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domingo, 30 de setembro de 2012

Prémios Agricultura - Conferência: “Agricultura e Agro-Indústria: modernização e empreendedorismo”

Porto, 5 de Outubro

Alfândega do Porto


11h00
Recepção dos convidados

11h30 Sessão de Abertura Institucional
José Diogo Albuquerque, Secretário de Estado da Agricultura
João Seara, Director Marketing, Sonae MC
Representante Cofina - a definir

12h00 Painel Debate: “Agricultura e Agro-Indústria: modernização e empreendedorismo
Vladimiro Feliz, Vice-Presidente, Câmara Municipal do Porto
Joaquim Moreira, Administrador, Acushla Azeite Biológico

José Martino, Gerente, Espaço Visual
Manuela Castro Cunha, Gerente, Castro & Cabero, Lda   
Vítor Lourenço, Administrador, A. Pires Lourenço & Filhos
13h00 Encerramento

Ação 1.1.1 do ProDeR (3) - qual a melhor forma de poder aceder a essa formação?

David Carmo disse
"Bom dia Senhor Engenheiro José Martinho , venho por este meio tentar obter alguns esclarecimentos acerca da instalação de jovens agricultores através do PRODER.
Encontro me neste momento no ultimo ano de contrato no serviço militar , e estou decidido mudar a minha vida radicalmente para o campo , e por consequente para a agricultura , sei que não é uma escolha fácil , e é necessário ter se coragem por tentar seguir este caminho que se avizinha tempestivo.
A minha questão , prende - se com o facto de eu necessitar das formações como jovem agricultor, pretendo pois saber , qual a melhor forma de submeter a minha candidatura , e posteriormente qual a melhor forma de poder aceder a essa formação? Dado que necessito de um know - how que considero essencial para o caminho que tenciono seguir.
Atenciosamente,"

Comentários:

1 - É preciso muita coragem ou espirito aventureiro para trocar a vida militar pela agricultura quando não se possui experiência na atividade.


2- Que atividades gosta? Quais são aquelas que possui vocação? Mais intensivas, exigentes em organização e pormenores? Mais extensivas, de ar livre, mais tolerantes ao erro?


3 - Depois de escolher o leque restrito de atividades que o motivam, que "fazem os seus olhos brilharem", procure na envolvente da sua residência explorações agrícolas do mesmo tipo e naquelas que registar que são mais organizadas, peça para estagiar mesmo que seja nos fins de semana. Faça uma pesquisa aprofundada na internet sobre essas atividades. Procure visitar e troca correspondência com os técnicos, especialistas, empresários de sucesso, etc. Se estiver ao seu alcance faça visitas a explorações agricolas no estrangeiro.


4 - Procure a  terra mais adequada para instalar o seu projeto, se não tiver terra disponivel de família ou amigos irá necessitar 6 meses a 2 anos para consegui-la.


5 - Nesta fase a Espaço Visual pode elaborar o seu projeto para o ProDeR (contate Eng. Sónia Moreira 917 075 852).


5 - Valorizo como muito positiva a consciência que possui de que necessita de acesso a pormenores, know how, específicos para a atividade.


6 - Podemos ajudá-lo na montagem da estratégia para o seu caso pessoal. Neste caso marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira.


7 - Para ter acesso ao curso de jovem agricultor finaciado pelo ProDeR, necessário para se instalar, necessita ter já submetido o seu projeto. O mais caricato é que um capitulo dedicado à elaboração do projeto ProDeR, o qual era muito importante no inicio do processo e não à posteriori.


Bom trabalho! Bons Investimentos!  

sábado, 29 de setembro de 2012

Portugal: 3%


 R.P. disse... "

"Então muitos parabéns pela sua cruzada!

Escrevo de forma não-anonima, espero que consulte o seu email :)

Continuação de bom trabalho!"

Portugal: 3%

1 - Para mim, o importante é transformar esta minha cruzada, desenvolvimento da agricultura, prestigio das profissões agricultor e técnico agrícola, em cruzada da maioria dos portugueses, um país tem nivel de desenvolvimento económico elevado se tiver uma agricultura desenvolvida. Este é um processo que tem de ser ganho no prazo máximo de 10 anos. Conto com todos para vencer este desafio, "Portugal 3%" o qual não é meu, é de todos os portugueses!

2 - Portugal: 3% - enquanto a economia portuguesa não crescer a 3% ao ano é impossivel a resolução da crise financeira e o abaixamento do nível do desemprego para valores aceitáveis do ponto de vista social e humano. Daí ser necessário aumentar de forma significativa o PIB para a maioria dos portugueses terem um adequado nível de vida.

3 - Para a maioria dos economistas e responsáveis políticos o que escrevi em 2 é uma heresia conceptual, objetivo impossivel de ser concretizado nos próximos 10 anos. Na minha opinião, com uma estratégia "fora da caixa", fora dos canônes da globalização das ideias e da aplicação de modelos de processos cegos que não têm em conta a psicologia e o perfil do português", uma estratégia de liderança política traduzida em ações concretas e realistas que tirem partido das mais valias dos portugueses.

