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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

É apenas um alerta! Por favor informe.


Nelson Valente escreveu:
 
"Sr eng. Martino, gostaria que divulgasse  seguinte preocupação de quem conhece quem teve projetos aprovados e depois falharam...e há muita gente com a corda na garganta...

Pessoalmente não concordo com este tipo de incentivos ao empreendedorismo, ou pelo menos sem  o enquadramento ( dinheiro suficiente, apoio de tesouraria, etc.) Uma pessoa iniciou o projecto, foi aprovado, mas o dinheiro não vinha do iefp..., demorava, respondiam, "sim, estamos a analisar..." "Em breve"...

O projeto tinha que começar... Obras, e rendas e máquinas, avançaram porque não tinham emprego e o senhorio não ía esperar....! O dinheiro lá foi vindo as pinguinhas....mas o apoio de tesouraria foi-se. Abanca?! Para quem tem dinheiro e muito! A crise... Chegou negócio fraco, empregados desmotivados...ou com aquela estratégia de fazer tudo para voltarem ao centro de emprego e ganharem por fora mais. Tiveram que entregar ao Senhorio porque já não dava para a renda. Por um ano! Ficaram com dívida fiscal , casa penhorada, posta a venda, pelas finanças, com fiadores na reforma...?!  Os país e sogros, respectivamente, filhos pequenos, e sem trabalho!

Por isso só quem tenha muito apoio de tesouraria.

Era preferível como na suíça : paga o estado algo pelo o que produziu. E ainda pode vender a quem quiser. Não há tanto risco.

É muito triste ver pessoas ( e são milhares) a não terem mais nada, separarem-se de quem amam e as vezes suicidarem-se!

É apenas um alerta! Por favor informe.

Cumprimentos."
 
Comentários:
1 - Agradeço ao leitor Nelson Valente o texto que escreveu, pois este descreve de forma real o drama resultante de fazer investimentos sem montante adequado de capitais próprios (pelo menos 20% do valor do investimento total (elegível no PDR + não elegível no PDR (ex: IVA) + fundo de maneio necessário até se atingir o equilíbrio da tesouraria), tendo por base que o proponente conseguiu a aprovação do apoio do ProDer/Pdr 2020 e crédito bancário.
 
2 - Para ultrapassar as limitações de capital podem os jovens agricultores fazer uma sociedade por quotas com um business angel (BA), este pode deter até 49,99% do capital da empresa e o jovem os restantes 50,01%. Nestas condições a sociedade por quotas tem condições de elegibilidade para obter as ajudas de 1.ª instalação de um jovem agricultor (prémio + incentivo ao investimento).
 
3 - BA é um empresário que possui experiência em negócios/empresas, tem feeling para avaliar pessoas e negócios, sabe geri-los e tem capital para colocar na empresa e pelo seu curriculum e eventual aval tem acesso a crédito bancário.    
 
4 - Neste momento estou disponível para ser BA e entrar em parcerias com jovens agricultores em projetos que tenham potencial de negócio, jovens que sejam sérios, organizados, disciplinados, não precisam ter experiência na atividade, mas não prescindo do perfil adequado em empreendedorismo ( jovem habituado a "levar a carta a garcia" ou seja por mais complicado que seja o processo não desiste de alcançar o sucesso, mesmo que para tal tenha que pedalar por mais alguns anos até o conseguir). Além destas caraterísticas devem possuir acesso à terra e projeto elaborado/investido/ a explorar. Quem estiver interessado na análise da sua candidatura para minha entrada através de uma empresa especializada, sendo eu parceiro/sócio no negócio agrícola, para tal deve enviar e-mail para formalizar o pedido junto da Dra. Sofia Freitas: sofia.freitas@rurisocieta.pt.
 
5 - Quem fez ou vai fazer investimento e pretende que a exploração seja realizada por uma empresa especializada na matéria pode contatar a Landman Lda, através do Eng. Pedro Bragança (pbraganca@landman.pt). Nesta modalidade o jovem agricultor/empresário agrícola não tem que se preocupar com a exploração porque um operador especializado irá ser remunerado para assumir esta parte. Esta empresa já cuida de umas largas dezenas de hectares de explorações agrícolas em diversas atividades. A Landaman entra na exploração após a conclusão do investimento. desta forma a Landman  resolve os casos dramáticos que jovens empresários agrícolas podem estar a viver, casos semelhantes aos indicados pelo Nelson Valente.

