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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

APOIOS PÚBLICOS AOS INVESTIMENTOS NAS EXPLORAÇÕES AGRÍCOLAS (ATÉ 31 MARÇO DE 2017 – 19H)

TIPO DE APOIO
O investimento máximo elegível, por beneficiário, é de 5 milhões €.
O apoio é atribuído sobre a forma de:
  • Subsídio não reembolsável (vulgo “subsídio”)....                                                                                                                                                                                                                                                     continuar a ler em  http://www.espaco-visual.pt/apoios-p%C3%BAblicos-aos-investimentos-nas-explora%C3%A7%C3%B5es-agr%C3%ADcolas-at%C3%A9-31-mar%C3%A7o-de-2017-%E2%80%93-19h

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

FLORESTA

A floresta portuguesa do continente ocupa 3,15 milhões de hectares em 2010 segundo o inventário florestal (35,4% do território continental), com a seguinte distribuição:

Espécie
     Área(ha)
Pinheiro bravo
714400
Eucalipto
811900
Sobreiro
736800
Azinheira
331200
Carvalho
67100
Pinheiro manso
175700
Castanheiro
41400
Folhosas diversas
177800
Resinosas diversas
73200
Outras espécies
24500
Total
3154000




É recomendável que a floresta suba a superfície onde há maior probabilidade de elevada produtividade potencial das plantas lenhosas para abastecer os clusters industriais.
Há que ter em conta que 18,7% das florestas do continente está integrada na rede de áreas protegidas e 23% da área de floresta nacional está incluída na Rede Natura 2000.
Em Portugal predominam 4 tipos de florestas:
1- Montado
2- Floresta plantada com espécies autóctones para a produção de madeira, pinheiro bravo
3 – Silvicultura intensiva, talhadia em rotações curtas, exóticas, exemplo, eucalipto ou espécies nativas como o castanheiro em talhadia
4 – Floresta de regeneração natural que muitas se inicia com o abandono da agricultura, passando a povoamentos mistos de pinheiro bravo, pinheiro manso e folhosas autóctones. Dentro destes espaços integram-se as áreas protegidas.

A distribuição por classes de uso no território continental:

Uso do solo
1995 (ha)
2005 (ha)
2010 (ha)
Variação base ano 2010 %)
Floresta
3305000
3211000
3154000
-4,8
Matos e pastag.
2539000
2720000
2853000
11,0
Agricultura
2407000
2205000
2114000
-13,9


A superfície florestal pode crescer ocupando superfícies de matos, as quais tenham potencial para crescimentos lenhosos elevados, invertendo o ciclo que se tem feito sentir desde 1995 (perda de 10 000 hectares por ano de floresta).

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domingo, 4 de dezembro de 2016

Limão

Os preços elevados do limão em 2016 devem-se há falta da produção de 300 000 toneladas em Espanha e Itália devido ao efeito da doença da Mancha Negra (ou Pinta Negra) face a 1 700 000 toneladas de consumo no mercado europeu. Por outro lado, o aumento dos preços no mercado foi acelerado porque houve o atraso de 1 mês na chegada do limão argentino.

Há plantações e produção em Portugal para abastecer o mercado nacional,... 

Continuar a ler em .... http://www.espaco-visual.pt/dicas 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Maracujá

"Bom dia Srº Eng. José Martino.

Venho mais uma vez pedir informações e os seus conselhos na minha preparação de jovem agricultor. Tenho submetido um projeto no PDR2020 para uma exploração de Maracujás. Com o objetivo de me tornar um jovem agricultor bem sucedido tenho participado em workshops, ações de formação, etc. e o que tenho vindo a reparar é que sempre que tento visitar uma exploração produtora de maracujás os proprietários não querem divulgar/partilhar o seu conhecimento. E por pena minha esta mentalidade fechada e retrograda  ainda existe no sector agrícola nacional. Interrogo assim se tem conhecimento de uma exploração na Zona Centro onde os proprietários estão disponíveis, dentro do seu tempo disponível claro, e tenham vontade em receber visitas e partilhar conhecimento com os jovens agricultores que tentam fazer vida na área.



Cumprimentos"

Comentários:
1 - Será que já fez o número elevado de tentativas para visitas que lhe teriam permitido encontrar alguns produtores de maracujá suficientemente evoluidos para partilhar a experiência?

2 - Já tentou obter contatos de produtores junto da empresa/OP que lhe vai fazer a comercialização?

3 - Nos eventos, ações de formação, etc. já explorou todos os potenciais contatos com outros produtores?

4 - Acredito que a dificuldade que está a sentir deve-se ao número de produtores ser baixo. 
 
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LIMÃO - UM NEGÓCIO COM POTENCIAL


A Frutoeste e a Espaço Visual promovem amanhã uma Sessão Pública sobre “A Organização dos Produtores na Fileira do Limão” com o objetivo de esclarecer os produtores de limão e os potenciais novos produtores acerca do estado da arte e o próximo futuro quer na produção, quer na comercialização e exportação.

