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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Novo concurso ProDeR

Abre no próximo dia 30 de Novembro de 2010 e vai até final de Fevereiro de 2011, o período de candidaturas do Programa de Desenvolvimento Rural (ProDeR) da Acção 111, Modernização e Capacitação das Empresas, para apoiar os investimentos superiores a 25000 euros na agricultura e agro-indústria. O orçamento deste concurso é de 50 milhões de euros, o que equivale a apoiar, no máximo, investimentos até 150 milhões de euros.
Quem fez ou pretende fazer investimentos não perder esta oportunidade! Estou disponivel para fazer os projectos que sejam necessários.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Formação Profissional para Empresários

Estou a frequentar um curso de formação profissional sobre gestão para empresários, em horário pos laboral e estou muito satisfeito porque aprendo importantes conhecimentos sobre organização e metodologias para melhorar os resultados operacionais das empresas. É muito importante termos oportunidade para estarmos com empresários de outros ramos de negócio e termos possibilidade para trocarmos experiências e debatermos problemas com que nos debatemos no dia a dia. Adoro aprender através de debate em grupo. Mais cabeças a pensar geram melhores soluções!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

É preciso integrar uma nova vaga de políticos que rompa com a forma tradicional de fazer política em Portugal!

O banco de terras foi retirado pelo governo e PS do orçamento de estado para 2011. Como não representa custo significativo, na minha opinião esta decisão política tem a ver a origem da proposta: a oposição e a sociedade civil. Todos sabemos que é centenária a forma de fazer política que passa por só implementar as propostas/ideias provenientes do governo e do partido que o apoia, mesmo que sejam excelentes iniciativas para melhorar a vida dos portugueses e a economia nacional.

Para terminar com ests forma ruinosa de fazer política é necessário que os portugueses criem oportunidades para a entrada de novos políticos, gente das empresas e mulheres. Precisamos de pessoas práticas que estejam habituadas a criar estratégias para pagar contas e criar sustentabilidade nas Organizações a que estão ligadas

domingo, 21 de novembro de 2010

Remodelação da Equipa do Ministério da Agricultura

Os jornais semanários deste fim de semana debatem e dão quase como certa a remodelação do governo após a aprovação do orçamento do Estado, no inicio de Dezembro. Dizem os analistas que há ministros muito desgastados e cansados, pelo que se justificaria a sua substituição para injectar sangue novo no governo, pois para o próximo ano é necessária muita coordenação política entre os seus membros, coragem e tenacidade para aplicar o orçamento do Estado sem derrapagem orçamental. O Ministro da Agricultura e a sua equipa não aparecem indicados nos remodeláveis.

Dizia-me um deputado do PS que faz parte da Comissão Parlamentar de Agricultura, há cerca de um mês atrás, que do ponto de vista político, o perfil e actuação do Ministro da Agricultura eram os adequados para a situação actual porque descomprimiu a pressão que existia na agricultura criada pelo ex-Ministro Jaime Silva, a qual levou o PS a perder 250 000 votos nas eleições de 2009 (de 300 000 votos nas eleições de 2006 para 50 000 votos) e que o papel do actual responsável político do Ministério da Agricultura é recuperar votos para as previsiveis eleições de 2011. Dizia-me o deputado, como há pouco dinheiro disponivel para fazer obra, é importante que o Ministro seja simpático, receba em audiência todas as organizações o solicitem e que percorra o país participando no máximo de eventos do mundo rural, fazendo intervenções que comuniquem esperança, mas que do ponto de vista da evolução prática serão inócuas porque não há dinheiro para outros voos.

Na minha opinião, o Ministro da Agricultura deveria ser um militante do PS, com força política para não se vergar aos interesses do partido e com um gabinete de melhor qualidade, para utilizar bem, de forma eficaz, do ponto de vista do desenvolvimento da agricultura portuguesa, os escassos recursos financeiros disponiveis no Ministério.

