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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O que fazer quando o ProDeR não funciona bem?

O leitor A. Alves escreveu, neste blogue, o seguinte:

"Boa Noite, Eng. Martino.Será que me pode esclarecer um assunto.Tenho um projecto aprovado desde 14 de outubro e ainda não ocorreu a contratação.Segundo informções do IFAP trata-se do facto de ter submetido a candidatura no periodo excepcional entre 1/6/2011 e 31/7/2011 pois fiz 40 anos no periodo em que a acção esteve fechada.Tem conhecimento de algum caso semelhante?Tem alguma informação sobre o que se esta a passar ou previsão p+ara contratação?se me puder ajudar agradeço.Obrigado A. Alves"

Comentários:
1 - Há projetos ProDeR que correm mal quanto a prazos de tramitação. O seu caso é um exemplo paradigmático desse tipo.
2 - Aconselho que telefone todos os dias para o serviço da Direção Regional de Agricultura e Pescas da sua região, bem como para o ProDeR. Escreva à Gestora do ProDeR a expor a situação.
3 - Se precisar de apoio estou disponivel para o ajudar (escreva-me um e-mail: jose.martino@iol.pt).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

As ajudas aos jovens agricultores funcionam bem e estão nesta altura em velocidade cruzeiro

O leitor Filipe Pedro escrever neste blogue:
" nao sei se fui teimoso ou persistente, mas hoje o meu projecto foi aprovado tinha sido entregue dia 23 de dezembro e passado um mes tenho decisao favoravel, vamos ver que tempo vai a demorar depois de assinado o contrato para entregarem o premio para poder começar em força, espero que seja a tempo de instalar tudo no inicia da época apicola da minha zona que começa lá para abril, cumprimentos a todos"

Comentários:
1 - A aprovação do seu projeto de instalação como jovem empresario agrícola demorou cerca de 1 mês entre a sua submissão e a sua aprovação.
2 - Previsivelmente, será contratualizado em tempo útil para avançar com a campanha apícola em Abril
3 - O prémio de 30 000 euros será pago após a apresentação do respetivo pedido de pagamento. E este só pode ser apresentado com a assinatura do contrato das ajudas.
4 - Apesar das ajudas, incentivo não reembolsável vulgo "subsídio a fundo perdido", até 75 000 euros de investimento, para região desfavorecida serem 100% ou para região favorecida 90%, é necessario ter fundo de maneio para o IVA e os custos de manutenção até haver equilibrio de tesouraria.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Debate sobre a "nova" Lei dos Solos

25 de Janeiro, 21.30 na Universidade Lusófona do Porto.
Convidados: Eng.º Joanaz de Melo, Eng.º José Martino e Eng.º Pedro Bingre.
No âmbito da temática Ambiente Urbano/Ordenamento do Território, a Campo Aberto inicia o seu ciclo de debates em 2012, dando a conhecer e questionando a influência da ainda vigente e da “nova” (projeto ainda em elaboração) Lei dos Solos na qualidade de vida dos cidadãos, considerado o solo como “a base de toda a atividade humana”.
Assim, naturalmente e como preâmbulo, perante uma Lei dos Solos que apresenta uma regulamentação desatualizada e desarticulada com o sistema de gestão territorial, propõe-se fazer o balanço sobre o seu contributo, no agravamento (ou resolução) dos problemas resultantes da ocupação do território nos últimos anos, em Portugal.
Mas ao reconhecer o solo como um recurso limitado e não renovável, usado e abusado pela adoção de políticas que, em Portugal, não têm contemplado um aproveitamento racional e, antes, diminuído a sua capacidade de assegurar sustentavelmente compromissos intergeracionais, o que esperar da “nova” Lei dos Solos? Com uma classificação básica de solos assente entre solos rurais e solos urbanos, eis algumas pontos a orientar o debate:
Como tornar evidente, para o cidadão comum, a importância das funções ecológica e social do solo?
Qual o estatuto de propriedade do solo e o regime jurídico-administrativo da propriedade mais operativo e eficaz a instaurar?
Como articular a execução urbanística (que atenda à Lei de Bases da Política de Ordenamento do Território e de Urbanismo (LBPOTU) e Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT) (que, pela primeira vez, conferiram à Administração Pública obrigações como a perspectiva executória e a perequação dos benefícios e encargos que os planos impõem), Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE) (que assume uma gestão não articulada com o RJIGT), Regime Jurídico da Reabilitação Urbana (RJRU), bem como a recente Lei do Arrendamento Urbano) de modo a assegurar a sustentabilidade do recurso natural e a promover a discricionariedade administrativa?
De que forma tributar e fiscalizar o mercado fundiário, instituindo, uma valoração económica dos solos não arbitrária?
- (…)Em suma, venha debater com os nossos convidados a melhor forma de combater a especulação fundiária, redistribuir as mais-valias, estimular a reabilitação urbana em detrimento de uma expansão urbana ilimitada e, assim, dignificar a utilização do solo!…
Programa
21:15h Encontro na Universidade Lusófona do Porto
21:30h Abertura do debate e intervenção dos convidados
22:30h Abertura do debate ao público
23:30h Encerramento.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Estão todos loucos!