Programa
Espaço Visual, Gondomar, 2016.12.03

9h30      Receção e boas vindas
               José Martino – Espaço Visual

9h45     A produção e a comercialização de limões.
               A mais-valia da Organização de Produtores “Frutoeste” 
               Domingos Santos - Frutoeste

10h15    Debate

11h30    Visita a uma plantação de limoeiros
                Vila do Conde

12h00    Fim do Evento

Dificuldades na helicicultura

"Bom dia Engº,
Há cerca de 3 anos iniciei com 2000m2 de estufas para criação de caracóis, o projecto foi financiado parcialmente pelo Proder.
Acontece que actualmente o preço de venda dos caracóis já desceu para 1/3 , ainda esta semana ofereceram 1€/kg, o que é impensável pois nem paga o trabalho da apanha,  dizem os vendedores que há excesso de criação daí os preços estarem assim.
Quando entreguei o projecto para aprovação, entre os vários documentos entreguei também um contrato de escoamento com uma empresa a 3.7€/kg e como uma garantia de produção de 8 ton/ano. Essa empresa que fez o contrato não aceita caracol há mais de um ano, bem como o máximo que consegui produzir foi 3 a 4 ton/ano.
Resumindo, não conseguimos vender a nossa produção total, e o que vendemos é a um preço muito baixo. Eu e o meu sócio temos de andar a pôr dinheiro pessoal para pagar o empréstimo, farinha, luz, etc.
O projecto foi de 5 anos, ainda faltam 2 anos. Há alguma forma de cancelarmos o projecto? deverei processar a empresa que nos passou o contrato de escoamento, visto que até foram esses que montaram as estufas,câmara, alevins, enfim tudo !
Peço aqui uma opinião/ajuda ao Engº José Martino.
Com os melhores cumprimentos,".

Comentários:
1 - Na helicicultura tem sucesso quem desenvolve o negócio na estratégia que eu denomino de "projeto de autor", o empresário é responsável pela produção e ao mesmo tempo pela distribuição, comercialização e valorização das suas produções, juntando outras atividades complementares, como sejam o fornecimento de fatores de produção para novos empreendedores, formação profissional, animação para o consumidor, etc.  

2 - Na minha opinião há lugar para a exploração de caracóis com a estratégia uma parte das explorações francesas implementam, produzir com custos muito baixos de instalação e exploração, produzir na época mais favorável, vender diretamente os caracóis para restaurantes e bares da região e a produção que não se consegue colocar em fresco, fazem na própria exploração, uma industrialização artesanal que vendem nas feiras regionais desde o outono até à primavera.

3 - Defendo que devem comercializar o que produzem, promover e participar em festivais de caracóis, vender à porta da exploração, organizar showcooking com caracóis, fazer contatos para exportarem diretamente, etc. tentando valorizar as Vossas produções de forma a compensar pelo incremento do preço, ganhando margem ao elo da cadeia seguinte (comercialização) o abaixamento da produtividade face ao indicado no projeto.

4 - Os primeiros anos nos negócios são mais difíceis que aquilo que conseguimos imaginar, acontece com quase todos os empreendedores aquilo que se passa convosco: ter de levar dinheiro todos os meses para fazer face aos custos operacionais e compromissos. São estes acontecimentos dramáticos que nos fazem empresários: passar da fase da busca de culpados para a construção de soluções, perceber onde pode estar realmente o negócio, onde se pode vir a ganhar dinheiro, o processo não é instantâneo, exige coragem, determimação, acreditar que se vai ter sucesso, fazer o esforço titânico de melhorar nos pormenores em cada dia que passa, vencer os pequenos erros continuando a tentar no dia seguinte, nunca desistir. Quem não sabe isto que estou a descrever é porque não é realmente um empresário, alguém que teve que fazer o seu próprio negócio com "sangue, suor e lágrimas".

5 - Cancelar o projeto? Processar a empresa que assumiu contratualmente a comercialização? Só posso dar conselhos com o conhecimento dos pormenores, o que obviamente não possuo. 

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Parecer sobre investimentos e a sua rentabilidade a curto e longo prazo.

Boa tarde sr Engº José Martino
Visito regularmente o seu blog e penso que o Sr é a pessoa certa para me esclarecer acerca de um projeto que gostaria de submeter.
Em 2015 submeti um projeto PDR2020 de cogumelos shiitake em troncos mas, por falta de viabilidade, (ou por erro do engº que o submeteu) veio indeferido em setembro 2016.
Agora estou muito confuso, pois gostaria de me lançar com outro projeto mas certamente que shiitake não será opção. Será que o cogumelo branco/paris é viável? Também é aliciante para mim a ideia de produzir mirtilo ou morango. Mas já há tantos produtores... Qualquer produção que eu faça terá de ser em estufa devido ao terreno ser pequeno - 3800m2.
Gostaria que me deixasse o seu parecer sobre estes investimentos e a sua rentabilidade a curto e longo prazo.

Comentários:
1 - Analise quem estando mais perto da sua exploraçao lhe pode valorizar as suas potenciais produções colocando-os no mercado.

2 - Verifique os "ossos de ofício" que cada uma dessas atividades gera e cruze-os com as caraterísticas do seu perfil pessoal de forma a encontrar a melhor atividade que esteja mais à vontade para enfrentar os problemas com maior probabilidade de sucesso.

3 - Instalar-se como jovem agricultor é um processo de elevada responsabilidade porque quem o faz está a assumir um compromisso de muito longo prazo, para mim, é um projeto quase para a vida porque para se recuperar o capital investido são precisos quatro a doze anos, conforme as atividades e o montente totala de investimento, e para ganhar dinheiro são precisos mais anos.

4 - O que falhou no seu processo para depois do esforço que fez para conhecer o negócio, estudá-lo, decidir apresentar o projeto ao PDR 2020, tomar a decisão de alterar a atividade? Acredito que muito tenha mudado nesta fileira para passados quase dois anos para justificar a sua confusão.

