O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Projeto de Horticultura em Vila Pouca de Aguiar (II)

Telmo Roxo disse:

"Sr. Engº Jose Martino

Desde já agradeço a sua resposta, só uma ultima questão:

- O Sr. Engº que áreas (área coberta e área descoberta) acharia razoáveis para criação de riqueza suficiente para manutenção dos dois postos de trabalho?

Agradeço desde já a atenção prestada.

Cumprimentos"

Comentários:

1 - Onde vai comercializar as suas produções?  Que produtos vai apostar?

2 - Na minha opinião, neste momento, a horticultura atravessa um período dificil, pelo que, só deve entrar nesta atividade se for essa a vossa vocação e se tiverem pelo menos bom parceiro para a comercialização das produções.


3 - Na minha perspetiva deveriam dedicar-se com pelo menos 10 000 metros quadrados de estufas e 3 a 5 ha de ar livre para conseguirem manter os dois postos de trabalho permanentes (a restante mão de obra seria sazonal). 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Projeto de Horticultura em Vila Pouca de Aguiar

Telmo Roxo disse:"

Boa noite, Engº Martino

Já sigo o seu blog e aproveito para lhe dar os meus parabens pelo excelente serviço publico á comunidade agricula que cada vez mais sente dificuldades em singrar no mercado.

Sou engº civil de formação, mas os tempos são dificeis, e tendo em conta que a minha familia possue alguns ha de terreno, penso em tentar rentabilizar e dinamizar os mesmos.

Para isso recorro a si para ver se me poderá esclarecer alguns pontos referentes ao projecto:

- Penso em executar um projecto de horticultura na zona de Vila Pouca de Aguiar, 3000m2 em estufa e 7000m2 ao ar livre. Gostaria que me informasse se para esta área será possivel este projecto ser rentavel, ao ponto de criar riqueza para empregar-me a mim e a um irmão meu?

- Já penso neste projecto á algum tempo, mas tenho receio em avançar uma vez que tanto eu como o meu irmão teremos que abdicar dos empregos para nos lançar-mos nesta aventura. Pondo isto, e como poderei de alguma forma estar a hipotecar o meu emprego e o do meu irmão, gostaria que me esclarecesse.Se de alguma forma o investimento não der certo, teremos que manter o projecto durante 5 anos no mínimo?E se não for rentável ao ponto de termos que o abandonar, o dinheiro comparticipado terá que ser devolvido?

Agradeço mais uma vez o excelente serviço publico que tem vindo a prestar.

Cumprimentos"

Comentários:

1 - Para saber todos os pormenores sobre a horticultura no concelho de Vila Pouca de Aguiar consulte o Sr. Norberto Pires da Hortijales, é a pessoa que eu conheço que mais sabe sobre este tema, do viveiro das plantas, à sua colocação produção, colheita, embalagem e colocação no mercado.

2 - Creio que com a dimensão que indica não justifica que não devem abandonar os vossos empregos, mas façam um plano de negócios mesmo que seja sumário

3 - Terão que manter o projeto durante o período de tempo que seja necessário para amortizar a operação de acordo com as taxas do ProDeR (data que será indicada no formulário do ProDeR), no minimo cinco anos.

4 - Se estruturar bem o projeto não terá problemas de no futuro ter de o abandonar   

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Duas notícias para pensar


Caros leitores dos meus textos na Vida Económica, nos últimos dias, duas notícias me suscitaram a atenção. A primeira dizia respeito a uma declaração da ministra da Agricultura, Assunção Cristas, sobre a oportunidade de emprego que existia na agricultura em oposição à falta ou à extinção de empregos que se verifica em todo o país e em todos os outros setores económicos. 

