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sábado, 27 de dezembro de 2014

Candidaturas Jovens Agricultores PDR 2020

 
"Sr. Eng. José Martino,
E relativamente ao 3.1 - instalação de jovens agricultores? Era suposto ser até ao fim do ano, mas até agora não há novidades."
 
Comentários:
1 - O PDR 2020 publicou um quadro relativo ao final de ano de 2014 e o ano de 2015 em que indica que no âmbito do M3 - Valorização da Produção Agrícola, 3.1 Jovens Agricultores, a 1.ª abertura de candidaturas será durante todo o mês de fevereiro  2015 e continuará nos meses subsequentes.
 
2 - Recomendo aos jovens agricultores que intensifiquem a finalização dos seus projetos durante o mês de Janeiro 2015 tendo como objetivo submeter as respetivas candidaturas em fevereiro 2015.
 
3 - Para obterem mais informações marquem uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) 
 
 

Preço de venda de terrenos agrícolas


"Prezado Sr. Engenheiro José Martino

Vi o seu site que me agradou particularmente. Como herdei há pouco tempo uma terra com área de regadio e sequeiro, perto de Alcácer do Sal , gostaria de saber qual o preço de venda que o mercado neste momento pratica para ambos os tipos de terra naquela região do (vale do Sado).Apenas necessito ed uma referencia grosseira com limite superior e inferior. Desde já lhe agradeço a informação."
 
Comentário:
 
1 - Os preços dos terrenos agrícolas podem variar desde 250 euros até os 60 000 euros por hectare.
 
2 - Na minha opinião, a agricultura suporta pagar preço máximo de aquisição de terreno o valor de 30 000 euros por hectare (3€/m2), fazendo-se a sua amortização a muito longo prazo, pelo menos a 30 anos.
 
3 - Recomendo a compra de terrenos quando exista capital disponível para tal após acautelar os fundos próprios para o investimento e o capital necessário para existir o equilíbrio natural da tesouraria com a venda das produções e a respetiva entrada do dinheiro na tesouraria da empresa/agricultor.
 
4 - Ao leitor que fez a consulta peço que contate as imobiliárias da região que estas fazem a prestação de serviços que me pede ou peça uma avalização à Espaço Visual  (eng. Benjamim Machado: 924 433 183) 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

PDR2020 reabre a 1 de janeiro de 2015

PDR2020 reabre a 1 de janeiro de 2015

 
O período para submissão de novas candidaturas às medidas de investimento, Ação 3.2 "Investimentos na Exploração Agrícola" e Ação 3.3 "Investimentos na Transformação e Comercialização de Produtos Agrícolas", decorrerá entre o dia 1 de janeiro de 2015 e o dia 30 de junho do mesmo ano.
 
Para mais informações contatar a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).

Curso Apicultura – Melhoramento Genético: Desdobramentos, Produção de Rainhas e Zangões

Curso Apicultura – Melhoramento Genético: Desdobramentos, Produção de Rainhas e Zangões

22-12-2014
 
A Espaço Visual organiza no próximo dia 17 de janeiro de 2015 o Curso de "Apicultura – Melhoramento Genético: Desdobramentos, Produção de Rainhas e Zangões" com o objetivo de dotar os formandos com conhecimento, nomeadamente,  na reprodução e melhoramento genetico. A criação de abelhas com características melhoradas, além de um processo que ajuda a aumentar e a rentabilizar a produção apícola, pode constituir uma nova área de negócio para quem se quer especializar.
 
Os procedimentos de seleção e melhoramento genéticos estão na ordem do dia, tendo em conta a necessidade de aumento de populações e as  necessidades de produção.
 

Formador
Engº Tiago Moreira
 
Objetivos
Aperfeiçoar conhecimentos e técnicas relacionadas com o melhoramento genético das abelhas.
 
Conteúdos
Melhoramento Genético na Abelhas
Biologia da rainha: aparelho reprodutor
Objetivos da criação de rainhas
Diferença e relação entre genótipo e fenótipo
Principais características a selecionar
Tipos de alvéolos reais
Fatores a ter em conta na produção de alvéolos reais
Método de produção de alvéolos reais com dois ninhos
Método porta-cúpulas
Método “cupolarvae”
Método “doolittle”
Iniciadoras e criadeiras
Rainhas virgens
Fecundação de rainhas
Apiário de fecundação
Produção de zângãos
Marcação de rainhas
Expedição de rainhas
Formação de uma nova colónia
Substituição de uma rainha
 
Destinatários
Profissionais de apicultura que pretendem desenvolver conhecimentos e competências no âmbito do melhoramento genético das abelhas.
 
Local, Datas e Duração
Instalações da Espaço Visual – Valbom – Gondomar.
Data de início: 17-01-2015
Data de Fim: 17-01-2015
Horário Previsto: 9:00-13:00 e 14:00-17:00
Duração: 7 horas
 
Informações
Custo: 75€ (Isento de IVA; Certificado de Formação Profissional)
Inscrições limitadas a 16 participantes.
Para mais informações entrar em contato através de
dep.comercial@espaco-visual.pt ou +351 22 450 90 47
 
Inscrições
 

Curso Teórico-prático: Poda de Kiwis

Curso Teórico-prático: Poda de Kiwis


A Espaço Visual (EV) organiza Curso Teórico-prático: Poda de Kiwis, o qual terá início nas instalações da EV, rua Associação Industrial e Comercial de Gondomar, n.º 290, Gondomar, no próximo dia 10 de janeiro de 2015, sábado, pelas 9h00. 
 
A componente prática do curso, com uma duração de 6 horas, onde os formandos irão proceder à poda de inverno, será realizada numa exploração agrícola em Gondomar.
 
Formador
Eng. José Martino
 
Objetivos
Destacar a importância da poda no conjunto das operações culturais do kiwi.
Distinguir as diferentes podas aplicadas ao kiwi.
Proceder à poda de inverno de fêmeas e de machos.
 
Destinatários
Profissionais que procedem ou pretendem vir a proceder a poda da cultura de kiwi.
 
Local e Datas
Formação Teórica (1h) – Espaço Visual – Valbom – Gondomar.
Formação Prática – Exploração de Kiwi em Gondomar, a 10 minutos de deslocação.
Data de início: 10-01-2015
Data de Fim: 10-01-2015
Horário Previsto:
9:00-13:00 e 14:00-17:00
 
Duração
7 horas
 
Informações
Custo: 65€ (Isento de IVA; Certificado de Formação Profissional)
Inscrições limitadas a 16 participantes.
Aconselha-se o uso de luvas, vestuário e calçado adequado para o terreno e eventuais condições climatéricas.
O formando deverá possuir tesouras e tesourões devidamente desinfetados para a prática da poda. Se não possuir deverá entrar em contacto com dep.formacao@espaco-visual.pt
 
Inscrições

domingo, 21 de dezembro de 2014

Elaborar contrato de arrendamento rural


"Boa noite,

Sr, Engenheiro, tenho um terreno com cerca de 3 hectares e gostaria de o ceder para um projecto agricula a um familiar mas necessitamos de um contrato para formalizar o acordo e requisitar contador de luz, procurei na internet mas não encontrei nada especifico para o que necessito, gostaria de saber se me poderia ajudar nesta situação ou se tenho outra alternativa.  Obrigado

Cumprimentos"
 
Comentários:
Para apoio para a melhor estratégia  para elaborar um contrato de arrendamento rural marque uma reunião com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 975 852) ou contate um advogado. 

