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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Resposta a dúvidas (cont.)

Anónimo disse...
Boa tarde, Para a instalação de um novo olival continua a existir apoios para a instalação do jovem agricultor? Qual o mínimo de hectares necessários para que protejo tenha viabilidade? Obrigado 

Comentário:
Depende do investimento. 20/25 ha.
Obs: as dúvidas anónimas, regra geral, não são respondidas. insistimos na identificação.

Ricardo Oliveira disse...
Boa Tarde sr. Engº José Martino. Quero desde já dar-lhe os parabéns por este excelente blogue que é sempre uma ajuda indispensável para todos os interessados na agricultura! Eu sou jovem, tenho 18 anos, da região de Valongo e gostava de saber se era rentável iniciar um projeto agrícola num terreno alugado visto que não possuo terrenos. Se sim, quais eram os tipos de culturas que recomendaria como sendo mais rentáveis? Eu já pensei em hortícolas e em morangos, ambos em estufa, mas não sei bem se seria melhor em modo convencional ou em modo biológico. Se não for muito incómodo, que cursos recomendaria eu tirar, pois estou no 12º ano no curso de Ciências e Tecnologias, mas como as minhas notas não são muito favoráveis a matemática, eu estava a pensar em tirar o curso de Técnico de Produção Agrária da escola Profissional Agrícola Conde de São Bento em Santo Tirso, que dá equivalência ao 12º ano. Gostava de saber qual era a sua opinião sobre este curso.

Comentário:
As terras devem ser arrendadas.
Os tipos de cultura e modos de produção dependem de várias premissas, nomeadamente ter comercialização assegurada, ter fundo de maneio e capitais próprios.~
Quanto aos cursos, eles dependem de uma simples equação formação versus empregabilidade. Neste caso, avanço com as seguintes sugestões: carta de tractorista, manobrador de empilhadores, aplicador de produtos fitofarmacêuticos, etc... Deve procurar estagiar numa exploração agrícola moderna e eficaz. A Espaço Visual (www.espaco-visual.pt) pode ajudá-lo nesta área.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Resposta a dúvidas

Paulo Sousa disse...
Boa tarde Sr. Eng. Desde já, os meus parabéns pelo seu blog que é, com certeza, um serviço que presta gratuitamente à população em geral.
A minha questão é a seguinte: Depois de ler alguns dos seus comentários, concluo (penso) que a cultura de cogumelos Shiitake poderá estar em risco para o produtor, uma vez que se começa a notar algum excesso de produto no mercado.
Porém, a minha ideia seria: com mais dois colegas iniciar a produção de cogumelos em troncos de madeira na zona de Vila do Conde. Iremos estudar as hipóteses, mas neste momento, temos a possibilidade de arrendar um terreno que possui água e electricidade. Claro, que iremos tentar a candidatura a um projeto PRODER. Porém, para esta zona litoral, recomenda uma outra cultura em que se possa apostar? Este negócio será para part-time, inicialmente, mas quem sabe no futuro, apostar neste setor como atividade principal. Desde já agradeço a atenção e a sua disponibilidade.

Comentário:
As culturas a apostar têm de estar em linha com a comercialização que conseguir assegurar e com a sua vocação e perfil, mas sugiro-lhe a horticultura, a floricultura e os pequenos frutos.

Paulo Fernandes disse...
Vivo no conselho de Águeda. Boa tarde sr. Eng. Desde já quero felicítá-lo pelo excelente trabalho que o sr. faz, dando apoio a tanta gente que esta com duvidas. Eu já algum tempo, que vou lendo aqui os seus conselhos a tantas duvidas colocadas por imensas pessoas que estão a tentar ser agricultores. Agora vou também expor algumas dúvidas, espero que me possa ajudar.1- Eu queria concorrer a um projecto com apoio da PRODER. neste momento tenho varias parcelas de terreno. duas que estão juntas, são dois terrenos que fazem um L, estes tem aproximadamente 6000m. Tenho mais 3 com 1200m cada um.isto medidas aproximadas, estes 3 terrenos já estão distantes uns dos outros. 2- Estas áreas serão suficientes para concorrer a um projecto PRODER? 2- Ando farto de pesquisar, pensar, no que podia produzir. Pois esta é a minha grande duvida.