Dito assim, parece que a agricultura vai ser a salvação da economia nacional, o setor capaz de absorver todo o desemprego que existe no país, a Terra Prometida de todos os jovens à procura de primeiro emprego. Eu gostaria que fosse assim. Mas, infelizmente, a realidade é diferente. E é diferente porque o Governo, a Administração Pública não ajuda, apenas trava, obstaculiza, burocratiza, protela.
É paradoxal que a ministra da Agricultura cante loas ao sector agrícola, mas depois os serviços dela dependentes tudo façam para colocar pedras no caminho daqueles que querem contribuir para investir, lançar projectos, criar riqueza e emprego. Deixo aqui um conselho à Senhora Ministra: ponha a casa em ordem e vai ver que a agricultura pode dar-lhe muitas alegrias.
No meu blogue recebo centenas de pedidos de informação, Não descuro um único. Eu sei porque é que isso acontece. Porque estes jovens, estes casais, estes investidores, que querem apostar no sector agrícola, não têm do lado da Administração a celeridade informativa, a recetividade devida, o profissionalismo merecido que podiam e deviam ter. Não culpo os dedicados profissionais da Administração Central, culpo liderança e métodos organizativos que não motivam e não estimulam. Com o meu blogue, faço muito serviço público, que é algo que me entusiasma.
A outra notícia dizia respeito à intenção da RTP de "ressuscitar" o célebre programa "TV Rural", do engº Sousa Veloso. É uma notícia muito feliz e muito oportuna. Nos meus escritos já prestei homenagem ao engº Sousa Veloso. Foi verdadeiro serviço público aquilo que ele fez durante dezenas de anos. Ele foi a cara e o rosto da agricultura portuguesa.
Espero que a RTP saiba encontrar alguém com o seu nível de conhecimento, apenas dedicado a servir a agricultura e os agricultores. Pelo meu lado, vou continuar a intervir na comunicação social e no espaço público, como no meu blogue, para servir os agricultores, a agricultura, a economia e o meu país. Sinto que tenho dado o meu contributo. 

Fonte: Vida Económica (23-11-2012)
           José Martino, engenheiro agrónomo 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Intervenção de José Martino nos Encontros de Outono, Famalicão: Agricultura portuguesa: do presente para o futuro








 
COLÓQUIO
Título: A Agricultura Portuguesa. Da regeneração oitocentista ao século XXI
Data: 23 e 24 Novembro de 2012
Organização: Museu Bernardino Machado
Local: Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão
Av. Dr. Carlos Bacelar
Parque de Sinçães
4760-103 Vila Nova de Famalicão

InformaçõesMuseu Bernardino Machado
Rua Adriano Pinto Basto, n.º 79
4760-114 Vila Nova deFamalicão
Telefone 252 377 733
E-mail: museu@bernardinomachado.org
Internet: http://www.bernardinomachado.org/

PROGRAMA


23 Novembro


9h30
Abertura
Arq.º Armindo Costa
Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão

Doutor Norberto Ferreira da Cunha
Coordenador Científico do Museu Bernardino Machado

10h00
O sector primário em Portugal no século XIX
Doutor Aurélio de Oliveira
(Professor Catedrático Jubilado da Universidade do Porto)

10h30
A agricultura alentejana no século XIX e o advento do crescimento económico moderno da agricultura portuguesa
Doutor Hélder Fonseca
(Professor catedrático da Universidade de Évora)

11h00
Debate
Intervalo

11h30
Bernardino Machado, um paladino da Agricultura (no Governo e fora dele)
Doutor Norberto Ferreira da Cunha
(Professor Catedrático ap. da Universidade do Minho)

12h00
A imprensa agrícola da 2.ª metade do século XIX
Doutora Fátima Nunes
(Professora Associada c/ agregação da Universidade de Évora)

12h30
Debate
Almoço

15h00
Reforma agrária - ideias, tentativas e impasses: o ideário de Tomás Cabreira
Doutora Isabel Mariano Ribeiro
(Investigadora do Centro da História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa)

15h30
As ideias de fomento agrícola de Ezequiel de Campos
Doutora Teresa Nunes
(Investigadora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

