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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Os Barretos

O Jornal I publicou na sua edição de hoje o artigo que escrevi sobre "Os Barretos".

Para lerem o artigo consultem:

http://www.ionline.pt/conteudo/107369-os-barretos

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Limpar Portugal
























Em 20 de Março de 2011 haverá uma nova acção voluntária para Limpar Portugal. Na minha opinião acho mais correcta a orientação dada à iniciativa deste ano face à do ano passado, privilegiando a sensibilização ambiental em detrimento da remoção de resíduos,monstros e entulhos. É importantíssimo passar a mensagem: para Portugal ser um país desenvolvido é necessário o empenhamento de todos, em particular de cada um de nós, em mantê-lo limpo e asseado. Pela minha parte tenho conseguido que os meus filhos coloquem o seu "lixo" nos locais adequados. Acho que todos somos chamados a fazê-lo.Por outro lado, as autoridades têm que assumir as suas responsabilidades procedendo à limpeza de Portugal, infelizmente, esta campanha também serve este objectivo.

Foto: http://www.freedigitalphotos.net/images/Cleaning_and_Washing_g274-Cleaning_Set_p2751.html

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Demissões precisam-se!


O Jornal Expresso de hoje confirma o que eu já tinha descrito em artigo na Vida Económica do passado dia 18 de Fevereiro de 2011, é certo que iremos devolver à Comissão Europeia 46 M€ relativos às ajudas do ano de 2006, 122 M€ relativos a 2007 e 2008 ( há negociações, mas é praticamente certo que Portugal terá que reembolsar este montante) e 300 M€ relativos a 2009 e 2010 ( a inspecção da UE chegará dentro de semanas, na minha opinião, irá impor que Portugal terá que devolver parte deste montante porque ainda nao cumpriu as regras de controlo das ajudas: correção do parcelário (só está homologado uma pequena perecentagem) e o pagamento após controlos físicos (há indicios de pagamentos efectuados antes dos controlos).
Defendo que os responsáveis operacionais por este desastre nacional que ainda estejam em funções sejam demitidos porque apesar da responsabilidade política ser do ex-ministro Jaime Silva, acho que se deve analisar ao nível dos responsáveis intermédios quem teve culpas neste processo. A culpa por este "atentado à agricultura portuguesa" não pode morrer solteira.Se houver devoluções de dinheiro a Bruxelas no período temporal do ministro António Serrano defendo que devem ser tiradas as respectivas consequências políticas. Demissões precisam-se!

Foto: http://www.freedigitalphotos.net/images/Money_g61-Money_Saving_p21620.html

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Política Agrícola

A mudança política faz-se com players que tenham coragem para tal e não governem exclusivamente em função das sondagens momentâneas.Os responsáveis políticos necessitam acreditar que conseguem mudar o estado de letargia em que Portugal se encontra, terem energia e vontade, ideias, equipas capazes e por último que se disponham a trabalhar em prol do bem público, não tendo medo de perder o lugar (em política cada dia pode ser o último na função e ao mesmo tempo o inicio de uma nova era. Trabalhar desta forma leva a melhoria nas sondagens). Tem de acabar o paradigma que o Ministério da Agricultura só existe para distribuir dinheiro. O povo português reconhece liderança política ao Ministro que esteja em funções e espera que ele a exerça de fato, com dialogo, com estratégia, com acções, com resultados intermédios e finais. A política da agricultura tem que ser exercida por políticos competentes, mesmo que tenham perfil técnico, devem deixá-lo no primeiro dia de funções e passarem a ser e estarem políticos. A principal limitação dos políticos actuais é não terem a noção do como se pode desenvolver as agriculturas de Portugal, nem promoverem o aparecimento de massa critica do lado dos agricultores que os obrigue a fazê-lo. A estratégia seguida é atirar dinheiro para os problemas. O futuro e o progresso de Portugal exigem que no imediato se implementem soluções que gerem riqueza e que são muito mais que a discussão dos dinheiros para a agricultura (exemplos: o acesso à terra (banco de terras), financiamento dos investimentos e explorações (bancário, garantia mútua, capital risco, etc,) organização do associativismo, reforma do setor cooperativo, modelo estratégico de desenvolviemnto agrícola a médio prazo,etc. etc.)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A crise do leite: impasse ou revolução!?


