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domingo, 25 de março de 2018

Tem vontade de mudar o paradigma agrícola?


Eu hoje pergunto-lhe apenas se ainda tem vontade de mudar o paradigma agrícola, ou se se rendeu ao paradigma político.

Comentários:
1. Se ler este blogue com atenção e outros artigos que tenho escrito para os jornais, bem como se estivesse atento às intervenções públicas que tenho feito em eventos ao longo de todo o território nacional nos últimos anos concerteza não lançaria o desafio que fez, porque é claro para todos que continuo determinado em criar massa crítica e mudar para melhor o paradigma das agriculturas de Portugal.

2. Tenho a certeza que Portugal irá desenvolver as suas agriculturas nos próximos anos tornando-as mais sustentáveis ambientalmente e economicamente porque está a assistir-se ao incremento e melhoria da competência dos empresários agrícolas e florestais, assim como das respetivas equipas de trabalho. 

3. Por outro lado, verifico que a inovação tecnológica e metodológica, tecnologias digitais e agricultura de precisão, modo de produção biológico e agricultura biodinâmica, etc, estão a contribuir para a mudança.

4. Portugal precisa de algumas reformas estruturais que dependem da opinião pública e, ação e vontade dos políticos,  algumas delas mais fáceis que outras, e.g. apoiar financeiramente todas as candidaturas aprovadas submetidas por jovens agricultores; apoiar todas as candidaturas de apoio ao investimento na agricultura e floresta nos distritos da região Interior de Portugal; negociar com a Comissão Europeia o emprego de mais 300 M€ + 300 M€, respetivamente para apoiar os investimentos na agricultura e floresta sem que este montantes das contas públicas de Portugal contem para penalizar Portugal; o ministério da agricultura e demais ministérios onde os agricultores precisam de obter licenciamentos e demais autorizações legais, devem tramitar os processos burocráticos dentro dos prazos legais, numa primeira fase se for preciso alarga-los para serem cumpridos em tempo útil e numa segunda fase, gerir os serviços públicos por forma a encurtar os prazos de tramitação; atribuir ajudas públicas ao investimento em função da competência do promotor (neste momento o sistema de atribuição das ajudas é cego no que diz respeito à avaliação deste parâmetro, o qual deveria contar para graduação das candidaturas); intervir para fazer a reforma da estrutura fundiária das parcelas e explorações agrícolas seja através da publicação de lei que obrigue as heranças indivisas a fazerem as partilhas em 2 anos, caso contrario o património é vendido por um agente de execução nomeado pelo tribunal tal como é feito na metodologia de extinção de empresas, pagos os impostos e o dinheiro restante dividido pelos herdeiros, seja através de um banco público de terras que arrenda prédios rústicos aos proprietários que o queiram fazer de forma voluntária e o subarrenda aos empreendedores através de aviso público (é um banco porque paga juros (renda) pelo capital fundiário (terra) havendo a garantia do Estado no pagamento da renda ao proprietário mesmo que o subarrendatário não pague e na devolução da terra no mesmo estado de uso ou melhor com que a recebeu no inicio do prazo do contrato de arrendamento), etc. etc.

5. Voltando à minha pessoa e ao que tenho feito para mudar o paradigma das agriculturas de Portugal:
a) Ajudei a desenvolver, a crescer, a incrementar o valor acrescentado para os kiwicultores seja pela assistência técnica de campo, captação de fundos públicos para o investimento na kiwicultura e agroindustria (Bfruit, Frutas Douro ao Minho, Kiwicoop, Kiwi Greesun, Prosa), no lançamento e na presidência da direção durante dois mandatos na  APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores, no lançamento e promoção em Portugal dos kiwis arguta Nergi  (50 ha);
b) Ajudei a promover a reconversão de algumas centenas de hectares de vinha em Castelo de Paiva e Guimarães;
c) Ajudei a criar a RefCAst - Associação Portuguesa da Castanha, sou o presidente da mesa da Assembleia Geral e também estive, antes de haver de associação, no lançamento da rede de cooperação RefCast;
d)Promovi algumas centenas de hectares da cultura dos pequenos frutos ao longo de Portugal, estive junto com a Eng. Fernanda Machado e alguns outros parceiros na elaboração do plano de negócios e no lançamento da Bfruit (organização de produtores de pequenos frutos e mais recentemente foi reconhecida para outros frutos frescos que começou a sua atividade em setembro de 2013) que hoje agrega mais de 130 produtores.
e) Estou apostado desde 2015 em promover a cultura do pistácio, alguns milhares de hectares na região do Interior de Portugal, assim como organizar a sua produção e comercialização através de uma organização de produtores (Fruystach) para obter o futuro reconhecimento formal. No próximo futuro irei promover outras culturas de frutos secos porque são muito importantes para ajudar ao desenvolvimento das regiões mais deprimidas de Portugal
f) Ajudei junto com a minha equipa da empresa de consultoria Espaço Visual, este blogue e outras intervenções públicas, a instalar milhares de jovens agricultores;
g) Através da empresa de consultoria Espaço Visual da qual sou CEO, ao longo dos últimos 25 anos,  ajudei/ajudamos milhares de pessoas investirem e melhorarem as suas explorações agrícolas, assim como formarem-se e ganharem competências, obterem licenciamentos de atividades, terem contabilidades agrícolas e agroindustriais cumprindo a lei e sendo mais competitivas;
h) Mais recentemente através da empresa de consultoria Ruris, também sou o CEO, elaboramos planos estratégicos de desenvolvimento rural, agroalimentar, fileira, etc. para regiões concelhos, atividades, desenvolvemos modelos de incubadoras de base rural de nove geração, concebemos e lançamos bancos de terras, etc.;
i) Sou empresário agrícola no kiwi e noutras atividades agrícolas;
j) Escrevo neste blogue, jornais generalistas e económicos, revistas técnicas, etc. com o objetivo de transmitir a minha experiência, criar massa crítica, contribuir para agriculturas mais competitivas.

6. Espero continuar ao longo dos próximos anos a contribuir para a mudança efetiva no paradigma das agriculturas de Portugal porque tenho conhecimento, experiência, equipas preparadas e capazes para o efeito e continuo com mais vontade de o fazer de sempre.

7. Faço votos para se junte a mim e a muitos outros apóstolos do prestigio de sermos agricultores e estarmos na agricultura.                     

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