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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Jovens agricultores

Os apoios às candidaturas de instalação de jovens agricultores deve ser uma prioridade politica deste e qualquer governo porque é um reforma estrutural profunda nas agriculturas de Portugal.

O número de empresários agrícolas com idades acima dos 50 anos é muito elevado, sendo preocupante nesta fase em que é preciso incorporar inovação, novas tecnologias, metodologias de gestão digitais, mais rigorosas, as quais tenham por objetivo a criação de rigor nos negócios, é preciso fazer da agricultura de precisão a principal forma de fazer agricultura em Portugal, é preciso haver no terreno um elevado número de players com perfil e competências para abraçar e dar resposta a estes desafios. Os jovens agricultores enquadram-se, embora de forma não exclusiva, neste segmento de empresários.

Estes desideratos não são panaceia, não são princípios de retórica, pelo contrário, faço questão de os comunicar e praticar de forma massiva, contribuir para a criação de massa crítica, criar uma nova dinâmica nas mentalidades, no campo, na criação de riqueza porque correspondem aos superiores interesses das agriculturas de Portugal. Se está de acordo com estas ideias e quer contribuir para a mudança, p.f. envie-me um email (jose.martino@espaco-visual.pt) com o seu apoio.

Tenho a certeza que estamos a contribuir para mudar alguma coisa em Portugal e mais que tudo, no futuro próximo, vamos ajudar a melhorar a economia de Portugal!

Obrigado!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Será que me poderia aconselhar sobre uns 2 hectares na zona da Amareleja?

Boa tarde Sr. Engenheiro,
Será que me poderia aconselhar sobre uns 2 hectares na zona da Amareleja,concelho de Moura.
Esses dois hectares neste momento estão ocupados com vinha e oliveira. Será viável em termos de rentabilidade manter essas espécies, dado que o terreno tem boa qualidade, ou plantar outro tipo de espécies de rentabilidade imediata e quais as que me aconselha, pois possuo também um poço.

Os meus melhores cumprimentos

Comentários:
1. Os 2 hectares de terreno ocupados com a cultura da vinha e olival podem ser rentáveis se o rendimento obtido for superior aos custos reais e atribuídos.

2. Teoricamente o indicado em 1. pode rentável, no entanto, será pouco interessante porque o valor total gerado é muito baixo, podendo neste caso, não motivar o empresário porque é desproporcionada a relação entre os euros gerados e o trabalho que lhe obriga, assim como o respetivo risco do investimento.

3. Só visita ao terreno por parte de um técnico especialista pode determinar as culturas de carater intensivo, adaptadas ao solo e clima do local, que lhe poderão dar maior rentabilidade 

Jovem Agricultor do Interior questiona: O que devo fazer para lançar o negócio da forragem hidropónica?

Boa tarde Eng.

Antes de mais quero parabenizá-lo pelo excelente trabalho desenvolvido.


O meu problema é o seguinte, no fim de algumas pesquisas deparei-me com a produção de forragem hidropónica, a qual me parece bastante interessante, o problema é o escoamento da mesma. 

No seu ponto de vista, qual ou quais as melhores formas de escoar o produto visto que, irei produzir na zona de Tondela onde tenho um terreno (lameiro) com 3250m2, um poço abundante e algumas oliveiras.


Cumprimentos,

Comentários:
1. Faça uma pesquisa de mercado visitando previamente ao investimento os potenciais clientes, elabore o respetivo relatório desta ação e analise-o:
a) Elabore um guião de entrevista com os pontos principais a levantar no contato com o potencial cliente;
b) Nas visitas procure perceber se o que lhe estão a dizer e está a registar, está coerente e em linha com a análise corporal do interlocutor e com o seu feeling sobre o mesmo (há o risco de quem nos recebe dizer aquilo que queremos ouvir, que nos compram o produto a determinado preço e depois mais tarde, iremos comprovar que tal não é verdade, ou não compram ou irão impor um preço mais baixo;
c) Elabore um relatório final com o mercado potencial, distribua-o por regiões concêntricas a partir do seu ponto de fabrico, faça-o de dez em dez quilómetros, indicando quantidades e valor em euros  por unidade de produto vendido;       
d) Avalie os custos de transporte e distribuição e a partir desta análise  verifique se a localização geográfica do seu ponto de fabrico lhe garante competitividade ao negócio

2. Faça um plano de negócio com o objetivo de iniciá-lo com a menor dimensão possível que lhe garanta o mínimo de rentabilidade, pois deve fazer um teste de produto no mercado porque há o risco do seu levantamento de mercado lhe indicar um determinado potencial e na prática ele ser muito diferente.

3. Tendo êxito com o indicado em 2. avance com o investimento na produção de forragem hidropónica

4. Esteja atento aos avisos da Incubadora de Base Rural de Guimarães porque esta vai dar resposta a casos como o seu, criar condições para que adquira competências no empreendedorismo, possa à distância elaborar o seu plano de negócios com o apoio de um mentor e tenha apoio de consultor para o ajudar na fase de implementação do negócio (apesar desta Instituição privilegiar os investidores do concelho se houver vagas disponíveis irá apoiar investidores da região e do país)       

domingo, 12 de novembro de 2017

Tópicos da Intervenção que fiz nas Conversas sobre Agricultura no Fórum da Agrogarante, Vila Real, dia 10 Novembro

Título: Tendências da região e do setor (Região = Trás os Montes; Setor = Agricultura e Agro industria)


1. Tendências na região de Trás os Montes
1.1. Vinha e vinho – dar valor acrescentado – cuidar dos pormenores da vinha e do vinho. Controlar custos de produção. Caminhar do preço do vinho no mercado para o o valor da garrafa do vinho à saída da adega e para o quilo da uva à porta da adega. Outro objetivo: mais vinhos para além do Barca Velha, que cheguem aos 100 pontos nas avaliações dos peritos internacionais de referência. Ligação da vinha e do vinho ao turismo. Cooperação entre produtores e agroindústria das várias regiões vitivinícolas para dar escala e baixar custos no acesso aos mercados internacionais. O vinho português é pouco conhecido pelos consumidores comuns nos países consumidores, pelo que é preciso uma estratégia de digitalização elaborada nos mercados de destino para dar a conhecer os vinhos de Portugal a esses potenciais consumidores.

1.2. Azeite: implementar o processo que se fez no vinho há 25 anos: marcas de produtores, marcas de azeites por variedade e olival específico. Trabalho conjunto das principais lagares de Tras os Montes para manterem a regularidade de abastecimento dos mercados de alto valor acrescentado, evitando vender o azeite a players internacionais sobretudo italianos e espanhois que o valorizam sob as respetivas marcas. É preciso desenvolver um processo de cooptição entre players (cooperação entre players que competem nos mesmos produtos e mercados com o objetivo de baixar custos, melhorar condições de contexto, etc.).
Melhorar o regadio; caraterizar os olivais, ajustar a data optima de colheita para se obter azeite da mais alta qualidade.

1.3. Amêndoa: pode vir a ser um grande sucesso e um excelente negócio. Eu estou mais pessimista que optimista. Há plantação de massiva em Espanha há vários anos, há fortes variações dos preços de mercado em ciclos de 5 a 10 anos, vivemos o ciclo do ponto alto da curva, vamos ver como se irá comportar o preço na fase descente da curva. Recomendo aos produtores de amêndoa diversificação para 2 a 3 atividades nas suas explorações. Espero que a agroindústria da amêndoa caminhe na escala de valor encontrando segmentos de mercado específicos de valorização do produto e menos sensíveis às variações do preço ao longo do tempo.