Alerta para os riscos dos investimentos na agricultura

D. F. disse:

" Boa noite Eng. José Martino,
 Tenho receio de investir num projeto megalômano por ter medo dos riscos isto poderá ter para o meu futuro. Agradecia que me alertasse para os riscos. O investimento em capitais próprios será de 5000€ para custos de projeto e renda da quinta anual. Haverá algum risco de ter que avançar com mais algum dinheiro?
Aguardo a sua ajuda.
Obrigado"
 
Comentários:
 
1 - Os projetos têm sempre riscos associados, tal como todos os negócios, por isso todos sentimos medo, quer sejamos mais ou menos experientes na matéria
 
2 - Para poder avaliar se o projeto é megalómano necessitaria de saber qual a atividade que pretende desenvolver.
 
3 - Terá de possuir 20%  dos capitais necessários para fazer face a  todo o investimento mais os custos de exploração até equilibrar a tesouraria. Desta forma terá possibilidade de juntar crédito bancário às ajudas do PDR 2020.
 
4 - A verba indicada como capitais próprios, mesmo não sabendo qual é atividade a que se quer dedicar,  parece-me irrisória.   

5 - Riscos nos investimentos agrícolas:
a) Falta de perfil empreendedor do empresário: imaturidade pessoal; incapacidade para avaliar o risco e competência das pessoas que colaboram no investimento quer sejam fornecedores, consultores, técnicos, trabalhadores, parceiros , etc.
b) Falta de ligação à comercialização.
c) Falta de capacidade de gestão: não registo dos pormenores diários na atividade agrícola; incapacidade de gestão da informação recolhida; incapacidade de avaliar os colaboradores e/ou não tomar a decisão de despedir os incompetentes; etc.
d) Insuficiência de capitais próprios e alheios.
e) Ausência de coragem para persistir sobretudo quando tudo corre mal, fazendo em cada dia melhor que no dia anterior, continuando a praticar o mesmo no dia seguinte e persistindo sempre na sua prática.

domingo, 23 de novembro de 2014

Porcos Bísaros

Maria João Garcia disse:



Sou mais uma de muitas jovens desempregadas deste país, mas com muita vontade de trabalhar e construir o meu próprio negocio. Desde sempre tive um grande fascínio pela suinicultura, e com estes novos apoios comunitário penso ser a altura certa para me dedicar a este projecto agropecuário de exploração do porco bísaro.

A vontade de trabalhar é muita mas também preciso de algumas luzes e linhas de orientação deste ramo, já tentei visitar várias explorações e falar directamente com produtores mas a abordagem não tem sido nada fácil, a grande maioria recusa a minha visita ou a resposta as minhas duvidas. Já pesquisei bastante informação na Internet e foi aí que encontrei o seu contacto. A pesquisa online tem sido positiva no sentido de me familiarizar mais com a raça, mas ainda tenho muitas duvidas e nada substitui falar com alguém experiente na área. Peço desculpa pela minha ousadia mas é sem duvida a única pessoa que me poderá ajudar com a sua opinião e experiência.

Assim, e torcendo por uma resposta positiva, as minhas principais dúvidas são:

Tipo de exploração?? é só aconselhado o sistema extensivo correcto? na sua opinião o ideal é  utilizar o sistema ar livre (camping) em todo o ciclo produtivo, recorrendo ao uso de abrigos como maternidades e gestações ou acha que o preferível é não ter nenhum tipo de boxe. 

Estava a pensar entre 60 a 100 porcas reprodutoras acha que o número é insensato e que são demasiadas porcas? 

Outra grande dúvida é como entro no mercado da comercialização? Na minha zona (Nordeste Transmontano) consigo entrar em algum mercado, mas penso que será imprudente apenas restringir-me a minha área de residência mas também não sei como contactar empresas que precisam do meu produto. Penso ser este o ponto que neste momento mais me preocupa. Apesar de concordar plenamente como o que  disse no seu artigo de opinião para o JN "Não me revejo na frase "fácil é produzir, difícil é comercializar". É difícil produzir, quando se quer ter qualidade, o perfil do produto que o mercado quer trocar por euros."

E por ultimo gostava de saber a sua opinião deste projecto, acha que tem potencial económico? Ou pensa que o mercado já não é suficiente para a quantidade de explorações existentes na zona de Trás-os-Montes. De salientar, que pretendo dedicar-me a este projecto e torná-lo aliciante, rentável e acima de tudo inovador, marcar pela diferença. 