Comentário:
Era menos complexo se fosse 1 ha em apenas 2 parcelas. Projectos abaixo de 1 ha em terrenos fraccionados exigem uma eficaz avaliação para verificar da sua rentabilidade em termos dos investimentos necessários. Sugiro-lhe a procura de terrenos. Quanto às culturas a explorar, tem de ter em conta a aptidão dos solos, mas apostava no mirtilo.

João Ramos disse...
Boa noite, Antes de mais, gostaria de felicita-lo pelo excelente trabalho que tem efectuado e que tenho vindo acompanhar através da leitura do seu blog e pelo tempo que tem disponibilizado para responder aos leitores. Tenho 28 anos e estou a ponderar investir numa plantação de mirtilos em Viseu, onde possuo um terreno com 7000 m2, gostaria de saber que tipo de apoios/subsídios agrícolas teria possibilidade de obter para este investimento. Muito obrigado!

Comentário:
Os apoios a que se deve candidatar têm a ver com o projecto de instalação de jovem agricultor (pequeno investimento). A análise do seu caso obriga a uma avaliação em concreto para aferir do investimento vs. rentabilidade. Sugiro-lhe que envie email para dep.comercial@espaco-visual.pt ou através do 224509047

Bruno Braga disse...
Boa noite, gostaria de saber se só se tem direito ao reembolso do iva se for empresa. Caso seja em nome individual também se tem direito? Obrigado em Financiamento do IVA de investimentos na agricultura.

Comentário:
Tem de estar inscrito nas Finanças no regime de IVA em que tal seja possível.

Carlos Oliveira disse...
Boa tarde, Em primeiro lugar, felicitá-lo pelos seus esclarecimentos, tanto no seu blog, como na sessão de Évora que tive o prazer de assistir. A minha questão relaciona com a compra/aquisição de terra agrícola para exploração. Que valores médios se praticam por ha no Alentejo, que programas de incentivo à compra existem e o PDR elege despesas desta natureza? Obrigado e bem haja. Cumprimentos, 

Comentário:
Sugiro-lhe que contacte o responsável da Espaço Visual em Beja, Benjamim Machado (924433183 ou benjamim.machado@espaco-visual.pt)

Celeste Ferreira disse...
O meu nome é Celeste. Pretendo seguir com um projeto ProDer para o maracujá, mas pretendo saber valores de mercado/produtor em Portugal(média), que não encontro e ainda qual o valor que é financiado peloProDer para jovem agricultor. Obrigada. 

Comentário:
Apoios: 50% para regiões favorecidas; 60% para regiões desfavorecidas. Pode procurar no Google a listagem das zonas que são consideradas favorecidas e desfavorecidas, para efeitos de apoios do ProDer.


terça-feira, 27 de maio de 2014

Uma política agrícola de nova geração

José Martino 
(engenheiro agrónomo)
josemartino.blogspot.pt


O “politiquês” regenera-se a cada eleição. O problema é que nunca é pelos melhores motivos. As propostas políticas agora, invariavelmente trazem à frente o 2.0 ou 4.0, para passar a mensagem de um sistema operativo avançado.
Na verdade, é mais uma mistificação retórica, mera propaganda para enganar os incautos. É sempre a velha política a mandar. Nunca me subordinarei a este estado de coisas. Quero uma política de nova geração alicerçada em novas ideias, na defesa dos superiores interesses de Portugal e da competitividade da sua economia.
Olhemos para a agricultura, o meu “core business”. Em 28 anos de ajudas públicas ao investimento, que resultados alcançamos? Se o critério for o do VAB (valor acrescentado bruto), a conclusão é que desperdiçamos décadas de apoios públicas e milhões de euros.
Na verdade, e segundo alguns documentos consultados, apenas em 2006, 2008 e no ano de 2012, crescemos em termos de VAB agrícola. É muito insuficiente. Temos de ser capazes de mais e de nos tornarmos mais eficazes. Temos de contribuir para o equilíbrio financeiro do país, resgates nunca mais.
Já aqui o tenho dito, é preciso alterar o sistema de ajudas públicas ao investimento. Este sistema tem de ser capaz de identificar e, consequentemente, apoiar, quem for competente, capaz de gerar riqueza e criar valor.
Isso só se consegue cumprindo estas três premissas essenciais: mais competências, mais competências e mais competências. Só depois virão, mais dimensão e mais economia de escala. O sistema de ajudas tem que ser capaz de identificar os agentes económicos que reúnem estas premissas, os fundos estruturais devem ser para aí canalizados.
As ajudas públicas ao investimento são alavancas determinantes para o nosso desenvolvimento económico e menor dependência do exterior, em prol de objetivos de políticas e não fins em si mesmo, o importante é gastar os fundos financeiros disponíveis, as verbas de Bruxelas. Mas o ponteiro indicador do caminho tem de vir da massa critica da opinião pública, construída a partir da informação disponibilizada pelo Ministério da Agricultura sobre o que acontece em Portugal e no mundo, alicerces  de uma liderança política que tome as opções mais correctas em prol dos superiores interesses dos portugueses.
Essas opções devem ter em conta uma análise sobre as fileiras com maior potencial, o conhecimento sobre os melhores mercados externos para os nossos produtos (a China, onde Cavaco esteve recentemente? outros mercados asiáticos? a Rússia), o conhecimento sobre o que estão a fazer os outros países, que estratégias estão a implementar no xadrez mundial.

