O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Boas expectativas em Janeiro de 2010

Este primeiro mês do ano de 2010 tem sido fascinante porque em média tenho contactado e conhecido uma pessoa que me era desconhecida ou com quem eu não tenho contacto há vários anos.

Verifico que a maioria dos meus colegas do curso de agronomia está bem na vida, o que me deixa muito satisfeito porque somos certamente uma geração de sucesso. Verifico que no ano em que comemoramos vinte cinco anos que deixamos a Tapada da Ajuda, estamos envolvidos em actividades que contribuímos directamente para o desenvolvimento de Portugal e que os N/ filhos são jovens de elevado potencial que nos alegram a vida e nos dão esperança quanto ao futuro.

Do ponto de vista profissional tenho conhecido pessoas extraordinárias que me têm aberto excelentes perspectivas de negócio para as minhas empresas. Estou muito confiante que o ano de 2010 será para mim o ano de maior sucesso na minha vida. Assim Deus me ajude a alcancá-lo!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Jantar de kiwicultores

Esta noite participei num jantar de kiwicultores, o qual decorre desde há mais de dez anos na última quinta-feira dos meses ímpares do ano. É um encontro de excelência, informal, entre profissionais da mesma actividade e que têm prazer em conviver e aprender juntos.

Discutimos o desenvolvimento das podas, a melhor orientação/métodos desta operação para que se obtenha maior produtividade, as horas de frio invernal para quebra da dormência, expectativas da colheita (a minha previsão é de que será 60% de um ano de colheita normal), etc.

Passei algumas horas satisfeito na discussão de temas que me dizem muito, fazendo-o com pessoas que se interessam e estão fortemente apostadas em progredir, em fazer melhor na produção dos kiwis, que me geram admiração porque se focam nos pormenores da actividade produtiva dos kiwis que fazem a diferença quanto a resultados, que fazem da agricultura um negócio e sobretudo, que me são exemplos de sucesso como empresários e pessoas felizes na produção de kiwis. É este tipo de pessoas que me fazem um apaixonado da fileira do kiwi.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Associativismo: Lóby de interesses particulares, mesmo de forma indirecta?

Há um leitor que fez um comentário de que o associativismo é mau para quem nele participa activamente porque "...serve para alguns irem lá buscar o seu e servir os seus próprios interesses, mesmo que de uma forma indirecta"?
Não será uma análise injusta, porque se acontece o que diz não será por omissão dos associados que se demitem das suas responsabilidades e são pouco exigentes com os seus representantes?

Como se melhoram os resultados da fileira a que estamos ligados?

Será melhor ficarmos em casa e esperar que tudo se resolva por si?

Qual será o contributo do associativismo para o emprego?

Quais são as Associações que têm melhores resultados do seu trabalho na defesa dos interesses dos seus associados? P. F. indiquem bons exemplos!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Qual o papel do Associativismo Agrícola no Desenvolvimento da Agricultura Portuguesa?

Trabalhar no Associativismo Agrícola é um desafio permanente e um teste constante à minha capacidade de resistência.

Em primeiro lugar, trata-se de uma actividade voluntária, cuja motivação pessoal advém da satisfação de poder contribuir para o bem público, sobretudo daqueles mais humildes que dependem da agricultura para sustentarem as suas famílias. Em segundo lugar, por maior que seja o esforço, a dedicação, a eficácia na acção e o sucesso nos resultados, nunca consigo eliminar as criticas injustas (tenho muita dificuldade em aceitá-las, apesar de conviver bem com elas, pois são um instrumento de análise e evolução pessoal). Em terceiro lugar, o associativismo não é valorizado por muitos daqueles a quem se destina.

Esta reflexão vem a propósito do meu estado de espírito face aos resultados do meu trabalho na APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores e da questão colocada ontem, em Mirandela, pelo Ministro da Agricultura, na audiência que concedeu às Associações da Região Norte: Qual o papel do associativismo agrícola e a sua estruturação, dado o seu elevado número de pequenas Organizações que existem em Portugal (desde que tomou posse e até esta data já concedeu audiências a mais de duzentas Instituições)?

Caro leitor, gostaria de obter a sua opinião sobre a questão colocada.

O Gestor/ Ministro da Agricultura entrou em acção na DRAPN!