4 - Ações a concretizar no "Portugal: 3%":

- Cumprimento dos horários na sociedade portuguesa - a pedir a todos os portugueses para que o pratiquem. Fazer dos dirigentes políticos político, líderes de opinião e de todos os que a ela queiram aderir, exemplo da sua promoção para toda a sociedade. Esta causa serve o incremento da produtividade do trabalho na economia portuguesa, fator que impede o seu desenvolvimento.

- Facilitação do empreendedorismo - cumprimento dos prazos legais em todos e qualquer processo tramitado pelos Organismos do Estado Português. Colocar prazos legais objetivos em todos os processos e publicitá-los. Alargar o prazo temporal até onde seja necessário. É mais importante o conhecimento do prazo que a sua duração. É ponto de honra de todos os funcionários públicos e demais agentes equiparados o cumprimento dos prazos. É ponto de honra dos portugueses contribuirem para o cumprimento dos prazos (será apresentado um plano de ação para que cada cidadão saiba como participar).

- Dar notoriedade pública aos casos de sucesso empresarial, das instituições e cidadãos que pelas ações e realizações/eventos contribuem para o bem público, desenvolvimento e progresso da sociedade, etc. Fazê-lo pelos diversos responsáveis políticos utilizando como processos os prémios, concursos, etc., ações com avaliação competente e séria.

- Promover concursos de ideias nas diversas plataformas e redes sociais para os principais problemas e estrangulamentos da sociedade portuguesa e construir processos que desaguem em propostas concretas e realizáveis dentro de prazos obejtivos. Comunicá-los à sociedade e monitorizar a sua implementação.

- Motivar a administração pública para um trabalho eficiente e eficaz. Liderar pelo exemplo moral. Reunir de forma regular os responsáveis de topo com os intermédios e "obrigá-los a construir relações pessoais" que sirvam os objetivos das Instituições, entre as diversas Instituições do mesmo Ministério e entre os diversos Ministérios.

etc. etc. (para a agricultura há diversas acções, ideias, etc, que estão expressas neste blogue e em petições públicas: banco de terras, provedor do agricultor e linhas de crédido CGD para apoio a jovens agricultores)

5 - Se está de acordo com os principios e bases indicados neste texto, p. f. escreva o seu comentário. Todos juntos vamos fazer o "Portugal: 3%" vamos mostrar ao mundo e aos economistas que são os cidadadãos que fazem o desenvolvimento económico e não os modelos de ideias produto da globalização. É possivel construir um modelo de desenvolvimento eficaz, especifico para os portugueses, feito pelos portugueses para se sentirem felizes, orgulhosos de si próprios e realizados. Vamos ao trabalho! Mãos à obra!

É um drama quando há divórcio entre os sócios de uma empresa?

Marco disse:

"Muito obrigado pela resposta.
Como sempre a informacao que disponibiliza é de grande utilidade e continuarei a seguir o seu blog atentamente.
Espero poder vir a dar-lhe boas noticias quanto a estas sociedades e que nunca seja preciso pedir divórcio de nenhuma delas."


Comentários:
1- Como pode verificar este blog vive sobretudo das respostas às questões colocadas pelo leitores, o que para mim, do ponto de vista estritamente pessoal, representa um enorme desafio às minhas competências, experiência, gestão do tempo e sobretudo, capacidade de comunicar. Neste sentido, é com enorme satisfação que registo "Como sempre a informacao que disponibiliza é de grande utilidade...".


2 - É muito importante que os meus leitores vão alimentado este blog com os seus casos de sucesso, as suas pequenas, grandes, vitórias nos processos de se dedicarem à agricultura, de desenvolveram as atividades objeto da sua ação, de incrementarem os ganhos dos seus negócios agrícolas, daí que ficarei ansioso até ao dia em este meu leitor Marco, me dê boas notícias quanto aos sucessos das suas sociedades, até lá pode, se entender, dar-me informações sobre o desenvolvimento dos processos.


3 -  Faço votos para que nunca seja preciso pedir o divórcio em nenhuma das suas empresas. No entanto, tenho a dizer-lhe que nos 26 anos de vida profissional, a minha experiência diz-me que a minha taxa de sucesso é inferior a 50%,  já fiz parte de muitas sociedades, formais e informais, empreendimentos com familiares ou amigos, as quais não tiveram sucesso duradouro e desapareceram (produção hortícola, viveiro de azevinho, viveiro de kiwis, publicidade etc.) e houve divórcio ( o mais importante é que nehnum deles foi litigioso porque sempre houve bom senso de todos os parceiros e capacidade para resolver os problemas).