1.4. Castanha: vista como o petróleo de Tr´ss os Montes nas palavras do presidente da RefCast – Associação Portuguesa da Castanha, Prof. José Laranjo. Parece-me que a castanha está para a região de Trás os Montes como o petróleo está para os países árabes ou Angola, extraem a riqueza mas não conseguem reter nesses espaços geográficos o valor acrescentado gerado. Para tal, é preciso desenvolver industria em Portugal que faça a valorização da castanha para além do descasque e congelação.Por outro lado, é  muito importante a extensão temporal da oferta no mercado da castanha fresca até fevereiro a abril, penetrar no consumidor jovem, encontrar formas alternativas de consumo.O castanheiro precisa de melhoramento genético ao nível das variedades e porte da árvore (copa muito grandes para suportar superfície produtiva no limite da copa, é preciso desenvolver o mesmo trabalho que foi realizado na macieira e na pereira). A cultura tem que ajustada às alterações climáticas, quer no diga  respeito ao regime de temperaturas de inverno e de verão, quer humidade atmosférica e teor de água no solo. A rega e controlo de pragas tem que ser utilizadas na maioria dos soutos.

1.5. Batata: tem que fugir da cultura tradicional de par time e caminhar conforme seja possível para algum profissionalismo com integração vertical na fileira de valor acrescentado, tirando partido da origem das suas caraterísticas organolétpicas integrando-a nas cadeias curtas de comercialização, ligando-a à gastronomia local ou regional que tira partido do turismo.

1.6. Maçã está a fazer o seu caminho na comercialização, na busca de valor acrescentado, tirando partido sobretudo do mercado espanhol. Há incremento do profissionalismo e das economias de escala.
1.7. Atividades alternativas com fortes investimentos nos últimos anos:
a.       Pequenos frutos – estão a fazer o seu caminho pois são atividades recentes, sem tradição, experiência incipiente quer na produção, quer no mercado, deficiente conhecimento técnico e tecnológico. Na minha opinião o mirtilo tem mais interesse e futuro face a framboesas e groselhas. A amora ficará dependente do aparecimento de novas variedades com melhor sabor e maior poder de conservação no pós colheita.
b.       Apicultura- teve a entrada de novos players com os apoios do ProDeR e PDR 2020. É uma atividade exigente em conhecimento, experiência e gestão de pormenores. Muitos deles irão falhar, muitos outros irão contribuir para o rejuvenescimento e evolução desta fileira. Estou otimista quanto ao seu futuro apesar da influência das alterações climáticas, pragas e doenças
c.       Cogumelos – na minha perspetiva há aumento da procura de cogumelo industrial e oportunidade para duplicação do negócio seja nos players existentes seja através de uma nova industria de cogumelo branco. A produção de outros cogumelos está a fazer o seu caminho porque é muito importante a oferta de uma gama. Creio que os cogumelos selvagens são um negócio que deveria ser potencializado com a elaboração de planos estratégicos ao nível dos municípios ou CIM, tendo como objetivo fazer o diagnóstico do estado da arte e potencial, dos objetivos a atingir se fossem executadas determinadas ações e se fosse implementado

2. Setor agrícola
a.      Pistacio, avelã e novas atividades.
b.       Digitalização e agricultura/atividades de precisão. Recolha automática de dados com armazenamento e e tratamento informático
c.       Incorporação de tecnologias de gestão, rigor nos pormenores, fazer
d.        operação certa na hora certa.
e.       Formação profissional
f.        Adaptação tecnológica para responder às alterações climáticas: captações superficiais,  deficitária, gestão da rega ao longo do dia, cobertura dos tubos de rega com plástico de faces preta e branca
g.       Agricultura no MPB e biodinâmica
h.       Projetos de autor versus integração via OP´s
i.         Agro industria em Trás os Montes e internacionalização – recursos endógenos.         



Cabras

Boas, eu queria fazer um projeto jovem agricultor, o projeto seria de 200 cabras. 

Pedia uma ajuda como fazer isso.

Obrigado

Comentários:
1. Um projeto de investimento com cabras é exigente em conhecimento e experiência prévia com este tipo de animais porque precisa salvaguardar previamente que gosta e está motivado para trabalhar nesta atividade 365 dias por ano, sábados, domingos, feriados, Natal e Ano Novo, os animais comem todos os dias e gostam de sair do curral e fazer pastoreio. Esta estratégia de adquirir competências serve também para garantir o mínimo de rentabilidade  e sustentabilidade à atividade e negócio.

2. Recomendo que faça um estágio formativo para ganhar experiência como empresário e chefe de exploração, para tal contate Benjamim Machado da Espaço Visual (923 344 183).

3. Para as 200 cabras deve garantir ter pelo menos 1 hectare de terra com forragens e pastagens para cada 10 a 15 cabras conforme a fertilidade dos terrenos.

4. Para poder esclarecer pormenores  sobre o seu projeto marque uma consulta com Benjamim Machado.







   

Pistacho / Pistácio

Boa tarde, 

Gostaria de saber de locais onde adquirir árvores de pistacho/pistácio. é possível obter aqui alguma informação?


Comentários:

1. Este blogue tem informação sobre a cultura do pistach/pistácio. Faça a pesquisa no campo respetivo.

2. A Espaço Visual, empresa de consultoria agronómica da qual sou CEO está a trabalhar para promover a implantação de 3000 ha em 5 anos. A Espaço Visual irá promover sessões de divulgação da cultura, em Trás os Montes, Beiras e Alentejo,  ao longo dos próximos meses. Esteja atento ao website da Espaço Visual e a este blogue onde se fará o anúncio público destes eventos.

3. Sobre a cultura, compra de árvores, organização da produção, mercado, etc. marque uma consulta com Benjamim Machado da Espaço Visual (924 433 183).

4. A cultura do pistacho/pistácio é muito interessante porque tem margem bruta muito elevada (diferença entre o rendimento bruto (multiplicação da produtividade (produção em quilos de  pistacho/pistácio por hectare) pelo valor do quilo de pistacho/pistácio)  e os custos variáveis). A margem bruta é superior a 300% face aos custos, pelo que torna a cultura do pistacho/pistácio em nível de rentabilidade intrínseca muito elevada, quase único nas culturas agrícolas. 


sábado, 11 de novembro de 2017

Mensagem que Motiva o Meu Trabalho em Prol do Desenvolvimento das Agriculturas de Portugal

Recebi este email ontem ao final de tarde após a minha intervenção nessa mesma tarde no Fórum de Garantia Mútua, Conversas sobre Agricultura, organizado pela AGROGARANTE, Entidade a quem agradeço publicamente pela oportunidade que me deram em expor as minhas ideias, experiência, know how, às mais de uma centena de pessoas presentes, sobre o tema "Tendências da Região e do setor" (Região=Trás os Montes e Setor=Agricultura  e Agro industria):

"Boa tarde Engenheiro Martino
Antes de mais obrigado pelo excelente trabalho desenvolvido em volta do setor primário. É de homens como o Sr. Engenheiro que o setor precisa.
Eu gostei muito de ver a sua palestra hoje no encontro promovido pela agrogarante.

Muito objetivo e concreto."

Comentários:
1. Custa-me muito como cidadão aceitar que Portugal não monte uma estratégia para em 10 anos  chegar a país desenvolvido (pelo menos duplicar o PIB per capita), que não exista massa crítica nos cidadãos, que estes não sejam exigentes consigo próprios, com as Instituições que se relacionam e com a sociedade e país.

2. Entendo que devo contribuir de forma direta para essa mudança, sendo as minhas intervenções públicas um meio para esse fim.