Peço desculpa novamente pela minha ousadia e pela forma pouco clara ou até mesmo reveladora de certa ignorância como expôs as minhas duvidas,

Desejo puder contar consigo

Muito obrigada"
 
Comentários:
1 -  Saúdo como muito positiva a atitude dos jovens e de muitos outros portugueses, por terem vontade e estarem dispostos a pagarem os respetivos custos pessoais ("o sacrifício que sentimos  dentro de nós": o frio no estômago aquando das decisões duras e difíceis que exigem coragem para serem tomadas (nalgumas delas não há a certeza sobre se a decisão  trará os melhores resultados no futuro) a sensação interna de insegurança mesmo quando as circunstâncias exigem que se esteja imperturbável e à "prova de bala", as noites de insónia, etc. etc.) para serem empreendedores.
 
2 - Tem perfil de empreendedora? Tem jeito, capacidade, competência ou feeling para avaliar os negócios e as pessoas?
 
3 - Consegue imaginar o seu dia a dia no trabalho e gestão da suinicultura? Com base nesse cenário, está disposta a pagar os "custos pessoais" identificados em 1?   
 
4 - Infelizmente parece caminhar-se na ideia que a internet resolve todos os problemas, o que me parece uma falácia sobretudo no que diz respeito aos negócios da agricultura. As visitas, o contato direto com os agricultores e empresários, os estágios, são a base para se obter a chave do sucesso na instalação dos jovens agricultores e outros empreendedores.  
 
5 - Obter autorização para visitas a explorações e respostas às dúvidas que existem, não são tarefas fáceis de obter porque por um lado, noto que há agricultores e empresários agrícolas que sofrem um "fenómeno novo", praticamente todos os dias são confrontados com inúmeros contatos de potenciais interessados nessa atividade, os quais alteram o funcionamento normal do trabalho nas explorações agrícolas e por isso, recusam as visitas e contato, e por outro lado, quem procura informação não faz a devida preparação prévia e o dialogo não motiva o interlocutor para se envolver e responder. Defendo que neste aspeto há um único caminho a percorrer: "caminhar". Houve recusa de uma visita, devo perguntar-me: porquê? O que devo melhorar para empregar no próximo contato? Que pontos/aspetos podem ser ganhos futuros, quer financeiros, quer outros que possam ser utilizados para reatar o dialogo profícuo e eficaz ,neste e nos próximos contatos?
 
6 - "...é sem duvida a única pessoa que me poderá ajudar com a sua opinião e experiência":
a) Não sou o único porque há muitas pessoas fascinantes, anónimas, competentes, muito conhecedoras que estão dispostas o promover o progresso e a ajudar quem o merece. Recomendo que faça o seu "caminho" e as encontre.
b) Posso opinar de forma sumária sobre o exposto mas na minha perspetiva necessita de outro apoio técnico mais ajustado ao seu caso concreto ,à sua pessoa ("os agrónomos são como os médicos, precisam de ver o doente para fazerem o diagnóstico correto").
 
7 - O sistema de produção dos porcos bísaros deve ser aquele que se mostra mais eficaz na região, creio que será o semi-intensivo. O número de porcas indicado parece-me adequado para ter sustentabilidade económica na sua exploração se conseguir geri-la de forma eficaz. Exige um investimento elevado. Recomendo que comece com uma quantidade inferior (30 a 50%).
 
8 -Percebo que não concorde com a frase que escrevi no JN porque não conhece suficientemente bem a realidade da agricultura e do seu mundo. Infelizmente verifico que é verdadeira: quem é  capaz de produzir o tipo de produto que o mercado quer trocar por euros, tem maior probabilidade de obter sucesso, ganha mais dinheiro, tem maior rentabilidade. 
 
9-  Preconizo que se integre num Agrupamento de Produtores. Caso não seja possível faça o que denomino como "projeto de autor" - marca própria na exploração agrícola e na comercialização. Elabore um Plano de Negócios, estime com pormenor os custos de investimento e de exploração, bem como os respetivos rendimentos.
 
9 - Creio que este tipo de empreendedores poderão ter mais sucesso se após terem o Plano de Negócios consigam fazer parcerias com Business Angels (BA). 
 