Produzir um litro de leite custa em Portugal 0,33 €. Nos outros países concorrentes diretos de Portugal custa o mesmo ou mais. Industrializar o leite tem custos semelhantes em todos os paises da União Europeia. Transportar o leite entre paises tem custos que são significativos. Conclusão: o litro de leite em Portugal tem de custar ao consumidor acima do custo de produção, industrialização e transporte. Quando tal não acontece é devido à incompetência das autoridades de supervisão. Portanto, peço ao Paulo Azevedo, CEO da SONAE que não nos trate como imbecis. O Continente tinha preços de preços BAIXOS porque... (qualquer português consegue completar a frase!)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Estação Agrária de Viseu

Presto a minha homenagem pública aos colegas que dirigem e trabalham na Estação Agrária de Viseu e que a mantêm a funcionar porque, na minha opinião, se dependesse exclusivamente da ação dos dirigentes da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, esta Estação não teria comemorado em novembro os seus 75 anos de existência porque já teria fechado há muito tempo.
Esta Estação de Fruticultura é um exemplo perfeito do resultado do trabalho de pessoas empenhadas em encontrar soluções para esta atividade agrícola na região centro de Portugal. Muito obrigado aos colegas Eng. Francisco Fernandes e Eng. Arminda Lopes!

Mirtilos uma cultura interessante para explorações agricolas com 1000 m2

O leitor Bruno Mateus colocou a seguinte questão:

"Eng. Martino, Tenho cerca de 1000m2 de terreno que gostaria de rentabilizar e gostaria de obter mais informacao acerca desta actividade. Tem referencias de pessoas ou entidades que poderei consultar? Obrigado."

Comentários:
1- Conheço uma plantação de mirtilos que com 1000 metros quadrados consegue um rendimento anual bruto de 12000 euros (120 000 euros /ha).
2 - Pode consultar a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (sonia.moreira@espaco-visual.pt; 917 075 852) para obter mais referências sobre esta cultura

Persistência e teimosia=sucesso na agricultura

O leitor Filipe Pedro está confiante em obter sucesso com o ProDeR e na obtenção de crédito bancário porque é persistente e teimoso. Rendo-lhe a minha homenagem porque acredita nos resultados do seu trabalho, mas sobretudo porque empenha-se em consegui-los. Acho determinante que em lugar de passarmos o tempo com lamentações, façamos a análise certa e passemos à ação, realizando um passo de cada vez, mas atacando o problema seguinte, pois este é sempre mais simples de resolver que o "molho de problemas" que constituem o processo

Mirtilos: a árvore das patacas

Questão colocada por um leitor:
"Preocupam-me, sobretudo, duas questões na cultura do mirtilo: a elevada dependência da mão de obra e a quantidade de área que se está a plantar em mercados que produzem em simultâneo com o nosso. Só no ano passado houve reduções do preço pago ao produtor em 25%. E foi só com base num pequeno susto com a produção espanhola... O que acha desta questão? FS"