Apoios aos investimentos na Agricultura (ação 1.1.1 do ProDeR (2)

luis martinho disse:
"Boa noite Srº Eng. Martino
Obrigado pelo seu esclarecimento,mas fiquei com uma duvida, essas ajudas são para pessoas já instaladas com atividade agricola?
Eu não tenho a agricultura como atividade principal,trabalho para conta de outrem
Os investimentos que queria fazer seriam para iniciar uma segunda atividade neste caso a agricultura,poderei candidatar-me aos apoios?
Cumprimentos"

Comentários:

1 - As ajudas da ação 1.1.1 do ProDer, Modernização e Capaictiação das Empresas Agrícolas, ajuda com subsídios ao investimento as pessoas que se instalaram recentemente na atividade agrícola, bem como aquelas que que já estão instaladas há muito tempo, apoia os que vivem e trabalham exlusivamente da agricultura, bem como aqueles que fazem agricultura em part time fazendo da agricultura uma segunda atividade.

2 - É condição de acesso apresentar a declaração de inicio de atividade nas finanças, pelo que, cumprindo esta condição não há qualquer limitação para se candidatar e obter as ajudas.

3 - A Espaço Visual pode ajudá-lo a criar as condições de acesso como beneficiário, bem como condições de enquadramento para os investimentos que prevê realizar. Contate a eng. Sónia Moreira  (917 075 852) e marque uma consulta  

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Apoios aos investimentos na agricultura (ação 111 do ProDeR)

Luis Martinho disse:

"Boa noite Srº Eng. Martino
Há alguns meses que pedi o seu conselho atraves deste blog a sua opinião sobre a hidroponia e a forma de poder instalar com algum tipo de ajuda mas sem ser de jovem agricultor visto já ter mais de 40 anos, desde então tenho seguido os seus comentarios diariamente á espera de alguma novidade, e penso que irá surgir alguma coisa, pois faz referência a uma ajuda atraves do proder da acção 1.1.1 a partir de 15 de outobro para investimentos iguais ou superiores a 25 000 euros.
Se for possivel poderá dar umas dicas acerca do que irá ser esta ajuda?
Cumprimentos e continuação deste grande serviço que faz."


Comentários:

1 -  A ação 111 do ProDeR irá apoiar todos os agricultores/empresários agrícolas que queiram fazer investimento na agricultura ou na agro-indústria cujos montantes sejam superiores a 25 000 euros.


2 - O apoio será dado por subsídios ao investimento:

a) 30% para regiões favorecidas ou 40% para as regiões desfavorecidas

b) O indicado em a) é majorado 10% para jovens agricultores  (tenham mais de 18 anos e menos de 40 anos) que já estejam instalados e em 5% se forem associados de uma Organização de Produtores (OP) reconhecida ou em vias de reconhecimento.


3 - Os investimento elegiveis são os mesmos do investimento da instalação dos jovens agricultores (ação 113 do ProDeR), ou dos pequenos investimentos (ação 112 do ProDeR)

Mas precisava que me ajudasse com a sua opinião

Ana Gonçalves disse:

"Boa tarde,

Dou, desde já, os meus parabéns e agradecimentos pelo trabalho que tem tido ao longo destes anos ao defender e apoiar o desenvolvimento da agricultura em Portugal.
Escrevo-lhe pois ando a tentar estruturar ideias para ver se consigo concretizar pelo menos uma ou duas. Vou-lhe falar no que idealizo esclarecendo que é tudo no plano da utopia pois baseio-me nos conhecimentos vagos que tenho e ainda me falta muita informação concreta.
Considerando que a região em causa se situa em Trás-os-Montes, considerando que consigo os terrenos suficientes para rentabilizar o mínimo (quer próprios quer por arrendamento), considerando que pretendo algo a longo prazo mas também produção com colheita anual, exponho de seguida as minhas ideias (ou utopias):
Partindo de Bragança, existem 3 zonas onde pretendo actuar (porque as conheço mas não são limitativas): uma – considerada por nós “terra fria” – fica a 15km para nor-noroeste; outra – considerada mais “terra quente” – fica a 30 km para Su-Sueste; a 3 zona fica a 5 km de Bragança para noroeste. Do que já percebi, pelo que vejo e pelas características climatéricas, na “terra fria” posso apostar em castanheiros pois já temos vários pequenos soutos e é definitivamente terra de castanha. Na “terra quente” sem dúvida o olival. Na 3 zona seria a apicultura pois também temos experiência, para consumo próprio, com sucesso.
As minhas dúvidas são:
- Posso colocar um projecto para várias zonas (aquelas 3) com culturas diferentes (castanha, olival, colmeias, por ex)?
- Posso colocar no projecto soutos e olivais já plantados e a produzir, mas que pretendo revitalizar, desenvolver, mecanizar, e terrenos que não têm nada, mas quero iniciar plantação (seja castanheiro, seja olival)?
- Posso ainda colocar no projecto terrenos que vão ser dedicados por ex, à plantação de batata, ou de meloa (achei muito interessante o vosso projecto na plantação, com sucesso, de meloa em Trás os Montes)?
Somos 3 irmãos, podemos repartir os projectos pelos 3, contudo um já passou dos 40 anos.
A minha ideia inicial seria eu pedir apoio para a parte dos soutos e olival. O meu outro irmão pedir apoio para a apicultura. Quando à produção de batata e meloa ou qualquer outra produção anual não seria alvo de pedido de apoio, mas a perspectiva é desenvolver para venda, como complemento.
Ainda existe a possibilidade do pomar, dos morangos, dos cogumelos…
Eu sei que é tudo muito vago e provavelmente terei de me concentrar num ou no máximo dois campos de actuação. Mas precisava que me ajudasse com a sua opinião.

