Não tenho dinheiro suficiente para investir: o que fazer?

"Bom dia Sr Engenheiro Martino e seus colaboradores.
Chamo-me ..., emigrante em França há alguns anos,sou do Minho,onde nasci e cresci, sou neto de Lavradores,o trabalho do campo lá,está presente no dia-dia,mesmo não sendo o emprego ou profissão principal.
 Tenho em vista um bom terreno com mais de 9ha,dos quais mais de 8ha é terra de cultivo,plano com sol quase todo o dia e com água de nascente,este terreno está (parado/abandonado à mais de 20 anos) bom para Agricultura bio,aromáticas,ou até mesmo o kiwi amarelo ou outros.
Este terreno situa-se em região carenciada,onde a atividade geral é o campo e não existe mais nada, nem industria, nem industrial e com mais de 80% das pessoas ativas para trabalhar que ainda lá vivem não têm emprego,pessoas que eu conheço,pessoas que podem ser a potencial mão d´obra porque vivem ali e não sabem fazer outra coisa "pequena formação especifica e estão preparados".
 O meu problema Sr.Eng. começa logo com a aquisição deste terreno que me deixa "depenado" em relação a finanças e o problema que se não tenho fundos para avançar,não se pode esperar por eles,correndo o risco de falencia mesmo antes de começar a rentabilizar/amortizar.
Já pensei em parcerias para avançar,mas as condições e contratos ou sociedades e suas exigencias,risco de ficar dependente/refém e não conseguir atingir os objetivos.
 Sr. Engenheiro tendo em conta o sistema local,zona de carencia,pontos, Emigrante ou não e ou outros; posso formular algum dos projetos Agricolas possa participar na aquisição dos terrenos?"

Comentários:
1 - Como pode constatar pela leitura do que escrevo neste blogue, sou defensor que o acesso à terra se deve fazer, primeiro, por arrendamento e em segundo, pela compra. Deve privilegiar os capitais próprios necessários para apoio ao investimento e à tesouraria, até ao seu equilíbrio resultante da valorização das produções agrícolas.

2 - Só deve ser empreendedor quem tenha pelo menos capital para satisfazer 20% do investimento total incluindo o fundo de maneio necessário para fazer face às necessidades de tesouraria durante os anos em que a atividade agrícola tem resultados líquidos de exploração negativos. Este montante de capitais próprios é o minimo necessário para poder contar com o eventual apoio de crédito bancário.

3 - As parcerias com business angels são uma excelente oportunidade para quem é jovem empreendedor de elevado potencial e não possui todos os capitais necessários para se lançar na atividade ou é inexperiente na gestão agrícola.

4 - Marque uma consulta via Skype com a Eng. Inês Anacleto da Espaço Visual (910 905 474) e pode esclarecer todas as suas dúvidas.


     

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Enxertia em actinidia (planta do kiwi)

VALORES DE ARRENDAMENTO PARA UMA EXPLORAÇÃO NA REGIÃO DE SANTARÉM

Rentabilidade da Cultura da Vinha e Economias de Escala