Comentários:
1- Visitei ontem uma exploração de mirtilos que produz 30t/ha. Digam-me por favor qual o valor do rendimento líquido da cultura?
Contas de merceeiro: 30000 kg x 3 € = ....€??? ou 30000 kg x 4 € = ...€??
Ponham os custos que considerem razoaveis, pois chegarão a mesma conclusão que eu cheguei: o mirtilo tem uma das melhores rentabilidades das atividades que se podem desenvolver na agrícultura!
2 - Quem for capaz de atingir a produtividade enunciada em 1- não tem medo de espanhois ou de qualquer outra concorrência porque o preço deixa de ser determinante na rentabilidade da cultura
3 - Contra factos não há argumentos: quem for capaz de produzir mirtilos empregando a tecnologia adequada tem o rendimento assegurado para os proximos anos, mesmo que seja necessária muita mão de obra para colher e seja caro o respetivo custo de colheita.
4 - Para terem acesso á tecnologia adequada para a produção de mirtilos devem inscrever-se no respetivo estágio promovido pela Espaço Visual (tel. 22 450 90 47)

sábado, 14 de janeiro de 2012

Mirtilos

Estou entusiasmado e fascinado com a cultura dos mirtilos!

É uma atividade muito rentável, a qual me faz lembrar o estágio da fileira dos kiwis há 25 anos atrás quando comecei a minha carreira de engenheiro agrónomo.
Há um grande número de pessoas exteriores à agricultura que estão a abraçar esta novel atividade.
Há um entusiasmo e um excitante brilho nos olhos dos empresários e investidores desta atividade.
Há uma enorme possibilidade de progressão técnica nos pomares para melhorar a produtividade e qualidade das produções. Trata-se de uma planta muito rústica bem adaptada aos solos e climas de Portugal

Estes são alguns dos ingredientes que me baseio para recomendar que apostem nesta cultura. Vamos ao trabalho!

Crédito Para Financiamento de Investimentos na Agricultura

Tenho prestado serviços a jovens agricultores na angariação de crédito para apoio ao investimento, complementar ás ajudas do ProDeR e constato que é díficil obtê-lo pelas especificidades da agricultura: investimentos de médio longo prazo, maior risco pelas aleatoriedades climáticas e falta de sensibilidade dos bancos para o negócio agrícola.

O governo tinha e tem obrigação através da CGD de lançar linhas de crédito para ultrapassar estes estrangulamentos à instalação dos jovens agricultores. Será que vai fazê-lo no futuro próximo?

Caros leitores acham que a maioria das caixas de crédito agrícola e Agroagarante estão a cumprir a sua missão de financiar a agricultura portuguesa em geral e os jovens agricultores em particular?

Fileira dos kiwis de Portugal: "A viola que aí vem"

Um leitor anónimo escreveu:

"A parte não faz o todo. Espero que tenha razão, mas a história e a tendência dos acontecimentos faz pensar que os actuais players do sector kiwi podem não ter unhas para tocar a viola que aí vem."

Comentários:
1 - Há um ponto forte que me deixa muito satisfeito com a fileira do Kiwi: estão a entrar novos players, novas personalidades, outras competências e potencialidades.
2 - Recordo muitas vezes as palavras do meu amigo eng. Fernão Veloso, o qual me dizia há mais de uma dúzia de anos, que talvez houvesse excesso de kiwis. Os anos passaram e felizmente esta profecia não se cumpriu!
3 - Desde o ano de 2005 que a fileira do kiwi enfrenta o mesmo paradigma atual da economia portuguesa: "as exportações têm que assegurar o escoamento e a valorização da maior parte das produções nacionais". Como acredito no trabalho bem feito, na persistência, na resiliência, na organização e sobretudo que os portugueses são tanto mais inteligentes que os outros povos, acredito no futuro e no sucesso da fileira dos kiwis de Portugal!
4 - Se depender da minha pessoa, do grupo que comigo colabora e de uma parte profissionais dos kiwis, tenho o presssentimento que " a viola que aí vem será tocada "comme il faut", pois estamos a trabalhar para fazer crescer as unhas adequadas".