Fico desde já muito grata pela sua disponibilidade e atenção."

Comentários:

1 - Pode colocar no projeto a apresentar ao ProDeR investimentos nas três regiões geográficas indicadas e nas diversas atividades que lhe interessam (castanheiro, olival e colmeias). Os investimentos serão apoiados desde que o projeto tenha coerência técnica, económica e financeira e portanto, com a mesma estrutura de produção tire partido da sua exploração agrícola.

2 - No projeto pode colocar novas plantações, reconversão e modernização tecnológica das existentes.


3 - Para as culturas anuais da batata e da meloa pode candidatar a estrutura de mecanização, o sistema de rega, as captações de água, etc. Os custos com as plantas, preparação do terreno, fertilização, etc. não são investimento, por isso, não são apoiados pelo ProDeR porque amortizam num único exercício.


4 - Só conhecendo a dimensão dos terrenos e as suas caraterísticas é que me posso pronunciar sobre a melhor estratégia para montar os projetos.


5 - Na minha opinião, caso tenham deficiência de capitais próprios devem apostar nas atividades que geram mais rapidamente produções e rendimento.


6 - Devem verificar quais são as duas atividades que mais os apaixonam, que estão dispostos a dar o vosso máximo e a nunca desistir, mesmo que tudo corra mal e não possa correr pior. Recomendo que visitem muitas explorações das atividades com potencial e aprendam os respetivos pormenores e os ossos de oficio.


7 - Pessoalmente acho a apicultura uma excelente atividade para quem gostar do ar livre, for muito rigoroso, aplicado, etc. É uma atividade muito rentável para quem dominar a tecnologia de produção. Caso contrário, será um desastre porque rapidamente as abelhas morrem e as colónias ficam


8 - A Espaço Visual promove estágios formativos ao longo de um ano, tendo como objetivo dar conhecer as operações culturais (contatar a Eng. Sónia Moreira 917 075 852)

Apoios ProDeR e regiões desfavorecidas/favorecidas

Renato disse:

"Boa tarde José Martino,

As zonas denominadas como desfavorecidas tem algum impacto na decisão final para aprovação de um projecto.

Obrigado"


Comentários:

1 - As regiões desfavorecidas não trazem prioridade no acessso às ajudas nas decisões de aprovação.

2 - Os investimentos realizados em parcelas localizadas em regiões classificadas como desfavorecidas conseguem obter majorações nos subsídios ou seja para o mesmo tipo de investimento, aquele que se realiza em parcelas de regiões desfavorecidas consegue obter um maior montante do ProDeR (10%) face às regiões favorecidas.


Existem apoios para esta regiao? E para a minha idade?

Helena Matias disse:

"Olá Boa Tarde!

Antes de mais o meu apreço e admiraçao pela disponibilidade com que "cultiva" este blogue!
Chamo-me Helena Matias, sou mestranda em Finanças Empresariais, licenciada em Gestao. Resido na freguesia de Maceira, concelho de Leiria, desde que nasci, há 41 anos.
Sou docente e quis o destino, que se me apresentasse a agricultura como possibilidade de desenvolver uma actividade da qual gosto e que faz parte das minhas raízes, que considero rentável e para a qual possuo algumas terras.
Neste contexto, e emboraconsiderando que um projecto, tem de ser rentavel por si proprio, subsidios á parte, gostaria que, se possível, me esclarecesse algumas dúvidas:
- existem apoios para esta regiao? e para a minha idade?
- que culturass sao subsidiadas? (tenho equacionado a produçao de pequenos frutos)
- os valores que refere nos varios comentários incluem implantaçao de estufas e sistemas de rega/hidroponia?
Desde já um muito obrigado por qualquer atenç~~ao que possa dispensar a estas minhas questos.
Melhores cumprimentos"


Comentários:

1 - Gostei do termo "disponibilidade com que cultiva este blogue". Muito obrigado! É destes estimulos que necessito receber para continuar horas e horas, em lugar de descansar, a trabalhar neste campo.


2 - Já existem apoios para investimentos até 25 000 euros de investimento através da ação 112 do ProDeR (pesquise neste blogue e obterá mais informação). Irão existir apoios para a sua idade a partir do dia 15 de outubro de 2012, através da ação 1.1.1 do ProDeR, para investimentos iguais ou superiores a 25 000 euros.


3 - Todos os investimentos em atividades agrícolas são apoiados desde que se cumpram as regras de acesso e de elegibilidade, bem como haja legalidade para os investimentos a realizar.


4 - Os valores que tenho escrito neste blogue incluem os investimentos básicos na plantação sistema de rega. São também elegiveis as infraestruturas e alguns equipamentos de mecanização

Posso instalar-me como jovem agricultor e ser sócio noutra sociedade que instala outro jovem?

