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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Terras de família


"Exmo. Eng. José Martino
Descobri recentemente o seu blog, tendo-o tornado em um dos meus interesses de leitura.

Tenho 40 anos e resido na zona de Lisboa, com atividade profissional estável.

Recentemente, juntamente com os meus pais reabilitámos uma pequena habitação no conselho de ..., que era propriedade dos meus avós, entretanto já falecidos. Nessa casa passei a maior parte das férias na minha infância. E que bons tempos foram. Surgiu agora a possibilidade de transmitir essas vivências às minhas filhas (8 e 10 anos), que têm adorado (em 3 meses, já têm amigos e apenas vêm a casa para dormir e comer). Mas vamos ao que interessa.

Os meus avós têm alguns terrenos, que na altura lhes davam uso na plantação de batata, feijão, milho entre outras pequenas produções, alguns pinhais e zonas com carvalhos. Algumas vezes acompanhei-os a esses terrenos, mas hoje em dia, já não sei onde são. Temos estado a recolher informação junto das finanças, a qual por vezes não tem sido fácil.

No fim de semana passado, em conversa com locais da aldeia, que conheceram os meus avós, mostraram-me um dos terrenos. Esse terreno estava cheio de silvas (que entretanto já está totalmente limpo) e possui alguns carvalhos. Foi-me dito que uma das partes estava a ser usado por outra pessoa.

A questão é:
1) Obtendo os respetivos registos nas finanças, o que poderei fazer para saber exatamente os limites do terreno?
2) O que poderemos fazer em relação aos carvalhos, tendo em conta que se trata de uma região que todos os anos é fustigada por incêndios, numa perspetiva de tornar esses terrenos rentáveis?

Não pretendo (pelo menos para já) tornar-me agricultor, mas estou decidido a não deixar morrer um património, que já teve abandonado algum tempo, e que neste momento pretendo rentabilizar.

Agradeço desde já, congratulando-o pelo excelente apoio que tem vindo a dar através do seu blogue.

Cumprimentos"

Comentários:
1 - É excelente voltar às origens, ao mundo dos nossos avós, aos cheiros da nossa infância (terra húmida, da primavera, etc.). Mais que tudo, ficamos encantados quando os nossos filhos se sentem felizes nessas terras, nesse regresso ao campo, nessa viagem às origens!

2 - O melhor meio para saber onde estão os terrenos e quais são os seus limites é recorrer às pessoas mais velhas da aldeia, recorrendo preferencialmente aos membros das famílias mais amigas dos seus avós porque os registos na conservatória do registo predial e as descrições das finanças têm muitas incoerências com a realidade (no passado os terrenos "encolhiam" na sua superfície para pagar menos  impostos ("a décima") e mais recentemente os mesmos terrenos aumentaram de área para receberem subsídios públicos ao rendimento).

3 - Se os terrenos forem de aptidão agrícola deve tentar colocar-lhes uma atividade desse tipo, faço o mesmo tipo de recomendação se tiverem aptidão florestal, continuarem com os carvalhos, fazendo o respetivo adensamento.

4 - Atividades agrícolas que recomendo: avalie as culturas que as suas terras tiveram no passado, o que se cultiva nas redondezas, pense nas atividades mais rentáveis, com ligação ao mercado e por último, peça a um especialista em agricultura que lhe indique alternativas. Se precisar da opinião de um técnico marque uma visita com o Eng. Nuno Barbas da Espaço Visual (924 433 205).

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