Lanço o desafio ao leitor anónimo para responder à seguinte questão: O que lhe diz a história e e a tendência dos acontecimentos que o faz pensar de forma tão pessimista? O que fez, faz e fará para inverter essas nuvens futuras?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Dicas sobre a estratégia para se instalarem nos kiwis

Um leitor escreveu: "Começo por dar os parabéns aos Engenheiro Martino pelo excelente “serviço público” que presta nesta sua iniciativa/blog.
Sou um jovem licenciado numa área que nada tem a ver com a agricultura, mas com gosto enorme pela agricultura e por tudo o que ela representa.Como projecto pessoal pretendo neste anos de 2012 apostar na agricultura. Tendo consciência de que o gosto só por si não é suficiente, gostaria de saber onde posso adquirir a informação e a formação para poder apostar na produção de kiwi.Sou da zona de Felgueiras onde sei que existe, ou pelo menos começa a existir, uma aposta no kiwi.Acredito que no que refere a produção não existirão muitos segredos, a minha dúvida reside acima de tudo em como escoar o produto.No que refere a apoios também gostaria de saber se existem e onde me posso informar sobre eles.Para finalizar gostaria de saber a opinião do Engenheiro relativamente a opção de muitos pequenos agricultores estarem a transformar terrenos com vinha em terrenos com produção de kiwi.Um bom ano cheio de sucesso e muito trabalho (pago se possível)".

Comentários:
1 - Espero continuar o serviço público de qualidade. Para saber tudo sobre a fileira do kiwi, formação profissional, etc. contate a técnica da APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores, eng. Carolina Fernandes, 912 593 825
2 - Escoamento de Kiwis: entrepostos associados da APK: cooperativa de Felgueiras, Kiwicoop - Oliveira do Bairro, Kiwi Greensun - Guimarães, Prosa - Marco de Canaveses.
3 - Apoios ProDeR: pode contatar eng. Sónia Moreira - 917 075 852, sonia.moreira@espaco-visual.pt
4 - A produção de vinha é interessante para dimensões de exploração agrícola entre os 15 e os 20 ha. Os kiwis são interessantes para 5 a 10 ha. As plantas aromáticas e medicinais têm interesse para 4 a 5 ha. Os mirtilos e pequenos frutos apontam para uma dimensão de 2 a 4 ha.
5 - O perfil e competência do empresário são mais importantes que a dimensão da atividade.
6 - Agradeço e retribuo os Votos para 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A distribuição será obrigada a negociar com os produtores de leite?

Estou solidário com a manifestação dos produtores de leite e das suas Organizações (tenho um compromisso inadiável para a mesma hora, pois caso contrário, seria a primeira vez na minha vida que participaria numa manifestação) porque não aceito que se apresente ao consumidor preço de leite abaixo do seu preço de custo de produção em Portugal.

Da mesma maneira que as cadeias de "forma legal" fazem dumping com o preço do leite justificando-o em nome do consumidor, porque é não se enchem carrinhos de compras, nessas cadeias, com centenas de produtos, não embalados (charcutaria, hortofrutícolas, etc.) e deixá-los juntos às caixas de pagamento? Essas cadeias seriam obrigadas a negociar e rever as suas posições? Qual a V/ opinião? Serão justificáveis estas "formas legais de manifestação"?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Twiter

Escrevo frequentemente no twiter porque posso fazê-lo a partir do telemóvel, enquanto que elaborar posts neste blogue obriga a abrir o Ipad ou o computador. Podem acompanhar o que escrevo em http://twitter.com/martinadas.

Martinadas é o nome que um amigo agricultor, de há muitos anos, denomina as minhas estratégias criativas, eficazes e "pouco ortodoxas" que utilizo para solucionar aqueles problemas que classifico como indispensáveis terem solução.

Boas leituras!

Desafio aos leitores!

Um leitor anónimo que parece indiciar conhecer-me bem, escreveu neste blogue que eu sou "um (bom) otimista". Como não é a primeira vez que neste blogue indicam que sou "otimista acima da média", lanço o desafio que comentem/escrevam factos que provem os vossos argumentos. Pela minha parte assumo o desafio de, no ano de 2012, se houver interessados que justifique o evento (incrições no endereço de e-mail deste blogue) organizar uma visita de estudo com a duração de um dia para mostrar algumas das explorações agrícolas de sucesso, bem como ficarem a conhecer os respetivos empresários.

É possivel e está ao alcance de qualquer um fazer melhor porque há quem tenha provas dadas e alguns desses casos posso mostrá-los!