10- Os empreendedores com Planos de Negócios que se queiram candidatar a serem meus parceiros de produção na agricultura, na minha qualidade de BA, podem apresentar candidatura  para sofia.freitas@rurisocieta.pt  
 

sábado, 22 de novembro de 2014

5ª Jornadas de Gestão Ambiental e Ordenamento do Território - ESA_IPVC







Cogumelos shiitake: como comercializá-los?

Cristina Trindade disse:

"Boa noite, Sou de Portalegre e estou a produzir cogumelos shiitake, no entanto, e devido à falta de mercado nesta zona, tenho tido bastante dificuldades em vendê-los... Gostaria de perguntar se conhece alguma associação ou alguém a quem poderia vender os cogumelos? Agradeço a sua atenção. Cumprimentos"

Comentários:
1 - Na minha opinião a comercialização de cogumelos ou de qualquer outra produção agrícola não deve ser feita através de associações porque este tipo de Entidades destina-se a defender os interesses sócio profissionais dos seus associados e não deve desenvolver atividade económica de comprar e vender produtos agrícolas.

2 - Infelizmente não a consigo ajudar no solicitado porque possuo conhecimentos incipientes da fileira do cogumelo no que diz respeito a comercialização. Tente perceber se o grupo Sousacamp a pode ajudar.

3 - Para mim com os cogumelos podem ser comercializados através de uma estratégia que eu denomino de "projeto de autor": fazer uma marca, comunica-la pela internet e no terreno através de um conjunto alargado de eventos ligados à animação, gastronomia, restauração, etc.
 

2ha: mirtilos e/ou framboesas?

José Alves disse:

"Eng. Martino, No seguimento de uma comunicação anterior referente à possibilidade de uma plantação de cardo em Carregal do Sal, aparentemente não será viável... Procurei outras plantações e informação sobre as mesmas e assim sendo gostaria de lhe colocar a seguinte questão: para uma área de 2 hectares de terreno acha viável uma plantação de mirtilos (1 ha) e framboesas (1 ha)em vaso? a ideia era aumentar a densidade de plantas e ao mesmo tempo antecipar alguma entrada de dinheiro com as framboesas, cumulativamente a ideia era candidatar o projecto ao PDR 2020 enquanto jovem agricultor? Ou acha mais viável apostar no volume de produção, colocando por exemplo os dois hectares só com mirtilos? Grato desde já pela atenção!´"

Comentários:
1 - Recomendo que faça os 2 hectares com mirtilo com uma ou duas variedades recorrendo às ajudas para 1.ª instalação do jovem agricultor. No entanto avalie quem lhe irá comercializar os frutos e a que distância em quilómetros e horas lhe ficará o ponto de entrega, pois pode mesmo com esta superfície ter custos incomportáveis com a entrega, sobretudo no inicio e fim das produções. Faça contas.

2 - Um hectare de framboesa é interessante se tiver a sua exploração localizada a 15 minutos de um entreposto de comercialização/posto de receção porque no inicio e fim de cada campanha de produção são exíguas as quantidades colhidas, o que torna economicamente inviável o valor que atinge o seu custo de transporte.  

O que cultivar?

Miguel  disse:

Caríssimo Sr. Eng.º José Martino, bom dia. Antes de mais, quero felicitá-lo pelo desenvolvimento e manutenção deste blog que em muito contribui para o nosso desenvolvimento agrícola. Passo a expor o seguinte: Possuo, em Arouca, 3 pequenas parcelas agrícolas, uma com cerca de 100 m2, outra com cerca de 600 m2 e uma terceira com cerca de 1000 m2. Todas têm água de rega pelo pé e água de mina. O terreno, principalmente na maior parcela, é muito fértil. Todos têm bons acessos e confrontam com caminhos públicos. Possuo também 4 parcelas/leiras de monte, que totalizam cerca de 4000 m2. Têm essencialmente pinhal e eucaliptal já numa fase bastante desenvolvida. Face ao supra exposto e na opinião de V.a Ex.cia, com baixo investimento e visando proveitos a curto e/ou médio prazo, quais serão as melhores hipóteses para rentabilizar os terrenos agrícolas e de monte.

Comentários:
1 - Gostaria dar uma opinião sobre o exposto mas com a informação disponível não me atrevo a fazê-lo. A superfície total, quer agrícola, quer florestal, é demasiado exígua para se pensar de ânimo leve em atividades agrícolas para serem valorizadas pelo  mercado. No entanto, não é impossível fazê-lo. 