Ajudas ao investimento nos castanheiros


Boa tarde Eng. Martino
Tendo em conta a fileira da Castanha gostava de lhe colocar as seguintes questões:

1-Relativamente ao PDR 2020 que incentivos/programas estão contemplados

para a plantação de castanheiros para produção e comercialização de castanha;

2- Tendo em conta que a fileira da Castanha só tem os primeiros resultados nunca antes dos 5/6 anos, em que medida é que uma candidatura à plantação de Castanheiros pode ser aprovada e financiada pelo PDR 2020;

3- Que medidas do PDR 2020 é que estarão provavelmente mais adaptadas a uma candidatura de sucesso na fileira da Castanha.

Grato pela sua ajuda e pelo sábio e valioso contributo que tem dado à Agricultura e aos (futuros (jovens) agricultores).


Comentários:
1 - NO PDR 2020 estão previstos apoios para a produção de castanhas através das ajudas para a 1.ª instalação de jovens agricultores, investimentos na agricultura (investimentos iguais ou superiores a 25 000 euros) e pequenos investimentos (5000 a 24999 euros) e apoios específicos para estruturas de transformação e comercialização das castanhas.

2 - Para ir de encontro aos pormenores do seu projeto e tirar o melhor partido dos apoios públicos, marque uma reunião com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).

3 - Pode apresentar e implementar um projeto de castanheiros sem garantir o seu posto de trabalho e o equilíbrio da tesouraria (tal só é possível fazendo um orçamento para o efeito, o qual deve ser financiado por capitais próprios e crédito, ou business angels ou empresas de exploração. Recomendo que possua os meios financeiros adequados para além das ajudas públicas ao investimento para completar os investimentos (as ajudas públicas têm um teto máximo de 85%, há itens não elegíveis) e para fazer face aos custos de exploração até equilibrar a tesouraria.

4 - A Espaço Visual irá organizar uma feira sobre empreendedorismo no final do mês de fevereiro de 2015. Esteja atento em www.espaco-visual.pt sobre este evento, o qual lhe irá dar ferramentas sobre um vasto conjunto de apoios complementares ás ajudas públicas ao investimento e que poderão alavancar os projetos de jovens agricultores que têm elevado potencial como empreendedores e que estão limitados nos recursos financeiros e experiência.   

 

Floricultura

"Boa tarde Sr. Engenheiro,

Tem sido com muita curiosidade e satisfação que tenho testemunhado algumas das suas intervenções a questões pertinentes na área agrícola. Desta feita, venho por isso explanar e obter alguma orientação do meu caso em particular. Assim sendo, disponho de uma área pequena (+/- 3000 m2) no concelho de Fafe que gostaria de converter em pequena exploração de floricultura. Dado não possuir uma forte capacidade financeira e dado a área de terreno não ser muito grande encontro-me num dilema pois não sei se me poderei candidatar a financiamento comunitário. A minha questão fundamental é se uma área inicial de cerca de 2000 m2 na área de floricultura em estufa seria financeiramente viável para inicio de atividade. Haveria pois contingências até á implementação total do projeto e consolidação da vertente comercial, pelo que me parece aconselhável não iniciar numa grande escala de produção.
 Senão que outra cultura aconselharia? E qual a área mínima requerida para poder concorrer a financiamento comunitário?
Agradeço antecipadamente a sua atenção"



Comentários:
1 - Para a atividade indicada e para a superfície em causa pode candidatar-se e obter ajudas do PDR 2020 para a 1.ª instalação como jovem agricultor. 

2 - Recomendo que tente encontrar um terreno com maior dimensão porque mesmo começando com 0,2-0,3 ha, recomendo a superfície mínima que rentabilize o projeto, tenha possibilidade de dentro de poucos anos  ampliar a atividade pelo menos até aos 4-5 ha tirando partido da mesma infraestrutura da rega e fertirrigação, armazém, mão de obra, máquinas e equipamentos, etc.

3 - Se estiver em condições para se instalar como jovem agricultor deve tirar partido das ajudas existentes porque lhe alavancam o investimento e diminuem o seu risco.

4 - As contingências indicadas, devem ficar acauteladas na fase de preparação do projeto através de visitas de estudo a produtores já instalados quer em Portugal, quer no estrangeiro. Por outro lado, prepare-se através de estágios. Defina previamente qual a estratégia comercial que irá implementar e que parceiros lhe irão valorizar as produções.

5 - Marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) para abordar os pormenores do processo.         

Morangos em cultura hidropónica


"Bom dia Sr. Eng. José Martino
Eu não tenho qualquer formação nem experiência em agricultura  hidropónica mas depois de muitas pesquisas fiquei bastante interessado e com muita vontade de criar o meu próprio emprego visto estar desempregado. Pretendia saber se e possível beneficiar do apoio aos jovens agricultores e avançar com a minha ideia começando pelo cultivo de morangos. Eu resido em vila real de santo António e se for possível avançar com este projeto por onde devo começar?
Agradeço desde já a sua atenção."

 
Comentários:
1 - Para saber mais sobre morangos em cultura hidropónica inscreva-se nos workshop e visita de estudo que a Espaço Visual irá organizar no mês de janeiro de 2015. Consulte www.espaco-visual.pt.

2 - Pode beneficiar dos apoios dos jovens agricultores para se instalar nesta atividade.

3 - Deve começar por recolher informação através de pesquisas na internet, visitas de estudo individuais ou em grupo a produtores já instalados, estágios formativos, etc. e contatar organizações de comercialização/organizações de produtores para ter um canal que lhe valorize as produções.
 

Qualidade da água de rega em plantações de framboesas


"bom dia eng. Martino, eu sou um jovem agricultor da região do algarve

estou em fase de desenvolvimento de uma plantação de framboesas de 3 hect. .

mas agora que fiz analises bacteriológicas á agua deu-me um resultado que não esperava

apareceu-me 1 ufc de eterococos fecais na amostra de agua.

gostaria que me elucidasse se isso é impeditivo para a minha cultura

e se sim o que eu tenho para viabilizar a minha plantação.

desde já agradeço a sua resposta"
 
 
Comentários elaborados pelo Eng. Daniel Portelo da Bfruit:
 
1 - Aparecer estreptococos fecais na água de rega não é impeditivo da produção frutícola, no entanto há alguns cuidados que é necessário ter.
2 - Nestes casos, o que se faz usualmente é a aplicação de hipoclorito ou peróxido de hidrogénio juntamente com a água de rega, em contínuo. Assim, deverá prever no sistema de rega a instalação de um depósito extra para fazer este tratamento de forma permanente.
 
3 - Os serviços técnicos da Bfruit têm competências para calcular as quantidades necessárias de produtos quando os seus sócios na organização de produtores quando estes lhes forneçam as análises à água de rega.
 
 

Continuo com algumas dúvidas, e gostava de saber a sua opinião pessoal.


 
"Bom dia eng Martino, Antes de mais deixe-me agradecer novamente as orientações que me deu há umas semanas atrás, foram muito úteis. Tenho neste momento o processo a ser elaborado pela Espaço Visual, mas continuo com algumas dúvidas, e gostava de saber a sua opinião pessoal. O meu projecto vai assentar num terreno com 3ha na zona de Famalicão. Inicialmente tinha previsto plantar apenas mirtilo, mas após várias visitas a outras empresas, fiquei com a ideia de não apostar unicamente numa cultura, numa perspectiva de distribuir os riscos e apostar numa colheita mais alargada. Nesse sentido: - Acha que o mercado está a ficar "inundado" de mirtilo ou ainda tem margem para crescer? - Acha que plantar 1ha de framboesas é um bom complemento para os 2ha de mirtilo? - Para um terreno destas dimensões, há outra opção viável? Claro que isto acarreta outros custos, nomeadamente na formação relativa a mais do que uma cultura, mas também poderá trazer outros benefícios. Agradeço a resposta".
 