5 - Na minha opinião, além do trabalho indicado acima deve o terreno, solo e clima, ser analisado com precaução por um técnico agrícola competente porque me parece ter uma superfície disponivel muito exígua para gerar sustentabilidade económica financeira a médio longo prazo nas atividades agrícolas mais usuais.

6 - Parecer sobre investimentos:
a) Cogumelo branco/paris - sem interesse, exceto se o operador comercial for muito especializado que os consiga valorizar.
b) Mirtilos - área muito pequena (precisa de 1-3 hectares para iniciar a atividade) com grande interesse comercial sobretudo se o operador comercial tiver ponto de entrega a menos de 10 km.
c) Morangos - a superfície muito pequena para garantir rentabilidade a médio longo prazo, exceto se o operador comercial estiver próximo e conseguir valorizar bem o tipo de morangos a produzir.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Gostaria de saber se no meio de tanto caos há algo bom ou positivo?

"Olá boa tarde Sr. eng. José Martino. 

Estive a ler esta questão que foi lançada hoje no blog e fiquei muito preocupado, pois o meu projeto foi submetido em novembro de 2015 e está em análise há já mais de dois meses mas sem qualquer notícia, sei que está em Vila Real mas ainda não me sabem dizer quem o está a analizar. 

Em relação orçamental no caso do PDR2020-321-004 / 1º Período parece-me ser de 150000000, então pergunto se neste caso vai haver problemas de insuficiencia orçamental. 

Porque mesmo a viabilidade do projeto vai ser afetada caso não possa cultivar as terras até Março e por este andar. Tambem passados dois anos altura em que comecei a penssar no projeto ja mudou tanta coisa ja se perdeu tanto tempo, o que em certa forma era inovador começa a deixar de o ser. 

Gostaria de saber se no meio de tanto caos há algo bom ou positivo para manter a esperança e a coragem, porque a fé ja se perdeu com tanto esperar.

Muito obrigado"

Comentários:
1 - Infelizmente há milhares de jovens agricultores que se querem instalar e estão na sua situação, a qual descreve de forma clara no seu comentário.

2 - Pela data de submissão e pelo ritmo de análises certamente terá notícias sobre a análise do seu projeto, o mais tardar até janeiro de 2017.

3 - Este tempo de espera serve para validar orçamentos de execução nos seus valores e prazos de pagamento, ter mais formação e conhecimento sobre as atividades, seja por formação profissional formal, cursos, workshops, etc. seja por eventos informais como por exemplo, estágios, visitas de estudo, reuniões com empresários, etc. Um homem de  negócios da agricultura não perde o tempo nem a oportunidade para criar condições para começar o melhor possivel, dominando os pormenores 
que fazem a diferença para evitar problemas, produzir mais e ganhar mais dinheiro.

4 - Não é fácil ficar com a vida suspensa  durante tanto tempo, por uma decisão do Ministério da Agricultura, na verdade, infelizmente, é lamentável o que se está a passar, não tem havido capacidade para aprender por parte dos politicos e dos gestores do PDR 2020, tendo por base o histórico do lançamento dos muitos quadros de apoio anteriores (lamentalvelmente são recorrentes os mesmos erros no planeamento e lançamento dos QCA anteriores). Assim sendo, tem mais um factor de incremento do handicap do seu projeto, aumento das dificuldades do promotor, um dos muitos mais testes e problemas que terá de passar com sucesso para ganhar dinheiro com a agricultura.

5 - Não desanime, coragem! Tente fazer todos os dias o que está ao seu alcance para melhorar: consulte a evolução do seu processo na base de dados do PDR 2020, telefone ao técnico da DRAPN em Vila Real, escreva ao Sr. Ministro da Agricultura e ao Sr. Presidente da República, contate com jornalistas, entre em contato direto com os deputados da Assembleia da Republica eleitos pelo seu distrito.

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Os negócios da floresta

Potencialmente Portugal tem condições de solo, clima e alguma disponibilidade territorial, que permitem um desenvolvimento florestal competitivo devido a forte crescimento das árvores, fazendo com que a madeira e a cortiça das nossas florestas, sejam responsáveis pela criação, manutenção e utilização de uma importante riqueza, económica, social e ambiental, de elevado valor acrescentado. No entanto, muitos dos produtores florestais... 

continuar a ler em http://www.espaco-visual.pt/os-neg%C3%B3cios-da-floresta

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domingo, 27 de novembro de 2016

Maracujá Roxo

Boa tarde Eng.º Martino,



Após visualização do seu blog resolvi contactá-lo.
A questão é a seguinte:
Qual pensa ser a viabilidade do cultivo de maracujá roxo no algarve, nomeadamente na zona de Tavira e Castro Marim?
Será o clima e principalmente o solo dos mais indicados para este tipo de cultivo?

Comentários:
1 - O maracujá roxo é uma cultura com muito interesse para o Algarve porque nesta região há muito sol (precisa de 11 h) a planta desenvolve-se melhor com temperaturas à volta dos 25 ºC, baixa probabilidade de geadas, bem como poucos dias muito frios no inverno. Não suporta ventos frios e gelados. Há poucos dias com chuva o que facilita a polinização. A cultura deve ser protegido por tunel para produzir num largo período de tempo e com altas produtividades (acima das 15 t/ha).

2 - Os solos devem ser ferteis, ricos em matéria orgânica, bem drenados, com pH entre os 6 a 7,5. Deve prever água para rega da cultura.

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sábado, 26 de novembro de 2016

Até hoje o meu projeto ainda nao foi aprovado: qual o motivo da demora?