Marco disse:

"Eng. José Martino,

Como muitas outras pessoas que vao passando por aqui, também eu estou interessado em dedicar-me a esta actividade, se bem que tenho dois projectos diferentes em vista e gostaria de saber o que pensa da minha ideia. Primeiramente estou a pensar pedir o fundo Proder para JAs para plantacao de pequenos frutos e fazendo sociedade com uma pessoa acima dos 40 anos. Tenho tambem outro projecto em mente com outras pessoas na área das plantas aromaticas e gostaria de saber se os fundos fossem pedidos em nome e uma dessas pessoas (ambas com menos de 40 anos) se poderia constituir uma sociedade diferente da primeira em que eu também pertencesse ou se há algum impedimento em estar nas duas ao mesmo tempo.

Obrigado desde já pela sua disponibilidade"

Comentários:

1 - Concordo com a sua estratégia: apresente primeiro o seu projeto e depois o da empresa em que será sócio.


2 - Considero uma estratégia muito inteligente fazer instalações sucessivas de jovens agricultores, isto é, deixar alguns jovens agricultores para se instalarem como jovens agricultores no período 2014 a 2020, pois ganharão experiência nas duas explorações e depois incrementarão as atividades tirando partido da vossa experiência.


3 - Parece-me muito postiva a participação de sócios mais velhos que aportam capital, experiência de vida e uma discussão mais ampla dos aspetos estratégicos e de investimento das empresas. Tal como nos casamentos tenha muito cuidado em escolher os seus parceiros de negócio, pois os divórcios são sempre processos dolorosos e caros  

Maracujã

Manuel Silva disse:

"Boa tarde Engº Martino.

Antes de mais, quero dar-lhe os parabéns pelo excelente trabalho de divulgação e informação que presta com o seu blog.

Tenho um terreno com 1,5 ha na zona de Aveiro e estou a equacionar produzir maracujás em estufa, no âmbito de uma candidatura à instalação de jovem agricultor.

Infelizmente, não há muita bibliografia/informação portuguesa sobre o assunto.

Assim, tenho esperança que me possa ajudar a esclarecer algumas dúvidas.
- Qual é a área mínima viável para instalação de um projeto para esta cultura?
- Tem conhecimentos de explorações deste fruto em Portugal Continental?
- Existem empresas para a escoamento do produto na região centro e/ou norte?
- Acha que produzir este fruto possa ter viabilidade?
- Quais serão os custos médios de implantação de uma exploração destas, por ha?

Agradeço, desde já, a sua melhor atenção.


Comentários:

1 - Na minha opinião, a cultura do maracujã é muito interessante, embora como a sua fileira é muito incipiente gera alguns estrangulamentos, a saber:
a) Precisa de identificar o operador comercial que lhe irá valorizar as produções.
b) Terá de definir as quantidades e consequentemente, as superfícies minimas da atividade que lhe tornam o negócio mais interessante (esta definição é independente do projeto ProDeR).
c) Definir a melhor tecnologia de produção


2- A Espaço Visual pode elaborar o seu projeto para o ProDeR, pelo que recomendo que contate a Eng. Sónia Moreira (telemóvel: 917 075 852)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O que faria na nossa situação?

Margarida disse:

"Boa tarde,
A família cultiva terras (cebola, alface e tomate) na zona da Povoa de Varzim, e infelizmente, tememos que este modo de vida esteja no seu limiar.
O ciclo vicioso comerciante/armazenista/intermediário, sufocou completamente o agricultor.
Vejamos o exemplo da alface: Preço agricultor 0,20/0,15cent. - Preço consumidor final 1,50.
É certo que todos precisamos de viver, mas é gritante o que nos fazem!
As minhas questões:
1 – Como contornar esta situação?
2 – O futuro passará pelo o cultivo de outros produtos?
3 – O que faria na n/situação?

O nosso muito obrigada."

Comentários:

1 - Agradeço as questões que me coloca, as quais são um desafio muito interessante para quem gosta de estratégia.


2 - A distribuição do valor ao longo da cadeia de distribuição é um problema político muito complicado e complexo para o qual espero que atual ministra da agricultura venha a tomar medidas. Quem tem força como a atual distribuição organizada em que duas cadeias têm uma quota de mercado superior a 60%, exerce o poder que tem e fica com a maior fatia da remuneração.


3 - O que eu faria se fosse responsável político? Utilizaria o diálogo e a magistratura de influência da liderança política para levar as partes na cadeia de distribuição a acordos voluntários em negociações de fileira. Só no caso de ser todo impossivel um acordo como indicado atrás, faria uma lei para impedir que cada cadeia ou grupo de cadeias não pudesse ter uma quota de mercado superior a 20%. Colocaria o valor mais baixo da multa para vendas abaixo do preço de custo acima de alguns milhões de euros (atualmente é de 30 000 euros). Estudaria um sistema para que cada elo da cadeia fosse pelo menos remunerado para cobrir os seus custos de produção e com uma margem bruta proporcional ao risco assumido. Montaria uma estratégia para "abanar o sistema" e utilizaria a imaginação para encontrar soluções. Faria experiências e promoveria a mudança.