Comentários:
1 - Acho que o mercado dos mirtilos tem muito potencial pois eu próprio estou à procura de terrenos para implantar até 40 hectares de mirtilo porque o seu consumo ultrapassa o conceito de fruto, acompanha as refeições, funciona como snack entre as refeições, dispõe bem, é consumido de forma voluntária por crianças de 2 anos desde que consiga que elas os provem.
 
2 - Os riscos que podem aparecer são semelhantes aos que sofreu o kiwi nas décadas de 80 e 90 do século passado, instabilidade de preços de mercado devido a ajustamentos entre a oferta e a procura porque o mercado estava a crescer e a comercialização não se encontrava organizada. Por outro lado, muitos dos produtores implantaram mal, cuidaram mal e tinham preços de produção elevados face ao preço de mercado.
 
3 - Na minha opinião se optar pelas framboesas deve começar com 1 hectare e no mesmo local deve ter a possibilidade dentro de 2-4 anos, chegar aos 4-5 hectares. É um erro ter 1 hectare único de framboesas sem poder crescer no mesmo local para tirar partido da equipa da mão de obra, infraestrutura da rega e fertirrigação, armazém, etc.
 
4 -  Com 3 hectares de exploração optaria exclusivamente pelos mirtilos.
 
5 - No futuro, creio que quando aparecerem novas variedades de amoras, com sabor e poder de conservação frigorífica, esta cultura será uma atividade com muito interesse como alternativa aos outros pequenos frutos.
 
6 - Faça uma visita de estudo à Bioberço e pode recolher in loco a experiência das limitações decorrentes das multiactividades numa micro exploração de pequenos frutos.        

Workshop | O Cultivo de Fisália – Physalis Peruviana


Workshop | O Cultivo de Fisália – Physalis Peruviana

 
 
Uma oportunidade para conhecer este fruto exótico oriundo da América Latina mas com um consumo crescente em Portugal e na Europa.
 
PROGRAMA
 
8:45
Abertura de secretariado
 
9:00
A cultura de Fisália e sua viabilidade económica
 
10:00
Técnicas de Cultivo
 
10:45
Pausa para café
 
11:00
O fruto: da colheita ao processamento
 
11:30
Apresentação de Projeto já desenvolvido – desafios e sucessos
 
12:15
Apoios e incentivos, PDR 2020
 
13:00
Avaliação e encerramento
 
 
Data: 10-01-2015
Local: Instalações da Espaço Visual Valbom, Gondomar.
Destinatários: Estudantes, profissionais na área da agricultura, potenciais empreendedores, empresários e público em geral.
Custo: 50€ (IVA incluído à taxa legal em vigor) Emissão de certificado de participação

Considera uma boa opção complementar o Mirtilo com a Groselha?


"Sr. Eng. José Martino,
Continuo com algumas dúvidas sobre a cultura a produzir em Baião no âmbito do programa “Inst. Jovens Agricultores-PDR2020". O excesso de informação (pesquisada) está a baralhar-me; há opiniões para todos os gostos!! Não saberei antecipadamente se tenho aptidão/vocação para esta ou aquela cultura porque não tenho a experiência necessária na área agrícola. Penso que a questão principal que preocupa qualquer iniciado é a rentabilidade versus investimento; todos querem ganhar dinheiro e eu não fujo à regra. Sou empreendedor, competente e dedicado em tudo o que faço na vida, mas quando se trata de arriscar num campo que não se conhece é sempre um "tiro no escuro". Finalmente optei por um terreno com 3,7 hectares. Estou inclinado para culturas em campo aberto (ar livre) e que não exijam disponibilidade a tempo inteiro, mas que constituam uma boa fonte de rendimento, como é o caso de alguns pequenos frutos. Vou excluir os Kiwis devido à pequena dimensão do projeto em termos de área. Amoras, Morangos e Framboesa não cumprem os requisitos de disponibilidade atrás enunciados; sobram os Mirtilos e as Groselhas que em termos de adaptação ao terreno e rentabilidade me parecem os mais adequados, com base nas minhas pesquisas, sendo que as Groselhas atingem valores de mercado mais altos em relação aos Mirtilos. Outro aspeto a ter em conta é que no concelho de Baião, entre projetos implementados e projetos em desenvolvimento podemos apontar para sensivelmente 150 pequenos produtores com área média de cultivo de 2 hectares, no curto/médio prazo, sendo que 70% desses projetos se reportam ao Mirtilo. Quero apostar em duas culturas para diversificar o risco(Mirtilo e outra). Considera uma boa opção complementar o Mirtilo com a Groselha ou sugere outra cultura? Que tipo de "manutenção" exige a groselha?"

Comentários:
1 - Caro leitor, é altamente arriscado tomar decisões empresariais com base exclusiva na informação recolhida na internet. Se não tem experiência para tomar decisões por favor não as tome porque irá arrepender-se. Recomendo que faça visitas de estudo durante três meses e após este prazo tome uma decisão sobre as atividades agrícolas em que irá empreender.

2 - É uma falácia o raciocínio apresentado: "Penso que a questão principal que preocupa qualquer iniciado é a rentabilidade versus investimento; todos querem ganhar dinheiro e eu não fujo à regra."
a) Para ganhar dinheiro na agricultura é preciso paixão e competência pelas atividades que se desenvolvem.
b) É perigoso buscar de forma exclusiva a "rentabilidade versus investimento". Um exemplo: ainda esta semana tive uma discussão com um dos meus sócios jovem agricultor porque é preciso perfil pessoal para se melhorar na atuação, na capacidade para vencer impossíveis e estar aberto a reinventar o seu comportamento, pois ao fim de alguns meses de implementação dos investimentos verificou ser necessário estar todos os dias, meses a fio, fechado dentro de uma estufa a "comandar tropas", com inúmeras tarefas que têm de ser implementadas simultaneamente. Resultado, os pequenos pormenores de gestão do dia a dia estão a falhar, não se fazem em tempo útil, na melhor oportunidade técnica, a gestão da mão de obra na colheita, condição essencial para se terem custos competitivos e obter rentabilidade, começa a dar sinais que não melhora a cada dia que passa. Enfim, todos querem rentabilidade mas esquecem-se dos ossos de oficio de cada uma das atividades. Conclusão, o ganhar dinheiro parece estar cada vez mais distante apesar da rentabilidade potencial intrínseca dessa atividade ser das mais elevadas. É muito importante cada empreendedor transformar o potencial em real, em adquirido.

3 - Concordo com a sua opinião de que "investir é um tiro no escuro", por isso, deve minimizar o risco  do que dependa si próprio como empresário sendo competente e dedicado. O ponto chave está no processo para se atingir a competência. Como o pensa fazer?

4 -  As groselhas são uma excelente cultura se tiver operador comercial que as valorize porque o seu mercado mesmo potencial é muito pequeno e por isso, existe um risco real de desaparecimento do mercado caso se ultrapasse determinando nível quantitativo global de produção. Por outro lado, é uma cultura que exige conhecimentos técnicos específicos, muito dependente da realização de cada uma das operações culturais na melhor oportunidade técnica, na hora certa, pois caso contrário, não conseguirá produzir e não conseguirá pagar os custos de produção.