Boa tarde, senhor Eng. José Martino, 

Tenho andando a acompanhar o seu blog e a sua pagina do espaço visual e achei ambas muito interessantes.

Submeti uma candidatura de jovem agricultor em outubro 2015, sobre um projeto na area de avicultura, onde pretendo restruturar um aviario velho ja existente e construir outro, e no total ficar com dois aviarios. No mesmo projeto também existirá uma plantação de castanheiros. ~

Ate hoje o meu projeto ainda nao foi aprovado. Queria saber se ainda ha possibilidade de ser aprovado o projeto que emiti em 2015 e tambem queria saber o motivo desta demora. 

Aguardo uma sua resposta. 

Os meus cumprimentos"

Comentários:
1 -  Há um elevado número de candidaturas submetidas ás ajudas previstas no PDR 2020, muito acima do usual, foram criadas expetativas no sentido de todas as candidaturas serem apoiadas,  o que está a originar atrasos na sua análise e decisão, porque o Ministério da Agricultura não tem estrutura humana para responder no curto prazo à tal "onda de procura". 
NOTAS: 
a) o PDR 2020 é um programa de apoio aos agricultores muito pesado e burocrático, mas para além disto, ocorreu um fenómeno, repetiu-se a mesma idiossincrasia dos 6 quadros comunitários de apoio anteriores, como não foi dada formação prévia às empresas que elaboram projetos, os pormenores burocráticos próprios do PDR 2020 não foram acautelados e para serem corrigidos está a acarretar um "número extraordinário/astronómico" de actos administrativos, ao nível de pedidos de esclarecimento, audiências prévias e reclamações para a gestora do PDR 2020, porque a formação está a ser dada pelo "processo de tentativa e erro", o PDR levanta um problema, o promotor apresenta a solução, o processo vai-se repetindo ao longo do tempo até se sanarem todos os problemas subsquentes que venham a existir.
b) O PDR 2020/DRAP foi obrigado a integrar novos analistas que não tinham experiência, conhecimento e massa critica para serem eficientes e eficazes no processo (precisam de tempo para aprenderem).
  
2 - O próximo concurso de candidaturas decorrerá de forma mais célere porque há condições para serem ultrapassadas à partida e ao longo do processo, os constrangimentos indicados em 1.

3 - Recomendo que faça o controlo do estado do processo do seu projeto na página do PDR2020 e caso seja necessário que contate a Direção de Serviços dos Projetos pertencente à Direção Regional de Agricultura e Pescas que tutela a região da sua exploração agrícola e a Autoridade de Gestão do PDR 2020.

4 - Tendo em conta a data de submissão da candiatura, parece-me que deverá ter notícias nos próximos tempos.

5 - Há probabilidade de um elevado número de projetos serem aprovados mas não obterem apoios por insuficiente dotação orçamental do aviso ao qual apresentou candidatura. Neste casos estas candidturas transitarão para os 2 avisos seguintes, embora me pareça que o problema subsistirá, pois em cada destes avisos irão concorrer com novas canditaturas que terão valia global da operação (classificação dos projetos) mais elevados, continuando os orçamentos das ajudas a atribuir muito limitados face à procura.      

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Sessão Pública - Limão (03-Dez)


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A Frutoeste e a Espaço Visual promovem uma Sessão Pública sobre “A Organização dos Produtores na Fileira do Limão” com o objetivo de esclarecer os produtores de limão e os potenciais novos produtores acerca do estado da arte e o próximo futuro quer na produção, quer na comercialização e exportação.
Programa
Espaço Visual, Gondomar, 2016.12.03
9h30      Receção e boas vindas
José Martino – Espaço Visual
9h45      A produção e a comercialização de limões.
A mais-valia da Organização de Produtores “Frutoeste”
Domingos Santos - Frutoeste
10h15    Debate
11h30    Visita a uma plantação de limoeiros
                Vila do Conde
12h00    Fim do Evento
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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Devo ser empreendedor agrícola não dispondo de capital para investir?

"Boa noite! 
Partindo do principio que não disponho de capital para tal investimento, acha que seria acertado fazer um credito que me possibilitasse desenvolver o projecto com todos os custos a ele associados, a começar pela compra do terreno passando pela construção da própria estufa e aquisição de toda a maquinaria essencial que me permitisse trabalhar e obter produção?"

Comentários:
1 - Deve recorrer ao crédito bancário ou outro tipo se dispuser de 20% de capitais próprios face ao investimento total.

2 - Recomendo que não proceda à compra do terreno rústico por crédito bancário, pois na minha opinião deve tirar partido do arrendamento porque não lhe força a tesouraria sobretudo nos primeiros anos em que há maior probabilidade de ter mais facturas a pagar decorrentes de erros de aprendizagem, sendo mais avisado tirar partido desse crédito, eventualmente se tal for necessário, para apoiar a tesouraria.

3- Deve tirar partido do crédito se dominar minimamente a gestão operacional da cultura e tiver operador comercial credível que lhe valorize as produções, caso contrário, acho contraproducente dedicar-se ao empreendedorismo sem agrícola sob pena de trazer graves problemas financeiros para a sua vida pessoal e familiar.

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O que fazer na minha situação?

