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domingo, 30 de outubro de 2016

Pode aconselhar-me?

Exmo. Sr. Engenheiro  José Martino 

Sou um aluno da escola de Hotelaria e Turismo do Estoril. Tenho ido várias vezes ao MARL e comecei a ter interesse nesta área da produção agrícola, muitos produtores que têm um espaço lá sugeriram-me, porque sou jovem, a criar um projecto meu podendo ser em parte financiado (60%) pelo estado português. 
Gostaria de investir num pequeno projecto de agricultura. Não tenho muita experiência nesta área mas, pelo que me explicaram é que ter uma pequena terra 3-5 hectares e plantar por ex: batatas, se tudo for planeado de forma organizada e com a ajuda de profissionais experientes, vou ter sucesso no meu projecto. É preciso ter vontade e falar com as pessoas certas. 

O senhor José pode aconselhar-me: 
  • Blogs, sites com ideias para investir na agricultura
  • Associações agrícolas que me possam ajudar
  • Websites onde expliquem quais são os melhores produtos para cultivar em Portugal dependendo da época
  • Quais as zonas em Portugal que têm menos geada e  que são mais favoráveis para a produção de hortícolas 
  • Quais as zonas em Portugal que são mais favoráveis para a produção de batatas 
  • Será a batata uma boa aposta? Quanto é que preciso para investir aproximadamente?
  • Onde posso encontrar terras para arrendar ? Sei da bolsa de terras do estado, mas existem outras opções?
O meu ponto de vista é objectivo: começar com algo muito simples. Escolher 1 produto para crescer, ganhar conhecimento, experiência e maturidade nesta área.     

Desde já obrigado pelo seu tempo e fico a aguardar uma resposta.

Desejo-lhe um bom dia. 

Com os melhores cumprimentos,

Comentários:
1 - Recomendo que faça uma leitura atenta de todos os posts deste blogue e encontrará resposta para muitas das dúvidas que me colocou na sua missiva, pois além de encontrar as pessoas certas precisa de fazer o trabalho de casa sob pena de não conseguir que a ajuda seja a que necessita.

2 - O caminho terá de ser feito por si, perceber os pormenores das principais das atividades agrícolas, os seus pontos fortes e pontos fracos, sobretudo, os seus ossos de ofício, pois caso contrário corre o risco de não vir a ter sucesso.

3 - Após ter feito o indicado em 1. volte a escrever-me e terei todo o gosto em responder às suas dúvidas.

NOTA: O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.

Empreendedorismo Agrícola

Irei falar sobre empreendedorismo agrícola e rural na Escola Profissional Agrícola Conde S. Bento, S. Tirso, no próximo dia 14 novembro de 2016, pelas 14h15 (novo auditório da Quinta de Fora). Este evento tem como público alvo os alunos da escola e está aberto à comunidade exterior.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Dicas da Espaço Visual na presente semana:



Pistácio/Pistacho
A comercialização do pistácio pode ser feita através da FRUYSTASCH, sociedade anónima detida exclusivamente por produtores de pistácio, instalados ao longo de todo o território nacional. É objetivo desta empresa prestar assistência técnica aos seus associados a partir da implantação, comercializar e valorizar os pistácios produzidos pelos seus associados através do seu armazenamento,.... 

continuar a ler em http://www.espaco-visual.pt/pist%C3%A1ciopistacho-%E2%80%93-uma-oportunidade-com-futuro-para-jovens-agricultores

NOTA: O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.

PHYSALIS

Um leitor esscreveu este comentário como resposta ao post que escrevi em 9 de dezembro de 2012 (ver post abaixo):

Também tivemos essas dúvidas todas. Este ano arriscamos pelos physalis. Temos 550 plantas, como é o primeiro ano estamos à cometer alguns erros que serão melhorados para o ano. Embora tendo espaço para mais plantas, optamos pelas 550 para conhecer a planta e todo o processo de manutenção. Dá muito trabalho, mesmo muito trabalho mas neste momento estamos a colher os frutos desse trabalho. Até agora com escoamento garantido.




domingo, 9 de dezembro de 2012

Physalis

Ana Ferreira disse:

"Boa tarde.
Estou a pensar em iniciar-me como jovem agricultora. Neste momento tenho a ideia fixa em fazer um projecto de cultura de physalis, embora muita gente me esteja a tentar desencorajar dessa ideia. tenho procurado informações na net sobre esse assunto e não consigo encontrar quem a produza em Portugal, bem como a escoar. Também tenho tentado ver que produções são mais viáveis, mas é difícil encontrar essa informação. Será que me pode dar a sua opinião se devo ou não arriscar na produção de physalis?
Desde já muito obrigada.

Cumprimentos,

Ana Ferreira

f-ana@hotmail.com"

Comentários:

1 - Porque será que tem muita gente a desincentivá-la de fazer um projeto com a cultura do physalis?
Hipótese a: porque não tem todos os dados para se dedicar à atividade. Não sabe nem da sua produção, nem da sua comercialização, sobretudo quais são as suas vantagens competitivas face à sua potencial concorrência.
Hipótese b: porque a agricultura é uma atividade difícil que dificilmente gera rentabilidade.
Hipótese c: porque não deve inovar, fazer investimentos, dedicar-se a atividades que não conhece.
Em conclusão: vá em frente, nunca deixe de fazer aquilo em que acredita! Deixo-lhe o meu exemplo, leia o que escrevo neste blogue no inicio de setembro de cada ano

2 - A cultura de physalis parece-me uma atividade potencialmente muito interessante se acautelar os seus pormenores de investimento: visitar explorações em Portugal e no estrangeiro com o objetivo de elaborar um plano de negócios.


3 - Defendo que a internet é um excelente meio para acesso à informação, mas muito limitado na produção de conhecimento, saberes que permitem desenvolver atividade que geram mais valias económicas e financeiras. Para tal é preciso fazer visitas e ter conhecimento da atividade e dos seus principais players.


Comentários:
1- O physalis é uma atividade agricola muito interessante para quem tenha canal de valorização e escoamento, e seja capaz de produzir com rigor e disciplina.

2- Fica o comentário do leitor, o qual não me merece mais comentários.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Organizações de Produtores de Pequenos Frutos

Boa Tarde Eng. José Martino

Antes de mais quero dar-lhe os parabéns por de forma aberta e clara realizar a sua partilha de conhecimento  e o seu aconselhamento que de uma forma simples e directa efectua no seu blogue.

Venho por este meio solicitar-lhe informação/aconselhamento no que diz respeito a que Organização de Produtores de Pequenos Frutos o Sr. Eng. Martino me aconselha aderir.