4 - A comparação de preços que me coloca entre a remuneração do produtor e os preços que paga o consumidor se for fria e racional sem atender ao contexto da produção agrícola pode ser falsa e facciosa, o que realmente não é o caso. Passo a explicar o meu raciocinio utilizando uma história que costumo contar muitas vezes sobre a personalidade e a maneira de estar na vida de um português. Um amigo muito próximo propõe-me um negócio: "vais produzir o produto X que eu compro a quantidade e ao preço de 10 por unidade. Com este produto vou fornecer um cliente que tenho ao preço de 50 por unidade". A minha resposta será: "ficaremos com valor igual ou não te vendo para não ganhares mais do que eu, pois eu sou o produtor". Na realidade a análise correta da minha parte seria verificar se o valor que o meu amigo me paga é interessante para cobrir os meus custos de produção e gerar uma margem rentável, pois se não concretizar o negócio não terei a possibilidade de ganhar. Assim, a questão é:  a alface sendo paga ao agricultor a 0,20/0,15 cêntimos/kg é rentável ou não? Cobre os custos de produção e gera margem? Ou reformulando a questão: como ganhar dinheiro com alface  a 0,20/0,15 cêntimos/kg? Claro que um bom português vai verificar o preço de venda ao público e quando verifica enorme margem entre os preços, fica a lamentar-se porque está a "ser roubado" pelo comerciante e pela distribuição. Cada vez mais tenho maior admiração pelo meu amigo "Norberto Pires da Hortijales" pela sua clareza e coragem, porque se recusa a vender os seus hortícolas abaixo do preço de produção, prefere enterrá-los com a freza e se todos fizessem como ele a horticultura seria um negócio muito interessante. Pelo contrário,  verifico que o horticultor vende a qualquer preço, não sabe e não controla os seus custos de produção, não controla os seus encargos, ajusta em alta os seus custos de produção e outros, sobretudo nas fases em que o negócio tem maior rentabilidade, esquecendo-se dos ciclos económicos, virá um tempo em que o que hoje tem preços altos, terá valorizações mais baixas (para mim é lapidar o exemplo da fileira do leite quando o preço do litro esteve a 40 cêntimos, margem bruta muito alargada, compraram-se máquinas e equipamentos a crédito, fizeram-se investimentos megalómanos, créditos à habitação, etc. etc. Quando o preço desceu para menos de trinta cêntimos não há capacidade de ajustamento. Nesta fileira tenho admiração pelo meu amigo Fernando Santos da Casa de Malta, investimentos controlados na fase de alta rentabilidade e contas com controlo de custos nos dias de hoje, resultado ganha menos, mas continua a ter uma atividade rentável. Por outro lado, está a construir uma alternativa dedicando-se com rigoroso controlo de custos à produção de kiwis).


5 - Brainstorming / desafio aos meus leitores, responder à questão: como ganhar dinheiro com alface a 0,20/0,15 cêntimos/kg?
Pela minha parte irei escrever um outro post dando a minha resposta à questão



6 - Resposta direta às questões da minha leitora Margarida:
1 – Como contornar esta situação?
Incrementar a produtividade para ser interessante vender aos preços de mercado. Registo férreo de todos os custos e encargos para verificar se na hipótese anterior tem rentabilidade. Só atiraria a toalha ao chão se fosse de todo impossivel ganhar dinheiro com estas produções. O que defendo para melhorar a produtividade: visitar o número máximo de  produtores, quer em Portugal, quer no estrangeiro, sobretudo os que têm melhores resultados e aqueles que estão tecnologicamente, na gestão e organização mais avançados. Falar com técnicos, investigar na internet, ir a eventos, etc. Verifico que em cada fileira, mesmo nas menos rentáveis há produtores que ganham dinheiro. Temos de ser inteligentes e humildes e aprender com o seu exemplo, temos ser capazes de atingir e clarificar os pormenores que fazem a diferença (do ponto de vista pessoal, é mais fácil assumir que não dá dinheiro do que acreditar, trabalhar, persistir, sofrer,etc. com o objetivo de saber mais, estar melhor organizado e ser mais rigoroso na gestão). "Em alternativa tornar-se comerciante ou distribuidor de hortícolas, pois se são eles que ganham o dinheiro temos  possibilidade de ganhar com as nossas produções e as dos outros".
 2 – O futuro passará pelo o cultivo de outros produtos?
Sim o futuro, passa por ter pelo menos duas atividade principais para diminuir o risco do negócio
3 – O que faria na n/situação?
O descrito em 1 e 2.