"Boa noite senhor José Martino, 

Eu chamo-me ..., sou estudante de Engenharia Agronómica na UTAD. Entrei em Engenharia ... na ..., mas entretanto mudei para Agronómica este ano. Eu desde sempre que tenho um gosto muito grande à terra e agricultura, mas estou um pouco apreensivo em relação ao meu futuro, pois a maior parte dos meus colegas já têm ligações a agricultura, inclusive terrenos e culturas que já vêm de trás, e eu não tenho agricultura na família, nem sequer terrenos... Será que estou no curso certo, ou que terei futuro nesta área, na minha situação? 
Estou a contactá-lo por ser uma referência nesta área, e talvez me tenha algo a dizer.
Fico a aguardar resposta. 
Agradeço desde já a sua disponibilidade."

Comentários:
1 - Como tem vocação para a agricultura, vá em frente, não fique apreensivo, estude afincadamente, estagie todos os anos aproveitando as férias, troque ideias com os seus professores, aproveite todas as oportunidades para falar com empresários agrícolas, frequente acções de formação profissional, crie uma rede de contatos, etc. O seu sucesso vai ser grande porque é capaz de o sonhar e irá trabalhar afincadamente para o conseguir.

2 - Estou certo que terá futuro risonho como engenheiro agrícola se dominar técnicamente os temas agrícolas, fazendo-o através do estudo e complementando-o com a reflexão sobre a realidade do campo e trabalho quer como operador, quer como técnico.

3 - Posso deixar-lhe uma pouco da minha experiência de vida como engenheiro agrónomo: 
- Estudei para saber os conceitos técnicos, dominá-los e saber relacioná-los;
- Tentei ser um especialista na cultura do kiwi, visitando a maioria dos produtores, falando com os técnicos, conhecendo a multiplicidade de variações das condições de plantação (solos, climas, diferentes técnicas de implantação e exploração, etc.), dando assistência técnica de campo a centenas de kiwicultores em Portugal e Espanha;
- Mais tarde abracei o segmento de projetos, gestão de investimentos, consultoria, etc. e o desenvolvimento rural, seja na animação das fileiras por visitas de estudo, workshops, semninários, etc.
- Procurei soluções tecnológicas no estrangeiro, ações de benchamarking, adaptações de tecnologias às agriculturas de Portugal.
- Mais recentemente visitei os principais países produtores de pequenos frutos sobretudo mirtilos com o objetivo de chegar às melhores tecnologias de produção a implementar em Portugal.
- Recentemente fiz um levantamento técnico económico da cultura do pistácio e das melhores tecnologias para otimizar o seu negócio de produção.
- Parto do princípio que há muitas culturas em Portugal que não têm especialistas e cada um de nós técnicos tem a oportunidade de encontrar uma delas a que pode estar ligado e ser incontornável.   

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O que me aconselha para rentabilizar a maquinaria?

"Queria submeter um projeto jovem agricultor, mas estou com algumas duvidas numa questão, o projeto vai ser de cerca de 16 ha de amendoal de floração tardia, cerca de 50 colmeias para poder fazer uma melhor polinização das amendoeiras, e cerca de 30 ovinos de raça autóctone, já possuo em nome de um familiar cerca de 10 ha de olival o qual me vai ser transferido para o p1 na altura da candidatura. A minha duvida é se será viável meter um trator com 120 cv com aparador de frutos mecânico no projeto, visto que no projeto também pretendo ser prestador de serviços para dar mais rentabilidade á maquinaria"

Comentários:
1 - Tendo em conta os objetivos que pretende ao adquirir o trator e equipamentos, prestação de serviços, recomendo que apresente candidatura junto do Grupo de Ação Local, ex- Leader, porque as ajudas ao investimento na agricultura só contemplam apoios para máquinas que operam dentro da exploração agrícola (parcelas colocadas na candidatura (parcelário de investimento)) sendo ilegal trabalhar com elas no exterior (se for detectada a infracção terá que devolver as ajudas com juros e pagar uma indemnização).

2 - Na minha opinião são demasiadas atividades, sendo duas delas de micro/pequena dimensão não tendo máxima critica para suportar os custos de aprendizagem, especialização e custos fixos das atividades:
- a apicultura requer além de conhecimento especializado, preparação dos enxames, na seja na dimensão de produção de mel, seja na polonização, este caso mais exigente em domínio de pormenores (não chega colocá-las no terreno é preciso fazer com que as abelhas procurem as flores da espécie a polonizar);
-  na produção de ovinos é preciso controlar o maneio dos animais, ter em conta que é preciso alimentá-los e cuidá-los todos os dias do ano, exigências estas que correm o risco de não serem compativeis e equilibradas com o que podem gerar, ao longo de um ano, os 30 ovinos.      

3- Defendo que uma exploração agrícola deve começar com uma atividade, no máximo duas, devido à exigência de especialização, dominio dos pormenores de mão de obra, conhecimento dos fertilizantes, fitofármacos, etc. mais ajustados, utilização das melhores metodologias de produção, formação e eficácia as equipas de trabalho, experiência e comeptência do empresário na gestão dos problemas, desafios, equipas, etc.  

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domingo, 20 de novembro de 2016

Cultura tomate em estufa

Boa noite Eng. José Martino. 

..estou emigrada na Bélgica vão fazer 9 anos. Pretendo agora desenvolver um projecto que consiste na criação de uma estufa de tomates cherry e tomate sweet grape. Mas o meu objectivo para desenvolver esta estufa seria seguir um padrão de construção de estufas com base no que utilizam os agricultores aqui na Bélgica. Este sistema favorece a produção de tomate por um período mais alargado, a proteção da plantação contra o maus tempo, evita o desperdício de agua, etc. Gostava que me dissesse se o projecto lhe parece exequível e rentável no que diz respeito a custo de investimento neste tipo de sistema de produção, se me favoreceria mais o arrendamento de um terreno ou se a compra de um, visto que seria necessária a construção de um armazém que me possibilitasse a organização de toda a produção como pesagem, embalamento, etc.