A reunião que decorreu na semana passada no Ministério da Agricultura entre os representantes da produção, industria, distribuicao e o Ministro António Serrano, representou, na minha opinião, uma espécie de desanuviamento da pressão colocada pelos agricultores, mas na realidade foi um inicio de dialogo entre as partes, as quais necessitam uma excelente mediação para que o processo chegue a bom porto. A distribuicao nao escondeu que pretende destruir a Lactogal porque só mostrou interesse em discutir o negocio do leite, nao dando abertura para se discutirem os preços dos lacticínios. A solução de melhor preco para os agricultores passa por melhor gestão do grupo cooperativo, os agricultores tem de fazer a pressao necessária e suficiente para mudarem os dirigentes das cooperativas e agro-industria e e assim promoverem a melhoria dos recursos humanos, impondo a competência na gestão. Os agricultores tem de promover visitas aos supermercados ate que estes percebam que tem de colocar ao mesmo de preco de venda ao publico as marcas da distribuicao e da industria portuguesa. Por ultimo, os agricultores tem de obrigar o ministro António Serrano a assumir as suas responsabilidades políticas e a exercer a sua magistratura de influencia para fazer evoluir a negociação entre as partes (só com um processo continuo de dialogo e mediação entre as partes se conseguira uma solução que todas as partes fiquem satisfeitas e nela se revejam. Por outro lado, o Ministro tem que dialogar com a Comissão Europeia e os seus colegas do Conselho para encontrar uma solução europeia para a fileira do leite. Tem que mostrar fibra e iniciativa políticas para levar a discussão da problemática da fileira do leite. Será que esta disposto a travar esta batalha?

Foto:http://www.freedigitalphotos.net/images/Dairy_g103-Milk_p13901.html

É só fazer as contas

Artigo de opinião publicado no Jornal "i" em 9-2-2011 - PF clicar aqui para visualizar.

O que faz correr António Serrano?
























Para ler o artigo na pagina do Jornal "i" clique sobre este texto
Jornal "i" - 15-1-2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Agricultura: desemprego em Portugal e Espanha


O site do Expresso publicou, no passado dia 16 ‎de Fevereiro de 2011, um trabalho do jornalista ‎Vítor Andrade com o título: “Espanhóis ‎continuam imparáveis ‎
Os espanhóis estão a voltar à terra. O emprego na agricultura está a ‎aumentar e a ocupação dos solos também. Em Portugal é tudo ao contrário.”‎

O desemprego em Portugal e Espanha continua a aumentar, mas na agricultura ‎esteja, respetivamente, a aumentar e a diminuir.‎
‎“No último trimestre de 2010 o desemprego na agricultura caiu 10%, face ao ‎trimestre anterior, segundo os dados agora revelados pelo Instituto de Estatística ‎espanhol.‎
Só nos últimos três meses de 2010 foram gerados mais de 5.050 empregos o que ‎se traduz num crescimento de 6,7% face ao trimestre anterior.”‎
Portugal “perdeu agricultores ou população agrícola ao longo dos ‎primeiros nove meses de 2010, que a quebra no terceiro trimestre foi de ‎‎0,3% face ao trimestre anterior e que foi de -4,9% em comparação com ‎o mesmo trimestre de 2009. Ou seja, que continuamos a assistir ao ‎abandono do espaço rural.”‎

Quando haverá uma política que consiga promover o emprego da agricultura no interior de ‎Portugal? Na minha opinião o Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural tem que ‎corresponder ao verdadeiro “Ministério do Interior” de Portugal. Para que este objectivo ‎seja atingido o respectivo Ministro deverá ser uma voz política forte e com peso no seio do ‎Conselho de Ministros. ‎
Foto: http://www.freedigitalphotos.net/images/Agriculture_And_Farm_g107-Spring_Field_p30732.html

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sessão Técnica APK

Na próxima 6. Feira APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores, em Santa Maria da Feira, Organiza uma Sessão Técnica sobre Esquemas de Fertilização na Cultura do Kiwi e o Cancro Bacteriano, com intervenções dos kiwicultores, Luis Reis e Filipe Costa. Trata-se de um evento que será muito interessante por ser eminentemente pratico. Para mais informações enviar e-mail para carolinafernandes@apk.com.pt

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Convém Recordar!