Sou produtor de Mirtilo, com cerca de 2,7 ha no Concelho de Penalva do Castelo (Viseu) e como em todas as "Organizações..." existem aquelas que apresentam os chamados "contratos leoninos" e que de em vez de defenderem os interesses dos que representam defendem os seus "individuais" em detrimento dos produtores. E como eu sou do Benfica e quero ter alguma liberdade do que fazer com parte da minha produção, por ex: fazer licor ou compota, não queria estar a comprometer-me com uma organização que logo à partida exige que toda a minha produção tem que obrigatoriamente ser fornecida a estes e estou sou limitado à produção da fruta.

Pelo que, como o Sr. Eng. Martino conhece bem este meio agradecia que me informa-se qual a Organização de Produtores de Pequenos Frutos se enquadraria mais no meu conceito.

Agradecendo desde já a atenção dispensada.
Cumprimentos,

Comentários:
1 - Se fizer uma pesquisa na internet verificará que no sítio da internet do GPP (Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura) aparece a listagem com as Organizações de Produtores reconhecidas a 23 de setembro de 2016 (http://www.gpp.pt/MA/OPs/).

2 - Nesta listagem a única organização de produtores que está reconhecida exclusivamente para pequenos frutos é a Bfruit - Comércio Interncional de Frutas, SA. Tem sócios em todo o território de Portugal Continental.

3 - Trabalham pequenos frutos embora o reconhecimento como organização de produtores seja generalista, a Cerfundão (região Centro), Cooperativa Agrícola de Mangualde (Mangualde e envolvente), Lusomorango (Ribatejo, Alenejo e Algarve) e Madre Frutas (Algarve).  

4 - As Organizações de Produtores (OP) têm que assumir compromissos comerciais prévios à colheita das produções, com o objetivo de incrementar a valorização da fruta dos seus associados. Assim, têm que saber de forma antecipada através do planeamento da produção, qual o quantitativo por espécie e variedade que terão à disposição para o negócio, para planearem a sua colocação no mercado. Neste sentido tem que haver compromisso do empresário agrícola com a sua OP, sendo tal obrigação formalizada/fixada através dos Estatutos da OP e do seu Regulamento Interno.

5 - De acordo com o indicado em 4 recomendo que analise previamente os documentos das diversas OP´s e conclua qual é aquela que lhe interessa mais, tendo em conta a quantidade máxima que pode dispor para utilização própria, conforme os seus interesses pessoais como produtor.

6- A Bfruit é para mim a melhor organização a trabalhar pequenos frutos, quer pelos resultados obtidos ao fim de 3 anos de trabalho, quer por ser especializada, quer  porque incorpora no seu funcionamento muitas das minhas ideias e convições, aquilo que deve ser uma OP, moderna e competitiva, a qual se bate na defesa dos superiores interesses da maioria dos seus produtores.      

Apicultura

"Olá...queria saber como posso participar de todos os projetos e desenvolvimentos na área da apicultura...neste blogger..desde de ja muito obrigado"

Comentários:
1 - Esteja atento a tudo o que escrevo neste blogue sobre a apicultura, assim como no facebook (https://www.facebook.com/jose.martino.900) e no twitter (https://twitter.com/martinadas).

2 - Acompanhe o que Espaço Visual organiza de formação profissional, sejam estágios formativos, cursos temáticos sobre apicultura, etc. em http://formacao.espaco-visual.pt/.

NOTA: O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.

Valor da renda de terreno florestal/agrícola?

"Muito bom dia Sr Eng José Martino,

Descobri hoje o seu blog por mero acaso, e após uma breve leitura pelo mesmo considero que seja a pessoa indicada para esclarecer a minha dúvida. A minha família possui um terreno com certa de 3,5 hectares, com pinhal e algum mato situado na  concelho de Palmela, fizeram-nos uma proposta de arrendamento de 600 euros anuais. Gostaria de saber quais  valores  de arrendamento para este tipo de terrenos, para poder avaliar melhor a proposta feita, uma vez que sou totalmente leigo no assunto.
Desde já agradeço a atenção dispensada."

Comentários: O terreno tem água para rega? Armazém? Eletricidade? Bons acessos? Que culturas irão nele colocar?


"O terreno não tem água,  electricidade, ou qualquer tipo de infraestrutura nele construído.  É um terreno composto por pinhal, com pinheiros bravos, salgueiros e diversos tipos de matos pequenos. Tem bom acesso, está localizado juntamente a uma estrada de alcatrão, e rodeado por um outro terreno também com pinhal, e outros dois terrenos, um pronto para cultivo, e o outro já com cultivo de milho. Em principio o terreno depois de limpo, será também para cultivar milho."


Comentários: Creio que o mais equilibrado seria receberem entre 250-300 €/ha ou metade do valor do subsídio do milho.

NOTA: O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Programa de Televisão: Comissão Executiva "O regresso à agricultura Cada mais portugueses apostam na produção alimentar"

Vale a pena rever este programa de televisão (https://www.youtube.com/watch?v=tv9wcrAmlfQ e https://www.youtube.com/watch?v=DiK0ModP1x8)  de um debate em que participei com Francisco Gomes da Silva (Prof. de Agronomia) e João Basto (Ex- Presidente da Edia), há 3 anos atrás cujas ideias ainda se mantêm atuais.



domingo, 23 de outubro de 2016

Mas como as duvidas sao sempre muitas na hora de investir, gostaria de saber se me poderia esclarecer certos pontos

Bom dia Sr. Jose Martino,


Desde ja aproveito para lhe agradecer por todo o seu trabalho no seu blog, pois para quem quer investir na area da agricultura, é uma boa ferramenta de pesquisa e com informação credivel.

Mas como as duvidas sao sempre muitas na hora de investir, gostaria de saber se me poderia esclarecer certos pontos:


-Quero investir num terreno em no Centro Interior de Portugal, num projecto que engloba as areas do turismo e da agricultura eco-sustentavel e que possui um rio na sua estrutura. No entanto, vou investir mas com recurso a capital estrangeiro que terá de ser reembolsado. Acha que é um tipo de negocio rentavel em Portugal?


- Gostaria de iniciar a produçao de maracujá , amendoim e cogumelos em tronco. Acha que serao investimentos rentaveis? ( maracuja (2ha) , amendoim (2ha) e cogumelos em tronco (2ha) ).


-Qual a melhor regiao para implementar um projecto deste nivel em Portugal?


Se me puder esclarecer fico desde ja agradecido, pois quero apostar neste sector e antes de inicio de 2017.


Obrigado,

Comentários:
1 - O negócio do turismo e agricultura eco-sustentável têm que ser rentáveis e como tal devem ser capazes de gerar valor acrescentado para devolver os capitais investidos. A rentabilidade do negócio, agrícola ou outro, dependem de 3 condições: um bom plano de negócio, liderança competente e eficaz por parte do empreendedor e da sua equipa de trabalho e o capital necessário e suficiente para desenvolver o negócio. No caso exposto, compete-lhe a si caro leitor ser capaz de conseguir as 3 condições enunciadas acima, pois nesse caso, na minha opinião, o seu negócio será rentável.

