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terça-feira, 30 de abril de 2013

Futuro e rentabilidade da cultura do mirtilo

João Antunes disse:

"Caro Eng. José Martino,

Tendo em conta que nos últimos anos surgiu um crescimento da plantação de campos de mirtilos, bem como o fato de esta prática tender a evoluir ainda mais com o passar dos anos, gostaria de saber a sua opinião em relação à rentabilidade e ao possível sucesso de criar uma empresa de viveiros de mirtilos. Será que se trata de um negócio rentável?
Outra questão que gostaria que me esclarecesse é: Onde é que posso arranjar sementes de mirtilo e como saberei que essas sementes são de boa qualidade? Nas pesquisas que tenho feito na internet, não tenho encontrado locais de venda de sementes, somente em sites estrangeiros.

Cumprimentos"

Comentários:
1 - A rentabilidade da cultura do mirtilo no futuro estará assegurada se este estiver bem implantado, bem explorado/cuidado, com eficiência/eficácia na colheita. Na minha opinião, o abaixamento dos preços de venda, medido de forma percentual, será compensado pelo incremento na produtividade da cultura do mirtilo devido à incorporação de tecnologia e boas práticas de gestão.

2 - Um viveiro de mirtilos, bem estruturado e com capacidade financeira para comprar variedades no mercado internacional, será um negócio muito interessante e rentável.

3 - Não conheço nenhuma Entidade portuguesa que trabalhe com sementes de mirtilo. 

domingo, 28 de abril de 2013

Pequenos Frutos

Rui freitas disse:

"Boa noite sr. Eng;

É com enorme prazer que me dirijo ao seu blog, extremamente útil, diga-se, para lhe colocar algumas questões que dizem respeito à produção de frutos vermelhos, em particular o mirtilo, groselha e framboesa.

Antes de mais, felicito-o pelo excelente trabalho que tem desenvolvido neste blog, ajudando inúmeros jovens que pretendem tornar-se empresários agrícolas, como eu.

Tenho 21 anos e formação em Solicitadoria, mas pretendo dar início a um projecto de produção de frutos vermelhos, na zona Norte - Minho, de onde sou natural. Falo concretamente do Distrito de Braga.

As perguntas que lhe deixo são as seguintes, e depois de já ter lido centenas de artigos e de ter ponderado muito bem o que quero realmente fazer:

- acha que ainda vale a pena candidatar-me ao PRODER, tendo em conta o overbooking registado nos últimos meses?

- a produção de groselha, mirtilo e framboesa dão-se bem na zona referida em cima?

- qual a área mínima para que o projecto seja minimamente rentável? Estava a pensar entre 2 a 3 ha. Acha muito?

- qual a produçao normal de mirtilo e groselha por ha? Disse, num seu post algures, que há culturas de mirtilo a darem 30t/ha.

- como evitar a sazonalidade típica da agricultura? Ou seja, posso plantar diferentes espécies de mirtilos e groselhas de modo a obter diferentes épocas de colheita para ter trabalho todo o ano? Ou quase todo?

- conhece alguma "cooperativa", do género da mirtilusa, na zona que lhe referi em cima? Será essa a maneira mais adequada de escoar os produtos frescos?

E para terminar,

- conhece alguma "bolsa de engenheiros agrónomos"onde possa arranjar parceiros capazes de me ajudarem neste projecto?

- qual o preço de um arrendamento rural?

Como vê, as dúvidas são muitas, e muitas mais virão, há medida que vou estudando e lendo sobre o maravilhoso mundo dos frutos vermelhos, e não só.

Neste momento, e tendo em conta o estado do nosso Portugal, este será um projecto que me parece viável e sustentável a longo prazo, podendo criar, pelo menos, o meu posto de trabalho.

Espero não estar enganado nem sair defraudado, já que é algo que quero mesmo muito!!!


Com os melhores cumprimentos e aguardando resposta,
Rui Freitas (Guimarães)".

Comentários:
1 - A sua 1.ª pergunta está respondida neste blogue no post "não há fome que não dê em fartura".

2 - As culturas indicadas adaptam-se relativamente bem à região de Guimarães. Consulte a Bioberço.

3 - Os 2 a 3 hectares são a superfície ideal para começar nos pequenos frutos, embora a longo prazo terá de atingir os 8 a 15 hectares para tirar partido do seu conhecimento e da estrutura de apoio sobretudo ao nível da mão de obra.