5 - Na minha opinião os 300 hectares de mirtilos que diz existirem no concelho de Baião não representam excesso de produção. No entanto, acredito que muitos desses 150 produtores irão ter problemas quer na produção, quer na comercialização porque muitas dessas plantações não estão dimensionadas para serem mecanizadas, não possuem sistema de rega e fertirrega automatizados, têm variedades sem interesse comercial, não estão ligados a organizações de comercialização, não têm assistência técnica organizada, etc. etc.

6 - Em síntese, é boa opção ter na mesma exploração mirtilos e groselhas desde que esteja ligado a um operador comercial/organização de produtores (exemplo: Bfruit), se o terreno em causa tiver aptidão para as culturas, se forem bem implantadas e bem cuidadas.

   

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Insucesso na instalação de jovens agricultores com apoios do ProDeR?



Sofia  Freitas escreveu:
"Já li o artigo do público e sinceramente é mais jornalismo da treta e de tratar os agricultores e a agricultura como os coitadinhos…

Gostava de saber quantos empresários conseguiam tirar um salário ao final do primeiro ano de atividade da empresa? Gostava de saber se uma pessoa que vai investir num projeto ao qual vai fazer depender a sua vida o seu futuro não será suposto que se preocupe com os canais de comercialização, ou nas atividades agrícolas essa responsabilidade é dos consultores? Realmente, parece-me que é usual uma pessoa que vai investir na metalomecânica, por exemplo, fazer depender a venda dos seus produtos dos consultores que lhe elaboram a candidatura…se assim fosse com certeza estaríamos todos na miséria absoluta e controlados por outras economias…

É uma pena que o jornalismo continue a privilegiar este tipo de discurso e que seja apoiado por dirigentes com responsabilidade sobre o assunto…

É preciso rasgar com este preconceito dos coitadinhos e demonstrar definitivamente que a atividade agrícola é uma atividade económica que visa o lucro e que a sua gestão deve assentar nos mesmos pressupostos que a gestão de qualquer outro negocio ou empresa."
 
Comentários:
1 - É muito importante o que jornal Público descreve hoje (2014.12.16) nas páginas 2 e 3 sobre os investimentos na agricultura apoiados pelo ProDeR sobretudo os que se referem à instalação de jovens agricultores. 
 
2 - Concordo em absoluto com o escrito no texto acima, o qual deveria fazer refletir de forma muito séria a jovem agricultora que aparece no artigo do Público.
 
3 - Estou 100% ao lado do ProDeR que aceita a idoneidade de quem lhe apresenta projeto ou seja, se determinado proponente submete uma candidatura com determinados pressupostos de partida e chegada, antes e após o investimento, bem como ano cruzeiro, o ProDeR aceita-os como bons,  não sendo corresponsável pelos resultados maus que possam advir no futuro pois não tem a responsabilidade de "dizer não".   
 
4 - Os problemas existem com a instalação dos jovens agricultores porque o sistema é cego, não avalia a competência de quem se candidata, aliás retenho as palavras de um alto dirigente do Ministério da Agricultura que no ano passado me disse (não ouvi dizer) "o sistema está montado para instalar jovens agricultores não para garantir o sucesso da sua instalação". Revejam o exemplo no texto acima sobre a metalomecânica e façam um momento de reflexão se o que está a acontecer na agricultura, atividades que uma grande parte da população acha que domina, acontecesse na indústria, se o posicionamento da sociedade, opinião pública e jornalistas, seria a mesma?
 
5- O sistema que defendo é a  avaliação da competência de gestão, empreendedora e técnica quem se quer instalar como jovem agricultor, através da apresentação de projeto, estágio de um ano com tutoria técnica e do chefe de exploração, e provas públicas perante técnicos do Ministério da Agricultura. Após passar no exame poderia rever o projeto e teria apoio financeiro autónomo de apoio à tesouraria (estas ideias foram expostas em artigo publicado no jornal Público há alguns anos).        
 
6 - Não aceito os exemplos apresentado pela jornalista do Público, Ana Rute Silva "... culturas como a dos mirtilos que explodiram e o que antes era um produto de nicho proliferou, com a consequente queda de valor." e o presidente da Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP), Ricardo Brito Paes "As modas, como as dos mirtilos e das plantas aromáticas, são uma grande preocupação". Na minha opinião os mirtilos são um bom negócio para quem seja profissional, os implante nos sítios certos, cumprindo os requisitos técnicos, apliquem excelente gestão da exploração e estejam ligados a organizações competentes para a assistência técnica e comercialização. Os mirtilos são dos poucos frutos cujo consumo foge ao conceito de fruto, podendo ser consumidos de forma prática, a qualquer hora do dia, dentro e fora das refeições, por pessoas de qualquer idade, dispondo bem quem os consome.   

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

2 hectares de physalis ou gogi?


"Boa noite, sou o N. R., vou iniciar um projecto agrícola atravez do PDR, tenho estado a pensar em produzir physalis ou bagas goji numa área de 2ha, gostava de obter informação acerca de como escoar o produto mais tarde, como fazer o projecto e fazer um estudo sobre a rentabilidade do mesmo, gostava de ter a sua ajuda se estiver disponivel claro.
Obrigado"
 
Comentários:
1 - Recomendo que frequente um evento sobre physalis organizado pela Espaço Visual em 2015 (veja no fim de dezembro em www.espaco-visual.pt). Pode também frequentar sessões para potenciais produtores organizados pela Bfruit em Guimarães. 
 
2 - Se tiver potencial de mercado  para estas produções marque uma consulta com a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).
 
3 - Recomendo que após a consulta com a Eng. Sónia Moreira visite outros produtores e fique com informação/conhecimento para tomar a decisão sobre as atividades que irá abraçar. 

Apicultura


"Boas.
Gostava de saber algumas coisas sobre um projeto que estou a pensar fazer como jovem agricultor, porque tenho algumas duvidas.
Para fazer o projeto necessito de alguma formação/curso ou depois do projeto ser aceite fornecem me alguma formação/curso?
Qual o mínimo de colmeias necessito para fazer o projeto com as ajudas de premio de instalação e os 60%?
Ou basta o valor do projeto ser no total acima de 40 mil € e não tem um mínimo de colmeias?
No projeto é preciso fazer também um casão para a extração de mel com as divisões todas como casa de banho, um vestuário, luz , agua potável e isso tudo ou não é preciso isso tudo ao pormenor?
Aguardo uma resposta
Obrigado
Com os melhores cumprimentos"

Comentários:
1 - Só deve avançar para projetos na apicultura após ter formação profissional base sobre esta atividade/visitas de estudo em Portugal e no estrangeiro/estágios/workshop/etc.  ou contratando consultoria especializada (www.curiosidadenatural.pt) fazer a formação enquanto aguarda a aprovação do projeto PDR 2020.

2 - Mesmo durante e após o investimento deve continuar com as ações indicadas em 1.

3 - O número mínimo de colmeias deverá ser decidido por si em função dos resultados da rentabilidade e dos seus objetivos empresariais, locais disponíveis, potencial produtivo da(s) região(ões), etc.

4 - Precisa de um armazém de apoio e veiculo adequado para deslocação dos equipamentos e materiais de apoio.

5 - Se na região onde tiver os apiários existirem melarias que façam prestação de serviço da extração do mel não terá necessidade em inve3stir numa unidade primaria de produção para o efeito.

6 - Na minha opinião é uma atividade muito rentável para os jovens empresários agrícolas que sejam organizados, disciplinados, com capacidade de gestão, que adquiram conhecimentos nesta atividade e que gostem de fazer a operação certa na hora certa (melhor oportunidade técnica).