artigo de opinião publicado no semanário "Vida Económica", em 23 de maio de 2014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Carta aberta a Paulo Portas


Há dias, ouvi V. Exª dizer aos jornalistas que “só falava de agricultura”. Intuí que tentou escapar a perguntas incómodas, mas espero estar enganado. V. Exª é uma espécie de paladino dos agricultores, pelo que não acredito que utilize a agricultura como escapatória para se furtar a falar de temas mais “quentes” mas certamente menos importantes para a economia.
Não subscrevo a crítica que alguns anos atrás um ex-ministro lhe fez de que “só falava de agricultura em campanha eleitoral”. A forma como, segundo veio a público, se bateu para o reforço de 500 milhões de euros de fundos comunitários para o desenvolvimento rural leva-me a crer que as suas palavras não são levadas pelo vento.
Contudo, o sector agrícola nacional necessita de opções políticas claras e que assumam rupturas com o “status quo”. Registo como positivo que a actual ministra da Agricultura evitou a devolução de dinheiro a Bruxelas e que tem junto das Finanças assumido o pagamento atempado das ajudas públicas ao investimento.
Mas é preciso inverter uma lógica que se baseia em dar dinheiro a todos. Temos de identificar as pessoas mais competentes ao nível do empreendedorismo e gestão, sobretudo aquelas que o são no seio dos agricultores, e privilegiar estes agentes para terem acesso às ajudas públicas ao investimento, produzindo de forma eficiente e eficaz, promovendo o incremento da dimensão por exploração ou agro indústria e caminhando para as economias de escala.
Temos um PIB agrícola abaixo dos 4%. Para alcançar os 10%, meta que julgo exequível nos próximos anos, é preciso tirar partido integral da superfície irrigável no Alqueva e explorar devidamente os demais regadios existentes ao longo do país. Por outro lado, é imperativo da independência económica de Portugal colocar a agricultura a gerar valor acrescentado.
A agricultura tem de ser olhada como um negócio e não como um hóbi ou mera actividade de lazer. Os empresários agrícolas, com perfil e vocação para assumir riscos, adquirir competências, dar valor acrescentado ao “made in” Portugal para entrar em novos mercados de exportação, na Ásia, na América Latina, etc,, devem ser apoiados e financiados.
O sistema de ajudas públicas ao investimento tem de ser mais eficaz. Tem de saber distinguir a “agricultura de mercado” da “agricultura de subsistência”, que não deve ser abandonada pelo Estado. Uma política agrícola de “nova geração” deve obedecer a uma estratégia de longo prazo, no mínimo duas legislaturas, com evidentes vantagens para a nossa competitividade agro-industrial.
Recentemente V. Exª disse que o Alqueva é a Auto-Europa da agricultura. Para que não fiquemos apenas pelo “soundbyte”, permita-me elencar algumas propostas para uma agricultura mais competitiva, agora que vai arrancar o PDR (Plano de Desenvolvimento Rural) 2014/2020: Valorizar o perfil empresarial e competência profissional do agricultor, no acesso à ajuda pública ao investimento; Privilegiar as economias de escala dos projectos candidatos aos apoios; Privilegiar o apoio a projectos que garantem a fixação do agregado familiar em zonas de desertificação; Cumprimento dos prazos de pagamento; Criação de um tipo “crédito habitação”, para apoiar a reestruturação fundiária das explorações.