2 -  Precisaria de visitar as parcelas, conhecer os seus solos e avaliar quais os climas a que estão sujeitas.

3 - Será possível eletrificar cada uma das parcelas? Quanto custará?


Projeto kiwis

Boa tarde Eng José Martino, Chamo me Daniela Oliveira e tendo vindo a recolher informações de forma a tentar concluir um projecto idealizado por mim e por uma amiga minha, somos de Guimarães e gostariamos de desenvolver uma plantação de kiwis, ja estive a ler alguns artigos e a tentar recolher informações juntos de alguns agricultores mas gostarimos de saber se acha que é um projecto rentavél? Quais são os incentivos que temos a nivel do Proder e não só? Visto não termos rendimentos neste momentos porque somos recem licenciadas gostariamos de saber se é possivel avançar com este projecto? Temos ja em vista um terreno que não é propriedade nossa mas sim de um familiar. Desde ja agradeço pelos excelentes artigos e pela disponibilidade, Atentamente Daniela Oliveira.

Comentários:
1 - Respondendo às questões colocadas:

a) O kiwi é uma atividade rentável para quem cumpra as duas condições seguintes:
1.ª) O empresário é capaz de "fazer com que determinada operação cultural seja realizada na hora certa" ou seja, quem tem perfil de empreendedor e simultaneamente é disciplinado e organizado;
2.ª)  A exploração onde pretende instalar os kiwis deve ter mais de 4 hectares e aptidão de solo e clima para esta cultura.

b) Pode obter entre 55% a 60% do custo do investimento total de incentivo não reembolsável e o prémio de instalação como jovem agricultor (30000 euros base + 10 000€ se forem dois jovens agricultores + 10 000 euros se for sócio de uma organização de produtores).

c) Para avançarem com este projeto recomendo que tenham pelo menos 20% de capitais próprios contabilizados a partir do valor de investimento total + os custos de manutenção dos primeiros 4 anos até equilibrarem a tesouraria, pois caso contrário não conseguem financiamento bancário para colmatar todas as necessidades financeiras. Recomendo que prevejam um valor mesmo que seja baixo, para o vosso salário como suporte às vossas necessidades básicas.


2 -  Como são duas empresárias recomendo que façam o investimento na superfície mínima de 8 hectares de kiwis, caso contrário, cada uma, a médio longo prazo, não terá um rendimento familiar interessante.

3 - Recomendo para o Vosso caso, para as condições indicadas e dado o montante do total de investimento + dos custos de exploração dos primeiros quatro anos, que façam o investimento através de uma empresa em parceria/sociedade com Business Angels. Caso estejam interessadas em desenvolver esta estratégia contatem: sofia.freitas@rurisocieta.pt .

Que variedades são livres para propagação em kiwis ou pequenos frutos?

Mónica Zuzuarte disse:

"Bom dia,
Tenho seguido o seu blog e desde já queria felicitá-lo pelo interessantíssimo trabalho que realiza e todos os esclarecimentos que presta de forma gratuita. Sou co-fundadora de uma empresa de micropropagação. Nesse sentido estou a contacá-lo com uma questão que nos "assombra" diariamente: que variedades podemos comercializar? ou seja que variedades são livres?
Há alguma base de dados onde esta informação esteja disponível? Temos feito diversas pesquisas mas sempre com receio de se tratar ou não de informação fidediga.
Neste momento estamos interessados em obter essa informação para kiwi e outras plantas produtoras de pequenos frutos.
Comentários:
1 - A comercialização de plantas ou viveirismo é controlada pelo Ministério da Agricultura, nas Direções Regionais de Agricultura e Pescas e centralmente pela Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

2 - Recomendo que contate os serviços que fazem o licenciamento do viveirismo na Direção Regional de Agricultura e Pescas onde a sua empresa tem as suas instalações.

3 - Para obter mais informação sobre o kiwi contate a APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores.

4 - Para obter informações sobre pequenos frutos contate o Doutor Pedro Oliveira do INIAV, Oeiras.

5 - Quem lhe fornece o material vegetal sabe se a variedade em causa está protegida ou não, pois é da responsabilidade do produtor que detém o material vegetal garantir que ele não é propagado, no caso de não ser material livre para propagação.