16h00
Debate
Intervalo

16h30
Os partidos políticos e a Agricultura, na I República
Doutor António José Queiroz
(Investigador do Cento de Estudos da População, Economia e Sociedade - Porto; membro efectivo do Centro de Estudos do Pensamento Português, Universidade Católica - Porto)

17h00
Rafael Duque e a agricultura salazarista (1933-1944)
Doutor Fernando Rosas
(Prof. Catedrático do Instituto de História Contemporânea/Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa)

17h30
A agricultura portuguesa entre 1950 e 1973
Doutor Luciano Manuel Santos Moura Henriques do Amaral
(Professor auxiliar convidado da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa)

18h00
Debate

18h30
Momento musical
Prova de vinhos regionais



24 de Novembro

09h030
A agricultura portuguesa em 1974
Doutor Fernando Silva Oliveira Baptista
(Professor Catedrático do Instituto Superior de Agronomia/Universidade Técnica de Lisboa)

10h00
A integração europeia e a reforma da P.A.C.
Doutor Arlindo Cunha
(Professor Associado Convidado da Faculdade de Economia e Gestão, da Universidade Católica Portuguesa; ex-ministro da Agricultura)

10h30
Debate
Intervalo

11h00
A agricultura portuguesa, hoje
Doutor José António Girão
(Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa)

11h30
Agricultura portuguesa: do presente para o futuro.
Eng.º José Martino
(Consultor Agrícola, Agro-Industrial e de Desenvolvimento Rural)

12h00
Os Saberes da Terra
Doutor Cláudio Torres
(Director do Campo Arqueológico de Mértola)

Debate

12h30
Debate

13h00
Encerramento
Vereador da Cultura
Dr. Paulo Cunha

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

PLANTAS AROMÁTICAS. "Que investimentos?"

 

 
Portugal, pela elevada biodiversidade da sua flora possui um forte potencial para a produção em modo biológico de Plantas Aromáticas e Medicinais (PAM) para os mercados da exportação.
Com o objetivo de conhecer no terreno o que se está a fazer nesta fileira, para ajudar a terem sucesso nos seus investimentos, quer os que nela querem entrar, bem como os que a ela chegaram recentemente, a Espaço Visual organiza uma Visita de Estudo, no próximo dia 1 de dezembro, para mostrar três explorações, apresentando no terreno, pormenores da experiência dos empresários, as suas opções de investimento, quer em melhoramentos fundiários e plantações (espécies e variedades, sua caraterização e comportamento), quer em equipamentos (Programa).
A participação tem um custo de 61,50€ (iva incluído). Não está incluído o almoço. A inscrição é obrigatória até ao dia 28 de novembro (4ª feira), através da ficha de inscrição. Todos os interessados deverão enviar a ficha de inscrição para o e-mail geral@espaco-visual.pt ou fax 224509281.

domingo, 18 de novembro de 2012

Exportadores de Mirtilos

Anónimo disse:

"olá boa noite estou a pensar fazer um projecto de mirtilos ,como posso encontrar as empresas para fazer exportação obrigado"

Comentário:
Marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual  (917 075 852) com o objetivo de obter a informação que precisa

terça-feira, 13 de novembro de 2012

PAM

 Antonio Nunes disse:

"Agradecia o seu precioso comentáario ao exposto,sabe se o proder vai ter continuidade em 2013.
Sabe se instalar 2 hectares de alfazema pode ser rentavel, como saber qual o retorno esperado, de que forma é possivel escoar o produto"


Comentários:

1 - Creio que as ajudas para instalação de jovens agricultores através da ação 1.1.3 do ProDeR irão continuar durante o ano de 2013, no entanto não se sabe qual o mês em que o orçamento terminará, pois fica dependente do ritmo de apresentação das candidaturas, bem como dos respetivos montantes dos projetos.