artigo de opinião publicado na edição de hoje (26 de maio de 2014) do Jornal de Notícias.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Conferência JN "Fazemos Bem"


No próximo dia 5 de junho, vou ser orador na conferência promovida pelo JN. Estou convicto que com dedicação e com competência, é possível multiplicar as histórias de empresas de sucesso na agricultura portuguesa que o JN deu a conhecer nas últimas semanas. Para isso é preciso também apostar no conhecimento e na procura de estudar os bons exemplos cá dentro e lá fora. Nesse sentido, não me canso de tentar divulgar a minha experiência de várias décadas neste sector. A troca de informação e de experiências é fundamental para o sucesso.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O nosso exemplo




José Martino (engenheiro agrónomo)
josemartino.blogspot.pt

No próximo dia 5 de junho, na Exponor, vou ser orador na conferência do Jornal de Notícias subordinada ao tema "Fazemos Bem", dedicada ao sector primário, com a Agricultura em plano de destaque.
O JN é um importante jornal diário e, por isso, apraz-me registar este interesse editorial num sector de actividade que há alguns anos atrás não mereceria, certamente, tanto foco mediático.
Mas não é só o JN que está de parabéns. Este semanário importante jornal de referência no mundo económico, também tem dedicado amplo espaço à actividade agrícola, até, recentemente, pelo lançamento de um jornal digital sobre o assunto. Está, por isso, de parabéns também a Vida Económica. Cito estes dois casos particulares, por a eles estar directamente ligado. Mas poderia falar no facto do "mainstream" comunicacional olhar para a agricultura com outros olhos. Muito argumentam que é por causa de crise, que tem levado muita gente de regresso à terra. É um dado, sem dúvida. Mas quero também sublinhar outro aspecto: estão a aparecer no sector agrícola jovens agricultores e sobretudo investidores de outras áreas económicas que apostam em novas ferramentas: na escala, no conhecimento, na informação, na gestão, que lhes permite fazer a operação certa na hora certa, na dedicação e na capacidade para assumir riscos. Tudo isto conduz ao sucesso, ás exportações, ao aumento das economia de escala, ao acréscimo de valor acrescentados nas empresas.
É neste plano que me gosto de situar. É por isto que batalho todos os dias. Fazer chegar ao maior número de jovens agricultores as ferramentas que lhes permitirão desenvolver um empreendedorismo de sucesso: mais inovação, mais know-how, mais disponibilidade para ir ver aquilo que de melhor se faz lá fora e cá dentro. Portugal não está condenado a ser um país sempre na cauda do pelotão europeu. A agricultura pode dar o exemplo que podemos ser iguais ou melhores do que os melhores. Não me cansarei de dar o meu contributo para esse objectivo. 

artigo de opinião publicado na edição de hoje do jornal "Vida Económica"

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A realidade dos números


José Martino (engenheiro agrónomo)