Se quiserem saber mais pormenores estou disponivel para falar convosco numa consulta da Espaço Visual (custa 40 euros com IVA incluido. Contatar a Eng. Sónia Moreira: 917 075 852) ) e explicarei a estratégia de forma mais detalhada.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Seminário: Comercialização de Pequenos Frutos

 


No próximo dia 27 e 28 de Setembro (5 e 6ª feira), pelas 9:00h, em Guimarães, terá inicio o Seminário " Comercialização de Pequenos Frutos”, organizado pela Espaço Visual, Lda em parceria com a Bioberço- Sociedade Agrícola, Lda.
A fileira dos “Pequenos Frutos”, encontra-se em forte expansão e a grande preocupação dos produtores prende-se com a comercialização. O seminário tem como objetivo proporcionar uma perspetiva dos mercados internos e externos através dos principais operadores comerciais. Os restantes temas são preponderantes para o escoamento dos produtos.
A participação tem um custo de 50€ ( iva incluído), a inscrição é obrigatória até ao dia 26 de Setembro (4ª feira), através da ficha de inscrição que está no sitio da Internet da Espaço Visual. Todos os interessados deverão enviar a ficha de inscrição para o e-mail geral@espaco-visual.pt ou fax 224509281 .

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Mirtilos (19)

Alfredo Machado disse...
Boa tarde Engº José Martino,

Sou proprietário de terrenos na zona de Guimarães e teria todo o interesse em saber se de facto existe viabilidade para avançar com este projecto nesta região. Desde já agradeço uma resposta.
Obrigado
A. Machado


h.duarte disse...
Boa tarde sr eng José Martino,

tenho uns terrenos no concelho de resende, e ando a pesquisar sobre mirtilos, gostava de a sua opiniaoa cerca das condicoes climatericas, terreno entre outras.
agradeco a sua resposta, obrigado.
 
Comentários:
1 - Na minha opinião Guimarães e Resende têm aptidão climática para a cultura dos mirtilos.
 
2 - Os solos devem ser verificados por um engenheiro agrónomo e complementarmente devem fazer amostras e fazer análise mecânica para comprovar se possuem a textura adequada.
 
3 - A Espaço Visual presta este serviço de assessoria na verificação das condições edafoclimáticas (contatar a eng. Sónia Moreira: 917 075 852)  






O que fazer com os terrenos de família para evitar custos de manutenção e dores de cabeça?

José Serôdio disse:

"Boa Noite.
Chamo-me Jose Serôdio e tenho um terreno irregular com cerca de 2 Ha na Freguesia de Soalhaes, perto do Marco Canaveses. Pertence a uma quinta de familia com 1,5 ha aonde também plantamos recentemente 350 videiras.
Após uma experiencia de plantar em 1ha arvores para fazer apenas um bosque, queria aproveitar os restantes terrenos com uma cultura que não tivesse grande manutenção. Debato-me com o problema generalizado de não pretender fazer da agricultura um modo de vida, mas ter terrenos demasiados grandes ( ao todo 3,5 ha ) para cuidar deles de uma forma amadora. Só para a limpeza anual é uma dor de cabeça.
Gostaria de alguns conselhos da melhor forma de aproveitar o terreno e se possivel rentabiliza-lo.
Desde já agradeço a colaboração possivel"

Comentários:
1 - A terra agrícola apesar de ter imenso potencial produtivo e de criação de riqueza é um fardo pesado e centro de custos para quem não está vocacionado para a explorar.


2 - Nos casos elencados em 1. defendo que os seus proprietários devem recorrer á bolsa de terras para colocarem no mercado de arrendamento e assim cumprirem três importantes objectivos: a sua manutenção deixa de ser um custo, gera riqueza e contribui para o desenvolvimento económico de Portugal.


3 - A melhor forma de rentabilizar o terrreno é disponibilizá-lo/arrendá-lo através do serviço que a Espaço Visual de colocar terrenos em jovens agricultores que se querem instalar na atividade (contatar Eng. Sónia Moreira, telemóvel:917 075 852) ou no próximo ano através da bolsa pública de terras 

Projetos de Instalaçao de Jovens Agricultores

Renato disse:
"Boa tarde José Martino,

Para nós jovens futuros agricultores, uma vez que o nosso pais esta como esta, as ajudas do PRODER estão a ser autorizadas e com fundos monetários activos, ou os projectos estão a ser aprovados mas sem fundos para tal? já agora qual é a media "tempo" para aprovação de um projecto.
Obrigado"

Comentários:

1 - As ajudas para a instalação de jovens agricultores através da Ação 1.1.3 do ProDeR estão a funcionar plenamente e conseguem instalar mais de 200 jovens agricultores por mês.


2 - Os apoios são de 100% ou 90% até investimentos de 75 000 euros realizados classificadas como regiões desfavorecidas ou favorecidas.


3 - A Portaria n.º 378/88 de 11 de junho contém as freguesias e concelhos de Portugal Continental classificadas como desfavorecidas. Todas as que não constam na listagem são regiões favorecidas.


4 - O tempo médio de aprovaçao de um projeto é de 3 a 6 meses, depende se o analista do projeto tenha muito ou poucos atribuidos   

José Martino: 26 anos de trabalho agronómico

Comentários:
1 - Com o presente post dou inicio ao 27.º ano da minha carreira agronómica. Registo com agrado que neste último ano este blogue serviu para prestar um serviço de interesse público na divulgação do empreendedorismo na agricultura e na promoção da criação de riqueza, base do combate à crise fiannceira e económica que se abateu sobre Portugal.