4 - Produtividades:
a) Mirtilo: 10 a 15t/ha
b) Groselha: 10t/há

5 - As espécies e variedades que colocar na sua exploração serão função da estratégia de comercialização que adotar. Embora do ponto de vista teórico, eu concorde com a sua opinião, ter produções durante toda a campanha, na prática assisto à aposta na produção para as janelas de oportunidade dos mercados internacionais.

6 - Para valorizar as suas produções contacte a Bioberço em Guimarães porque estão a organizar uma O.P. (www.bioberco.com)

7 - Para obter ajuda na definição e implementação do seu projeto contate a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (sonia.moreira@espaco-visual.pt; 917 075 852). 

8 - A renda de prédios rústicos pode variar entre os 100 e os 1500 euros por hectare e ano, conforme a exploração necessita de maiores ou menores investimentos em infraestruturas e melhoramentos fundiários.

9 - Para não se enganar nem defraudar a si próprio leia neste blogue a estratégia que o jovem deve praticar para se instalar na agricultura. Sem competências técnicas e de gestão dificilmente terá sucesso na agricultura. Terá de possuir o perfil de "levar a carta a Garcia", ou seja, conclui com sucesso os processos em que se mete, sobretudo aqueles que são muito difíceis e custosos do ponto de vista pessoal

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Visita de Estudo ao Mirtilo


A forte expansão da cultura do mirtilo a novos players é uma oportunidade que deve ser aproveitada para fazer crescer esta fileira e negócio, sobretudo na vertente de exportação. Para tal, é necessário formar os empresários, dar-lhes conhecimentos técnicos e de gestão, recorrendo a acções de formação profissional, workshops, seminários, visitas de estudo, etc.

As visitas de estudo organizadas para grupos são um poderoso instrumento de aprendizagem porque juntam no mesmo dia, o acesso a pormenores técnicos e organizativos da actividade, a experiência contada na 1.ª pessoa por vários empresários mirticultores, a mais-valia de troca de experiências e ideias entre participantes, quer entre si, quer com a equipa técnica organizadora. Este cocktail de aquisição de conhecimento e de experiência, resultado do dispêndio de um dia numa visita de estudo, é equivalente a muitos dias, meses, por vezes anos, relativos a visitas e experiências, individuais.

Assim sendo, a AGIM e a Espaço Visual acreditam que estão criadas as condições para que seja um sucesso o evento que organizam no próximo dia 25 de Maio de 2013 a “II Visita de Estudo ao Mirtilo: História e Investimento”. Este evento pode ser uma 2.ª experiência para quem participou na visita anterior, poderá verificar a evolução das plantas, plantações e empresários, desde o Inverno, repouso vegetativo do mirtilo e por outro lado, será certamente uma experiência inolvidável para quem entre neste tipo de eventos pela 1.ª vez, a qual passará pela interacção entre o participante individual e o grupo, o qual estará junto durante um dia, dentro do autocarro nas deslocações entre plantações, nas visitas de campo e no almoço.

O programa da visita pode ser consultado em www.espaco-visual.pt.

Cada uma das visitas, programadas ao longo do dia, a determinada plantação/empresário tem objectivos específicos, concretos, que passam por conhecer e avaliar as plantas, variedades, as técnicas culturais empregues, quer na implantação, quer na exploração das plantações, etc. Os participantes, além de verem com os seus próprios olhos e fazerem a sua avaliação pessoal, do mundo do mirtilo, ouvirão as estórias dos empresários e formarão os seus juízos de valor sobre o que deverão ou não fazer, para serem assertivos e terem sucesso à 1.ª tentativa, fazendo bem a implantação e exploração dos mirtilos, mas mais importante, evitando os erros mais comuns que outros já cometeram.

Aceitem o nosso desafio e venham connosco ao espectacular mundo da produção do mirtilo! As informações ou inscrições devem ser realizadas para o e-mail benjamim.machado@espaco-visual.pt  ou telemóvel: 924 433 183.  

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Bolsa de terras de Sever do Vouga

Sever do Vouga quer jovens agricultores em terrenos abandonados 


Entre as serras de Sever do Vouga, distrito de Aveiro, cultiva-se o mirtilo, um arbusto de popularidade crescente que se espera que acabe com "os terrenos sem gente e a gente sem terra." 

A ideia partiu de várias associações de agricultores locais em articulação com a autarquia severense, decidida a rejuvenescer o concelho ao cativar jovens agricultores para a plantação do mirtilo, através da criação de uma "bolsa de terras." 