3. O texto do leitor a quem agradeço do fundo do coração a mensagem, é uma das muitas formas que me fazem chegar pelos resultados desta minha estratégia.

4. Muito obrigado a todos os leitores deste blogue 

 


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Jovens Agricultores do Interior sem qualquer tipo de apoio

Caríssimo Eng. José Martino,

Tenho seguido algum do seu trabalho, e constatado que é uma das poucas vozes que tentam fazer ouvir-se a favor da defesa da agricultura e dos agricultores em Portugal, coisa que não tenho visto fazer às organizações de agricultores que seria supostamente o trabalho deles.

Deixe-me contar-lhe a minha situação em jeito de desabafo.

Numa altura em que tanto se ouvem promessas de mudança no panorama rural, de reordenamento do território e desenvolvimento do interior, gostaria de lhe dar conhecimento do que se está a passar com os jovens que tentam revitalizar o interior completamente esquecido, e que só é lembrado em caso de catástrofes como as que aconteceram recentemente.

Somos dois jovens, naturais do concelho de Trancoso, distrito da Guarda, uma das zonas mais desfavorecidas e abandonadas de Portugal. Provavelmente por orgulho e teimosia, ganhámos coragem para “desmatar” terrenos que estavam ao abandono, desde que os nossos pais os deixaram de cultivar. Podíamos ter feito como acontece com tantos outros terrenos que há nas mesmas situações nesta zona do interior do país. Deixar ao abandono, cheio de mato, e esperar que ardessem todos os anos.

Não querendo seguir a opção mais fácil, arregaçámos as mangas, estudámos a melhor cultura para a instalar, pedimos ajuda e conselhos a quem sabia mais do que nós, tirámos todos os cursos disponíveis para jovens agricultores, e começámos a trabalhar no nosso projecto, com a esperança de virmos a ter algum apoio por parte do ministério da agricultura através do PDR2020, cuja aprovação seria crucial para que o nosso projecto chegasse a bom porto.

Iniciámos a preparação dos terrenos, e no início deste ano plantámos 23 ha de vinha, porque achamos que é uma cultura promissora para a região. Desde aí, temos dado trabalho a muita gente, tanto a empresas prestadoras de serviços, como a trabalhadores locais da aldeia. 

Inevitavelmente, o nosso entusiasmo inicial está a desvanecer-se, e teremos de abandonar o nosso projecto de revitalização do interior e da aldeia, uma vez que a vinha está a secar e não temos como a regar. Sim tão simples quanto isto.

Parece inacreditável, mas isto está a acontecer, porque não conseguimos obter qualquer ajuda para instalar um sistema de rega na vinha, e comprar um simples tractor para que possamos tratar dela.

Não conseguimos obter o apoio mais básico para que nos possamos instalar como Jovens Agricultores, para comprar um simples tractor ou alfaias agrícolas. 

Submetemos um projecto de Jovem Agricultor em Fevereiro de 2016 (quase dois anos), e embora o projecto tenha obtido parecer favorável e com viabilidade, não nos é dado qualquer apoio, por falta de dotação orçamental. Como é possível continuar a dizer-se à boca cheia que há dinheiro para apoiar a agricultura, e os jovens agricultores, quando temos um exemplo flagrante como este, sem qualquer tipo de apoio? Como é possível que, sabendo que a revitalização das pequenas explorações agrícolas no interior, e imprescindível para salvar o país do flagelo dos incêndios, não haja dotação orçamental para apoiar os poucos jovens agricultores que ainda resistem no interior?

Demos a conhecer este caso ao Ministério da Agricultura por várias vezes, mas que não foi dada qualquer importância ao assunto.

Já agora, gostaria de saber se está a par de situações semelhantes a esta que têm ocorrido, e se tem alguma sugestão/conselho, sobre o que tentar fazer para resolver esta situação.


Melhores cumprimentos,


Comentários:
1. Conheço algumas centenas de casos semelhante ao Vosso desde há muito tempo.

2. Fui o promotor e 1.º subscritor, em junho passado, de uma petição pública  com o titulo "Agricultura Portuguesa - Jovens Agricultores"  (ver http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT85843) com o objetivo de recolher as assinaturas necessárias para que a Assembleia da República fosse obrigada a votar a petição pública para que cada um dos jovens agricultores que tivesse o seu projeto de 1.ª instalação aprovado captasse as respetivas ajudas financeira públicas de apoio ao investimento. Na minha opinião, é inconcebível que precisando Portugal de rejuvenescer o seu empresariado agrícola e rural, não aproveite todos aqueles jovens que estão dispostos a abraçar esse desafio. Este é um dos pontos mais estruturantes a mudar nas agriculturas de Portugal e que para tal deveria ter a máxima prioridade nos apoios, fazendo-se em detrimento de qualquer uma das outras medidas e ações do PDR 2020. O Ministério da Agricultura deve colocar no topo da agenda da reprogramação do PDR 2020, esta medida de apoio à instalação dos jovens agricultores. Infelizmente esta minha petição pública captou poucas assinaturas, certamente não comunicada à opinião pública de forma eficaz, pois a sua bondade é do maior interesse público para Portugal e os portugueses.

3. Defendo que, em situações de escassez de fundos financeiros face à procura desses apoios, deveria haver prioridade no acesso aos dinheiros disponíveis os investimentos localizados nos distritos do Interior de Portugal. Não é aceitável colocar em pé de igualdade no acesso a fundos públicos, iniciativas no Litoral e no Interior, quando é do conhecimento comum que no Litoral há mais iniciativas, projetos, empreendedores, sendo do ponto de vista médio mais baratos os investimentos.

4. Recomendo que escreva ao Sr. Ministro da Agricultura expondo a sua situação, bem como à Diretora Regional de Agricultura e Pescas do Centro, deputados da Comissão Parlamentar de Agricultura, Presidente da Câmara Municipal, etc. Fale com os jornalistas das estações de rádio locais, nacionais, jornais, televisões, etc. para que visitem a sua exploração e divulguem o seu exemplo, porque há muitos outros milhares de jovens na mesma situação. Não desista, insista até ser atendido

 

   

Feiras Castanha 2017

-2 a 5 de novembro- “Norcastanha”. Bragança
-2 a 5 de novembro- "Feira da Castanha". São Pedro de Castelões, Vale de Cambra
-3 a 5 de novembro- "Feira da Castanha". Trancoso
-3 a 5 de novembro- “Castmonte 2017, Feira da castanha”. Carrazedo de Montenegro, Valpaços
-3 a 5 de novembro- “Festa da Montanha”. Sambade, Alfândega da Fé.
-9 de novembro- "Festa da Castanha". Casa de Pessoal do HSM, Guarda
-9 a 12 de novembro- "Festim da Castanha". Grândola
-10 e 11 de novembro- "Feira de São Martinho". Santa Marta de Penaguião
-10 a 12 de novembro- “Feira do Magriço”. Penedono
-10 a 12 de novembro- “Mercado da Castanha”. Vieira do Minho
-10 a 12 de novembro- “Festa da Castanha”. Arcos de Valdevez
-10 a 12 de novembro- “Festa da Castanha”. Vinhais
-11 e 12 de novembro- "Feira da Castanha". Marvão
-11 e 12 de novembro- “Mostra Gastronómica”. Vila Pouca de Aguiar
-11 e 12 de novembro- "Festa da Castanha". Famalicão da Serra, Guarda
-11 e 12 de novembro- “Festa da Castanha”. Macieira, São Pedro do Sul
-17 a 19 de novembro- "Feira da Castanha". Lousã

Fonte: RefCast - Associação Portuguesa da Castanha 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Como vê temos algumas ideias e vontade, mas muitas incertezas e medos

Boa tarde Eng.º José.
Tenho 46 anos e vivo numa aldeia do distrito de Bragança e concelho de Miranda do Douro, por condicionantes da vida, fiquei desempregado e tenho tido algumas dificuldades em arranjar trabalho estável, mas isso não vem aqui para o caso. Acontece que tenho alguns terrenos, pertencentes aos meus pais aqui na terra e tenho falado muito com outro amigo, que tem 31 anos, nas mesmas condições e que também tem alguns terrenos. 
Agora, para juntar a isto surgiu a oportunidade de adquirir uns terrenos de uma tia com sobreiros, muito monte, mas boas árvores (aproximadamente 100 sobreiros e muita sobreira), que junta a uma parcela já da minha propriedade. Ficariamos com aproximadamente 3,5 ha de sobreiros, divididos em 3 parcelas (2,5+0,7+0,3).