O Ministro da Agricultura reuniu ontem em Mirandela com a Direcção, Directores de Serviços, Chefes de Divisão e Delegados Regionais da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN).

Na opinião de uma colega que já tem mais de trinta anos de DRAPN e que assistiu à reunião foi um facto histórico, pois o Ministro António Serrano explicou os resultados que a DRAPN atingiu, os objectivos que pretende que sejam alcançados neste ano de 2010 e responsabilizando os presentes apresentou a metodologia que vai empregar: a publicação de resultados trimestrais e uma reunião no final do ano para analisarem os resultados. A parte mais inovadora (histórica) da reunião foi que os presentes puderam expressar as suas opiniões sobre as limitações que existem no ProDeR e nas ajudas ao rendimento, pois são os dois factores que a opinião pública mais valoriza no Ministério da Agricultura (palavras do Ministro).

A minha análise é que já se notam efeitos positivos desta estratégia de responsabilização dos serviços do Ministério, há um maior e melhor empenhamento dos técnicos da DRAPN em fazer evoluir os processos das candidaturas.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A Gestora do ProDeR

Hoje, foi a primeira vez que tive a oportunidade de falar pessoalmente com a Sra. Gestora do ProDeR, Dra. Gabriela Ventura.
Da N/ conversa cheguei à conclusão que se trata de uma pessoa com bom senso, muito inteligente, organizada, profissional, possui sentido táctico e estratégico muito apurados para a eficácia e discrição e por último, verifiquei que possui um domínio integral sobre os pormenores do ProDeR.
Com esta Gestora do ProDeR estou certo que mais tarde ou mais cedo os principais estrangulamentos serão ultrapassados e os resultados que ambicionamos irão aparecer.

Antecipação das ajudas no ProDeR investimento!

O anúncio que o Ministro da Agricultura fez na semana passada que iria pagar 50% das ajudas da Acção 1.1.1 após a assinatura do contrato é uma realidade, mas para tal como era a minha previsão é necessário apresentar uma garantia bancária para o efeito. Tenho dúvidas que esta medida possa incrementar a colocação das ajudas nos agricultores.

Por outro lado, como o Ministério da Agricultura só irá proceder à verificação de 5% dos Pedidos de Pagamento, parece-me que esta decisão levará a maior facilidade no pagamento/recebimento das ajudas.

Estas são algumas das “pequenas”, “grandes” mudanças que se fazem sentir no ProDeR!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Formação Profissional da APK – Associação Portuguesa de Kiwicultores

Tive o grato prazer de ontem, Sábado, ter acompanhado o Presidente da Direcção da APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores, Prof. Alberto Rebelo, na sua intervenção de lançamento de um novo módulo sobre “Poda de Inverno”, do Curso Geral de Kiwicultura.

É extremamente gratificante verificar que há um grupo de jovens empresários da Fileira do Kiwi que querem aprender, trocar experiências e progredir e que estão dispostos a pagar para terem acesso a formação profissional de alta qualidade. Este grupo é uma das mais-valias desta fileira porque são a garantia do seu sucesso e do seu futuro

Trabalho em Assistência Técnica a Kiwicultores

Dei inicio esta semana a uma mais campanha de assistência técnica a pomares de kiwis, com predominância no dia de ontem, o qual foi integralmente dedicado a este trabalho.
Trata-se de um trabalho técnico que me dá imenso prazer e realização, como engenheiro agrónomo / técnico de campo e permite-me esquecer as burocracias e os seus jogos que me preenchem os dias.
Esta actividade é um desafio constante e permanente, porque é necessário aportar conhecimento técnico actualizado, metodologias de gestão e orientação dos trabalhos agrícolas e informação sobre o estado dos mercados de comercialização dos kiwis. A assistência técnica organizada e permanente ao longo de cada campanha de produção é um dos factores que contribui para o sucesso financeiro das produções agrícolas. Trata-se de um trabalho em parceria, isto é, o empresário agrícola tem que realizar as operações recomendadas/negociadas e por outro lado, o técnico tem que possuir o conhecimento actualizado para que o agricultor siga as suas instruções.

Da minha vasta experiência profissional nesta área retiro os seguintes ensinamentos:
1 – Há agricultores que não precisam de assistência técnica porque não seguem as suas recomendações devido a desorganização pessoal, falta de vontade para progredirem (fazem as operações culturais de forma rotineira, não querem progredir, ou seja, não assumem o desafio de hoje trabalharem melhor que ontem e amanhã melhor que hoje), etc.