Quanto à actualidade, acho que o Ministro não irá ser remodelado, embora há algum tempo circule a informação dentro dos corredores do Ministério da Agricultura, que irá sair o Secretário de Estado Luís Vieira. A seu tempo se verificará se tenho razão!

Petição Pública "Banco/Bolsa Público de Terras"

Já 231 pessoas subscreveram a petição pública que coloquei na net sobre o banco/bolsa público de terras. Se ainda não assinou a petição procure no Google com o titulo deste post e adira a esta tomada de posição. Trata-se de um pequeno gesto da parte de cada um de nós, que está ao N/ alcance, o qual pode contribuir para melhorar a agricultura portuguesa.

Os políticos têm de perceber que o seu papel é melhorar as condições para quem está vocacionado para a explorar a terra tenha melhor acesso a ela, tendo por base o respeito pela propriedade privada. Compete à sociedade civil levá-los a cumprir o seu papel. Participe!

sábado, 20 de novembro de 2010

Versatilidade dos trabalhos desenvolvidos pela Espaço Visual

Neste momento a Espaço Visual está a meio do período temporal no desenvolvimento de uma prestação de serviço burocrático nos Açores sobre pescas: novos portos e melhorias nos existentes, quer ao nível das infraestruturas, quer dos equipamentos. Esta é uma demonstração concreta de que a equipa da Espaço Visual cumpre os seus principais Valores (ver www.espaco-visual.pt < Missão e Visão)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A Câmara Municipal de Penafiel trabalha na gestão sustentável da água nos jardins da cidade

A Câmara Municipal de Penafiel adjudicou há alguns meses à Espaço Visual um trabalho de auditoria aos jardins da cidade sobre a gestão sustentável da água. Trata-se de um projecto de âmbito internacional que envolve Organizações Espanholas e Francesas. Ontem fizemos a apresentação, em Penafiel, no Workshop com todos os parceiros de projecto sobre o trabalho que fizemos até esta altura. É bom verificar que há municípios que se preocupam com a gestão dos recursos ambientais colocados à sua disposição e investem para que sejam mais sustentáveis. Por este facto, os meus parabéns ao Presidente da Câmara Municipal de Penafiel e aos seus colaboradores que estão envolvidos nesta Acção.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O exemplo Francês

Com a remodealção do Governo Francês, o Presidente Nicolas Sarkozy deu o exemplo da importância que deve ter a agricultura na sociedade e no combate à crise económica: criou um superministério da Agricultura no qual integrou a Ruralidade e Gestão do Território, passando de "Ministério da Agricultura, Alimentação e Pescas" para "Ministério da Agricultura, Alimentação, Pescas, Ruralidade e Gestão do Território". É um exemplo que nos deve fazer reflectir sobre o que se passa em Portugal, pois o Ministro da Agricultura, todo o sector agrícola e os partidos da oposição não se conseguem impor ao Ministro das Finanças no que diz respeito ao corte nos fundos financeiros para apoio no ano de de 2011 aos investimentos na agricultura. Para mim, o mais chocante é a ausência de oposição política por parte do PSD no que diz respeito aos assuntos da agricultura portuguesa. Este partido precisa de construir e apresentar aos portugueses a sua alternativa e solução para a política do actual governo. Espero que não tarde!

O Centralismo do IFAP

Com a reestruturação do Ministério da Agricultura o IFAP ficou com os seus serviços concentrados em Lisboa. Qualquer proponente que tenha de entregar um processo nesta Instituição tem que o fazer na capital de Portugal porque não aceitam que se possa fazer, com contagem do prazo para recepção formal dos processos, nos serviços regionais do Ministério da Agricultura, nas Direcções Regionais de Agricultura e Pescas.
Do ponto de vista histórico, o Ministério da Agricultura foi um dos primeiros, eventualmente o primeiro, a descentralizar os seus serviços e neste momento, verifica-se que o IFAP tem uma actuação centralista, a qual é necessário por cobro. Será que temos Ministro com força política para colocar o IFAP alinhado com a descentralização dos serviços do Ministério da Agricultura?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Um dia longo!