"Este conceito, no fundo, consiste em aproveitar terras que estão abandonadas, dando-lhes um destino para quem tem interesse em explorar a agricultura e torná-la um negócio", disse à Lusa José Martino, engenheiro agrónomo responsável por este canal de entendimento entre potenciais agricultores e proprietários de terrenos abandonados. 

O microclima de Sever do Vouga é particularmente propício ao cultivo daquelas bagas silvestres, algo que foi estudado e confirmado "há cerca de 20 anos, quando uma fundação holandesa decidiu, na sequência de um apoio que prestava à companhia leiteira local, fazer experiências com a plantação de mirtilos e outros pequenos frutos", explicou à Lusa o autarca Manuel Soares. 

"A agricultura de subsistência, e sobretudo a cultura intensiva de milho, não dava qualquer rendimento aos agricultores", recordou o presidente da Câmara, referindo que "começou a verificar-se que o mirtilo era uma boa fonte de rendimento para as famílias", apesar de acontecer num concelho "sobretudo de minifúndio, ao socalco e em terras de pequena dimensão." 

"A verdade é que muita gente começou a viver da cultura do mirtilo", constata Manuel Soares, pelo que participou da fundação da Associação para a Gestão, Inovação e Modernização de Sever do Vouga (AGIM), com técnicos que prestam apoio aos jovens agricultores e àqueles que pretendam fazer a plantação do mirtilo, nas "condições técnicas adequadas" e elegíveis para eventuais candidaturas aos fundos europeus do PRODER. 

"Isto começou a ter muito sucesso -- há muitos produtores em Sever do Vouga e em toda a região -- e pensámos que para aqueles jovens agricultores que hoje estão a regressar às terras mas não têm terrenos, seria bom fazer um protocolo com a Fundação Bernardo Barbosa de Quadros e a AGIM", explicou o presidente da Câmara. 

Segundo o engenheiro agrónomo José Martino, "o trabalho da AGIM é recolher os contactos de quem está interessado, mostrar as terras e ajudar a definir os investimentos necessários", de modo a obter "uma plantação de mirtilos bem instalada e que possa ter uma alta produtividade e com alta qualidade, como é o timbre de Sever do Vouga." 

José Martino é também subscritor de "uma petição na internet por uma bolsa de terras pública", pelo que considera a experiência de Sever do Vouga "uma espécie de tubo de ensaio" sobre o que entende que deve ser "uma bolsa de terras nacional", que já aguarda uma legislação complementar sobre o seu funcionamento. 

O engenheiro agrónomo sublinha que "esta bolsa de terras só funciona enquanto houver terra", que é atribuída "por ordem de prioridade" da chegada das candidaturas e que cessa até que apareçam novos terrenos. 

Ainda que cultivado na autoproclamada Capital do Mirtilo, este fruto silvestre azulado "não era conhecido em Portugal até aqueles holandeses aparecerem", considerou o autarca Manuel Soares, pelo que "inicialmente, e ainda até há poucos anos, praticamente todo o fruto era exportado para França, Bélgica e a Holanda." 

Só com a realização da Feira do Mirtilo é que o fruto "começou a ser conhecido" em Portugal e de acordo com o edil severense "hoje há já uma grande procura deste pequeno bago, sobretudo pela curiosidade científica de muita gente ligada à medicina, por força de o fruto ser considerado o rei dos antioxidantes", mas também pela "grande variedade de pratos culinários que se fazem com o mirtilo." 

O lançamento e a apresentação da bolsa de terras de Sever do Vouga acontecem a 24 de abril na sede da AGIM, perto do centro do concelho, onde será explicado o seu funcionamento e apresentado um programa de negócios para a produção e rentabilidade do mirtilo. 


LUSA Publicado dia 21/04/2013  

sábado, 20 de abril de 2013

Jovens Agricultores e Transição de Quadros de Ajudas

Sofia Ribeiro disse:

"Caro Eng. José Martino,

Obrigada pelo apoio que tem vindo a dar aos jovens agricultores através deste blog informativo.
Pretendo candidatar-me aos Apoios do Proder para Jovem Agricultor, mas tenho pouca capacidade de realizar todo o investimento até finais de 2014.
Acontece que em Dezembro de 2014 completo 40 anos pelo que se não avançar agora poderei estar a arriscar não ter oportunidade de o fazer.
Tem conhecimento de quando se abrirão as novas candidaturas aos fundos do quadro de 2014-2020?
É verdade que existem projetos que podem ser transferidos de um quadro de apoio para o seguinte?
Muito obrigada,
Sofia Ribeiro"

Comentários:
1 - Se ler neste blogue encontrará as minhas ideias sobre o período em que abrirão as novas candidaturas aos fundos financeiros do período 2014-2020 (na melhor das hipóteses, último trimestre de 2014, mas há alta probabilidade de arrancar no 1.º semestre de 2015).