2 - Creio que os 2 ha de alfazema são rentáveis, o tempo de retorno depende dos investimentos totais, para o escoamento deve visitar a feira BIOFACH, na Alemanha.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O que fazer?

 Hélio Sendas disse:

"Ola senhor José Martino, somos um grupo de 3 jovens transmontanos com gosto pela agricultura, e assíduos leitores do seu blog.
Nós, estes 3 jovens estamos a pensar fazer um projecto para plantação de cogumelos, sobreiros e oliveiras em covetes.
A pergunta que queríamos fazer era que tipo de projecto poderíamos fazer, e que tipo de ajudas da união europeia iríamos receber?
Agradecíamos uma resposta.

Com os melhores comprimentos"

Comentários:

1 - Não consigo entender qual o tipo de atividade agrícola que pretende desenvolver. Qual o tipo de produção de cogumelos? Viveiro de plantas?

2 - Para a produção dos cogumelos contate o Prof. Nuno Luz da Target Flavours (938 992 302) em Mirandela.

3 - Devem concorrer às ajudas previstas an ação 1.1.3 do ProDeR para instalar cada um dos senhores como jovem agricultor (75 000 euros de investimento podem obter 90% ou 100%, conforme as parcelas fiquem em regiões favorecidas ou desfavorecidas).


4 - Marquem uma reunião com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual para lhes dar todos so esclarecimentos sobre as ajudas e investimentos (tel: 917 075 852)

Que tipo de agricultura posso fazer numa área de 2500 m2?

João Carlos disse:

"Boa noite.
É com muita satisfação que lhe dou os parabéns pelas palavras e conselhos que presta a todos os bloguistas.
Vivo no Concelho de Felgueiras, sou Professor e neste momento encontro-me desempregado, pelo que as perspetivas futuras não são nada prometedoras.
Gostaria de saber que tipo de agricultura poderei iniciar numa área de 2500m2, atendendo à sua dimensão e clima existente? A minha vontade passa também pela criação de uma estufa, adotando o sistema hidropônico que me parece interessante, o que acha? E que tipo de exploração aconselha? Será que para esta área poderei beneficiar de alguma ajuda do PRODER? Muito obrigado pela atenção, com os melhores cumprimentos."

Comentários:
1 - Espero contribuir para que as suas perspetivas futuras sejam mais prometedoras.

2 - Com 2500 m2 deve optar pela cultura de morangos ou groselhas.

3 - Acho que deve optar pela hidroponia se concluir que é estritamente necessária e tiver um parceiro fornecedor da tecnologia que lhe garanta o sucesso, no entanto, defendo que a cultura em solo deve ser privilegiada porque é mais barata e eficaz em solos virgens para a atividade em causa.

4 - Pode beneficiar das ajudas do ProDeR nas ações 1.1.1 ou 1.1.2 ou 1.1.3. Verifique neste blogue os apoios que pode obter e as respetivas condições.

5- Para discussão dos pormenores do projeto e dos apoios, marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852)

sábado, 10 de novembro de 2012

Arrendamento de Kiwis


Perguntou-me o leitor Armando Alves qual o valor de arrendamento de uma parcela de kiwis com 20 anos (peço desculpa ao leitor porque creio que inadvertidamente apaguei o seu comentário).

Comentários:

1 - O valor de arrendamento de parcelas de kiwis com estes já instalados, só conheço dois casos, não tive aceso aos valores da renda, a minha expetativa é de que andará entre os  1500  a 3000 euros /ha.


2 -  Na maioria dos casos há lugar a contratos de exploração ou parceria em que o explorador entrega ao proprietário uma parte da produção de cada ano. Varia entre os 5% e os 40%.


3 - Se tiver interesse a Espaço Visual presta serviço de assessoria quer na negociação, quer nos contratos porque é um serviço para o qual possuimos vasta experiência (contate a eng. Sónia Moreira: 917 075 852) 

Paulonia

Carlos Marques disse:

"Boa noite,

Recorro a V. Ex.ª no sentido de lhe questionar sobre plantações de hibridos de paulonia para madeira aqui em Portugal.