2 - Para as culturas agrícolas indicadas deve-as desenvolver no Sudoeste Alentejano ou Algarve pois há menor incidência de geada e frio no inverno, havendo por isso para o mesmo valor de investimento e custos de exploração um maior potencial de rendimento bruto (maiores produtividades e produção que sairá em épocas com maior valor de mercado).

3 - Defendo que deverá chegar à menor dimensão de cada uma das atividades que esteja em linha com a economia de escala (dimensão da atividade que é responsável pelos custos fixos mais baixos).

4 - A Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917075852) pode ajudá-lo se para o efeito marcar uma consulta agronómica e de investimento.  

NOTA: O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.  

Venho por este meio pedir com gentileza uma sugestão de agronegócio.

Boa noite Sr.Eng
Sigo atentamente o seu blog já há um tempo e venho por este meio pedir com gentileza uma sugestão de agronegócio.
Para Arganil qual é a cultura que deva apostar para tornar rentável numa área de 1ha?
Li sobre helicicultura mas já me disseram que os caracóis morrem muito e dificilmente dá rentabilidade, esta afirmação está correta, conhece casos reais de sucesso?
Ainda nos animais, é possível criar frango do campo de forma rentável para esta área ou cabras anãs?
Desejo muitas felicidades e que continue o bom trabalho.
Os melhores cumprimentos.

Comentários:
1 - Não conheço suficientemente Arganil para lhe poder recomendar uma cultura para 1 hectare de terreno, conforme me solicita. Eu gosto mais de atividades vegetais, pois as animais exigem acompanhamento diário, todos os dias do ano. Há oportunidade para explorar atividades que tirem partido dos mercados locais, produtos que façam lembrar a infância de quem já está na meia idade ou novas atividades de produtos ricos em antioxidantes, que não engordem, atividades para as quais existam soluções de comercialização organizada na região, etc.

2 - Do ponto de vista teórico, se ler este blogue rapidamente conclui quais são as atividades agrícolas que eu mais defendo e gosto, bem como as razões que justificam essas opções.

3 - Na helicicultura tem sucesso quem desenvolve o negócio na estratégia que eu denomino de "projeto de autor", o empresário é responsável pela produção e ao mesmo tempo pela distribuição, comercialização e valorização das suas produções, juntando outras atividades complementares, como sejam o fornecimento de fatores de produção para novos empreendedores, caracóis bebé, formação profissional, etc.  

Na minha opinião há lugar para a exploração de caracóis com a estratégia uma parte das explorações francesas implementam, produzir com custos muito baixos de instalação e exploração, produzir na época mais favorável, vender diretamente os caracóis para restaurantes e bares da região e a produção que não se consegue colocar em fresco, fazem na própria exploração, uma industrialização artesanal que vendem nas feiras regionais desde o outono até à primavera.

Se eventualmente me puder ajudar recomendado uma cultura vantajosa e propicia para o local.

Boa tarde Sr. Eng. José Martino.

Após consultar o seu blog várias vezes, tomei a iniciativa de o contactar.
Uma vez que os meus pais possuem uma pequena propriedade (cerca de 3.5 hectares) em Cabeceiras de Basto. Estando 1.7 hectares parcelados no Instituto da Vinha. Trata-se de uma propriedade sem qualquer tipo de exploração atualmente. Conta com casa e dependencia agricola, e nas imediações dos campos passa um rio.
Agradeço desde já, se eventualmente me puder ajudar recomendado uma cultura vantajosa e propicia para o local.

Sem outro assunto de momento, ficando a aguardar suas prezadas noticias.


Com os melhores cumprimentos,

Comentários:


1 - Para exploração indicada estando junto a um rio é preciso avaliar na parcela mais perto do rio qual o risco de cheia e a profundidade média entre o nível freático e o nível do solo, durante o inverno e primavera. Se por estes dois fatores houver limitação a uma boa drenagem não se podem  instalar culturas permanentes que sejam sensíveis a excesso de água, neste caso não haverá alternativa a culturas anuais de verão, exceto pela realização de aterro elevando a cota do solo.

2 - Sem limitação de cheias e drenagens acho do ponto de vista teórico que o mirtilo e o kiwi arguta são boas opções para os 3,5 hectares da exploração agrícola em causa, tendo em conta as razões apontadas em vários posts deste blogue. A primeira vantagem é terem rentabilidade. A segunda mais valia resulta de terem a comercialização organizada para acesso ao mercado. A terceira vantagem resulta de haver conhecimento técnico sobre a implantação e exploração.  Será necessário conhecer as parcelas para avaliar se existem limitações  climáticas às culturas.


3 – Como “projeto de autor”, empreendimento único, da produção à comercialização, passando pela prestação de serviços (restauração, formação profissional, eventos para consumidores, animação turística, etc.) sob marca própria, há muitas outras opções, horticultura em modo de produção biológico, vinho em agricultura biodinâmica, etc.   

sábado, 22 de outubro de 2016

Sessão Pública "Pistácio - Uma oportunidade com futuro!"

           Trancoso, 28 de outubro de 2016, 10h
  • A cultura do Pistacho constitui uma alternativa de investimento muito viável, tendo em conta os baixos custos de instalação, custos de produção facilmente controláveis, fruto pouco perecível e uma procura crescente por parte do mercado mundial.

  • O objetivo desta Sessão Pública sobre a cultura do Pistacho é contribuir para um maior conhecimento do negócio com um grande potencial no nosso país.

  • Programa:

    Apresentação da EV
    Mercado Mundial do Pistacho
    Pistacho - Modelo Técnico
    O negócio do Pistacho
    Ajudas PDR2020
    Estratégia: Da Produção à comercialização
    Debate
    Encerramento

Sabugueiro


"Boas tarde,  peço desculpa pelo incómodo,  mas gostaria de algum esclarecimento da sua parte se assim o souber, sobre o cultivo de sabugueiros.
Resido na Beira Interior,  mas propriamente em Moimenta da Beira (Viseu),  aqui há muito a cultura da maçã,  mais de metade da produção nacional advém daqui da zona, mas eu não estou para aí virado visto a maçã requerer muito tempo de entrega.
A minha família possuí alguns hectares de terreno não contínuo,  a maior parte ao abandono.
Estou a pensar em rentabilizar grande parte desses terrenos com o cultivo de sabugueiro mas não tenho a certeza se será mesmo rentável.
Seria do género de passatempo em part time,  mais para poder ter um rendimento extra e rentabilizar os terrenos dos meu falecidos avós....
Visto eu ter emprego e não ter que depender da agricultura...
Nada de projectos...
Aqui na região,  no concelho de Tarouca,  existe uma cooperativa que compra a baga do sabugueiro,  pelo que eu sei estão a pagar a baga a 0.37€ o kg , na região de Tarouca há muito esta cultura do sabugueiro.
Eu gostaria de saber que para ser no mínimo rentável,  que área é  que devia plantar,  como o faria,  entre outros aspectos que me poderia ajudar.
Pelo que sei este arbusto (sabugueiro)  tem aqui na região uma óptima relação com o clima rigoroso,  e produz baga de óptima qualidade.
Pensei também em Oliveiras para produzir azeite,  mas estou mais inclinado para o sabugueiro,  visto que não deve dar tanto trabalho e perda de tempo.
Agradeço a sua ajuda no que puder

Cumprimentos" 

Comentários:
1 - Comece por identificar quem lhe pode comprar as suas futuras produções de baga de sabugueiro, faça-o através da internet e de contatos com produtores no terreno.

