reestruturar os apoios ao associativismo: concurso público para apoios conforme prestação de serviços, estrutura humana existente, associados efetivos, resultados dos últimos anos. Os serviços a prestar serão por um período temporal de pelo menos 8 anos

Apoios ao investimento

Resposta a um leitor:

vasco amorim disse...
Olá a todos. Pretendo tornar-me num micro productor. Tenho 1propriedade de tamanho consideravel, e pretendo rentabilizar o espaço da melhor forma possivel. Que passos devo dar e que tipos de ajuda posso obter?? Muito obrigado pela ajuda

Passos a dar: visitar todos os produtores que desenvolvem a atividade que pretende vir a desenvolver. Fazer estágios nas explorações que teem a melhor performance na atividade que pretende abracar. Fazer plano de negócio para o investimento a realizar

Ajudas: se tiver entre 18 a 40 anos, se tiver tempo disponivel para ao longo de 2 anos frequentar uma formação, de 200 horas, especifica para jovens empresários agrícolas, pode candidatar-se às ajudas para instalação dos jovens agricultores: 50% ou 60%, conforme a sua exploração se situe em zona favorecida ou desfavorecida (ver no GOOGLE, todas as freguesias e concelhos estão classificados numa das duas regiões) e adicionalmente terá direito a um prémio de 1.ª instalação na agricultura no valor de 40% do investimento, com o teto máximo de 30 000 euros

ProDeR: Apoios à Compra de Terrenos

Outra dúvida colocada por um leitor:

Caro José,
Tenho a seguinte dúvida:
a compra do Terreno é comparticipada em 60 % se se incluir numa zona desfavorecida, ou é apenas de 10%? Creio que o limite de 10% é apenas para o caso de se tratarem de prédios rústicos e que estejam afectos à propriedade (incluídos na escritura de compra e venda.
cumprimentos.

Esclarecimento: O valor elegivel para a aquisição de terrenos é 10% do investimento, excluindo a compra de terrenos. Os apoios sobre o valor elegivel, para uma região desfavorecida, é de 60%.

Exemplo: Um investimento de 300 000 euros em plantações, infra-estruturas fundiárias e máquinas e equipamentos dá elegibilidade a 30 000 euros para aquisição de terrenos. Sobre este valor elegivel o proponente terá um apoio de 60%, ou seja, 18 000 euros. Espero ter clarificado a dúvida colocada.

Sucesso na agricultura

Um leitor colocou neste blogue o seguinte pedido de escalrecimento:
"Boa noite.

Ando já à algum tempo a pensar se um negócio na área da agricultura não seria uma boa aposta futura.. sobretudo a pensar nos tempos que ai vem.

O meu conhecimento sobre esta área já não é zero tendo já conseguido boas produções de tomate embora a nível privado e praticamente sem fins lucrativos, salvo algumas excepções que embora pouco rentáveis, já deram algum dinheiro.

Peço, e dada a sua experiência e estudos que me indique algumas linhas gerais sobre em que deverá acentar um modelo de negócio deste tipo, os tipos de risco mais frequentes, bem como alguns conselhos que me poderá fornecer.

Agradeço a atenção e esperando a sua resposta.

João Rebelo"

Aconselho que visite algumas explorações de sucesso, penso que pretende investir na área da horticultura, pelo que nesta área recomendo a visita aos irmãos Pires, Norberto e Fernando, que lideram a Hortijales, em Vila Pouca de Aguiar. Recomendo que faça o estágio da Espaço Visual e da Hortijales e durante um ano irá aprender tudo sobre a gestão de uma exploração hortícola, minimizando os seus riscos de investimento. A maioria dos investidores que falharam-se teem por base os problemas e as deficiências de gestão, sobretudo a falta experiência e bom senso nesta matéria. Ser gestor agrícola significa ter capacidade de gestão e ter competências em gestão de pessoal, pichelaria, eletricidade,máquinas e equipamentos,automatização, etc.

Tenho verificado que nunca tem insucesso na agricultura, quem trabalha, é organizado, acredita no que faz e nos resultados das suas ações. Há muitos casos de sucesso na agricultura que não conhecidos do público em geral. Dou o exemplo da Hortijales, 20 anos de sucesso empresarial, numa zona com condições de solo e clima muitos complicados, nos quais a maioria de nós teria desistido. Pelo contrário, esta empresa ganha dinheiro, tem sucesso porque os seus lideres sabem o que querem e lutam pelos objetivos que perseguem: a agricultura, apesar de ser uma industria a céu aberto, é um negócio tão ou mais rentável como qualquer outro.

domingo, 4 de setembro de 2011

O vinho tinto tem efeitos benéficos sobre os pacientes operados ao coração

O Colega Paulo Cameira do INRB enviou-me o seguinte artigo publicado na revista "Molecular Nutrition and Food Research". É muito interessante!

2 septembre 2011 - 16H31
Le vin rouge a des effets bénéfiques sur des patients opérés du coeur


Une consommation modérée de vin rouge améliore la fluidité du sang, fait chuter le taux de cholestérol et augmente le niveau d'antioxydants chez des patients ayant été victimes d'un infarctus du myocarde, selon une étude menée à l'université de Bourgogne.
AFP - Une consommation modérée de vin rouge améliore la fluidité du sang, fait chuter le taux de cholestérol et augmente le niveau d'antioxydants chez des patients ayant été victimes d'un infarctus du myocarde, selon une étude menée à l'université de Bourgogne.
"Sur une période de seulement deux semaines, on a réussi à modifier des paramètres très intéressants pour la santé des patients", a déclaré à l'AFP le professeur Norbert Latruffe, du laboratoire de biochimie métabolique et nutritionnelle de Dijon, confirmant une information du Bien Public.
"Aucun travail n'avait été fait sur des personnes post-opérées d'un infarctus du myocarde", a-t-il ajouté, précisant que les résultats de cette étude seraient prochainement publiés dans la revue scientifique "Molecular Nutrition and Food Research".
L'étude, portant sur une trentaine de patients volontaires ayant tous subi un infarctus du myocarde, a duré deux semaines et a été conduite en milieu hospitalier durant "la période de réadaptation cardiaque".
Durant cette période, les patients ont été nourris avec un régime alimentaire "de type méditerranéen, à base d'huile d'olive, de fruits, de poisson et de légumes", a détaillé le professeur Latruffe.
Les patients ont été divisés en deux groupes. Le premier a consommé un verre de vin rouge à chaque repas du midi et du soir, soit 250 ml/jour, tandis que l'autre, faisant office de groupe de contrôle, buvait de l?eau.
"Les paramètres cliniques, physiologiques et sanguins ont été mesurés au premier jour de l?étude (J1) et au dernier jour (J 14)", indique-t-on à l'université de Bourgogne.
"Les résultats montrent des effets très intéressants au niveau sanguin pour le groupe qui a consommé du vin rouge : une diminution du cholestérol total (-18%), une augmentation du potentiel anti-oxydant et de la fluidité du sang", a expliqué M. Latruffe.
Le chercheur a précisé que l'étude avait été menée avec un vin de Bourgogne de garde, riche en tanins et en anti-oxydants.