Obrigado"

1 -  Como não sou especialista em silvicultura falei com o meu amigo Luís Corte Real sobre o tema deste post.


2 - Ele indicou-me uma pequena plantação em Branzelo, Melres, Gondomar.


3 - A cultura da Paulonia é muito interessante para terrenos agrícolas com alguma fertilidade porque neste caso há grandes crescimentos em poucos anos.


4 - Esta cultura será interessante se abrirem mais centrais de biomassa porque neste momento, com as centrais existentes, há mais oferta que capacidade de absorção/procura

Estou desempregado, o que fazer com um terreno de 0,5 ha?

fernando fera disse:

"Boa Tarde Eng Martino

Tenho um terreno na zona da Moita (Setubal) com cerca de 0,5 ha, como neste momento me encontro desempregado e tendo formaçao academica na area da agronomia, gostaria de ter uma opiniao sobre que fazer num terreno com esta area. Tenho lido no seu blog muito sobre mirtilos e outros pequenos frutos, mas nao sei se serao adequados para esta zona.

Cumprimentos"

Comentários:

1 - Um terreno para ter aptidão para pequenos frutos não pode ter solos pesados (menos de 30% de argila. Para avaliar o seu teor deve mandar fazer a análise mecânica a uma amostra de solo da sua parcela), a parcela não pode ter problemas de drenagem, interna ou externa, ou seja, não pode ter camadas impermeáveis que impeçam a saída da água, toalha freática perto da superfície do solo durante  o inverno, zona de concentração de água vinda de parcelas circundantes, etc.


2 - Se na parcela pretender plantar mirtilo deve o seu pH ser ácido, situado entre os 4,5 e 5. Assim sendo, eliminam-se as parcelas com pH neutro ou alcalino (igual ou superior a 7) porque é praticamente impossivel corrigi-lo para a gama de pH em que os mirtilos são produtivos.


3 - Muito importante é a possibilidade da parcela ser irrigável porque os pequenos frutos são culturas de regadio.


4 - Deve anotar as datas das geadas precoces no outono e tardias na primavera, bem como o número de horas com temperaturas inferiores a 7.ºC durante meses de novembro a março (n.º de horas de frio invernal).


5 - Os valores anotados em 4 servem para a escolha de variedades, sobretudo as de mirtilo.


6 - Para alguém que está desempregado acho que deveria optar por morangos ou framboesas porque produzem no ano de plantação e caso o solo seja impeditivo podem ser cultivadas em hidroponia. Recomendo que contate com a Hubel, trata-se na minha opinião, de uma empresa séria que certamente o ajudará a tomar a melhor decisão

Seminário "Agricultura ao Sábado" (2)

Luis Martinho disse:

"Boa noite srº Eng.
Será que faz parte dos seus planos estender estes seus seminários(muito interessantes) por outras zonas do pais
Cumprimentos"

Comentários:

1 - Estou aberto à mudança e inovação, se tiver público interessado posso realizar seminários "Agricultura ao sábado" em qualquer ponto do país.


2 - Peço aos meus leitores que indiquem para o e-mail jose.martino@iol.pt qual a região na qual estariam interessados neste evento.


3 - Quando houver um número minimo de presenças que o justifique (50), procederei à deslocalização do seminário.     

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Seminarios: Agricultura ao Sábado

Os objetivos do Seminário do próximo Sábado, 10 de novembro de 2012, são colocar empresários a explicar qual o seu percurso e experiências nas suas explorações agrícolas, os pormenores das atividades: horticultura em estufa, framboesas e caracóis. Por outro lado, o diretor da AGROTEC irá explicar o pioneirismo e o sucesso desta revista, bem como outras iniciativas editoriais que estão a desenvolver para ajudar os empresários agrícolas.