Hoje o dia começa mais cedo que o normal porque terei que estar em Lisboa ao inicio da manhã, para uma audiência com o Sr. Ministro da Agricultura. É o quarto Encontro que participo com o responsável político pela Agricultura Portuguesa, desde que este tomou posse há pouco mais de um ano. As anteriores reuniões versaram o projecto "RefCast - Reforço da Cultura do Castanheiro" e a "Fileira do Kiwi". Tenho a expectativa que da audiência de hoje saiam resultados interesantes e produtivos para o desenvolvimento da agricultura portuguesa.

O dia será longo porque continuará com mais reuniões em Lisboa e terminará à noite em Gondomar, com o despacho dos processos das empresas e assessorias em que sou consultor.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

"Despeço-me com amizade"





















Vida Económica 12/11/2010

Que trabalhos desenvolvem os deputados da Comissão Parlamentar de Agricultura?

Tenho tentado através do sítio na internet da Assembleia da República (www.parlamento.pt)perceber os trabalhos que desenvolve a 7.ª Comissão Parlamentar de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas. Não é fácil para mim, eventualmente a culpa será minha, descobrir no site da Assembleia o acesso às Actas dos diversos eventos promovidos por esta Comissão: Reuniões, Iniciativas Comisão, Audições, etc. Será que alguém me ajuda dando mais informação sobre esta Comissão?

domingo, 14 de novembro de 2010

Intervenções Públicas

Na passada 6.ª Feira, pelas 9h00 da manhã recebi um telefonema da TSF a convidar-me para fazer uma intervenção de cerca de 10 minutos na introdução do FÓRUM da TSF, cujo tema foi "O banco de terras". Tal convite resultou do facto de eu ter colocado na internet uma petição pública sobre "O banco/bolsa de terras público" (para mais informações façam pesquisa neste blogue sobre este tema). No site da TSF podem ouvir as minhas declarações.

Aceitei com o maior prazer,um convite que me foi formulado pelo Carlos Neves, produtor de leite, presidente da APROLEP e AJADP, para no próximo dia 26 de Novembro de 2010, pelas 14h30, para intervir num debate formulando hipóteses, estratégias e interesse de actividades alternativas para a agricultura no Concelho de Vila do Conde. Este formato de evento é muito do meu agrado, pois posso apresentar a minha experiência, as minhas ideias, as estratégias que defendo para gerar desenvolvimento local na agricultura/mundo rural. Sobretudo satisfaz-me que possa debater directamente os meus pensamentos com uma pessoa que tem um caminho já percorrido nestas temáticas e possui ideias próprias, como é o caso do Carlos Neves e sobretudo, que o possa fazer com os agricultores.

sábado, 13 de novembro de 2010

Os portugueses querem trabalhar na agricultura. Assim o governo lhes crie condições para tal!

Para encontrar trabalhadores para a colheita dos meus kiwis verifico que há muitas pessoas que têm vontade em trabalhar na agricultura, mas não têm possibilidade de o fazer porque há falta de investidores no sector primário. Por outro lado, constato que começa a passar a mensagem que "os portugueses necessitam trabalhar mais para fazer face à crise económica que lhes acarreta maiores custos no seu orçamento familiar". Ao Estado compete assumir o seu papel de liderança política estratégica dos superiores interesses de Portugal e criar condições de motivação para que se incremente o número de novos empresários na agricultura. Na minha opinião o governo deveria fazê-lo:
1) Dando instruções à CGD, por ser accionista único, para criar uma linha de crédito, tipo crédito à habitação, com prazo de vigência de 20 a 40 anos, tendo por base de atribuição o IRS do agragado familiar, com oobjectivo de comprar terra ou investimentos nas actividades agroflorestais;
2) Dotando o ProDeR investimento com o orçamento nacional com as verbas necessárias para cumprir atempadamente os compromissos financeiros em 2011;
3) Ttramitar todos os processos burocráticos dentro dos prazos legais, mesmo que em último caso, onde houvesse imperiosa necessidade, tivesse de legislar para os alargar no tempo;
4) Implementar um banco/bolsa público de terras, cadastro da propriedade a realizar em dois anos;
5) Nova lei de solos para acautelar a preservação dos solos agroflorestais;
6) Reestruturação do sector cooperativo e do sector agro-industrial.