Recomendo que consultem o seguinte: http://www.cap.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=777&Itemid=69

Trata-se de um documento da Confederação dos Agricultores de Portugal com a documentação e o filme de um debate com os representantes dos partidos políticos com assento parlamentar que concorreram às eleições de 2009, excepto o Bloco de Esquerda (relembro que este dia foi histórico porque foi a primeira vez que um representantte do PCP entrou nas instalações da CAP). Todos os partidos presentes se comprometeram a apoiar financeiramente a agricultura. Será que algum deles se está a esquecer deste compromisso? ‎

Proposta de Nova Política Para o Associativismo Agroflorestal em Portugal

O Ministro da Agricultura afirmou no passado dia 14 de Fevereiro de 2011, na ‎Maia, Sessão de Encerramento do Seminário sobre o “O Sector Agro-‎alimentar na Região Norte: Desafios e Oportunidades”, que existem em ‎Portugal mais de oitocentas Associações de âmbito agro-florestal, que do ‎sector hortofrutícola já recebeu cerca de 80 Organizações. Considerou que o ‎número de Associações é excessivo e que deveria haver uma concentração no ‎sector. Lembro que em 6 Maio de 2010, António Serrano, em Santarém, fez ‎afirmações do mesmo tipo. Na minha opinião, acho que o Ministro está ‎errado porque este tipo de Instituições existem por vontade dos seus ‎associados, pelo que, não existe um número excessivo, mas pelo contrário, ‎uma deficiente estruturação fruto da falta de cooperação intrínseca à cultura ‎básica dos cidadãos portugueses.

O que pode fazer o Ministro António Serrano ‎para modernizar o associativismo em Portugal? ‎
Na minha opinião deve definir uma política moderna, eficaz na defesa dos ‎interesses socioprofissionais dos agricultores, que rompa com a ambiguidade ‎organizacional entre coloca no associativismo Entidades que desenvolvem ‎actividade económica, que defina os critérios (representação, equipa técnica, ‎serviços prestados, trabalhos desenvolvidos, etc.) para as associações serem ‎reconhecidas como Entidades de interesse público e Parceiros Sociais, e que ‎defina as regras do seu financiamento para a presente ou até ao fim da ‎próxima legislatura (neste último caso objecto de negociação e consiga o ‎acordo com partidos da oposição). Deve fazê-lo sem medo de enfrentar os ‎fantasmas políticos de uma estruturação vigente que teve origem no PREC e ‎se desenvolveu ao longo dos últimos 35 anos de democracia. ‎
Publicada a legislação haveria lugar a um concurso público para as ‎Associações se candidatarem ao estatuto de Parceiros do Ministério da ‎Agricultura, Organizações que reconhecidas seriam os seus únicos ‎interlocutores. Todas as restantes estariam integradas e seriam a base dos ‎Parceiros Públicos.‎

Tenho a certeza que esta política funciona, que certamente não agrada a quem ‎detém o poder porque lho diminui decorrente do desaparecimento da ‎discricionariedade na decisão dos apoios. Caso não seja implementada pelo ‎actual governo, certamente será um tema incontornável na agenda política do ‎próximo governo de Portugal, pois trata-se de um instrumento fundamental ‎na modernização da agricultura portuguesa e no combate à crise económica.‎

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Encerramento das Candidaturas de Jovens Agricultores

O Proder decidiu no passado dia 10 de Fevereiro encerrar as candidaturas de instalação dos Jovens Agricultores a partir do dia 11 (certamente que aceitaram candidaturas até às 00 horas do dia 10!). Este facto, na minha opinião, é insólito e de difícil justificação porque a Gestora do ProDeR, Dra. Gabriela Ventura, tinha afirmado publicamente, no dia 28 de Janeiro de 2011, em Baião, que não existiam constrangimentos orçamentais às candidaturas dos jovens agricultores.