O objetivo da Espaço Visual com os Seminários: "Agricultura ao sabádo" é criar um espaço  de 3,5 horas, onde os potenciais empresários agrícolas, jovens empresários ou menos jovens, pessoas que querem fazer agricultura a tempo inteiro ou part time, têm acesso a informação sobre novas atividades, as dúvidas são esclarecidas por quem detém o saber prático, sendo ao mesmo tempo fonte de informação para outros elementos do grupo. 

Escolheram-se as tardes de sábado para dar oportunidade a quem está longe de Gondomar possa aproveitar a manhã para viajar, bem como o fim de tarde para o regresso. Outro objetivo é dar oportunidade a quem tem outras ocupações profissionais para estar presente, quer como interesse próprio, quer como acompanhante/consultor de um familiar ou amigo.

Os comentários da minha pessoa destinam-se a tornar mais claros os temas expostos, colocar aos empresários outras questões interessantes que os participantes não fizeram, servir de animador do debate e catalizador de novas ideias, estratégias e comportamentos.

Irei assumir o desafio de todos os meses organizar um destes seminários, com temas e atividades que pelo seu interesse e atualidade estão na moda ou na ordem do dia, para que os interessados em determinada atividade possam encontrar neste evento todas as respostas para as suas questões, evitando outras deslocações e outros contatos.

Os seminários de 30 de junho e de 5 de outubro foram um sucesso, pelo que, o desafio está lançado. Comparecem e verifiquem iun locu se sou capaz de satisfazer os objetivos a que me proponho. Vamos ao trabalho!            

"Já me fartei de aprender neste blogue. Encontro-me num ímpasse." O que devo fazer?

Pedro Santos disse:

"Boa noite Eng. José Martinho

Antes de mais quero congratula-lo pelo excelente blog e a quantidade de informação útil que disponibiliza. Ainda só li alguns posts e já me fartei de aprender.
Tendo em conta a disponibilidade que manifesta em responder às diversas questões apresentadas venho também eu solicitar o seu apoio. Sou Engenheiro Civil de formação e como muitos neste momento no país, estou a entrar no Mundo de oportunidades que o PPC afirmou (e que em parte acredito, pois estando numa situação estável não criamos/pensamos valor). O meu sogro dispõe de diversos terrenos na Beira Interior (VV Rodão) e Norte Alentejano (Nisa), encontrando-se os mesmos em situação de “serviços mínimos”, ie, grande parte dos terrenos encontram-se minimamente conservados e lavrados, mas não estão devidamente explorados. Os terrenos caracterizam-se por montados de azinhal e sobreiral e olivais, dispondo alguns de charcas e poços que o meu sogro foi mandando construir ao longo dos tempos. O meu sogro tem também uma pequena exploração ovina, neste momento não é mais do que uma forma de passar o tempo (apenas 14 ovelhas).
Desde à 2 anos para cá que ando a pensar em tirar um melhor aproveitamento do potencial das terras que dispomos, tendo já analisado vários panoramas e nunca tendo avançado com nada. Inclusive tirei formações na área a olivicultura e da apicultura (tendo sido esta uma das hipóteses que pensei para avançar com o projecto de JA, agora descartada após ter analisado e discutido a situação com diversos produtores).
Igualmente já pensei na moda dos mirtilos, no entanto, assolou-me a questão de que toda a gente estava a avançar para os mirtilos também (segundo o que li no seu blog, mesmo assim a nossa produção seria algo irrisório, no entanto, o fruto em si tem muito mais especificidades do que a comunicação social normalmente anuncia e que o Eng.º tão bem explicou no seu blog).
Uma das hipótese seria também a cultura do kiwi, mas pelo que li o mesmo necessita de câmaras de frio de grandes dimensões, algo que, segundo sei, a região não dispõe.
Assim, encontro-me neste momento num impasse, não sabendo muito bem que caminho seguir. Por um lado poderia avançar para a certificação biológica (e outras) das explorações que o meu sogro já efectua (olival, do qual sai azeitona de qualidade, tendo o azeite da cooperativa já ganho diversos prémios e ovinos). O caminho para a certificação biológica até é relativamente simples, bastará pagar a certificação, visto que em ambas as explorações não são utilizados quaisquer produtos químicos. Por outro lado, a ideia que tinha seria de criar uma pequena unidade de produção local, para compotas, licores, azeites e azeitona de mesa, ervas aromáticas e sistema de venda directa.
Agradeço desde já qualquer apoio que me possa disponibilizar.