Comentários:
1 - Deve avançar com o projeto se tiver uma Organização de Produtores que lhe valorize as produções. Sugiro que contate a Calcoob, Oliveira do Bairro.

2 - O projeto parece-me exequivel se além do indicado em 1, tiver um chefe de exploração competente, experiente e capaz, tiver capital para implementar e explorar o projeto e se for capaz de liderar a equipa.

3 - Recomendo que arrende o terreno pelo período temporal minímo de 15 anos, caso não seja possivel, opte pela sua compra.  

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Algumas reflexões sobre o combate aos fogos florestais dos últimos anos

A prevenção é uma estratégia de combate aos incêndios florestais porque diminui o combustível em determinadas áreas estudadas/definidas, zonas estas que são técnicamente preparadas, onde se deveria parar o incêndio, neste sentido servem para facilitar o trabalho dos bombeiros e fazer com que eles possam acercar-se do fogo para o combater.
O trabalho dos bombeiros nos últimos anos tem como objetivo defesa de pessoas, bens e prédios urbanos, sobretudo fazer com que não morra nenhum popular ou bombeiro devido ao fogo, que não ardam casas, sendo claro que não é objetivo prioritário a defesa do património florestal, basta analisar a forma como é comunicada a evolução do incêndio. 
Quando há fogo alargado não há combate, os bombeiros recebem ordens para acompnhar a sua evolução junto de pontos estratégicos, não estando os meios colocados nas zonas onde se fez prevenção onde havia condições de parar o fogo.
Faltam grupos de especialistas nas estratégias de combate aos incêndios: competências na evolução histórica dos fogos, análise de meteorologia e topografia, tipo de incêndio, etc. para emitir recomendações ao comando operacional de combate de cada fogo.
Os responsáveis de comando deveriam subir na hierarquia com conhecimento, competências e experiência porque ajudaria muito à eficácia do combate.
Falta sistema de avaliação independente ao comando e sua estratégia no combate aos fogos florestais.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Plano de Desenvolvimento do Sector Agroalimentar do Baixo Tâmega

O litoral alentejano tem clima adequado para pistácio?

Bom dia Eng. José Martino,

O meu nome é ..., sou um jovem agrónomo.
Ao longo dos últimos 3 anos tenho trabalhado em olivicultura, em olivais super intensivos na zona de Beja. No entanto tenho uma propriedade no litoral Alentejano (Zambujeira do Mar) e gostaria de criar um projeto para a poder desenvolver.
Sei que é uma zona em grande expansão a nível de frutos vermelhos e hortícolas, mas no entanto não seria essa área que eu gostaria de seguir.
A herdade tem cerca de 50ha, com solos maioritariamente franco-arenosos. Acha que é possível desenvolver pistácio nesse região?  Sendo uma região caracterizada por ter dias de muita humidade relativa?
O pistácio "quer" solos muito profundos?

Considera que poderia ser uma boa aposta, sendo que a área já é considerável e que tem muita água?

Aguardo a sua resposta.

Comentários:
1 - Se explorar bem este blogue tem a resposta à sua questão.

2 - O pistácio requer invernos muito frios e verões muito quentes, com baixa humidade relativa do ar em abril - maio.  

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Dicas sobre agricultura: Formação Profissional Agrícola da Espaço Visual

A agricultura exige profissionais preparados para as diversas funções das suas atividades diversificadas, seja mão de obra fixa, equipa de trabalho permanente na exploração agrícola, seja mão de obra temporária, necessária para períodos temporais específicos em que há maior necessidade de intervenção manual ... 

Continuar a ler em ....http://www.espaco-visual.pt/forma%C3%A7%C3%A3o-profissional-agr%C3%ADcola-da-espa%C3%A7o-visual

sábado, 12 de novembro de 2016

Agricultura de precisão na rega e fertirrega

Há modernas tecnologias que controlam a rega e fertirrega à distância na internet e telemóvel, com sistema do próprio empresário ou utilização de sistema de gestão de empresas terceiras em que se paga uma prestação de serviços (mensal ou anual).

Fazem-no através de instalação no terreno de um controlador ligado por um telemóvel à internet, fazendo o comando, controlo e leitura de dados para, o sistema de fertirrega por bomba doseadora elétrica. controlo de electroválvulas à saída dos depósitos, controlo de bombas submersíveis em charca e furos, leitura de caudalímetros, deteção de nível baixo nos depósito de fertilizante, deteção de válvulas queimado, leitura da pressão da conduta de rega, deteção de avaria do soprador, entrada para leitura de dados de estação meteorológica (temperatura, humidade relativa, velocidade do vento, pluviosidade, radiação solar, sonda de humidade de solo, electroválvulas de rega, etc.

Estes programas de gestão da rega e fertirrega permitem fazer o seu comando e controlo pelo telemóvel ou computador local/escritório ou internet. Há kiwicultores que fazem o controlo da anti geada na sua casa ou escritório quando no passado tinham que o fazer no campo com vários colaboradores nas diferentes explorações/parcelas a controlarem a temperatura no local. Têm opções para definirem de forma automática a temperatura mínima a que arranca o sistema de rega por microaspersão ou aspersão que irá combater a geada.
Estes sistemas permitem o registo de dados, caudais instantâneos, diários, acumulados, temperatura de solo, etc. e o seu cruzamento com dados de estações meteorológicas locais nas parcelas/explorações e consequentemente, a gestão racional da rega e fertirrega tirando partido do conhecimento técnico e científico.