2 - Contate diretamente as entidades que comercializam a baga de sabugueiro e avalie que quantidades estão dispostas a valorizar-lhe, qualidade da baga, preços de pagamento ao produtor, prazos e condições de pagamento. Avalie as que são mais crediveis, que darão melhores condições e maiores garantias quanto ao trabalho futuro.

3- Terá que gerir bem a colheita porque é o maior custo de produção. Ajuste o valor de custo da colheita à valorização da baga pois é aqui que pode otimizar a rentabilidade do investimento.

4 - Contate a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) marque uma consulta porque ela pode-o ajudar nas suas dúvidas  

  

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Como plantar mirtilos?

Em que solos e climas se podem cultivar mirtilos?
A cultura do mirtilo requer solos bem drenados, bem arejados, ricos em matéria, ácidos (pH entre 4,0 e 5,2), com água para rega (necessita 50 metros cúbicos por hectare e dia, para os dias mais quentes no pico do verão, dependendo das regiões, tem necessidade de água para rega que variam de... 

continuar a ler http://www.espaco-visual.pt/como-plantar-mirtilos  - Rúbrica semanal sobre agricultura da responsabilidade da Espaço Visual "Dicas de Agricultura" 

Curso de Agricultura Sustentável (CNQ7580)


Formação de Base para o Jovem Agricultor
REGIME DE E-LEARNING

O Jovem Agricultor que tenha de frequentar formação profissional tem a possibilidade de realizar o módulo base de formação em regime de formação à distância, evitando deslocações e tendo o apoio de um formador durante todo o tempo de duração do curso.

Metodologia
A formação será efetuada totalmente à distância, em sessões divididas entre síncronas (presença simultânea de formandos e formador) e assíncronas (geridas pelo próprio formando). As sessões síncronas poderão ser acedidas por quem não tenha a possibilidade de participar da sessão em tempo real. Os módulos vão sendo disponibilizados aos formandos à medida que vão cumprindo as tarefas, sendo que só poderão realizar o módulo seguinte se tiverem realizado o anterior. Terão sempre um formador-tutor que acompanha todo o processo e está disponível para responder a qualquer questão dos formandos. Os formandos terão de completar o percurso formativo, que inclui uma avaliação final, num período de 45 dias após a data de início.

Programa
Data de Início: 3-11-2016
Duração: 50 horas (25 horas assíncronas + 25 horas síncronas)
Horário das sessões síncronas: pós-laboral, 21:00-23:00 (dias úteis) e/ou 18:00-20:00 (sábado)
Destinatários: Jovens agricultores no âmbito do PDR2020.

Objetivos
- Identificar os elementos constituintes de um solo, as características dos principais tipos de solo e os fatores que influenciam a sua produtividade e conservação;
- Identificar os fatores do clima e a sua influência na agricultura;
- Reconhecer a constituição das plantas e as suas principais funções fisiológicas, tendo em vista o seu cultivo para aproveitamento económico;
- Identificar os princípios da produção agrícola sustentável;
- Identificar procedimentos para eliminar e tratar os resíduos e efluentes da exploração agrícola.

Conteúdos
Solo: definição; tipos e classificação; estrutura; fatores de produtividade; fertilidade e nutrição mineral; manutenção e melhoramento.
Clima: Elementos do clima; Fatores do clima; caracterização do clima em Portugal.
Botânica agrícola: Noções de morfologia externa; Noções de fisiologia vegetal; Fatores de crescimento vegetal, ciclo vegetativo e ciclo de cultura.
Relação solo­planta­clima­ambiente: Ecologia e conceito de população, habitat, comunidade biótica e ecossistema.
Resíduos e efluentes das explorações: Tratamento e eliminação de resíduos e efluentes; Técnicas de tratamento e eliminação; Compostagem; Enquadramento legal; Licenciamento.
Produção agrícola sustentável: Proteção Integrada; Produção integrada; Modo de produção biológico.


Informações
Preço: 190€ (Isento de IVA;)
Certificado de Formação Profissional
Os formandos terão de ter acesso à internet para aceder aos conteúdos da formação.
O acesso à plataforma só será disponibilizado ao formando após a v

domingo, 16 de outubro de 2016

Mirtilo - Artigo no sítio da internet da Espaço Visual

cultura do mirtilo tem despertado fortes emoções, quer em potenciais produtores, quer naqueles que se instalaram, por um lado, devido ao potencial de rentabilidade d a cultura e abaixamento de preços ao produtor, o que é natural para promover o incremento do consumo, desde que os custos de produção, reais e atribuídos fiquem abaixo dos valores que o mirticultor consegue receber pelas suas produções e por outro lado, apesar da forte procura atual por parte do mercado internacional, a capacidade exportadora é limitada, porque é necessário harmonizar as produções dos diferentes produtores, seja ao nível da variedade (há excessivo número de variedades e pouca quantidade por variedade, há dificuldade em garantir a regularidade da oferta no timing em que essa variedade pode ser exportada) seja ao ní vel do perfil de produto (calibre, consistência da polpa, coloração, sabor, etc.) e por último, devido à incerteza que a cultura gera nos seus players, implantações mal executadas, quer quanto a solos e climas, quer quanto a melhoramentos fundiários (drenagens, fertilização de fundo, etc.) elevado número de variedades por produtor e por parcela de cultura, muitas delas inadequadas para exportação e por falta de experiência e perfil do empresário para gestão da mão de obra e logística da colheita. À medida que o tempo passa, o conhecimento sobre o mercado e a cultura ficam mais consolidados, a organização da fileira é mais consistente, as Organizações de Produtores fazem o seu caminho ao nível da assistência técnica e do planeamento e logística da colocação dos frutos no mercado. A incerteza da produção diminui caso se esteja com os players certos, os melhores consultores, prestadores de serviços de implantação e as melhores organizações de produtores.

Leia o artigo completo AQUI (http://www.espaco-visual.pt/mirtilo)

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

2,5 ha de terreno na Tocha: o que cultivar?