Por agora é o que consigo escrever, pois tenho de sair de casa para orientar os trabalhos na colheita dos meus kiwis

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

É preciso aprofundar a experimentação e investigação no Ministério da Agricultura

Tenho nos últimos dias visitado terrenos para avaliar o seu potencial produtivo ao nível de clima, solo, disponibilidade de água, etc. Analisando o momento actual face ao inicio da minha carreira verifico que praticamente desapareceram os serviços de Extensão Rural no Ministério da Agricultura, pois há mais de vinte anos nas Direcções Regionais de Agricultura existiam técnicos especialistas em culturas e áreas para o seu apoio (fertilidade, fitosanidade, etc.). É do meu conhecimento que mais tarde houve uma decisão política de passar os técnicos da extensão rural, os técnicos de campo/família para as Cooperativas e Organizações de Agricultores. Apesar desta mudança, que na minha opinião seria positiva, o Ministério da Agricultura não podia ter feito desaparecer as estruturas de apoio de retaguarda que existiam nas Direcções Regionais de Agricultura e Pescas, os técnicos especialistas, os laboratórios, os ensaios de campo, etc. para que os técnicos pudessem estar municiados com conhecimentos técnicos actualizados, eficazes e adequados para que o seu trabalho seja reconhecido e pedido pelos agricultores.

Defendo que nos serviços do Ministério da Agricultura deveria existir uma forte componente de experimentação e investigação, pedida e acompanhada pelas organizações regionais dos agricultores. Esta estratégia seria mais um instrumento para o desenvolvimento eficaz da agricultura portuguesa.

Nota: Para todos aqueles que defendem a privatização integral da experimentação e investigação em agricultura, convido-os a visitar os serviços da DRAPC na antiga estação agrária de Viseu e a verificar os trabalhos que os colegas Francisco Fernandes e Arminda Lopes têm desenvolvido em macieiras e a responder com honestidade à questão: quem fora do Ministério da Agricultura tem condições para continuar e aprofundar este trabalho com as macieiras?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Aspectos a melhorar no ProDeR investimento

Ontem comecei a ler o "Relatório Intercalar ProDeR 2010", relativo à análise do funcionamento do ProDeR no 1.º semestre de 2010.
Neste documento estão indicados como objectivos principais analisar, aprovar e contratar as candidaturas relativas às Acções no âmbito do investimento e instalação de Jovens Agricultores (Acções: 1.1.1, para investimentos iguais ou superiores a 25 000 euros; 1.1.2, para investimentos inferiores a 25 000 euros e 1.1.3, para a instalação de Jovens Agricultores).
Sendo tema recorrente das minhas intervenções escritas, a falta de transparência no funcionamento do ProDeR (que o proponente saiba antes de apresentar a sua candidatura, quais são as implicações, documentações, regras que tem a cumprir em todas as fases de tramitação do do seu processo: análise, aprovação, contratação, pedidos de pagamento, controlo e auditoria) quero realçar que pela leitura do Relatório Intercalar, este aspecto continua a não ser importante para os responsáveis do ProDeR, os quais continuam a navegar à vista, tentando resolver os problemas que têm entre mãos.
Regista-se que esta equipa responsável pela gestão do ProDeR, a meados de 2010, tinha um ano de actividade e que com esse tempo de experiência, na minha opinião, seriam expetáveis melhores e mais ambiciosos resultados.