Com os melhores cumprimentos"

Comentários:

1 - Quer fazer um projeto rentável com os seus 2 hectares de terreno ou põe a hipóetese de explorar outras terras? Na minha opinião para investir na agricultura deveria explorar uma ou duas atividades agrícolas numa lógica de rentabilidade intrínseca e economias de escala (exemplo, se o seu objetivo é dedicar-se à produção de azeitona para azeite no modo de produção biológico deve fazê-lo de modo profissional com pelo menos 20 ha de olival; se for apicultura deve começar com 300 colmeias, em vários apiários e ter como objetivo a 4/5 anos chegar 1500, 2000 colmeias, em vários locais, com transumância, para explorar ovinos deverá ter uma exploração com várias centenas de animais, etc.).


2 - Para avançar com atividades agrícolas com dimensão indicada em 1 terá que estagiar em explorações de dimensão semelhantes para ter a necessária eficiência e eficácia, organização, gestão, sistema de controlo, etc. no seu negócio  que lhe garantam adequada produtividade, rendimento bruto, controlo de custos e consequentemente, a rentabilidade ao longo do tempo.


3 - O Sr. seu sogro mostra ser uma pessoa inteligente, tal como a maioria das pessoas na mesma situação, porque não possuindo know how para explorar o negócio agrícola, mantém a exploração em serviços minímos, ganha pouco ou perde pouco, mas consegue manter as terras tratadas, não as deixando ao abandono.


4 - Compete ao Eng. descobrir qual a sua vocação dentro da panóplia das atividades  agrícolas, fazer o respetivo plano de negócios e passar à ação. Tem neste blogue vários posts sobre a estratégia que os jovens devem seguir para se instalarem com sucesso na agricultura. Pratique os passos que recomendo e tenho a certeza que terá sucesso.

5 - Qual a limitação que o impede de avançar com um projeto de apicultura? Estou a iniciar alguns projetos em apicultura, atividade na qual acredito  se houver conhecimento, experiência, rigor, organização, bom senso e controlo de custos. Na minha perspetiva para se ganhar dinheiro em determinada atividade, é preciso acreditar e conseguirmos sonhar, imaginar, como se traduz de forma concreta e determinada, na nossa mente, esse sucesso na agricultura. Conheço pessoas que estavam a perder dinheiro ou a ganhar pouco nas suas atividades e quando conseguiram fazer o exercicio indicado atrás, tiveram mudanças brutais, para melhor, nas suas vidas

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Que cuidados a ter para comprar um terreno?

Fernando Ferreira disse:

"Bom dia Sr. Engenheiro José Martino,

Estou numa situação quase desesperada, desempregado e á procura de um terreno agrícola, para entrar com um projeto 1.1.3. ao ProDer!
Contudo, tenho encontrado alguns que ou são de cultura arvense, vinha, olival, etc, de cultura extensiva, 100% agrícola e ainda inseridos em REN ou RAN.
Desconheço quais os cuidados a ter antes de adquirir um terreno desta natureza! Assim colorar-lhe-ia as seguintes questões:

1 - Será que este tipo de terrenos poderão ser facilmente inseridos num projeto de Helicicultura?
2 - Que documentos essenciais deverei consultar/verificar?
3 - Quais os passos a dar e custos, ainda que aproximados (escritura, e outros que desconheço)?