Assim, para explorar teriamos, além dos já referidos sobreiros:
Na totalidade estarei a falar de 8 a 10 ha, divididos por 22 a 25 parcelas, aproximadamente. A maior delas todas terá aproximadamente 1,5 ha e a grande maioria tem 0,3 ou 0,4. Algumas têm monte (vegetação espontânea) outras estão de pousio há uns anos, mais os sobreiros. 

Temos conhecimentos básicos em agricultura, ambos pomos hortas e temos vinha e olival, só para consumo, como a grande maioria das pessoas aqui. Temos também os dois carta de trator agricola com reboque e o meu amigo tem algumas formações no CAP Malhadas, podas, motosserras e motorroçadoras, condução de máquinas agrícolas até categoria 3, higiene e saúde no trabalho agrícola e aplicação de produtos fitofarmacêuticos. 
Um projeto agricola para comprar um trator e alfais necessárias para o trabalho pretendido e candidatarmo-nos a fundos poderá ser uma realidade, tendo o meu amigo idade de jovem agricultor.

Temos vindo a pensar para os sobreiros, que daqui a dois anos dão cortiça, que talvez a micorrização com boletus pudesse ser uma solução para acrescentar, devido ao nosso gosto pela micologia e benefício das plantas, mas os resultados, tenho lido, são muito incertos e demoram 18 a 36 meses e as alterações climáticas não parecem favorecer. Por outro lado e com resultados mais rápidos financeiramente está a produção animal em pequena escala, que também poderia ser uma solução, mas a nossa inexperiência no assunto, torna-se um problema, a não ser com galinhas que estamos habituados a lidar com elas desde a infância. Não sabemos o que fazer.
Em relação aos outros terrenos, estamos a pensar seriamente em plantar uns 5 a 6 ha de amendoeiras e 2 a 3 de vinha e destas ambos sabemos cuidar com maior ou menor dificuldade. 

Na semana passada marquei uma reunião com uma gestora de projetos que me falou da criação de porco bízaro, será isso boa ideia? Para produção animal gostava mais de frangos do campo ou outras aves, mas acho que é necessário muito investimento, não sei...

Como vê temos algumas ideias e vontade, mas muitas incertezas e medos, pois teremos para investir aproximadamente uns 10.000 euros depois de comprar os sobreiros e precisavamos de conseguir pelo menos, tirar o sustento daí no prazo mais curto possível. O tempo da natureza é lento mas a necessidade por dinheiro, essa é inadiável.

Agradeço que nos dê uma opinião acerca do que fazer... estamos abertos a ideias e com muita vontade de viver daquilo que a terra nos dá, mas não sei se no nosso caso, poderá ser real.

Um facto do qual me esqueci referir atrás, também existe a possibilidade de arranjar mais uns 10 ha ou mais, por cedência ou arrendados a bom preço, para plantar cereais, forragens ou outras culturas anuais.

O que poderemos nós fazer com esta área, dividida por tanta parcela? Mas todas elas relativamente perto umas das outras, num raio de 5kms, mais ou menos.


Comentários:
1.  Para tirar no curto prazo o Vosso sustento a partir da exploração agroflorestal que descreve deve selecionar atividades que gerem produções ao fim de poucos meses. 

2. Na minha opinião os porcos bísaros podem ser opção se optarem por os transformar em enchidos fazendo a respetiva comercialização direta em feiras, mercados, etc. sobretudo nas zonas urbanas do litoral. Podem produzir grande parte da alimentação dos porcos e por outro lado, os enchidos geram alguma rentabilidade e têm alguma procura facilidade na sua venda. Precisam de conseguir competências no fabrico dos enchidos para obterem produtos de qualidade.

3. Os frangos de campo caseiros parecem ser uma boa ideia mas há dificuldade em vendê-los no mercado organizado ou diretamente ao consumidor gerando valor acrescentado porque as empresas que dominam o mercado conseguem colocar produtos dentro do mesmo conceito, apesar de não terem a mesma alimentação, a preços muito baixos para as suas necessidades financeiras. Se tiver jeito para cozinhar pode optar lançar-se na produção de alheiras ou um restaurante que apenas sirva pratos à base de frango que produza.  Oportunidades existem, é preciso iniciativa e passar à ação para as materializar.

4. Marque uma visita da eng. Sónia Moreira da Espaço Visual aos seus terrenos e obtenha uma opinião concreta sobre o seu caso (917075852). O valor do custo da visita é de 100 euros com  o IVA incluído.   

terça-feira, 31 de outubro de 2017

AGROGARANTE - FÓRUNS GARANTIA MÚTUA

CONVERSAS DE AGRICULTURA

10 de novembro de 2017
Vila Real
Auditório NERVIR

14h30 Receção e Acreditação

15h00 Sessão de Abertura
Carlos Oliveira – Administrador da Agrogarante
Adelino Bernardo – Diretor Regional Adjunto da Agricultura e Pescas do Norte

15h10 Vídeo Institucional

15h15 Apresentação da Agrogarante – Instrumentos Financeiros para o Setor Primário
 Artur Mendes – Diretor Comercial da Agrogarante

15h30 O PDR 2020 – Apoios ao Investimento
Maria Adelaide Inácio – Diretora de Serviços de Investimento na DRAP Norte

16h00 Tendências na Região e no Setor
José Martino – Diretor Geral da Espaço Visual

16h15 Competitividade e Crescimento no Setor Produtivo
Alberto Fernandes – Sócio-Gerente da Bísaro - Salsicharia Tradicional, Lda.
António Augusto – Sócio-Gerente da Mallus - Sociedade Agrícola, Lda.
Francesco Marchese – Sócio-Gerente da Monsurgel, Lda.
Mourão Vieira – Presidente do Conselho Fiscal da Cooperativa de Olivicultores de Valpaços
 Nuno Borges – Diretor de Marketing da Adega Cooperativa de Vila Real
Moderador: António Nazaré Pereira – Prof. Catedrático da UTAD – Dep. Agronomia

17h15 Sessão de Encerramento
José Fernando Figueiredo – Presidente do Conselho de Administração da Agrogarante

17h30 Cocktail Networking

Inscreva-se usando para o efeito o email mkt@agrogarante.pt indicando: Nome | Empresa | Cargo | Email | Contacto telefónico 

Ajudas financeiras públicas para implantar olival

Olá bom dia, 

Gostaria de colocar uma questão e assim solicitar a vossa ajuda/opinião em relação ao que devo fazer no seguinte:
Tenho um terreno com 2000m2 e gostaria de fazer uma plantação de oliveiras. Sou muito nova nisto e não sei onde procurar ajuda para fazer o projecto e financiamento do Estado. Penso que o Estado ajuda nestas situações mas não sei como chegar até lá. Agradecia que me ajudasse uma vez que um olival é o melhor para o terreno porque fica junto às habitações e no meu futuro e dos filhos. Moro no concelho de Ourém distrito de Santarém. Obrigado

Comentários:
1. Para dar resposta ao solicitado marque uma consulta com o Arq. Benjamim Machado da Espaço Visual (924 433 183)

Preciso do seu conselho!