Em próximos posts continuarei a análise ao Relatório

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Perspectivas de preços para a campanha de comercialização de kiwis 2010-2011

Apesar da colheita dos kiwis neste ano de 2010 ter como previsão, na minha opinião, uma quebra de 40% (este valor resulta de haver menos frutos por árvore, deficiente crescimento dos frutos no Outono e baixa densidade dos frutos - os kiwis são calibrados por peso porque para o mesmo tamanho há uma grande variação de peso, quer por árvore, pomar e ano de produção). A oferta internacional, sobretudo a de Itália, primeiro produtor mundial e concorrente direto de Portugal, também têm uma quebra acentuada na produção, pelo que os kiwis portugueses terão menor pressão de preços no mercado internacional - prevejo que haja melhores preços dos kiwis na produção.

Apesar destes números, a distribuição organizada a operar em Portugal continua numa política comercial cega de tentar obter os mesmos preços de aquisição e demais condições comerciais da última campanha de comercialização. Estou certo que os entrepostos de comercialização dos kiwis terão a coragem necessária para fazer subir os preços e que nós kiwicultores teremos que organizar algumas acções de protesto junto daquelas cadeias que não têm o sentido patriótico na ajuda à produção de Portugal.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Colheita de Kiwis Ano 2010

Esta semana colhem-se os kiwis já em elevado número de pomares, o que corresponde a grandes quantidades de frutos colhidos, embora o pico da colheita irá acontecer nas duas próximas semanas. A qualidade dos frutos é boa e a quantidade é 40% mais baixa face à colheita de 2009.

A minha festa da colheita será realizada no próximo Sábado, dia 13 de Novembro de 2010, onde contarei com a colaboração de cerca de quinze estrangeiros, estudantes do Programa Erasmus, família, amigos, etc. Faço votos para que a chuva não estrague a festa, pois colheremos os kiwis, excepto se tivermos precipitações torrenciais. Se houver fotos terão notícias mais coloridas!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Em 23 de Novembro último o AGROPORTAL, tendo como fonte a LUSA, publico um artigo com o título “Consumo: O futuro está nas marcas próprias” e com o seguinte teor:
O economista Daniel Bessa disse hoje que o futuro da grande distribuição passa pela aposta em marcas próprias que consigam satisfazer um consumidor exigente, mas que ao mesmo tempo compra cada vez mais barato.
"A batalha dos custos e dos preços vai ser terrível", avisou o director-geral da COTEC numa conferência sobre competitividade, organizada pela Federação das Indústrias Portuguesa Agro-Alimentares (FIPA).
Daniel Bessa sublinhou que "na grande distribuição, vende-se cada vez mais o que é mais barato" e que "o futuro vai ser das marcas próprias".
Atendendo que: 1 - As marcas próprias da distribuição são a ruína da fileira da produção e da indústria do leite em Portugal porque são o veiculo para colocar no mercado português, leite proveniente de excedentes de outros países, que o fazem na forma de dumping, vendem-no a preços inferiores aos seus custos de produção, para regularizar os preços nos seus mercados internos.2 – A produção de leite em Portugal não tem custos de produção para competir com os preços de aquisição do leite para as marcas brancas da distribuição.3 – Daniel Bessa é o director-geral da COTEC Portugal - Associação Empresarial para a Inovação , uma organização cujo presidente da Assembleia Geral é o presidente da República Aníbal Cavaco Silva, cuja missão e visão são as seguintes: Missão:Promover o aumento da competitividade das empresas localizadas em Portugal, através do desenvolvimento e difusão de uma cultura e de uma prática de inovação, bem como do conhecimento residente no País. Visão:Ser um agente determinante da inovação empresarial em Portugal, desafiando as entidades públicas e não-públicas do sistema nacional de inovação e com elas articulando a sua intervenção.