2 - O seu caso é um daqueles que no passado perderam a elegibilidade na transição entre Quadros de Ajudas.

3 - O governo está a tentar transferir projetos entre Quadros de Apoio, mas na minha opinião é uma guerra perdida porque tal está impedido pela legislação comunitária.   

Macieiras

Anónimo disse:

"Qual é a media de lucro por ha num pomar de macieiras???
obrigado pela atenção".


Comentários:
1 - Se ler este blogue com atenção deve verificar que não gosto de responder a questões de anónimos ou de pessoas que não se conseguem identificar. Defendo que cada um de nós deve assumir ter a coragem de assumir publicamente as suas posições.

2 - O lucro de um hectare resultante da produção de um hectare de produção de maçãs irá variar com o valor das amortizações e portanto, difícil de quantificar em tese abstrata.


3 - O cash flow (diferença de fluxo financeiro entre proveitos e custos) pode variar entre zero e 10000 euros, estando o valor mais frequente entre 4000 e 7500 euros.

Funcionamento das ajudas públicas ao investimento dos jovens agricultores

Rangel disse:

"Boa tarde,

Devido a falta de verbas e as dificuldades que o nosso pais está a passar, as ajudas para os jovens agricultores têm sido cumpridas?

Atenciosamente
Rangel"

Comentários:

1 - O período temporal desde que a troika está em Portugal até finais de 2012, foi aquele em que melhor funcionaram as ajudas para instalação dos jovens agricultores, não houve atrasos e os pagamentos das ajudas foram uma prioridade para os ministérios da agricultura e das finanças.

2 - Desde Janeiro deste ano a tramitação das ajudas voltou ao período anterior à troika, há atrasos nos pagamentos das ajudas nos primeiros 3 a 5 meses do ano, enquanto há dificuldades para executar o novo orçamento de estado.

3 - Em conclusão: apesar da crise financeira pode-se afirmar que funciona relativamente bem a tramitação das ajudas ao investimento de jovens agricultores, ou seja, apesar das dificuldades financeiras que o nosso pais está a passar, as ajudas para os jovens agricultores têm sido cumpridas também como resultado da competência da Dra. Gabriela Ventura como gestora do Proder. Faço votos que o governo a mantenha no cargo até  ao encerramento do Proder.

Plantas Aromáticas e Medicinais

Ana disse:

"Bom dia gostava que me ajuda-se a desenvolver algumas destas questões ás quais preciso de ajuda para desenvolver e não encontro na net e nem tenho muitos livros para esse efeito...

- Identificar as principais ervas aromáticas existentes no Alentejo?
- Caracterizar as diferentes espécies (aspeto, ciclo reprodutivo, requisitos edafo-climáticos, etc.)
- Relação entre a economia e as ervas aromáticas - passado, presente e futuro:
- As ervas aromáticas e os modos tradicionais de exploração do solo (relação com a agricultura e pecuária, função ecológica das ervas aromáticas)
- A produção intensiva de ervas aromáticas (apoios da PAC, produção integrada, proteção integrada, produção em modo biológico)
- As alterações climáticas e o futuro das ervas aromáticas


Agradeço muito uma ajuda pff".

Comentários:

1 - Agradeço o pedido de informação, mas como infelizmente não sou um perito na produção das plantas aromáticas e medicinais não a posso ajudar com respostas concretas para as suas perguntas.

2 - Para obter mais informações deve contactar os promotores do projeto  "EPAM - Empreender nas Plantas Aromáticas e Medicinais (PAM) em Portugal" em www.epam.pt.

3 - A Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual pode ajudá-la na resposta às suas dúvidas sobretudo no que diz respeito às ajudas do Proder. Recomendo que marque uma consulta através do telemóvel 917 075 852

4 - Na minha perspetiva a produção de PAM é uma atividade agrícola com muito interesse pelo forte potencial de biodiversidade que existe na flora portuguesa. É uma fileira que exige conhecimento, pesquisa, na qual os "projetos de autor" têm muito interesse (projetos em que o promotor lhes pode dar um cunho pessoal, seja por escolha de espécies e variedades, seja por diferentes objetivos, secas, frescas, para culinária, farmacêutica, etc.) 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

VISITA DE ESTUDO À FRAMBOESA

O cultivo da framboesa tem vindo a entusiasmar e a atrair cada vez mais novos produtores. Dos pequenos frutos, é das culturas que tem captando mais espaço entre os novos investimentos, devido à sua alta rentabilidade e procura de mercado.