Olá Eng. José Martino,

Neste momento estou sem trabalho e sou ex recibos verdes, logo não tenho grandes ajudas financeiras.
Tenho dois terrenos muito diferentes. 

- Um está numa zona árida, com uma barreira de azinheiras e carrascos que protegem o vento predominante NW e N. Tenho pensado em várias opções, e pareceu me a cultura de physalis a mais interessante, terei de comprar agua, colocar em deposito e fazer sistema gota a gota. Numa área de 10X70 é possível colocar 650 plantas? Será rentável? Se 650 plantas produzirem 2,5Kg/ano terei 1.625Kg de Physalis se vender por 5euros obtenho 8.125euros/ano. A agricultura não é a minha área, preciso do seu conselho... Vale mais ficar quieta? 

- Outro terreno é um vale, na linha de água tenho 3 poços com água o ano inteiro, o terreno é alagado de inverno. Estava a pensar numa estufa de cogumelos, teria de fazer valas p drenagem. Estas valas em quadrado (circundando a estufa), numa área de 22X30. Valerá a pena???
A segunda opção por mim pensada para este terreno seria de fazer permacultura.

Agradeço muito a sua disponibilidade

Comentários:
1. Tenho muita dificuldade em acreditar que fazer agricultura em micro superfícies (700 m2 e 660 m2)  é gerador de fluxo financeiros positivos (receitas/entradas de dinheiro superiores aos custos/saídas de dinheiro) porque é preciso entrar em linha de conta com os custos de entrega e distribuição dos produtos, para além dos encargos mínimos de investimento.

2. Quem lhe irá comprar as produções? Quando paga? A que distância fica da sua exploração? - estas são algumas questões prévias que deve ter respostas concretas sob pena de se equivocar e assumir elevado risco de perder dinheiro se não tiver feito o trabalho de casa.

3. Se possível, opte por prestar serviços de mão de obra sazonal nas atividades que antevê ter mais interesse para si como empreendedor e aprenda os pormenores das operações  antes de assumir os riscos de investimento na agricultura. 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Duvida - Exploração afectada pelos Incêndios

Boa tarde Eng. José,
Venho pelo presente solicitar a sua ajuda, isto porque tenho um jovem pomar de pereiras, mas no passado dia 15 de outubro de 2017, o mesmo foi afectado por um incendio, onde tive aproximadamente 30% do pomar afectado. Como o pomar foi implementado com ajudas comunitárias (PRODER), agora surgem as grandes duvidas, os danos causados são aproximadamente de 14.000€, segundo o IFAP vão criar uma linha para financiar até 5000€ a 100% e os restantes a 50%, nesta fase não possuo capitais próprios para suportar estes custos, então ando a equacionar rescindir, se possível, o contrato com o IFAP, neste tipo de situações terei de devolver alguns valores? Nomeadamente os 30.000€ do prémio á instalação?
Caso não opte pela rescisão, com o pomar afectado em 30% serei penalizado por incumprimento do PE?

O meu Obrigado pela partilha de conhecimentos,

Comentários:
1. Deve pedir à Entidade Consultora que lhe elaborou a candidatura que lhe indique o montante previsível que terá de devolver, o qual inclui a totalidade do capital recebido, os respectivos juros e a eventual indemnização prevista no contrato.

2. Em função do montante total a  pagar ao Estado, caso pondere rescindir o contrato com o IFAP, deve decidir  tendo em conta a sua capacidade financeira para o efeito.

3. Caso não tenha condições para rescindir o contrato, fale com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852). Em função dos pormenores do seu caso concreto, assim se pode ajustar a melhor estratégia para evitar problemas futuros.   

domingo, 22 de outubro de 2017

Pistácio

Boa noite, 

gostava de saber mais sobre o pistacheiro. 
Tenho 4 hectares de terra pronta a receber estas árvores com gota a gota implantada. 
As perguntas que deixo são: 
Qual é o espaçamento recomendado? 
Qual o preço de cada árvore? 

Agradeço uma resposta 


Comentários:
1. O compasso que recomendo é 7 m entre as  linhas de plantação e 5 m na linha.

2. O preço varia entre os 12 e os 18 euros por planta enxertada 

Ajuda na obtenção de financiamento bancário (2)

Publiquei este post neste blogue há alguns dias atrás:

Olá bom dia, 
Gostaria de colocar uma questão e assim solicitar a vossa ajuda/opinião em relação ao que devo fazer no seguinte. Tenho um projecto de uma Caprinicultura com financiamento comunitário aprovado e já com alguma execução, mas agora deparei-me com um entrave. Pensei em recorrer ao crédito para parte do projecto. O projecto é de 140 000.00€ e eu necessito de 70 000.00€ Apesar de ter condições para pagar e o banco está a pedir uma garantia bancária ... como os imóveis que possuo tem hipoteca, estou num impasse. Não quero desistir porque para além do dinheiro, já investi 4 anos de vida neste projecto. 
Sinto que posso morrer na praia ... Podem ajudar-me a encontrar uma solução sff, sozinho não estou a conseguir. 
Obrigado

Comentários:
1. Se os imóveis que deu como hipoteca para garantir empréstimos anteriores tiverem valor para cobrir os 70 000 € do novo empréstimo, tente fazer uma 2.ª hipoteca junto do banco que detém a 1.º hipoteca.

2. Outra alternativa  passa por apresentar um fiador, alguém que tenha rendimento e/ou património para garantir junto do banco o pagamento dos 70 000€ do empréstimo.

3. Para obter apoio especializado ligue com a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852)


Recebi este comentário relativo ao post: 
Venho por este meio dar o conhecer o meu interesse em analisar o plano de negócios do seu projecto. Gostaria de verificar se o poderei ajudar no financiamento que necessita. Agradeço que me contacte através do email: renatormbcarvalho@gmail.com 
Com os melhores cumprimentos, 
Renato Carvalho

Comentários:
1. A minha experiência de vida empresarial indica que quando muito procuramos há novas vias que se abrem, aparece conhecimento e sobretudo, pessoas, que podem não ser em todos os casos a resolução dos nossos problemas concretos, mas são sem dúvida experiências inesquecíveis.