2 - Encerro mais um ano de trabalho agronómico com a consciência que  batalhei para que as agriculturas de Portugal se desenvolvessem e os agricultores sejam pessoas mais prestigiadas pela sociedade.

3 - Após alguns dia de férias e no reinicio de mais um ano de trabalho, deixo-vos o texto que publiqei neste blogue no dia 31 de Agosto de 2011, relativo a este mesmo tema, o qual continua a marcar os mesmos objetivos, continuam atuais, para o próximo futuro:

 José Martino: 25 anos de trabalho agronómico


Retomei hoje o trabalho após as férias na segunda quinzena de Agosto e verifiquei na análise à minha atividade profissional que no dia de amanhã, 1 de Setembro de 2011, fazem 25 anos desde que este vosso amigo teve o primeiro dia de trabalho remunerado, como engenheiro agrónomo, a trabalhar na "FENAGRO - Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Aprovisionamento e Escoamento de Produtos, FCRL", tendo por base o apoio de um estágio ao abrigo do Programa "COOPEMPREGO" com o qual o Insituto António Sérgio apoiava a integração de Quadros nas Cooperativas (o setor cooperativo atual precisa de um programa especifico de apoios contemplando um dos eixos num Programa, espécie de Coopemprego ajustado à realidade do tempo atual). Nesses 6 meses de estágio e nos 2 anos seguintes na UCANORTE - União das Cooperativas do Noroeste, CRL, aprendi muito sobre o mundo das relações do trabalho, da realidade cooperativa na agricultura portuguesa, da sua importância estratégica e sobretudo, ganhei competências técnicas sedimentando as teorias que aprendi no ISA. Passei 6 dos melhores anos da minha vida na Kiwi Sol, fiquei a saber os custos pessoais, financeiros e sociais da montagem de uma empresa desde a concepção da ideia até à fase cruzeiro do negócio. E desde 1994 que fui free lancer na consultoria agro-rural e nele sou empresário. Desde esse ano que sou consultor da LIPOR na área da compostagem, colaborador de uma das pessoas mais fascinantes que conheci como estratega, inovador, político e líder empresarial, o Dr. Fernando Leite,o seu administrador-delegado (vale a pena analisar o sucesso da LIPOR ao longo de mais de 25 anos, bem como as causas do seu pioneirismo).Fui e sou um micro agricultor. Nos últimos anos tenho apostado fortemente na atividade empresarial ligada à consultoria para os agentes do mundo rural.

Sou um apaixonado pela fileira do kiwi e pelo mundo que ela envolve, mas sou sobretudo um defensor dos agricultores profissionais que pagam com o seu esforço as limitações estruturais de uma atividade que os políticos relegaram para muito acessória na economia portuguesa.

Assumo que a cidadania é pilar básico da vida em sociedade, não aceito a cobardia (choca-me que uma grande parte dos meus comentadores neste blogue o faça sob a forma anónima) de não "chamar os bois pelos nomes", dizer o que está mal e o que está bem, com o objetivo de fazer melhorar os sistemas, independentemente de no futuro vir a criar problemas pessoais (não esqueço um político responsável ao tempo do eng. António Guterres como 1.º Ministro, o qual mandou o recado "o Martino não tem problemas connosco, não percebo as causas que o levam a elencar publicamente o que não está a correr bem" ou um leitor deste blogue que me conheceu pessoalmente há alguns meses e comentou: "pensei que era pessoa em inicio de carreira para ter perfil de "contestário"").

Bato-me por um associativismo forte, organizado e eficaz como é timbre da APK, assim como por um Ministério da Agricultura que seja a fonte dos melhores quadros ténicos para conduzir e apoiar a liderança política de momento que é responsável pelos destinos da agricultura portuguesa (sou um feroz opositor da estratégia seguida por vários governos de há muitos anos a esta por parte que são responsáveis pelo esvaziamento dos ténicos e do património do Ministério e das Instituições por ele tuteladas).

Acho que os media são um pilar básico de liderança na mudança da economia e sociedade portuguesas e neste sentido, sou colunista e articulista de diversos orgãos de comunicação social.

Posso não deixar aos meus filhos uma grande herança material, mas fica-lhes o exemplo e a memória de uma vida plena de trabalho, de realizações, de sucessos, de muitos sacrificios, de entre-ajuda com quem me cruzei, sobretudo aqueles que precisavam e que acreditaram e trabalharam para fazer melhor e diferente, uma escola de ténicos e agricultores com quem colaborei nestes 25 anos.

Um agradecimento a todos, aos que tiveram sucesso e aos que fracassaram, aos que comigo trabalharam, aos meus amigos, amizades que foram lapidadas pelo tempo, aos de longa data ou aos mais recentes e por último, uma referência especial aos meus colaboradores porque os próximos 25 anos irão ser deles (as competências que estão a adquirir virão ao de cima e brilharão neste mundo da agricultura portuguesa).

Sinto-me satisfeito por ter abraçado o curso de Agronomia, realizado por estes 25 anos de realizações no mundo do trabalho e motivado para nos próximos tempos ser mais eficaz e assertivo como empresário e na resolução dos problemas dos agricultores.