Assim sendo, na minha opinião, as palavras do Prof. Daniel Bessa foram publicadas fora do contexto em que foram proferidas, o que exigirá uma clarificação por parte do seu autor ou a ser verdade o que está escrito no AGROPORTAL, o Prof. Daniel Bessa deveria demitir-se de Director-geral da COTEC porque as suas palavras são um incentivo para que a Distribuição Organizada continuem a sua estratégia, através das marcas brancas, arruinarem a fileira de produção do leite em Portugal

Daniel Bessa ajuda a arruinar a fileira do leite em Portugal

Em 23 de Novembro último o AGROPORTAL, tendo como fonte a LUSA, publico um artigo com o título “Consumo: O futuro está nas marcas próprias” e com o seguinte teor:
O economista Daniel Bessa disse hoje que o futuro da grande distribuição passa pela aposta em marcas próprias que consigam satisfazer um consumidor exigente, mas que ao mesmo tempo compra cada vez mais barato.
"A batalha dos custos e dos preços vai ser terrível", avisou o director-geral da COTEC numa conferência sobre competitividade, organizada pela Federação das Indústrias Portuguesa Agro-Alimentares (FIPA).
Daniel Bessa sublinhou que "na grande distribuição, vende-se cada vez mais o que é mais barato" e que "o futuro vai ser das marcas próprias".

Atendendo que:
1 - As marcas próprias da distribuição são a ruína da fileira da produção e da indústria do leite em Portugal porque são o veiculo para colocar no mercado português, leite proveniente de excedentes de outros países, que o fazem na forma de dumping, vendem-no a preços inferiores aos seus custos de produção, para regularizar os preços nos seus mercados internos.
2 – A produção de leite em Portugal não tem custos de produção para competir com os preços de aquisição do leite para as marcas brancas da distribuição.
3 – Daniel Bessa é o director-geral da COTEC Portugal - Associação Empresarial para a Inovação , uma organização cujo presidente da Assembleia Geral é o presidente da República Aníbal Cavaco Silva, cuja missão e visão são as seguintes: Missão:Promover o aumento da competitividade das empresas localizadas em Portugal, através do desenvolvimento e difusão de uma cultura e de uma prática de inovação, bem como do conhecimento residente no País. Visão:Ser um agente determinante da inovação empresarial em Portugal, desafiando as entidades públicas e não-públicas do sistema nacional de inovação e com elas articulando a sua intervenção.

Assim sendo, na minha opinião, as palavras do Prof. Daniel Bessa, ou foram publicadas fora do contexto em que foram proferidas, o que exigirá uma clarificação por parte do seu autor, ou a ser verdade o que está escrito no AGROPORTAL, o Prof. Daniel Bessa deveria demitir-se de Director-geral da COTEC porque as suas palavras são um incentivo para que a Distribuição Organizada continuem a sua estratégia, através das marcas brancas, arruinarem a fileira de produção do leite em Portugal

Qual a data em que entrará o FMI em Portugal?

Tal como escrevi em posts anteriores Portugal não tem capacidade pela falta de criação de riqueza para no ano de 2011 pagar os juros da dívida. Para criar riqueza são necessários fundos financeiros para se realizarem os respectivos investimentos em bens transaccionáveis que substituam importações e/ou gerem exportações. Enquanto o governo português não fizer um Plano Credível que demonstre como irá gerar crescimento na economia, os juros da dívida pública portuguesa irão crescer até ultrapassar 7% (no dia de hoje atingiram 6,65%). O limiar dos 7% foi indicado pelo Ministro das Finanças como limite para Portugal recorrer à ajuda do FMI. Aceito as V/ projecções da data para tal acontecimento histórico? Na minha opinião será antes do fim deste mês de Novembro. Espero que os factos venham a demonstrar que estou errado!