Boa tarde Eng,

Começo por ir direto ao assunto: Possuo uma área na zona da Caniceira da Tocha (totalmente arenoso), com cerca de 2,5ha. Além do potencial de improdutividade do eucalipto (óbvio, dizem..) e dos longos anos de espera por eventual rentabilidade do pinheiro bravo, gostaria de fazer algo produtivo e de interesse, considerando que sou um leigo (ainda) no que quer que seja que possa vir a fazer. Assim, o que me trouxe:
1. Será o pinheiro manso, para produção de pinha, sequer, viável (rentável) numa área desta dimensão?
2. Se não, qual a área que deveria ter para que fosse eventualmente rentável? 
3. Será este um produto que possa integrar uma candidatura a jovens agricultores?
4. De forma simples, caso não o tenha feito, pode enumerar principais problemas que possa ver com esta área de investimento?

Para já ainda não estou a tentar responder a questões como "quem poderá comprar este produto?". Gostaria acima de tudo de perceber o que fazer ali, com mais ou menos área.

Fico disponível para eventual conversa pessoal ou para considerar eventual aconselhamento futuro.


Voltando ao início, mais do que o felicitar pelo espaço de partilha (blog), gostaria de enaltecer o tempo que disponibiliza e o caráter que revela ao partilhar ideias que muito comumente são fechadas a sete chaves...

O meu nome é ... sou gestor, licenciado em contabilidade, com MBA, consultor de negócios, incluindo candidaturas a incentivos, informado de alguns (hipotéticos) problemas de base da Agricultura e Floresta em Portugal, mas ignorante o suficiente para não conseguir fazer nada sobre isso.

Não obstante o que sou e o que faço, considerando a orientação estratégica nacional inerente aos fundos comunitários, sem dúvida que como (potencial) (pequeno) investidor, a título particular olho para a agricultura e floresta como áreas de oportunidade. Na família existe alguma ligação à "terra" (pais e sogros), principalmente com eucaliptais e vinha, mas tirando isso, "estou sozinho".

Agradeço antecipadamente eventual resposta/interesse que possa manifestar por este contato.

Melhores cumprimentos,

Comentários:
1 - Ser empresário é assumir uma posição de solidão na gestão do negócio e dos seus superiores interesses e daí, não me escandaliza que se sinta "estou sozinho".

2 - A produção de pinhões de pinheiros mansos parece-me uma boa solução com alguma rentabilidade interessante para uma atividade extensiva. Os 2,5 hectares de superfície de exploração parecem-me muito abaixo da economia de escala deste tipo de cultura.

3 - Eu faria uma opção por mirtilos ou kiwis amarelos de tivesse água disponivel para rega em quantidade (7000 m3/ha/ano) e qualidade (água pouco salina).

4 - Os principais problemas passam por conseguir dominar os pormenores da tecnologia de produção   e a  falta de operadores comercialização das produções  

Cogumelos Shiitake nos Açores

Muito boa tarde Sr Eng José Martinho,

Muitos parabéns pelo seu blogue, bastante útil, interessante e "viciante".
Sou Açoriano e estou há algum tempo a pensar num possível investimento para produção de cogumelos shiitake em troncos na ilha de São Miguel. Ainda é um produto sem grande expressão na dieta local e estão a aparecer cada vez mais restaurantes (com Chefs novos com formação, abertos a outro tipo de matéria-prima) e também cada vez mais Hotéis que juntos podem ser o canal principal de escoamento do produto. A importação deste cogumelos fresco do continente não existe logo aí não temos concorrência externa por assim dizer, talvez por ser alimento perecível.

Estou há meses a recolher informações sobre a produção deste tipo de cogumelo para verificar se um investimento deste tipo tem pernas para andar nas Ilhas. Além da envolvente produtiva propriamente dita deparo-me com duas condicionantes/factores críticos, a compra e transporte de madeira (não temos muito eucalipto e o carvalho não tem expressão, ou seja a madeira tem de vir do continente) e também quiçá o excesso de humidade das ilhas...Como aprecio bastante a leitura que faço no seu blogue gostaria de saber a sua opinião sobre este possível projecto de investimento? Acha que temos condições para produzir este tipo de cogumelo?
Obrigado, Cumprimentos,

Comentários:
1 - Para a produção de cogumelos é preciso clima de outono, temperaturas suaves, comprimento do dia e da noite equilibrados, humidade atmosférica, condições estas que me parecem existir nos Açores.

2 - Parecem-me mais limitantes as condições logísiticas e de gestão dos fatores de produção e das produções que o clima.

3 - Na minha opinião deveria estagiar um mês numa exploração de cogumelos e desta forma avaliar se consegue no seu caso concreto ultrapassar as limitações indicadas e, 2.

Gostaria de saber se existe apoio para a compra de terrenos urbanos

Boa tarde.

pretendo instalar-me num projeto , gostaria de saber se existe apoio para a compra de terrenos urbanos no centro de Vila nova de gaia ou  Porto e como funciona, pois preciso de sabr se um contrato de arrendamento com opção de compra poderá ser submetido no projeto. Ou se existe a possibilidade de ser um documento  reconhecido no notário em que consta  boa fé  do proprietário em ceder o espaço apos aprovação e recebimento do dinheiro.

Sou do distrito do Porto  e vou fazer um projeto  .Tenciono comprar a financiamento  789  metros  de terra.
Para um espaço de eventos , aniversários   e area de diversões indoor aberto o ano todo  .

No meu caso seria aquisição tereno  , construção de um armazém e equipamentos  que no caso seriam maquinas de diversão e outros.

Comentário: A aquisição de terrenos não elegiveis para obter apoios públicos de apoio ao investimento.


sábado, 8 de outubro de 2016

Excertos da minha opinião como especialista na peça escrita pela jornalista Teresa Silveira no Suplemento “Agrovida” da Vida Económica publicada ontem com o título “ Negócio Bayer-Monsanto força autoridades da concorrência a fiscalizar situações de abuso de posição dominante”