2. Nos dias de hoje, face aos tempos passados, há uma maior propensão para tirar partido da cooperação e parcerias    

Algumas das minhas medidas para prevenir e controlar fogos florestais



Na manhã da passada 6.ª feira, o programa da Antena 1 "Antena Aberta" questionava os ouvintes sobre o que esperam do Conselho de Ministros de sábado sobre a reforma da floresta.
Devido à escassez de tempo não pude entrar em direto, mas na linha do que recentemente disse na SIC Notícias, resolvi escrever no facebook da Antena 1 o seguinte comentário sobre esta magna problemática. É este o meu pequeno contributo, que partilho convosco:
"A minha expetativa, como perito em desenvolvimento rural, agricultura e floresta, é de que após o Conselho de Ministros de amanhã fossem tomadas as seguintes medidas:
1. Criação de uma task force para colocar no terreno este inverno pelo menos 120 000 ha de fogo controlado, para construir um xadrez com malha de parcela de 1000 a 20000 ha de floresta com faixas sem combustível;
2. Para o efeito terá de nas próximas semanas sair legislação para declarar utilidade pública de uso e exploração dessas parcelas rústicas, tal como acontece com a servidão da REN sobre o solo por baixo das linhas de alta tensão;
3. Só reduzindo e controlando a superfície das parcelas com elevada massa combustível pode garantir-se que não se tem fogos de dimensão e área ardida como neste ano 2017;
4. Publicar concursos no âmbito do PDR2020 exclusivamente para a região do interior, e dentro destas aquelas que têm maior massa combustível na floresta como estratégia para controlar e contornar as manchas florestais;
5. Aumentar o orçamento para o desenvolvimento rural (300 M€) e floresta prevenção (300 M€) no valor total de 600 M€, assumindo o compromisso público de negociar com a comissão europeia para que tal montante não conte para o défice;
6. Assumir o compromisso público que as margens das autoestradas, estradas, prédios urbanos, zonas industriais estarão limpas até 30 de abril de 2018, quer pressionando as concessionárias, quer os proprietários, quer substituindo-os para que o objetivo e prazo seja cumprido;
7. Apresentar até 31 de março de 2018 o plano de combate aos fogos desse ano, respetivo dispositivo e meios;
8. Se necessário, melhorar a legislação para castigar os proprietários e exploradores rurais que façam queimadas fora do período autorizado;
9. Apostar numa forte campanha de comunicação para motivar que não se proceda a ignições e comunicar as sanções.
Obs 1: Poderia continuar a enunciar o que pode e deve ser feito no imediato ou a médio prazo. Se quiserem podem ligar que explicarei outras ações e medidas (917561665).
Obs 2: Dei em julho uma entrevista à SIC Notícias onde previ mais fogos quer neste ano, quer no próximo, assim como outras medidas para os prevenir e controlar. A bem de Portugal, se depender de mim e das minhas ideias, a região Interior de Portugal irá ter desenvolvimento.
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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Pode ajudar-me a obter um financiamento bancário?

Olá bom dia, 
Gostaria de colocar uma questão e assim solicitar a vossa ajuda/opinião em relação ao que devo fazer no seguinte. Tenho um projecto de uma Caprinicultura com financiamento comunitário aprovado e já com alguma execução, mas agora deparei-me com um entrave. Pensei em recorrer ao crédito para parte do projecto. O projecto é de 140 000.00€ e eu necessito de 70 000.00€ Apesar de ter condições para pagar e o banco está a pedir uma garantia bancária ... como os imoveis que possuo tem hipoteca, estou num impasse. Não quero desistir porque para além do dinheiro, já investi 4 anos de vida neste projecto. 
Sinto que posso morrer na praia ... Podem ajudar-me a encontrar uma solução sff, sozinho não estou a conseguir. 
Obrigado

Comentários:
1. Se os imóveis que deu como hipoteca para garantir empréstimos anteriores tiverem valor para cobrir os 70 000 € do novo empréstimo, tente fazer uma 2.ª hipoteca junto do banco que detém a 1.º hipoteca.

2. Outra alternativa  passa por apresentar um fiador, alguém que tenha rendimento e/ou património para garantir junto do banco o pagamento dos 70 000€ do empréstimo.

3. Para obter apoio especializado ligue com a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) 

Programa de Valorização do Queijo da Região Centro

No âmbito do II Encontro anual de trabalho da AREQ - Associação da Rota Europeia do Queijo que terá lugar na cidade do Fundão, nos dias 19 e 20 de outubro, José Martino irá apresentar em representação da RURIS , o projeto indicado em titulo, na próxima 6.ª feira, dia 20 de outubro, pelas 9h00.

Fórum Agrogarante “Conversas de Agricultura”



A Agrogarante irá organizar um Fórum no dia 10 de novembro, em Vila Real, no Auditório da NERVIR, com início programado para as 14h30.
O Fórum, enquadrado no âmbito das “Conversas de Agricultura” que a Agrogarante tem vindo a realizar nos últimos anos, terá como tema central “Financiamento e Apoio ao Investimento no Sector Primário – Competitividade e Crescimento”.
As inscrições são gratuitas, mas limitadas e deverão ser feitas para o email mkt@agrogarante.pt.
José Martino em representação da Espaço Visual está convidado para intervir neste Fórum 


BFRUIT: um exemplo de gestão agrícola

O meu artigo de opinião, publicado na última edição do semanário "Vida Económica". Para quem quiser ler no papel, ver Vida Económica de 13.10.2017.
BFRUIT: um exemplo
de gestão agrícola
José Martino
Consultor e empresário agrícola
Há 4 anos a Eng. Fernanda Machado lançou o desafio, na consultora Espaço Visual elaborou-se o plano de negócios e com um pequeno conjunto de pessoas que acreditaram em nós e no projeto formou-se a empresa para apoiar os pequenos produtores de pequenos frutos de Portugal, exportando as respetivas produções de framboesas, mirtilos, groselhas e amoras.
Costuma-se dizer que o homem sonha e a obra nasce. Posso hoje dizer que o homem, eu próprio, e a mulher, a engª Fernanda Machado, sonharam e a obra nasceu. Olho para trás e não posso deixar de ficar emocionado.
Partimos do zero e arriscamos mudar as mentalidades. Conseguimos. Fizemos dezenas de sessões de esclarecimento por todo o Norte, para centenas de pequenos produtores. A mensagem era clara: juntos, a produzir melhor e com mais qualidade, e de uma maneira uniforme, éramos mais fortes, criaríamos mais riqueza.
Fizemos elevados investimentos. A mensagem passou. A Bfruit, em Moreira de Cónegos, é hoje uma empresa de sucesso e permitiu que centenas de pequenos produtores pudessem produzir melhor e comercializar melhor. Todos ficaram a ganhar, a empresa, os seus acionistas, os produtores, os consumidores, em suma, a Região e o País.
A Bfruit é uma Organização exemplar dentro da pequena agricultura, pela competência e energia da liderança da Eng. Fernanda Machado, pelo apoio estratégicos dos membros do Conselho de Administração e pelo trabalho e dedicação dos seus funcionários. A Bfruit permite o acesso ao mercado internacional de pequenas produções por exploração agrícola (regista-se que a faturação prevista para este ano de 2017 é superior a 7 milhões de euros, 95% do valor em exportações).
Esta empresa foi constituída com o objetivo de comercializar, sobretudo exportar, as produções dos seus acionistas produtores de pequenos frutos e kiwis, tornando-se dentro do prazo temporal mais curto uma Organização de Produtores reconhecida pela União Europeia e pelo Estado Português.
A metodologia empregue pela Bfruit é um excelente exemplo ou estudo de caso que pode ser utilizado na organização de outras fileiras agrícolas compostas por microprodutores. Em menos de três anos volvidos da sua formação, obteve o reconhecimento como Organização de Produtores, dando aos seus associados a possibilidade de terem prioridade no acesso aos apoios do PDR 2020.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Espaço Visual aposta no negócio do Kiwi Jintao


- aumento das exportações de fruta atrai produtores e investidores
A consultora agrícola Espaço Visual e o grupo empresarial “Frutas Douro ao Minho” vão organizar uma sessão de esclarecimento sobre o potencial de negócio do Kiwi Jintao, no próximo dia 10 de Outubro, a partir das 9.15 horas, nas instalações da Frutas Douro ao Minho, em Briteiros, Guimarães, e, da parte da tarde, nas instalações da Espaço Visual na zona industrial de Gondomar.
Esta sessão ganha mais oportunidade e atenção devido ao aumento das exportações de fruta no 1º semestre deste ano, recentemente divulgadas, e que atingiram mais de 23%, para um total de 724 milhões de euros de faturação.
A iniciativa, que se prolonga até às 18 horas, obriga a inscrição gratuita mas obrigatória (aqui - http://bit.ly/kiwijintao) e irá abordar temas tão pertinentes como os apoios existentes ao Investimento para o setor, assim como uma parte prática com a visita a pomares de Kiwi Jintao.