7 - A Espaço Visual pode-lhe dar a melhor informação sobre as ajudas do PDR 2020, formação profissional, etc. Recomendo que contate a Eng. Sónia Moreira (915 075 852).

Frutos secos para 6 ha


"Sr. Eng. José Martino,
No âmbito do meu anterior email, para os mesmos 6 hectares em Baião, tendo em conta o meu interesse  também por frutos secos e porque a zona é propícia a esse tipo de culturas, coloco-lhe a mesma questão para o cultivo de castanheiros, nogueiras e aveleiras: que 2 culturas escolheria e qual a área que reservaria a cada uma delas, bem como quais as espécies de cada árvore colocaria no terreno?
Obrigado."

Comentários:
1 - Os frutos secos indicados parecem-me interessantes para superfícies mínimas de 10 hectares.

2 - Na minha opinião a economia de escala verifica-se para superfícies superiores a 20 hectares.

3 - Pelo indicado em 1 e 2 não faz sentido indicar que variedades implantaria.


Framboesa

Boa tarde Eng. José Martino,

Desde já quero felicitá-lo por ajudar no seu blog os interessados pela agricultura que, de alguma forma, querem investir neste setor que na minha opinião pode gerar rendimentos interessantes desde que gerido com profissionalismo.

Sou um jovem Eng. Agricola no desemprego e uma das opções que tenho ponderado é instalar-me como jovem agricultor na zona de Alcochete, com a produção de framboesa. Teria que arrendar o terreno (não tenho ideia ainda dos valores) e o mínimo seria 1 ha, penso eu ser o mínimo para ser viável.

Gostaria de saber a sua opinião relativamente à produção desta cultura nesta zona, tendo em conta o clima, a escassez de OP´s ou compradores deste fruto nas proximidades, a dificuldade inicial para conseguir Global Gap e ter mais hipóteses de escoamento do produto.

Tem ideia de produções por hectare bem como custo do investimento? Em "condições normais" qual seria o período de recuperação do investimento?


Agradeço desde já o tempo dispensado,



Comentários:
1 - Concordo com a sua  opinião de que a agricultura pode gerar rendimentos interessantes para quem for capaz de gerir com profissionalismo, caso tenha perfil de empreendedor.

2 - O valor anual para a renda de 1 hectare de terreno agrícola varia entre os 150 euros e 1000 euros conforme sejam necessários ou não investimentos em infra estruturas, melhoramentos fundiários, construções, correções de solo, etc.

3 - Na cultura da framboesa comece com 1 hectare mas faça-o numa exploração que possa chegar pelo menos aos 4, pois a prazo, tendo sucesso, irá precisar desta dimensão de atividade para ter um rendimento anual interessante e poderá tirar maior partido de todos os investimentos iniciais que não sejam "!plantação".

4 - Contate a  Bfruit (www.bfruit.pt)  no sentido de recolher informação sobre a comercialização para o seu caso concreto. Faço-o através da participação num encontro para potenciais produtores.

5 - Na minha opinião precisa de 150 000 euros por hectare para custos de investimento + custos de exploração até equilibrar a tesouraria. A produtividade pode variar entre as 12 e 20 toneladas por hectare. A recuperação do investimento pode ser feita entre 5 a 8 anos, dependendo da sua capacidade de gestão da mão de obra na colheita pois o controle destes custos é crucial para o sucesso económico desta atividade.   


Dúvidas diversas

S. S. escreveu:
"Bom dia, eu gostaria que me esclarecesse à cerca de algumas dúvidas que tenho. Eu já estou inscrita como jovem agricultora, e possuo um terreno de 1 hectare e meio, mais ou menos, na zona de trás os montes, mais precisamente Bragança. Estive a informar-me e ainda estou indecisa sobre o qual tipo de projecto me lance, estava a pensar na apicultura, ou então na plantação de pequenos frutos (amoras), qual será a melhor opção naquela zona? Em relação às ajudas, eu não estou realmente informada sobre o PDR 2014-2020, será que me pode esclarecer no que consiste? Também gostaria de saber, caso seja do seu conhecimento, as formações que há agora de agricultura/apicultura, teria todo o interesse em realizar e me preparar para este projecto. Obrigada. Atenciosamente"


Comentários:
1 - A apicultura é uma excelente atividade agrícola se tiver vocação e conhecimento para a explorar.

2 - As amoras também podem ser uma excelente oportunidade se conseguir instalar variedades que tenham poder de conservação frigorifica e suportem o manuseamento dos frutos desde a colheita até ao consumidor. Sobre esta opção consulte a Bfruit através da participação numa reunião de potenciais produtores (www.bfruit.pt)

3 -  Também pode fazer a opção pela apicultura e pequenos frutos, se estiver nos seus objetivos pessoais produzir nas duas fileiras.

4 - As ajudas do PDR 2020 irão apoiar os investimentos dos jovens agricultores até 60% do investimento elegível, obtendo adicionalmente prémio de primeira instalação. Recomendo que marque uma consulta com a Eng. Inês Anacleto da Espaço Visual (910 905 474).

5 - Para a formação em apicultura contate a Eng. Inês Anacleto da Espaço Visual porque estão programadas ações para o mês de janeiro 2015.

Que atividades agrícolas devo escolher?


R. S. escreveu:
 
"Sr. Eng. José Martino,
Apresento-lhe desde já as minhas sinceras felicitações pelo excelente “Blog”!
Vou pôr em prática 2 projetos, no âmbito do programa “Inst. Jovens Agricultores-PDR2020”, em 6 hectares no Concelho de Baião. Optei pela fruticultura ao ar livre, nomeadamente pelo cultivo de mirtilos, groselhas e/ou kiwis. Peço a sua opinião para o seguinte dilema: tendo em vista uma maior eficiência e rentabilidade na utilização do espaço, e também como forma de minimizar o risco de investimento, devo apostar em 2 ou 3 culturas? Quantos hectares devo dedicar a cada uma delas? E para as culturas escolhidas devo apostar em 1 só espécie de planta ou em 2 espécies com períodos de maturação diferente (quais?)?
Se fosse o Sr. José Martino, com base na sua experiência, o que faria??
Antecipadamente agradecido."

Comentários:
1 - Na minha opinião tendo em causa a superfície total de exploração indicada e partindo do principio que o terreno tem aptidão de solo e clima para as atividades, deve optar por 2 culturas: 4 hectares de kiwis e 2 hectares de mirtilos. Desta forma com uma pessoa a trabalhar a tempo inteiro conseguiria realizar todas as operações culturais exceto a poda de inverno e a colheita, operações estas que realizaria recorrendo a mão de obra sazonal.

2 - Creio que me pergunta, para as culturas que indiquei, se deve optar por uma ou mais variedades. Nos kiwis optaria pela variedade Hayward e nos mirtilos colocaria as variedades duke (precoce) e aurora (tardia). Na minha opinião deve tornar-se acionista da Bfruit e por isso, deve consultar esta organização de comercialização antes de fazer os investimentos (geral@bfruit.pt).

3 - Para esclarecer pormenores dos seus projetos recomendo que marque uma consulta com a Eng, Sónia Moreira da Espaço Visual (917075852).

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Mirtilos e framboesas

F. S. escreveu:

"Boa tarde Eng.José Martino Antes de mais deixe-me felicitá-lo pelo seu blog. Sou uma jovem de 30 anos e tenho um terreno com 7 ha tratores e alfaias em Torres Vedras,no qual pretendia explorar eventualmente mirtilos ou framboesas. Gostaria de solicitar a sua opinião nos seguintes pontos: -Este tipo será viável para o terreno em questão? -Qual o custo deste tipo de plantação? -Em termos de investimento há alguns tipos de apoiosem que possa concorrer? -Onde posso informar-me para iniciar um projeto destes? -Em Portugal qual o sitio que posso vender o produto? Cumprimentos"

Comentários:
1 - Os mirtilos e framboesas podem ser cultivados em Torres Vedras. O seu terreno deverá ser visitado e auditado por um técnico especialista nestas atividades para avaliar a sua aptidão em relação aos respetivos solo e clima.