As framboesas chamam a atenção das pessoas pela cor e sabor, mas para os potenciais jovens agricultores que estão na fase de decisão de se instalarem nesta atividade bem como a todos aqueles que já enveredaram por esta cultura a atenção já está voltada para a otimização da produção.

Com o objetivo de conhecer no terreno o que se está a fazer nesta cultura, para ajudar a terem sucesso nos seus investimentos, quer os que nela querem entrar, bem como os que a ela chegaram recentemente, a Espaço Visual organiza uma Visita de Estudo, no próximo dia 11 de maio, nos concelhos de Braga e Guimarães, para mostrar quatro explorações, apresentando no terreno pormenores da experiência dos empresários e as suas opções de investimento.

O Programa e mais informações podem ser obtidas em:

Bolsa de terras para jovens agricultores

A Câmara Municipal de Sever do Vouga, a AGIM - Associação para a Gestão, Inovação e Modernização do Centro Urbano de Sever do Vouga, a Fundação Bernardo Barbosa de Quadros e a empresa Espaço Visual - Consultores de Engenharia Agronómica, Lda. convidam quem necessita de terras para se instalar em Sever do Vouga, na cultura do mirtilo, a estar presente na assinatura do protocolo para a constituição de uma bolsa de terras destinada a jovens agricultores que terá lugar na próxima quarta-feira, dia 24 de abril, pelas 11.30 horas, no Vougapark, em Paradela do Vouga (Sever do Vouga). 


Programa:

1. Assinatura do contrato de parceria de constituição da Bolsa de Terras;

2. Apresentação da Bolsa de Terras:

     - Cronograma

     - Regulamento

     - Modelo de negócio – produção de mirtilos

3. Esclarecimento de dúvidas

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Conferência “Fertilização em Mirtilos e novos sistemas de produção”



Conferência “Fertilização em Mirtilos e novos sistemas de produção”


Centro de Artes e Espectáculos de Sever do Vouga, 13 Abril de 2013

A cultura do mirtilo tem despertado fortes emoções, quer em potenciais produtores, quer naqueles que se instalaram recentemente, por um lado, devido ao potencial de rentabilidade da cultura e por outro lado, apesar da forte procura actual por parte do mercado internacional, capacidade exportadora e pela incerteza com que os players indicados acima sentem para o período temporal de médio – longo prazo, dado tratar-se de uma cultura recente, sem tradição de mercado para transacções entre países de grandes quantitativos desta fruta. Neste contexto, o mirtilo pela sua produtividade possui um alto potencial de progressão, o qual virá a compensar, no futuro, eventuais abaixamentos de preços de comercialização que possam vir a ocorrer.

A melhor forma de garantir o sucesso e a sustentabilidade nesta actividade é conseguir implantar bem nas parcelas com maior aptidão de solos e clima para o mirtilo, a custos controlados, bem como fazer a sua exploração de forma irrepreensível, a operação certa na hora certa, a custos baixos, conseguindo altas produtividades e qualidade ímpar das produções. Este objectivo estratégico implica que do ponto de vista do empresário este tenha competências técnicas e de gestão, incluindo técnicas culturais como sejam a poda, rega, etc., se acautele a nutrição da planta de mirtilo, a fertilização quer de implantação, quer de manutenção, tirando partido do melhor que se sabe em Portugal e em Itália, sobre esta tecnologia. Além disso, convém actualizar o estado da arte sobre os novos sistemas de produção com objectivo de se utilizarem em Portugal as tecnologias mais actuais e que produzem melhores resultados.

Assim sendo a AGIM e a Espaço Visual, organizam no próximo dia 13 de Abril de 2013, em Sever do Vouga, a Conferência sobre “A Fertilização de Mirtilo” conforme o Programa existente em http://www.espaco-visual.pt/publicacoes/fertilizacao_mirtilos.jpg. É uma oportunidade para se ouvir de viva voz um técnico italiano experiente e vários reputados especialistas portugueses. Além da transmissão do saber fazer destes peritos que irão elevar o background técnico dos mirticultores de Portugal, podem ser esclarecidos dúvidas e elencados aspectos práticos que são determinantes para o nosso sucesso empresarial.

Fertilizar bem o mirtilo, gera altas produtividades e sucesso. Participa!



Documentos para download:
Programa (...)
Ficha de Inscrição (...)