“Este evento é um momento importante para explicar a produtores e investidores como se pode ter sucesso neste tipo de negócio. Aliamos a parte teórica à prática, garantindo uma visão global do negócio”, afirmou José Martino, CEO da Espaço Visual.

Espaço Visual forma jovens agricultores para o negócio das plantas



O negócio das plantas, nas suas várias dimensões e variantes, está em alta. Nesse contexto, a consultora agrícola Espaço Visual, dando seguimento a um significativo apelo do mercado agrícola, vai lançar uma ação de formação denominada “Proteção das plantas - UFCD 7583 - E-learning”.
Esta iniciativa é fundamentalmente dirigida aos Jovens Agricultores, e tem como objetivo o desenvolvimento de conhecimentos e competências no âmbito da proteção das plantas. Os interessados devem fazer a sua inscrição no site da Espaço Visual, no seguinte link (http://formacao.espaco-visual.pt/informacaocurso.aspx?id=60).
Os conteúdos a ministrar irão permitir identificar o objetivo e descrever os principais conceitos em proteção das plantas; reconhecer os principais inimigos das plantas; enumerar as principais estratégias e meios de proteção das culturas contras as infestantes, doenças e pragas.
Além da proteção das plantas, os formandos irão aceder a conhecimentos sobre os acidentes fisiológicos ou culturais; a flora infestante; os agentes causadores de doenças e as pragas das plantas.

A metodologia a aplicar neste curso pelos formadores será de índole ativa, centrada no participante, e utilizando diversas técnicas de ensino à distância, com exposição dialogada, estudos de casos, visionamento de filmes e trabalhos práticos.

domingo, 8 de outubro de 2017

Sequeiro: que opções culturais extensivas?

Boa tarde Sr. Eng. José Martino,

Antes demais os meus parabéns pelo seu blog que ajuda bastante quem está a começar.

As minhas dúvidas são as seguintes:
Tendo constatado que existem diversos terrenos rústicos penhorados no site da AT, surgiu-me a ideia de poder adquirir algum a baixo custo.
Gostaria de saber qual a melhor solução para posteriormente rentabilizar o mesmo, preferencialmente em plantio de sequeiro, em virtude de não existirem terrenos disponíveis perto da minha residência (o mais perto a cerca de 60 km).

O que devo ponderar? Oliveiras? Pinheiros Mansos?
A ideia é rentabilizar o terreno, mas não é necessário que seja para ontem, as coisas levam o seu tempo. 
Agradecia uma sugestão da sua parte.
Em relação às dimensões do terreno, falo em coisas a rondar 1,5 ha.

Obrigado.

Cumprimentos,

Comentários:
1. Deve fazer o levantamento das entidades, cooperativas ou empresas, que na região onde pensa intervir podem comercializar e valorizar as suas produções futuras. Dessas produções avalie aquelas que têm melhor aptidão para os seus terrenos e opte por aquela que tiver melhor valorização e menor risco de produção

2. A cultura do pinheiro manso, se a região tiver aptidão de clima para a cultura, parece-me uma excelente opção. Terá de explorar várias parcelas para obter uma dimensão mínima de 8-10 hectares

3. Pode também pensar em opções de âmbito florestal com produção de cogumelos selvagens 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Aconselha duas atividades agrícolas consociadas no mesmo espaço físico?

Bom dia Engenheiro,
Sou um seguidor do seu blog e agora chegou a altura de também eu vir pedir a sua opinião. 

Vou instalar um projecto de frango do campo algures no distrito de Coimbra ou Aveiro. Como vou ter cerca de 8 ha de parques para os frangos, pensei em rentabilizá-los com alguma outra produção agrícola. Pensei na cultura do limoeiro, o que acha? Tem alguma sugestão de outras opções?
Desde já muito obrigado pela sua atenção!
Com os melhores cumprimentos,

Comentários:
1. Verifico que dificilmente se consegue ter sucesso quando há 2 atividades agrícolas ligadas ao mercado consociadas/juntas no mesmo espaço: há uma delas com o devido acompanhamento ou os resultados de ambas são um desastre.

2. Se ler este blogue com atenção no que diz respeito ao desenvolvimento de novas atividades agrícolas verifica que o 1.º conselho que dou é: encontrar um operador comercial que valorize o que se vai produzir. Questão: tem operador comercial que lhe valorize os limões?

3. Sugestão: acompanhe de forma rigorosa os frangos de campo e não pense em dispersar o seu foco noutra atividade agrícola. Passados 2 a 3 anos, obtendo sucesso com os frangos do campo, dedique-se a uma 2.ª atividade agrícola que irá desenvolver noutro espaço físico, sendo recomendável a sua instalação o mais perto do local onde já está instalado.

domingo, 1 de outubro de 2017

Preparação de camalhões - mirtilos

Boa noite Sr. Engenheiro. 

Estou a pensar plantar os meus mirtilos em camalhão composto de turfa e carrasca de pinheiro. Gostaria imenso que me desse a sua opinião em relação ás quantidades percentuais de turfa e carrasca para 1m cúbico de composto e se concorda com o tipo de matéria a aplicar.

Comentários:
1. Espalhe ma linha de plantas 100 m3/ha de casca de pinho compostada.

2. Incorpore com frezagem ou gradagem para a casca de pinho ficar misturada com o solo agrícola.

3. Abra um rego na centro da linha.

4. Aplique 300 m3/ha de turfa enchendo o rego 

5. Arme o terreno em camalhão cobrindo o rego cheio de turfa.

Conclusões: é muito importante melhorar as caraterísticas físicas do solo na zona de camalhão, tendo como 
objetivo fazer com que as raízes do mirtilo de desenvolvam muito bem

sábado, 30 de setembro de 2017

Na agricultura não é fácil produzir

Não me revejo na frase "fácil é produzir, difícil é comercializar". É difícil produzir, quando se quer ter qualidade, o perfil do produto que o mercado quer trocar por euros e ao mesmo tempo obter a produtividade (produção por unidade de superfície ou por animal) mínima para gerar rentabilidade para fazer face aos encargos reais e atribuídos. Isso obriga a investir em equipas, conhecimento e experiência. Contratar chefe de exploração ou operadores especializados competentes, visitar explorações de referência, em Portugal e no estrangeiro, procurar introduzir valor acrescentado às produções, obter apoio técnico e de gestão com grande qualificação. Só assim se conseguirá dimensão, economias de escala, e um produto uniforme (os produtores de um dado produto têm de produzir com processos idênticos).

Os empresários agrícolas, jovens ou mais velhos têm de assumir que a agricultura não é um "hobby", é uma actividade e um negócio muito sério e um desafio muito grande de risco elevado, uma "industria" a céu aberto. É também um sector de actividade aliciante e repleto de potencial económico e rentabilidade.

Dito isto: é preciso ter perfil de empresário agrícola e ter a noção que tal obriga a uma disponibilidade quase total do próprio ou da equipa. Só assim se consegue fazer a operação certa na hora certa, evitar os problemas e corrigi-los quanto antes. Este é um dado importante. Deixar para amanhã a operação que se deve fazer hoje pode implicar prejuízos enorme e o fim de um sonho. 