2 - Os custos de investimento são muito variáveis podem oscilar entre os 50 000 euros a 100 00 euros por hectare.

3 - Como jovem agricultora em 1.ª instalação pode obter incentivos não reembolsáveis até 60% do valor do investimento.

4 - Pode obter informações sobre investimentos na agricultura e apoios do PDR 2020 junto da Espaço Visual, marque uma consulta junto da Eng. Sónia Moreira (sonia.moreira@espaco-visual.pt; 917075852). 

5 - Pode comercializar os mirtilos e framboesas sendo acionista da Bfruit (www.bfruit.pt )

Algarve: culturas agrícolas com interesse?


L. N. escreveu:
 
"Boa Tarde Eng.Martino,

Tenho uma Dúvida, na qual não encontro resposta, ou talvez não esteja a procurar bem.

Sou trabalhador por conta de outrém, posso participar no Proder?

A minha intenção era Criação de gado Bovino.

Criação de Gado, entra no Proder ? ou é só mesmo Agricultura?

Sou da Zona do Algarve, e aqui já existe muito cultivação de frutos vermelhos, framboesas e mirtilos. Se fosse para a Agricultura, não sei que mais poderia plantar sem ser esses frutos.

Aguardo sua opinião,

Melhores Cumprimentos"
 
Comentários:
1 - Pode candidatar-se às ajudas ao investimento previstas no PDR 2020 independentemente de trabalhar a tempo inteiro na agricultura. Assim sendo pode obter as ajudas mesmo trabalhando para terceiros.
 
2 - A pecuária também é elegível no PDR 2020, embora só estejam previstos apoios para aquisição de animais reprodutores no âmbito das ajudas à 1.ª instalação dos jovens agricultores.
 
3 - Na região do Algarve que possui clima ameno dá-lhe múltiplas opções para culturas agrícolas pela precocidade das suas produções: hortícolas, abacate, maracujá, etc. 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Ajudas à 1.ª instalação de jovens agricultores pdr 2020

I. S. escreveu:
"Bom Dia
Estou a ponderar em investir na apicultura, e tenho a duvida de quando é que abre os fundos do PRODER para os jovens agricultores. Se me poder esclarecer ficaria desde já muito agradecido pois tenho uma admiração pelo seu trabalho no blog.
Atenciosamente"


Comentários:
1 - O Proder foi o programa de apoio cujas candidaturas terminaram este ano.

2 - As ajudas que vigoram neste momento são as previstas no PDR 2104-2020.

3 - O regime de ajudas para a 1.ª instalação dos jovens agricultores segundo informações políticas recentes que indicam a sua abertura durante este mês de dezembro de 2014.

4 - Na minha perspetiva deveria abrir quando tivessem devidamente testado o formulário informático, elaborado e testado o programa de análise e o regime de contratação, mesmo que tal tivesse de ocorrer alguns meses mais tarde.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Que género de produção aconselha?

F. B. disse:
"Bom dia Eng. Martino,

Tenho seguido o seu Blog e desde já o felicito pela iniciativa.

Vivo na Zona de Aveiro ( Vale de Cambra) e tenho andado a pesquisar sobre agricultura, pois é uma área à qual tenho raízes e pela qual me interesso. gostava de apostar na área. Que género de produção aconselha?

A Physalis é um fruto que se pode adaptar a esta região?

Obrigada"
 
Comentários:
1 - Aconselho a atividade agrícola para a qual possa ter vocação, tenha pelo menos um operador comercial para valorizar e capital para fazer face ao investimento e custos de exploração até equilibrar a tesouraria.
 
2 - A physalis pode-se adaptar a essa região se tiver um microclima sem geadas de inverno ou pelo menos as 1.ª geadas de outono sejam tardias. O solo deve ser bem drenado.
 
3 - Potencialmente pode cultivar em Vale de Cambra: kiwis, kiwis arguta, vinha, hortícolas no modo de produção biológico, pequenos frutos, bovinos de carne de raças autóctones, porcos bísaros, etc.  

domingo, 7 de dezembro de 2014

Neste momento temos dúvidas que nos estão a dificultar a decisão

P. C. escreveu:

"Caro Eng.º José Martino, 

A nível familiar possuímos uma exploração leiteira nos Açores. 

Com o fim das cotas, crescente controlo por parte das fabricas e flutuação dos preços dos factores de produção a venda de leite tem sido cada vez menos rentável. pensamos então em valorizar o produto através da transformação em Queijo de vaca.

A ideia é criar uma queijaria artesanal para produção de queijo curado (4 semanas de cura) de pasta semi-mole tentando desta forma entrar no mercado dos produtos artesanais com qualidade.

a ideia seria tender para a transformação de ....lt diários (... kg de queijo)

 Produto de referencia - queijo Senras.

Locais de venda - mercearias finas, lojas gourmet, lojas tradicionais

Neste momento temos algumas duvidas que nos estão a dificultar a decisão:

1 - quantificar o mercado Português para este tipo de produto. fazer um estudo de mercado? quem o poderá fazer? custos envolvidos?

2 - forma de entrar no mercado no continente português - há distribuidores específicos para este tipo de lojas? ha distribuidores para este tipo de produtos? conhece alguns?

3 - como apurar/afinar/acertar o sabor do queijo?

4 - qual a sua opinião acerca da ideia geral?

Agradecendo desde já os esclarecimentos, 

Cumprimentos"
 
Comentários:
1 - A fileira do leite atravessa um momento instável o qual gera alguma apreensão quanto ao seu futuro. Na minha opinião quem dominar os pormenores da atividade no que diz respeito a custos e valorização do leite produzido, irá ter sucesso. Identifiquem muito bem os aspetos da produção que dependem da vossa ação e trabalhem-nos com rigor e determinação e não se preocupem com todos os outros que estão fora da vossa capacidade de influência. Conheço um produtor de leite que o partica com sucesso.   
 
2 - A verticalização da atividade parece-me uma estratégia muito interessante e de futuro se tiverem capacidade e competências empresariais e de gestão para abarcarem simultaneamente a produção e a industrialização do leite.
 
3 - Recomendo que façam vocês mesmos os contatos para o estudo de mercado no Continente. O orçamento deverá prever o vosso trabalho durante 2 a 3 meses, custos de deslocação, estadia, etc.

4 - Através destes contatos irá certamente conseguir saber qual a melhor estratégia para entrar no mercado e os melhores parceiros para o efeito.

5 - Terão que fazer provas do processo de produção, tipo de produtos, logística, etc.

6 - A ideia geral é excelente desde que acreditem que podem ter sucesso e trabalhem para obtê-lo. P. f. elaborem um plano de negócios mesmo que sumário e avaliem o orçamento necessário e a rentabilidade esperada.  

Terá alguma ideia para nos lançar?


Rui A. escreveu:
 
"Boa tarde Eng.º José Martino,

Tendo efetuado várias pesquisar sobre a temática mencionada no assunto, resolvi entrar em contato consigo pela mais-valia do seu blog.