Nota- O Ministro da Agricultura tem que cortar mais 100 milhões de euros no seu orçamento. Estou curioso por saber em que itens será feito. Faço votos para que não sejam nas ajudas ao investimento

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Associativismo no mundo rural

Na minha opinião, há muitos agricultores e demais agentes do mundo rural que não valorizam a defesa dos seus interesses sócio-profissionais através das associações que os representam. Porque será?
1- As Associações não são eficientes e eficazes na defesa dos interesses de quem representam?
2- As Associações têm falta de massa crítica e estão orientadas para a promoção dos interesses dos seus responsáveis?
3- Os associados não conseguem perceber para que servem realmente o associativismo no mundo rural?
4 - O governo não tem claramente definido qual o papel que atribui ao associativismo e dentro destas Organizações quais são os seus interlocutores?

Qual a V/ opinião?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Debate: O futuro do financiamento da economia de Portugal

Dívida pública portuguesa: 130 000 000 000 euros
Taxas de juros: acima de 6%. Existem estudos que demonstram que 6% é o limiar de taxa de juros que um Estado pode pagar mantendo a sua solvência a médio prazo.
Dívida a emitir entre 2011 e 2013: 60 000 000 000 euros - 45 mil milhões para dívida que chegou ao seu vencimento e 15 mil milhões para financiar os défices públicos neste período temporal.
Juros da dívida a pagar em 2011: 6 mil milhões de euros.

Porque não injectar o dinheiro dos juros da dívida no crescimento da economia (é o triplo que o PEC II prevê de investimento na economia portuguesa)?
Será que os credores não preferem um plano credivel que demonstre como Portugal vai pagar em lugar de uma redução do défice que irá conduzir ao abrandamento na criação de riqueza e a curto prazo a uma situação de incumprimento?
Será que não temos portugueses capazes de fazer este plano para apresentar aos credores?
O que podemos fazer, aqueles que estamos ligados à agricultura, para contribuir para esta proposta de desenvolvimento económico em Portugal?
Vamos ao debate e à acção...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Objectivo de taxa de crescimento para a economia portuguesa: 3% ao ano. Qual o contributo da agricultura para este objectivo nacional?

Portugal tem que colocar a sua economia a crescer ao ritmo de 3% ao ano para conseguir cumprir os seus compromissos com sua dívida externa, reduzir a taxa de desemprego para níveis aceitáveis e combater o risco de empobrecimento da sociedade portuguesa, a qual é responsável pela emigração massiva de jovens que nela não encontram uma perspectiva de vida condigna.

Dizem os especialistas que para os próximos dez anos a nossa economia crescerá à taxa de 1% ao ano, prevendo o governo para o ano de 2011 este número será de 0,2% e as previsões de alguns Organismos Internacionais apontam para -1,8%. Com este números é praticamente impossivel conseguirmos que cumprir o indicado no primeiro parágrafo, assim como a dívida do N/ Estado chegue a 60% do PIB. Para ultrapassarmos estes obstáculos é necessário promover o o investimento em bens transaccionáveis, sobretudo os destinados para a exportação ou que substituam as importações a preços competitivos. O Governo de Portugal terá de fazer o seu trabalho estimulando a economia para este objectivo e nós, cada um dos portugueses terá que fazer a sua parte, acreditar, investir e trabalhar que é possivel colocar a economia portuguesa a crescer.

Na perspectiva indicada o que pode fazer o Governo e cada um de nós no que diz respeito à agricultura?

O governo deve criar confiança nos agricultores pagando-lhes atempadamente as ajudas que com eles contratualizou. Caso não o possa fazer por razões orçamentais, deve titular a dívida, servindo que o interessado com esse título se possa financiar na banca, caso tenha necessidade e por outro lado, tem confiança em realizar novos investimentos pois sabe as datas em que receberá os seus apoios.

Os agricultores, os seus agentes e organizações têm que assumir que pelo seu trabalho podem contribuir para as exportações e para eliminarem importações.

É este caminho que ajudará a economia portuguesa a crescer ao ritmo desejável. Assim acreditemos que é possivel e trabalhemos para este objectivo!