2- A assistência técnica é mais eficaz se traçar à partida os objectivos de campanha para cada produtor, indicando as estratégias para o conseguir. Ao longo da campanha faz-se periodicamente o respectivo controlo e acompanhamento no campo da evolução das plantas e das suas produções.

3 – Os empresários agrícolas que têm registos fiáveis das operações e resultados obtidos, bem como aqueles que conseguem fazer cada operação cultural na melhor oportunidade técnica são os que obtêm melhores resultados financeiros na actividade.

4 – Nas fileiras de culturas mais tradicionais é mais difícil implementar serviços de assistência técnica eficazes porque os agricultores estão mais convencidos que dominam todos os pormenores da sua actividade.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Os novos apoios à electricidade verde serão realmente apoios aos agricultores e agro-indústria?

O Despacho n.º 47/2010. D.R. n.º 2, Série II de 2010-01-05 dos Ministérios das Finanças e da Administração Pública e da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, publicado no Diário da república de ontem concede de novo apoio financeiro aos agricultores na electricidade verde.

O valor da ajuda é equivalente a 20 % sobre o valor do consumo constante da factura de electricidade, acrescido do valor da potência contratada, sendo excluídas todas as demais taxas, tarifas e quaisquer outras imposições, incluindo impostos, até ao limite individual fixado para as medidas de auxílio estatal nacional.

O valor máximo para estas ajudas é de 5 milhões de euros, sendo rateado caso os valores candidatados sejam superiores ao valor orçamentado.

À data de suspensão da ajuda, 1 de Outubro de 2005, o governo à época informava: “em média estão envolvidos 23.726 beneficiários, desde explorações agrícolas a unidades industriais, e custa 17,8 milhões de euros/ano em média anual”.

Como explicar estas diferenças de valores (5 actuais (2010) para 17,8 M€ em 2005)?

Será que o governo conta com menor número de candidaturas potenciais?

A ajuda actual será muito inferior à que vigorou até 2005?

Temos “Novo” Director do GPP!

O Despacho n.º 191/2010. D.R. n.º 3, Série II de 2010-01-06 da Presidência do Conselho de Ministros e do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, publicado hoje no Diário da República, nomeia o Prof. Doutor Francisco Cabral Cordovil, para o cargo de Director do Gabinete de Planeamento e Políticas.
Pela leitura do Curriculum Vitae publicado no Diário da República trata-se de alguém com competências para o cargo, pois além das suas competências académicas já exerceu este mesmo cargo entre 1998 e 2000.
Parece tratar-se de um reforço de uma individualidade da equipa do Ex-Ministro Capoulas Santos.

Dois reparos:
1 – O Director do GPP fica autorizado por lei a continuar a exercer funções docentes na Universidade onde é Professor Associado. Será que o cargo de Director do GPP não é suficientemente exigente em tempo que leve à exclusividade nesta função?
2 – É minha insuficiência de análise ou o actual Ministro da Agricultura não tem conseguido captar individualidades para a equipa do Ministério, fora do núcleo duro dos Ex-Ministros Jaime Silva e Capoulas Santos?

Parabéns e Felicidades Dr. António Ramalho!

Desejo a todos os meus leitores um Bom Ano de 2010!

O Despacho n.º 192/2010. D.R. n.º 3, Série II de 2010-01-06 da Presidência do Conselho de Ministros e Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (DRAPN), publicado no dia de hoje, faz a nomeação para o cargo de Director Regional de Agricultura e Pescas do Norte, do Dr. António Ramalho.

Parabéns Dr. António Ramalho porque esta nomeação representa a continuidade do trabalho que começou a desenvolver na DRAPN desde 2008, o qual não sofrerá interrupções e mudanças!

Felicidades Dr. António Ramalho porque o seu sucesso será o sucesso da Região Norte, da sua agricultura e do seu desenvolvimento rural!

Faço votos para que com esta nova nomeação tenha força para conseguir do Ministro da Agricultura os meios humanos, que a DRAPN precisa para prestar serviço atempado aos agricultores da Região Norte, sobretudo que coloque dentro dos prazos legais a análise, contratação e pagamento das candidaturas PrODeR.