Acho surreal o comentário da Associação de Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) veiculado pelo Jornal Público: "No regime actual, um jovem agricultor recebia 40 mil euros como prémio de instalação. Algo que a AJAP considerava "injusto", pois esse dinheiro era gasto "em tudo menos em investimento", o que depois originava situações em que "faltava dinheiro para quem quer, de facto, investir" na agricultura e no desenvolvimento do interior do país.", pois os jovens agricultores que conheço investem o dinheiro do prémio na agricultura, mesmo nos casos em que não se candidatam ao investimento, porque têm de cumprir elevados índices de rentabilidade das actividades na exploração agrícola ao longo de cinco anos (há uma auditoria ao terceiro ano). Mesmo que possam existir alguns casos como os indicados pelo presidente da AJAP, são a excepção e não a regra, como Firmino Cordeiro quer fazer crer (lembro que, recebem 32 000 euros após a contratação da candidatura e os restantes 8 000 euros, ao terceiro ano, após auditoria, o que significa que até esta data ninguém conseguiu receber os 40 000 euros).

Acho que é uma irresponsabilidade política que o Ministério da Agricultura para ajustar os apoios aos jovens agricultores encerre as candidaturas por três meses, podiam mudar as regras com o período permanente de candidaturas, porque com a quebra de confiança no sistema será muito díficil recuperar a taxa de instalação de jovens agricultores. Trata-se certamente de um desnorte estratégico de quem não conhece a realidade do terreno, o qual infelizmente será pago por todos nós que queremos viver da agricultura.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O processo da subida do preço do leite!

Saúdo a reunião de ontem, como inicio promissor para a resolução do problema da rentabilidade na produção de leite, a qual passa pela subida de preços ao agricultor, em que estiveram presentes, o ministro da Agricultura, representantes da distribuição, produtores e indústria.

Concluo que há uma guerra declarada entre a distribuição e a indústria (Lactogal) a qual tem de merecer uma intermediação com pulso forte e firme por parte do Ministro da Agricultura, para chamar as partes à razão e levar a uma mais justa distribuição do valor ao longo da cadeia.

A distribuição organizada está fortemente empenhada em controlar o negócio do leite da Lactogal (preço do leite) mesmo que para tal tenha que importar leite e jogar com as margens comerciais para que os agricultores fiquem estrangulados e apertem o sector cooperativo. Por outro lado, o sector cooperativo necessita de renovar as suas equipas dirigentes, levando para a primeira linha da decisão pessoas que sejam mais sensiveis aos problemas dos agricultores, melhorem a eficiência e eficácia da indústria e sejam capazes de negociar racionalmente, sem passado, em pé de igualdade com a distribuição.

Aos produtores só resta um caminho, pressionar o Ministro para que assuma as suas responsabilidades neste processo de negociação, promoverem as Assembleias Gerais das Cooperativas para renovarem os dirigentes das Uniões, Federações e Lactogal, fazerem acções na distribuição para que sejam iguais os preços das marcas brancas e dos produtores. Para os agricultores é hora de sairem de casa e só voltarem quando o preço do leite lhes for pago a mais cinco cêntimos. Podem contar com a minha solidariedade e ajuda!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Aniversário deste blogue

Faz hoje três anos que comecei com a aventura publicar escritos neste blogue. É das iniciativas que desenvolvi na minha vida que mais custos e sacrificios interiores me tem acarretado. É difícil escrever e sobretudo, é ainda mais complicado encontrar disposição para transferir as ideias da cabeça para documentos, os quais são públicos. Como é objectivo deste blogue ser um instrumento de indução da mudança, continuo a alimentá-lo com a esperança que os meus leitores queiram debater ideias, assumir posições de tranformação da agricultura, do mundo rural português e ajudarem a criar massa critica necessária para mudar os actores que levem à assumpção de uma política efectiva para a agricultura portuguesa. Pela minha parte, dou o meu contributo e alguns leitores têm aqui transmitido as suas ideias e assim sendo, dou por bem empregues as largas de horas que dispendi a reflectir, pesquisar e elaborar os posts que foram publicados. Aos meus leitores, o meu muito obrigado!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O regresso à terra

O titulo deste post é o mesmo que Vitor Rainho, subdirector do Jornal SOL, colocou na coluna semanal denominada EDITAL, a qual abre a revista TABU em 28 de Janeiro de 2011.
É espantoso que se abra uma revista de sociedade com um artigo de fundo sobre agricultura quando no seu interior não há mais nada sobre este tema. Na minha opinião isto demonstra que a agricultura está na moda como tema da comunicação social. Faço votos para que os jornalistas continuem este processo dando maior substância ao que escrevem, constituindo-se como factores de mudança, de progresso e de desenvolvimento. Tenho a expectativa que o aprofundamento deste processo possa contribuir para obrigar a mudar os personagens políticos por outros que sejam mais eficazes na liderança do sector que tutelam.