Estes programas de gestão permitem o registo on-line por tempo, por ação ou por ambos, da atividade do sistema; elaboração de gráficos 2D e 3D sobre o funcionamento do sistema; criação de gráficos personalizados com dados on-line e off-line; exportação manual e automática dos dados para o Excel, ou outra folha de cálculo, para elaboração de relatórios personalizados; criação automática e on-line de ficheiros em Excel com os dados obtidos a partir de variáveis da instalação; parametrização do sistema por intermédio de ecrãs de design gráfico bonito e fácil para o utilizador com animações associadas a equipamentos e botões, elaboração de programas horários e/ou condicionais de todos os parâmetros e botões do sistema; ativação, desativação e execução de programas, controlo remoto, identificação de alarmes e relatórios de funcionamento automáticos ou a pedido do utilizador via telemóvel. Este pode executar comandos ou leituras rápidos para os instrumentos de medição de dados instalados, podendo-se quase afirmar que, na conjugação entre os dados de base recolhidos, estas terão por limite a imaginação do empresário, sendo que terá de desenvolver um trabalho contínuo ao longo do tempo para tratar os dados, tirar conclusões e a partir destas, definir novas conjugações de dados que irá tratar e analisar ao longo do tempo. Desta forma abrem-se novas perspetivas de tirar o máximo partido da água e dos fertilizantes, baixando custos, quer por aplicação de menores quantidades, quer por incremento das produções e da respetiva qualidade, para o mesmo quantitativo de fertilizantes aplicados.

Para mim, como agrónomo, verifico o admirável mundo novo que se abre com esta novas tecnologias, trazendo novos dados ao sistema, novos conhecimentos e novos desafios na racionalização da rega e fertilização.

NOTA: O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Workshop Para Empreendedores Agrícolas - Santo Tirso (14 novembro 14h30 - 16h30)

Entrada gratuita mediante inscrição em: http://formacao.espaco-visual.pt/informacaocurso.aspx?id=17&accao=197

Programa:

- O Perfil do Investidor
- O Projeto de Investimento
- O Plano de Negócios
- O Financiamento

Conferencista:

Eng.º José Martino,
CEO da consultora agrícola "Espaço Visual";
CEO da empresa de desenvolvimento rural "Rurisocieta";
Empresário Agrícola;
Blogger (josemartino.blogspot.pt;
Colunista em diversos jornais generalistas, económicos e especializados em agricultura.


Ver mais informações em https://www.facebook.com/events/755453511272533/?active_tab=about

Workshop do Empreendedorismo Agrícola - Faro (25 novembro, 18 - 20h)

 Condições de Inscrição:
Inscrições gratuitas, mas obrigatórias em: http://formacao.espaco-visual.pt/informacaocurso.aspx?id=17&accao=199

Objetivo Geral:
O sucesso dos investimentos na agricultura está muito dependente do potencial intrínseco da personalidade do empreendedor e do método como desenvolve todo o processo desde a decisão de entrar na agricultura ou mudar para melhorar e reconverter o que já está a fazer. Neste sentido, o Programa do evento irá fornecer aos participantes meios para melhorarem as suas competências como empreendedores agrícolas de elevado potencial para o sucesso nos seus investimentos. 

Conteúdos Programáticos
Programa:
- O Perfil do Investidor
- O Projeto de Investimento
- O Plano de Negócios
- O Financiamento

Conferencista:
Eng.º José Martino,
CEO da consultora agrícola "Espaço Visual";
CEO da empresa de desenvolvimento rural "Rurisocieta";
Empresário Agrícola;
Blogger (josemartino.blogspot.pt;
Colunista em diversos jornais generalistas, económicos e especializados em agricultura.

O Futuro da Floresta em Portugal

Irei participar na mesa redonda "Investir na floresta nacional"

Ciclo de conferências Caixa Agrovida

O Futuro da Floresta em Portugal
Vila Real (Auditório Florestal da UTAD), 17 de novembro de 2016

PROGRAMA
14h30 | Sessão de Abertura, Fontaínhas Fernandes, Reitor da UTAD; Filipe Ravara, diretor do Centro de Agronegócio da Caixa Geral de Depósitos

15h00 | Rosário Alves (Forestis), «Os desafios do setor florestal português»

15h15 | Luís Miguel Martins (UTAD), «As ameaças de fitosanidade às espécies florestais: impactos económicos»

Coffee-Break

16h45 | Mesa Redonda: «Investir na Floresta Nacional»
Convidados: José Martino (Espaço Visual), Sara Pereira (AIFF), Luís Lopes (Associação de Florestais da UTAD), José Estima Reis (BSL, Comércio Internacional, S.A.) e Rosário Alves (Forestis)
Moderador: Teresa Silveira, jornalista da Vida Económica e editora do suplemento AgroVida

Encerramento

Nota: o programa poderá sofrer alterações por motivos alheios à organização.

ENCONTRO DE EMPRESÁRIOS


Tive o privilégio de fazer parte da Comissão Organizadora que lançou o encontro de empresários "NexTep Porto".
Agradeço publicamente aos amigos e parceiros Miguel Miranda, Jorge Luz e João Laborinho Lúcio a oportunidade de poder promover cooperação entre empresários em prol do conhecimento interpessoal, confiança mútua e desenvolvimento de novos negócios.
Os empresários são os players que contribuem mais de perto para o desenvolvimento económico e social de Portugal



terça-feira, 8 de novembro de 2016

Algarve, agricultura em part time?