A questão fundamental é, que exploração agrícola poderá ser rentável nos próximos anos ao abrigo do novo PDR 2020? Somos dois jovens licenciados, recém desempregados e estamos à procura de algo que nos possa servir de alavanca para um futuro melhor. Terá alguma ideia para nos lançar? Algo com mercado de escoamento? Possuímos terreno com cerca de 2 a 3 hectares na zona da Tocha.

Agradeço desde já a sua disponibilidade e ajuda.

Cumprimentos."
 
Comentários:
1 - A rentabilidade dos investimentos nas atividades agrícolas não pode estar depende das ajudas públicas ao investimento porque se tratam de ajudas/comparticipações de apoio ao investimento que não cobrem a totalidade das suas necessidades financeiras.
 
2 - A ideia que vos lanço é a que está repetida até à exaustão neste blogue: descubram a vossa vocação dentro das múltiplas atividades que podem dedicar-se na agricultura. Por exemplo: gostam de atividades desenvolvidas em espaço fechados, limitados, exigentes no controlo diário dos pormenores e na gestão de equipas alargadas de colaboradores? Ou pelo contrário vive mais feliz com atividades ao ar livre, extensivas, que implicam equipas reduzidas de colaboradores? Têm vocação para encarregados/chefes de exploração com vocação para trabalho manual em pichelaria, eletricidade, eletrónica, tratores/máquinas e equipamentos, aplicação de produtos fitofarmacêuticos, etc.?
 
3 - Como descobrir a sua vocação? Pesquisa na internet, visitas de estudo em Portugal e sobretudo no estrangeiro,, contato com agricultores/empresários agrícolas/técnicos/dirigentes associativos, workshops, estágios formativos, estágios em explorações agrícolas, formação profissional. Elabore um documento com os seus pontos fortes e pontos fracos. Pense que a agricultura é uma atividade para toda a vida. É uma espécie de casamento/vida em comum. É fácil entrar na agricultura mas a saída é muito dolorosa quando não se tem sucesso.
 
4 - Para os 2 a 3 hectares terá que pensar em culturas muito intensivas,  quer na sua produção, quer nos montantes de fundos financeiros. Marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) porque ela pode ajudá-lo com pormenores sobre atividades.       

Acha viável esta ideia ou será melhor continuar a refletir e reorganizar todo o projeto?

Ricardo Silva escreveu:
"Boa noite Eng. José Martino,

desde já envio-lhe as maiores felicitações pelo seu blog que me vai "tirando" da escuridão relativamente às opções que os jovens agricultores poderão ter.

Vivo numa zona com bastante atividade agrícola (Trofa) e ao deslocar-me para um dos meus locais de trabalho faço-o por outras zonas agrícolas (Vairão, Macieira da Maia, Tougues) que me despertaram a vontade e a convição de que podemos viver e não apenas sobreviver da atividade agrícola.

No ínicio várias pessoas aconselharam-me a produção de cogumelos shiitake em tronco e estava mesmo convencido de que seria essa a cultura escolhida. No entanto, após ler vários posts no seu blog comecei a pesquisar e a tentar saber quais os canais de escoamento do produto e verifico que existem já várias pessoas que estão com muitas dificuldades em o fazer, além de que se encontram nas plataformas de imp./exp. vários produtores de outros países a oferecer esse mesmo produto, pelo não será nada fácil a venda interna ou a exportação (quer pela procura quer pela quantidade a produzir).

"Neste momento estou a pensar seguir pelos pequenos frutos, estando com dúvidas entre os morangos e os mirtilos-framboesas-amoras. Estou a pensar alugar entre 1 a 1,5ha e com o desenvolvimento e crescimento da atividade ir aumentando a área de exploração e podendo até um dia conseguir chegar à produção hidropónica, se conseguir gerar receitas que o permitam.

A ideia será também aos poucos deixar a minha atividade atual (professor) e dedicar-me a 100% à agricultura, sendo que nos primeiros 2 anos seria suficiente a nível monetário conseguir retirar perto de 1.000€/mês como remuneração mensal.

Para conseguir sustentar financeiramente todo este projeto profissional estava a pensar em crédito bancário + apoios do PDR 2020 para instalação jovem agricultor e ajudas ao investimento + sócios/business angels + crowdfunding

Acha viável esta ideia ou será melhor continuar a refletir e reorganizar todo o projeto?

Desde já o meu muito obrigado.

Melhores cumprimentos,"

Comentários:
1  - Estou de acordo consigo, a agricultura de mercado é uma atividade económica que se for devidamente gerida e liderada será rentável, dará dinheiro para além de pagar todos os custos incluindo a mão de obra alheia e própria e o capital investido.

2 - Os cogumelos são um excelente negócio para quem tiver vocação para os produzir. Há imensas oportunidades com espécies e variedades de cogumelos nativos no extremo oriente. Há falta destes cogumelos no mercado europeu. É necessário conhece-los e experimentar como a respetiva produção funciona.

3 -  ODess pequenos frutos são uma excelente oportunidade de negócio para quem tiver vocação e consiga criar condições para os explorar devidamente.

4 - Defendo que deva arrendar um terreno que tenha a superfície mínima de 8-10 hectares e que comece com a superfície de 2 a 4 hectares.

5 - As framboesas devem ser cultivadas em hidroponia para baixar o risco de perda de partes significativas da plantação por ataques de fungos de solo.

6 - A tecnologia de produção dos morangos, assim como todos os aspetos de gestão e logística da produção devem estar devidamente dominados, pois trata-se de uma cultura que tem uma margem bruta apertada.

7 - Terá que estruturar financeiramente o projeto para conseguir gerar, desde o seu arranque, fundos financeiros que lhe permitam retirar os mil euros por mês de salário. Nos primeiros anos o seu salário terá que ser suportado pelo orçamento do investimento porque só ao fim de alguns anos é que conseguirá equilibrar a tesouraria da sua empresa, isto é, o dinheiro das vendas das produções será em montante superior aos custos que representam saídas de dinheiro.

8 - Deve decidir a dimensão do projeto pois é a forma de o tornar atrativo para quem o vá financiar, desde os seus fundos próprios, crédito bancário e sócios. Procure avaliar quais são os seus pontos fortes e mais valias, quer para os bancos, quer para os eventuais sócios. Todos querem riscos baixos, eliminação de condições que possam trazer problemas à atividade e quando estes apareçam  pretendem que sejam solucionados o mais rapidamente possível e consequentemente, sucesso financeiro. O que tem para oferecer, capacidade de comandar "tropas/equipas de colheita", competência para gerir pormenores, espirito de sofrimento/resiliência para as horas difíceis quando tudo corre mal, etc.?

9 -  Vá aos pormenores e não se fique por ideias comuns e por isso, acho viável a ideia se continuar a refletir, recolher informação por visitas/estágios/workshops/...., tratar essa informação transformando-a em conhecimento escrevendo um documento que é o seu plano estratégico de desenvolvimento do projeto.