6 - Os direitos de propagação dos materiais vegetais de maior valor comercial são detidas por Entidades/empresas que fazem a sua colocação no mercado na forma de "clube", ou seja, o produtor adquire o material sob contrato, o qual contém cláusula penal que prevê indemnização financeira de elevado montante no caso de propagação não autorizada e ao mesmo tempo, este produtor assim um segundo contrato de exclusividade para a comercialização das produções (com a mesma entidade ou uma terceira). Desta forma há um controlo absoluto no mercado sobre as produções e consequentemente, sobre a propagação ilegal.      

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Workshop Apicultura – empreender e inovar

Workshop Apicultura – empreender e inovar


A EV organiza o workshop sobre "Apicultura - empreender e inovar", o qual decorrerá nas instalações da EV, rua Associação Industrial e Comercial de Gondomar, n.º 290, Gondomar, no próximo dia 29 de novembro, sábado, pelas 8h45, conforme programa indicado.


PROGRAMA
Data: 29-11-2014
Local: Instalações da Espaço Visual e Apiário em Gondomar
Destinatários: Potenciais empreendedores, empresários e público em geral
 

8h45
Abertura de secretariado
 
9h00
Certificação do Modo de Produção Biológico – Engª Liliana Perestrelo – Naturalfa
 
10h00
Apoios Agroambientais à Apicultura – Engª Isabel Santana – CONFAGRI
 
10h45
Pausa para café
 
11h00
Produção de Mel – Engº Miguel Matos – Curiosidade Natural
 
12h15 
Visita a Apiário
 
13h30
Encerramento
 
 
Inscrições em www.espaco-visual.pt
 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Estágio formativo em helicicultura


Estágio Formativo em Helicicultura
 
A produção de caracóis é uma atividade que exige aliar conhecimento e experiência para atingir bons resultados. Quem já está instalado sabe que é necessário saber adaptar a exploração às características locais da exploração. Este estágio formativo pretende demonstrar in loco todo o processo de montagem, desde a preparação das estugas, aos ciclos de engorda, apanha, embalamento e comercialização, bem como da reprodução.
A informação teórica é fundamental na aquisição de conhecimentos e competências, no entanto, a programação das atividades, a realização das tarefas e a gestão de uma exploração são fatores determinantes no sucesso da exploração agrícola. É com esse intuito que este estágio foi criado, procurando desenvolver a sensibilidade e capacidade de resolução de problemas, que só se adquirem praticando e estando em contacto direto com a atividade durante todo o ciclo cultural.
 
Objetivos
Vivenciar os processos de gestão, planeamento e execução das operações numa helicicultura.
Identificar os materiais e equipamentos envolvidos numa exploração de caracóis.
Identificar quais os custos relacionados com a atividade.
Visualizar uma exploração e a sua estrutura física.
Realizar a alimentação.
Identificar métodos de controlo do ritmo de crescimento.
Realizar a limpeza e manutenção de uma estufa.
Preparar a terra e simular a montagem de parques.
Selecionar reprodutores.
Apanhar e selecionar caracoleta de 1ª e 2ª.
Controlar as perdas.
Realizar o processo de purga
Acompanhar o processo de embalamento e comercialização.
Identificar os principais aspetos do mercado.
Estruturar o processo de reprodução.
Colocar alevins em estufa.
 
Destinatários
Empresários, gestores ou potenciais investidores e interessados na área da produção de caracóis.
 
Local e Datas
Torres Novas
Data de início: 24-01-2015
Data de Fim: 01-03-2015
 
Duração
32 Horas
 
Informações
Inscrições limitadas a 8 participantes.
Todos os interessados deverão entrar em contato através de
dep.comercial@espaco-visual.pt  ou +351 22 450 90 47

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Jornadas Técnicas do Castanheiro - Trancoso 2014

Jornadas técnicas do castanheiro

 8 Novembro

10H30 Abertura pelo Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Trancoso
10h45 Mais Castanha. O Plano Estratégico da RefCast para o período 2014-2020.
            Doenças e pragas do Castanheiro
            Prof. Dr. José Laranjo - Refcast/ Utad
11H30 Fertilização dos Soutos
                 Eng. Artur Xavier - Timac Agro12H00 Intervalo
12H15 Perspetivas da fileira da castanha- Financiamento 2014/2020
             Eng. José Martino – Espaço Visual
12H50 Certificação da Castanha DOP Soutos da Lapa
             Beira Tradição
13H15 Debate
13h30 Encerramento dos trabalhos