Bom dia Eng. José Martino,


Sou seguidor do seu blog e parece-me ser um instrumento bastante útil para quem pensa desenvolver qualquer tipo de actividade agricola.


Sou do Algarve e tendo alguns terrenos agricolas na família, gostaria de desenvolver uma actividade agricola em regime de part-time que me permitisse obter um rendimento extra, aproveitando igualmente para trabalhar e contactar directamente com um mundo que sempre me fascinou,  a agricultura e natureza.
Tendo em conta as culturas desenvolvidas na região, estou pensando em frutos secos, nomeadamente alfarrobeiras ou amendoeiras.

1- Das culturas apresentadas, qual julga ser a melhor opção? E julga que se justifica optar por culturas de regadio em vez de sequeiro, tendo em conta os custos adicionais desta modalidade (sistema de rega, furos, etc.)?
2- Para as caracteristicas da região e para uma actividade em part-time, os frutos secos serão a melhor opção? Na sua optica será a cultura que se poderá retirar uma maior rentabilidade, ou optaria por outra? Qual?


Obrigado desde já por toda a informação disponibilizada.

Cumprimentos.


Comentários:
1 - A opção cultural em part time é a fruticultura . Deve escolher aquela atividade que tenha melhor solução comercial ao seu alcance.

2 - Para part time, a superfície total por exploração e também por parcela são factores que contam para a sua decisão de investimento, mínimos de 2,0 hectares e 1,0 hectares respectivamente.

3 - Sem ter em conta o enunciado em 1 e 2 ou pensando que consegue opção comercial e tem a dimensão mínima para suportar os custos fixos, teria em conta como opções: abacate, mirtilos, maracujãs, physalis, alfarrobeiras

4 - Na minha opinião, exceto muito pequenas superfícies de parcela e exploração, teria de optar sempre pelas culturas em regadio.

5 - Para atividade de part time qualquer das culturas que indiquei em 3 são escolhas muito interessantes.

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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Agricultura Biológica Geral – para Técnicos - Formação Profissional Espaço Visual (http://formacao.espaco-visual.pt/)



A qualificação de técnicos para o modo de produção biológico carece de formação devidamente homologada
pela Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Este curso de Agricultura Biológica Geral 
permite o exercício da atividade dos técnicos fornecendo-lhes conhecimentos teóricos e práticos para 
este modo de produção.


Objetivos
Colher amostras de terra, de folhas, de águas, de alimentos para animais, de fezes e de urina e planear 
a respetiva frequência e oportunidade;
Elaborar um plano de fertilização;
Relacionar as características físicas, químicas e biológicas de um solo com o desenvolvimento das plantas;
Referir as práticas fundamentais da fertilização no modo de produção biológico e planear a sua aplicação;
Controlar um processo de compostagem;
Reconhecer a necessidade de utilização de um composto e determinar as condições da sua aplicação;
Reconhecer as causas de erosão de um solo e ativar os meios para a minimizar;
Selecionar a maquinaria de trabalho de solo, de acordo com as práticas aconselhadas no modo de produção 
biológico;
Identificar quando e como regar, de acordo com a cultura e outros mecanismos;
Identificar todos os recursos utilizáveis na proteção das culturas segundo o modo de produção biológico;
Identificar os artrópodes auxiliares mais frequentes (mínimo: ao nível da ordem) e determinar as medidas a
tomar para a sua preservação na exploração;
Identificar os estragos e sintomas mais frequentes nas culturas e relacionar com os respetivos agentes 
causadores (pragas e doenças);
Identificar as pragas mais frequentes e a sua posição sistemática (mínimo: ao nível da ordem);
Calcular as concentrações e doses de produto fitofarmacêutico a aplicar;
Utilizar corretamente o material de aplicação e segundo a boa prática fitossanitária;
Identificar as principais infestantes e escolher os processos mais adequados para o seu controlo;
Estabelecer o plano de conversão da exploração agrícola e/ou pecuária;
Selecionar as raças ou as estirpes a converter ou a introduzir na exploração, determinar o respetivo 
encabeçamento e planear a substituição;
Planear a alimentação, movimentação e alojamento dos animais;
Planear a utilização e armazenagem do estrume;
Identificar os animais e os produtos de origem animal, permitindo a rastreabilidade.


Conteúdos
Introdução à Agricultura Biológica (AB)
Fertilidade e Fertilização do solo
Conservação do Solo
Proteção das Plantas
Modo de produção biológico de produtos agrícolas de origem vegetal
Modo de produção biológico de animais e de produtos de origem animal
Acondicionamento e comercialização
Controlo e certificação
Conversão para Agricultura biológica
Visitas de estudo


Destinatários
Recém-licenciados, quadros técnicos e científicos, e técnicos com formação superior na área das ciências
 agrárias e afins.

Local e Datas
Local: Teóricas – Gondomar; Práticas – Explorações a indicar.
Data de Realização: A iniciar a 14 de Novembro e a terminar em Janeiro. (A realizar em dias úteis não
 consecutivos e em sábados alternados, salvo exceções a indicar).
Horário Previsto: Dias úteis 19:00-23:00; Sábados: 9:00-13:00; 14:00-18:00.
Duração
135 horas

Informações
Custo: 550€ (Isento de IVA; Certificado de Formação Profissional). Desconto de 10% para pagamento 
ntegral.
Mais informações: contacte dep.formacao@espaco-visual.pt ou telef.: 224509047