“Este movimento de concentração de gigantes no fabrico de fitofármacos e sementes insere-se numa lógica de resposta à globalização, aos novos modelos de negócio que têm por base à saída dos Estados do financiamento da pesquisa de soluções para alimentar a população mundial, transferindo- a para a iniciativa privada à escala mundial”, começa por dizer José Martino, CEO da consultora Espaço Visual e fundador da organização de produtores Bfruit. E fala de outras operações de concentração de outros concorrentes, como a fusão da Dow Chemical e da DuPont, anunciada em finais de 2015, ou a aquisição da Syngenta pela Chem China, em julho de 2016. Diz, pois, à “Vida Económica” que esté “é um fenómeno normal, que decorre das megafusões no negócio financeiro, da integração do comércio mundial em reduzido número de blocos mundiais e, mais que tudo, da melhoria da logística que permite a gestão integrada eficiente destas megacompanhias industriais”. Aliás, conclui José Martino, para essas companhias, tudo isto “representa ganhos adicionais e melhoria de rentabilidade e competitividade, porque há sinergias do trabalho conjunto, quer seja na pesquisa e nvestigação, quer seja no financiamento, distribuição e comercialização”. Questionado pela “Vida Económica” sobre que efeitos haverá para os agricultores quanto ao futuro preço das sementes e pesticidas, o engenheiro agrónomo diz que “o negócio da agricultura irá ficar balizado entre os custos dos fatores de produção e o rendimento obtido pelas produções, ou seja, o preço destes fatores de produção irá aumentar, ou não, conforme os mercados suportarem estes eventuais acréscimos de custos”. A fase seguinte, diz, “será o aumento de dimensão da atividade dos agricultores”, uma vez que já assistimos ao aumento de dimensão dos operadores da distribuição alimentar e que agora se está a assistir aos fornecedores de fatores de produção e a iniciar-se o fenómeno da concentração da produção agrícola. Ainda assim, diz José Martino, “para uma parte dos agricultores, este fenómeno será uma oportunidade, porque terão à sua disposição novas variedades, mais competitivas que de outro modo não existiriam que de outro modo não existiriam que de outro modo não existiriam porque os Estados não têm orçamento disponível para suportar os altos custos da investigação”…..


A dimensão da operação entre a Bayer e a Monsanto – 58,7 mil milhões de euros – e, sobretudo, as áreas de negócio aqui envolvidas levantam dúvidas sobre se o negócio é possível e, em caso afirmativo, sobre os comportamentos que deverão adotar, por um lado, as autoridades da concorrência e, por outro, as autoridades de saúde e de segurança alimentar para evitar possíveis efeitos perversos do poder resultante desta mega operação. José Martino, da Espaço Visual, está convencido que “a incorporação de tecnologia na produção, como a robotização, as decisões de gestão tomadas por computadores de nova geração, a internet das coisas, irão alterar toda a forma de trabalhar e produzir”. E “lançarão novos desafios para os quais nós, empresários e cidadãos, temos de estar na linha da frente para os perceber e incorporar na lógica da defesa do bem público, fazendo com que estes movimentos de opinião sejam incorporados de forma sólida na sociedade pela via política”. Isto para dizer que, em sua opinião, “as autoridades de concorrência irão fazer o seu trabalho adquirindo cada vez mais importância nas sociedades”. E José Martino está convicto de que essas autoridades “não terão base legal para impedir este tipo de fusões, embora venham a controlar muito de perto o funcionamento do dia a dia destes conglomerados quanto a práticas de cartelização e de tirar partido de posição dominante, dumping, etc., aplicando pesadas multas”. Por outro lado, diz o engenheiro agrónomo, “a organização dos cidadãos à volta das redes sociais também será fator de equilíbrio da ação destas megaempresas”, o que o leva a não defender “a demonização destes processos tendo em conta eventuais perigos no que diz respeito à saúde dos indivíduos ou riscos de segurança alimentar”. Pelo contrário, considera que “as entidades que controlam estes processos, juntamente com o conhecimento e a divulgação e comunicação de eventuais problemas destes alimentos, de forma maciça e rápida como hoje acontece, pela perda de reputação e de negócio potencial, serão fatores de dissuasão de tentação de poder perverso por parte de quem dirige estas empresas”. …

Sei que não vai ser publicado, gostava apenas que, já que responde e dá conselhos, estes sejam o mais exatos e realistas possível.

"30 hectares? Para além de não ser necessário tanto terreno para apenas 40 cabeças, é praticamente impossível adquirir tamanho terreno na zona mencionada. E mesmo que fosse ou já o tivesse, com 30 hectares mantinha mais de cem cabeças sem dificuldade. Informação com muito pouco conhecimento. Sei que não vai ser publicado, gostava apenas que, já que responde e dá conselhos, estes sejam o mais exatos e realistas possível."

Comentários:

O comentário acima foi escrito por um leitor neste post:

Kiwi amarelo ou bovinos de engorda?

Boa noite senhor engenheiro,
O meu nome é ... e queria a sua opinião, porque eu quero meter um projeto jovem agricultor aqui na zona de Fafe e estava a pensar meter kiwi amarelo, mas também adoro animais e também quero, ao mesmo tempo, ter uma exploração de engorda de novilhos cruzados de raça galega/minhota com angus ou limousine. Gostaria que o senhor engenheiro me desse a sua opinião sobre isto, agradeço a sua colaboração, Obrigado

Comentários:
1 - Para a região indicada, se o seu terreno não tiver má drenagem atmosférica, o kiwi amarelo é melhor solução que as opções que indicou.

2 - Para os bovinos de engorda deve pensar numa exploração com pelo menos 40 animais e 30 hectares de terreno.  Será uma mais valia se produzir no modo biológico


O qual me merece os seguintes comentários:
1 - Este blog veicula as opiniões do seu autor, as quais têm por base a realidade que encontra no terreno e a responsabilidade de se conseguirem condições de sustentabilidade económica e ambiental das exploraçeos ao longo de muitos anos.

2 - Prefiro indicar as condições mais exigentes para uma exploração ser rentável do que embarcar em facilitismo ou seja, os 30 hectares de terreno podem ser muito parcelados, podem ter limitações de fertilidade de solo e de utilização, etc. 

3 - A minha preocupação é transmitir que uma exploração deste tipo deve assentar a sua estratégia em pastagens e na produção de forragens próprias com baixo custo de produção pois esta é a base da competitividade da produção de carne de bovino, tendo os concentrados e a compra de alimentos fibrosos (palhas) um papel marginal nos custos.

4 - Há produtores que conseguem fazer explorações desta dmensão (30 ha) e superiores, juntando parcelas 
próprias com arrendadas, parcelas estas de vários proprietários. Não sendo um processo fácil, não o é de todo impossivel. 

5 - Indiquei o número de animais (40) para garantir o equilibrio da tesouraria da empresa e o rendimento adequado de uma família da classe média. Se os terrenos da exploração esiverem em poucas parcelas e tiverem excelentes condições para produção de alimentos, certamente que o número de animais pode ser superior, o que acarreta melhorias na rentabilidade (faz parte da minha responsabilidade indicar o pior cenário dentro dos que têm rentabilidade)

6 - Iniciar uma exploração deste tipo é muito exigente para o empresário, quer do ponto de vista pessoal, quer do ponto de vista do negócio e requer grande responsabilidade para se manter no longo prazo, sendo recomendável ter uma estratégia de produção que equacione o cenário do valor dos subsídios ao rendimento (animais, pastagens, etc.)  baixarem drásticamente, mas mesmo neste caso manter a sustentabilidade do negócio.

NOTA: O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.     