Muito obrigado,

Cumpts,"
Comentários:

1 - Recomendo-lhe cabeça fria, ponderação e muita racionalidade nos investimentos na agricultura, faça um plano de negócios (na internet existem alguns bons modelos que pode utilizar).


2 - Os terrenos com que se pode candidatar ao ProDeR podem estar classificados na reserva agrícola nacional (RAN) ou reserva ecológica nacional (REN). Alguns investimentos em infraestruturas, melhoramentos fundiários, construções, etc.necessitam que previamente à submissão do projeto ProDeR, se proceda ao respetivo pedido de autorização junto da respetiva Entidade que faz a sua gestão (Comissão Regional da Reserva Agrícola ou CCRD), pagando a respetiva taxa. Pela minha experiência posso afirmar que em 99% dos casos não criam impedimentos. Há limitações sobretudo na instalação de  construções fixas.


3 - Como pode ler neste blogue não sou defensor da compra de terrenos porque acho que o seu valor irá baixar durante a próxima década.Por outro lado, a maioria dos proponentes não tem capitais próprios em montante necessário e suficiente para acautelarem os riscos do investimento, pelo que recomendo que ponderem fazer os investimentos estritamente necessários, utilizando terrenos arrendados. 


4 - A compra de terrenos é elegivel no ProDeR até 10% do investimento elegivel sem a compra de terreno. Imagine que investe 75 000 euros, fora a compra do terreno, num projeto de helicultura. Neste caso, o ProDeR aceita dar-lhe um apoio através da ação 1.1.3, sendo o investimento máximo elegivel do terreno de 7 500 euros, de 50% ou 60% (dos 7 500 euros) conforme o terreno se situe em região favorecida ou desfavorecida. Com apoios efetivos tão baixos é interessante a aquisição do terreno?


5 -  Verifique através da certidão da conservatória do registo predial se o terreno possui hipotecas ou outros ónus.


6 - Quando tenho de assinar escrituras recorro a especialistas (solicitador ou advogado) para me assessorarem no processo, havendo o hábito da minha parte de lhes exigir que previamente me informem dos valores dos impostos, taxas e custos a suportar. Nalguns casos questionei-os com sucesso tendo sido alterado o respetivo valor. Informe-se com pessoas conhecidas sobre quem é mais eficaz, solicaitador ou advogado, e orespetivo o nivel de custos para os honorários

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

SEMINÁRIO \ AGRICULTURA AO SÁBADO


No próximo dia 10 de Novembro (sábado), pelas 14:00h, no espaço do Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa, no edifício da junta de freguesia de Foz do Sousa, terá inicio o Seminário "Agricultura ao Sábado”, organizado pela  Espaço Visual, Lda., clique em programa para visualizar.




14:00 Sessão de abertura


14:30 O interesse da horticultura e framboesa em estufa*

         José Fidalgo, Gerente da empresa Sociedade Agrícola dos Serfideos, Lda.


15:30 Agricultura e as revistas “ Agrotec” e “Pequenos frutos”*
         Bernardo Madeira, Diretor


16:30 Caracois - Atividade Alternativa*
         Cristina Santos, produtora


*Apresentação, Comentários e Debate

Comentador: José Martino, Gerente da Espaço Visual


Local: Espaço do Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa, no edifício da Junta de freguesia de Foz do Sousa

Coordenadas GPS:


Latitude: N 41º 4' 7.14"
Longitude: W 8º 23' 53.66"




Data: 10 Novembro de 2012


A participação tem um custo de 15€ por pessoa, 10% do valor angariado reverterá a favor do Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa, uma IPSS que trabalha com idosos e crianças. Todos os interessados deverão enviar a ficha de inscrição preenchida para o e-mail geral@espaco-visual.pt ou fax 224509281 .