10 - Votos do maior sucesso para o seu projeto!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Tenho um milhão de dúvidas, mas tenho de começar por algum lado e este blog já me ajudou imenso,

Nuno Figueiredo disse:
"Boa tarde,
Antes de mais peço desculpa pela insistência, mas gostava mesmo de ter algum feedback da sua parte, visto que tenho lido todo o seu blog com atenção e ajuda que dá é inestimável.
Repetindo o que já tinha dito num email anterior:
Estou a pensar seriamente em começar um negócio relacionado com a produção e comercialização de produtos agrícolas, nomeadamente a produção de mirtilos e/ou framboesas, devido ao facto de ser na zona do Minho e me terem dito que era uma zona propícia.
Antes de mais devo dizer que sou praticamente um ignorante no que à agricultura diz respeito. Sempre tive fascínio pela plantação de alguns frutos (os meus avós tinham limoeiros, macieiras, nespereiras, morangos,etc mas sempre apenas para consumo) e sempre foi um "sonho" meu poder ter uma pequena "quinta" onde pudesse dar expressão a este gosto. Claro que isto no "mundo real" não é só querer e ao pensar em algo do género teria que ser sustentável, nomeadamente através da comercialização dos produtos.
Para não me alongar muito mais, as minhas principais dúvidas são:
- Que tipo de culturas e/ou frutos são mais aconselhados para esta zona?
- Em termos de investimento, há algum tipo de apoios a que possa concorrer (tenho 29 anos, e estou de momento empregado noutro ramo que nada tem a ver com este)
- Onde posso buscar mais informação sobre como iniciar um projecto destes? Nas camaras municipais? Nas associações agrícolas da zona?
Tenho um milhão de dúvidas, mas tenho de começar por algum lado e este blog já me ajudou imenso, gostaria de saber se tem disponibilidade para responder a estas e eventualmente a mais 3 ou 4 questões de seguimento às respostas que possa dar.
Agradeço desde já o contributo que tem dado para o sector e para informar pessoas que, como eu, estão a começar.
Caso não tenha disponibilidade para responder, agradecia o contacto de alguém dentro da Espaço Visual que pudesse contactar para mais esclarecimentos.
Melhores cumprimentos,"

Comentários:
1 - Não é possível responder às centenas de e-mails e comentários que me colocam os leitores deste blogue até porque a maioria deles não reúnem as condições para obterem resposta porque não indicam endereço de e-mail e número de telemóvel do interessado.

3 - Sempre que possível respondo através  deste blogue porque uma mesma resposta serve milhares de outros interessados nos temas da agricultura.

4 - Creio que as questões colocadas podem ter resposta em muitos posts deste blogue. No Minho pode cultivar kiwis, mirtilos, maracujás, groselhas, etc. depende da localização concreta do seu terreno, do seu microclima, dos seus solos, etc.

5 - O ponto chave sobre a atividade que deve abraçar e investir deve ter por base a sua vocação pessoal e o seu perfil concreto como empreendedor, pois na agricultura só custam realmente os primeiros dez anos.

6 - Pode usufruir das ajudas para 1.ª instalação como jovem agricultor. Para saber de todos estes pormenores sobre ajudas e atividades marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).

7 - A sustentabilidade dos projetos advém do perfil do empreendedor e tiver oportunidade para obter os capitais mínimos necessários para fazer face às necessidades financeiras do investimento (elegíveis e não elegíveis) e custos de exploração até equilibrar a tesouraria com as produções da exploração (capital do próprio ou família + crédito bancário + apoios públicos do PDR 2020 + sócios/business angels).

8 - Pessoalmente gosto da cultura do mirtilo. Na realidade pode ser muito interessante a cultura da framboesa se tiver perfil para "comandar tropas" na colheita deste fruto. A comercialização destes frutos pode ser assegurada pela Bfruit caso seja um produtor que faz os investimentos bem estruturados do ponto de vista técnico e de gestão, é organizado, disciplinado, que faz a operação certa na hora certa.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

É apenas um alerta! Por favor informe.


Nelson Valente escreveu:
 
"Sr eng. Martino, gostaria que divulgasse  seguinte preocupação de quem conhece quem teve projetos aprovados e depois falharam...e há muita gente com a corda na garganta...

Pessoalmente não concordo com este tipo de incentivos ao empreendedorismo, ou pelo menos sem  o enquadramento ( dinheiro suficiente, apoio de tesouraria, etc.) Uma pessoa iniciou o projecto, foi aprovado, mas o dinheiro não vinha do iefp..., demorava, respondiam, "sim, estamos a analisar..." "Em breve"...

O projeto tinha que começar... Obras, e rendas e máquinas, avançaram porque não tinham emprego e o senhorio não ía esperar....! O dinheiro lá foi vindo as pinguinhas....mas o apoio de tesouraria foi-se. Abanca?! Para quem tem dinheiro e muito! A crise... Chegou negócio fraco, empregados desmotivados...ou com aquela estratégia de fazer tudo para voltarem ao centro de emprego e ganharem por fora mais. Tiveram que entregar ao Senhorio porque já não dava para a renda. Por um ano! Ficaram com dívida fiscal , casa penhorada, posta a venda, pelas finanças, com fiadores na reforma...?!  Os país e sogros, respectivamente, filhos pequenos, e sem trabalho!

Por isso só quem tenha muito apoio de tesouraria.

Era preferível como na suíça : paga o estado algo pelo o que produziu. E ainda pode vender a quem quiser. Não há tanto risco.

É muito triste ver pessoas ( e são milhares) a não terem mais nada, separarem-se de quem amam e as vezes suicidarem-se!

É apenas um alerta! Por favor informe.

Cumprimentos."
 
Comentários:
1 - Agradeço ao leitor Nelson Valente o texto que escreveu, pois este descreve de forma real o drama resultante de fazer investimentos sem montante adequado de capitais próprios (pelo menos 20% do valor do investimento total (elegível no PDR + não elegível no PDR (ex: IVA) + fundo de maneio necessário até se atingir o equilíbrio da tesouraria), tendo por base que o proponente conseguiu a aprovação do apoio do ProDer/Pdr 2020 e crédito bancário.
 
2 - Para ultrapassar as limitações de capital podem os jovens agricultores fazer uma sociedade por quotas com um business angel (BA), este pode deter até 49,99% do capital da empresa e o jovem os restantes 50,01%. Nestas condições a sociedade por quotas tem condições de elegibilidade para obter as ajudas de 1.ª instalação de um jovem agricultor (prémio + incentivo ao investimento).
 
3 - BA é um empresário que possui experiência em negócios/empresas, tem feeling para avaliar pessoas e negócios, sabe geri-los e tem capital para colocar na empresa e pelo seu curriculum e eventual aval tem acesso a crédito bancário.    
 
4 - Neste momento estou disponível para ser BA e entrar em parcerias com jovens agricultores em projetos que tenham potencial de negócio, jovens que sejam sérios, organizados, disciplinados, não precisam ter experiência na atividade, mas não prescindo do perfil adequado em empreendedorismo ( jovem habituado a "levar a carta a garcia" ou seja por mais complicado que seja o processo não desiste de alcançar o sucesso, mesmo que para tal tenha que pedalar por mais alguns anos até o conseguir). Além destas caraterísticas devem possuir acesso à terra e projeto elaborado/investido/ a explorar. Quem estiver interessado na análise da sua candidatura para minha entrada através de uma empresa especializada, sendo eu parceiro/sócio no negócio agrícola, para tal deve enviar e-mail para formalizar o pedido junto da Dra. Sofia Freitas: sofia.freitas@rurisocieta.pt.
 
5 - Quem fez ou vai fazer investimento e pretende que a exploração seja realizada por uma empresa especializada na matéria pode contatar a Landman Lda, através do Eng. Pedro Bragança (pbraganca@landman.pt). Nesta modalidade o jovem agricultor/empresário agrícola não tem que se preocupar com a exploração porque um operador especializado irá ser remunerado para assumir esta parte. Esta empresa já cuida de umas largas dezenas de hectares de explorações agrícolas em diversas atividades. A Landaman entra na exploração após a conclusão do investimento. desta forma a Landman  resolve os casos dramáticos que jovens empresários agrícolas podem estar a viver, casos semelhantes aos indicados pelo Nelson Valente.