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

4 hectares de terreno agrícola na Tocha

Boa Noite, Chamo-me ... e moro na zona da Tocha. Atualmente sou professor mas a análise que faço da minha situação leva-me a pensar que não é descabido ir "abrindo" outras portas.
Assim, se surgisse uma alternativa viável, ou apoios específicos, tenderia a ponderar uma eventual "alteração" de rumo.
É nesse sentido que lhe coloco esta 1.ª abordagem.
Tenho (juntamente com a minha esposa) uma propriedade (com casa devoluta) com cerca de 4 ha perto da volta da Tocha. O terreno está alugado a um agricultor que usa para produção de milho e pasto. No entanto o aluguer não é muito alto e receber nem sempre é fácil.
Surgiu assim (com todo este contexto) a ideia de poder fazer-se algum tipo de iniciativa para rentabilizar o espaço e, até porventura, criar o próprio posto de trabalho.
É neste sentido que lhe colocava a minha dúvida.
Surgiu-me a ideia de uma área que será sempre necessária e que existirá, à partida, sempre independentemente das modas - Aviário.
Sei que estão disponíveis fundos comunitários no âmbito do PDR 2020 e do Portugal 2020 mas não sei se destinam a este tipo de infraestruturas ( Aviário) e em que percentagem. Também não sei se dada a experiência que tem se é de facto esta uma das áreas da qual tem conhecimento acerca da sua viabilidade e rentabilidade - seria importante ter uma ideia para tomar decisão).

Tem alguma ideia da rentabilidade média anual deste tipo de negócio.
Vi no seu blogue que pertence a uma empresa (EspaçoVisual) que trabalha na elaboração deste tipo de projetos e daí as minhas questões.
A minha questão é se, dadas estas circunstâncias, tem algum tipo de sugestão acerca do qual me possa debruçar para eventual análise.

Obrigado pela atenção desde já prestada,


Comentários:
1 - A avicultura pode ter algum interesse através de um "projeto de autor", da produção à comercialização tirando partido de uma marca própria no modo de produção biológico ou eventual integração como produtor num dos grandes grupos deste setor. Em qualquer caso recomendo que faça um plano de negócios sumário para avaliar o interesse económico desta atividade, o qual à partida me parece limitado.

2 - Na minha opinião 4 hectares de terreno no litoral têm maior potencial para serem explorados em atividades exclusivamente vegetais: fruticultura, espargos, horticultura, etc. podendo iniciar-se no modo de produção convencional e a médio prazo, passarem para o modo de produção biológico. O trabalho com animais exige acompanhamento 365 dias por ano, enquanto a exploração de plantas permite ao longo do ano alguns períodos mortos para férias e fins de semana.

3 - Pode tirar partido da experiência e conhecimento dos consultores da Espaço Visual, empresa com 20 anos de atividade em consultoria e prestação de serviços à agricultura, trabalha em todo o Portugal e tem 15 consultores especializados, licenciamentos, contabilidade e gestão, e formação profissional. Marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira (917075852).

4 - Analise se tem perfil para empreendedor fazendo o teste  de autoavaliação que se encontra neste blogue e decida se vai tornar-se um empreendedor agrícola. Neste caso, pesquise atividades que tenham em conta o seu perfil e vocação, visite produtores, participe em eventos, etc. construa o seu plano de negócios sumário. Neste gase tire partido dos consultores

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O que fazer no inicio do processo para me tornar um empreendedor agrícola de sucesso?

Boas Sr. Eng. José Martino

Felicito o desde já pelo seu trabalho com este blog que ajuda a tirar muitas duvidas sobre diversos temas ligados à agricultura.
Sou da zona de Leiria tenho 26 anos e tenho alguns terrenos que de momento nao estão a ser explorados e gostava de os rentabilizar.
tinha como ideia principal apostar na produção de kiwis num terreno com perto de 2 hectares, mas após a plantação até conseguir tirar produção terei de esperar alguns anos por  queria utilizar os outros terrenos para a produção de batata doce,esses dois terrenos são mais pequenos com pouco mais de 0.5 hectare cada um.
1-acha outra produção sem ser a batata doce mais viável/rentável para este tipo de terrenos?

2-gostava de lhe perguntar tambem se acha estes projectos viáveis/rentáveis e se acha que conseguirei obter financiamento da proder como jovem agricultor para estes projectos,e que entidades me podem ajudar a elaborar um projecto viavel para apresentar.

3- estou de momento a tirar uma formação em apicultura pois quero adquirir algumas colmeias e gostava de saber se a proder também ajudar no financiamento de quem inicia apicultura se ha algum valor mínimo de investimento a fazer para ter apoios.

4- gostava de saber se os custos tem de ser inicialmente suportados por mim se receberei alguns apoios na aprovaçao do projecto para poder iniciar, visto que disponho de pouco orçamento para investir.

Como vê são algumas ideias que há alguns meses tenho analisando e pesquisando sobre os temas e procurando formações na área da gestão agrícola financiadas para me ajudar mas tem sido complicado encontrar e neste momento estou a trabalhar na área fabril por isso queria primeiro começando com um part time para mais tarde poder ser a full time visto que a agricultura e natureza são a minha paixão.

espero que tenha sido explicito nas minhas duvidas e que me possa ajudar.
desde já os melhores cumprimentos

Comemtários:
1 - Recomendo que elabore um plano de negócios sumário sobre a(s) atividade(s) agrícolas que se propõe abraçar (no máximo 2 atividades: deve começar por 1 atividade e quando a dominar deve avançar para a 2.ª).

2 - Tenho dúvidas se Leiria tem aptidão de solo e clima para a cultura do kiwi e sobretudo, disponibilidade de água para rega. Caso o seu terreno tenha condições acho que deve começar com 4 hectares para ter hipótese de rentabilizar a estrutura de mecanização, r.ega, quantidades minímas a transportar e entregar no entreposto, etc. (os 4 ha podem não ser numa única parcela). Se tiver água de rega disponivel em quantidade e se esta não for rica em bicarbonatos, o mirtilo será melhor opção quanto a mercado e futuro (deve colocar em todas as parcelas, começando por 1 a 2 hectares e caminhando para os 4 a 8 hectares).

3 - Recomendo que marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) ou alguém da sua equipa. com o objetivo de saber que apoios públicos de apoio ao investimento do PDR 2020 pode captar e como o deve fazer do ponto de vista dos pormenores.

4 -  Recomendo que se instale como jovem agricultor com um investimento minímo de 80 000 euros, obtendo um prémio de 1.ª instalação de 18750 euros, mais  5000 euros se for sócio de uma organização de produtores e terá 60% de incentivo não reembolsável sobre o valor do inv,estimento elegivel.

5 - Se quiser ter sucesso como empresário agrícola terá de continuar a pesquisar, visitar explorações, participar em formações e eventos, etc.
  