Os políticos autarquicos têm pouco interesse pelo desenvolvimento rural!

Hoje contactei com alguns colegas de uma Câmara Municipal situada na Região de Trás-os-Montes, os quais me contaram que os seus responsáveis políticos não querem assumir a liderança e o apoio a acções estruturantes de desenvolvimento rural porque não querem asssumir o ónus de alguma coisa que corra menos bem. Gostam de promover eventos que tenham a participação de muitos municipes, pelo que basta aos meus amigos providenciarem para que não falte público para obterem sucesso na sua actividade profissional. É certo que por este caminho não haverá sucesso no mundo rural de Portugal,apesar de técncicos muito competentes se sentirem frustados na sua vida profissional. A questão que fica é a seguinte: o que teremos de fazer para nos livramos destes políticos demagógicos que nos cercam por todo o lado?

ProDeR, uma punhalada pelas costas na boa fé dos jovens agricultores!

Mensagem que escrevi no dia 11 de Fevereiro de 2011 e que por problemas técnicos do blogue não foi publicada:

Ontem, a Autoridade de Gestão do ProDeR anunciou no seu site que, a partir de hoje, estão suspensas as submissões de candidaturas de jovens agricultores, porque há um número relativamente grande de projectos apresentados nos últimos dois meses e os meios financeiros escasseiam para fazer face à procura. Abrirão as candidaturas com novas regras, a partir de 1 de Junho de 2011. Para mim, esta interrupção na submissão de projectos representa uma forte desmotivação para os jovens empresários agrícolas que pretendem abraçar a actividade, visto que ficarão com as suas vidas suspensas durante mais alguns meses. É esta realidade, deixar a vida dos utentes, dos portugueses, no limbo, suspensa durante meses ou anos, que os responsáveis políticos de topo e intermédios não percebem, não entendem e não têm vontade em quererem aprender. Se o oposto da última frase fosse verdade, tenho a certeza que haveria um sistema que sem rupturas na apresentação dos projectos, alterasse as regras e criasse confiança nos jovens que não têm emprego, que fazem um enorme esforço para conseguirem acesso à terra para se instalarem, que passam meses a visitar explorações agrícolas para aprenderem as suas tecnologias.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os produtores de leite têm direito à revolta!

Tenho especial admiração pelos empresários agrícolas que são produtores de leite de vaca e sobretudo pelos dirigentes da Associação de Produtores de Leite de Portugal (APROLEP). Assumo esta minha posição porque se fosse esta a minha actividade empresarial e estivesse a sofrer, a cada dia que passa, a sua degradação económica e financeira, sem vislumbrar uma qualquer luz ao fundo do túnel que me fizesse acreditar numa solução para garantir a sua sustentabilidade,certamente já teria perdido a cabeça e tomado posições menos ortodoxas.

Esta minha posição resulta do facto do sector cooperativo, o qual lidera a agro-industria portuguesa, não conseguir dar uma pista sobre quando e como irá melhorar a remuneração do preço do leite ao produtor. O alibi que utilizam é que a culpa reside na distribuição organizada que não valoriza o leite e os produtos lácteos, preferindo aqueles que são importados.

A distribuição tem como estratégia destruir a Lactogal, à qual o Eng. Belmiro de Azevedo apelida de "caixa negra"´porque tem peso negocial, não se deixando vergar à estratégia da distribuição organizada, que passa pelo controlo das margens comerciais ao longo de todos os elos das fileiras, tendo como objectivo ficarem com as melhores margens ou utilizá-las para fazer a melhor média de margens que melhor optimize o respectivo resultado do negócio. A solução passa por um pacto de regime, imposto como resultado das acções de protesto dos agricultores nas lojas dos supermercados e hipermercados, que levem a distribuição, o governo e os produtores de leite a sentrem-se á mesa das negociações para equilibrarem as margens comerciais entre os produtos nacionais e os importados.