Numa altura em que se prepara para arrancar o PDR 2014/2020, devemos reflectir sobre o que é e o que queremos da agricultura nacional. Não tenho a pretensão de ter verdades consolidadas sobre este tema, mas procuro, acima de tudo, estudar, investigar e expor as minhas ideias.
Não serei o único, mas não posso deixar de dizer que me causou algum espanto o facto de na minha investigação para elaborar este texto, praticamente não ter encontrado nenhuma reflexão com profundidade sobre o que queremos fazer da nossa agricultura para a próxima década.
Além do estudo base do PDR 2014-2020, encontrei números macroeconómicos, num estudo de um grande banco nacional, que são úteis e fornecem pistas, mas a abordagem mais teórica carece de ser produzida quanto ao futuro.Encontrei também uns números na base de dados do INE. O que sabemos é que o PIB agrícola, em 2011, foi de 3,48% e o VAB (valor acrescentado bruto) obteve um acréscimo de 9,6%, em 2013 (INE), inferior a Grécia e Espanha.
Sabemos também que a agricultura representava em 2011 6 mil milhões de euros (80% da produção primária), com 3,2 mil milhões para os frutos, as hortícolas, os cereais, o vinho e o azeite; 2,4 mil milhões para animais, leite e ovos.
Sabemos ainda que a dimensão média das explorações agrícolas, em Portugal, (12,7 ha) é substancialmente inferior à da Espanha (24,56 ha), e a produção agrícola per capita é inferior à da Grécia e à da Espanha; e o défice da balança comercial agrícola é de 3,8 mil milhões (+ 9% que em 2009).
O que fazer, então? Alavancar os negócios através da introdução de mais valor acrescentado. Isso só se consegue com uma série de premissas, que passam pela economia de escala (maiores SAU), mais valor na comercialização, através de mais inovação na produção dos produtos (formas de apresentação diferenciadas, nichos de mercado especializados, através da maior qualidade dos produtos e da certificação), incremento da produtividade sem diminuir a qualidade, através do maior domínio do processo de produção, fazer a operação certa na hora certa, evitar erros e corrigi-los de forma rápida e eficaz, através da aposta no conhecimento de gestão, técnico e científico, acesso à água (Alqueva e restantes regadios). Falta, ainda, quantificar os objectivos para melhorar o valor acrescentado bruto nas diversas fileiras.
Recentemente, o Dr. Licínio Pina, presidente do Conselho de Administração Executivo da Caixa Central do Crédito Agrícola, apontou um objectivo ambicioso, demonstrando enorme clarividência: o PIB agrícola deve atingir 10% do PIB nacional. A tutela do sector deve levar em linha de conta estas metas e agir em conformidade. Assim como, os líderes de opinião devem ter este tipo de ambição e estimular o sector para lutar por esta meta. O Dr. Lícinio Pina está a fazer bem a sua parte, eu tento também fazer a minha.

artigo de opinião publicado no jornal "Vida Económica", em 09 de maio de 2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Sessões de esclarecimento da EV sobre as diferenças ProDer/PDR mobilizaram dezenas de jovens agricultores

Este


Este fim de semana, a equipa da Espaço Visual (EV) (www.espaco-visual.pt), continuou as suas sessões de esclarecimento sobre as diferenças entre o ProDer e o PDR (2014/2020). Estivemos em Beja, Évora e, por fim, em Castelo Branco, como as fotos documentam.
Antes, como aqui demos conta, estivemos, no final de março, em Faro, Setúbal e Lisboa. E, em breve, vamos estar em Santarém, Leiria e Coimbra. As alterações introduzidas pelo novo quadro comunitário de apoio, no que à agricultura diz respeito, importam a todos aqueles que estão em vias de se instalar como jovens agricultores.
Julgo que estamos, por isso, a fazer verdadeiro serviço público. Quem se quiser candidatar às ajudas públicas no âmbito do PDR 2014/2020 tem de se informar sobre os procedimentos a adoptar para que o seu projecto seja bem sucedido.
Foi com satisfação que constatei o enorme interesse despertado por estas sessões de esclarecimento junto dos jovens agricultores e de todos os interessados em se lançarem num projecto agrícola. Estas sessões de esclarecimento abordaram ainda as temáticas da contabilidade e gestão agrícola, a cargo de Ricardo Gonçalves, chefe do departamento de contabilidade e gestão da Espaço Visual, a divulgação de um exemplo de sucesso nos Estados Unidos ao nível da produção do mirtilo, e a apresentação da Bfruit, organização de produtores de pequenos frutos, a cargo da Fernanda Machado, presidente do CA da Bfruit. Quero agradecer a todos os que puderam e quiseram estar presentes. E foram várias dezenas. Julgo que todos ficamos a aprender mais. Espero que as informações transmitidas aos jovens agricultores e a todos os interessados em se lançarem num projecto agrícola, tenham sido úteis. A troca de informações, de experiências, o debate em torno de dúvidas e preocupações é sempre clarificador e todos ficamos a ganhar. Estou sempre disponível para quem quiser aprender mais e trabalhar para ter sucesso. Aqui, no meu blog, no meu facebook (https://www.facebook.com/jose.martino.900), no site ou no facebook da Espaço Visual (https://www.facebook.com/EspacoVisualConsultores). Obrigado a todos!