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Workshop para empreendedores agrícolas "Como criar um negócio de sucesso"

Este evento insere-se no Plano de Responsabilidade Social da Espaço Visual e tem como objetivo promover um empreendedorismo agrícola de sucesso. Os seus objetivos são:

- Auto avaliação do perfil de empreendedor agrícola = saber se há o minímo de caraterísticas pessoais para fazer negócio na agricultura (1.º passo)
 -Conhecimento do processo de investimento (a percorrer até contratar consultoria).
- Elaborar um Plano de negócios sumário
- Perceber as metodologias de Financiamento

- Ter consciência do processo a desenvolver até iniciar o Investimento


A Espaço Visual tem percorrido o país com este evento em Escolas Agrícolas, Politécnicos, Universidades, etc. A Espaço Visual aceita propostas de parceiros para fazer este workshop tendo por base o critério de interesse público desta ação.

Este workshop decorrreu  em Faro no dia de hoje:

Variedades regionais autóctones de macieiras

Escrevi neste blogue o seguinte sobre projectos de variedades de macieiras autóctones ou regionais: 

4 - Recomendo que faça uma exploração com a superfície mínima de 10 hectares de macieiras. A médio prazo (5 - 7 anos) terá de caminhar para os 20 - 25 hectares.

5 - Na minha opinião, há lugar para uma exploração de macieiras com variedades autóctones, tradicionais portuguesas, um "projeto de autor", marca própria, verticalizado, da produção ao consumidor, passando pela comercialização, recomendo a sua promoção tirando partido da internet e das redes sociais.


E recebi o seguinte comentário de um leitor:


Boa Noite 
Será que o Sr. Eng. Martino conhece a variedade Porta da Loja? 
Será que tem a noção que o maior produtor mundial desta variedade não deverá ter mais do que 4ha? 
Será que tem profundo conhecimento do mercado desta cultivar? Ou será que pensa, tal como o interlocutor que esta cultivar é largamente exportada?


Comentários:
1 - Um projeto de autor contempla a produção, o entreposto e a distribuição através de uma marca própria. Para tal é preciso uma dimensão de atividade que tenha uma rentabilidade miníma, a qual é na minha opinião, a indicada acima.

2 - Defendo que se deve optar pela plantação de uma multiplicidade de variedades regionais (acima de 8) para se diminuir o risco do negócio e experimentar cada uma delas nos várias formas de comercialização e segmentos de mercado. O daria na fase de cruzeiro., em média, pouco mais de 3 hectares por variedade, o que se enquadra na preocupação do leitor, temos o mesmo enquadramento estratégico.

domingo, 2 de outubro de 2016

Newsletter Espaço Visual

Dicas Sobre Empreendedorismo Agrícola com o Eng.º José Martino

Acompanhe no site da Espaço Visual um novo quadro, onde o Eng.º José Martino compartilha o conhecimento adquirido em mais de 30 anos de experiência em empreendedorismo agrícola.
Todas as Quartas-feiras há uma nova publicação, onde o tema é abordado sob os mais diversos pontos de vista.
Veja os temas que já foram publicados:

Empreendedorismo Agrícola

Aqui o Eng.º Fala sobre o número de atividades aconselhadas para uma exploração agrícola, da dimensão do início de projeto e economia de escala, apoios públicos ao investimento, financiamento e muito mais

Networking na Agricultura

Nesta dica são destacados os seguintes assuntos: Quais as fases do processo de empreendedorismo em que o networking é mais importante? e Como se constrói a rede de networking nas agriculturas de Portugal?

Rentabilidade das Atividades Agrícolas

Quanto a este tema, o destaque foi: Controlo e Análise da Rentabilidade na Agricultura, A importância do Controlo de Custos, A Importância da Contabilidade e Gestão na Rentabilidade Agrícola e A Consultoria como Fator Determinante de Rentabilidade na Agricultura.
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Veja os cursos que estão em destaque:


Agricultura Biológica Geral – 140 horas

A qualificação de técnicos para o modo de produção biológico carece de formação devidamente homologada pela Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Este curso de Agricultura Biológica Geral permite o exercício da atividade dos técnicos fornecendo-lhes conhecimentos teóricos e práticos para este modo de produção.
Destinatários
Recém-licenciados, quadros técnicos e científicos, e técnicos com formação superior na área das ciências agrárias e afins.
Local e Datas
Local: Teóricas – Gondomar; Práticas – Explorações a indicar.
Data de Realização: A iniciar a 19 de Outubro e a terminar no final do ano. (A realizar em dias úteis não consecutivos e em sábados alternados, salvo exceções a indicar).
Horário Previsto: Dias úteis 19:00-23:00; Sábados: 9:00-13:00; 14:00-18:00.

“Modo de Produção Biológico - Geral” 50 horas

A Portaria 25/2015 de 9 de fevereiro, estabelece o regime de aplicação da ação n.º 7.1, «Agricultura biológica», bem como o compromisso do beneficiário frequentar ação de formação devidamente homologada pelo Ministério da Agricultura e do Mar.
Destinatários
Agricultores que e operadores/agricultores que têm de implementar a prática do modo de produção biológico. Podem também frequentar este curso, além dos detentores de explorações agrícolas e pecuárias registadas, os seus trabalhadores, bem como jovens e ativos que pretendam exercer atividade agrícola.
Os destinatários deverão ter o mínimo de 18 anos de idade e possuir a escolaridade mínima obrigatória.
Local, Datas e Duração
Local da Componente Teórica: Espaço Visual, Zona Industrial de Gondomar.
Local da Componente Prática: Em exploração a designar.
Data de Início: 10 de Outubro
Horário Previsto: 18:30-22:30 e 9:00-13:00/14:00-17:00

“Cultura da Actinídea (Kiwi) em Modo de Produção Integrado” 75 horas

A Portaria 25/2015 de 9 de fevereiro, estabelece o regime de aplicação da ação n.º 7.2, «Produção Integrada», bem como o compromisso do beneficiário frequentar, num prazo de uma no após o início do compromisso ação de formação devidamente homologada pelo Ministério da Agricultura e do Mar.
Destinatários
Agricultores e operadores/agricultores que têm de implementar a prática do modo de produção integrada. Podem também frequentar este curso, além dos detentores de explorações agrícolas e pecuárias registadas, os seus trabalhadores, bem como jovens e ativos que pretendam exercer atividade agrícola.
Os destinatários deverão ter o mínimo de 18 anos de idade e possuir a escolaridade mínima obrigatória.
Local, Datas e Duração
Local da Componente Teórica: Espaço Visual, Zona Industrial de Gondomar.
Local da Componente Prática: Em exploração a designar.
Data de Início: 26-09-2016
Horário Previsto: 19:00-23:00 e 9:00-13:00/14:00-17:00

Todos os interessados deverão entrar em contato através de

dep.formacao@espaco-visual.pt   ou +351 22 450 90 47