Parabéns BFRUIT

Celebra-se no dia de hoje o 4.º aniversário da assinatura da escritura pública de formação da Bfruit - Comércio Internacional S.A (30 setembro de 2013).

É uma data memorável que pretendo aqui registar por se tratar de uma Organização exemplar dentro da pequena agricultura, sobretudo familiar, no que diz respeito a produção homogénea e no acesso ao mercado internacional de pequenas produções por exploração agrícola (regista-se que a faturação prevista para este ano de 2017 é superior a 7 milhões de euros, 95% do valor em exportações).

Esta empresa foi constituída com o objetivo de comercializar, sobretudo exportar, as produções dos seus accionistas produtores de pequenos frutos e kiwis, tornando-se dentro do prazo temporal mais curto uma Organização de Produtores reconhecida pela União Europeia e pelo Estado Português.

O lançamento do negócio foi muito exigente no que diz respeito a encontrar clientes, montar a logística para apresentar qualidade homogénea de produto, controlar a qualidade dos frutos entregues pelos sócios, criar as condições para controlar a rastreabilidade das produções quando a mesma palete contém frutos de vários produtores, tratar as reclamações dos clientes, encontrar um sistema de transportes para exportar pequenas quantidades por entrega/envio, formar equipas de trabalho para assistência técnica, controlo de qualidade, armazém, comercial, etc.

A metodologia empregue pela Bfruit é um excelente exemplo ou estudo de caso que pode ser utilizado na organização de outras fileiras agrícolas compostas por microprodutores: a realidade de muitos outros casos tem dito que pretendem começar um negócio do zero, formar equipas de trabalho, conhecer e montar, o negócio e a logística, tudo o mais que é necessário para o efeito, com baixo nível de capital e sem liderança no negócio 

A Bfruit conseguiu juntar mais de uma centena de produtores ao longo de todo o território nacional na mesma estratégia de produção e comercialização.

Em menos de três anos volvidos da sua formação, obteve o reconhecimento como Organização de Produtores, dando aos seus associados a possibilidade de terem prioridade no acesso aos apoios do PDR 2020.

Nas véspera de celebrar 4 anos de  a Bfruit apresentou o seu 1.º Programa Operacional, o qual irá permitir para o ano de 2018, obter novos instrumentos de gestão das produções, mais apoios financeiros aos produtores, abaixamento de custos na assistência e no controlo de qualidade, etc.

Parabéns a todos os sócios da Bfruit! Eles merecem festejar terem conseguido uma Organização excelente e única no panorama agrícola de Portugal!
 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Suínos Bísaros

Boa noite
Sou jovem agricultora, tenho um projecto de Porcos Bisaros, mas na realidade o projecto não desenvolveu, como consequente não dá rendimentos.
Inicialmente seria apenas para o meu tomar conta da exploração, coisa que não aconteceu, e neste momento quero ser eu a gerir todo o projecto, mas não sei os métodos com que o fazer. Daí o intuito deste pedido, seria para que o Eng.º José Martino se me poderia ajudar de alguma maneira.

Desde já agradeço qualquer atenção prestada

Comentários:
1 - A atividade animal é mais exigente em formação, conhecimento, trabalho, face à atividade vegetal. É preciso tratar e acompanhar os animais 365 dias por ano, sendo a mesma exigência pouco frequente no que diz respeito às plantas.

2. No seu caso concreto para ganhar experiência faça um estágio numa exploração de suínos bísaros.

3. Se precisar de ajuda concreta para implementar o indicado em 2 fale com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual  (917 075 852).

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Regras para definir valores de renda de terrenos agrícolas

Boa tarde Engº José Martino,
Tentei publicar no seu blog mas não consegui.
Sou engª agrónoma e pretendo arrendar 5 ha de vinha (plantada este ano) na região de évora, e 60 ha de cultura arvense de sequeiro, também em Évora, solos B. Existem valores tabelados (máximos ou mínimos) de renda? Se não que intervalo de valores deverei considerar?
Obrigada

Comentários:
1. Os valores das rendas são livres e negociados entre as partes, proprietário e arrendatário.

2. Na minha opinião, os valores das rendas devem  ter em conta por uma lado, se necessários, os valores de investimento a realizar em melhoramentos fundiários e infraestruturas (o valor da renda desce à medida que sobem estes valores de investimento) e por outro lado, o rendimento liquido das atividades que podem colocar no terreno (a renda varia entre 5% a 15%).

3. A minha experiência de alguns milhares de casos que conheço, sobretudo ter assistido ao passar dos anos desde a assinatura dos contratos de arrendamento, diz-me que os valores da renda devem ser negociados após o rendeiro fazer as contas dos valores gerados pelas atividades que irá desenvolver, devendo ser contido nos valores a assumir com o proprietário, porque há anos improdutivos, outros anos de baixas produções/produtividades e à medida que o tempo passa há tendência para abaixamento de valorizações das produções.  

4. Para a renda da vinha deve entrar com um valor de renda para amortizar em 20 anos o valor do investimento já realizado pelo proprietário, adicione o valor da renda relativo ao terreno.

5. Utilize como critério para limite máximo do valor da renda a pagar:
O valor da renda deve ser inferior (margem a fixar por cada um em função do seu perfil de risco) ao valor de prestação de empréstimo com prazo de 30 anos parta adquirir a terra (o valor da prestação é a soma da amortização (valor da terra a dividir por 360 prestações + o valor dos juros) - escrevo este principio porque conheço alguns casos em que sairia mais barato, seria mais competitivo e haveria menos risco se o arrendatário comprasse a terra 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Mirtilos

Boa noite Sr Eng.

Após a implantação da planta de mirtilo em outubro a dezembro, pergunto se devo de começar de imediato a adubar a planta, pela fertirrega, ou estará a planta em dormência e sendo assim não será necessária a adubação.

Obrigado

Comentários:
1.       As adubações através da fertirrega devem começar na primavera quando haja necessidade de regar devido ao solo se encontrar seco.

2.       No período de dormência das plantas de mirtilo no inverno não devem ser realizadas adubações que contrariem a paragem da atividade fisiológica das plantas.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Pistácio

Boa tarde Eng. José Martino


O meu nome é ... sou natural de...

Tive conhecimento há poucos meses da dinamização da cultura do pistachio, o que me suscitou bastante interesse.
Gostaria de a curto prazo iniciar um projecto agrícola, e pelo que tenho pesquisado, a cultura de pistachio, por ser algo novo e com muito potencial de mercado, talvez seja algo em que me revejo a fazer num futuro a médio/longo prazo.


Tenho procurado bastante por terras na minha zona de residência, mas os valores são absurdos, o que inviabiliza desde logo qualquer possível investimento.
A minha dúvida relativamente à cultura do pistachio, prende-se com o seguinte. Seria possível investir nesta área sem ter de momento disponibilidade diária, dando como exemplo a possível aquisição de uma propriedade fora da minha zona de residência? Zonas onde as propriedades têm valores mais acessíveis, que coincidem com as melhores zonas para a produção do pistachio.
Trabalho numa unidade fabril, por turnos, principalmente ao fim de semana, o que me deixa algum tempo disponível para me dedicar a algo deste género.
A nivel de candidaturas a ajudas do estado para novos agricultores, teria viabilidade?


Obrigado pelo tempo dispendido.

Melhores cumprimentos,

Comentários:
1. Um trabalhador a tempo inteiro cuida de 50 ha.

2. A cultura do pistácio tem aptidão para os distritos de Bragança, Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja.

3. Tem condições para obter apoios financeiros da União Europeia e do Estado Português. Fale com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917075 852)