Por outro lado, o governo através do Ministro da Agricultura e do Primeiro- Ministro não podem deixar que se destrua um importante sector produtivo da economia nacional, que investiu, que se modernizou, que respondeu aos estimulos do mercado, etc.,mas que essencialmente necessita de soluções estruturais como por exemplo, um novo modelo técnico económico de produção, com deslocalização de explorações para locais com maior aptidão para diminuir os custos de produção, controlo das margens comerciais da distribuição organziada, etc., soluções estas que são do âmbito das políticas públicas, cuja responsabilidade compete ao governo definir e implementar. O ministro António Serrano não pode assobiar para o lado e motivar os agricultores a reunirem isoladamente com as cadeias de distribuição, tem que co-liderar a solução do problema, chamando todas as partes para uma reunião, a qual só terminará quando houver uma solução miníma que garanta a sustentabilidade da maioria das explorações leiteiras.

Como até esta altura não se vislumbra remédio para a doença que afecta a produção de leite, só me resta assumir que os seus agricultores têm direito à revolta e que na minha opinião não há lugar para uma segunda oportunidade, começam-na hoje porque ontem já era tarde. Façam-na com civismo, escrevam a todos os intervenientes que directa ou indirectamente têm a chave do problema, definam um prazo curto para as negociações e se tal vier gorado passem à acção, façam-na em todas as frentes. Acabem com este estado de letargia que se vive em Portugal! Os produtores de leite de vaca têm direito a viver condignamente da sua actividade!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Trabalho Associativo

E um desafio muito estimulante participar na equipa de trabalho da APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores. Pode-se desenvolver trabalho em equipa, conhecer novas pessoas, tirar partido de competências que cada um de nos teria dificuldade em afirmar que as teria antes de assumir desafios no âmbito deste grupo, etc. Por outro lado, há uma panóplia de novos problemas, estrangulamentos, gestão de interesses, etc. que exigem motivação e tenacidade para levar a carta a Garcia. Há alturas que me apetece desistir, mas a forca interior de exercer a cidadania e o objectivo de vida de contribuir para que Portugal seja um pais desenvolvido, levam a ultrapassar todos os obstáculos e a continuar trabalhar de forma consistente em prol da fileira do kiwi

Trabalho de engenheiro agrónomo

Na tarde do dia de ontem visitei terrenos de três potenciais jovens agricultores nos concelhos do Marco de Canaveses e Penafiel. Noto com satisfação que há cada vez mais jovens interessados em investir na agricultura. Sublinho o papel e o serviço que a Espaco Visual presta na avaliação do potencial produtivo dos terrenos, muitos deles são terrenos abandonados e com estruturacao fundiária dos tempos da mão de obra barata e muito disponível. Este tipo de trabalho e o que mais me agrada realizar porque e através dele que exerço a minha vocação de engenheiro agrónomo. E um desafio muito estimulante porque permite planear intervenções nos terrenos e fazer aparecer novos empresários na agricultura, sobretudo empresas. Nesta altura em que o Ministério da Agricultura se tornou uma máquina burocrática de tramitar ajudas europeias e licenciamentos, o trabalho técnico e uma mais valia que possuo porque conheço os estrangulamentos do terreno, bem como as competências técnicas para se realizarem investimentos e se conduzirem explorações agrícolas de forma rentável. Possuo um background da realidade agrícola portuguesa que permite ter ideias e estratégias para desenvolver a agricultura portuguesa.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Paradigmas nos partidos políticos do arco do poder!

Ontem estive a trocar impressões com um amigo que conhece bem o funcionamento interno dos partidos PS, PSD e CDS. Contava-me algumas histórias de pessoas do PS que estão a tentar sobreviver, saindo de funções políticas e ocupando lugares que não mudam com a eventual chegada ao poder dos partidos da oposição ("Controle o Diário da República nos últimos 6 meses"). No PSD e CDS, pelo contrário, a motivação pelo poder está a fazer aderir novas caras, citou alguns casos que têm como objectivo enriquecer através da política. Dizia-me que há poucos altruístas cujo principal interesse é melhorar a sociedade portuguesa.