Linhas de crédito PME Crescimento

O ministro da economia anunciou no dia de ontem uma linha de crédito de 1500 M€ para financiar as PME através de um spread bonificado, abaixo dos valores normais de mercado. Espero e faço votos para que as empresas agrícolas e agroindustriais não fiquem de fora deste importante instrumento de apoio financeiro à tesouraria e ao investimento.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sucesso da Fileira do Kiwi

Um leitor anónimo escreveu neste blogue o seguinte: "Com tanta plantação de kiwi que se está a fazer é mais uma bolha à espera de rebentar!"

Comentários:
1 - "Tanta plantação de kiwis!": Quantos hectares? Qual a sua produção potencial? Os kiwis têm qualidade para serem exportados? O preço da exportação é mais baixo que o do mercado interno, mas mesmo assim rentabiliza os investimentos?
2 - Esta "história da bolha" já a ouço desde 1992, após ter rebentado uma bolha (houve um desajuste de mercado porque houve nesse ano um incremento muito forte de produção, com kiwis de má qualidade, a qual teve como base a inexperiência comercial do mercado do kiwi nessa época ancestral. Esta situação gerou pânico nos operadores e estes a cada dia que passava tentavam vender mais barato e assim sucessivamente. conduziu ao abaixamento ao longo de toda a cadeia de distribuição. No final da campanha de vendas, na minha opinião, se os operadores tivessem cabeça fria, teriam vendido mais ou menos as mesmas quantidades com a minima variação de preços.
3 - Uma fileira caminha no sentido certo, sem crises profundas, se consegue gerar informação, comunicá-la corretamente, gerar estratégias e liderança que conduzam a eficiência e eficácia em todos os seus elos (produção, entrepostos, mercado/marketing). A fileira do kiwi conseguiu fazê-lo com sucesso desde 1999. À medida que o tempo passa, porque existem ciclos económicos com altos e baixos, aumenta a probabilidade de se entrar no período baixo deste negócio. Haverá relação direta entre o incremento de dimensão da fileira e a probabilidade que passe por uma crise? Creio que não, pelo contrário acho que a maior regularidade da oferta de kiwis de Portugal ao longo de toda a campanha de comercialização (Setembro a Julho) dá maior força comercial e maior e melhor potencial de exportação.
4 - O sucesso prospetivo da fileira do kiwi passa pelo caminho da exportação com maior incidência fora da Europa. Será que os kiwis de Portugal irão ganhar a batalha da exportação? Os membros desta fileira terão a coragem e a audácia para inovarem no caminho da exportação ou serão reativos e terão os braços caídos à espera que os importadores lhes batam à porta?

Conclusão: O sucesso da fileira do kiwi será o resultado daquilo que cada um de nós for construindo e do todo que resultar da junção, da cooperação das contribuições individuais, quer pela soma das partes, quer pelo valor acrescentado do conjunto e da dinâmica que conseguir impôr a toda a fileira e à sua envolvente.

É nesta estratégia que eu acredito e trabalho, junto com muitos outros, bravos desta fileira do kiwi, fazendo-o com muita coragem e determinação, pois é necessário progredir, embora sintamos a incerteza de não sabermos o resultado futuro de conjunto que será gerado pelo que fazemos no dia de hoje.

Há uma coisa que para mim é uma certeza: a fileira do kiwi tem futuro porque tem muitas pessoas capazes e competentes que a abraçaram e dela necessitam para sustentar as suas famílias. Poderá viver momentos menos bons, mas a longo prazo irá continuar na senda do sucesso, o qual é seu apanágio.

Jovens Agricultores

O DN on line publicou a seguinte notícia:

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2217899&page=-1

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

É necessário mudar o sistema para evitar o abismo.

Desejo a todos os leitores o maior sucesso pessoal e profissional no ano de 2012!

O sistema que gere a sociedade portuguesa precisa de ser mudado porque já demonstrou e continua na mesma senda, que arrastará Portugal para o abismo.

Um exemplo, dois bancários de uma agência do BPI, com pouco mais de cinquenta anos, foram enviados no dia de hoje para a reforma tendo o salário integral pago até aos 65 anos pelo fundo de pensões que passou para a alçada do Estado. Tratam-se de pessoas ativas, competentes, que nunca faltavam ao trabalho, mas demasiado caras para o banco que as pode substituir, transferindo os seus custos para o Estado e colocar outras no seu lugar, em inicio de carreira cujos custos são muito mais baixos para o banco.